segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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Mais de 54 mil litros de bebidas são apreendidos no PR



A fiscalização também enfrentou momentos de tensão



A fiscalização também enfrentou momentos de tensão
A fiscalização também enfrentou momentos de tensão – Foto: Divulgação

Auditores fiscais federais agropecuários apreenderam mais de 54 mil litros de vinhos, cachaças e vinagres durante a Operação Sangria III, realizada em Bituruna (PR), conhecida como a “capital do vinho”. Os produtos, avaliados em mais de R$ 1 milhão, apresentavam graves irregularidades sanitárias. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), análises laboratoriais detectaram a presença de carbamato de etila — substância cancerígena — em níveis até cinco vezes acima do permitido.

Coordenada pelo Serviço Regional de Operações Avançadas de Fiscalização (SERFIC/DIPOV) e pela Coordenação de Operações e Pronta Resposta (CORESP/DTEC), com apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil do Paraná, a operação constatou ainda o uso de vinhos vencidos, recipientes reutilizados de produtos sanitizantes, ingredientes não autorizados e completa ausência de controle sanitário no setor de produção de vinagres, que foi interditado.

A fiscalização também enfrentou momentos de tensão. Um dos sócios da empresa, já conhecido por ameaçar fiscais com arma de fogo em 2019, voltou a se exaltar, exigindo a intervenção da polícia para garantir a segurança da equipe. “A fiscalização exercida pelos auditores fiscais federais agropecuários é uma barreira essencial contra fraudes que colocam em risco o consumidor e comprometem a imagem de setores produtivos sérios e regulamentados. Por isso, é urgente garantir a segurança dos profissionais da carreira durante essas operações, que muitas vezes ocorrem em ambientes hostis”, destacou o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.

 





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Manejo pré-abate garante bem-estar dos suínos



O jejum deve ocorrer entre 8 e 12 horas antes do abate



O jejum deve ocorrer entre 8 e 12 horas antes do abate
O jejum deve ocorrer entre 8 e 12 horas antes do abate – Foto: Embrapa – MORÉS, Nelson

O correto manejo pré-abate dos suínos influencia diretamente o bem-estar animal e a qualidade da carne, destaca a zootecnista Letícia Matoso, da Auster Nutrição Animal. Etapas como jejum adequado, transporte sem estresse e descanso no frigorífico são fundamentais. A preparação começa ainda na granja, com a verificação das condições de saúde, organização da documentação e definição da logística de embarque.

Um dos pontos cruciais é o cálculo da densidade de transporte, que deve considerar o peso vivo dos animais. Com base na Instrução Normativa 113, usa-se a fórmula A = 0,027 x PV^0,667 para garantir espaço suficiente por animal. Para um suíno de 124 kg, por exemplo, são necessários cerca de 0,67 m² por cabeça no caminhão. Isso evita lesões e assegura conforto térmico durante o trajeto.

O jejum deve ocorrer entre 8 e 12 horas antes do abate, mantendo o acesso à água e, se possível, promovendo enriquecimento ambiental nas baias. O tempo total de jejum não pode ultrapassar 18 horas, somando a permanência na granja, transporte e descanso no frigorífico. O ambiente de embarque também precisa ser adaptado para facilitar a movimentação dos suínos, que são animais pesados e sedentários.

“Os procedimentos de manejo devem priorizar o conforto dos animais e ser seguidos rigorosamente por todos os estabelecimentos de produção e processamento de carne. A qualidade final do produto depende de diversos fatores, como genética, sanidade e nutrição, mas, acima de tudo, da excelência na execução dos manejos em todas as etapas da produção nas granjas”, ressalta a zootecnista Letícia Matoso, da Auster Nutrição Animal.

 





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Lançado probiótico inovador para avicultura



“Essas soluções destacam-se pela eficácia”



"Essas soluções destacam-se pela eficácia"
“Essas soluções destacam-se pela eficácia” – Foto: Pixabay

Durante o 25º Simpósio Brasil Sul de Avicultura, em Chapecó (SC), a Phibro Saúde Animal apresentou ao mercado seu mais novo aditivo probiótico: o MicroLife® Prime. Desenvolvido a partir de anos de pesquisa, o produto é composto por cepas selecionadas de Bacillus e chega para fortalecer o portfólio da empresa voltado ao bem-estar e à produtividade das aves, com foco em práticas sustentáveis e alinhadas ao bem-estar animal.

Segundo Bruna Boaro Martins, gerente de produtos da Phibro, o MicroLife® Prime foi formulado para atuar diretamente na saúde do microbioma gastrointestinal, promovendo melhor desempenho zootécnico, eficiência alimentar, redução da mortalidade e controle de patógenos. “A avicultura enfrenta desafios constantes, incluindo pressões regulatórias, variações de mercado e restrição ao uso de antibióticos. Nesse cenário, probióticos destacam-se como uma solução eficaz para melhorar a produtividade e a saúde dos plantéis, respondendo a esses desafios da atividade de maneira sustentável”, explica.

Além do lançamento, a empresa também apresentou o protocolo Rotação de Fato, voltado à prevenção da coccidiose, e reforçou sua linha de vacinas Phibro Safety, que inclui soluções como Tabic IBVAR 206, MB-1, Salmin Plus, Phivax SLE e PhiShield, com foco no controle de enfermidades-chave da avicultura. “Essas soluções destacam-se pela eficácia e pela contribuição à saúde e ao bem-estar das aves, refletindo o compromisso da Phibro com a inovação e a sustentabilidade no setor avícola”, explica a gerente de produtos e serviços técnicos para linha de especialidades nutricionais da Phibro. 

 





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Arena Digital Agro reúne as principais tendências do campo


Os visitantes da 18a ExpoFrísia terão acesso às tendências do agronegócio na Arena Digital Agro, ambiente que contará com palestras técnicas e iniciativas para comunicação e inovação. O espaço estará aberto ao público nos dias 24 e 25 de abril, no Pavilhão de Exposições Frísia, anexo ao Parque Histórico de Carambeí (PR). A entrada e o estacionamento são gratuitos.

De acordo com Luciano Tonon, especialista de Eventos e Cooperativismo da Frísia, organizadora da feira, cooperados, parceiros e público em geral poderão fazer uma imersão em vários assuntos, de forma simultânea, que mesclam teoria e prática.

“Estamos criando uma programação que atenda a todos os visitantes, para que eles saiam do evento conhecendo as novidades e como analisamos o agro para este ano. Inclusive, haverá a palestra magna do ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera”, conta Tonon.

Cabrera vai ministrar uma palestra no dia 24, às 16h, em que destaca a modernização do agro e a competitividade do setor. O palestrante tem experiência tanto na vida pública quanto para a produção rural e iniciativas de aprimoramento da agricultura e pecuária no Brasil.

Também nesse primeiro dia haverá o encontro de todas as frentes de comunicação das cooperativas do Paraná, organizado pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). O “Fórum de Comunicação das Cooperativas Paranaenses – ComunicaCoop” terá como palestrante na abertura a coordenadora de Marketing e Cooperativismo da Frísia, Sabrina Morello. Ela tratará sobre o planejamento estratégico de marca e comunicação da comemoração do centenário da cooperativa.

Já no segundo dia, 25, serão abordados no miniauditório 1 assuntos como o “sistema de monitoramento de vacas”, o “mercado de suínos” (pela Cooperativa Aurora) e o “planejamento e gestão compartilhada”,  temática voltada à sucessão familiar, a qual a Frísia tem um trabalho planejado e eficiente para os cooperados. 

No miniauditório 2, também no dia 25, a sustentabilidade será o foco das palestras, com temas como “mercado de carbono” e “estratégias de intensificação sustentável”. Ao fim do dia haverá a premiação do “Concurso de Silagem”, organizado pela Fundação ABC e que reconhece o trabalho na produção de silagem de milho.

A 18a ExpoFrísia acontece entre os dias 24 e 26 de abril e apresenta o que o mercado tem de melhor em genética e manejo dos animais, que se soma a exposição de bovinos da raça holandesa, julgamentos, Clube de Bezerras – para a nova geração, incentivando manejo e cuidado com os animais – e Copa dos Apresentadores – com a participação de cooperativas parceiras na região. 

Serviço

Arena Digital Agro da 18ª ExpoFrísia

Data:      24 e 25 de abril (quinta e sexta), a partir das 8h30

Local:    Pavilhão de Exposições Frísia

              Anexo ao Parque Histórico de Carambeí

              Avenida dos Pioneiros, 4.050

              Carambeí (PR)

Saiba mais em www.expofrisia.com.br





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Milho tem produtividade acima do previsto no Paraná



Chuvas favorecem milho no Sul do Paraná




Foto: Agrolink

A primeira safra de milho 2024/25 no Paraná apresentou ganho de produtividade de 4,3%, superando as expectativas iniciais. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (17) no Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o levantamento, o bom desempenho é resultado do clima favorável nas regiões Sul e Sudoeste, que concentram juntas mais de 82% da área plantada e respondem por 84,41% da produção estadual. “O clima nestas regiões foi mais regular, o que favoreceu o desenvolvimento das lavouras e resultou no crescimento da produtividade”, afirma o boletim.

Na região Sul, responsável por 65,76% da área cultivada, os resultados superaram as expectativas. Já no Sudoeste, que responde por 16,79% da área, os índices também foram considerados positivos.

Nas demais regiões do estado — Oeste, Norte, Noroeste e Centro-Oeste —, a produtividade foi prejudicada por fatores climáticos. “Nessas localidades, as chuvas em março ficaram abaixo da média histórica e foram acompanhadas por ondas de calor, o que comprometeu o desenvolvimento das lavouras”, registram os analistas do Deral. Essas áreas somam 17,4% da área total plantada no estado.

Apesar das perdas pontuais, as chuvas que ocorreram na última semana em várias regiões do Paraná podem atenuar os impactos negativos e contribuir para a recuperação das lavouras em estágio mais sensível.





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Bioestimulante testado em lavouras de soja aponta aumento na produtividade



O bioestimulante vem sendo testado em outras culturas




Foto: Pixabay

Um estudo realizado em lavouras de soja no estado do Mato Grosso investigou os efeitos de um novo bioestimulante na produtividade das plantas e na qualidade do solo. Os experimentos foram conduzidos nos municípios de Cáceres e Vila Bela da Santíssima Trindade, com foco na emissão de carbono, nas propriedades do solo, no sistema radicular e no desenvolvimento das plantas.

O produto testado foi o Marin Deep, um bioestimulante desenvolvido pela empresa Ambios, composto por algas marinhas e aminoácidos extraídos da tilápia. A pesquisa foi conduzida por Cassiano Cremon, pesquisador da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), com apoio da empresa Natter, responsável pela testagem. “Os resultados preliminares indicaram um aumento na produção de soja em áreas onde o produto foi aplicado. Em algumas situações, esse incremento superou os 11%. Adicionalmente, as análises revelaram uma correlação positiva entre a utilização do produto e a elevação dos níveis de carbono lábil no solo, um componente importante para a saúde e a atividade microbiana do ambiente radicular”, explicou Cremon.

De acordo com os pesquisadores, o diferencial do bioestimulante está em sua composição rica em carbono orgânico, na versatilidade de aplicação e no fato de não se enquadrar na categoria de fertilizante tradicional. “O bioestimulante se destaca por sua versatilidade, sendo compatível com diversos insumos utilizados no campo, como inoculantes, herbicidas e fungicidas. Além disso, pode ser aplicado tanto via foliar quanto no solo, mantendo sua ação benéfica mesmo ao atingir o solo após a aplicação nas folhas”, acrescentou o pesquisador.

O diretor de produção da Natter, Thiago Barros da Rocha, destacou o interesse do setor por tecnologias que possam melhorar a resiliência das lavouras frente a condições climáticas adversas. “A instabilidade climática no plantio da soja tem intensificado a procura por tecnologias que ajudem as plantas a superarem o estresse oxidativo, permitindo um estabelecimento mais eficiente com menor gasto de energia. O Marin Deep se apresenta como uma ferramenta promissora nesse cenário, otimizando a performance da planta e a rizosfera, que desempenha um papel fundamental para um bom início e, consequentemente, para uma alta produtividade”, afirmou. Além da soja, o bioestimulante vem sendo testado em outras culturas.





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Boi China registra nova alta no mercado paulista



Alta no boi gordo e estabilidade no restante




Foto: Canva

A cotação do boi gordo e do chamado “boi China” subiu R$3,00 por arroba nas praças paulistas, segundo o informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, divulgado nesta quinta-feira (17). A valorização foi impulsionada pela melhora no escoamento da carne bovina e pela maior demanda por bovinos machos destinados ao abate.

A cotação da vaca e da novilha permaneceu estável. As escalas de abate no estado de São Paulo estiveram, em média, programadas para oito dias.

Em Goiás, o mercado manteve-se equilibrado, com a oferta de bovinos suficiente para atender à demanda, mas sem excedentes. Na região de Goiânia, não foram registradas variações nos preços das categorias. Já na região Sul do estado, a cotação do boi gordo subiu R$3,00 por arroba, enquanto a vaca e a novilha permaneceram com os mesmos valores anteriores.

No Noroeste do Paraná, os preços não apresentaram alterações. As escalas de abate ficaram, em média, para dez dias.

No Espírito Santo, o mercado seguiu estável, sem mudanças nas cotações das principais categorias bovinas.





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Clima favorece avanço da colheita de arroz



RS colhe 79% da área semeada com arroz




Foto: Divulgação

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul alcançou 79,19% da área semeada, o equivalente a 768.873 hectares, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). As regiões da Planície Costeira Externa e da Fronteira Oeste estão entre as mais adiantadas e devem concluir os trabalhos nos próximos dias.

Na avaliação de Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga, o avanço da colheita tem sido limitado por fatores climáticos e pela redução na duração dos dias. “A colheita está avançando lentamente em razão dos dias serem menores, mas devido às previsões de clima favorável para os próximos dias, a colheita deverá avançar, favorecendo o encerramento da colheita na Planície Costeira Externa e Fronteira Oeste”, afirmou.

As informações são coletadas semanalmente pelos 37 escritórios regionais do Irga e divulgadas por meio da plataforma Safra, que monitora o andamento das etapas de plantio e colheita em todas as regiões produtoras do estado.





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Transporte da soja na Amazônia enfrenta protestos indígenas e estradas precárias


Logotipo Reuters

 

Por Ana Mano

SÃO PAULO (Reuters) – Protestos indígenas e estradas precárias vêm atrapalhando as atividades nos terminais fluviais de Miritituba (PA), o principal complexo portuário do chamado Arco Norte e onde empresas como Cargill e Bunge têm operações relevantes.

O gargalo logístico ocorre num momento de demanda aquecida pela soja do Brasil, que é o maior produtor e exportador mundial e deve colher um volume recorde da oleaginosa este ano. A escalada da guerra comercial global, que desestimula a compra da soja dos concorrentes norte-americanos pela China, favorece as vendas do Brasil ao país asiático, que é o maior importador do mundo do grão.

Miritituba recebeu cerca de 15 milhões de toneladas de soja e milho no ano passado, os quais foram acondicionados em barcaças para posterior exportação por Barcarena (PA). O volume movimentado equivale a mais de 10% das exportações brasileiras desses grãos no período. Espera-se que a movimentação no porto aumente cerca de 20% este ano.

Mas desde o final de março, manifestantes do povo Munduruku têm bloqueado um trecho da Rodovia Transamazônica (BR-230), perto da instalação portuária, atrapalhando a passagem dos caminhões em determinadas horas do dia. Os indígenas desejam pressionar o Supremo Tribunal Federal a derrubar uma lei de 2023 que visa limitar seus direitos à terra, o chamado Marco Temporal.

A presença dos Munduruku exacerbou um outro problema da região, que é a falta de pavimentação num trecho de cinco quilômetros da BR-230, conhecido como “Transportuária”. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas do Brasil (Anatc), os problemas no trecho atrasaram o descarregamento de algumas carretas por até três dias em Miritituba recentemente.

A Amport, que representa as maiores empresas que embarcam no terminal, disse que os caminhoneiros com acesso pré-agendado não enfrentam este tipo de espera no porto.

Ainda assim, o diretor-presidente da Amport, Flavio Acatauassu, estimou que cada hora de bloqueio dos manifestantes impede que pelo menos 12.000 toneladas de soja sejam descarregadas no terminal.

A Via Brasil BR-163, que administra 1.009 quilômetros da rodovia que liga as fazendas do Estado do Mato Grosso ao porto fluvial, disse que um novo acesso será construído quando o poder Judiciário lhe der permissão para desapropriar determinadas áreas.

Enquanto isto, a presença dos indígenas e caminhoneiros na área gerou tensão nas proximidades de Miritituba, de acordo com uma carta escrita pelos representantes Munduruku e enviada à Reuters.

“Nossa luta é pacífica, mas temos sofrido ataques e ameaças de caminhoneiros, incluindo xingamentos, arremesso de pedras, disparos e manobras violentas com veículos”, disseram os manifestantes.

Rafael Modesto, advogado do Conselho Indigenista Missionário, que defende os interesses indígenas perante o Supremo Tribunal Federal, disse que o protesto reflete o temor dos povos nativos de perder suas terras para o agronegócio.

Ao mesmo tempo, representantes do setor agrícola no Congresso têm se colocado contra o Supremo em relação à questão do Marco Temporal.

“Acreditamos que, se qualquer proposta que altere o texto da Constituição for aprovada, manifestações como essa poderão se tornar mais frequentes em todo o Brasil”, disse ele.

(Reportagem de Ana Mano; reportagem adicional de Manuela Andreoni)





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Broca da raiz ameaça lavouras em áreas úmidas



Broca da raiz exige controle integrado


Foto: Unsplash

A presença da broca da raiz (Eutinobothrus brasiliensis) tem gerado preocupação entre produtores rurais, especialmente em áreas úmidas e de baixada, onde as condições favorecem o desenvolvimento da praga. O inseto ataca diretamente a base das plantas, abrindo galerias na região do colo, o que compromete o crescimento e pode levar à morte da planta.

De acordo com o engenheiro agrônomo Lucas Barros, em artigo publicado no Blog Aegro, “as fêmeas criam orifícios e depositam seus ovos nesses locais, o que dá início ao ciclo da praga”.

A ação da broca da raiz afeta principalmente plantas jovens, que apresentam sintomas como murchamento. Em plantas mais desenvolvidas, o problema pode ser identificado pelo avermelhamento e pela perda de turgor das folhas.

Barros destaca que o manejo inadequado de restos culturais é um dos fatores que favorecem a infestação. “Solo úmido e áreas de plantio direto e que não faz a destruição de restos culturais favorece o surgimento da praga”, afirmou o agrônomo.

Para o controle da praga, o especialista recomenda uma abordagem que combine diferentes estratégias. “O controle da broca da raiz pode ser realizado integrando os métodos culturais e químico”, explicou.





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