quarta-feira, abril 1, 2026

Política & Agro

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Lagarta-da-soja ameaça produtividade e exige controle rigoroso



A praga pode gerar até quatro gerações durante a safra


Foto: Pixabay

A lagarta-da-soja (anticarsia gemmatalis) é uma praga que representa uma ameaça significativa para a cultura da soja, especialmente durante as fases iniciais do ciclo da planta. Segundo um artigo publicado no Blog Aegro, escrito pela engenheira agrônoma, Ana Lígia Giraldeli, a lagarta inicia seu ataque no topo das plantas, podendo persistir até a fase de enchimento dos grãos. A praga pode gerar até quatro gerações durante a safra, com seu ciclo biológico durando cerca de 30 dias.

A lagarta se alimenta principalmente das folhas, flores e até das vagens da soja. Quando o ataque é intenso, as lagartas podem apresentar uma coloração preta com listras brancas, um sinal de competição por alimento. A desfolha causada por essa praga pode comprometer significativamente a produtividade da cultura.

O controle da lagarta-da-soja deve ser feito de acordo com o Manejo Integrado de Pragas (MIP), adotando medidas específicas nas seguintes situações: quando forem encontradas, em média, 20 lagartas grandes (com 1,5 cm ou mais) por metro de fileira, quando a desfolha atingir 30% antes da floração, ou quando atingir 15% após o início da floração. Para o controle, os inseticidas reguladores de crescimento são uma boa opção, especialmente após ou durante o fechamento das entrelinhas da soja.

Outro aspecto importante no manejo dessa praga é o uso de refúgios. A adoção de refúgios é fundamental para evitar o desenvolvimento de resistência, prolongando a eficácia dos inseticidas e garantindo um controle mais eficiente ao longo da safra.





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Como combater as pragas do trigo durante o armazenamento



Pragas ameaçam qualidade do trigo durante o armazenamento


Foto: Canva

O armazenamento do trigo após a colheita é um processo crucial, mas frequentemente problemático. Segundo a engenheira agrônoma Thaís Fagundes Matioli, em artigo publicado no Blog Aegro, pragas primárias e secundárias podem atacar os grãos durante esse período. Enquanto os insetos primários atacam os grãos sadios, os secundários se alimentam dos grãos já danificados. Além dos danos diretos causados pela alimentação das pragas, elas ainda favorecem a contaminação fúngica e a presença de micotoxinas, comprometendo a qualidade do produto.

Entre as principais pragas identificadas no armazenamento do trigo estão o gorgulho-do-milho (Sitophilus zeamais), o gorgulho-do-arroz (Sitophilus oryzae) e o besourinho-dos-cereais (Rhyzopertha dominica). Esses insetos pertencem a diferentes famílias da ordem Lepidoptera e podem causar prejuízos significativos à produção.

Para combater essas pragas, a especialista orienta que o controle deve ser realizado com base em três abordagens: preventiva, monitoramento e curativa. O primeiro passo é garantir que o trigo seja armazenado em locais com teor de umidade abaixo de 13%, além de realizar a higienização dos silos, eliminar focos de infestação e aplicar pulverizações de inseticidas nas instalações. O monitoramento constante das condições do armazenamento, como temperatura e umidade, também é essencial. Já no caso de infestação, deve-se recorrer ao expurgo dos grãos com produtos à base de fosfina, seguindo as orientações do Ministério da Agricultura.





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Precipitações beneficiam milho e algodão na Argentina



Chuvas beneficiam lavouras na Argentina, aponta USDA




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As condições climáticas na Argentina registraram chuvas leves na maior parte do território, com exceção do norte e de algumas áreas da província de Buenos Aires, segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O clima seco favoreceu a maturação e colheita das culturas de verão, com destaque para o girassol, que já teve 39% da área colhida, e o milho, com 9% da colheita concluída. Já na região sul de Buenos Aires e em áreas próximas de La Pampa, a precipitação acumulada entre 10 e 50 mm auxiliou no desenvolvimento de grande parte do milho ainda imaturo.

No norte do país, chuvas mais intensas, variando entre 25 e 75 mm, beneficiaram a cultura do algodão. No entanto, segundo o boletim, um período mais seco será necessário nos próximos dias para que as cápsulas comecem a abrir e a colheita possa avançar sem dificuldades.

A maior parte da Argentina registrou temperaturas acima da média, variando de 1 a 4°C acima do esperado para o período. Durante o dia, os termômetros oscilaram na faixa dos 30°C, chegando a superar essa marca em algumas áreas do norte. O calor favoreceu o desenvolvimento das lavouras, mas também intensificou a perda de umidade do solo, fator que pode impactar as próximas fases do ciclo produtivo.





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Brasil é o sexto maior produtor de cacau do mundo



O Dia do Cacau é comemorado nesta terça-feira (26)




Foto: Divulgação

O Dia do Cacau é comemorado nesta terça-feira (26), reforçando a importância do fruto para a economia e a cultura brasileira. Originário da Amazônia e utilizado desde os tempos dos incas e astecas, o cacau se consolidou como a base do chocolate e como um dos principais produtos agrícolas do país.

No Brasil, a cadeia produtiva do cacau conta com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). A instituição possui uma das coleções mais ricas do mundo, reunindo dez grupos genéticos do fruto, com destaque para a diversidade da Amazônia. O principal tipo cultivado no país é o Amelonado, caracterizado por casca amarela e aroma mais sutil.

Os estudos conduzidos pela Ceplac têm foco no melhoramento genético do cacau, com objetivo de desenvolver variedades mais produtivas e resistentes a doenças e mudanças climáticas. As pesquisas também buscam inovações para o setor, incluindo novas formulações para o chocolate.

O Brasil ocupa atualmente a sexta posição entre os maiores produtores de cacau do mundo. O cacaueiro começa a produzir, em média, aos três anos e pode seguir em produção por até um século. O cultivo nacional tem avançado com a adoção de práticas sustentáveis, impulsionadas pela Lei nº 14.877/24, sancionada no ano passado. A nova legislação criou os selos verdes Cacau Cabruca e Cacau Amazônia, que serão concedidos a produtores que seguirem boas práticas ambientais na lavoura.





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Governo do RS busca apoio para renegociação de dívidas



Governo gaúcho negocia apoio federal para o agronegócio




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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reuniu-se na segunda-feira (24) com lideranças do agronegócio no Palácio Piratini para discutir medidas emergenciais e estratégias de longo prazo para o setor. O encontro abordou os impactos de eventos climáticos extremos e a necessidade de apoio federal para a renegociação das dívidas dos produtores.

Leite destacou que a irrigação é essencial para aumentar a resiliência do setor, mas enfrenta barreiras financeiras. “Não conseguimos avançar com a irrigação se o produtor está endividado. É preciso resolver essa questão”, afirmou. O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, reforçou a importância da renegociação para viabilizar investimentos em ações estruturantes.

A securitização das dívidas foi debatida, com consenso sobre a necessidade de buscar alternativas para garantir maior sustentação ao setor. “A securitização pode ser um caminho, mas precisamos também trabalhar com outras possibilidades para encontrar uma solução que dê mais sustentação ao setor”, ponderou Leite.

No dia seguinte, o governador esteve em Brasília para buscar apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “Deixamos muito claro a necessidade do Rio Grande do Sul relacionada à renegociação das dívidas dos nossos produtores. Precisamos de todo o apoio possível, e a CNA é fundamental para construirmos um entendimento nacional sobre a situação do Estado”, disse.

Antes, Leite já havia se reunido com o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, apresentando as propostas do governo estadual para o setor. “Sabemos que não é sobre resolver simplesmente o passado dessas dívidas constituídas, mas é sobre dar capacidade aos nossos produtores para tomarem crédito e obterem financiamento para investirem no futuro”, ressaltou.

No próximo dia 31, está prevista uma nova reunião no Palácio Piratini com integrantes do governo estadual, deputados estaduais e federais e entidades do setor para dar continuidade às negociações.





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Dólar fecha em alta com preocupações sobre tarifas dos EUA



Expectativa sobre tarifas dos EUA impulsiona alta do dólar




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O dólar à vista encerrou a quarta-feira (26) em alta de 0,43%, cotado a R$ 5,7328, após ter recuado na sessão anterior. A valorização da moeda norte-americana acompanhou o movimento internacional, impulsionado por preocupações em torno da política tarifária do governo dos Estados Unidos.

Na B3, às 17h14, o contrato futuro do dólar para abril, o mais negociado no momento, registrava alta de 0,56%, sendo cotado a R$ 5,7390. No acumulado do ano, a moeda norte-americana ainda apresenta queda de 7,22% em relação ao real.

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou com valores de compra e venda em R$ 5,732. Já o dólar turismo foi negociado a R$ 5,757 na compra e R$ 5,937 na venda.





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Preços do milho e diesel podem impactar a inflação no Brasil



Custos de frete e insumos elevam projeção do IPCA




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A última atualização semanal da DATAGRO, divulgada em 10 de março, projeta uma alta de 6,67% no grupo Alimentação e Bebidas e de 5,81% no grupo Combustíveis do IPCA no acumulado de 12 meses de 2025. A volatilidade nos preços das commodities já impacta os índices, levando a leitura da inflação de fevereiro aos maiores níveis para o mês em 22 anos.

Os analistas indicam que os ajustes recentes nos preços de insumos básicos devem continuar influenciando a inflação ao longo do ano. No setor de alimentos, o milho se destaca como um fator de risco. Principal insumo na nutrição de aves, suínos e bovinos, o cereal registrou preço de R$ 85,00 por saca em Rondonópolis (MT) em 13 de março, uma alta de mais de 40% em relação ao ano anterior. Segundo a DATAGRO Grãos, a valorização do milho pode elevar a inflação dos alimentos em até 1,07% nos próximos seis meses e impactar o IPCA geral em até 0,47% no mesmo período.

A alta dos combustíveis também reforça a pressão inflacionária. “Esse quadro também é reforçado pelos ajustes recentes de preços de refinaria e do ICMS dos combustíveis, com destaque para o diesel. Apesar do baixo peso do combustível no IPCA, por questões de dependência elevada de frete e transporte rodoviários, o diesel desempenha papel semelhante ao do dólar (e do milho) na inflação, ao passo em que seus efeitos são sentidos a médio e longo prazo, pois reverberam no custo das demais mercadorias e em seus custos de base e frete, afetando a inflação brasileira de forma ainda mais sistêmica que o milho. O impacto para os alimentos acontece apenas a partir do 12º mês, em função da demora para aparecer nos custos dos itens que os integram. Considerando o reajuste de 6,29% realizado sobre o preço de refinaria do diesel pela Petrobras, o efeito poderá ser de 29 bps (0,29%) a mais de inflação no acumulado em 12 meses do índice geral, enquanto para o IPCA Alimentação e Bebidas, o impacto deve ser maior, resultando em 77 bps (0,77%) a mais no acumulado em 12 meses para o fechamento de 2025, mesmo sem considerar o aumento já previamente estipulado de ICMS sobre os combustíveis”, informa Datagro

Apesar das medidas anunciadas pelo governo, a equipe da DATAGRO alerta para fatores que sustentam a expectativa de uma inflação acima do teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional para o fechamento de 2025.





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Preço do milho em MT dispara e atinge maior valor em quase 3 anos



A média semanal ficou em R$ 71,26 por saca




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O mercado do milho em Mato Grosso registra um cenário de forte valorização, atingindo patamares que não eram observados há quase três anos. De acordo com o boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), no dia 21 de março, o preço do milho disponível para compra no estado alcançou R$ 71,73 por saca, marcando a maior precificação de 2025 até o momento.

A média semanal ficou em R$ 71,26 por saca, um valor que não era visto desde a semana de 13 a 17 de junho de 2022, quando o cereal estava cotado a R$ 70,79 por saca, período ainda impactado pela pandemia.

O avanço nos preços tem sido expressivo quando comparado ao mesmo período de 2024, com uma valorização de 109,01%. Esse aumento significativo é reflexo da menor disponibilidade do grão em Mato Grosso, resultado da queda na produção da safra 23/24 em relação à 22/23. Além disso, a demanda segue aquecida, impulsionando ainda mais as cotações, especialmente neste início de ano, quando o mercado encontra menor oferta disponível.

Outro fator que reforça a sustentação dos preços é o período de entressafra, que reduz a disponibilidade do cereal e mantém a pressão sobre o mercado. Com isso, especialistas apontam que os preços devem permanecer firmes nas próximas semanas, podendo até registrar novas altas, a depender do ritmo da demanda e das condições climáticas que influenciam a próxima safra.

O cenário atual tem impactado diretamente produtores e compradores. Enquanto os agricultores que ainda possuem estoques disponíveis podem aproveitar o momento para negociar com boas margens de lucro, as indústrias e o setor de ração enfrentam desafios com o custo elevado da matéria-prima. O mercado segue atento aos desdobramentos da oferta e demanda, que devem continuar ditando o comportamento dos preços ao longo do ano.





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Antracnose no feijão pode causar perdas totais na lavoura



Doença no feijão prejudica colheita e afeta mercado agrícola


Foto: Ibrafe

A engenheira agrônoma Gressa Chinelato alerta para os impactos da antracnose no feijão, doença causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum. Em artigo publicado no Blog da Aegro, a especialista destaca que a enfermidade ocorre principalmente em regiões de temperatura moderada e alta umidade, podendo levar a perdas totais em variedades suscetíveis.

“A necrose nas nervuras é um sintoma bastante característico da doença”, afirma Chinelato. Além disso, as lesões surgem, sobretudo, na parte inferior das folhas, apresentando coloração avermelhada a marrom. Nas vagens, aparecem lesões circulares e deprimidas, com bordas mais escuras. Quando atinge os grãos, a doença pode comprometer sua comercialização.

O fungo sobrevive em sementes, restos culturais e hospedeiros alternativos, o que exige um manejo rigoroso para evitar sua disseminação. Entre as medidas recomendadas estão o uso de sementes sadias e certificadas, a rotação de culturas com gramíneas não hospedeiras e a eliminação de restos culturais. “O plantio de variedades resistentes e o controle químico com fungicidas específicos para feijão também são estratégias importantes”, ressalta a engenheira agrônoma.





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Açúcar e etanol iniciam semana em queda no mercado internacional


De acordo com a análise do União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar registraram queda no início da semana nas bolsas internacionais, pressionados pela valorização do dólar. Na ICE Futures, em Nova York, todos os lotes do açúcar bruto encerraram a segunda-feira (24) desvalorizados.

O contrato para maio/25 foi negociado a 19,26 centavos de dólar por libra-peso, queda de 46 pontos em relação à sessão anterior. Já o contrato para julho/25 recuou 43 pontos, sendo contratado a 18,96 cts/lb. Os demais vencimentos registraram perdas entre 17 e 40 pontos.

No mercado europeu, o açúcar branco também fechou em baixa na ICE Futures Europe, em Londres. O contrato para maio/25 foi negociado a US$ 542,40 a tonelada, com recuo de US$ 10 em relação à sexta-feira. O vencimento para agosto/25 caiu US$ 8,60, sendo cotado a US$ 530,60 a tonelada. Os demais contratos registraram perdas entre US$ 4,20 e US$ 7,70.

No mercado interno, o açúcar cristal também iniciou a semana em queda. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 138,01, valor inferior aos R$ 139,14 registrados na sexta-feira, representando uma retração de 0,81%.

O etanol hidratado seguiu a mesma tendência. De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi comercializado pelas usinas a R$ 2.844,50 por metro cúbico, queda de 0,39% em relação aos R$ 2.855,50 registrados na sexta-feira.





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