sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Ciclone trará frio, granizo e tempestades ao Centro-Sul


Por Gabriel Rodrigues com colaboração de Aline Merladete

A configuração atmosférica prevista para o final da primeira semana de novembro de 2025 indica a atuação de um ciclone extratropical de intensidade significativa, com influência sobre uma ampla área do Centro-Sul do Brasil. O sistema se forma na quinta-feira, 6 de novembro, e seus efeitos mais marcantes devem ocorrer entre os dias 7 e 10.

Na sexta-feira, dia 7, o ciclone atinge seu pico de organização sobre o continente. As projeções apontam para um centro de baixa pressão atmosférica entre 997 e 1.000 hPa, valor considerado raro e intenso para sistemas atuando sobre terra firme. Esse padrão favorece um gradiente de pressão acentuado, resultando em ventos fortes a intensos.

O risco de tempestades severas é elevado, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. As tempestades podem ser acompanhadas de rajadas de vento entre 60 e 100 km/h, com possibilidade de registros ainda superiores em pontos isolados. Há previsão de chuva volumosa, com acumulados que podem alcançar ou superar 150 mm em curto intervalo no Noroeste do Rio Grande do Sul.

Outro ponto de atenção é o potencial para queda de granizo de grande porte, de forma isolada, principalmente na metade norte do Rio Grande do Sul e em áreas do Mato Grosso do Sul. A formação de tornados, embora fenômeno localizado, não está descartada nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste do Rio Grande do Sul.

Entre a sexta e o sábado (dia 8), o centro do ciclone se desloca em direção ao litoral de Santa Catarina. Com isso, os impactos se redistribuem e os temporais mais severos avançam para estados do Sudeste. No sábado, a previsão indica intensificação dos ventos do leste de Santa Catarina ao Vale do Paraíba Paulista e Sul de Minas Gerais, com rajadas que podem superar facilmente os 100 km/h. Chuva forte também deve atingir o Nordeste Paulista e o Centro de Goiás.

No domingo, dia 9, já com o núcleo do ciclone sobre o oceano, a intensidade dos fenômenos severos sobre o continente tende a diminuir, embora a instabilidade persista em áreas como o Noroeste de Mato Grosso. Em sua retaguarda, há o avanço de uma massa de ar frio.

Essa massa de ar frio deve causar queda acentuada e persistente nas temperaturas. Ao longo do período, são esperadas mínimas atipicamente baixas para a primavera. Na sexta-feira, as temperaturas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina podem variar entre 12°C e 15°C, podendo ficar abaixo de 10°C em regiões serranas. O resfriamento avança para o Sudeste e Centro-Oeste no fim de semana, com anomalias negativas persistindo na semana seguinte.





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Safra de soja começa com dificuldades por falta de chuva



Expectativa é que as chuvas normalizem e o impacto seja minimizado



Foto: Showtec

A irregularidade das chuvas no mês de outubro comprometeu o início da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso. De acordo com o boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), indicam que os volumes de precipitação oscilaram entre 75 e 95 milímetros em grande parte do estado. A distribuição desuniforme, combinada com temperaturas elevadas, gerou estresse hídrico em áreas cultivadas, especialmente nas fases iniciais da cultura.

Segundo o boletim, técnicos de campo do Imea reportaram falhas pontuais de estande em alguns talhões, situação que já levou à ressemeadura localizada. O instituto destaca que a continuidade do déficit hídrico poderá ampliar o número de áreas afetadas, o que comprometeria o calendário ideal de plantio e a produtividade das lavouras.

Para os próximos sete dias, a previsão do NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA) indica acumulados entre 35 e 45 mm em boa parte do estado. Embora abaixo do ideal para normalizar a umidade do solo, essas chuvas podem aliviar temporariamente o estresse das plantas e frear a necessidade de replantio em áreas mais sensíveis.

O Imea também destaca que, para os médios e longos prazos, o modelo Ensemble Mean aponta uma tendência de normalização das chuvas. As previsões climáticas para novembro e dezembro indicam volumes próximos à média histórica, o que representa um sinal positivo para a recuperação das lavouras e o bom andamento do ciclo da soja.

Mesmo com esse cenário mais promissor, o instituto alerta para a importância de monitoramento constante das condições climáticas e do solo nas propriedades. A variabilidade climática segue como um dos principais desafios da produção agrícola em Mato Grosso, exigindo decisões técnicas ágeis por parte dos produtores.

A expectativa é de que, caso o volume de chuvas se normalize nas próximas semanas, o impacto sobre a produtividade da soja seja minimizado. No entanto, o cenário atual reforça a necessidade de estratégias de manejo que aumentem a resiliência das lavouras às oscilações climáticas, sobretudo em regiões com histórico de estresse hídrico.





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Boi gordo mantém estabilidade em São Paulo



Boi China valoriza em Rondônia e no Paraná



Foto: Divulgação

De acordo com a análise desta terça-feira (4) do informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo apresentou estabilidade em São Paulo. Segundo a consultoria, “poucas indústrias encontravam-se fora de compras e, as que estavam ativas, possuíam ofertas dentro das referências”, embora tenham sido registrados “alguns negócios esporádicos acima delas”. A oferta de animais permaneceu reduzida, com escalas curtas, mas as cotações de todas as categorias não sofreram variações. As escalas de abate estavam, em média, previstas para sete dias.

Em Rondônia, a oferta de bovinos foi considerada enxuta, mas ainda suficiente para atender à demanda, sustentada principalmente pela exportação, apesar do mercado interno mais fraco. A Scot Consultoria informou que “a cotação do boi gordo e do ‘boi China’ subiu R$ 5,00 por arroba, enquanto para as fêmeas a alta foi de R$ 8,00”. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a 11 dias.

No Noroeste do Paraná, a consultoria destacou que a escassez de oferta e as escalas curtas pressionaram as cotações de todas as categorias. “A arroba do boi gordo subiu R$ 3,00, a da vaca e a do ‘boi China’ R$ 5,00, e a da novilha R$ 2,00”, indicou o boletim. As escalas de abate permaneciam com média de sete dias.

No Oeste do Maranhão, o levantamento apontou que não houve alterações nos preços em relação ao dia anterior. As escalas de abate estavam, em média, programadas para oito dias.





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Preço do milho sobe 1,91% em outubro



Exportações ao Irã e Egito elevam preço do milho



Foto: Canva

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (3), o preço médio do milho em Mato Grosso registrou alta de 1,91% em outubro de 2025, em comparação com o mês anterior, encerrando o período com média de R$ 67,27 por saca.

De acordo com o Imea, “a valorização registrada no último mês foi sustentada pelo mercado interno, onde a demanda aquecida tem mantido as cotações firmes”. O instituto destacou ainda que o aumento dos embarques brasileiros para Irã e Egito, principais consumidores do milho nacional, contribuiu para a elevação dos preços. Entre janeiro e setembro de 2025, as exportações para esses dois destinos somaram 9,10 milhões de toneladas, o que representa 39,04% do volume total escoado pelo país no ano.

Mesmo com a recuperação observada em outubro, o preço do milho na B3 permanece 3,79% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024. Segundo o Imea, “ao longo de 2025, apenas em maio foi observada média mensal superior às atuais”.

Para os próximos meses, a expectativa é de que o mercado acompanhe o avanço da primeira safra 2025/26 e o comportamento do câmbio. A análise do instituto aponta que o cenário tende à estabilidade, mas ressalta que os preços podem sofrer ajustes conforme a relação entre oferta e demanda.





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Custo de reposição aumenta com alta do bezerro



Valorização do bezerro reduz relação de troca com boi gordo em Mato Grosso



Foto: Canva

Segundo a análise semanal divulgada nesta segunda-feira (3) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a diferença no ritmo de valorização entre o bezerro e o boi gordo tem pressionado a relação de troca e elevado o custo de reposição no estado. O Instituto destacou que “a relação de troca entre o boi gordo e o bezerro de ano recuou para 1,88 cabeça por cabeça em outubro de 2025, ante 2,03 no mesmo período de 2024”, reflexo da maior valorização do bezerro frente ao boi gordo.

De acordo com o levantamento, o preço do bezerro passou de R$ 11,33 por quilo para R$ 13,24, um aumento de 16,85%, enquanto a arroba do boi gordo registrou avanço mais moderado, de 8,17%. Essa diferença, segundo o Imea, “elevou o custo de reposição e reduziu a relação de troca, indicando maior rentabilidade na cria e menor poder de compra para recriadores e invernistas”.

O Instituto acrescentou ainda que, no curto prazo, a menor oferta de bovinos de reposição deve sustentar a valorização do bezerro, enquanto os preços do boi gordo tendem a subir de forma mais contida devido ao “elevado volume de fêmeas terminadas”, o que deve manter a relação de troca em níveis baixos.





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BNDES cobre só 20% das dívidas rurais no Rio grande do Sul


Em reunião com instituições financeiras que operam o Crédito Rural no estado, a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) avaliou que os recursos disponibilizados pela MP 1314/2025 são insuficientes para atender à demanda de endividamento dos produtores rurais gaúchos. O levantamento confirma a projeção feita pela entidade quando a medida foi anunciada, em 5 de setembro. Segundo a Federação, o excesso de regulação para acessar os recursos também tem se mostrado um entrave para aliviar a situação do setor agropecuário no estado.

O encontro ocorreu nesta terça-feira (4), na sede da Farsul, e contou com representantes do Banco do Brasil, Banrisul, Sicredi e Sicoob. As instituições analisaram o andamento das tratativas para a efetivação dos acordos, as demandas e as dificuldades enfrentadas no Rio Grande do Sul. O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, afirmou que a Federação “sempre se pontuou pelo equilíbrio e naquilo que é exequível. Estamos vendo o esforço das instituições em cooperar para que o quadro seja revertido. Esse cenário de endividamento não interessa a ninguém, nem ao sistema financeiro, nem aos produtores”, declarou.

O economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz, destacou que os R$ 12 bilhões disponibilizados via BNDES não se restringem ao Rio Grande do Sul, mas são destinados a todo o país. “Fizemos um levantamento junto com as instituições financeiras e a necessidade de recursos para atender a carteira. Fazendo uma média ponderada, a linha do BNDES está atendendo 20% da demanda do que é elegível, ou seja, de cada R$ 5,00 da dívida, apenas R$ 1,00 é atendido”, descreveu.

“Além da escassez de recursos, existe um outro fator que é o formulismo. O excesso de regulação que gera uma enorme dificuldade de entender quem se enquadra, quem não se enquadra, porque existem várias normas que ora deixa uma pessoa enquadrada, mas na semana seguinte ela pode estar desenquadrada”, criticou o economista.

A Farsul defende duas medidas como fundamentais para enfrentar a situação: ampliar o volume de recursos destinados ao Rio Grande do Sul — estimado pela entidade em cinco vezes o valor atual — e simplificar as normas de enquadramento, consideradas excessivamente complexas e excludentes.





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Índice de atratividade da carne cai 11,8% no Mato Grosso



China amplia compras de carne bovina de Mato Grosso



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada nesta segunda-feira (3) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o índice de atratividade das exportações de carne bovina de Mato Grosso atingiu 80,27 arrobas por tonelada na média de janeiro a setembro de 2025, o que representa uma redução de 11,85% em relação ao mesmo período de 2024. O indicador mede quantas arrobas de boi gordo podem ser adquiridas com o valor de uma tonelada exportada de carne.

De acordo com o Imea, “o maior volume exportado foi destinado ao mercado asiático, especialmente à China, que respondeu por 54,30% dos embarques totais”. O instituto destacou que o preço médio da tonelada exportada para o país asiático aumentou 28,74% no comparativo anual.

A União Europeia, embora tenha registrado participação menor em volume, manteve o valor mais alto pago pela carne bovina mato-grossense, com aumento de 16,80% no preço médio e índice de atratividade de 117,9 arrobas por tonelada. “O avanço no volume das exportações e do preço médio demonstra a valorização da carne bovina de Mato Grosso no mercado externo”, avaliou o Imea.





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Iniciativa paranaense visa ampliar uso da erva-mate


De acordo com informações divulgadas pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e pela Iapar-Emater, o Governo do Estado lançou na segunda-feira (3) o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Erva-Mate: Inovação e Valorização. A iniciativa reúne universidades, centros de pesquisa e representantes do setor produtivo para desenvolver sistemas de cultivo mais sustentáveis e eficientes, otimizar processos industriais e diversificar o uso da matéria-prima. O investimento é de R$ 3,9 milhões, por meio da Fundação Araucária.

O Paraná se mantém como o maior produtor nacional de erva-mate, produto de relevância econômica e cultural para o Estado. Em 2024, nove municípios paranaenses registraram as maiores produções do país, com destaque para São Mateus do Sul, responsável por 17,2% do total nacional, mantendo o mesmo volume do ano anterior. A extração de erva-mate, concentrada na Região Sul, gerou o segundo maior valor entre os produtos não madeireiros, com R$ 522,8 milhões, o que representa redução de 11,3% em relação a 2023.

Segundo a professora Vânia de Cássia Fonseca Burgardt, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e articuladora do NAPI, o projeto busca integrar toda a cadeia produtiva, da produção primária ao consumo final. “Queremos desenvolver formas de produção mais rentáveis, que permitam ao pequeno produtor obter um ganho maior. Além disso, buscamos reduzir contaminantes que dificultam a exportação, garantindo um produto de maior qualidade e valor agregado”, explica.

Há também pesquisas em andamento sobre os possíveis efeitos da erva-mate na saúde. “Podendo ser benéfica para o coração, para o metabolismo do nosso organismo. A partir desses estudos clínicos, a gente pode indicar o uso da erva-mate, por exemplo, em medicamentos, na própria indústria farmacêutica”, comenta Vânia.

Outro foco da iniciativa é o uso da erva-mate na alimentação. O projeto prevê o desenvolvimento de novas receitas e produtos alimentares com potencial de ampla aceitação, inclusive para inclusão na merenda escolar.

O NAPI Erva-Mate será estruturado em quatro eixos temáticos. No eixo da produção primária, coordenado pela Embrapa Florestas, serão validados genótipos com características químicas e sensoriais diferenciadas, além da implantação de sistemas de cultivo inovadores e estudo de viabilidade econômica.

O eixo de processamento, coordenado pela Unioeste com apoio da UTFPR e da Embrapa Florestas, tem como objetivo otimizar processos industriais e desenvolver protocolos de classificação sensorial da matéria-prima.

O terceiro eixo, voltado ao produto e consumidor, é coordenado pela UTFPR e pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em cooperação com a Sustentec e universidades internacionais. As ações incluem estudos clínicos, caracterização sensorial, pesquisa com consumidores e desenvolvimento de novos produtos.

O último eixo, sob coordenação da UTFPR e apoio técnico do IDR-Paraná, prevê treinamentos e ações de devolutiva para os segmentos da cadeia produtiva, além da elaboração de um plano de comunicação voltado à divulgação dos resultados e inovações tecnológicas.

O setor produtivo, representado pela Associação de Produtores e Industriais de Erva-Mate (Apimate), participará de forma colaborativa em todos os eixos, contribuindo para a validação das ações e a transferência de tecnologia ao mercado.





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tradição milenar impulsionada pela IA


O arroz é uma das principais culturas do mundo. Segundo a FAO, a produção mundial atingiu 800 milhões de toneladas em 2023, com China e Índia liderando. O Brasil ocupa posição de destaque, sendo o nono maior produtor global e o principal fora da Ásia, com 10,67 milhões de toneladas em 2024, conforme dados do IBGE e Embrapa, quase 80% provenientes do Sul, especialmente de Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Embora cultivado há mais de 10 mil anos, o arroz chega à mesa hoje por meio de um processo cada vez mais tecnológico. Da lavoura ao empacotamento, sensores, máquinas inteligentes e sistemas de automação elevam a eficiência e a sustentabilidade da produção. A catarinense Selgron, sediada em Blumenau, é um exemplo desse avanço. Fundada em 1991, a empresa iniciou com selecionadoras ópticas voltadas à indústria arrozeira e hoje aplica inteligência artificial para análise precisa dos grãos, garantindo qualidade e padronização.

“O arroz foi o ponto de partida da nossa história e continua sendo um setor de grande importância dentro da empresa. Desde os primeiros equipamentos, evoluímos muito em termos de tecnologia, precisão e desempenho”, comenta Carlos Bieging, Diretor de Pesquisa da Selgron.

O portfólio da Selgron inclui empacotadoras, dosadores, detectores de metais, controladores de peso e sistemas de paletização robotizada, consolidando-a como referência em automação agroindustrial. Segundo o diretor de pesquisa Carlos Bieging, a automação reduz desperdícios, aumenta o rendimento e assegura rastreabilidade, elementos essenciais para um alimento que une tradição e tecnologia.

“O uso de automação na indústria arrozeira traz benefícios diretos, como redução de desperdícios, maior rendimento e rastreabilidade dos processos. E isso tem sido cada vez mais relevante diante da necessidade de produzir mais com menos recursos”, destaca.

 





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