segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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Teor ideal de umidade impulsiona silagem de milho



Colheita de milho silagem avança no Rio Grande do Sul




Foto: USDA

A colheita de milho silagem avançou no Rio Grande do Sul, favorecida pelo tempo seco, que permitiu condições adequadas para a operação no campo. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (25), cerca de 88% da área cultivada já foi colhida, enquanto 8% das lavouras permanecem em enchimento de grãos e 4% ainda estão no início da maturação fisiológica.

A ausência de chuvas contribuiu para que o teor de umidade da matéria verde atingisse níveis ideais para ensilagem, entre 30% e 35%. De acordo com a Emater, “essa faixa é essencial para uma fermentação eficiente e para a preservação do valor nutricional do material ensilado”. Além disso, a secagem acelerada do milho reduziu a incidência de atividade microbiana indesejada e perdas causadas por fermentação secundária, fatores que costumam comprometer a qualidade do silo.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, 50% dos 7 mil hectares plantados em segunda safra já foram colhidos. O restante das lavouras está dividido entre as fases de florescimento, enchimento de grãos (10%) e maturação (30%).





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Leite industrializado atinge 6,7 bilhões de litros no 4º tri de 2024



Paraná mantém 2º lugar na produção de leite do país




Foto: Divulgação

O volume de leite industrializado no Brasil alcançou 6,7 bilhões de litros no quarto trimestre de 2024, segundo dados da Pesquisa Trimestral do Leite, divulgada pelo IBGE e analisada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab). Trata-se do melhor resultado para o período desde 2020, quando foram registrados 6,8 bilhões de litros.

No ranking nacional, o Paraná manteve a segunda colocação, com a entrega de 1,07 bilhão de litros aos laticínios. “Esse é o maior volume já registrado no estado desde o início da série histórica”, informou o boletim do Deral divulgado nesta quinta-feira (24). Minas Gerais segue na liderança nacional, com uma produção cerca de 70% superior à paranaense.

A produção no Paraná apresenta trajetória de crescimento contínuo nos últimos anos, com exceção de 2021, quando houve uma redução de 947 milhões para 894 milhões de litros. A recuperação ocorreu já em 2022, e desde então o estado tem mantido tendência de expansão na atividade.





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Evento aposta no conhecimento e inovação para impulsionar a pecuária


Com casa cheia, o lançamento da XX Jornada Nespro e do Congresso Internacional de Criadores reuniu autoridades, lideranças do agro e imprensa na sede da Farsul na manhã desta quinta-feira (24). Em meio à crise que afeta o setor no Rio Grande do Sul, os promotores apostam na capacitação, no conhecimento e na comunicação como ferramentas fundamentais para avançar na pecuária frente às adversidades climáticas, cada vez mais frequentes. 

O evento, que será realizado nos dias 17 e 18 de junho no Barrashopping Sul em Porto Alegre é promovido pelo Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro) da Faculdade de Agronomia da UFRGS e pelo Instituto Desenvolve Pecuária, duas instituições que vêm atuando em conjunto e se unem pela primeira vez na programação da tradicional Jornada Nespro. A programação reúne especialistas nacionais e internacionais, que vão abordar desde mudanças climáticas, eficiência produtiva e gestão, passando pela saúde humana, com um médico falando sobre consumo de carne vermelha, e nutrição animal. Um dos destaques será a mesa-redonda que reunirá produtores de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para trocar experiências e debater soluções em um panorama regional.

O coordenador do NesPro, professor Júlio Barcellos, enfatizou a importância da resiliência para os produtores, especialmente os gaúchos, diante dos desafios climáticos e conjunturais. “As soluções exigirão adaptações, inclusive na escolha da raça, que deve ser cada vez mais compatível com o nosso clima. Este e outros temas essenciais estarão em debate no evento de junho”, comentou. Ele também destacou o caráter inovador de realizar um evento voltado ao agro em um ambiente urbano como o shopping, com uma estrutura diferenciada que inclui uma tela de 15 metros no palco e outras novidades que prometem surpreender os participantes.

A presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Antonia Scalzilli, afirma que em momentos de crise existem grandes oportunidades e que agora é o momento de projetar um futuro mais positivo para a pecuária. “Nós somos grandes insistentes e continuamos esperançosos para desenvolver uma atividade de sucesso.” Para Antonia, o pecuarista gaúcho precisa avançar na gestão, na organização dos números da propriedade, para ficar menos suscetível às questões conjunturais, “por isso o chamamento para um evento tão rico em informação e conhecimento e para a troca de experiências com produtores de outros estados e países que já passaram pelo que o Rio Grande do Sul está passando hoje”. 

O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, que recebeu o evento de lançamento na sede da entidade, mencionou a importância da pecuária para o equilíbrio da atividade rural no Rio Grande do Sul. “Estamos enxergando esse evento com otimismo para enfrentar e discutir a pecuária como uma das soluções para os problemas gaúchos.”

Serviço:

O quê: XX Jornada NesPro e Congresso Internacional de Criadores

Quando: 17 e 18 de junho

Onde: Barrashopping Sul – Porto Alegre/RS





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Câmara aprova combate às desigualdades na agricultura



“A proposição inclui a redução das desigualdades sociais e regionais”



“A proposição inclui a redução das desigualdades sociais e regionais"
“A proposição inclui a redução das desigualdades sociais e regionais” – Foto: Agência Brasil

A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (23) o Projeto de Lei 486/2020, que inclui a redução das desigualdades sociais e regionais entre os princípios da Política Nacional de Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. A proposta, de autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), também prevê tratamento especial para agricultores da Região do Marajó (PA), com acesso facilitado a crédito rural e assistência técnica.

O relator da proposta na Comissão de Agricultura, deputado Augusto Puppio (MDB-AP), considerou justa a medida, destacando as dificuldades enfrentadas pelos agricultores marajoaras. Para ele, a iniciativa fortalece o papel do Congresso na luta contra desigualdades históricas, especialmente em áreas remotas e carentes do Norte do país.

“A proposição inclui a redução das desigualdades sociais e regionais entre os princípios a serem observados pela Política Nacional de Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais, medida que considero meritória e oportuna. Diminuir as injustiças sociais é uma prioridade do setor agropecuário e do Congresso Nacional e estamos no caminho com essa aprovação”, destacou Puppio.

Zequinha Marinho reforçou que, apesar dos avanços com o Pronaf, a distribuição de recursos ainda é desigual entre as regiões. Para ele, o “Pronaf Marajó” representa um passo concreto rumo a uma política mais equitativa e inclusiva para os agricultores familiares da região Norte. “Ficamos felizes com a aprovação e torcemos para que todo o trâmite não se prolongue. Queremos entregar ao Banco da Amazônia, que é o detentor do recurso e o executor da Política de Fortalecimento da Agricultura Familiar”, concluiu.

 





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Colheita da mandioca avança na região de Uruguaiana



Raízes menores impactam preço da mandioca no Rio Grande do Sul




Foto: Canva

A colheita da mandioca se intensificou em Uruguaiana, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, conforme apontado no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25).

De acordo com o documento, as raízes colhidas apresentam qualidade culinária, com bom cozimento e baixa presença de fibras. No entanto, a produtividade tem oscilado, influenciada pela densidade do plantio. Em áreas com excesso de plantas, as raízes foram menores, ainda que mantivessem qualidade. Esse fator, segundo a Emater, impacta o valor de mercado do produto.

“O mercado tem preferência por raízes de maior calibre, o que torna essas raízes menores menos valorizadas comercialmente, mesmo com boa qualidade para consumo”, informou o boletim.





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Indústrias fora das compras mantêm preços do boi



Cotações do boi ficam firmes em Goiás e Paraná




Foto: Sheila Flores

O mercado do boi gordo iniciou a semana com estabilidade nas cotações em São Paulo. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o ritmo lento de escoamento da carne, aliado às escalas de abate já completas para a próxima semana, levou algumas indústrias a se retirarem das compras no início do dia.

“A comercialização seguiu sem grandes mudanças, com as cotações estáveis para o boi gordo, a vaca e a novilha”, informou a consultoria.

No Noroeste do Paraná, o cenário foi semelhante. As indústrias, com escalas de abate preenchidas para os próximos dez dias, mantiveram os preços inalterados. O ritmo de vendas no atacado também continuou travado, sem pressão sobre os preços.

Em Goiás, as cotações também permaneceram estáveis nas regiões de Goiânia e do Sul do estado. De acordo com a Scot Consultoria, em Goiânia, as escalas de abate cobrem, em média, dez dias. Já no Sul do estado, a oferta garante escalas para aproximadamente sete dias.

A estabilidade observada reflete o equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda, enquanto o setor avalia o comportamento do consumo interno e as possibilidades do mercado externo.





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Como assegurar a qualidade do café



Entre os principais desafios está a maturação desuniforme dos grãos



Entre os principais desafios está a maturação desuniforme dos grãos
Entre os principais desafios está a maturação desuniforme dos grãos – Foto: Sheila Flores

Com a colheita do café se aproximando do fim, o manejo técnico se torna fundamental para assegurar a qualidade dos grãos e preservar o potencial produtivo das lavouras. Segundo Plinio Duarte, agrônomo e coordenador técnico da Nitro, a fase exige atenção redobrada a práticas como o uso de reguladores fisiológicos, controle hídrico e nutrição foliar.

“A maturação desuniforme dos grãos é um dos principais entraves nessa fase final da produção. O uso de produtos à base de etileno tem se mostrado uma solução eficaz para essa questão, mesmo em lavouras onde há grãos em diferentes estágios de desenvolvimento”, comenta Plinio.

Entre os principais desafios está a maturação desuniforme dos grãos. Plinio destaca o uso de etileno como uma solução eficaz, pois o hormônio vegetal acelera a maturação e facilita a colheita em lavouras com grãos em diferentes estágios. Ele também cita estudo da Embrapa que aponta ganhos de produtividade e uniformidade com o uso de fertilizantes polimerizados na dose recomendada.

“Os resultados indicaram que a aplicação de fertilizantes polimerizados na dose de 100% da recomendação entregou maior uniformidade de maturação e incremento na massa de grãos frescos, secos e beneficiados”, comenta Plínio.

O controle hídrico é outro fator crítico. A falta de água afeta a absorção de nutrientes e compromete a formação dos grãos. Já a nutrição foliar surge como aliada ao fornecer nutrientes de forma rápida e eficiente, mesmo em condições climáticas adversas, contribuindo para o enchimento dos frutos e qualidade da bebida.

“Investir em tecnologias fisiológicas e estratégias integradas de manejo é, acima de tudo, uma decisão econômica. O retorno vem na forma de mais rendimento por hectare, melhor preço na comercialização e maior resiliência produtiva para os ciclos seguintes”, conclui Plinio Duarte.

 





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Inovações para milho, soja e citros



Entre os destaques está o inseticida Fiera



Entre os destaques está o inseticida Fiera
Entre os destaques está o inseticida Fiera – Foto: Pixabay

A ítalo-japonesa Sipcam Nichino Brasil participa da 30ª Agrishow, de 28 de abril a 2 de maio, com um portfólio completo de tecnologias voltadas às culturas de soja, milho, feijão, citros e cana-de-açúcar. Presente no pavilhão da Coopercitrus e no balcão de negócios, a empresa leva ao evento inovações e soluções consolidadas para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas, além de apresentar sua Plataforma de Bioestimulantes de última geração.

Entre os destaques está o inseticida Fiera, solução inovadora para o manejo da cigarrinha-do-milho. O produto age de forma eficaz sobre a fase ninfa do inseto — considerada crítica por especialistas, por ser quando o vetor adquire e transmite doenças severas — e também interfere em ovos, fecundidade e fertilidade das fêmeas. Fiera também tem se mostrado uma alternativa promissora no controle do psilídeo-dos-citros, vetor do greening, quando associado ao acaricida Fujimite 50 SC.

A empresa apresenta ainda sua Plataforma de Bioestimulantes, formada por Abyss, Blackjak, Nutex Premium e Stilo Verde, com foco na elevação do potencial produtivo desde o plantio até a colheita. Esses bioestimulantes ajudam a reduzir o estresse das plantas frente a condições adversas, ativam mecanismos de defesa e otimizam a absorção de água e nutrientes.

No evento, a Sipcam Nichino também destaca o inseticida Takumi, com bons resultados em soja, milho e cana-de-açúcar, além dos fungicidas Fezan Gold e Vitene, registrados para diversas culturas de importância econômica. Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino).

 





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Usinas assumem protagonismo no mercado do milho



Além disso, a logística também se redesenha



Além disso, a logística também se redesenha
Além disso, a logística também se redesenha – Foto: Divulgação

Segundo informações compartilhadas por Gabriel Tarifa, consultor comercial da Agrinvest Commodities, e publicadas no app da empresa em análise assinada por Eduardo Vanin, o mercado de milho brasileiro está passando por uma transformação profunda. O cenário atual aponta que quem ainda não entendeu essa mudança pode acabar pagando mais caro. A alta nos preços não está mais sendo puxada pelas tradicionais tradings de exportação, mas sim pelas usinas, que passaram a dominar as compras com foco na produção de etanol.

Dados recentes chamam atenção: só em Sinop (MT), mais de 300 mil toneladas de milho foram negociadas durante feiras como a Norte Show 2025, com preços variando entre R$ 56 para outubro e R$ 60 para janeiro. Esses valores representam um “replacement” em Barcarena de +133 a +150 cents, contrastando com os atuais +85 cents do mercado FOB de exportação. A diferença escancara o novo protagonismo das usinas, que estão comprando volumes significativos diretamente dos produtores.

Além disso, a logística também se redesenha. A exportação pelos portos do Arco Norte e Santos já representa 80% do total — antes era 60%. Com mais caminhões se deslocando para o Norte, o escoamento para o Sul tem enfrentado dificuldades. As usinas, que antes dependiam de intermediários, agora atuam praticamente como tradings, tomando grandes volumes e moldando o mercado conforme as projeções de produção de etanol.

O milho está tão valorizado no mercado externo (FOB) que há chances de o produto começar a retornar ao mercado interno, gerando arbitragens que podem balançar ainda mais a estrutura de preços. Diante desse novo panorama, investir em inteligência de mercado pode ser decisivo para produtores, consultores e compradores que buscam se antecipar aos movimentos e manter a competitividade.

 





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