terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Brasil pode se beneficiar de tensões comerciais



No campo das commodities, o café brasileiro mantém sua competitividade



No campo das commodities, o café brasileiro mantém sua competitividade
No campo das commodities, o café brasileiro mantém sua competitividade – Foto: Pixabay

Segundo relatório do Itaú BBA, publicado nesta semana, a crescente intenção dos Estados Unidos de aplicar tarifas recíprocas em resposta a medidas adotadas por outras potências globais trouxe incertezas aos mercados e aumentou o risco de desaceleração econômica mundial. Esse cenário pode impactar diretamente a demanda global por commodities como café, suco de laranja e algodão, pressionando seus preços e afetando, principalmente, exportadores como o Brasil.

Apesar dos riscos, o relatório também aponta oportunidades comerciais para o Brasil em um cenário intermediário — sem recessão e com tarifas moderadas. Nessa hipótese, o país poderia ampliar sua competitividade em mercados estratégicos como México, Canadá, China e União Europeia, aproveitando as barreiras comerciais impostas aos produtos americanos. Essa mudança no equilíbrio global pode favorecer as exportações brasileiras, especialmente em setores já consolidados.

No campo das commodities, o café brasileiro mantém sua competitividade frente a concorrentes asiáticos mais afetados pelas tarifas dos EUA. No entanto, o suco de laranja pode enfrentar dificuldades para manter seu espaço no mercado norte-americano. Já as carnes brasileiras, segundo o Itaú BBA, têm espaço para crescer em destinos hoje dominados pelos EUA. A soja e o algodão também aparecem como destaques: com a escalada das tensões entre Washington e Pequim, o Brasil pode expandir suas vendas à China, ainda que a demanda chinesa por algodão esteja mais fraca este ano.

O cenário, no entanto, permanece indefinido. Um eventual acordo comercial entre EUA e China, como o da “fase um” em 2020 — que não foi plenamente cumprido por Pequim —, pode limitar os ganhos brasileiros. O desfecho dependerá da evolução das tensões geopolíticas e dos termos dos próximos acordos comerciais, sobretudo envolvendo o mercado chinês.

 





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Seminário destaca recuperação de agroecossistemas



O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da AP



O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional
O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional – Foto: Pixabay

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) realiza nos dias 15 e 16 de abril de 2025, em Campinas (SP), a 16ª edição do Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais. Com o tema central “Recuperação de Agroecossistemas Degradados”, o evento reforça o compromisso com a sustentabilidade da agricultura brasileira e a recuperação ambiental de áreas produtivas, reunindo especialistas, pesquisadores, estudantes e profissionais do setor em um espaço de diálogo técnico e científico.

A programação do primeiro dia contará com palestras ministradas por engenheiros agrônomos e gestores ambientais de destaque, abordando temas como agricultura regenerativa, restauração de ecossistemas agrícolas, florestais e pastoris, fisiologia vegetal aplicada à recuperação de solos, políticas públicas voltadas à sustentabilidade e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). A proposta é apresentar práticas eficazes para enfrentar os desafios causados pela degradação do solo e pelas mudanças no uso da terra, com foco na resiliência dos agroecossistemas.

Já o segundo dia será inteiramente dedicado ao Minicurso sobre Qualidade do Manejo Conservacionista, que oferecerá uma abordagem prática e aprofundada sobre os fundamentos do manejo sustentável do solo. O conteúdo inclui indicadores técnicos, ferramentas de avaliação e estudos de caso voltados à conservação da água, uso racional de insumos e aplicação de práticas regenerativas nas propriedades rurais.

O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional, com apoio da Fundação Agrisus e da Fundag. O objetivo é fortalecer a integração entre a ciência, a extensão rural e os produtores, promovendo soluções sustentáveis frente à intensificação da agricultura e à crise climática. As inscrições estarão abertas a partir das 8h do dia 15 de abril, no local do evento.

 





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GSI apresenta inovações para o segmento de pós-colheita na Agrishow 2025



Durante a Agrishow , visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias da empresa


Foto: Rogerio Barbosa

A GSI, referência global em equipamentos para armazenagem e secagem de grãos, confirma sua presença na Agrishow 2025, que acontece de 28 de abril a 02 de maio, em Ribeirão Preto (SP). Neste ano, a empresa chega à feira com novidades voltadas para a área de pós-colheita de grãos, oferecendo soluções inovadoras que impulsionam a produtividade e a segurança na gestão e operação de armazéns.

A conectividade proporcionada pelo Painel do Secador, integrado ao Process Dryer, poderá ser conferida na Agrishow. Essa tecnologia oferece controle preciso e eficiente da operação de secagem de grãos, sendo fundamental para otimizar a gestão da operação. O painel permite o monitoramento remoto e em tempo real do secador, possibilitando o ajuste de parâmetros como temperatura e umidade de forma intuitiva.

Outro destaque do evento é o lançamento da Grain Cleaner EC, uma solução de ponta para a limpeza de grãos, desenvolvida para atender as mais exigentes condições de operação. O equipamento enclausurado reduz a emissão de pó e proporciona um processo mais eficiente e seguro, ideal para aplicações que demandam alta performance e controle de processos. A tecnologia inovadora combina peneiramento e separação gravitacional por ar, distribuindo os grãos de forma uniforme para uma limpeza otimizada, com menor necessidade de mão de obra e maior segurança operacional.

No evento, o produtor também terá a oportunidade de conhecer a parceria estratégica da GSI com o Banco DLL, que traz condições diferenciadas de financiamento para investimentos em armazenagem. A iniciativa visa facilitar o acesso ao crédito para produtores e empresas do setor, disponibilizando modalidades do BNDES e soluções próprias do banco, garantindo mais agilidade e assertividade na ampliação da capacidade de armazenagem.

Com um portfólio robusto de soluções integradas, a GSI reafirma seu compromisso com a inovação e a conectividade, oferecendo equipamentos que transformam a gestão do armazenamento e processamento de grãos. Durante a Agrishow 2025, os visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias da empresa e entender como essas soluções podem agregar valor ao seu negócio.

 





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Farinha clandestina é apreendida no Paraná



Foram encontrados produtos com misturas e diluições proibidas




Foto: Mapa

Uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Militar do Paraná resultou na apreensão de 933.600 quilos de produtos clandestinos utilizados na alimentação animal. A ação, batizada de Operação Ronda Farinha Batizada, foi realizada no dia 9 de abril, em Arapongas (PR), e revelou práticas ilegais como a falsificação de selo de inspeção federal e uso de matérias-primas de origem desconhecida.

Segundo informações do Mapa, a operação foi coordenada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA) e contou com o apoio do 8º SIPOA. Os fiscais inspecionaram dois locais suspeitos de fabricar e comercializar farinha de origem animal em condições sanitárias irregulares e sem o devido registro no Ministério.

Durante a fiscalização, foram encontrados produtos com misturas e diluições proibidas, além de insumos provenientes de empresas sem autorização oficial. O resultado foi a emissão de dois termos de suspensão de atividades, um auto de infração e um termo de apreensão, que totalizou um prejuízo estimado em R$ 2,3 milhões aos infratores.

A auditora fiscal federal agropecuária Andréa Mônica Moretti Barbosa, que participou da operação, reforça o alerta sobre os riscos do uso de produtos sem registro. “A utilização de produtos provenientes de estabelecimentos sem registro no Mapa pode comprometer a saúde do rebanho e causar efeitos deletérios na saúde humana devido à possível presença de resíduos nos produtos de origem animal”, afirmou.

O Mapa orienta que consumidores e produtores verifiquem sempre se o alimento destinado aos animais possui o número de registro no carimbo de fiscalização federal. Produtos sem essa identificação podem ser denunciados por meio da plataforma oficial Fala.BR. A autenticidade do registro também pode ser consultada diretamente no site do Ministério.





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Brasil depende de importações de trigo


Segundo informações da TF Agroeconômica, com base em dados do Cepea/Esalq-USP, o Brasil esgotou suas reservas nacionais de trigo e dependerá de importações até a chegada da nova safra, prevista para agosto de 2025. A baixa oferta interna, combinada à temporada de pouca comercialização, tem pressionado os preços para cima e ampliado as importações do cereal. Em março deste ano, o país importou 651,79 mil toneladas, aumento de 12% em relação a fevereiro e de 27,6% em comparação com março de 2024.

No acumulado do primeiro trimestre, o Brasil já importou 1,95 milhão de toneladas de trigo, o que é 18% a mais que no mesmo período do ano anterior. A Conab projeta um total de 5,6 milhões de toneladas importadas até o fim de 2025. Os preços internos estão alinhados à paridade de importação com o trigo argentino, favorecido por vantagens no Mercosul, como a isenção da Tarifa Externa Comum (TEC). Ainda assim, o mercado sofre com custos logísticos elevados e baixa disponibilidade de frete.

A oferta do Mercosul tende a ganhar fôlego, mas a disponibilidade argentina está limitada, já que os exportadores têm priorizado o milho diante da valorização internacional. Enquanto isso, produtores que ainda possuem trigo estocado, principalmente no sul dos Pampas, estão retendo vendas, esperando melhores preços no mercado.

“A disponibilidade de trigo argentino é limitada porque os exportadores locais estão priorizando os embarques de milho para aproveitar os altos preços internacionais do grão. Por outro lado, as vendas de trigo pelos produtores que possuem estoques do grão — localizados principalmente na região sul dos Pampas — estão limitadas porque aguardam preços mais altos do que os atuais”, comenta.

Para a próxima safra, a Conab revisou para baixo a área plantada com trigo no Brasil, estimando 2,772 milhões de hectares (queda de 9,3% em relação a 2024). Apesar da retração na área, a expectativa é de colheita de 8,47 milhões de toneladas, alta de 7,4%, apostando em maior produtividade e clima favorável, fatores ainda incertos.

 





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Soja brasileira dispara com guerra tarifária e recorde de compras da China


A soja brasileira encerrou a semana com forte valorização, impulsionada por fatores internacionais e pela crescente demanda chinesa. A intensificação da guerra tarifária redirecionou o comércio global para o Brasil, tornando o grão nacional ainda mais competitivo no mercado externo e resultando em uma valorização superior a 6%.

De acordo com a análise de mercado da Grão Direto, a disputa comercial entre China e Estados Unidos tem favorecido as exportações brasileiras. Somente nesta semana, 52 navios foram contratados pela China para carregar soja, estabelecendo um novo recorde histórico — quase todos com origem no Brasil. Além disso, no mercado futuro de Chicago, os contratos de soja para maio de 2025 encerraram a US$ 10,44 por bushel, uma alta expressiva de 6,86%. O contrato para março de 2026 também teve avanço, atingindo US$ 10,39 por bushel (+3,38%).

No cenário interno, o dólar subiu 0,51%, chegando a R$ 5,87, enquanto a soja seguiu a tendência internacional de alta, com valorização em diversas regiões do país. A análise da Grão Direto também destaca que muitos produtores estão aproveitando o momento para vender e fazer caixa, pressionados por juros elevados, crédito restrito e compromissos financeiros próximos.

A maior esmagadora de soja da Argentina interrompeu suas atividades em meio a rumores de endividamento, enquanto o clima chuvoso atrasa a colheita no país vizinho. Já nos EUA, a possível formação do fenômeno La Niña — que traz uma primavera mais fria e úmida — pode atrasar o início do plantio da nova safra, aumentando a volatilidade nos contratos futuros e reforçando a pressão altista no mercado global da oleaginosa.

Apesar do otimismo, há preocupação com a logística brasileira. Os portos nacionais já operam com 91,30% de sua capacidade, superando o limite seguro de 85%. Com o novo volume recorde de navios destinados à China, há risco de gargalos no escoamento. Em contrapartida, a queda no preço do petróleo pode aliviar os custos do transporte rodoviário, beneficiando o produtor.

A perspectiva para os próximos dias é de estabilidade, com possíveis correções técnicas nos preços após a forte alta. Ainda assim, o cenário segue atrativo para quem busca boas oportunidades de comercialização da soja brasileira.





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Bangladesh quer parceria com a Rússia



A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger a população



A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger a população
A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger a população – Foto: Pixabay

Bangladesh solicitou formalmente a colaboração da Rússia para reforçar sua segurança alimentar e garantir o fornecimento de insumos agrícolas essenciais, como fertilizantes. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla do governo de Dhaka para fortalecer o setor agrícola do país.

Durante o Fórum de Boao para a Ásia, realizado na província de Hainan, na China, o vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexei Overchuk, afirmou que Moscou está pronta para ampliar as exportações de trigo e fertilizantes para Bangladesh. As declarações ocorreram durante um encontro com o conselheiro-chefe de Bangladesh, professor Muhammad Yunus. Na ocasião, os dois discutiram temas de interesse mútuo, como a operação da usina nuclear de Rooppur, financiada pela Rússia, os planos de compra de trigo e fertilizantes russos e a exploração de gás natural conduzida pela Gazprom em território bengalês.

Após o encontro, o professor Yunus confirmou que Bangladesh pretende aumentar as importações desses insumos estratégicos provenientes da Rússia como forma de reforçar sua segurança alimentar nacional. A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger a população frente à volatilidade do mercado global de alimentos.

Em outro sinal de estreitamento dos laços bilaterais, o embaixador da Rússia em Bangladesh, Alexander Khozin, reafirmou o compromisso de Moscou com o desenvolvimento do país asiático. Ele destacou a relação de respeito mútuo entre as duas nações e elogiou os avanços de Bangladesh em áreas como combate à pobreza, educação, empoderamento feminino, ação climática e conectividade regional.

Na semana passada, o Comitê de Aquisição Governamental de Bangladesh aprovou propostas de compra para atender às necessidades internas do país. Entre os acordos, destaca-se a importação de 30 mil toneladas de fertilizante muriato de potássio (MOP) da corporação russa Prodintorg, em um contrato avaliado em cerca de 1,12 bilhão de takas (aproximadamente US$ 9,2 milhões).

 





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soja semente poderá ser plantada até 31 de maio



TO define regras para cultivo de soja semente




Foto: USDA

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), anunciou que o período de plantio de soja semente nas Planícies Tropicais do estado estará aberto entre os dias 20 de abril e 31 de maio. A colheita deverá ocorrer até 20 de setembro, conforme previsto em portaria autorizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A medida contempla os municípios de Lagoa da Confusão, Cristalândia, Pium, Formoso do Araguaia, Santa Rita do Tocantins e Dueré. A autorização para o cultivo nesse período é válida exclusivamente para atividades de pesquisa e ensino, produção de sementes e reserva de semente para uso próprio, conhecida como “salva legal”.

Na safra de 2024, foram plantados 56.672 hectares na região, com 111 cadastros registrados. O controle sobre essas áreas visa evitar riscos fitossanitários, especialmente relacionados à ferrugem asiática da soja.

De acordo com Cleovan Barbosa, responsável técnico pelo Programa Estadual de Controle da Ferrugem Asiática da Soja da Adapec, o plantio nessa janela exige procedimentos específicos. “O produtor deve preencher os formulários que estão disponíveis no site da Adapec pelo endereço www.to.gov.br/adapec, e posteriormente, entregar esta documentação num escritório da Agência”, explicou Barbosa. Os documentos necessários incluem o cadastro da propriedade, plano de trabalho, termo de compromisso do responsável técnico e croqui das lavouras.

A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é considerada a principal ameaça à soja no Brasil. A doença se espalha com rapidez por meio do vento e provoca desfolha precoce, reduzindo a produtividade das lavouras ao impedir a formação completa dos grãos.





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Mercado internacional do açúcar inicia semana em queda


Segundo análise da União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar abriram a semana com desvalorização na maioria dos lotes negociados nas bolsas internacionais. Na ICE Futures, de Nova York, o açúcar bruto com vencimento em maio de 2025 foi negociado a 17,87 centavos de dólar por libra-peso, o que representa queda de 13 pontos, ou 0,7%, em relação ao dia anterior. O contrato com vencimento em julho de 2025 também recuou, fechando a 17,69 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 14 pontos.

A maior parte dos demais contratos apresentou retração entre 1 e 11 pontos. Apenas o lote com vencimento em março de 2027 encerrou em alta de dois pontos, enquanto a tela de outubro de 2026 manteve estabilidade.

Na ICE Futures Europe, em Londres, o contrato do açúcar branco com entrega prevista para maio de 2025 encerrou a sessão com valorização de 4,40 dólares, sendo negociado a 527,40 dólares por tonelada. Os demais vencimentos registraram recuos, com desvalorizações entre 1,10 e 6 dólares por tonelada.

No mercado interno, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, apurou alta no valor do açúcar cristal. A saca de 50 quilos foi comercializada a R$ 142,35 na segunda-feira (14), frente aos R$ 141,59 registrados na sexta-feira, o que representa valorização de 0,54%.

O etanol hidratado também apresentou variação positiva após três dias consecutivos de queda. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.807,50 por metro cúbico, ante os R$ 2.804,50 registrados na sessão anterior, variação de 0,11%.





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Semana Santa mantém mercado do boi gordo estável



Exportação de carne bovina cresce em abril




Foto: Sheila Flores

O informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria, apontou que o mercado do boi gordo permaneceu estável nas praças paulistas durante a Semana Santa. Segundo analistas, tanto compradores quanto vendedores aguardaram o desenrolar do período para definir novas estratégias de negociação.

As escalas de abate no estado de São Paulo mantiveram-se em média para cinco dias úteis, sem alteração significativa na movimentação de preços. “O cenário segue com estabilidade para todas as categorias de bovinos”, apontaram fontes do mercado.

Em Rondônia, na região Sudeste do estado, a oferta de boiadas foi considerada dentro do esperado, com maior presença de fêmeas nas negociações. As escalas de abate, por sua vez, atenderam a uma média de sete dias. Os preços registrados foram brutos e com prazo, conforme a prática usual do mercado.

No comércio exterior, a exportação de carne bovina in natura brasileira apresentou avanço no início de abril. De acordo com dados preliminares, até a primeira semana do mês foram embarcadas 98,2 mil toneladas do produto, o que representa uma média diária de 11 mil toneladas. Esse volume indica aumento de 15,6% em relação ao desempenho diário observado em abril de 2024.

O preço médio por tonelada exportada atingiu US$ 4,9 mil, o que representa alta de 9,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.





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