terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Sintomas da mancha de phoma no cafezal



Doença causa desfolha e seca de ramos do café


Foto: Divulgação

A mancha de phoma, também conhecida como requeima, é uma doença causada por fungos do gênero Phoma que pode comprometer a produtividade do cafezal. O alerta é do engenheiro agrônomo João Leonardo Corte Baptistella, em uma publicação no Blog da Aegro.

Baptistella explica que as espécies de maior relevância para a cultura do café são a Phoma tarda e a Phoma costarricensis. A doença apresenta maior incidência em regiões com “ventos fortes e altitude elevada (acima de 1000 m), alta umidade e temperaturas próximas a 20 ºC”. O engenheiro agrônomo ressalta que “o florescimento do cafezal é o período mais suscetível para a ocorrência da doença”.

Os sintomas da mancha de phoma são visíveis em toda a parte aérea da planta, manifestando-se inicialmente nas folhas mais novas. Segundo Baptistella, a doença causa “desfolha da planta e seca dos ramos”. Além disso, provoca “deformações e lesões necróticas nas folhas, flores e frutos”, podendo levar à “morte de brotações novas, botões florais e a mumificação dos chumbinhos”, o que impacta diretamente a produtividade.

O controle da mancha de phoma, conforme a publicação, envolve a adoção de práticas culturais e o controle químico. Baptistella sugere algumas medidas para o manejo da doença no cafeeiro, incluindo o “uso de mudas certificadas”, “maior espaçamento de plantio”, “adubação balanceada” e a “instalação de quebra-ventos”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações agrícolas do Brasil à Turquia somam US$ 5,5 bilhões



Agro brasileiro conquista 56ª abertura de mercado em 2025




Foto: Pixabay

O governo brasileiro e o governo da Turquia concluíram com sucesso as negociações que permitirão ao Brasil exportar bovinos vivos destinados à reprodução para o país euroasiático. A informação foi divulgada nesta terça-feira (29), representando um novo impulso para o setor pecuário nacional.

Nos anos de 2023 e 2024, as exportações brasileiras de bovinos vivos para a Turquia, voltados para abate ou engorda, totalizaram aproximadamente US$ 525 milhões. Com a recente abertura de mercado, o Brasil poderá atender à crescente demanda turca por animais de alta qualidade genética, visando a melhoria de seus rebanhos.

No período de referência, o valor acumulado das exportações agrícolas totais do Brasil para a Turquia alcançou US$ 5,5 bilhões, com destaque para produtos como soja, gado vivo (para abate e engorda), café verde, algodão e celulose.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro celebra sua 56ª abertura de mercado somente em 2025, elevando o total de novas oportunidades de negócio para 356 desde o início de 2023.

Esses resultados positivos são creditados ao trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil poderá exportar cinco tipos de cítricos para a Índia



Índia é 10º maior destino do agro brasileiro




Foto: Pixabay

O governo brasileiro e o governo da Índia concluíram com sucesso as negociações que permitirão ao Brasil exportar cinco produtos cítricos para o país asiático: limão tahiti (“Citrus latifolia”), limão siciliano (“Citrus limon”), laranja doce (“Citrus sinensis”), tangerina e similares (“Citrus reticulata” e “Citrus deliciosa”). O anúncio foi feito nesta terça-feira (29), ampliando o leque de produtos agrícolas brasileiros com acesso ao mercado indiano.

Desde 2023, outros seis produtos brasileiros já haviam conquistado o mercado indiano, incluindo açaí em pó, suco de açaí, pescado de cultivo (aquicultura), pescado de captura (pesca extrativa), derivados de ossos destinados à produção de gelatina e abacate.

A Índia se destaca como o 10º maior destino dos produtos agropecuários brasileiros, com exportações que ultrapassaram US$ 3 bilhões no último ano. Os principais produtos comercializados foram os do complexo sucroalcooleiro, soja e fibras têxteis. Com a nova abertura para os cítricos, a expectativa é de um incremento nas relações comerciais e na pauta exportadora de produtos de maior valor agregado.

Com esta conquista, o Brasil alcança a sua 55ª abertura de mercado somente em 2025, elevando o total de novas oportunidades de negócio para 355 desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto de uma ação coordenada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Balança comercial tem superávit de US$ 2,5 bilhões em abril


A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 2,5 bilhões na quarta semana de abril de 2025, com uma corrente de comércio de US$ 11,9 bilhões. O resultado é fruto de exportações que totalizaram US$ 7,2 bilhões e importações no valor de US$ 4,7 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28/4) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado do mês de abril até a quarta semana, as exportações somam US$ 26 bilhões e as importações US$ 19 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 7 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 45 bilhões.

No ano, o Brasil acumula US$ 103,3 bilhões em exportações e US$ 86,3 bilhões em importações, com um superávit de US$ 17 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 190 bilhões.

No mês de abril, até a quarta semana, o setor da Agropecuária registrou um crescimento de 10,7% nas exportações, totalizando US$ 6,88 bilhões. A Indústria Extrativa apresentou uma queda de -0,7%, com US$ 5,74 bilhões em exportações. Já a Indústria de Transformação impulsionou o resultado geral com um crescimento de 16,6%, alcançando US$ 13,23 bilhões em vendas externas.

A expansão das exportações foi puxada principalmente pelo aumento nas vendas de animais vivos (82,3%), café não torrado (52,4%) e soja (4,0%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (71,6%), minérios de níquel (36,9%) e petróleo bruto (7,4%) na Indústria Extrativa; e carne bovina (46,1%), produtos semiacabados de Ferro ou aço (151,9%) e ouro não monetário (79,4%) na Indústria de Transformação.

Apesar do crescimento geral, alguns produtos registraram queda nas exportações, como trigo e centeio (-52,2%), látex e borracha natural (-89,7%) e algodão em bruto (-6,4%) na Agropecuária; outros minerais brutos (-27,0%), minério de Ferro (-11,7%) e minérios de Cobre (-24,4%) na Indústria Extrativa; e açúcares e melaços (-18,1%), óleos combustíveis (-6,9%) e bombas e compressores (-51,4%) na Indústria de Transformação.

Até a quarta semana de abril, as importações da Agropecuária cresceram 14,5%, somando US$ 0,49 bilhões. A Indústria Extrativa registrou uma queda de -19,5%, com US$ 1,00 bilhão em importações, enquanto a Indústria de Transformação apresentou um aumento de 14,7%, alcançando US$ 17,36 bilhões em compras do exterior.

O aumento das importações foi influenciado pela ampliação das compras de trigo e centeio (17,0%), café não torrado (14.946,6%) e cacau (230,8%) na Agropecuária; fertilizantes brutos (205,7%), carvão (39,9%) e gás natural (39,3%) na Indústria Extrativa; e medicamentos (43,8% e 52,0%) e adubos ou fertilizantes químicos (51,3%) na Indústria de Transformação.

Em contrapartida, alguns produtos registraram diminuição nas importações, como cevada (-37,5%), produtos hortícolas (-25,0%) e soja (-83,2%) na Agropecuária; outros minerais brutos (-21,4%), minério de Ferro (-99,8%) e petróleo bruto (-45,8%) na Indústria Extrativa; e óleos combustíveis (-7,8%), Cobre (-19,2%) e válvulas e tubos termiônicos (-17,7%) na Indústria de Transformação.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

o que esperar para o mês de maio?


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de maio de 2025 indica uma distribuição irregular de chuvas pelo país, com volumes variando entre a média climatológica e abaixo dela em grande parte da Região Norte, exceto em áreas pontuais do Amazonas, centro-norte do Pará, Amapá e sul de Roraima, onde podem superar a média.

No Nordeste, o Inmet prevê que “as chuvas devem continuar acima da média no centro-sul do Maranhão, oeste do Piauí, mas principalmente na costa do Ceará até a Bahia, com volumes que podem ultrapassar os 150 mm”. Por outro lado, “algumas áreas do norte do Maranhão e do Piauí, bem como no sul do Ceará, os volumes de chuva podem ficar abaixo da média histórica”.

Para as Regiões Centro-Oeste e Sudeste, a previsão é de “chuvas próximas e abaixo da média, com volumes inferiores a 150 mm”. Contudo, o Inmet aponta que “em áreas do leste do Mato Grosso do Sul e centro-sul de São Paulo, a previsão indica chuvas acima da média, com valores que podem superar os 100 mm”.

Na maior parte da Região Sul, o instituto meteorológico prevê “chuvas próximas e acima da média climatológica”. Já no oeste do Paraná, são esperados “acumulados de chuva próximos e acima da média histórica, com valores acima de 100 mm”.

Considerando o impacto nas culturas, o Inmet destaca que “a previsão de chuvas mais regulares em áreas agrícolas da Região Norte e centro-norte da Região Nordeste, pode beneficiar os cultivos de segunda safra”. No entanto, ressalta que “normalmente na região do MATOPIBA (que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), há uma tendência de redução das chuvas a partir de maio, que pode causar restrição hídrica em parte das lavouras de milho segunda safra, principalmente durante a fase de floração”.

Para o Centro-Oeste e Sudeste, “a previsão para o mês de maio é de volumes de chuva inferiores aos registrados em abril”. O Inmet avalia que “ainda assim, esses volumes tendem a ser suficientes para o manejo agrícola e o desenvolvimento das culturas de segunda safra, além da cana-de-açúcar e do café“.

Na maior parte do Sul, “a previsão de chuvas irá contribuir para elevação dos níveis de umidade no solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras segunda safra”. Contudo, no oeste do Paraná, “a previsão de chuvas abaixo da média pode comprometer o armazenamento de água no solo, prejudicando o desenvolvimento do feijão e milho segunda safra”.

Quanto às temperaturas, o Inmet prevê que “devem ficar acima da média em grande parte do País, com valores superiores a 22°C”. Em áreas do Sudeste e Sul, “as temperaturas médias podem ser mais amenas”, permanecendo abaixo dos 20°C, e em localidades mais elevadas, massas de ar frio podem provocar quedas abaixo dos 15°C.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Lagartas estão ficando resistentes em milho e algodão


De acordo com o sócio fundador da J&A Consultoria, Jefferson Brambilla, um grande problema que está surgindo nas culturas de milho e algodão é a quebra de resistência da variedade Viptera, entre outras biotecnologias, a ataques de lagartas de alta complexidade, entre estas a Spodoptera frugiperda. Ele afirma que essa safra é um das mais pressionadas por lepidópteros nos últimos anos.

“Todas as áreas que atendemos estão com presença forte de lagartas. Recomendamos ao produtor de milho e algodão a olhar as lavouras com mais frequência e controlar às lagartas enquanto ainda estiverem pequenas. Necessário utilizar o manejo integrado envolvendo produtos químicos e biológicos, como os baculovírus, de forma efetiva. Depois que a lagarta ‘foge’ do estágio mais adequado de controle, o manejo se torna mais difícil”, comenta.

Segundo o especialista, nesta safra, deverão ser necessárias de três a quatro aplicações extras de inseticidas em comparação à safra anterior. Isso porque, houve um aumento significativo de lagartas no algodão nas últimas semanas, exigindo um controle mais intenso das pragas. Ele também destacou que, atualmente, já se observa a quebra de resistência de todas as biotecnologias utilizadas em milho e algodão.

“Com a queda de eficiência das biotecnologias, voltamos a constatar os mesmos problemas que ocorriam 15 anos atrás. Existem casos com perdas maiores, casos com perdas menores, mas o que vemos é que os principais danos ocorrem nas estruturas reprodutivas do algodão, como nos botões florais e na espiga do milho”, completa.

Na safra 2023/24, a biotecnologia Viptera predominou no milho em Mato Grosso, ocupando 78% da área plantada, cerca de 6,9 milhões de hectares, segundo a consultoria Kynetec. Recentemente, o pesquisador Jacob Crosariol Neto, do IMA, alertou para o aumento das aplicações de inseticidas no milho Viptera. Ele destacou que a necessidade de controle químico, antes desnecessário, resultará em custos adicionais significativos para os produtores nas próximas safras.

“A resistência de lagartas à tecnologia Viptera é uma realidade”, disse o pesquisador. Ele alertou ainda para o fato de a Spodoptera frugiperda contar com potencial para ocasionar prejuízos significativos. “Trata-se de uma praga cujo dano na cultura do milho evolui muito rápido”, concluiu.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

o que esperar para abril, maio e junho?


O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apresentou na última sexta-feira (25), o prognóstico agroclimático para os meses de abril, maio e junho/2025. A análise aponta para a concentração de déficits hídricos em diversas áreas agrícolas do Brasil durante o mês de abril de 2025. O estudo, divulgado com o objetivo de fornecer informações para os cultivos anuais, simulou o balanço hídrico considerando uma Capacidade de Água Disponível no solo (CAD) de 100 mm, representativa das raízes de culturas como soja, milho e algodão, além de pastagens.

Segundo o INMET, “os maiores déficits hídricos previstos para abril/2025 concentram-se no norte do Estado de Roraima, parte central da Região Nordeste, norte de Minas Gerais, oeste do Mato Grosso do Sul e sudoeste do Mato Grosso”. O instituto adverte que “valores inferiores a 30% indicam que os cultivos em fases sensíveis, como germinação, florescimento e início do enchimento de grãos, podem ter a produtividade comprometida, especialmente se essa condição for mantida por 30 dias”.

O INMET destaca a situação em Roraima, onde “o armazenamento em Abril/2025 foi estimado abaixo de 10%, justamente em áreas onde está se consolidando o polo agrícola do estado, especialmente soja, milho e arroz“.

Para o mês de maio de 2025, a previsão do INMET é de uma “tendência de ampliação das áreas com escassez hídrica para os cultivos agrícolas”. Na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o instituto estima que “a previsão de défict hídrico e baixo armazenamento de água no solo, tornam as condições favoráveis para colheita do milho de primeira safra”.

Contudo, o INMET alerta que “a previsão de déficit hidríco para maio/2025 no MATOPIBA pode prejudicar o cultivo do milho segunda safra, que estarão em fase de floração, quando a planta apresenta maior demanda hídrica”. Sob essas condições de baixo armazenamento hídrico no solo, “especialmente abaixo de 40%”, o instituto sugere que “a alternativa de mitigação seria adotar onde aplicável estratégias de irrigação durante o mês de maio, afim de garantir a manutenção do potencial produtivo”.

Para junho de 2025, o INMET prevê que “à medida que o outono se aproxima do fim, o volume de chuva normalmente diminui na parte central do Brasil, o que contribuirá para a ampliação das áreas com deficiência hídrica no solo”. O instituto associa diretamente essa escassez de chuvas aos “baixos percentuais de armazenamento de água no solo”.

Em contraste, o INMET aponta que “no extremo norte do país, na faixa litorânea da Região Nordeste, bem como em grande parte da Região Sul, estão previstos excedentes hídricos, com níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

o que esperar para abril, maio e junho?


O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apresentou na última sexta-feira (25), o prognóstico agroclimático para os meses de abril, maio e junho/2025. A análise aponta para a concentração de déficits hídricos em diversas áreas agrícolas do Brasil durante o mês de abril de 2025. O estudo, divulgado com o objetivo de fornecer informações para os cultivos anuais, simulou o balanço hídrico considerando uma Capacidade de Água Disponível no solo (CAD) de 100 mm, representativa das raízes de culturas como soja, milho e algodão, além de pastagens.

Segundo o INMET, “os maiores déficits hídricos previstos para abril/2025 concentram-se no norte do Estado de Roraima, parte central da Região Nordeste, norte de Minas Gerais, oeste do Mato Grosso do Sul e sudoeste do Mato Grosso”. O instituto adverte que “valores inferiores a 30% indicam que os cultivos em fases sensíveis, como germinação, florescimento e início do enchimento de grãos, podem ter a produtividade comprometida, especialmente se essa condição for mantida por 30 dias”.

O INMET destaca a situação em Roraima, onde “o armazenamento em Abril/2025 foi estimado abaixo de 10%, justamente em áreas onde está se consolidando o polo agrícola do estado, especialmente soja, milho e arroz“.

Para o mês de maio de 2025, a previsão do INMET é de uma “tendência de ampliação das áreas com escassez hídrica para os cultivos agrícolas”. Na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o instituto estima que “a previsão de défict hídrico e baixo armazenamento de água no solo, tornam as condições favoráveis para colheita do milho de primeira safra”.

Contudo, o INMET alerta que “a previsão de déficit hidríco para maio/2025 no MATOPIBA pode prejudicar o cultivo do milho segunda safra, que estarão em fase de floração, quando a planta apresenta maior demanda hídrica”. Sob essas condições de baixo armazenamento hídrico no solo, “especialmente abaixo de 40%”, o instituto sugere que “a alternativa de mitigação seria adotar onde aplicável estratégias de irrigação durante o mês de maio, afim de garantir a manutenção do potencial produtivo”.

Para junho de 2025, o INMET prevê que “à medida que o outono se aproxima do fim, o volume de chuva normalmente diminui na parte central do Brasil, o que contribuirá para a ampliação das áreas com deficiência hídrica no solo”. O instituto associa diretamente essa escassez de chuvas aos “baixos percentuais de armazenamento de água no solo”.

Em contraste, o INMET aponta que “no extremo norte do país, na faixa litorânea da Região Nordeste, bem como em grande parte da Região Sul, estão previstos excedentes hídricos, com níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cigarrinha atinge lavouras de milho em Ijuí


A colheita de milho no Rio Grande do Sul segue em ritmo mais lento e escalonado em comparação com outras culturas de verão, atingindo 89% da área cultivada. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar, o maior avanço foi em lavouras de maior escala no Nordeste do estado. Nas regiões de agricultura familiar, a colheita evoluiu pouco, condicionada ao uso do cereal para consumo interno.

O levantamento da Emater/RS-Ascar destaca que “as lavouras tardias (4%) apresentam bom potencial produtivo, favorecido pela ocorrência de chuvas nos estádios críticos de desenvolvimento e por temperaturas amenas, que têm permitido maior acúmulo de fotoassimilados”.

Paralelamente à colheita, os produtores já se organizam para o plantio da Safra 2025/2026, “realizando a semeadura de cobertura vegetal, especialmente nabo forrageiro, visando à posterior dessecação”. Na aquisição de sementes, observa-se “preferência por cultivares precoces e com tolerância à cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), estratégia alinhada a condições de mercado mais favoráveis e ao manejo fitossanitário preventivo”.

Na região administrativa de Bagé, “as condições de tempo seco têm favorecido a perda gradual de umidade dos grãos nas lavouras em fase de maturação fisiológica, possibilitando o início das operações de colheita”. Em Caçapava do Sul, a colheita foi iniciada principalmente em pequenas propriedades com baixo nível tecnológico, que “sofreram severos impactos da estiagem, ocorrida nos meses de janeiro e março”, resultando em uma “produtividade média estimada nessas áreas de apenas 1.200 kg/ha, reflexo das limitações hídricas durante os estágios críticos de florescimento e enchimento de grãos”. Em Alegrete, estão sendo colhidas as lavouras de semeadura tardia.

Na região de Caxias do Sul, “a colheita está próxima da finalização nos principais polos produtores, como em Muitos Capões e Vacaria”. Nas regiões da Serra e Hortênsias, onde predominam áreas menores, “os trabalhos seguem em ritmo mais lento e escalonado, e a finalização deve ocorrer em julho, conforme o padrão histórico da região”.

Em Ijuí, “a colheita está praticamente concluída”. As lavouras remanescentes (1%) correspondem principalmente ao segundo cultivo, caracterizado por plantas menores, “porém com bom enchimento de grãos, indicando adequada translocação de fotoassimilados durante o período reprodutivo”. Em relação à sanidade, observa-se “incidência de cigarrinha-do-milho, cujos danos incluem sintomas de enfezamento, além de casos pontuais de acamamento de plantas”.

Na região de Pelotas, a colheita atinge 51%, com produtividades variando entre 3.500 e 6.000 kg/ha, com média regional de 4.200 kg/ha. Em Santa Rosa, 92% da área foi colhida. Na região de Soledade, a colheita das lavouras de semeadura tardia está em andamento.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fruticultores intensificam manejo do morango e monitoram citros


Os produtores de morango na região administrativa de Ijuí estão intensificando os trabalhos na cultura, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar. Nos cultivos de segundo ano, realizam o manejo das plantas, com a retirada de folhas velhas e brotos, enquanto nos novos cultivos, o transplantio de mudas ocorre conforme a entrega pelos viveiristas.

Na mesma região, a Emater/RS-Ascar observa uma “rápida mudança de coloração dos frutos” na cultura da laranja Bahia, que, “contudo, não estão atingindo o grau Brix ideal para comercialização”. Pessegueiros e videiras entram em estádio de dormência, embora as cultivares precoces de pêssego tenham emitido algumas flores.

Na região de Santa Rosa, “as condições climáticas seguem favoráveis ao desenvolvimento das frutíferas e à realização dos tratos culturais”. No entanto, a Emater/RS-Ascar aponta que os citros apresentam “carga pequena de frutos em função da estiagem, além de alguns distúrbios fisiológicos, como rachadura de frutos, causando perdas”. Há também registro de “incidência de ácaros e pulgões”. O abacate está em fase de maturação, sendo destinado ao autoconsumo.

Muitas frutíferas na região de Santa Rosa estão em entressafra, como pessegueiro, ameixeira, macieira e videira, que se encontram em fase de senescência das folhas. Os produtores realizam “adubação de reposição devido à extração de nutrientes no período de produção”. As chuvas recentes, “associadas à redução de temperatura, possibilitaram a retomada dos tratamentos fitossanitários nas culturas”. Roçadas estão sendo efetuadas nos pomares. O figo está em fase final de colheita, mas com “frutos menores em razão da restrição hídrica”. Nos cultivos de banana, há pouca produção, e as plantas estão emitindo novos clones. Na cultura do melão, ainda há colheita em produtores comerciais que cultivam em sistema mulching com irrigação por gotejamento, com destaque para as variedades Pampa, Hy-mark, Rangers e Sunrise.

Na região de Soledade, a Emater/RS-Ascar informa que está sendo realizada a “semeadura de plantas de cobertura em pomares, como aveia preta, nabo forrageiro, entre outras”. Nas áreas de implantação de pomares, estão em andamento práticas como “preparo de solo, incorporação de calcário e de corretivos, sistematização do terreno e semeadura de plantas de cobertura”.





Source link