quarta-feira, abril 1, 2026

Política & Agro

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Colheita do arroz ultrapassa 50% da área plantada



Fronteira Oeste lidera colheita do arroz no Rio Grande do Sul




Foto: Divulgação

A colheita do arroz avança e atinge 51,66% da área semeada no Rio Grande do Sul, o que representa 501.276,67 hectares colhidos. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do arroz (Irga), a Fronteira Oeste lidera os trabalhos, com 71,41% da área plantada já colhida, seguida pela Planície Costeira Externa (61,41%), Planície Costeira Interna (53,25%), Campanha (40,91%), Região Central (34,76%) e Zona Sul (31,92%).

Segundo Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural, as condições climáticas têm sido favoráveis e possibilitado aos produtores uma janela de trabalho prolongada. “A Zona Sul é a regional que mais avançou proporcionalmente na colheita. Foi a última regional a iniciar o plantio e, consequentemente, a última a dar início à colheita, porém ela tem avançado rapidamente em razão de toda a organização e mecanização dos produtores da região”, afirma o agrônomo. Ele também destaca que a safra deve se estender durante o mês de abril e possivelmente até maio.

Os dados sobre o progresso da colheita do arroz são coletados e divulgados semanalmente pelo Irga, por meio da plataforma Safra. O sistema fornece informações detalhadas sobre o andamento da semeadura e da colheita e é atualizado pelos 37 escritórios do Irga distribuídos nas regiões arrozeiras do estado.





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Brasil quer exportar carne e etanol para o Japão


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participaram, na terça-feira (25), de uma reunião com empresários da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). O encontro teve como objetivo discutir a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira e contou com a presença de ministros do Governo Federal que integram a comitiva oficial.

O presidente destacou que, em 2011, o comércio entre Brasil e Japão alcançou US$ 17 bilhões, enquanto atualmente gira em torno de US$ 11 bilhões. “Significa que, de pronto, a gente tem seis bilhões para recuperar nessa visita”, afirmou. Ele ressaltou que o comércio exterior exige reciprocidade. “A gente tem que vender e a gente tem que comprar”.

Lula mencionou também que a missão busca ampliar parcerias em setores estratégicos, como o aeronáutico e o de transição energética. “Nós estamos percebendo o crescimento da transição energética com o hidrogênio verde, com energia limpa, e o Brasil está dando um salto de qualidade na questão do etanol. A gente está pensando em elevar para 30% a mistura, tanto da gasolina quanto do biodiesel, e vamos conversar com o primeiro-ministro (do Japão, Shigeru Ishiba). Se o Japão usar 10% de etanol na gasolina, é um salto extraordinário, não apenas para que a gente exporte, mas para que eles possam produzir no Brasil”, afirmou.

O ministro Carlos Fávaro reforçou que o encontro com a Abiec tem como meta a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira. “Nossas indústrias estão aptas a atender às exigências sanitárias e comerciais feitas pelo Japão. O ajuste nos protocolos sanitários de aves e o reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação para mais alguns estados amplia também o mercado de carnes suínas, muito importante, porque o Brasil é competitivo”, declarou. Segundo ele, o processo de negociação para exportação da carne bovina ao Japão ocorre há mais de 20 anos. “O último protocolo já está há cinco anos sendo debatido. A gente vai trabalhar para que caminhe agora para a finalização e abertura deste mercado importante. Isso vai garantir mais competitividade aos nossos empresários e fazer com que a carne brasileira ganhe espaço no mundo e seja mais competitiva no mercado interno”, acrescentou.

Fávaro destacou que, nos últimos dois anos, o Brasil abriu 344 novos mercados para produtos agropecuários. “É um recorde absoluto de todos os tempos, mostrando que o Brasil atingiu um patamar de segurança alimentar para o mundo. Em qualquer crise alimentar e sanitária, o Brasil consegue ser suprimento para todos os países”, disse.

O ministro ressaltou ainda o trabalho para impedir a chegada da gripe aviária ao Brasil. “A gripe aviária tomou conta de todos os continentes e o Brasil é um dos pouquíssimos países que não tem gripe aviária nos plantéis comerciais, garantindo o suplemento de quase 40% da carne de frango consumida no mundo, com qualidade, segurança e preços competitivos”.

Para o ministro dos Transportes, Renan Filho, a estrutura logística do país é um diferencial para ampliar exportações. “Nós, ministros da área de infraestrutura, estamos aqui para dizer que toda essa transformação do setor produtivo precisa ter condições logísticas para exportar. E a grande pergunta é: o Brasil tem ou não? Claro que tem! A gente exporta muito mais barato do que outros países. Enquanto o Brasil tem um custo para produzir uma arroba de carne e exportar a 55 dólares, os Estados Unidos têm custo superior a 100 dólares”, afirmou.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou avanços na infraestrutura portuária. “O Brasil, na década de 80 e 90, tinha praticamente 50% do escoamento da produção pelo Porto de Santos. Hoje, estamos em torno de 30% e queremos diminuir cada vez mais para que a gente possa ampliar a logística nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, para que a gente possa fazer um grande plano nacional de escoamento da produção do país”.

Ele acrescentou que o setor portuário registrou crescimento em 2024. “Tivemos um aumento de 5% e o setor de contêineres alcançou o maior volume de movimentação da história, com crescimento de quase 18%. Estamos ampliando investimentos para que a gente possa fazer o melhor escoamento da produção, que vai desde uma ferrovia, de uma estrada, de uma hidrovia ao porto, para que a gente possa dar condições estruturais a esses novos mercados”.

O empresário Renato Costa demonstrou otimismo com os resultados da missão brasileira. “(O Japão) é um mercado importante, o terceiro maior importador. Vejo que é bom para a indústria, para o produtor, para o país. Estamos sim bastante confiantes”, afirmou.





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Lagarta-rosada pode reduzir qualidade do algodão


Um artigo publicado no Blog Aegro, produzido pela engenheira agrônoma Bruna Rohrig, alerta para os danos causados pela lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella) na cultura do algodão. Segundo o estudo, a praga está amplamente distribuída pelo Brasil e pode comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade da fibra.

A lagarta-rosada, quando adulta, se apresenta como uma mariposa cinza e de asas finas. Em seu estágio larval, possui coloração branca e oito pares de pernas, além de faixas rosadas pelo corpo, característica que lhe confere o nome popular. Seu ciclo de vida pode durar de 21 a 45 dias, dependendo da temperatura.

“O conhecimento sobre as características dessa praga é essencial para evitar prejuízos ao algodoeiro”, afirmam as autoras do artigo. No Brasil, a praga é encontrada em diversos estados, incluindo Alagoas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Os ovos da lagarta-rosada são branco-esverdeados e depositados individualmente ou em grupos de até 20 unidades. Após a eclosão, as larvas passam por quatro fases de desenvolvimento antes de se tornarem pupas. Durante esse período, a praga se alimenta do algodão, prejudicando a formação dos capulhos.

O controle da lagarta-rosada exige a adoção de diferentes estratégias dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP). Métodos como ajuste da época de semeadura, retirada de capulhos caídos, eliminação de restos culturais e uso de controle químico e biológico são essenciais para reduzir a infestação. Além disso, o monitoramento com armadilhas contendo feromônio sexual feminino auxilia na identificação da presença da praga nas lavouras.

A lagarta-rosada tem hábitos noturnos, o que torna essencial a realização de inspeções em horários que favoreçam sua detecção. “A praga consegue sobreviver mesmo em condições ambientais adversas e sob a palhada ou no solo, o que dificulta o seu controle, especialmente em sistemas de plantio direto”, explicam as pesquisadoras.

O principal impacto econômico da infestação é a redução da produtividade e da qualidade das fibras do algodão. Como os danos ocorrem nos capulhos, há um comprometimento direto no valor comercial da produção. Dessa forma, o manejo adequado é fundamental para minimizar perdas e garantir a sanidade da lavoura.





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PR: Produtor de orgânico certificado pelo Tecpar tem desconto em linhas de…


O Tecpar Certificação foi reconhecido como uma das unidades participantes da Plataforma AgroBrasil+Sustentável, ferramenta que irá fazer a conexão entre propriedades orgânicas certificadas e instituições de crédito

Propriedades orgânicas certificadas pelo Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) com certificados válidos durante o primeiro semestre de 2025 poderão ter acesso a desconto em taxas de juros nas linhas de financiamento do Plano Safra 24/25.

Isso porque o Tecpar Certificação foi reconhecido, em uma portaria interministerial dos ministérios da Agricultura e Pecuária e da Fazenda, como uma das unidades participantes da Plataforma AgroBrasil+Sustentável, ferramenta que irá fazer a conexão entre propriedades orgânicas certificadas e instituições de crédito.

Pela portaria, que tem validade até 30 de junho de 2025, informações de propriedades de orgânicos certificadas pelo Tecpar serão enviadas pela equipe do instituto à Plataforma AgroBrasil+Sustentável para, com esse registro, os proprietários que adotam práticas produtivas sustentáveis obtenham redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros em linhas de custeio.

De acordo com Fábio Corrales, gerente do Centro de Certificação do Tecpar, ao ser reconhecido, o Tecpar pode oferecer esse benefício extra aos seus clientes, que já contam com a experiência da unidade certificadora que foi a primeira do Brasil a realizar certificação de produtos orgânicos.

“O Tecpar Certificação, ao ser reconhecido pelo Mapa, passa a disponibilizar as informações de seus produtores de orgânicos certificados na Plataforma AgroBrasil+Sustentável e, com esse registro na plataforma, os produtores podem então pleitear esse desconto na taxa de juros de financiamento”, diz.

PLANEJAMENTO – Corrales lembra, porém, que como a portaria tem validade só até 30 de janeiro de 2025, caso haja interesse entre proprietários já certificados nesta redução, é preciso planejamento para aproveitar a janela de oportunidades oferecida pela política pública.

“O desconto na taxa de juros é uma oportunidade para atuais proprietários certificados pelo Tecpar com documentos válidos. Porém, é preciso que haja organização para buscar linhas de financiamento ainda no primeiro semestre, quando encerra o prazo previsto na portaria”, observa o gerente do Centro de Certificação do Tecpar.

A redução de taxa de juros será concedida para operação de custeio destinada à propriedade cujo produto ou atividade tenha certificação válida e ativa no primeiro semestre de 2025.

A portaria elenca três grupos de programas com certificadoras reconhecidas para realizar a certificação das práticas sustentáveis. Na de orgânicos, o Tecpar Certificação é uma das 11 unidades certificadoras reconhecidas pela portaria.

A portaria dos ministérios da agricultura e pecuária e da fazenda, com a lista de instituições reconhecidas, pode ser acessada AQUI

Mais informações sobre o Tecpar Certificação podem ser obtidas no site do Tecpar.





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Escassez de chuvas compromete lavouras de feijão



Produtores de feijão enfrentam baixa umidade no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita do feijão de segunda safra no Rio Grande do Sul atingiu 10% da área cultivada, enquanto 8% das lavouras estão em fase de maturação. De acordo com dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (27) pela Emater/RS-Ascar, outras áreas registram 12% das lavouras em enchimento de grãos, 23% em floração e 47% em desenvolvimento vegetativo.

Segundo o boletim, a baixa umidade do solo tem impactado o desenvolvimento das plantas, reduzindo sua estatura para esta época do ciclo. A falta de chuvas também tem dificultado a aplicação de adubos nitrogenados em cobertura, embora algumas áreas já tenham recebido o insumo. A Emater/RS-Ascar estima uma área semeada de 11.913 hectares, com produtividade prevista de 1.527 kg por hectare.

Na região de Erechim, as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo e necessitam de reposição hídrica para manter o potencial produtivo. Em Santa Maria, a escassez de chuvas afetou as lavouras em floração e enchimento de grãos, podendo comprometer a produtividade. No município de Paraíso do Sul, estima-se uma perda de 30% devido à estiagem.

Já na região de Soledade, 80% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, enquanto 20% iniciaram o florescimento. O controle de tripes e ácaros está sendo monitorado, pois o clima seco favorece a proliferação dessas pragas. A expectativa é de que as chuvas permitam a retomada da adubação nitrogenada em cobertura.

No mercado, a comercialização da saca de 60 quilos do feijão registrou queda de 18,77%, passando de R$ 262,22 para R$ 213,00, conforme levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.





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Menor oferta eleva preços do boi gordo no mercado



Boi gordo registra alta em SP e outras regiões




Foto: Divulgação

Os preços do boi gordo registraram alta em São Paulo e em outras regiões do Brasil, impulsionados pela redução na oferta de boiadas e pela expectativa de valores mais elevados. Segundo o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo teve acréscimo de R$ 1,00 no estado paulista, enquanto a vaca gorda subiu R$ 2,00/@. A cotação da novilha permaneceu estável. As escalas de abate seguem, em média, para oito dias.

No Norte de Mato Grosso, o volume reduzido de boiadas foi influenciado pelas intensas chuvas, que criaram desafios logísticos para o transporte de bovinos. Neste cenário, o preço de todas as categorias de animais apresentou alta de R$ 3,00/@. As escalas de abate na região estão, em média, em seis dias.

Na região de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, a combinação entre oferta de boiadas, mercado interno razoável e exportação aquecida levou os compradores a pagar mais pela arroba do boi gordo, que subiu R$ 5,00/@. Para as fêmeas, as cotações permaneceram estáveis. As escalas de abate também estão na média de seis dias.

No Norte do Tocantins, o preço do boi gordo aumentou R$ 3,00/@, enquanto as cotações da vaca e da novilha não sofreram alterações. As escalas de abate na região atendem, em média, a sete dias. O cenário reforça a influência da oferta reduzida sobre a valorização da arroba nas principais regiões produtoras, conforme o informativo.





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Nematoides afetam 70% dos canaviais e reduzem produção


Os nematoides estão presentes em mais de 70% dos canaviais do Brasil e podem causar perdas de 5 a 30 toneladas por hectare. O impacto desses parasitas na produtividade agrícola é considerável, exigindo medidas eficazes de controle.

Os nematoides prejudicam a absorção de água e nutrientes ao infectarem as raízes da cana-de-açúcar, afetando diretamente o desenvolvimento da lavoura. “Esses organismos são vilões da produtividade agrícola, pois comprometem a sanidade e o desenvolvimento do sistema radicular das plantas, além de criar condições favoráveis para a entrada de fungos e bactérias que podem aumentar o prejuízo”, explica Leonardo Brusantin, gerente de marketing regional da Biotrop.

A identificação do problema é um dos desafios do setor, pois os danos se tornam visíveis apenas quando há falhas no canavial e queda na produtividade. O diagnóstico pode ser feito por meio de análise nematológica ou testes comparativos entre áreas tratadas e não tratadas, permitindo observar diferenças no crescimento das plantas.

Os principais gêneros que atacam a cana-de-açúcar são Pratylenchus e Meloidogyne. O primeiro se desloca pelo solo e penetra nas raízes, causando danos mecânicos e facilitando a entrada de patógenos. O segundo se fixa na raiz e forma galhas, reduzindo a absorção de nutrientes. “Diferente das pragas, os nematoides são parasitas obrigatórios, ou seja, precisam do hospedeiro, no caso a cana-de-açúcar, para sua sobrevivência. Sendo assim, eles não matam as plantas, mas sua presença danifica o sistema radicular e prejudica o crescimento e a produtividade do canavial. Como consequência, pode ser necessário antecipar o corte do canavial, elevando os custos de produção”, detalha Brusantin.

O controle tradicionalmente era feito com produtos químicos altamente tóxicos, mas essa abordagem vem mudando. “O manejo biológico de nematoides baseado no uso de microrganismos tem se consolidado como uma solução eficiente e sustentável. Hoje há consenso no mercado sobre a eficácia dessa estratégia, que vem sendo adotada em larga escala nos últimos anos”, afirma Brusantin.

Biodefensivos como o Biomagno oferecem uma alternativa ao controle químico, combinando microrganismos como Bacillus velezensis, Bacillus thuringiensis e Bacillus amyloliquefaciens para combater nematoides e doenças do solo. Segundo Brusantin, essa abordagem sustentável reduz impactos ambientais e melhora a sanidade do canavial. “É fundamental que o agricultor saiba que a cana, em todas as situações, está suscetível a esses parasitas, inclusive em solos mais argilosos, bacias de vinhac¸a e canaviais com mais cortes. Por isso, recomendamos o manejo biológico, em cana planta e soqueira, como uma opção sustentável e eficaz, que reduz impactos ambientais e toxicológicos, ale´m de garantir controle eficiente dos nematoides”, conclui.





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Tarifas dos EUA afetam aço, agronegócio e manufaturados


A recente imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros afeta diretamente setores estratégicos da economia nacional. A medida, anunciada no início de 2025, impacta a indústria siderúrgica, o agronegócio e o setor de manufaturados, levando exportadores a revisar contratos e buscar novos mercados para manter a competitividade.

Thiago Oliveira, CEO da Saygo, avalia que as novas tarifas representam um desafio para as empresas que dependem do mercado norte-americano. “É preciso agir rapidamente para minimizar os impactos dessas medidas. A diversificação de mercados e a agregação de valor aos produtos são estratégias fundamentais para superar esse cenário adverso”, afirma.

O Brasil, um dos principais fornecedores de aço para os EUA, enfrenta tarifas de até 25% sobre produtos semiacabados, o que pode comprometer a competitividade da indústria nacional em relação aos concorrentes asiáticos. O agronegócio também sofre impactos, com aumento das taxas sobre carne bovina processada e suco de laranja, o que eleva os preços no mercado americano. No setor de manufaturados, segmentos como autopeças e máquinas industriais precisam reavaliar estratégias para manter as exportações viáveis.

Com as barreiras tarifárias nos EUA, empresas brasileiras buscam ampliar sua presença em mercados alternativos. O Canadá tem se consolidado como uma opção viável para exportadores. “O Canadá tem um ambiente regulatório estável e acordos comerciais favoráveis ao Brasil, o que o torna um destino estratégico para exportadores que buscam reduzir a dependência do mercado americano”, explica Oliveira.

A União Europeia também surge como alternativa, especialmente após o avanço das negociações do acordo entre Mercosul e UE. O bloco europeu representa um mercado sólido para produtos brasileiros, e a redução gradual de tarifas pode abrir novas oportunidades. Além disso, mercados emergentes como Índia e países do Sudeste Asiático vêm ampliando a demanda por commodities e produtos industrializados, tornando-se opções estratégicas.

Oliveira destaca que, para mitigar os impactos das tarifas, as empresas devem revisar contratos, diversificar mercados e investir em produtos com maior valor agregado. Ele também aponta a importância de explorar acordos comerciais estratégicos para reduzir custos e ampliar oportunidades.

“O momento exige agilidade e visão estratégica das empresas exportadoras. Aqueles que conseguirem diversificar mercados e agregar valor aos seus produtos sairão fortalecidos desse cenário desafiador”, conclui.





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veja quem precisa declarar o Imposto de Renda em 2025


O prazo para a declaração do Imposto de Renda 2025 já começou. A Receita Federal liberou o preenchimento em 17 de março, com data final para entrega em 30 de maio. Entre os contribuintes obrigados a declarar estão produtores rurais que obtiveram receita bruta superior a R$ 169,44 mil no ano passado, além daqueles que desejam compensar prejuízos de exercícios anteriores.

Fabiane Machado, contadora da Guapo Consultoria – Sucessão de Negócios Familiares, explica que as mudanças na tabela de isenção do imposto também impactaram o limite de faturamento para a atividade rural. “Se pretender compensar prejuízos de exercícios anteriores ou até mesmo do ano-base de 2024, o produtor também deverá declarar”, afirma.

Outras situações exigem a entrega da declaração, como a posse de bens acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2024, o recebimento de rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil e a opção pela atualização do valor de mercado dos imóveis.

Ao preencher os dados da atividade rural, é necessário indicar corretamente a forma de exploração dos imóveis, seja individual, em parceria ou em arrendamento. “Deve também ser informado no campo de pagamentos o valor e os dados do proprietário da terra”, orienta Fabiane. Segundo ela, as áreas exploradas devem ser compatíveis com o faturamento declarado.

A contadora destaca a importância de incluir todas as receitas e despesas, inclusive as resultantes de parcerias, conforme o percentual de participação. No caso da pecuária, os dados das movimentações do rebanho devem estar de acordo com os registros da inspetoria do município. “É essencial manter a correção dos dados referentes aos bens da atividade, bem como atualizar a declaração com informações sobre dívidas ligadas à atividade rural, conforme os informes de rendimentos fornecidos pelas instituições financeiras”, explica.

Os produtores que faturaram acima de R$ 4,8 milhões em 2024 também devem entregar o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), com prazo idêntico ao da declaração, até 30 de maio de 2025. “Os produtores devem estar atentos, manter toda a documentação idônea das suas operações e apresentar a declaração do imposto de renda de forma segura”, conclui Fabiane.





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Preço do leite tem leve alta em março



Estudo aponta variação no preço do leite no RS




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Segundo estudo divulgado pelo Conseleite nesta quarta-feira (26), durante reunião em Santa Cruz do Sul, o preço projetado do leite no Rio Grande do Sul para março foi fixado em R$ 2,5214 por litro. O levantamento aponta uma elevação de 0,62% em relação ao valor projetado para fevereiro, que foi de R$ 2,5058. Os cálculos consideram os primeiros 20 dias do mês e seguem os novos parâmetros implementados em janeiro deste ano.

O valor consolidado de fevereiro ficou em R$ 2,4972, registrando um aumento de 1,03% em relação ao consolidado de janeiro, que foi de R$ 2,4718.

O encontro que reuniu lideranças de produtores, indústrias e cooperativas do setor lácteo ocorreu durante a Expoagro Afubra e faz parte do projeto de interiorização das reuniões mensais do colegiado. O coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, destacou a importância da iniciativa. “Essas agendas nos permitem levar o trabalho do Conseleite e de sua Câmara Técnica a diferentes bacias leiteiras, debater a questão preço com produtores nas regionais e explicar a metodologia de trabalho implementada”, afirmou.

Durante a reunião, também foram divulgados os dados calculados com base nos parâmetros de 2021, estratégia adotada para garantir uma transição segura entre os dois modelos. Nessa metodologia, o preço de referência do leite projetado para março ficou em R$ 2,5303, enquanto o de fevereiro foi de R$ 2,5247. O valor consolidado de fevereiro fechou em R$ 2,5145.





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