quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Chuvas reduzem déficit hídrico na safra de arroz


A semeadura do arroz no Rio Grande do Sul está na fase final, com menos de 5% da área projetada ainda por implantar, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18). Segundo o órgão, “o retorno das chuvas na primeira quinzena de dezembro foi fundamental para a regularização da germinação”, reduzindo a necessidade de banhos iniciais e favorecendo o início e a consolidação da irrigação contínua.

Apesar de desuniformes, as precipitações também contribuíram para a recomposição de mananciais, reservatórios e cursos hídricos, ampliando a disponibilidade de água para a condução da safra. A Emater/RS-Ascar avalia que, de modo geral, “o estabelecimento das lavouras é satisfatório”, com bom estande e crescimento inicial uniforme.

Em áreas pontuais, no entanto, o excesso de chuva provocou alagamentos e danos em taipas, o que exigiu reparos para manter a lâmina de água. Ainda assim, o desenvolvimento das lavouras já implantadas não foi comprometido.

O informativo aponta ajustes na área efetivamente cultivada em algumas regiões, associados a restrições financeiras e ao cenário da cadeia orizícola. “Esses ajustes não têm comprometido o desempenho das lavouras estabelecidas”, destaca a Emater/RS-Ascar.

Os tratos culturais seguem em andamento, com foco no controle de plantas invasoras e na adubação nitrogenada em cobertura, conforme o escalonamento da semeadura dentro do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

A área cultivada com arroz no Estado está estimada em 920.081 hectares, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), enquanto a produtividade projetada é de 8.752 kg por hectare, de acordo com a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, as chuvas beneficiaram principalmente as áreas recém-semeadas que enfrentavam déficit hídrico. Em Aceguá, houve registros de inundações pontuais e danos em taipas. Na Fronteira Oeste, em São Gabriel, o plantio foi concluído após atraso, enquanto em São Borja parte reduzida da área foi implantada dentro da janela preferencial. Em Itaqui, consolidou-se a maior redução regional, com queda de 12,5% da área inicialmente estimada.

Na região de Pelotas, a semeadura foi finalizada e as lavouras estão em fase vegetativa, com evolução considerada normal. As chuvas registradas entre 7 e 13 de dezembro promoveram a recuperação dos mananciais, garantindo condições hídricas adequadas ao ciclo.

Em Santa Maria, o plantio supera 90% da área prevista, embora haja indicativos de redução em função de limitações de financiamento. Em Cachoeira do Sul, 98% da área estimada já foi implantada, com lavouras em estádio inicial e início das aplicações de herbicidas e adubação em cobertura.

Na região de Soledade, a semeadura está concluída e as lavouras seguem em fase vegetativa, com avanço gradual do manejo da água e continuidade dos tratos culturais, especialmente a adubação nitrogenada em cobertura.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos de arroz no Estado apresentou leve alta semanal. Segundo levantamento da Emater/RS-Ascar, o valor passou de R$ 53,31 para R$ 53,42, uma elevação de 0,21%.





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Produtores colhem milho-verde e mantêm plantio escalonado



Colheita de milho-verde segue ativa em Lajeado



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18), a cultura do milho-verde está em fase de colheita e comercialização na região administrativa de Lajeado, com destaque para o município de Cruzeiro do Sul.

Segundo o relatório, “os produtores seguem realizando o plantio de forma escalonada, em intervalos quinzenais, com o objetivo de garantir oferta contínua do produto durante o período de colheita”, iniciado na segunda quinzena de novembro. Nas áreas implantadas mais precocemente, as espigas já foram colhidas e as plantas derrubadas para a implantação de novos cultivos, geralmente com milho para a mesma finalidade ou, em alguns casos, com rotação para soja, milho grão ou silagem. Ainda conforme a Emater/RS-Ascar, “o preço recebido pelo agricultor na propriedade está em R$ 0,35 por unidade”.





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Biodiversidade redefine desafios da agricultura


A biodiversidade é um elemento central para a produção agrícola, ao sustentar processos naturais que garantem a produtividade e a resiliência das lavouras. A interação entre plantas, animais, insetos, fungos e microrganismos forma ecossistemas complexos que fornecem serviços essenciais, como polinização, controle de pragas, armazenamento de água e regulação do clima, fundamentais para o funcionamento da agricultura.

Apesar de seu papel estratégico, a agricultura também é apontada como o principal fator de perda de biodiversidade no mundo. A conversão de áreas naturais em lavouras e pastagens, a extração intensiva de água doce para irrigação e a poluição provocada pelo uso de fertilizantes e pesticidas permitiram ganhos expressivos de produção, mas ampliaram a pressão sobre os ecossistemas. A degradação desses sistemas naturais compromete serviços essenciais ao próprio setor produtivo, elevando riscos à produtividade e à estabilidade das atividades no campo.

A importância do tema foi reforçada com o Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, lançado em 2022, que estabelece metas para conter e reverter a perda de biodiversidade. O acordo prevê que os governos signatários desenvolvam e implementem políticas nacionais alinhadas a esses objetivos, o que tende a provocar mudanças relevantes na forma como a agricultura é conduzida. Em paralelo, empresas do setor de alimentos e do agronegócio passaram a incorporar riscos e impactos relacionados à natureza em suas estratégias de sustentabilidade, ampliando ações voltadas ao apoio aos produtores rurais.

A intensificação das exigências regulatórias e a redução dos serviços ecossistêmicos representam riscos crescentes, enquanto iniciativas públicas e privadas podem abrir novas fontes de renda. Entre elas estão subsídios, programas corporativos e mercados emergentes de créditos de biodiversidade e pagamentos por serviços ecossistêmicos, que estimulam práticas produtivas mais resilientes e alinhadas à conservação ambiental.

“A biodiversidade não é apenas uma questão ambiental, está se tornando também uma questão de negócios, ao oferecer potenciais novas fontes de receita, melhor acesso ou posicionamento de mercado, além de maior resiliência, garantindo os recursos naturais dos quais dependem as lavouras e a pecuária”, conclui.

 





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Boi gordo fecha semana sem mudanças em SP



Mercado pecuário encerra semana estável



Foto: Pixabay

O mercado do boi gordo apresentou estabilidade em São Paulo nesta sexta-feira (19), conforme a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. Segundo a consultoria, o ritmo de negócios foi mais lento, comportamento comum para o encerramento da semana, intensificado pela saída temporária de parte dos negociantes devido às festividades previstas para os próximos dias. “Os compradores que ainda ajustavam suas escalas para o fim do ano seguiram negociando nos mesmos patamares de preços do dia anterior”, informou a Scot.

De acordo com o levantamento, as escalas de abate atendiam, em média, nove dias, indicando equilíbrio entre oferta e demanda nas praças paulistas.

No Pará, as cotações permaneceram inalteradas nas três regiões pecuárias do estado. A Scot Consultoria destacou que a operação dos frigoríficos ocorreu de forma parcial durante os feriados, o que contribuiu para a manutenção de um ritmo de compras mais ajustado.

Na Bahia, o mercado apresentou recuos pontuais. Na região Sul, o boi gordo registrou queda de R$ 3,00 por arroba, enquanto a vaca teve desvalorização de R$ 2,00 por arroba, sem alteração nos preços da novilha. Já na região Oeste, a cotação do boi gordo caiu R$ 1,00 por arroba e a da vaca recuou R$ 2,00 por arroba, com estabilidade para a novilha, segundo a Scot.





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Cotrijal repassa recursos e incentiva renovação do CAF


A Cotrijal reuniu, nesta terça-feira, 16, dirigentes dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STR’s) para o repasse anual de recursos às instituições. O encontro, realizado no Parque da Expodireto Cotrijal, também reforçou a parceria e apoio mútuo das entidades em prol dos produtores rurais.

Ao todo, a Cotrijal repassou mais de R$274,6 mil para 45 STR’s que integram a área de atuação da cooperativa. Os valores são referentes à doação anual realizada pela Cotrijal, além da contribuição por saca de soja comercializada por associados que possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar – CAF.

“A Cotrijal firmou, ao longo dos anos, uma parceria sólida e de confiança com os sindicatos dos municípios de sua área de atuação. Esse repasse anual de recursos representa o reconhecimento ao trabalho sério e comprometido que essas entidades desenvolvem em defesa dos produtores rurais. Por isso, esse apoio reforça nosso compromisso com o desenvolvimento das comunidades rurais”, ressaltou o vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder.

Os dirigentes reforçaram a importância dos valores recebidos para o desenvolvimento das atividades sindicais. “Assim como a Cotrijal é parceira do agricultor nos 365 dias do ano, não é diferente para o conjunto do movimento sindical. O ano de 2025 foi muito desafiador em diversos sentidos, e, no decorrer do ano, sempre pudemos contar com o apoio da Cotrijal”, afirmou o presidente do STR de Não-Me-Toque/RS, Maiquel Junges.

Além disso, os líderes ressaltaram a parceria histórica em defesa dos produtores rurais. “Esse repasse, além de ajudar financeiramente a entidade, é um reconhecimento de um trabalho conjunto de várias décadas. Sempre estamos juntos pois representamos uma categoria única, que são os trabalhadores e trabalhadoras rurais. Nós defendemos o mesmo público, os mesmos interesses e discutimos juntos para avançar e dar qualidade de vida à nossa sociedade”, reforçou Hélio Bernardi, presidente do STR de Carazinho/RS.

A reunião também reforçou a importância da busca ativa por produtores para renovação e enquadramento no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar – CAF, antiga Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). O registro é requisito para o acesso de agricultores familiares às políticas públicas de apoio e incentivo à produção agrícola familiar. Além disso, parte do valor repassado aos Sindicatos é calculado com base no número de sacas de soja comercializadas por associados que possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar – CAF.

“Nós conversamos com os presidentes dos sindicatos para realizar um trabalho conjunto para buscar aqueles que eventualmente perderam a o registro para que, futuramente, nós possamos distribuir ainda mais recursos para os sindicatos”, destacou Schroeder.

Os superintendentes Administrativo-Financeiro, Marcelo Ivan Schwalbert, e Comercial, Jairo Marcos Kohlrausch, também participaram do encontro, ressaltando as pautas em comum com os sindicatos e o trabalho em prol dos associados.





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portos superam 42 milhões de toneladas em 2025


Os portos públicos do Rio Grande do Sul movimentaram 42.373.432 toneladas entre janeiro e novembro de 2025, registrando o maior volume desde 2021. O total representa crescimento de 3,01% em relação ao mesmo período de 2024 e avanço de 2,30% na comparação com 2023. Segundo o governo do Estado, o resultado reforça a importância da infraestrutura portuária gaúcha para o suporte às cadeias agrícola e industrial e ao escoamento de commodities para o mercado externo.

O Porto do Rio Grande respondeu por 40.884.088 toneladas do total movimentado, concentrando mais de 96% das operações realizadas nos portos públicos estaduais. Na comparação anual, o terminal registrou crescimento de 3,67%. A composição das cargas foi liderada pelo granel sólido, responsável por 59,82% das operações, seguido pela carga geral, com 32,5%, e pelo granel líquido, que representou 7,6%.

Entre os produtos com maior expansão, a celulose alcançou 3,8 milhões de toneladas, alta de 13,67%, enquanto o farelo de soja somou 4 milhões de toneladas, crescimento de 17,47%. O milho registrou 787 mil toneladas movimentadas, avanço de 810% em relação ao ano anterior. Também houve aumento no transporte de carnes, que totalizou 877 mil toneladas, crescimento de 5,4%, e de sulfatos, que atingiram 1 milhão de toneladas, com elevação de 40,66%.

A movimentação de contêineres no Porto do Rio Grande também apresentou crescimento expressivo. Até novembro, foram registrados 934.691 TEUs, aumento de 29,11% em comparação com o mesmo período de 2024. Os maiores percentuais de crescimento ocorreram em maio, janeiro e outubro, indicando intensificação das operações ao longo do segundo semestre.

O Porto de Pelotas movimentou 1.171.480 toneladas no acumulado até novembro de 2025, crescimento de 10,37% na comparação anual. A operação foi concentrada principalmente no transporte de toras de madeira, que superaram 1 milhão de toneladas. Também houve movimentação de clínquer, com 98,7 mil toneladas, e de soja em grão, que somou 12,7 mil toneladas.

Em sentido contrário, o Porto de Porto Alegre registrou retração de 50,14% na movimentação de cargas entre janeiro e novembro de 2025, totalizando 317.864 toneladas. As operações envolveram principalmente fertilizantes, com 199,5 mil toneladas, além de trigo, com 49,7 mil toneladas, e sal, que alcançou 14,1 mil toneladas. O governo estadual informou que a redução está relacionada ao processo de recuperação após as enchentes e às obras de dragagem da hidrovia.

De acordo com a administração portuária, a expectativa é de retomada gradual da capacidade operacional do Porto de Porto Alegre à medida que a navegação de longo curso for liberada. “Com o avanço da dragagem, o porto deverá recuperar sua função estratégica no escoamento de cargas”, destacou o governo do Estado.

No comércio exterior, a China manteve-se como principal parceiro dos portos públicos gaúchos. Nas exportações realizadas pelo Porto do Rio Grande, o país asiático recebeu 9 milhões de toneladas, o equivalente a 39,49% do total exportado. Vietnã, Coreia do Sul, Indonésia e Estados Unidos também figuraram entre os principais destinos.

Nas importações, a China liderou com 2,3 milhões de toneladas, representando 21,52% do total. Argentina, Rússia, Arábia Saudita e Canadá completaram o grupo de principais países de origem das mercadorias movimentadas.

Entre janeiro e novembro, os portos públicos do Estado operaram cerca de 3.500 embarcações, entre navios e barcaças. O Porto do Rio Grande concentrou aproximadamente 2.900 dessas operações. Segundo a administração do sistema portuário, a expectativa é que o encerramento de 2025 mantenha a trajetória de crescimento observada ao longo do ano, consolidando o papel estratégico dos portos públicos gaúchos no cenário nacional e internacional.





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Chuvas reduzem perdas e favorecem pastagens no Rio Grande do Sul


As condições das pastagens no Rio Grande do Sul melhoraram ao longo do período recente, impulsionadas pelas chuvas e pela elevação das temperaturas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18), o campo nativo está em fase de desenvolvimento vegetativo, com aumento da oferta e da qualidade das forragens, reflexo da retomada do crescimento após a regularização climática. “As chuvas do período e a elevação das temperaturas proporcionaram a retomada do crescimento e da coloração mais verde das áreas”, aponta o relatório.

As pastagens cultivadas também foram beneficiadas pelas precipitações. Segundo o informativo, houve retomada do crescimento das forrageiras anuais de verão já implantadas e avanço nas áreas cuja implantação estava atrasada pela falta de umidade. Com a recomposição da umidade do solo, áreas de implantação mais tardiamente receberam adubação NPK, com expectativa de resposta positiva tanto para pastejo direto quanto para produção de feno e sementes.

Na região administrativa de Bagé, em Lavras do Sul, o aumento da umidade impediu a retomada da semeadura de novas áreas de pastagens. Já em Hulha Negra, a ausência de chuvas por três semanas consecutivas provocou abortamento de flores e sementes no estágio inicial, o que pode comprometer uma colheita prevista para as próximas semanas. Em Quaraí, os campos localizados em áreas pedregosas permaneceram com aspecto seco, em razão da má distribuição das precipitações.

Na região de Caxias do Sul, o período de tempo seco e quente registrado nas últimas semanas impactou as qualidades das pastagens. No entanto, conforme a Emater/RS-Ascar, a redução das temperaturas e o retorno das chuvas na metade do período repuseram a umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento das forrageiras. As pastagens perenes de verão foram utilizadas para pastejo e oferta adequada considerada, com destaque para o tifton.

Em Erechim, as pastagens perenes de verão, como tifton e Jiggs, estão em pleno crescimento nas áreas já condicionais, permitindo cortes destinados à produção de feno e silagem pré-secada. O informativo destaca que “a oferta de forrageiras de verão para pastel se normalizou com as precipitações ocorridas no período”.

Na região de Passo Fundo, o rebrote das forrageiras possibilitou ajustes na lotação dos piquetes. As chuvas registradas tendem a reduzir as perdas observadas anteriormente e a recuperar o potencial produtivo das pastagens. Já em Pelotas, especialmente em Pinheiro Machado, as precipitações favoreceram a retomada do crescimento das pastagens nativas e cultivadas, embora os rebrotes iniciais tenham sido um pouco expressivos, possivelmente em função do estresse hídrico acumulado durante a estiagem.

Ainda na região de Pelotas, os volumes de chuva variaram entre 220 e 350 milímetros, o que contribuiu para a recuperação das lavouras destinadas à silagem e das áreas de pastagem. Em Soledade, as pastagens perenes e as anuais de verão recuperaram a estatura após as chuvas, resultando em aumento da oferta de volumoso. Apesar da melhora, a Emater/RS-Ascar ressalta que “a disponibilidade de forragem ainda não é considerada satisfatória na maioria das propriedades”.





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Produção de morango avança nas regiões gaúchas



Emater aponta bom ritmo na colheita do morango



Foto: Seane Lennon

A produção de morango no Rio Grande do Sul avança sob influência das condições climáticas recentes, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (18) pela Emater/RS-Ascar. Nas principais regiões produtoras do estado, o aumento da oferta começa a refletir nos preços recebidos pelos agricultores, embora a comercialização siga fluindo normalmente.

Na região administrativa de Caxias do Sul, as temperaturas elevadas e o baixo volume de chuvas favoreceram a maturação dos frutos. De acordo com o levantamento, os principais problemas fitossanitários da cultura estão sob controle na maior parte das lavouras, apesar do registro pontual de ácaro-rajado, mosca-da-asa-manchada e oídio. “Os produtores estão realizando colheitas satisfatórias, tanto em quantidade quanto em qualidade”, informa o boletim. Com o avanço da oferta, os preços apresentam leve tendência de queda, mas a comercialização ocorre sem dificuldades. No período, os valores pagos variaram entre R$ 10,00 e R$ 20,00 por quilo nos canais tradicionais, enquanto a venda direta ao consumidor registrou preços mais elevados em municípios turísticos da Serra Gaúcha.

Na região de Pelotas, a colheita das variedades de dias curtos segue em ritmo intenso, com expectativa de redução gradual nos próximos períodos. Já nas áreas com cultivares de dias neutros, a produção continua em crescimento, favorecida pelas condições climáticas desde o início de novembro. Conforme o informativo, os produtores mantêm o manejo fitossanitário para controle de pragas e do oídio, que apresenta registros pontuais. Os preços mostraram leve recuo em algumas localidades, variando conforme o município e o canal de comercialização.

Em Santa Rosa, a produção de morango segue elevada, com floradas em desenvolvimento na maioria das áreas. O destaque fica para a cultivar Royal Royce, tanto em volume quanto em padrão dos frutos. O informativo aponta a ocorrência de problemas fitossanitários pontuais, como ácaros e percevejos, o que tem levado produtores mais tecnificados a intensificar a adubação de cobertura para estimular o desenvolvimento da cultura.





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Mercado da soja sem muitas movimentações


O mercado da soja do Rio Grande do Sul opera travado, com produtores descapitalizados e traumatizados por perdas recentes adotando postura defensiva, evitando vendas futuras que possam se transformar em contratos impossíveis de cumprir caso a seca se agrave. As informações são da TF Agroeconômica.

“Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc (+0,71%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,02/sc (+0,51%) semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 136,00. Já em Panambi, o mercado físico apresentou manutenção, com o preço de pedra recuando para R$ 122,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Em Santa Catarina, a dependência de importações do Paraná e do Paraguai intensifica-se para manter as plantas agroindustriais operando em plena capacidade. “A logística de recebimento e distribuição via cooperativas e tradings torna-se elemento central na gestão da oferta estadual, com os armazéns funcionando como pontos de consolidação de volumes vindos de outros estados para atender a demanda interna robusta. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,82 (+1,07%)”, completa.

No Paraná, a estabilidade dos preços no interior, mesmo com quedas externas, demonstra força do mercado local e retenção por parte das cooperativas. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,82. Em Cascavel, o preço foi R$ 131,81 (+0,63%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,33 (+0,80%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,12 (+0,72%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 141,82 (+0,55%). Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 122,00”, indica.

A capacidade instalada de esmagamento no Mato Grosso do Sul funciona como âncora de demanda, sustentando prêmios atrativos mesmo em momentos de pressão nos mercados externos. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 127,01 (+0,28%), Campo Grande em R$ 126,66 (+0,00%), Maracaju em R$ 126,66 (+0,00%), Chapadão do Sul a R$ 122,91 (+0,15%), Sidrolândia a em R$ 127,01 (+0,28%)”, informa.

No Mato Grosso, o replantio resulta em mais custos para o produtor. “Campo Verde: R$ 121,95 (+0,43%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,26 (+0,04%), Nova Mutum: R$ 117,26 (+0,04%). Primavera do Leste R$ 121,95 (+0,43%). Rondonópolis: R$ 121,95 (+0,43%). Sorriso: R$ 117,26 (+0,04%)”, conclui.

 





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Milho recua na B3 com mercado lento no fim de ano


Os contratos futuros de milho tiveram movimentos distintos nas bolsas, refletindo ajustes técnicos e fatores de demanda em um período de menor liquidez no mercado. Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado brasileiro foi pressionado por realização de lucros e pelo ritmo lento de negócios típico do final de ano, enquanto o cenário internacional foi sustentado por exportações firmes e desempenho recorde do setor de etanol.

Na B3, as cotações do milho encerraram a quarta-feira em baixa, devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior. A combinação de menor interesse tanto de compradores quanto de vendedores contribuiu para um ambiente mais fraco para os preços. O contrato com vencimento em janeiro de 2026 fechou a R$ 71,17, com recuo diário de R$ 0,73 e queda semanal de R$ 1,10. O vencimento de março de 2026 terminou o dia cotado a R$ 75,58, com baixa de R$ 0,33 no dia, mas ainda acumulando alta de R$ 0,43 na semana. Já o contrato de maio de 2026 fechou a R$ 74,83, com perda diária de R$ 0,28 e avanço semanal de R$ 0,47.

Em Chicago, os preços do milho apresentaram alta, impulsionados por uma demanda consistente e pelo desempenho do mercado de etanol. O contrato de março subiu 0,91%, encerrando a US$ 4,44 o bushel, enquanto o vencimento de maio avançou 1,01%, a US$ 4,52. O suporte veio do fortalecimento das exportações americanas, com compromissos de vendas 29,75% acima do registrado no mesmo período do ano comercial anterior. 

A competitividade do milho dos Estados Unidos no mercado asiático ganhou espaço diante da menor presença do produto brasileiro e das dificuldades de oferta da Ucrânia. Além disso, o setor de etanol, responsável por cerca de 40% do consumo interno de milho, segue registrando níveis recordes de produção, reforçando o suporte às cotações.

 





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