segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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Tocantins tem safra recorde de grãos em 2024/25


Segundo informações divulgadas pela Governo do Tocantins com base nos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado deve encerrar o ciclo 2024/25 com a maior produção de grãos da sua história. A safra estadual deve atingir 8,9 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 16% em relação ao volume colhido no ciclo anterior, que foi de 7,69 milhões de toneladas.

De acordo com o 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, publicado no último dia 10 de abril, o avanço acompanha a tendência nacional de expansão. A produção total de grãos no Brasil foi estimada em 330,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 32,6 milhões de toneladas frente à safra 2023/2024. Caso o volume seja confirmado, será o maior já registrado pela série histórica da Conab.

A soja lidera a produção no Tocantins, com estimativa de 5,4 milhões de toneladas, crescimento de 1,8% em relação à safra anterior. O milho vem na sequência, com 2,3 milhões de toneladas, alta de 13,6%. O arroz foi estimado em 779,2 mil toneladas, com elevação de 3,4%. sorgo e feijão registraram 111,5 mil e 73,13 mil toneladas, respectivamente, enquanto o gergelim manteve estabilidade.

O levantamento também aponta que a colheita da primeira safra de soja no país está em ritmo acelerado. A Conab estima uma produção nacional de 167,9 milhões de toneladas da oleaginosa, o que representa um crescimento de 20,1 milhões de toneladas na comparação com a safra passada. Segundo a Companhia, esse desempenho pode resultar no maior volume já colhido da cultura no Brasil.

A colheita do arroz também avança no país, com mais de 60% da área plantada já colhida até o início de abril. O Tocantins segue como o principal produtor de grãos da região Norte e o segundo maior quando se considera as regiões Norte e Nordeste.





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Umidade favorece feijão, mas exige manejo de pragas


A primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul está concluída. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (17) pela Emater/RS-Ascar, o ciclo foi finalizado com resultados positivos em boa parte do Estado, apesar de perdas localizadas na Metade Oeste, atribuídas à estiagem.

Na região de Caxias do Sul, a colheita foi tecnicamente encerrada com produtividade média próxima de 2.400 quilos por hectare. Segundo a Emater, a qualidade dos grãos foi considerada excelente. Já na região administrativa de Pelotas, as lavouras apresentaram variações de rendimento, entre 1.200 e 1.800 quilos por hectare, dependendo das condições de cultivo.

A colheita da segunda safra de feijão teve início e alcança, até o momento, 13% da área cultivada. A ocorrência de chuvas no início do período dificultou os trabalhos de campo, mas beneficiou lavouras em desenvolvimento. “As áreas com irrigação seguem apresentando excelente potencial”, informa o boletim.

Em Erechim, a Emater alerta que as temperaturas noturnas mais baixas podem impactar negativamente a produtividade. Em Frederico Westphalen, o ciclo avança em áreas de segunda safra sobre resteva de milho, que já iniciaram a colheita. Em Ijuí, 62% das lavouras estão em fase de granação, enquanto parte das áreas ainda se encontra em floração. A estimativa de produtividade é considerada satisfatória, com exceção das lavouras de sequeiro, que têm desenvolvimento abaixo do esperado.

Em Santa Maria, as chuvas ocorridas entre o final de março e a primeira quinzena de abril favoreceram as lavouras, especialmente nas fases de floração e enchimento de grãos. Na região de Santa Rosa, um produtor de Campina das Missões relatou que os 30 hectares cultivados em segunda safra foram impactados pela estiagem inicial, mas recuperaram o desenvolvimento após o retorno das chuvas.

Na região de Soledade, as condições climáticas melhoraram na segunda metade do período, com aumento da radiação solar e temperaturas mais adequadas. No entanto, a Emater adverte para os riscos associados à alta umidade relativa do ar. “O monitoramento e o manejo de doenças como a antracnose devem ser mantidos para evitar perdas significativas”, aponta o informe. Atualmente, 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 45% em floração e 50% em enchimento de grãos.

Quanto à comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos teve queda de 3,17%, passando de R$ 220,50 para R$ 213,50, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Milho verão surpreende com produtividade acima da média



Produtividade média parcial do milho verão varia entre 140 e 195 sacas por hectare




Foto: Divulgação

A colheita do milho verão no Oeste da Bahia está em ritmo acelerado e com resultados promissores. Segundo o boletim divulgado pela AIBA, mais de 35 mil hectares já foram colhidos, superando os índices registrados na safra anterior.

A produtividade média parcial do milho verão varia entre 140 e 195 sacas por hectare, com destaque para áreas irrigadas e regiões que escaparam dos picos de estresse climático. Mesmo com desafios fitossanitários pontuais, a cultura tem demonstrado forte resiliência.

As lavouras da região 01, por exemplo, estão produzindo 182 sacas por hectare, enquanto a região 03 registra 168 sacas/ha. Em contraponto, a região 02 apresentou uma queda significativa, com média de 170 sacas por hectare, contra 183 na safra anterior. As condições climáticas favoráveis no início da janela de plantio contribuíram para uma boa emergência das sementes e um rápido desenvolvimento vegetativo. Esse adiantamento se refletiu na antecipação da colheita, o que favoreceu o escoamento da produção.

A produção total prevista para a safra 2024/25 é de 1,134 milhão de toneladas, e o preço disponível na data de fechamento do boletim (14 de abril) era de R$ 74 por saca. A comercialização, no entanto, segue lenta, com apenas 20% da safra vendida até agora.

Com as expectativas mantidas para o milho irrigado e novas janelas de exportação, o setor aguarda a confirmação de produtividade nas áreas remanescentes para definir estratégias de mercado.





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Pasto de inverno avança mesmo com solo úmido


O retorno das chuvas e a presença de temperaturas amenas têm impulsionado o desenvolvimento das pastagens em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. A análise consta no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (17), que aponta melhora na condição das áreas recém-implantadas com forrageiras de inverno, como aveia e azevém.

De acordo com o boletim, mesmo com o avanço do outono, o campo nativo ainda mantém condições para sustentar a carga animal, embora haja preocupação em relação ao rebrote lento em áreas mais sensíveis. “Há apreensão quanto à oferta forrageira no final do outono”, destaca o informativo.

Na região de Bagé, alguns produtores aproveitaram a sequência de dias sem chuva para realizar a roçada dos campos. Segundo a Emater, essa prática tem contribuído para melhorar a eficiência da sobressemeadura de azevém. Já na região de Caxias do Sul, as chuvas favoreceram o crescimento das pastagens e a germinação das forrageiras de inverno, ainda que o solo úmido dificulte parte do manejo necessário.

Em Erechim, o retorno das precipitações, aliado ao clima mais ameno, beneficiou a implantação das pastagens. Contudo, o encerramento do ciclo das forrageiras de verão e a redução do rebrote no campo nativo evidenciam a transição para o chamado “vazio outonal”.

Frederico Westphalen apresenta recuperação gradual das pastagens cultivadas. A sobressemeadura com espécies de inverno avança, embora haja dificuldades no acesso às sementes. Em Ijuí, a implantação das pastagens de inverno prioriza forrageiras adaptadas ao outono. “A emergência inicial tem sido adequada”, observa a Emater, que também registra início do corte do milho safrinha, mesmo com baixos índices de produtividade.

Em Passo Fundo, o crescimento das forrageiras foi favorecido pelas chuvas, permitindo avanço na semeadura das espécies de inverno. Já o campo nativo apresenta redução no crescimento das espécies, afetado pela distribuição irregular das chuvas e pela presença de plantas invasoras.

Na região de Pelotas, o rebrote das pastagens nativas tem melhorado com as chuvas, permitindo o início das semeaduras de inverno. No entanto, a oferta de alimento continua limitada em áreas que sofreram mais com a estiagem.

Em Porto Alegre, o desempenho das pastagens é considerado estável, com boa disponibilidade de forragem, graças à umidade do solo e às temperaturas elevadas, que favorecem o pastejo e a transição para as espécies de inverno.

Na região de Santa Maria, as chuvas das últimas semanas permitiram aumento da oferta de forragem nas pastagens cultivadas, auxiliando na alimentação dos rebanhos. Em Santa Rosa, a quebra das pastagens de verão antecipou a implantação das de inverno, com boas condições de rebrote e desenvolvimento inicial. No entanto, a umidade do solo ainda limita o pastejo em algumas áreas.

Em Soledade, as chuvas leves e frequentes têm sido benéficas para a implantação das forrageiras de inverno, enquanto as pastagens perenes continuam fornecendo boa oferta de alimento para os rebanhos.





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China reduz compras de soja: quais são as consequências?


O mercado da soja atravessou uma semana de forte oscilação, influenciado por fatores externos como o avanço lento do plantio nos Estados Unidos, a desvalorização do dólar e o aumento nas exportações brasileiras. Apesar do bom desempenho logístico, as cotações no mercado físico recuaram, refletindo a leve queda no contrato de maio na Bolsa de Chicago, que fechou em US$10,36 por bushel (-0,77%).

Segundo análise da plataforma Grão Direto, o destaque da semana foi a exportação de 14,5 milhões de toneladas de soja brasileira em abril, superando em 1,2 milhão de toneladas a projeção anterior. O desempenho positivo é impulsionado pela demanda global, mesmo diante de um cenário desafiador, marcado pela guerra tarifária entre China e Estados Unidos. Em março, a China reduziu em 40% suas importações, aplicando tarifas de 125% sobre a soja norte-americana — o que pode abrir espaço para um avanço ainda maior do Brasil no mercado asiático?.

Além disso, o mercado observa com atenção os efeitos da unificação cambial na Argentina, que encerrou o regime do “dólar blend”. A medida traz mais previsibilidade ao comércio e pode tornar o país vizinho mais competitivo nas exportações de soja e farelo, pressionando os prêmios brasileiros. A Argentina, maior exportadora de farelo do mundo, deve ganhar espaço justamente quando o Brasil colhe os frutos de uma safra robusta e bons números de exportação?

O câmbio também tem desempenhado papel importante. O dólar comercial encerrou a semana cotado a R$5,81, queda de 1,02%, influenciado por expectativas positivas em torno do ajuste fiscal brasileiro. A tendência é de estabilidade para os próximos dias, com o viés de manutenção do patamar atual, salvo novidades significativas no cenário político e econômico.

Para os próximos dias, o mercado de soja deve seguir atento à volatilidade, especialmente com possíveis correções técnicas nas cotações de Chicago e novos desdobramentos da disputa comercial entre China e EUA. A orientação dos analistas é que produtores e agentes do setor acompanhem de perto o câmbio, os prêmios de exportação e as decisões estratégicas da Argentina para não perderem competitividade.





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Chuvas atrasam a colheita da soja


As chuvas registradas no início da última semana interromperam temporariamente a colheita da soja no Rio Grande do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (17). Com a redução da umidade, os trabalhos foram retomados em algumas regiões, especialmente no Norte e no Centro do Estado. A colheita já alcança 60% da área cultivada.

A umidade favoreceu o uso de dessecantes químicos, o que contribuiu para uma melhor uniformidade da maturação nas lavouras. A Emater/RS-Ascar observa, no entanto, que “as perdas aumentam conforme a colheita avança”, embora áreas com cultivos mais atrasados apresentem bom desenvolvimento. Ainda restam 35% das lavouras em maturação e 5% em fase de enchimento de grãos, beneficiadas pelas chuvas recentes.

Na Fronteira Oeste, a colheita foi retomada no dia 10 de abril nas áreas de solo arenoso. Em Manoel Viana, 45% dos 58 mil hectares já foram colhidos. A expectativa dos produtores é recuperar o atraso. “A previsão de tempo seco anima os agricultores a concluir a colheita”, informou o informativo. Em Alegrete, 40% da área cultivada foi colhida, mas com perdas estimadas em 50%. Já em São Borja, metade da área já foi colhida, e o acionamento de seguros privados e do Proagro pode alcançar 80% dos produtores.

Na Campanha, as operações foram dificultadas pelo excesso de umidade no solo. Em Aceguá, apenas 5% da área foi colhida até o momento. Hulha Negra apresenta 10% da colheita concluída, com produtividades variando conforme o nível de investimento e as condições climáticas durante o ciclo reprodutivo.

No Norte do Estado, a colheita se aproxima da conclusão em Erechim, com 95% das áreas já colhidas. A produtividade média foi estimada em 2.275 kg/ha, afetada pela estiagem entre janeiro e março. “A diferença de poucos dias no plantio influenciou significativamente os rendimentos”, afirma a Emater.

A região de Ijuí, que concentra 14,7% da área de soja do Estado, colheu até agora 84% da área. A operação foi retomada nos dias 10 e 11 de abril, aproveitando a melhora no clima. A produtividade apresenta grande variabilidade, e os agricultores já iniciaram os trabalhos de correção de solo após a retirada da cultura.

Em outras regiões, a colheita avança com restrições. Em Caxias do Sul, mais da metade da área foi colhida, apesar das interrupções pelas chuvas. A produtividade média está em 3.231 kg/ha, com redução de 15%. Em Frederico Westphalen, 87% da área foi colhida, mas a produtividade média caiu 30%, ficando em 2.425 kg/ha.

Na região de Passo Fundo, onde se concentra quase 10% da área do Estado, 85% da soja já foi colhida. Em Pelotas, as chuvas contínuas paralisaram os trabalhos e geraram preocupação com a qualidade dos grãos, que podem apodrecer nas vagens. Apenas 20% da área foi colhida, embora 42% das lavouras estejam prontas.

Santa Maria, responsável por 15,7% da produção estadual, colheu mais da metade da área. As perdas pela estiagem são significativas. Em Santa Rosa, os trabalhos foram retomados após os dias chuvosos, e as lavouras mais tardias se aproximam do fim do enchimento de grãos. Nas áreas mais recentes, produtores avaliam o uso de fungicidas para controlar a ferrugem asiática.

Na região de Soledade, a colheita foi interrompida na primeira metade da semana passada e retomada no dia 10. A produtividade caiu de 3.359 para 2.260 kg/ha. Segundo a Emater, as áreas de maior altitude apresentam maior avanço nos trabalhos do que aquelas localizadas no Baixo Vale do Rio Pardo.

O preço médio da saca de 60 quilos apresentou queda de 2,04% em relação à semana anterior, passando de R$ 127,38 para R$ 124,78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor para o produto disponível foi de R$ 135,00 por saca.





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Fungo da antracnose do milho surgiu na Mesoamérica e se espalhou com ajuda humana


Um estudo internacional identificou que o fungo Colletotrichum graminicola, causador da antracnose do milho, pode ter se originado na Mesoamérica e se espalhado globalmente com auxílio da ação humana. A pesquisa, conduzida por uma rede de cientistas de 17 países, analisou 212 isolados do patógeno coletados em diferentes regiões dos cinco continentes e apontou que a troca de sementes contaminadas foi um dos principais vetores para a disseminação da doença.

De acordo com os dados divulgados pela Embrapa, a análise genética revelou a existência de três linhagens distintas do fungo: norte-americana, brasileira e europeia. A linhagem europeia é a mais virulenta, o que acende um alerta para o risco de novos surtos, especialmente em áreas de clima temperado. A linhagem da América do Norte é considerada a mais antiga, tendo possivelmente atuado como intermediária na dispersão do patógeno para outras regiões agrícolas do mundo.

A pesquisadora Flávia Rogério, colaboradora da Universidade de Salamanca (Espanha) e da Universidade da Flórida (EUA), explicou que isolados argentinos se agruparam na linhagem europeia, indicando uma possível migração genética entre a América do Sul e a Europa. Esse fluxo pode ter sido favorecido por práticas de melhoramento genético em viveiros de inverno, onde sementes contaminadas circulam entre continentes.

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A mobilidade do fungo e a alta taxa de recombinação genética observadas pelos cientistas ajudam a entender a complexidade do controle da doença. Cerca de 80% dos isolados analisados apresentam sinais de mistura genética, fator que dificulta o desenvolvimento de cultivares resistentes. Segundo Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente (SP), o papel da ação humana — sobretudo com o uso de sementes infectadas — é decisivo para a disseminação do patógeno.

Ensaios de laboratório apontaram que isolados diferentes do fungo exibem níveis variados de virulência, com destaque para os europeus, que podem causar perdas totais em condições severas. Na década de 1970, plantações inteiras nos Estados Unidos foram dizimadas por surtos da doença, com prejuízos de até 100% em regiões do centro-norte do país.

Além da antracnose, o milho enfrenta ameaça de outros patógenos como Setosphaeria turcica, que também tem origem no México e trajetória de expansão semelhante. A recomendação dos especialistas é investir em estratégias integradas de manejo, como rotação de culturas, uso de cultivares resistentes, adubação equilibrada e a evitação de plantios sucessivos.





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Herbicida inovador é lançado no Peru e está perto do Brasil



“Este registro é um momento pioneiro na inovação agrícola”



"Este registro é um momento pioneiro na inovação agrícola"
“Este registro é um momento pioneiro na inovação agrícola” – Foto: Divulgação

A FMC Corporation anunciou a aprovação regulatória no Peru do herbicida Keenali™, desenvolvido com o ativo inédito Dodhylex™ (tetflupirolimeto). Esta é a primeira autorização global para esse ingrediente ativo e seu produto comercial, marcando um avanço inédito após mais de 30 anos sem novos modos de ação herbicida. Dodhylex™ é o único herbicida reconhecido pelo Comitê de Ação de Resistência a Herbicidas (HRAC) e pela Sociedade de Ciência de Ervas Daninhas da América (WSSA) como pertencente ao Grupo 28.

De acordo com a empresa, o produto Keenali™ será utilizado em arroz Japonica e Indica, oferecendo controle eficaz de plantas daninhas resistentes como o capim-arroz (Echinochloa crus-galli) e o capim-saramola (*Ischaemum rugosum*), com alta seletividade para as culturas. O lançamento comercial no Peru está previsto para agosto, beneficiando um dos mercados de arroz de crescimento mais rápido da América Latina.

A empresa afirma que a tecnologia reflete o compromisso da FMC com a inovação e segurança alimentar, como destacou Ronaldo Pereira, presidente da empresa. Já Juan Ortiz, vice-presidente da FMC na América Latina (exceto Brasil), ressaltou o potencial de mercado da novidade, que pode atender cerca de 10% dos 4,5 milhões de hectares de arroz cultivados na região. A FMC já solicitou registros do Dodhylex™ em países como Brasil, Colômbia e Equador, além de mercados na Ásia e nos Estados Unidos. A empresa reforça seu foco em soluções sustentáveis e eficazes para os desafios da agricultura moderna.

“Este registro é um momento pioneiro na inovação agrícola e o resultado de anos de liderança científica na FMC”, disse Ronaldo Pereira, presidente da FMC Corporation.

 





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Sojicultor perde com valorização do Real?


Segundo análise da TF Agroeconômica, o agricultor brasileiro já está enfrentando perdas nesta safra devido às tarifas dos EUA sobre a China e à valorização do real frente ao dólar. Embora o país esteja recebendo mais dólares por tonelada de soja (US$ 11,3/t), a conversão para a moeda nacional tem gerado prejuízos, como queda de R$ 1,41 por saca, devido à desvalorização do dólar no mercado externo. Ainda que a demanda chinesa costume migrar para o Brasil entre abril e setembro, há risco de mudanças com um possível acordo entre EUA e China antes de setembro.

“Em linha com o que dissemos na semana passada, a demanda chinesa viria para o Brasil nesta época, entre abril e setembro com ou sem as tarifas de Trump, simplesmente porque é a entressafra americana de soja e plena safra brasileira. Então, as tarifas têm apenas um efeito relativo sobre a soja (seria muito maior se fosse durante a safra americana). O perigo é justamente este intervalo de seis meses em que, depois de idas e vindas, os EUA e China cheguem a algum acordo antes de setembro e as tarifas sejam reduzidas para a próxima temporada”, comenta.

Para a próxima safra, a TF Agroeconômica destaca que as cotações em Chicago continuam oferecendo lucros expressivos, com margens de até 30,38% registradas no fechamento da última sexta-feira. A recomendação é que os produtores aproveitem o momento favorável, mas sem vender no físico. Em vez disso, a orientação é realizar hedge na B3 (Bolsa de São Paulo), que espelha as cotações de Chicago.

Essa estratégia de venda no mercado futuro é considerada mais segura, pois protege o produtor em caso de quebra de safra. Mesmo que não consiga colher o volume total, o ganho na Bolsa ajuda a cobrir parte dos custos, evitando perdas totais como as de quem não faz hedge. O relatório ainda reforça que maio de 2026 já apresentou excelentes oportunidades de lucro para quem acompanhou o mercado.

“Se você colher 100%, ótimo, terá garantido um lucro excelente sobre todo o volume que fez hedge na Bolsa. Se não colher, a Bolsa lhe renderá uma parte do custo que teve para produzir aquelas sacas que a seca consumiu, sobre as quais o seu vizinho, que não fez esta operação, vai perder 100% e você, não”, conclui.

 





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Soja fecha semana em baixa em Chicago


Segundo análise da TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira e a semana em baixa, pressionada principalmente pelas incertezas causadas pela guerra comercial com a China, maior compradora global do grão. Além das tarifas sobre produtos agrícolas, a imposição de taxas portuárias multimilionárias a embarcações ligadas ao país asiático agrava ainda mais o cenário para os exportadores norte-americanos. Ao mesmo tempo, o Brasil finaliza sua colheita com ampla oferta no mercado, enquanto a Argentina intensifica os estímulos à exportação, acirrando a concorrência.

Os contratos de soja para maio, referência para a safra brasileira, recuaram -0,22%, encerrando a sessão a US$ 10,36/bushel. Já os contratos para julho registraram queda de -0,24%, fechando a US$ 10,47/bushel. No acumulado da semana, o grão perdeu -0,60% ou US$ -6,25 cents/bushel. Nem mesmo a melhora nos dados de exportação foi suficiente para conter o movimento de queda ao longo dos últimos dias.

No mercado de derivados, o farelo de soja com vencimento em maio também teve desempenho negativo, com retração de -0,37% no dia, a US$ 295,60 por tonelada curta, e baixa semanal de -1,34% ou US$ -4,0 por tonelada curta. A valorização ficou por conta apenas do óleo de soja, que subiu 0,82% no dia, a US$ 47,87/libra-peso, acumulando alta semanal de 1,10% ou US$ 0,52.

O cenário atual destaca a sensibilidade do mercado às tensões geopolíticas, especialmente em momentos de ampla oferta sul-americana. A continuidade dessa pressão dependerá da evolução das relações comerciais entre Estados Unidos e China, bem como da estratégia de comercialização adotada por Brasil e Argentina nas próximas semanas.

 





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