terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Embrapa Algodão faz 50 anos de novas variedades



Outra frente é o cultivo de algodão orgânico e agroecológico



Outra frente é o cultivo de algodão orgânico e agroecológico
Outra frente é o cultivo de algodão orgânico e agroecológico – Foto: Canva

A Embrapa algodão, sediada em Campina Grande (PB), comemora 50 anos de fundação nesta quarta-feira (16/04), com uma solenidade que reúne empregados, parceiros e autoridades. O evento contará com a presença de Ana Euler, diretora-executiva de Inovação da empresa.

Fundada em 16 de abril de 1975, a unidade teve papel essencial no avanço da cotonicultura brasileira. “Com pesquisas de ponta, desenvolvemos variedades mais resistentes, produtivas e adaptadas ao clima e ao solo das mais diferentes regiões do Brasil. Melhoramos os sistemas de produção promovendo a integração e rotação de culturas e o uso eficiente dos solos e dos recursos hídricos. Elevamos a qualidade das fibras e descobrimos novas cores naturais para o algodão, incentivamos o cultivo orgânico e agroecológico das diferentes culturas. Desenvolvemos máquinas e implementos agrícolas, aumentando a produtividade e garantindo mais renda e qualidade de vida ao produtor”, enumera o chefe-geral interino da Embrapa Algodão Daniel Ferreira.

A Embrapa Algodão desenvolveu cultivares de algodão naturalmente colorido como alternativa de renda para agricultores do Semiárido. Sem necessidade de tingimento, a tecnologia reduz o uso de água e produtos químicos, alinhando-se à moda sustentável. Seis variedades foram lançadas, em tons de marrom, avermelhado e verde, e o algodão colorido se tornou patrimônio imaterial da Paraíba.

Outra frente é o cultivo de algodão orgânico e agroecológico, sem agrotóxicos e em consórcio com culturas alimentares. Através de unidades de aprendizagem e apoio do MDA, a Embrapa capacita agricultores do Nordeste e Semiárido mineiro. A iniciativa promove geração de renda, segurança alimentar e conscientização sobre práticas sustentáveis e conservação do solo.

 





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Substituição de fertilizantes por bioinsumos: Benefícios



80% dos fertilizantes minerais utilizados atualmente no país são importados



 80% dos fertilizantes minerais utilizados atualmente no país são importados
80% dos fertilizantes minerais utilizados atualmente no país são importados – Foto: Seane Lennon

Um estudo realizado pelo Instituto Senai de Inovação revela que a substituição de Fertilizantes minerais por bioinsumos em gramíneas, como milho e trigo, pode representar uma economia ambiental e financeira significativa para o Brasil. Segundo o levantamento, essa transição pode evitar a emissão de até 18 milhões de toneladas de CO2 anualmente, contribuindo para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Além disso, o uso de bioinsumos pode gerar uma economia estimada em US$ 5,1 bilhões por ano para o setor agrícola.

O estudo ressalta que cerca de 80% dos fertilizantes minerais utilizados atualmente no país são importados, o que torna os custos de produção mais elevados e o setor mais vulnerável a oscilações no mercado internacional. Nesse contexto, os bioinsumos surgem como uma alternativa viável e estratégica, especialmente aqueles formulados com a bactéria Azospirillum brasilense, já utilizada em aproximadamente 63% das lavouras que adotam insumos biológicos.

Além da economia direta, a adoção de bioinsumos tem impacto positivo na sustentabilidade da produção agrícola. A pesquisa destaca que o uso desses produtos reduz consideravelmente as emissões de óxido nitroso, um gás com potencial de aquecimento global quase 300 vezes maior que o CO2. Isso se alinha a práticas agrícolas regenerativas e ao avanço de um modelo de produção mais resiliente e de baixo carbono.

Por fim, o estudo do Instituto Senai de Inovação reforça a necessidade de políticas públicas que incentivem a ampliação do uso de bioinsumos no Brasil. Com investimentos adequados em pesquisa, desenvolvimento e regulação, o país pode se consolidar como líder mundial em tecnologias sustentáveis aplicadas à agricultura, gerando ganhos econômicos, ambientais e sociais de longo prazo.

 





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Ibovespa tem maior queda do ano com escalada de guerra comercial global


Logotipo Reuters

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em forte queda nesta sexta-feira, registrando mínimas em três semanas, após a China retaliar tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos, elevando temores de forte desaceleração da economia global.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,96%, a 127.256 pontos, tendo marcado 126.465,55 pontos na mínima, menor patamar desde 14 de março. No melhor momento do dia, registrou 131.139,05 pontos.

Foi a maior queda percentual em um dia desde 18 de dezembro, quando fechou com declínio de 3,15%.

Com tal desempenho, o Ibovespa acumulou um declínio de 3,52% na semana.

O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$31,75 bilhões.

Após ficar entre as economias que mais sofreram com as tarifas recíprocas anunciadas pelos EUA na quarta-feira, a China anunciou nesta sexta-feira medidas de retaliação, incluindo taxa adicional de 34% sobre produtos norte-americanos.

O movimento escala a guerra comercial deflagrada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que economistas veem afetando negativamente a atividade econômica global.

O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que as novas tarifas de Trump são “maiores do que o esperado” e as consequências econômicas, incluindo inflação mais alta e crescimento mais lento, provavelmente também serão.

Para a equipe de pesquisa macroeconômica do Itaú, essa foi uma semana histórica para o comércio internacional, adicionando elevada incerteza aos mercados.

Em relatório a clientes nesta sexta-feira, os economistas do banco afirmaram que será importante acompanhar as decisões de retaliação pelas principais economias, que contribuem para elevar os riscos de uma desaceleração sincronizada entre países.

O Ibovespa passou quase ileso em um primeiro momento ao anúncio de Trump, fechando a quinta-feira praticamente estável, conforme a forte queda do dólar e dos rendimentos dos Treasuries derrubaram as taxas dos DI, ajudando ações sensíveis a juros.

Nesta sexta-feira, contudo, sucumbiu à aversão de risco com a China respondendo forma contundente à nova política comercial norte-americana.

Em Wall Street, o S&P 500 caiu quase 6%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano marcava 3,9943%, de 4,055% na véspera. As bolsas na Europa e Ásia também tiveram quedas relevantes.

Economistas do JPMorgan escreveram em relatório a clientes ter “convicção suficiente” para afirmar que as tarifas norte-americanas elevam os riscos de recessão nos EUA e no mundo para 60%, ante um percentual de 40% estimado há um mês.

O Goldman Sachs e a S&P Global também passaram a ver uma chance maior de recessão nos EUA.

DESTAQUES

– VALE ON recuou 3,99%, contaminada pelas preocupações com a economia global, em pregão com os mercados financeiros na China fechados por feriado. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON perdeu 6,58%, USIMINAS ON caiu 7,12% e GERDAU PN cedeu 4,84%. O Citi retomou a cobertura de Usiminas com recomendação neutra.

– PETROBRAS PN fechou negociada em baixa de 4,03%, conforme o petróleo voltou a desabar nesta sessão no exterior. O barril de Brent afundou 6,5%, a US$65,58. No setor de petróleo e gás, BRAVA ON desabou 12,92%, PRIO ON caiu 7,96%, com dados de produção também no radar, e PETRORECONCAVO ON perdeu 8,6%.

– ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 2,6%, com os bancos como um todo sucumbindo à aversão a risco generalizada. BRADESCO PN caiu 1,1%, BANCO DO BRASIL ON perdeu 1,86% e SANTANDER BRASIL UNIT recuou 3,31%.

– CARREFOUR BRASIL ON disparou 10,77%, entre as poucas altas do Ibovespa na sessão, após o controlador, o grupo francês Carrefour, melhorar proposta para adquirir todas as ações em circulação da subsidiária brasileira, incluindo o aumento do valor em dinheiro que pagará por ação para R$8,50, de R$7,70 anteriormente.

– VAMOS ON caiu 9,92%, tendo também no radar relatório do JPMorgan que reiterou “overweight”, mas cortou o preço-alvo de R$10 para R$8,50. Os analistas enxergam melhoria sequencial do desempenho operacional entre os pontos positivos, mas citam desafios impostos pelo aumento dos custos de depreciação e queda sequencial das margens em veículos usados.





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Consultoria revisa estimativas de produção de soja e milho



O estado do Mato Grosso segue na liderança da colheita



O estado do Mato Grosso segue na liderança da colheita
O estado do Mato Grosso segue na liderança da colheita – Foto: United Soybean Board

A AgResource Brasil, consultoria internacional especializada em agronegócio, revisou suas estimativas para a produção brasileira de grãos em abril. Para a soja, a projeção foi ajustada para baixo, alcançando 170,32 milhões de toneladas (MMT), embora ainda acima da estimativa de 167,39 MMT divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A revisão reflete a diversidade de cenários entre as principais regiões produtoras do país.

O estado do Mato Grosso segue na liderança da colheita, com 85,3% da área já colhida e lavouras em excelentes condições, superando o ritmo da última safra, mesmo com chuvas que prejudicaram o avanço em outros estados. No Rio Grande do Sul, por outro lado, as perdas de produtividade foram significativas devido à estiagem em janeiro. Já no Paraná, mais de 90% das lavouras estão em boas condições, mas produtores relatam redução de área em função da baixa produtividade registrada.

Nas regiões do Centro-Oeste, lavouras de ciclo tardio também enfrentaram dificuldades, com menor precipitação no fim do desenvolvimento, acelerando a fenologia das plantas e limitando o potencial produtivo. Esses fatores combinados justificam o ajuste da AgResource, que acompanha de perto o desempenho regional das lavouras.

Em relação ao milho, a consultoria aponta que mais de 50% da primeira safra já foi colhida e o plantio da segunda safra (safrinha) está praticamente finalizado. No entanto, os atrasos causados pela colheita tardia da soja empurraram o plantio do milho para o limite da janela ideal, levando à redução da área plantada. Com isso, a estimativa de produção foi reduzida para 120,26 MMT, abaixo dos 122,76 MMT previstos pela Conab em março.

 





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Abertura da Colheita da Noz-Pecã celebra retomada após eventos climáticos


A cerimônia da 7° Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã, realizada na sede da Nozes Glorinha, em Glorinha (RS), nesta sexta-feira, 11 de abril, iniciou com palestras técnicas e uma roda de conversa sobre o setor. O extensionista da Emater, Antônio Carlos Leite de Borba, foi o porta-voz da entidade na apresentação de um resumo do diagnóstico da pecanicultura no Rio Grande do Sul. A pesquisa foi realizada em 2024, em parceria com o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), por meio do Pró-Pecã, Embrapa e Emater.

Entre os principais dados apresentados estão que a cultura da pecan é feita, em sua maioria, por pequenos agricultores familiares, que comercializam diretamente ao consumidor. As propriedades são pequenas e os produtores não se associam em cooperativas, o que prejudica a qualificação técnica. O estudo também apontou que o preço da fruta pago ao produtor é baixo, que há falta de acesso a equipamentos e mão de obra qualificada. Borba disse, ainda, que os produtores têm créditos, auxílio técnico e também a possibilidade de buscarem apoio do IBPecan e do Pró- Pecã, que ajudam no fomento da cultura. Para finalizar, destacou que o Rio Grande do Sul é responsável por 92% da área plantada e 88% da produção de pecan no Brasil, com 6.373 hectares e 1,5 mil produtores cadastrados. A maior área plantada está em Cachoeira do Sul e o maior número de produtores está localizado em Anta Gorda.

O pecanicultor Karion Minussi, anfitrião da Abertura da Colheita da Noz-Pecã, falou na necessidade de o produtor ter resiliência perante às dificuldades climáticas que comprometem a produção. Minussi lembrou que a menos de um ano “juntava os cacos da enchente de maio” que prejudicou a fruticultura como um todo. Há 15 anos trabalhando com noz-pecã, o produtor aprendeu que conhecimento é importante. “Porém, é fundamental saber o que fazer e como aplicar esse conhecimento. Levar a informação confiável para dentro do pomar, para entender como agir em situações adversas, sobretudo, usar o conhecimento com sabedoria”, pontuou, dando um exemplo: “saber que tomate é fruta é conhecimento, porém, não colocar tomate na salada de fruta é sabedoria”. Minussi lembrou a importante participação da Seapi no assessoramento técnico aos pecanicultores. Também referiu a expectativa de boa safra para a pecanicultura este ano, após dois anos ruins.

Na sequência, falou o engenheiro agrônomo, Júlio Medeiros, que apresentou conceitos básicos de gestão. “Nós falamos em processos produtivos, financeiros e administrativos, e temos que aprender um pouco sobre isso porque nós, técnicos e muitos produtores, sabemos produzir, mas temos dificuldade com a parte financeira”, afirmou. Medeiros destacou que, com relação a custos para formação de preço, é  importante saber que não são só os custos diretos, mas que muitos acabam ficando escondidos, como, por exemplo, a depreciação de maquinário e de benfeitorias. Disse, ainda, que  sempre que se vai entrar numa atividade, seja qual for, é preciso partir de um plano. “Nós temos que saber de onde nós vamos partir, como nós vamos caminhar e onde nós queremos chegar. Por mais que esse plano não se realize 100%, nós temos um caminho”, alertou.  

O pesquisador da Embrapa, engenheiro agrônomo Carlos Martins, falou sobre como as pesquisas podem apoiar o desenvolvimento da nogueira-pecã no Brasil. “Pomares com melhores resultados são os que transformam conhecimento em prática e que passaram por assessoria técnica, sem falar no funcionário que faz o manejo, a adubação da terra”, observou. Martins destacou, ainda, as iniciativas relativas às parcerias da Embrapa com os produtores de pecan, entre elas o projeto “Bases científicas e tecnológicas para produção sustentável de noz-pecã, termo de cooperação técnica e acordo de cooperação”. Também foram citados 11 pomares gaúchos onde a Embrapa realiza experiências no sentido de otimizar a produção em municípios como Glorinha, Pelotas, Bagé, Encruzilhada do Sul, Cachoeira do Sul, Pantano Grande,  Santa Maria, Nova Pádua e Anta Gorda.

O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, destacou o dado da pesquisa da Emater que mostrou que a pecan é produzida por pequenos produtores e agricultura familiar. “E para muitos deles, hoje, a pecan já é o principal retorno financeiro de suas famílias. Isso é muito interessante, porque traz para a pecan uma pulverização muito grande”, afirmou. Wallauer disse, ainda, que o crescimento que o setor está alcançando é muito em decorrência do apoio das pessoas presentes.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, destacou que a pecanicultura é uma cultura jovem, mas que o Rio Grande do Sul já é o maior produtor do Brasil e quarto do mundo, sempre com o intuito de agregar valor no que produzimos. “Nossa meta é incentivar a irrigação. Ela é fundamental e nós temos um percentual de apenas um dígito de lavouras irrigadas no Estado.  Esse será o nosso desafio número um, porque também sabemos a importância da irrigação para o cultivo da noz-pecã e vem ao encontro desse projeto que é estratégico para o governo”, ressaltou Brum.

 A 7° Abertura Oficial da Colheita aa Noz-Pecã é uma realização do IBPecan, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Emater e Prefeitura Municipal de Glorinha. O apoio é da Embrapa e da Nozes Glorinha.

 





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Boi China registra alta em São Paulo



Oferta restrita pressiona preço do boi em SP




Foto: Pixabay

O informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria, apontou alta nas cotações do boi gordo em São Paulo e em algumas regiões da Bahia e de Minas Gerais, influenciada pela redução da oferta de animais para abate.

Em São Paulo, a dificuldade dos frigoríficos em completar as escalas refletiu diretamente nos preços. Segundo a consultoria, o valor da arroba do “boi China” e da novilha teve aumento de R$2,00. As demais categorias mantiveram os mesmos patamares da semana anterior. A escala média de abate foi de cinco dias úteis.

Na Bahia, o cenário também foi de restrição na oferta. Na região Oeste, a arroba do boi gordo teve alta de R$3,00, enquanto os preços das fêmeas permaneceram estáveis. Já na região Sul do estado, as cotações não sofreram alteração.

Em Minas Gerais, o comportamento de preços foi distinto entre as regiões. Em Belo Horizonte, mesmo com a diminuição na disponibilidade de animais, a oferta foi suficiente para atender à demanda dos frigoríficos, mantendo os preços estáveis e com escalas médias de sete dias.

Na região Sul do estado, o boi gordo teve aumento de R$2,00 por arroba. O preço das fêmeas subiu R$3,00/@. Nessa área, as escalas de abate estavam cobertas, em média, para dez dias.





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Taxas dos DIs caem em dia negativo para Treasuries e commodities após…


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a sexta-feira em baixa pela segunda sessão consecutiva, em especial entre os contratos mais curtos, com a curva a termo brasileira refletindo a queda firme dos rendimentos dos Treasuries e a derrocada de commodities como o petróleo, em meio a receios de desaceleração mais acentuada da economia global.

Após os Estados Unidos imporem na quarta-feira uma série de tarifas de importação aos seus parceiros comerciais, nesta sexta a China reagiu anunciando retaliação aos produtos norte-americanos.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2026 — um dos mais líquidos no curto prazo — estava em 14,675%, ante o ajuste de 14,783% da sessão anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 marcava 14,24%, em queda de 16 pontos-base ante o ajuste de 14,402%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 14,38%, em baixa de 4 pontos-base ante 14,419% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 14,49%, ante 14,494%.

No início do dia a China anunciou cobrança adicional sobre os produtos norte-americanos de tarifa de 34% — mesmo percentual anunciado na quarta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para os produtos chineses. Além disso, Pequim estabeleceu controles sobre a exportação de algumas terras raras — elementos fundamentais para a indústria de tecnologia — e apresentou uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Assim como na quinta-feira, os receios de que a guerra tarifária possa jogar os EUA na recessão e reduzir o crescimento global fizeram os rendimentos dos Treasuries despencarem, em meio a apostas de que o Federal Reserve pode cortar juros mais vezes em 2025.

A queda dos yields foi abrandada por dados fortes de emprego divulgados pela manhã nos EUA e por comentários cautelosos do chair do Fed, Jerome Powell, sobre os efeitos da guerra comercial sobre a política monetária. Ainda assim, os rendimentos dos Treasuries seguiram em baixa.

No Brasil, as taxas dos DIs acompanharam a queda dos yields em um cenário negativo de forma geral, com recuo de mais 7% do petróleo em alguns momentos e bolsas em baixa firme ao redor do mundo. Após o forte recuo da véspera, o dólar subia mais de 3% ante o real na tarde desta sexta-feira.

“Pode ser que com o boost (impulso) do dólar, o (juro) curto tenha devolvido parte da queda”, comentou o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano. “(Mas) o efeito de commodities é mais forte”, acrescentou.

Neste cenário, a taxa do DI para 2027 marcou a mínima de 14,12% às 9h20, ainda na primeira meia hora de negócios, em baixa de 28 pontos-base ante o ajuste da véspera.

No mercado, as apostas de que a taxa básica Selic, atualmente em 14,25% ao ano, poderá encerrar o atual ciclo em até no máximo 15% aumentaram, tendo em vista os receios de desaceleração da economia global.

Na quinta-feira — atualização mais recente, mas já após o pacote de tarifas de Trump — o mercado de opções de Copom da B3 precificava 57,50% de probabilidade de alta de 50 pontos-base da Selic em maio (ante 68,50% na véspera) e 22,00% de chances de elevação de 25 pontos-base (6,00% na véspera), contra apenas 6,50% de probabilidade de alta de 75 pontos-base (19,00% na véspera).

Na prática, após as tarifas de Trump, o mercado passou a ver chances maiores de uma alta menor (de 25 ou 50 pontos-base) da Selic em maio, em detrimento das apostas em 75 pontos-base.

Para o encontro seguinte do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, em junho, as opções de Copom já precificavam na quinta-feira 36,90% de probabilidade de manutenção da Selic (23,00% na véspera).

“A reunião de junho do Copom está muito aberta”, comentou Laís Costa, analista da Empiricus Research. “Se tivermos uma percepção de desaceleração forte da economia, de fato pode não ter nada (de aumento da Selic)”, acrescentou.

Nos EUA, o Departamento do Trabalho informou pela manhã que foram abertas 228.000 vagas de emprego fora do setor agrícola no mês passado, após criação revisada para baixo de 117.000 em fevereiro. Economistas consultados pela Reuters previam 135.000 postos de trabalho.

Já o chair do Fed, Jerome Powell, disse à tarde que a instituição não tem previsão de recessão em suas perspectivas, mas reconheceu que os analistas do setor privado estão observando essa possibilidade.

Ainda assim, os yields seguiam em baixa no fim da tarde. Às 16h44 o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento — caía 5 pontos-base, a 4,009%. O retorno do título de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha queda de 4 pontos-base, a 3,687%.





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Precipitação reduz ritmo da colheita na Ásia



Seca atinge trigo e colza no Leste Asiático




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na terça-feira (8) o Weekly Weather and Crop Bulletin, que destacou as condições climáticas nas regiões do Leste e Sudeste Asiático e seus impactos sobre a agricultura.

De acordo com o boletim, uma área de alta pressão permaneceu sobre as principais zonas agrícolas do leste da China, favorecendo o tempo seco em regiões de cultivo de trigo de inverno, na Planície do Norte, e de colza no Vale do Yangtze. “As culturas são irrigadas, mas ainda podem se beneficiar de chuvas adicionais”, informou o USDA. As temperaturas se mantiveram dentro da média sazonal, o que ajudou a conter a evaporação da umidade no solo.

No sul da China, as bordas da alta pressão permitiram precipitações entre 5 mm e 50 mm, com volumes localmente superiores, atingindo áreas de arroz em estágio vegetativo inicial.

No Sudeste Asiático, as chuvas tropicais marcaram o início da transição sazonal para o norte, com o aumento das precipitações pré-monções nas regiões meridionais da Indochina. Segundo o boletim, volumes acima de 25 mm foram registrados entre o sul da Tailândia continental e o sul do Vietnã. Embora tenham dificultado o trabalho de campo, essas chuvas contribuíram para a reposição da umidade do solo antes da principal temporada de cultivo de arroz.

Chuvas mais intensas, entre 25 mm e 100 mm, foram observadas na Malásia e Indonésia, onde a colheita de arroz e dendê foi prejudicada. Algumas áreas de dendê acumulam quase o dobro da média anual de precipitação até o momento. Nas Filipinas, os mesmos volumes dificultaram o avanço da colheita de milho e arroz de inverno.





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Disputa comercial entre EUA e China redireciona demanda de soja para o Brasil


A escalada nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China voltou a impactar diretamente o agronegócio global. Em abril de 2025, os dois países atingiram os maiores níveis de tarifas bilaterais já registrados, com a China aplicando alíquotas de 125% sobre produtos norte-americanos e os Estados Unidos, de 145% sobre importações chinesas. O novo patamar tarifário interrompeu praticamente todo o fluxo comercial entre as duas maiores economias do mundo e gerou reflexos imediatos na precificação de grãos no mercado internacional.

A disputa, marcada por acusações mútuas de manipulação cambial, imposição de barreiras não tarifárias e disputas geopolíticas, favoreceu o Brasil como fornecedor alternativo de soja para o mercado chinês. Segundo analistas, o país passou a exercer papel estratégico, absorvendo parte da demanda redirecionada pela China.

“O Brasil foi chamado a cumprir um papel central. A China não apenas retaliou as tarifas dos EUA, como também intensificou as compras no Brasil, com destaque para a aquisição de pelo menos 40 navios de soja entre maio e julho”, afirmou Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.

O movimento elevou os prêmios de exportação nos portos brasileiros e gerou um aumento imediato na procura por soja nacional. Contudo, o cenário permanece volátil. O escoamento logístico tem enfrentado limitações, e há preocupação com o descompasso entre os prêmios pagos no Brasil e os preços da Bolsa de Chicago (CBOT), que seguem pressionados pela perspectiva de aumento na área plantada e pelos estoques elevados nos Estados Unidos.

Jordy observa que o ritmo acelerado de compras chinesas pode não se manter no segundo semestre. “Essa é uma janela que pode se fechar rapidamente. Os embarques de abril a junho já estavam parcialmente comprometidos, e agora com essa nova rodada de compras, a cobertura da China se estende ainda mais”, alertou.

A China já teria garantido cerca de 70% de seu programa de compras para a safra 2024/25, estimado em 110 milhões de toneladas, o que limita espaço para novas aquisições no curto prazo.

Em meio ao impasse global, a gestão de risco ganha protagonismo. Os prêmios nos portos brasileiros superaram a marca de US$ 1,00 por bushel, mas analistas apontam para o risco de correções rápidas, caso haja mudança na postura diplomática entre EUA e China.

“Esse descolamento entre prêmios e bolsa é típico de um momento especulativo e que rapidamente foi corrigido com uma tomada de volume da China e ainda uma ampla oferta no Brasil. A oportunidade existe, mas é sensível ao noticiário e à diplomacia”, avaliou Jordy.

Para os produtores brasileiros, a recomendação é manter disciplina comercial, com estratégias alinhadas à realidade do mercado. “O ano de 2025 já trouxe desafios adicionais, com clima irregular, alta nos custos logísticos e agora a guerra comercial. A volatilidade é parte do jogo, mas a previsibilidade da gestão é o que transforma um bom ano em um excelente resultado”, concluiu.





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Novas cultivares impulsionam safra de morango


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (10) apontou a continuidade da colheita de morangos de cultivares de dias neutros na região administrativa de Pelotas, apesar da baixa produção e do calibre reduzido dos frutos. Paralelamente, seguem as atividades de plantio das variedades de dias curtos e os preparativos para canteiros e estufas.

De acordo com o órgão, o aumento das opções de mudas disponíveis para diferentes períodos de plantio e colheita atende à demanda dos produtores por antecipação da safra e maior remuneração. “O mercado das mudas reflete a necessidade das famílias em antecipar a colheita para ter melhor remuneração pelo produto”, informou a Emater.

Neste mês, está prevista a chegada da cultivar Fênix, desenvolvida pela Embrapa. Já as mudas recebidas refrigeradas em outubro passam atualmente pelo processo de indução floral. As variedades espanholas de dias curtos, como a Royal Royce, iniciaram o desenvolvimento vegetativo após chegarem em março. A Royal Royce tem sido testada por agricultores, que apontam bons frutos e sabor.

Para maio, são esperadas mudas de dias curtos vindas do Chile e da Argentina, e os produtores já preparam os canteiros. Entre maio e junho, também devem chegar mudas espanholas e argentinas de cultivares de dias neutros. Na região, os preços do morango variam entre R$ 15,00 e R$ 40,00 por quilo.

Na região de Santa Rosa, a produção é concentrada em sistema semi-hidropônico, mas os volumes seguem baixos. Segundo a Emater, a queda nas temperaturas favoreceu a floração e a polinização, resultando em frutos de melhor qualidade e tamanho. Um novo produtor da região iniciou atividade comercial com seis mil mudas cultivadas em túnel baixo, com mulching e fertirrigação por gotejamento.

Já na região de Soledade, o clima mais ameno tem beneficiado o cultivo. As mudas importadas da Espanha estão estabelecidas e em crescimento. A cultivar Fênix, segundo a Emater, tem sido escolhida por alguns agricultores em função de seu sabor e rusticidade. Em Rio Pardo, onde já foi realizada a poda, observou-se melhor rebrote e floração, com frutos novos sem deformações. Nessa localidade, o preço do quilo varia de R$ 20,00 a R$ 25,00.





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