segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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Pequena queda esperada na safra de soja do Uruguai



A estimativa para a safra é de 3,1 milhões de toneladas



A estimativa para a safra é de 3,1 milhões de toneladas
A estimativa para a safra é de 3,1 milhões de toneladas – Foto: Nadia Borges

A produção de soja no Uruguai deve apresentar uma leve queda na safra 2025/26, após o recorde registrado no ciclo anterior, conforme relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A redução se deve à decisão dos produtores de destinar parte da área cultivada à produção de milho, impulsionada por uma recuperação do interesse na cultura. Apesar disso, o Uruguai seguirá como importante fornecedor para os mercados da China e da Argentina.

A estimativa para a safra é de 3,1 milhões de toneladas, inferior aos 3,3 milhões de toneladas colhidos em 2024/25 — resultado que foi o maior em oito anos e um dos mais altos já alcançados. Segundo o FAS, o milho voltou a ganhar espaço após um inverno mais rigoroso controlar a praga da cigarrinha, o que levou os agricultores a aumentar a área plantada com o cereal.

A capacidade de processamento interno de soja segue limitada, com menos de 10% da produção sendo moída no país, basicamente em uma única grande instalação. A expectativa é de um leve aumento na moagem, alcançando 170 mil toneladas, o que resultará na produção de 135 mil toneladas de farelo e 30 mil toneladas de óleo de soja.

A maior parte da soja uruguaia segue sendo exportada em grão, principalmente para a China e a Argentina. Paralelamente, o país importa derivados como farelo e óleo para atender sua demanda interna nas indústrias de alimentos e rações. As exportações devem atingir 2,9 milhões de toneladas — queda de 100 mil toneladas em relação ao ciclo anterior. Em 2024, a China foi responsável por quase 80% dessas compras, mantendo sua preferência por soja em grão para processamento local, conforme destacou o FAS.

 





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Vida saudável impulsiona demanda por alimentação natural


A prática de esportes e atividades físicas ao ar livre faz parte da rotina de muitos cariocas, inspirados pelas paisagens deslumbrantes do Rio de Janeiro. Nos últimos anos, com o acesso facilitado a informações sobre saúde e bem-estar, a população tem adotado hábitos mais equilibrados, incluindo a busca por uma alimentação saudável.

Frangos e ovos, por exemplo, são fontes importantes de proteínas e essenciais para quem deseja mais energia e desempenho esportivo. A Korin Alimentos, referência nacional em produtos naturais, oferece alimentos desenvolvidos com base na Agricultura Natural, filosofia que prioriza a vitalidade do solo e elimina o uso de antibióticos, transgênicos e agrotóxicos na produção.

No Rio de Janeiro, os consumidores contam com quatro lojas de fábrica da Korin, localizadas em Botafogo, Leblon, Tijuca e Niterói. Nesses espaços, é possível encontrar mais de 2.000 itens, entre carnes, ovos, frutas, legumes e uma ampla variedade de produtos de mercearia. O hortifruti abastecido por agricultores locais é um diferencial que reforça o compromisso com a sustentabilidade.

A expansão da rede inclui a nova unidade em Botafogo, que se soma às outras dez lojas já existentes pelo Brasil. A Korin convida todos a conhecer seus espaços e descobrir como é possível se alimentar de forma mais saudável, saborosa e responsável.

“Nos últimos anos, a população passou a ter mais acesso a informações sobre os benefícios de uma rotina mais equilibrada e começou a implementar essas práticas no dia a dia. No entanto, para alcançar os resultados desejados, é essencial incluir outro elemento: a alimentação saudável”, ressalta Simone Pereira Soares, Gerente de Operações do Grupo Korin.





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Controle rápido da dor em equinos é essencial


Identificar e tratar a dor em equinos é um dos principais desafios no manejo veterinário, especialmente em casos de processos inflamatórios. Por serem animais de grande porte e com fisiologia particular, os cavalos exigem abordagens específicas para um controle eficaz da dor, essencial não apenas para aliviar o sofrimento, mas também para garantir sua recuperação e bem-estar.

Segundo a zootecnista Paula Kawakami, da Syntec, a dor pode se manifestar de forma sutil, como mudanças de comportamento, relutância em se mover, redução da atividade e até agressividade. As causas mais comuns incluem lesões, infecções e doenças articulares ou musculares. Nesses casos, a fisioterapia com massagens, alongamentos e exercícios controlados pode auxiliar na recuperação funcional do animal.

“Diversas técnicas, como massagens terapêuticas, alongamentos e exercícios controlados, ajudam a melhorar a circulação sanguínea, reduzir a rigidez muscular e recuperar as articulações, proporcionando uma recuperação mais eficaz para o cavalo”, explica.

O uso de medicamentos também é indispensável. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), analgésicos e, em casos específicos, opioides ou corticosteroides, são utilizados sob rigorosa supervisão veterinária. Como aliado dos criadores, a Syntec oferece o Diclofenaco, AINE formulado à base de Diclofenaco Sódico, com ação analgésica, antipirética e anti-inflamatória. O produto é indicado para diversas espécies, incluindo equinos, e atua na inibição das prostaglandinas, aliviando dor, febre e inflamação.

“Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são comumente prescritos para reduzir a inflamação e aliviar a dor. Em situações específicas, analgésicos, como opioides e corticosteroides, podem ser utilizados. Contudo, é imprescindível que esses medicamentos sejam administrados sob supervisão veterinária para evitar efeitos adversos e complicações”, conclui

 





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Cooperativa de citrus alcança marca importante


A Credicitrus, uma das principais cooperativas de crédito do país, alcançou resultados expressivos em 2024, consolidando sua posição de liderança no Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). A cooperativa atingiu R$ 15,8 bilhões em ativos, com um aumento de 8,64% em relação ao ano anterior. 

As captações chegaram a R$ 11,3 bilhões, representando um crescimento de 12,85%, e o patrimônio líquido superou os R$ 3 bilhões, com um aumento de 16,85%. As operações de crédito somaram R$ 8,2 bilhões, com um crescimento de 19,21%, e a cooperativa registrou sobras líquidas de R$ 460 milhões.

“Esses indicadores são o resultado do nosso comprometimento com os mais de 170 mil cooperados e com a comunidade em que atuamos e demonstram a resiliência do modelo de negócios cooperativo, mesmo diante de um ano desafiador. Ao longo do ano, realizamos investimentos em tecnologia, para manter a Credicitrus na vanguarda do mercado financeiro, garantindo eficiência e segurança operacional, por meio da automatização de processos e o uso de inteligência artificial. Neste ano, trabalharemos para cooperar, para empreender, para o agronegócio, para a vida”, afirma Walmir Segatto, CEO da Credicitrus.

Além dos bons resultados financeiros, a Credicitrus recebeu a nota AA+ (bra) da Fitch Ratings, reforçando sua solidez e segurança. Fabio Fernandes, diretor de negócios, enfatiza que a estratégia da cooperativa é fundamental para o desenvolvimento sustentável e a prosperidade dos cooperados. A cooperativa também registrou um marco no cooperativismo de crédito, com mais de 65 mil associados participando da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Digital, por meio do aplicativo Sicoob Moob, pelo terceiro ano consecutivo.

 





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Controle biológico na tomaticultura: solução sustentável



“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade”



“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade"
“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade” – Foto: Agrolink

A tomaticultura brasileira, com uma safra de 4,7 milhões de toneladas em 2024, enfrenta desafios com pragas como a lagarta traça-do-tomateiro, a mosca-branca e a requeima, que prejudicam a produtividade e a qualidade dos tomates. Para combater essas ameaças, o controle biológico surge como uma alternativa eficaz e sustentável.

“O avanço tecnológico possibilita que a produção de tomates atenda a diversos mercados, incluindo consumo in natura, processamento industrial e exportação. No entanto, essa cultura é altamente suscetível a pragas e doenças, o que exige controle eficaz para garantir a produtividade e a qualidade do cultivo”, comenta Renato Brandão, mestre em agronomia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e gerente nacional de vendas da BRQ Brasilquímica.

Produtos como o Bacillus thuringiensis para a traça-do-tomateiro, Beauveria bassiana contra a mosca-branca e Trichoderma spp. para a requeima oferecem soluções menos agressivas ao meio ambiente, reduzindo o uso de agroquímicos e preservando os inimigos naturais das pragas.

“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade, gera frutos deformados ou inviáveis para o mercado e aumenta os custos com defensivos e manejo. Por isso, é essencial adotar práticas de controle eficientes e sustentáveis”, completa.

O uso desses biológicos garante uma produção mais sustentável, com boa produtividade e alta qualidade dos tomates, beneficiando tanto os agricultores quanto o meio ambiente. “Com manejo adequado e o controle biológico, os agricultores obtêm produção mais sustentável, boa produtividade e alta qualidade dos tomates. Ao reduzir a dependência de químicos, não apenas preservam o meio ambiente, mas também favorecem a saúde dos trabalhadores rurais e dos consumidores”, conclui.

 





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Entidades do setor apoiam decreto que fortalece o RenovaBio



As entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica



As entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica
As entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica – Foto: Pixabay

A Bioenergia Brasil, o Instituto Combustível Legal (ICL), o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e a União da Indústria de cana-de-açúcar e Bioenergia (UNICA) manifestaram apoio ao Decreto nº 12.437/2025, publicado na última quinta-feira (17/04). O texto fortalece o RenovaBio ao implementar medidas mais rigorosas contra fraudes e garantir a integridade do programa nacional de descarbonização.

De acordo com elas, entre as principais mudanças, o decreto prevê penalidades severas para distribuidoras que não cumprirem suas metas de descarbonização, além da criação de listas públicas com nomes de empresas irregulares. Também reforça o papel fiscalizador da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ampliando a capacidade de controle e transparência no setor.

Nesse contexto, as entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica, valoriza os agentes que atuam de forma regular e proporciona maior previsibilidade ao mercado de biocombustíveis no Brasil. Sendo assim, a medida é vista como essencial para fortalecer a credibilidade do RenovaBio e garantir a competitividade do setor frente às crescentes exigências ambientais.

Por fim, os representantes do setor reafirmaram o compromisso com o avanço das políticas públicas de descarbonização e com o desenvolvimento sustentável da matriz energética nacional, considerando o decreto como um passo importante para a consolidação do Brasil como líder na produção de energia limpa. Isso é visto como um avanço para o setor.

 





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Biossoluções fortalecem o solo ante extremos climáticos



A saúde do solo vai além da fertilidade



A saúde do solo vai além da fertilidade
A saúde do solo vai além da fertilidade – Foto: Pixabay

As intensas variações climáticas, com longos períodos de seca e episódios de chuvas intensas, têm comprometido a saúde dos solos agrícolas. Esse cenário exige soluções que garantam não apenas a produtividade das lavouras, mas também a preservação dos ecossistemas. A resposta está nas biossoluções, que se consolidam como ferramentas eficazes e sustentáveis para enfrentar os desafios impostos pelo clima.

“Altas temperaturas, longos períodos de estiagem e eventos climáticos extremos estão diretamente ligados à degradação da saúde do solo, trazendo prejuízos significativos para a agricultura. O solo saudável reúne características físicas, químicas e biológicas que permitem o desenvolvimento pleno das plantas e a manutenção da biodiversidade local, possibilitando a alta produtividade agrícola”, diz Samir Filho, coordenador de desenvolvimento de mercado da Acadian Plant Health.

A saúde do solo vai além da fertilidade. Ela envolve características físicas, químicas e biológicas que permitem o desenvolvimento das plantas e a manutenção da biodiversidade. Estrutura adequada, porosidade para infiltração de água, pH equilibrado, presença de matéria orgânica e uma microbiota ativa são fundamentais para manter o solo produtivo e resiliente diante de condições adversas.

Com o aumento da frequência de eventos extremos, como ondas de calor e estiagens prolongadas, o solo sofre degradação, o que afeta diretamente a eficiência dos sistemas produtivos. Nessas condições, o solo perde sua capacidade de retenção hídrica, ciclagem de nutrientes e proteção contra pragas e doenças, resultando em perdas significativas na produção.

Nesse cenário, produtos naturais à base da alga marinha Ascophyllum nodosum têm ganhado destaque. Adaptada a condições ambientais severas, essa alga oferece compostos bioativos que favorecem a regeneração do solo e o fortalecimento das plantas. “Ela enfrenta temperaturas extremas no verão (até 40o C) e no inverno (-20o C). Tais características fizeram com que ela desenvolvesse mecanismos de sobrevivência, produzindo compostos bioativos que lhe confere defesa contra tais condições ambientais extremas. Dessa forma, consegue contribuir para a saúde das plantas e do solo

 





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Agricultura familiar: base da segurança alimentar



A renda gerada por essa atividade garante a subsistência de milhões de famílias



A renda gerada por essa atividade garante a subsistência de milhões de famílias
A renda gerada por essa atividade garante a subsistência de milhões de famílias – Foto: Divulgação

Segundo o IBGE, a agricultura familiar é responsável por cerca de 70% dos alimentos consumidos no Brasil. Seu papel vai além da produção: ela é essencial para a segurança alimentar, o fortalecimento da economia local e a preservação ambiental. “Optar por alimentos provenientes desse tipo de produção é escolher uma vida mais saudável”, afirma Simone Pereira Soares, CEO de Franquias do Grupo Korin. Muitos desses alimentos são cultivados sem químicos ou agroquímicos, o que garante maior qualidade e segurança ao consumidor.

“Optar por alimentos provenientes desse tipo de produção é escolher uma vida mais saudável. O controle sobre o que é cultivado é muito maior e, na maioria dos casos, os alimentos são produzidos sem adubos químicos e agroquímicos, o que impacta diretamente na qualidade final”, destaca.

A renda gerada por essa atividade garante a subsistência de milhões de famílias, consolidando o elo entre o produtor e a terra, frequentemente passado de geração em geração. Além disso, práticas sustentáveis, como o uso consciente do solo e a preservação dos ecossistemas, tornam a agricultura familiar um modelo viável e necessário para o futuro do planeta.

Exemplo desse incentivo pode ser visto em Niterói (RJ), onde a Loja Korin promove produtos naturais e sustentáveis oriundos da agricultura familiar. Com foco na rastreabilidade e no bem-estar animal, a loja oferece alimentos sem antibióticos ou transgênicos, além de itens orgânicos, veganos e de mercearia natural. A filosofia da empresa segue os princípios da Agricultura Natural, criada por Mokiti Okada, que valoriza a saúde do solo como chave para a saúde humana.

“Nosso objetivo central é promover o bem-estar da sociedade, oferecendo alimentos puros e saborosos. Para isso, é fundamental que todos os elos da cadeia produtiva estejam alinhados. Ao comprar em nossa loja, os consumidores incentivam a produção local e valorizam o trabalho dos agricultores familiares”, enfatiza Simone.

 





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Mais de 54 mil litros de bebidas são apreendidos no PR



A fiscalização também enfrentou momentos de tensão



A fiscalização também enfrentou momentos de tensão
A fiscalização também enfrentou momentos de tensão – Foto: Divulgação

Auditores fiscais federais agropecuários apreenderam mais de 54 mil litros de vinhos, cachaças e vinagres durante a Operação Sangria III, realizada em Bituruna (PR), conhecida como a “capital do vinho”. Os produtos, avaliados em mais de R$ 1 milhão, apresentavam graves irregularidades sanitárias. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), análises laboratoriais detectaram a presença de carbamato de etila — substância cancerígena — em níveis até cinco vezes acima do permitido.

Coordenada pelo Serviço Regional de Operações Avançadas de Fiscalização (SERFIC/DIPOV) e pela Coordenação de Operações e Pronta Resposta (CORESP/DTEC), com apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil do Paraná, a operação constatou ainda o uso de vinhos vencidos, recipientes reutilizados de produtos sanitizantes, ingredientes não autorizados e completa ausência de controle sanitário no setor de produção de vinagres, que foi interditado.

A fiscalização também enfrentou momentos de tensão. Um dos sócios da empresa, já conhecido por ameaçar fiscais com arma de fogo em 2019, voltou a se exaltar, exigindo a intervenção da polícia para garantir a segurança da equipe. “A fiscalização exercida pelos auditores fiscais federais agropecuários é uma barreira essencial contra fraudes que colocam em risco o consumidor e comprometem a imagem de setores produtivos sérios e regulamentados. Por isso, é urgente garantir a segurança dos profissionais da carreira durante essas operações, que muitas vezes ocorrem em ambientes hostis”, destacou o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.

 





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Manejo pré-abate garante bem-estar dos suínos



O jejum deve ocorrer entre 8 e 12 horas antes do abate



O jejum deve ocorrer entre 8 e 12 horas antes do abate
O jejum deve ocorrer entre 8 e 12 horas antes do abate – Foto: Embrapa – MORÉS, Nelson

O correto manejo pré-abate dos suínos influencia diretamente o bem-estar animal e a qualidade da carne, destaca a zootecnista Letícia Matoso, da Auster Nutrição Animal. Etapas como jejum adequado, transporte sem estresse e descanso no frigorífico são fundamentais. A preparação começa ainda na granja, com a verificação das condições de saúde, organização da documentação e definição da logística de embarque.

Um dos pontos cruciais é o cálculo da densidade de transporte, que deve considerar o peso vivo dos animais. Com base na Instrução Normativa 113, usa-se a fórmula A = 0,027 x PV^0,667 para garantir espaço suficiente por animal. Para um suíno de 124 kg, por exemplo, são necessários cerca de 0,67 m² por cabeça no caminhão. Isso evita lesões e assegura conforto térmico durante o trajeto.

O jejum deve ocorrer entre 8 e 12 horas antes do abate, mantendo o acesso à água e, se possível, promovendo enriquecimento ambiental nas baias. O tempo total de jejum não pode ultrapassar 18 horas, somando a permanência na granja, transporte e descanso no frigorífico. O ambiente de embarque também precisa ser adaptado para facilitar a movimentação dos suínos, que são animais pesados e sedentários.

“Os procedimentos de manejo devem priorizar o conforto dos animais e ser seguidos rigorosamente por todos os estabelecimentos de produção e processamento de carne. A qualidade final do produto depende de diversos fatores, como genética, sanidade e nutrição, mas, acima de tudo, da excelência na execução dos manejos em todas as etapas da produção nas granjas”, ressalta a zootecnista Letícia Matoso, da Auster Nutrição Animal.

 





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