segunda-feira, março 30, 2026

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Brasil tem superávit comercial de US$8,155 bi em março, acima do esperado


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BRASÍLIA (Reuters) – A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$8,155 bilhões em março, uma alta de 13,8% sobre o saldo apurado no mesmo mês do ano passado, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta sexta-feira.

O saldo veio acima de expectativas de economistas consultados pela Reuters, que previam superávit de US$7 bilhões para o mês.

As exportações somaram US$29,178 bilhões no mês, uma alta de 5,5%% em relação a março de 2024. As importações, por outro lado, cresceram 2,6%, totalizando US$21,023 bilhões.

Os dados de março seguem um forte resultado negativo no mês anterior, quando a balança registrou déficit de US$323,7 milhões, o primeiro saldo negativo mensal desde janeiro de 2022, sob o impacto da importação de uma plataforma de petróleo da China no valor de US$2,7 bilhões, segundo os dados do governo.

No ano, o país acumulou até março um superávit comercial de US$9,982 bilhões, uma queda de 46% em relação ao observado no mesmo período de 2024. No período, as exportações somaram US$77,314 (-0,5%), e as importações, US$67,332 bilhões (+13,7%).

O Mdic atualizou suas estimativas para a balança comercial no ano, prevendo um superávit de US$70,2 bilhões em 2025, o que representaria uma redução de 5,4% em relação ao saldo de 2024. Em janeiro, o ministério havia estimado um saldo positivo de US$60 bilhões a US$80 bilhões para o ano.

A projeção para as exportações foi atualizada para US$353,1 bilhões (US$320-US$360 bilhões antes) e a estimativa para as importações passou a US$282,9 bilhões(US$260-US$280 bilhões antes).

(Por Victor Borges)





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Leguminosas sustentáveis são destaque na Agrishow


Os visitantes da 30ª edição da Agrishow 2025 terão acesso a novas alternativas sustentáveis para a agricultura e pecuária. A Embrapa Pecuária Sudeste está apresentando duas leguminosas que aliam produtividade e preservação ambiental: o Guandu BRS Guatã e o Guandu BRS Mandarim.

Segundo a Embrapa, as duas cultivares oferecem benefícios relevantes para a produção agropecuária, além de contribuírem para a saúde do solo e a redução da dependência de insumos químicos. A feira acontece em Ribeirão Preto (SP) até 2 de maio e deve receber cerca de 195 mil visitantes ao longo dos cinco dias de exposição.

O Guandu BRS Guatã se destaca pelo potencial no controle natural de quatro espécies de nematoides, pragas que causam prejuízos bilionários à agricultura brasileira todos os anos. Ao reduzir a necessidade de defensivos químicos em culturas como soja, cana-de-açúcar e feijão, a cultivar representa, segundo a Embrapa, “uma alternativa conservacionista e econômica”. A instituição explica ainda que o Guatã promove a fixação biológica de Nitrogênio, melhora as propriedades do solo e auxilia na recuperação de pastagens degradadas sem uso de fertilizantes nitrogenados.

Além disso, a alta tolerância ao déficit hídrico permite que a planta mantenha a produtividade mesmo em períodos de seca. “O Guatã também pode ser utilizado como alimento de qualidade para bovinos durante a estação seca, oferecendo uma opção de suplementação volumosa de baixo custo”, informa a Embrapa.

O Guandu BRS Mandarim, por sua vez, é reconhecido pela capacidade de recuperação de áreas degradadas, especialmente quando consorciado com braquiária. Segundo a Embrapa, a cultivar “apresenta alto potencial para adubação verde, melhora a fertilidade do solo e a qualidade do pasto, dispensando a adubação nitrogenada na recuperação de pastagens, já que o resíduo da sua roçada funciona como adubo, liberando nitrogênio no sistema”.

A instituição destaca que essas tecnologias refletem o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em especial a meta 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável. “Ao promover a sustentabilidade dos sistemas de produção e a melhoria da qualidade dos produtos, o Guatã e o Mandarim beneficiam tanto os produtores quanto o sistema produtivo agropecuário”, afirma a Embrapa.

Durante a Agrishow 2025, produtores e técnicos poderão esclarecer dúvidas e conhecer mais detalhes sobre as cultivares no estande da Embrapa, onde especialistas estarão à disposição para orientar sobre o uso das tecnologias no campo.

 





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Importação de fertilizantes cresce 10,9% no 1º trimestre



Importação cresce no início de 2025




Foto: Canva

A importação de fertilizantes pelo Brasil somou 7,9 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a março de 2025, um aumento de 10,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram internalizadas 7,2 milhões de toneladas. Os dados são da edição de abril do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta semana.

Segundo a Conab, o volume importado visa atender à demanda das safras de inverno, incluindo a segunda safra de milho, o sorgo — cultura que ganha relevância a cada ciclo — e os cereais de inverno, com destaque para o trigo.

O porto de Paranaguá foi responsável pela entrada de 1,43 milhão de toneladas no primeiro trimestre, volume ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período de 2024, quando chegaram 1,48 milhão de toneladas. Já os portos do Arco Norte movimentaram 850 mil toneladas, superando as 750 mil toneladas do ano passado. Pelo porto de Santos foram internalizadas 1 milhão de toneladas, frente a 1,06 milhão de toneladas no primeiro trimestre do ano anterior.

A Conab avalia que o crescimento na importação está alinhado ao planejamento para suprir a demanda das lavouras de inverno, diante da importância crescente dessas culturas no calendário agrícola brasileiro.





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Agrishow registra recorde de negócios e público em 2025



Agrishow 2026 já tem data marcada




Foto: Redação Agrishow

A 30ª edição da Agrishow, encerrada nesta sexta-feira (2) em Ribeirão Preto (SP), alcançou um volume recorde de R$ 14,6 bilhões em intenções de negócios no setor de máquinas e implementos agrícolas. O resultado representa um aumento de 7% em relação ao ano anterior, quando foram registrados R$ 13,6 bilhões.

Apesar do crescimento, João Carlos Marchesan, presidente da feira, fez um alerta sobre a necessidade de condições favoráveis para que os negócios sejam efetivados. “Só será possível a concretização desse volume de negócios com um plano Safra robusto e juros compatíveis à necessidade do setor”, afirmou.

O evento também registrou recorde de público, com 197 mil visitantes ao longo dos cinco dias. De acordo com a organização, os ingressos se esgotaram previamente na maioria dos dias da feira.

A edição de 2025 destacou a tecnologia como um dos principais focos, com expositores apresentando soluções baseadas em inteligência artificial. A participação de representantes da agricultura familiar foi outro ponto relevante, reunindo pequenos, médios e grandes produtores rurais em torno de inovações voltadas para diferentes perfis do agronegócio.

A próxima edição da Agrishow está prevista para ocorrer entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, também em Ribeirão Preto.





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Austrália prevê colheitas fortes de trigo e cevada



O FAS prevê um declínio na produção de trigo



O FAS prevê um declínio na produção de trigo
O FAS prevê um declínio na produção de trigo – Foto: Divulgação

De acordo com o relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA, a Austrália está bem posicionada para uma colheita forte de trigo e cevada no ano comercial de 2025-26. As condições iniciais da estação em Nova Gales do Sul, Queensland e Austrália Ocidental são favoráveis, indicando um bom potencial de produção. Em contrapartida, algumas regiões, como a Austrália do Sul e o oeste de Victoria, enfrentam seca, com baixa umidade do solo e chuvas limitadas neste outono. Ainda assim, há tempo suficiente até o final de junho para que chuvas possam sustentar o plantio nessas áreas.

O FAS prevê um declínio na produção de trigo e cevada para a próxima temporada, mas os números ainda estarão acima da média dos últimos 10 anos. A produção de trigo está projetada em 31 milhões de toneladas, abaixo dos 34,1 milhões do ano anterior, mas superior à média de 27,6 milhões de toneladas dos últimos 10 anos. A produção de cevada deverá ser de 12,5 milhões de toneladas, uma redução de 500 mil toneladas, mas 6% acima da média histórica.

As exportações de trigo da Austrália para 2025-26 estão projetadas em 23 milhões de toneladas, uma queda de 3 milhões devido à produção menor. O consumo de trigo deve aumentar para 8,1 milhões de toneladas, impulsionado pela demanda do setor de ração animal. Já as exportações de cevada devem atingir 6,5 milhões de toneladas, uma queda, mas o consumo crescerá devido ao aumento na demanda por ração, especialmente no confinamento de gado. A produção de sorgo deve aumentar para 2,5 milhões de toneladas, enquanto a de arroz beneficiado cairá para 230 mil toneladas, uma redução de 39%.

 





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Pernambuco garante compra de 22,7 toneladas da agricultura


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou a destinação de aproximadamente R$ 2,52 milhões para a compra de 22,7 toneladas de alimentos produzidos por agricultores familiares de cinco associações pernambucanas. Os recursos, repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), serão aplicados por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea. Os alimentos adquiridos serão destinados a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional no estado.

As propostas foram formalizadas durante a 2ª edição da Caravana Federativa de Pernambuco. Entre os projetos aprovados está o da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Engenho Sítio do Meio, no município de Belém de Maria, responsável pelo fornecimento de cerca de 40 toneladas de alimentos ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade. “Treze produtores e produtoras serão beneficiados com o apoio da Conab para a comercialização de hortifrutícolas diversas, atendendo 1.326 pessoas acompanhadas pelo CRAS”, informou a Companhia.

Em Caruaru, a Rede Produtiva de Avicultores da Agricultura Familiar irá destinar 23,5 toneladas de frango caipira para cozinhas solidárias localizadas em Olinda, Pedra e Recife. Segundo a Conab, 63 produtores estarão envolvidos na ação, que contribuirá para complementar a alimentação de mais de 8 mil pessoas atendidas pelas instituições beneficiadas.

Outro projeto aprovado envolve a Associação dos Trabalhadores Rurais do Assentamento Santa Helena, de Amaraji, que destinará sua produção a cozinhas comunitárias em Caruaru, Paulista, Camaragibe, Recife, Pedra e Olinda. A Conab estima que 41 agricultores irão fornecer 102,42 toneladas de produtos, incluindo banana-da-terra, beneficiando cerca de 10.421 pessoas.

A Conab também firmou propostas com a Associação dos Piscicultores Amigos de Petrolândia (APAP) e com a Associação dos Produtores Rurais da Agricultura Familiar do Sítio Quandus, em Belém de Maria. No caso da APAP, 42 produtores serão responsáveis pela entrega de 28,62 toneladas de tilápia resfriada, destinadas à Organização Religiosa Vivendo o Sagrado, que atende 2.485 pessoas. Já os 12 agricultores do Sítio Quandus fornecerão 28,18 toneladas de hortifrutícolas ao CRAS de Belém de Maria.

Após a formalização dos projetos, técnicos da Superintendência Regional da Conab em Pernambuco reuniram-se com representantes das entidades fornecedoras e consumidoras para orientar sobre o funcionamento do PAA. Durante o encontro, foram esclarecidas dúvidas sobre as normas em vigor, documentação exigida para liberação de pagamentos, ajustes permitidos, controle sanitário e qualidade dos produtos.

A modalidade Compra com Doação Simultânea tem o objetivo de apoiar agricultores familiares organizados em cooperativas e associações, adquirindo sua produção para destiná-la à rede socioassistencial, equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e outras entidades acompanhadas pelos conselhos municipais e estaduais de políticas públicas.





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Brasil exportará carne suína sem tarifa para Coreia do Sul



ABPA celebra isenção de tarifa para carne suína




Foto: Pixabay

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a decisão da Coreia do Sul de isentar de tarifa uma cota de 10 mil toneladas de carne suína congelada importada do Brasil, exceto o corte “barriga”. A medida, comunicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, elimina a cobrança de 25% que incidia sobre o valor total do produto.

Atualmente, a Coreia do Sul ocupa a 16ª posição entre os principais destinos da carne suína brasileira, com 3,7 mil toneladas exportadas no primeiro trimestre deste ano. Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a decisão sul-coreana representa um avanço significativo para o setor. “O estabelecimento de uma cota isenta é um sinal importante para os avanços das exportações brasileiras de carne suína para a Coreia do Sul, conquistada pelo Ministério da Agricultura. Isto, especialmente em meio às negociações lideradas pelo Ministro Carlos Fávaro e seus secretários de Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária, pelo reconhecimento do Paraná, Rio Grande do Sul e de outros estados brasileiros como livres de aftosa sem vacinação”, afirmou Santin.

Apesar da abertura, Santa Catarina permanece como o único estado autorizado a exportar carne suína para o mercado sul-coreano, por ser o único com status sanitário de área livre de febre aftosa sem vacinação reconhecido pelas autoridades daquele país.

A Coreia do Sul, com um consumo per capita de aproximadamente 29 quilos de carne suína, figura como o quarto maior importador mundial do produto. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país adquiriu 785 mil toneladas de carne suína em 2024.





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Tocantins gera 5,9 mil empregos formais no início de 2025


O Tocantins alcançou um novo marco na geração de empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged divulgados na quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre março de 2024 e fevereiro de 2025, o estado criou mais de 9,5 mil vagas formais. No primeiro trimestre de 2025, foram 5,9 mil novos postos, o maior número desde o início da série histórica em 2020.

“O Tocantins alcançou mais um marco histórico ao gerar mais de 5,9 mil empregos com carteira assinada no primeiro trimestre de 2025. Isso é resultado direto de um governo que trabalha com responsabilidade, planejamento e compromisso. Estamos avançando com segurança, atraindo investimentos, fortalecendo o setor produtivo e, principalmente, garantindo oportunidades reais para nossa gente”, afirmou o governador Wanderlei Barbosa.

O levantamento aponta crescimento nos cinco grandes setores da economia estadual no primeiro trimestre, com destaque para o setor de serviços, que gerou 2.971 vagas. Em seguida aparecem agropecuária, com 898 postos, comércio, com 881, construção, com 716, e indústria, com 502 novas vagas.

Os dados mostram que 70% das novas contratações, o equivalente a 4.176 vagas, foram preenchidas por homens. Jovens de 18 a 24 anos ocuparam 44% das novas vagas, totalizando 2.650 empregos formais.

Em março de 2025, o estado atingiu um estoque de 264 mil vínculos ativos, o maior para o mês desde 2020. O salário médio real de admissão foi de R$ 1.902,94, alta de 2,07% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O estado conta atualmente com 150.873 empresas ativas, de acordo com dados de abril de 2025. No primeiro trimestre, foram abertas 10.017 novas empresas, o maior número para o período nos últimos cinco anos.





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Tecnologia de pulverização de precisão reduz custos no arroz



Sensores ajudam a poupar defensivos no arroz


Foto: Pixabay

O uso de pulverizadores de alta precisão tem se consolidado como uma ferramenta estratégica no cultivo de arroz, contribuindo para a redução de custos e impactos ambientais. A tecnologia, baseada em sensores de precisão e sistemas de mapeamento, permite a aplicação seletiva de defensivos agrícolas apenas nas áreas que realmente necessitam de controle, evitando o uso indiscriminado de insumos.

A aplicação localizada, orientada por imagens georreferenciadas e análises em tempo real, melhora a eficiência do processo ao direcionar os produtos para pontos específicos da lavoura. Com isso, há menor exposição de áreas sadias aos defensivos e redução no volume total de produtos utilizados.

Especialistas destacam que a tecnologia não apenas diminui o gasto com insumos, mas também contribui para o equilíbrio ambiental ao reduzir o risco de contaminação do solo e da água. Além disso, os sistemas de monitoramento possibilitam o acompanhamento contínuo da sanidade da lavoura, o que facilita decisões mais rápidas e assertivas durante o ciclo produtivo.

A adoção da pulverização de alta precisão no arroz vem ganhando espaço em diferentes regiões produtoras, impulsionada pela busca por práticas mais sustentáveis e economicamente viáveis. Produtores apontam benefícios no controle mais efetivo de pragas e doenças, sem comprometer a produtividade e com maior retorno sobre o investimento em tecnologia.





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Tributação e proteção patrimonial viram foco estratégico



“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio”



“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio"
“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio” – Foto: Pixabay

Com o Brasil ganhando espaço no mercado global como fornecedor agrícola, especialmente diante das tensões entre EUA e China, produtores enfrentam desafios internos como inflação, câmbio volátil e insegurança jurídica. Nesse cenário, estratégias tributárias e patrimoniais passaram a ocupar lugar central na gestão do agronegócio, impulsionando segurança e competitividade.

No campo tributário, uma decisão recente do Carf trouxe alívio ao setor sucroenergético ao permitir a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins nas operações ad rem de combustíveis. Segundo o tributarista Otávio Massa, da Evoinc, essa medida técnica aumenta a segurança jurídica e pode melhorar o fluxo de caixa das usinas, com possibilidade de aplicação administrativa sem necessidade de judicialização.

Já a proteção patrimonial ganha urgência diante de ativos cada vez mais valiosos, como máquinas agrícolas que superam os R$ 5 milhões. Riscos como divórcios, falecimentos e dívidas pessoais ameaçam o capital produtivo quando não há separação entre bens pessoais e empresariais. Para o especialista Luiz Felipe Baggio, da Evoinc, a criação de holdings familiares pode mitigar esses riscos e ainda gerar benefícios fiscais.

“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio, sem a proteção jurídica necessária. A criação de holdings familiares e outros instrumentos extrajudiciais pode assegurar a continuidade dos negócios e ainda gerar ganhos tributários relevantes”, comenta.

Na avaliação dos especialistas, o atual momento exige mais do que produção no campo — exige maturidade na gestão jurídica. Estruturar operações com foco em eficiência tributária e blindagem patrimonial tornou-se essencial para enfrentar incertezas e aproveitar as oportunidades do agronegócio no cenário internacional.

“Quem se antecipa e estrutura sua operação do ponto de vista tributário e patrimonial tende a atravessar períodos de incerteza com mais segurança e a aproveitar melhor as oportunidades do mercado global”, resume Baggio.

 





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