terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Novas cultivares impulsionam safra de morango


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (10) apontou a continuidade da colheita de morangos de cultivares de dias neutros na região administrativa de Pelotas, apesar da baixa produção e do calibre reduzido dos frutos. Paralelamente, seguem as atividades de plantio das variedades de dias curtos e os preparativos para canteiros e estufas.

De acordo com o órgão, o aumento das opções de mudas disponíveis para diferentes períodos de plantio e colheita atende à demanda dos produtores por antecipação da safra e maior remuneração. “O mercado das mudas reflete a necessidade das famílias em antecipar a colheita para ter melhor remuneração pelo produto”, informou a Emater.

Neste mês, está prevista a chegada da cultivar Fênix, desenvolvida pela Embrapa. Já as mudas recebidas refrigeradas em outubro passam atualmente pelo processo de indução floral. As variedades espanholas de dias curtos, como a Royal Royce, iniciaram o desenvolvimento vegetativo após chegarem em março. A Royal Royce tem sido testada por agricultores, que apontam bons frutos e sabor.

Para maio, são esperadas mudas de dias curtos vindas do Chile e da Argentina, e os produtores já preparam os canteiros. Entre maio e junho, também devem chegar mudas espanholas e argentinas de cultivares de dias neutros. Na região, os preços do morango variam entre R$ 15,00 e R$ 40,00 por quilo.

Na região de Santa Rosa, a produção é concentrada em sistema semi-hidropônico, mas os volumes seguem baixos. Segundo a Emater, a queda nas temperaturas favoreceu a floração e a polinização, resultando em frutos de melhor qualidade e tamanho. Um novo produtor da região iniciou atividade comercial com seis mil mudas cultivadas em túnel baixo, com mulching e fertirrigação por gotejamento.

Já na região de Soledade, o clima mais ameno tem beneficiado o cultivo. As mudas importadas da Espanha estão estabelecidas e em crescimento. A cultivar Fênix, segundo a Emater, tem sido escolhida por alguns agricultores em função de seu sabor e rusticidade. Em Rio Pardo, onde já foi realizada a poda, observou-se melhor rebrote e floração, com frutos novos sem deformações. Nessa localidade, o preço do quilo varia de R$ 20,00 a R$ 25,00.





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Tecnologia transforma manejo de pastagens na Nova Zelândia


A Nova Zelândia tem se consolidado como referência global no uso de tecnologias aplicadas ao manejo de pastagens, elemento central para a produtividade da pecuária leiteira no país. Segundo o pesquisador Ian Yule, em artigo publicado na Revista Leite Integral, “a pastagem é extremamente importante para a agricultura mundial, e sua produtividade é difícil de ser medida”. Yule destaca os desafios impostos pela diversidade de espécies forrageiras, estágios variados de maturação e exigências do manejo de precisão.

O artigo traça uma linha do tempo de 17 anos de estudos conduzidos pela Universidade Massey, com foco na aplicação de tecnologias de agricultura de precisão ao manejo de pastagens. Os primeiros experimentos, realizados entre 1999 e 2001, utilizaram um prato medidor acoplado a GPS para mapear variações na produtividade de piquetes em fazendas universitárias.

A pesquisa resultou na criação do C-DAX Pasture Meter, comercializado a partir de 2006, e hoje presente em cerca de 3.000 das 11.000 fazendas leiteiras da Nova Zelândia. “Ficou claro que os produtores não estavam interessados em mapas de variação espacial, mas sim na variação entre piquetes”, explica Yule. A ferramenta mede, com alta frequência, a altura do pasto, gerando estimativas de massa seca que orientam o planejamento da rotação de pastejo.

O uso regular do equipamento tem possibilitado melhorias significativas no aproveitamento das pastagens, contribuindo para evitar o subpastejo ou o desperdício. Além disso, produtores têm utilizado os dados para identificar áreas de baixa produtividade e redirecionar investimentos em programas de replantio ou fertilização.

Um estudo de caso citado no artigo aponta que o uso intensivo de tecnologia levou à redução de custos, melhora na rentabilidade e desempenho geral. “Se você não mede o desempenho, como pode melhorá-lo?”, questiona Yule.

Além do monitoramento da pastagem, o artigo aborda a integração entre o comportamento animal e o ambiente. Tecnologias de rastreamento com baixo consumo de energia estão tornando viável o acompanhamento das vacas mesmo em sistemas extensivos. Isso permite identificar preferências de pastejo e padrões de deposição de nutrientes no solo.

A fertilização de precisão também evolui. Amostras de solo passaram a ser coletadas por piquete, em vez de representar médias da fazenda inteira. “Essa prática revelou-se extremamente rentável”, afirma o autor, ao citar resultados que permitiram reduzir aplicações desnecessárias de insumos.

O sensoriamento remoto e proximal por sensores multiespectrais tem sido testado, mas apresenta limitações. “Na pastagem, a variabilidade é maior do que em monoculturas, o que reduz a confiabilidade das leituras baseadas em reflexão luminosa”, explica Yule. Ainda assim, ferramentas como o sensor TopCon Cropspec mostraram-se promissoras quando acopladas a caminhões de aplicação de fertilizantes.

Embora o uso de drones na agricultura ganhe popularidade, Yule ressalta que a precisão dos sensores atuais ainda não atende às exigências de medições frequentes, necessárias para o manejo de pastagens. “Esse é um campo de rápido desenvolvimento, mas ainda há barreiras a serem superadas”, afirma.

O avanço mais significativo apontado no estudo é o uso do sensoriamento hiperespectral. A tecnologia permite medir parâmetros como fibra e energia metabolizável, além da estimativa de matéria seca e composição das espécies forrageiras. “Essa abordagem representa uma mudança de paradigma”, destaca o pesquisador. Segundo ele, a agricultura está migrando de um cenário de dados escassos para um ambiente de “dados abundantes” e, futuramente, “superabundantes”, com informações temporais contínuas.

Projetos em parceria com empresas como a Ravensdown Fertilisers Ltd e o Ministério das Indústrias Primárias visam integrar imagens hiperespectrais com sistemas de aplicação aérea de fertilizantes. A expectativa é criar plataformas digitais que ofereçam modelos precisos de manejo, baseados em dados integrados do solo, planta e clima.

Para Yule, essa transformação exige uma nova postura das instituições de pesquisa. “Se continuarmos presos a metodologias antigas, corremos o risco de estagnar e perder oportunidades diante dessa revolução digital”, alerta.





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Cultivar de soja voltada à alimentação humana avança para fase final de testes


Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) estão em fase final de desenvolvimento de uma nova cultivar de soja com características voltadas para a alimentação humana. A variedade, que não é transgênica, apresenta sabor mais adequado ao paladar brasileiro e deverá ser registrada junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) após a conclusão dos testes em campo.

A última etapa do estudo consiste no plantio da cultivar em duas Regiões Edafoclimáticas de Cultivo (REC), áreas definidas por condições específicas de solo, clima e latitude. Essa fase, que deve durar cerca de dois anos, é necessária para que a variedade possa ser validada oficialmente.

“A partir do registro, faremos o trabalho de difusão com os produtores, levando uma soja livre de transgênicos e de alto potencial para a alimentação humana, além de permitir diversificação da produção fora a indústria de óleos e de ração para animais”, afirmou a pesquisadora da EPAMIG Ana Cristina Juhász.

O projeto teve início em 2006, a partir de uma parceria entre a EPAMIG, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação Triângulo de Pesquisa e Desenvolvimento. O objetivo inicial era o desenvolvimento de cultivares de soja convencionais e transgênicas com atributos melhorados, como aparência, sabor, cor do tegumento e do hilo, além de desempenho agronômico.

Com o encerramento da parceria em 2015, a EPAMIG passou a conduzir, de forma independente, as pesquisas voltadas exclusivamente para o uso da soja na alimentação humana. O processo de melhoramento genético priorizou variedades com características desejáveis, como grãos de cor marrom ou preta, maior tamanho e alto teor de proteína.

Três cultivares previamente registradas pela instituição — BRSMG 715A, BRSMG 790A e BRSMG 800A — foram utilizadas nos cruzamentos que resultaram na nova variedade, hoje em estágio avançado de desenvolvimento. Segundo Juhász, os grãos colhidos passam por análises sensoriais e testes de tempo de cozimento após a colheita, etapas fundamentais para garantir a adequação ao consumo humano.





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Pequenos produtores impulsionam a silvicultura


O cultivo florestal no Rio Grande do Sul apresenta cenários distintos entre as regiões, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (10). Em Passo Fundo, a atividade é considerada pouco expressiva, com novas implantações praticamente inexistentes. As áreas em produção correspondem, em sua maioria, a plantios realizados na primeira década dos anos 2000, atualmente em fase avançada de colheita. A escassez da matéria-prima tem levado à importação de madeira, especialmente para geração de energia.

Em Lajeado, a silvicultura é desenvolvida predominantemente por pequenos produtores familiares em áreas de difícil manejo. Nos municípios de Pouso Novo e Progresso, a atividade representa importante fonte de arrecadação por meio do retorno de ICMS. Atualmente, a região conta com cerca de 3.500 hectares explorados com florestas exóticas. Em Pouso Novo, aproximadamente 2.268 hectares são ocupados por eucalipto e 60 hectares por Pinus elliottii. A produção anual estimada é de 30 mil metros estéreos de lenha e 2 mil metros cúbicos de madeira serrada, como tábuas, pranchas, costaneiras, postes e moirões.

A produtividade, segundo a Emater/RS-Ascar, é considerada mediana. “Não se utiliza adubação de correção, calagem, nem replantio até o terceiro ou quarto corte”, aponta o informativo. Os rebrotes são explorados de forma contínua, o que limita a produção por hectare. O pinus é destinado, majoritariamente, à indústria moveleira.

A topografia acidentada, o solo raso e pedregoso e o clima da região dificultam o cultivo de plantas anuais, favorecendo atividades como a silvicultura, a fruticultura e as pastagens perenes. A maior parte dos plantios de eucalipto tem como destino a produção de lenha. Cerca de 20% da produção é direcionada à serraria, por meio da seleção de plantas com fustes mais espessos.

O manejo dos eucaliptais é limitado, sendo realizado basicamente o controle de formigas e a limpeza inicial das mudas. Já os plantios de pinus são raleados e conduzidos com mais rigor, voltados à produção de madeira de maior qualidade.

O estado fitossanitário das florestas é considerado adequado, com mortalidade inferior a 1% causada por doenças fúngicas, bacterianas ou viroses. As mudas utilizadas são de boa procedência, com destaque para as espécies Eucalyptus dunnii, E. saligna e E. grandis. A produtividade média no primeiro corte é de 300 estéreo por hectare, caindo para 220 estéreo por hectare no segundo corte, com rebrota.

A lenha de eucalipto é comercializada com empresas de geração de energia térmica nos municípios de Tapejara, Passo Fundo, Cruz Alta e Ibirapuitã. Pequenos volumes são vendidos a fumicultores em Progresso e Fontoura Xavier. A madeira de serraria é negociada diretamente com compradores locais, como serrarias de Progresso, São José do Herval, Fontoura Xavier e Marques de Souza.

Os preços variam conforme o estágio e a forma de comercialização. O metro estéreo de lenha é vendido por R$ 45,00 quando em pé, ou R$ 85,00 quando empilhado à beira da estrada. A madeira de tora é negociada com base em medição no caminhão carregado, com valores em torno de R$ 90,00 por metro.

Na região de Frederico Westphalen, as atividades de manejo continuam em ritmo regular. São realizadas ações como preparo do solo, plantio de mudas, controle de formigas e adubação. Em florestas com dois a três anos, a poda é realizada para melhorar a qualidade da madeira. Em áreas com seis a sete anos, o desbaste visa favorecer o crescimento das árvores remanescentes e a colheita futura.





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Tecnoshow COMIGO 2025 movimenta mais de R$ 10 bilhões


A 22ª edição da Tecnoshow COMIGO encerrou sua programação nesta sexta-feira (11) com um volume recorde de negócios e público. O evento, realizado no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO), reuniu 695 expositores e mais de 140 mil visitantes ao longo dos cinco dias, entre 7 e 11 de abril. O montante movimentado ultrapassou os R$ 10 bilhões em diferentes segmentos do agronegócio.

Durante coletiva de imprensa, o presidente do Conselho de Administração da Cooperativa COMIGO, Antonio Chavaglia, destacou a evolução do evento. “Tem sido cada vez mais gratificante para a equipe da COMIGO realizar a feira que, a cada ano, cresce mais. Fechamos os 50 anos com muita alegria”, afirmou.

A feira também investiu em sustentabilidade. Nesta edição, foram contabilizadas mais de 53 mil toneladas de materiais reciclados, alinhando-se à meta de neutralização de carbono. No campo do conhecimento, foram realizadas 65 palestras, divididas em três auditórios, com público estimado em 7.100 pessoas.

O coordenador-geral da Tecnoshow COMIGO e diretor de Insumos da cooperativa, Claudio Teoro, avaliou positivamente os resultados. “Esta edição foi especialmente rica em conteúdo e extremamente positiva em resultados. Batemos recordes tanto no volume de negócios — que ultrapassou os R$ 10 bilhões em diferentes segmentos — quanto na presença de público, com alto índice de satisfação entre os expositores. Apenas na quarta-feira, recebemos 35.500 visitantes, um recorde para o dia. Ao todo, mais de 140 mil pessoas passaram pela feira”, relatou.

A própria Cooperativa COMIGO registrou um marco inédito. Nos cinco dias de evento, superou a marca de R$ 1 bilhão em negócios. “Especificamente do dia 7 ao dia 11, até o meio-dia, nós já tínhamos feito um bilhão e quatro milhões de reais. Tenho certeza de que até o fim do dia vamos superar esse número, mas foi um recorde da cooperativa em negócios de insumos, que envolvem fertilizantes, sementes, defensivos e adubos foliares”, afirmou Teoro.

O Banco do Brasil também obteve o melhor resultado em suas 22 participações no evento. A instituição ultrapassou a meta inicial de R$ 2 bilhões em propostas acolhidas. “Esse volume recorde em propostas mostra o apetite do pequeno, médio e grande produtor por crédito, motivado, entre outros fatores, pela supersafra de grãos no Centro-Oeste e pela confiança no banco, que é o grande parceiro do agronegócio brasileiro”, declarou o diretor de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Alberto Martinhago.

A próxima edição da Tecnoshow COMIGO já tem data marcada. O evento será realizado entre os dias 6 e 10 de abril de 2026, novamente em Rio Verde. “A partir de amanhã, já iniciaremos os preparativos para a 23ª edição da Tecnoshow COMIGO, com foco em algumas melhorias importantes, como a ampliação da rede hoteleira e a infraestrutura das rodovias que dão acesso ao evento”, anunciou o presidente-executivo da COMIGO, Dourivan Cruvinel.





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Tarifa zero para milho acende alerta no setor


A recente decisão do governo federal de zerar as tarifas de importação de milho para todos os países acendeu o alerta no setor agrícola e gerou debates sobre os impactos da medida no mercado interno. Embora o Brasil seja um país superavitário na produção do grão, a importação é prática recorrente para suprir demandas regionais, especialmente no Sul e, mais recentemente, no Nordeste.

Tradicionalmente, o milho importado chega ao Brasil de países do Mercosul, como o Paraguai, que já contavam com isenção de tarifas em razão dos acordos comerciais do bloco. Com a nova decisão, o leque de origens se amplia e traz incertezas quanto à competitividade do milho nacional.

Segundo estimativas da Biond Agro, o milho importado pode entrar no mercado brasileiro com valores entre R$ 85 e R$ 91 por saca. Em caso de maior competitividade, isso pode exercer pressão nos preços internos. “Se esses preços se confirmarem, a maior oferta pode ancorar os valores próximos a R$ 80 por saca”, analisa Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Para Jordy, os efeitos da medida ainda são incertos e exigem acompanhamento constante. “A medida do governo pode ser uma faca de dois gumes. Se, por um lado, ela pode ajudar a controlar os preços internos, por outro, é uma ameaça para aquele produtor que espera melhores preços. É fundamental que se acompanhe de perto a evolução dos custos de importação e a reação dos produtores brasileiros”, avalia.

O cenário climático também se apresenta como fator decisivo no comportamento do mercado. Problemas durante o desenvolvimento da safrinha podem reduzir a oferta interna e ampliar a necessidade de importação. “O clima é sempre uma variável importante, mas em um ano como este, com tantas incertezas no mercado internacional, ele se torna ainda mais crucial. Se tivermos problemas climáticos, a importação será uma válvula de escape para garantir o abastecimento interno e evitar uma alta excessiva nos preços do milho”, acrescenta Jordy.

Enquanto isso, o mercado adota uma postura de cautela, à espera dos próximos desdobramentos que envolvem variáveis políticas, econômicas e climáticas.





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Entregas de fertilizantes recuam em 2024, aponta ANDA


As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro totalizaram 45,61 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2024, uma queda de 0,5% em comparação às 45,82 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2023. Os dados são da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), que atribui a redução à menor safra registrada no ano.

No mês de dezembro de 2024, as entregas apresentaram leve aumento de 0,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com um volume de aproximadamente 3,60 milhões de toneladas.

Mato Grosso permaneceu como o principal destino dos fertilizantes, com 9,77 milhões de toneladas, equivalente a 21,4% do total entregue. Na sequência, destacaram-se os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia.

A produção nacional de fertilizantes intermediários também apresentou crescimento. Em dezembro, o volume produzido foi de 605 mil toneladas, alta de 7,5% sobre o mesmo mês de 2023. No acumulado do ano, a produção atingiu 7,21 milhões de toneladas, 3,8% acima do volume registrado em 2023.

As importações totalizaram 41,34 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro. Somente em dezembro, o país importou 3,44 milhões de toneladas.

O Porto de Paranaguá, principal ponto de entrada dos fertilizantes no país, recebeu 10,34 milhões de toneladas em 2024, aumento de 9,2% em comparação a 2023. O terminal representou cerca de 25% do total importado por todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Em relação aos estoques, a ANDA informou que, em 31 de dezembro de 2024, as indústrias detinham 8,32 milhões de toneladas. Ao considerar os estoques iniciais, produção nacional, importações, exportações, adições de microelementos e aditivos, entregas ao mercado e volumes finais, foi identificado um ajuste de aproximadamente 3,90 milhões de toneladas. Esse volume corresponde a fertilizantes destinados a aplicações específicas, como adubos líquidos, organominerais, outros usos industriais ou estoques não informados.

A ANDA ressaltou que “trabalha rigorosamente para identificar mudanças e antecipar percepções em suas estatísticas” e que segue atenta às transformações do setor, que vem se adaptando ao avanço tecnológico e à inovação.





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Tarifas dos EUA impactam mercado do açúcar


As expectativas em torno do anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos interromperam o movimento de alta nos preços do açúcar registrado no início da semana, resultado dos fracos números da moagem de março na Índia. A volatilidade aumentou e o adoçante encerrou a sexta-feira cotado a 18,84 centavos de dólar por libra-peso.

Apesar das incertezas, o impacto direto das tarifas sobre o fluxo global de açúcar foi limitado. Isso ocorre porque países como Canadá e México foram isentados das novas medidas. “O tarifaço teve um impacto mínimo sobre o fluxo do açúcar, já que o Canadá e o México estão isentos e espera-se que as cotas TRQ comecem a pagar as novas tarifas — embora esta última permaneça bastante incerta, já que o programa não foi explicitamente mencionado”, afirmou Livea Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Ainda segundo ela, fatores macroeconômicos pesaram no mercado. “As preocupações com uma possível recessão nos EUA e com o aumento da inflação estão pressionando o dólar, aumentando o poder de compra de outras moedas”, explicou.

A queda nos preços do petróleo, que recuou mais de 7%, somada à valorização de moedas emergentes e à instabilidade no dólar, contribuiu para a retração de quase 2,5% nos preços do açúcar na quinta-feira. O movimento foi amenizado pelo suporte encontrado na arbitragem de importações chinesas, que ajudou a manter o adoçante próximo aos 18,7 c/lb.

Na visão dos analistas, o anúncio das tarifas — feito durante o chamado “Dia da Libertação” por Donald Trump — limitou os ganhos que poderiam ter sido impulsionados pela fraca moagem indiana. A reação do mercado também refletiu o receio de possíveis retaliações comerciais por parte da China e da União Europeia, cenário que ampliou a cautela dos investidores.

O México, por sua vez, tende a se beneficiar da situação. Como fornecedor isento das novas tarifas, o país fortalece sua posição como principal exportador de açúcar para os Estados Unidos. Caso as cotas tarifárias (TRQ) passem a ser tarifadas, como especulado, a vantagem competitiva do açúcar mexicano pode se acentuar.

Enquanto isso, a nova safra brasileira surge como um possível fator de equilíbrio. A antecipação da moagem em diversas usinas reforça a expectativa de maior oferta no curto prazo. Analistas acompanham indicadores como o Índice de Saúde da Vegetação para avaliar o impacto da safra na formação de preços. Mesmo com incertezas no cenário externo, a posição do Brasil como grande produtor pode ajudar a moderar oscilações mais intensas no mercado global.





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Aprovado plano de recuperação judicial Agrogalaxy



Ao todo, são 15 modalidades de pagamento



A reunião, marcada por atrasos e tensões, contou com a liderança dos principais credores
A reunião, marcada por atrasos e tensões, contou com a liderança dos principais credores – Foto: Divulgação

Segundo Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Mato Grosso (FEAGRO MT), o plano de recuperação judicial do Grupo AgroGalaxy foi aprovado na madrugada desta quinta-feira, 10 de abril, após exaustivas negociações com credores durante a Assembleia Geral realizada em Goiânia. A informação foi divulgada em suas redes sociais.

A reunião, marcada por atrasos e tensões, contou com a liderança dos principais credores, como o Banco do Brasil (R$ 391 milhões), Banco Santander (R$ 273 milhões) e a trading LDC (R$ 7 milhões), que questionaram as condições propostas pela empresa. O principal ponto de discórdia foi o tratamento mais favorável dado aos chamados “parceiros”, que seguiram operando com a AgroGalaxy mesmo após o pedido de recuperação.

Apesar das resistências iniciais, a proposta foi ajustada e acabou sendo aprovada com o apoio da maioria dos 1.410 credores presentes. Um dos argumentos decisivos foi a expectativa de entrada de recursos no próximo dia 30 de abril, oriundos da venda de insumos da última safra. Com a aprovação, o plano segue agora para homologação na 19ª Vara Cível e Ambiental da Comarca de Goiânia (GO), último passo para que a AgroGalaxy possa tentar reequilibrar suas finanças e manter as atividades no setor agroindustrial.

Ao todo, são 15 modalidades de pagamento, com diferentes regras para cada tipo de credor. Os créditos trabalhistas terão prioridade, com pagamento integral para valores até R$ 205,8 mil. A primeira parcela, de R$ 6 mil, será paga em até 30 dias após a homologação, e o restante em até 12 meses. Valores acima desse limite seguirão as mesmas condições dos credores sem garantias.

 





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Curuquerê exige controle no algodão



O manejo pode ser feito com o uso de inseticidas


Foto: Embrapa

A presença do curuquerê-do-algodoeiro (Alabama argillacea) nas lavouras tem exigido atenção dos produtores, especialmente nas fases iniciais do desenvolvimento da cultura. Segundo o engenheiro agrônomo Lucas Barros, em artigo publicado no blog da Aegro, práticas culturais inadequadas contribuem diretamente para o surgimento da praga. “O dano dessa praga pode ser observado no início de desenvolvimento da cultura do algodão em decorrência de práticas culturais mal executadas, como por exemplo a não destruição de plantas de algodão da safra anterior”, alerta.

As lagartas apresentam coloração variável, geralmente com listras longitudinais, escurecendo em casos de alta infestação. Na fase adulta, as mariposas são de coloração marrom avermelhada e têm hábitos noturnos.

Os ataques provocam desfolha nas plantas, afetando diretamente o limbo foliar. A severidade da desfolha está relacionada à densidade populacional da praga e pode atingir níveis totais, caso não haja controle adequado. A tolerância média considerada aceitável é de até 25% de desfolhamento em qualquer fase de desenvolvimento. A partir desse limite, o controle químico ou biológico é recomendado.

“As condições favoráveis para sua ocorrência são temperaturas elevadas e após períodos chuvosos”, explica Barros.

O manejo pode ser feito com o uso de inseticidas reguladores de crescimento e biológicos. Além disso, a liberação massal da microvespa Trichogramma pretiosum, parasitoide de ovos, tem se mostrado uma alternativa viável e eficiente. “A liberação massal de T. pretiosum pode ser feita uma vez por semana ou a cada cinco dias na dose de 100.000 a 120.000 parasitoides por hectare assim que se observar a presença da praga no campo”, orienta.





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