terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Broca da raiz ameaça lavouras em áreas úmidas



Broca da raiz exige controle integrado


Foto: Unsplash

A presença da broca da raiz (Eutinobothrus brasiliensis) tem gerado preocupação entre produtores rurais, especialmente em áreas úmidas e de baixada, onde as condições favorecem o desenvolvimento da praga. O inseto ataca diretamente a base das plantas, abrindo galerias na região do colo, o que compromete o crescimento e pode levar à morte da planta.

De acordo com o engenheiro agrônomo Lucas Barros, em artigo publicado no Blog Aegro, “as fêmeas criam orifícios e depositam seus ovos nesses locais, o que dá início ao ciclo da praga”.

A ação da broca da raiz afeta principalmente plantas jovens, que apresentam sintomas como murchamento. Em plantas mais desenvolvidas, o problema pode ser identificado pelo avermelhamento e pela perda de turgor das folhas.

Barros destaca que o manejo inadequado de restos culturais é um dos fatores que favorecem a infestação. “Solo úmido e áreas de plantio direto e que não faz a destruição de restos culturais favorece o surgimento da praga”, afirmou o agrônomo.

Para o controle da praga, o especialista recomenda uma abordagem que combine diferentes estratégias. “O controle da broca da raiz pode ser realizado integrando os métodos culturais e químico”, explicou.





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Colheita de milho avança 22% na Argentina



Chuvas atrasam colheita na Argentina, mas beneficiam solo




Foto: Nadia Borges

O clima úmido registrado em parte das regiões agrícolas da Argentina vem dificultando o avanço da colheita das safras de verão, segundo informações do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Apesar dos atrasos, as chuvas contribuíram para a recomposição das reservas de umidade no solo, fator importante para o desenvolvimento das lavouras de grãos de inverno.

Segundo o boletim, precipitações moderadas a fortes, variando entre 25 e 50 milímetros, atingiram uma faixa que vai de Buenos Aires até o norte de Corrientes. No centro de Corrientes e em Entre Rios, as chuvas superaram os 50 milímetros, chegando a 100 mm em algumas áreas. Regiões mais afastadas registraram volumes inferiores a 25 mm.

As temperaturas da semana ficaram abaixo do padrão histórico. Em média, os termômetros marcaram até 4°C abaixo da normalidade, com máximas diurnas oscilando entre 20°C e 25°C. As mínimas permaneceram acima de zero em todo o território analisado.

Dados oficiais divulgados pelo governo argentino no dia 10 de abril indicam que a colheita do girassol atingiu 89% da área, enquanto o milho chegou a 22% e o sorgo, a 18%.





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Europa tem chuvas no sul e frio intenso no leste



Culturas de inverno seguem em ritmo acelerado




Foto: Pixabay

O clima na Europa apresentou contrastes marcantes durante o período monitorado pelo boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Enquanto o sudoeste do continente enfrentou tempo quente e chuvoso, o leste europeu registrou queda acentuada de temperatura e ocorrência de neve em áreas agrícolas.

De acordo com o USDA, “um bloqueio estacionário ancorado sobre a Grã-Bretanha finalmente cedeu e se deslocou para o leste no final do período de monitoramento”. Esse movimento manteve o tempo seco no centro e norte da Europa até a chegada das chuvas no fim da semana.

Na Península Ibérica, as chuvas foram menos intensas em comparação às semanas anteriores, mas ainda ultrapassaram os 25 milímetros em algumas áreas de Portugal e no oeste da Espanha. No final da semana, a instabilidade climática também avançou para o oeste e sul da França. Estimativas via satélite indicaram acumulados entre 10 e 25 milímetros nas principais zonas de cultivo de verão.

Na Europa Ocidental, as temperaturas ficaram de 2 °C a 5 °C acima da média, o que acelerou o desenvolvimento das culturas de inverno. No entanto, uma queda da corrente de jato para o sul provocou um cenário oposto no leste europeu. As temperaturas ficaram entre 3 °C e 9 °C abaixo do normal, acompanhadas por precipitações que, em muitas áreas, ocorreram na forma de neve.

Apesar das geadas registradas, com mínimas entre -5 °C e -2 °C, o boletim informa que “as geadas severas não representaram uma ameaça significativa às culturas vegetativas de inverno”. Os acúmulos de neve também não foram expressivos.

No norte da Europa, os céus permaneceram predominantemente ensolarados, com temperaturas próximas à média. As condições favoreceram o avanço das atividades de campo e o desenvolvimento das culturas de inverno, embora a escassez de chuvas nos últimos dois meses tenha reduzido os níveis de umidade do solo em diversas áreas.





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preços firmes em Chicago e demanda chinesa em foco



Demanda chinesa e políticas cambiais na continua a definir o ritmo do mercado




Foto: Divulgação

O mercado internacional de soja manteve-se firme na semana, apoiado por cotações em Chicago e pela pressão da demanda chinesa, apesar do recuo recente nos embarques de março.

Na Bolsa de Cereais de Chicago, o primeiro mês cotado da soja oscilou entre US$ 10,42/bushel (11/04) e US$ 10,36/bushel (17/04), mantendo-se acima da média de uma semana antes (US$ 10,29/bushel) . Esse movimento reforça a importância do mercado internacional de soja como referência para negociações globais.

As importações chinesas despencaram a 3,5 milhões de toneladas em março, o menor volume para o mês desde 2012, impactadas pela guerra comercial com os EUA e pelo atraso na colheita brasileira. No primeiro trimestre, a China importou 17,1 milhões de toneladas, 7,9% abaixo do ano anterior, abaixo das expectativas de 17,3–18 milhões de t . Para o período abril–junho, o mercado projeta compras de 31,3 milhões de toneladas, mantendo a preferência pela soja brasileira.

Na União Europeia, o ano comercial 2024/25 somava até 13/04 cerca de 11 milhões de toneladas importadas, alta de 8% sobre 2023, enquanto as compras de farelo de soja totalizaram 14,8 milhões de t (+26%) e de óleo de palma caíram 20% . Já a Argentina eliminou o “dólar blend”, medida celebrada pelo setor, que deve promover maior volatilidade cambial e atrair investimentos ao agronegócio local.

Segundo informações divulgadas pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, a combinação de oferta ajustada em Chicago, demanda chinesa e políticas cambiais na América Latina continua a definir o ritmo do mercado internacional de soja.





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Exportações brasileiras de milho disparam em abril



Brasil exportou 120,3 mil toneladas de milho nos primeiros nove dias úteis de abril




Foto: Claudio Neves/APPA

O mercado global de milho experimentou leve recuo nas cotações de Chicago, enquanto o ritmo de plantio nos Estados Unidos ganha atenção de traders e analistas.

Na CBOT, o contrato de milho para o primeiro mês cotado atingiu US$ 4,90/bushel em 11/04, o maior nível desde 21/02, antes de recuar a US$ 4,82/bushel em 17/04, praticamente estável frente a US$ 4,83/bushel na semana anterior .

O plantio de milho nos EUA alcançou 4% da área esperada até 13/04, abaixo da média histórica de 5% e da expectativa de 6% do mercado – sinal de atenção para o desenvolvimento das lavouras de primavera .

No comércio exterior, o Brasil exportou 120,3 mil toneladas de milho nos primeiros nove dias úteis de abril, média diária 345% superior à de abril de 2024, com preço médio de US$ 265,97/t (queda de 26,1% sobre abril/24) . Esses números refletem a forte participação brasileira no suprimento global e a pressão dos estoques internacionais.

Segundo informações divulgadas pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário – CEEMA, as cotações em Chicago e o andamento do plantio nos EUA seguem como principais indicadores para o mercado internacional de milho.





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Boi gordo e novilha têm alta em São Paulo e Mato Grosso



Boi China valoriza em São Paulo




Foto: Canva

A cotação do boi gordo registrou alta em São Paulo nesta quarta-feira (16), segundo o informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria. Com oferta mais restrita, os preços subiram R$ 2,00 por arroba tanto para o boi gordo quanto para o animal destinado ao mercado externo, conhecido como “boi China”. A novilha acompanhou o movimento e também teve reajuste de R$ 2,00 por arroba. A vaca, por sua vez, manteve o valor estável.

“O cenário de oferta limitada contribuiu para o aumento dos preços pagos ao produtor”, informou a Scot. As escalas de abate nos frigoríficos paulistas seguem com média de cinco dias.

Em Mato Grosso, todas as regiões monitoradas apresentaram alta nas cotações. Na região Norte, o boi gordo teve valorização de R$ 5,00 por arroba. A vaca e a novilha também subiram, com acréscimo de R$ 3,00.

Na região Sudoeste, houve aumento de R$ 2,00 para as três categorias. Já em Cuiabá, os preços ficaram estáveis para o boi gordo e para a novilha, enquanto a vaca subiu R$ 2,00 por arroba.

No Sudeste mato-grossense, o boi gordo e a novilha tiveram alta de R$ 5,00 por arroba, e a vaca registrou aumento de R$ 3,00.

Em Alagoas, o mercado se manteve estável, sem alterações nas cotações para nenhuma das categorias.





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Estudos comprovam redução de gases de efeito estufa com uso de fontes de nitrogênio


A Yara está impulsionando a geração de conhecimento científico aplicado para o agronegócio no Brasil. Por meio do Prêmio Boa Colheita Pesquisa, que acontece há sete anos, a companhia financiou cerca de 32 trabalhos, selecionados entre 244 projetos de nutrição de plantas liderados por pesquisadores.

A iniciativa tem como objetivo financiar e premiar estudos de nutrição vegetal e é aberta a um grupo de cerca de 700 especialistas que atuam na academia e extensão rural, que participam do Boa Colheita Experts, programa de relacionamento da Yara com agrônomos que visa gerar e transmitir conhecimento, conectando a academia ao campo. 

“A Yara acredita no conhecimento baseado na ciência e atua para que a academia, a extensão rural e o setor privado somem esforços para que o melhor em tecnologias e soluções seja disponibilizado aos produtores”, afirma Leonardo Soares, gerente Sênior de Agronomia da Yara Brasil. “O Boa Colheita Pesquisa é a síntese dessa proposta. O prêmio nos permite mapear e impulsionar estudos para além daqueles que realizamos com nossos próprios pesquisadores, uma forma de valorizar a ciência brasileira e reconhecer seus protagonistas”.

Para garantir representatividade de culturas, o prêmio abre inscrições em duas categorias: Sistemas (incluindo grãos e pastagem) e hortifruti, Perenes e semi-perenes (abrangendo culturas como batata, tomate, cebola, citrus, café e cana). A cada edição, 10 projetos são selecionados, cinco por categoria. A avaliação é feita por uma banca de jurados composta por um pesquisador da Yara e pesquisadores externos, sem vínculo com a empresa, que integram o Programa Boa Colheita Experts e não tenham submetido trabalhos na edição. Os critérios consideram a conformidade das propostas com o protocolo científico e a busca por mais produtividade, qualidade ou eficiência operacional da produção com a nutrição vegetal. 

Os 10 estudos aprovados e financiados pela Yara a cada edição são conduzidos por um período médio de um ano e meio. Ao final das pesquisas, os relatórios são reavaliados pela banca de especialistas para a eleição de quatro destaques (dois por categoria), considerando os quesitos de elegibilidade iniciais e os resultados alcançados. Os líderes dessas pesquisas são reconhecidos com um prêmio adicional. 

Os destaques do Boa Colheita Pesquisa 2024 serão premiados com uma viagem para o 20th International Plant Nutrition Colloquium (INPC 2025), em julho, na cidade de Porto, em Portugal. O evento é o principal fórum científico global em nutrição vegetal. A Yara inscreveu os trabalhos no congresso, por isso, os pesquisadores também representarão a pesquisa brasileira no evento. 

Fernando Alves de Azevedo, do Centro de Citricultura Sylvio Moreira do Instituto Agronômico (IAC), é um dos destaques da edição de 2024. Seu projeto avaliou o impacto de práticas agrícolas conservacionistas, como o uso de plantas de cobertura, associado a adoção de roçadoras ecológica ou convencional, e adubação com diferentes fontes nitrogenadas (ureia, nitrato de amônio e nitrato de cálcio) no sequestro de carbono e redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE) em um pomar de laranja Pêra enxertado em limão Cravo. 

Entre outros resultados, o estudo demonstrou que o uso de fontes mais nobres de nitrogênio (como nitrato de amônio e nitrato de cálcio) associado a abordagens conservacionistas tem mais eficácia na redução de GEE, resultando na emissão de aproximadamente 50% menos kg de CO2 equivalente por hectare. Também foi observado aumento significativo de produtividade (29%) com o uso combinado de roçagem ecológica e nitrato de cálcio (YaraLiva NITRABOR), manejo que ainda resultou na menor incidência da doença cancro cítrico. As descobertas são importantes considerando a necessidade de manter a competitividade do Brasil (maior produtor de laranja e exportador de suco da fruta) frente aos desafios de conciliar produtividade e sustentabilidade na produção.

“A conquista reforça a excelência da pesquisa científica desenvolvida no Brasil, especialmente no setor citrícola, e o papel estratégico do Centro de Citricultura Sylvio Moreira do IAC na busca por soluções sustentáveis e tecnológicas para os desafios do campo”, ressalta o pesquisador. “A Yara é uma de nossas principais parceiras. Esse estímulo é muito importante e nos permite colocar nosso ponto de vista técnico sobre a citricultura conciliando com a área de nutrição oferecida pela empresa”.

 





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Gigante sai da China e mostra novo cenário geopolítico das commodities



A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai



A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e prevê o desligamento dos demais nos próximos dias.
A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e prevê o desligamento dos demais nos próximos dias. – Foto: Porto de Shanghai

Segundo Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Mato Grosso (FEAGRO MT), a decisão da gigante americana Archer Daniels Midland (ADM) de encerrar suas atividades na China evidencia uma transformação significativa na geopolítica do comércio de commodities agrícolas. A informação foi divulgada nesta semana e teve como principal justificativa a necessidade de cortar custos entre US$ 500 milhões e US$ 750 milhões nos próximos cinco anos, conforme declarou o CEO da ADM. 

A ADM, considerada a terceira maior comercializadora de commodities agrícolas do mundo, operava na China desde 1995. No entanto, a intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China, marcada por tarifas e incertezas regulatórias, acelerou a decisão de desinvestimento no país asiático. A companhia já demitiu dezenas de funcionários em Xangai e prevê o desligamento dos demais nos próximos dias.

Para Rezende, esse movimento pode provocar efeitos em cadeia no comércio internacional, especialmente no reposicionamento estratégico de grandes tradings e na reconfiguração de fluxos logísticos. A saída da ADM também pode abrir espaço para empresas asiáticas ou de outras origens consolidarem sua presença no maior mercado consumidor do planeta. Nesse cenário de tensão geopolítica, o papel do Brasil como fornecedor confiável de alimentos deve ganhar ainda mais relevância, destaca o presidente da FEAGRO MT.

“Já demitiram dezenas de funcionários sediados em Xangai, e nos próximos dias está previsto a demissão dos remanescentes. Em curso as mudanças na geopolítica mundial na comercialização das commodities após declarada a guerra tarifária”, comenta.

 





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Amprotabaco propõe discussão técnica aos deputados do Paraná


Presidente da entidade Gilson Becker participou de audiência pública, na qual sugeriu que Assembleia Legislativa do estado crie uma Câmara Técnica para acompanhar a implementação da lei da classificação do tabaco nas propriedades rurais do Paraná

A Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) sugeriu aos deputados estaduais do Paraná a criação de uma câmara técnica para acompanhamento e implementação da regulamentação da classificação do tabaco na propriedade rural no estado. O tema foi discutido em uma audiência pública, na Assembleia Legislativa, em Curitiba, na última terça-feira, 15. Durante o evento, o presidente da associação e prefeito de Vera Cruz Gilson Becker, destacou que no Rio Grande do Sul, por força da Lei 15.958/2023 o processo já está em andamento, sugerindo que se tenha um olhar técnico para o tema. Ao final da audiência, a proposta da Amprotabaco foi aceita e fará parte do processo de regulamentação da lei paranaense. Becker ressaltou ainda a importância da unidade entre os municípios produtores de tabaco para fortalecer a cadeia produtiva e econômica no Sul do Brasil.

Conforme o presidente da Amprotabaco, o tema é muito importante, pois impacta diretamente no cotidiano da produção de tabaco. Em seu pronunciamento, Becker comentou sobre a implantação da lei gaúcha que determina a classificação do tabaco nas propriedades gaúchas. “É muito importante que se tenha este debate, pois no Rio Grande do Sul houve a aprovação da lei de classificação na propriedade, contudo ainda estamos em um período inicial, pois este é o primeiro ano que a lei está em vigor e neste momento, estamos com menos de 20% da safra comercializada até o momento”, ressalta.

Becker, que além de presidir a entidade é produtor de tabaco no município de Vera Cruz, explica que o assunto exige cautela e um olhar apurado sobre todas as questões envolvidas em uma regulamentação impostas por uma lei que levará para a propriedade rural a classificação do produto. “Creio que no próprio Rio Grande do Sul teremos que fazer alguns ajustes nesta regulamentação. É essencial que tenhamos momentos como este, porque acima de tudo precisamos avaliar todos os aspectos da lei, especialmente aqueles que podem influenciar em um possível aumento de custo no processo de aquisição do tabaco, da logística e de como isso deverá funcionar na prática”, destaca, ao compartilhar que existem várias situações que ainda não claras no Rio Grande do Sul, mesmo com a lei já em vigor.

Ao final da audiência, os deputados estaduais optaram pela criação de uma Câmara Técnica para acompanhamento do tema no estado, contando com a participação de produtores rurais, deputados e entidades como a própria Amprotabaco, que se colocou à disposição do Legislativo paranaense. “Nós produtores sabemos que existe uma diferença grande da teoria e da prática, por isso queremos estar todos envolvidos neste debate, para que se tenha a melhor decisão e que ela não traga prejuízo aos produtores. Um aumento de custo sempre pode refletir em uma nova restrição e uma diminuição de lucratividade ao produtor que está lá na ponta da cadeia produtiva e acaba prejudicado”, declara o presidente, aplaudido pelos produtores rurais que participaram da audiência na capital do Paraná. Representando a Amprotabaco, além do presidente Gilson Becker, estavam presentes a vice-presidente do Paraná, a prefeita de São Mateus do Sul, Fernanda Sardanha e o secretário, prefeito de Rio Azul, Leandro Jasinki.

Importância da unidade

Durante seu pronunciamento na audiência pública do tabaco em Curitiba, o presidente da Amprotabaco Gilson Becker ressaltou a necessidade de unidade entre todos os municípios produtores de tabaco do Sul do Brasil. “Estamos falando de uma cadeia produtiva centenária, da qual 90% da produção é exportada, gerando receitas e divisas não apenas aos produtores, mas de uma forma geral para toda a sociedade. Acima de qualquer debate precisa estar a defesa desta produção que é tão importante para todos nós”, disse Becker, ao citar que o tema – unidade entre os municípios – foi debatido pela Amprotabaco, na última reunião virtual da entidade, realizada na semana passada.

O presidente pontuou também a realização da 11ª Conferência das Partes da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (COP 11), que será realizada de 17 a 22 de novembro em Genebra, na Suíça. O evento mundial que tem como objetivo implementar restrições à produção e consumo do produto é uma das preocupações da Amprotabaco, que já se articula com seu posicionamento junto ao governo federal. “Por isso faz tanto sentido que os municípios produtores de tabaco estejam unidos e a cadeia produtiva, que é exemplo para tantas outras culturas, de forma integrada, para que possamos estar sempre batalhando contra às restrições impostas a esta atividade”, complementa Becker.

 





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Exportações de soja crescem 2,3% em 2025, aponta Abiove


O setor do Complexo da soja no Brasil segue firme na rota do crescimento em 2025, mesmo com ajustes pontuais nas projeções de produção. As principais cadeias que envolvem o grão – do plantio ao processamento – devem bater recordes, impulsionadas por demanda interna e externa em alta.

Segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), a estimativa para a produção total de soja sofreu um leve recuo de 0,8% em relação às últimas projeções, ficando em 169,6 milhões de toneladas. Já o esmagamento do grão deve atingir 57,5 milhões de toneladas, recorde histórico para o setor, refletindo o aumento da capacidade industrial e a crescente demanda por farelos e óleos vegetais.

A Abiove mantém estáveis as previsões de saída industrial: 44,1 milhões de toneladas de farelo e 11,4 milhões de toneladas de óleo de soja. Esses produtos seguem como peças-chave na alimentação animal e na indústria alimentícia, garantindo margens atrativas aos processadores.

No comércio exterior, o Brasil deve embarcar 108,5 milhões de toneladas de soja em grãos, alta de 2,3% frente às estimativas anteriores. O farelo de soja permanece em 23,6 milhões de toneladas, e o óleo em 1,4 milhões de toneladas, refletindo contratos firmes na Ásia e na União Europeia. Para equilíbrio do mercado interno, as importações de óleo de soja, que haviam caído 50% na previsão anterior, devem se manter em 100 mil toneladas, enquanto a entrada de grãos chega a 500 mil toneladas.

No comparativo dos primeiros meses, fevereiro registrou processamento de 3,54 milhões de toneladas, alta de 5,2% sobre janeiro e retração de 2,9% em relação a fevereiro de 2024 (ajustado pelo percentual amostral). No acumulado de janeiro-fevereiro, o volume foi de 6,9 milhões de toneladas, 3% abaixo do mesmo período de 2024.





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