domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Brasil amplia exportações para três países



Agro soma 555 aberturas desde 2023



Foto: Divulgação

O governo brasileiro concluiu negociações para ampliar o acesso de produtos agropecuários a mercados internacionais, com autorizações para exportações destinadas a El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago. As tratativas foram conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Em El Salvador, foi autorizada a exportação de carne suína e derivados. Segundo o governo, a medida “permitirá maior aproveitamento econômico da cadeia produtiva, com agregação de valor”. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 103 milhões em produtos agropecuários para o país.

Para as Filipinas, a abertura de mercado contempla o envio de feno seco. De acordo com o governo brasileiro, a autorização “criará oportunidades em mercado de grande escala”. O país asiático, com cerca de 112 milhões de habitantes, importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Já em Trinidad e Tobago, foi liberada a exportação de sementes de coco. Conforme informado, a medida “deverá contribuir para a recomposição da flora e o fortalecimento da economia local”. Em 2025, o país importou mais de US$ 61 milhões em produtos agropecuários do Brasil.

Com as novas autorizações, o agronegócio brasileiro soma 555 aberturas de mercado desde o início de 2023, resultado atribuído à atuação conjunta dos ministérios envolvidos.





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Mercado da soja segue atento ao cenário global


A cotação da soja na Bolsa de Chicago registrou oscilações ao longo de março, influenciada por fatores geopolíticos e expectativas sobre o mercado norte-americano. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 20 a 26 de março, o contrato para o primeiro mês chegou a US$ 12,13 por bushel no dia 12, maior valor desde o início de junho de 2024, mas recuou para US$ 11,55 nos dias 16 e 24, antes de encerrar o dia 26 cotado a US$ 11,73.

De acordo com a Ceema, o mercado segue atento às incertezas provocadas pelo cenário internacional. “Sob pressão das idas e vindas da guerra no Oriente Médio, o mercado espera com atenção o relatório de intenção de plantio nos EUA, previsto para o próximo dia 31/03”, aponta a análise. Ainda segundo o órgão, há expectativa de redução na área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026, o que pode impactar as cotações futuras.

No Brasil, os preços apresentaram pouca variação no período. O saco de 60 quilos foi comercializado entre R$ 98,00 e R$ 119,00 nas diferentes regiões, patamar semelhante ao observado um mês antes. No Rio Grande do Sul, as principais praças registraram valores próximos de R$ 117,00 por saca. A Ceema destaca que “o câmbio se mantém entre R$ 5,20 e R$ 5,25 na média deste mês de março, segurando os preços”.

O avanço da colheita também segue abaixo do registrado no ano anterior. Até 19 de março, 68% da área havia sido colhida no país, ante 80% no mesmo período de 2025. No mercado internacional, o óleo de soja, que havia subido com o início do conflito no Oriente Médio, apresentou estabilização recente, embora tenha fechado o dia 26 em alta, cotado a 68,02 centavos de dólar por libra-peso.

Nos Estados Unidos, os embarques semanais de soja somaram 1,1 milhão de toneladas na semana encerrada em 19 de março, acumulando 29,2 milhões de toneladas no atual ano comercial, volume 27% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

A demanda chinesa por soja norte-americana apresentou forte retração no início de 2026. Segundo dados da alfândega chinesa, o país importou 1,49 milhão de toneladas do produto dos Estados Unidos em janeiro e fevereiro, queda de 83,7% em relação às 9,13 milhões de toneladas do mesmo período de 2025. A Ceema ressalta que “o mercado espera que Trump e Xi Jinping, presidente da China, se reúnam para dar mais clareza aos negócios entre os dois países”.

Por outro lado, as importações chinesas de soja brasileira cresceram 82,7% no bimestre, alcançando 6,56 milhões de toneladas. Ainda assim, há preocupação com possíveis entraves logísticos e sanitários. “O mercado está preocupado com o fato de que os controles fitossanitários mais rigorosos do Brasil e o prolongado desembaraço alfandegário da China possam diminuir o ritmo das chegadas nos próximos meses”, informa a análise.

A Argentina também ampliou sua participação no mercado chinês, com exportações que totalizaram 3,27 milhões de toneladas no primeiro bimestre, ante 111,6 mil toneladas no mesmo período do ano anterior. O avanço está associado à suspensão temporária dos impostos de exportação no país.





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preço dispara e preocupa famílias


O preço da dúzia de ovos subiu 9,21% na capital paulista entre janeiro e fevereiro de 2026, em um movimento puxado pela demanda aquecida, pela alta das exportações brasileiras e pelos custos de produção ainda elevados. A elevação ocorre em meio a um cenário mais amplo de pressão sobre os alimentos, grupo que avançou 4,55% no IPCA de fevereiro.

Na avaliação do economista Gesner Oliveira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e sócio da GO Associados, a alta não é pontual e reflete um desequilíbrio entre oferta e demanda em um item cada vez mais presente na mesa do brasileiro.

“O aumento de 9,21% no preço da dúzia de ovos na capital paulista entre janeiro e fevereiro de 2026 reflete pressões simultâneas sobre oferta e demanda, dentro de um cenário de alimentos básicos com alta mais ampla”, afirma. Segundo ele, o encarecimento do produto acompanha uma tendência estrutural do mercado de alimentos e tem impacto direto no custo de vida, especialmente para as famílias de menor renda.

Um dos principais motores dessa valorização é o avanço do consumo interno. Estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que o consumo por brasileiro chegou a 287 unidades em 2025, alta de 6,7% em relação a 2024 e de 33,4% na comparação com 2015.

Para Gesner Oliveira, esse movimento está ligado ao chamado “boom das proteínas”, com maior procura por alternativas mais acessíveis diante do encarecimento de outras fontes proteicas. “A pressão sobre os ovos combina a expansão da demanda interna, impulsionada pelo chamado ‘boom das proteínas’, com a redução da oferta decorrente do aumento das exportações brasileiras, que restringe o volume disponível para o mercado doméstico”, explica.

Além do consumo mais forte, o mercado interno também sente os efeitos da menor disponibilidade do produto. Com o aumento dos embarques ao exterior, parte da produção deixa de abastecer o mercado doméstico, o que ajuda a sustentar os preços em patamar mais elevado.

Outro fator de peso é o custo de produção. Despesas com ração e energia seguem pressionando o setor e dificultam uma acomodação mais rápida dos preços.

“Custos de produção elevados, especialmente ração e energia, sustentam a tendência de alta, tornando difícil uma acomodação rápida dos preços e mantendo a trajetória iniciada no final de 2025”, destaca o economista. 

Os dados do primeiro bimestre reforçam esse cenário. O preço médio da dúzia passou de R$ 10,04 em dezembro de 2025 para R$ 10,44 em fevereiro de 2026, o que representa alta de 3,98% no período. Embora o peso do ovo no índice geral de inflação seja limitado, o efeito sobre o orçamento doméstico é relevante. Por fazer parte da cesta básica e ser uma proteína amplamente consumida, o produto tem impacto direto sobre o poder de compra das famílias.

“Do ponto de vista inflacionário, a evolução do preço do ovo impacta diretamente famílias de menor renda, dada a relevância do item na cesta básica, afetando a percepção de perda de poder de compra e pressionando a inflação de alimentos essenciais”, afirma Oliveira. Na prática, a alta do ovo reforça uma pressão já sentida no dia a dia do consumidor e sinaliza que a inflação dos alimentos básicos continua sendo um dos principais desafios para o orçamento das famílias brasileiras.

 





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Safra de soja cresce, mas Sul acende alerta


A safra brasileira de soja 2025/26 avança com perspectiva de crescimento em área, produção e rendimento médio, embora haja contrastes regionais relevantes no desempenho das lavouras. Dados do Rally da Safra, da Agroconsult, indicam aumento da área plantada para 49,1 milhões de hectares, alta de 1,9%, e produção estimada em 184,7 milhões de toneladas, avanço de 6,7%.

A produtividade média nacional é projetada em 62,7 sacas por hectare, crescimento de 4,6% frente ao ciclo anterior. O mapa por estados mostra desempenho acima da média em importantes regiões do Centro-Oeste e Sudeste, com destaque para índices como 66,0, 66,2, 68,0 e 70,3 sacas por hectare. Em áreas do Norte e Nordeste, os números variam entre 59,5 e 65,0 sacas, enquanto parte do Matopiba e do Norte apresenta marcas próximas de 60,0 sacas.

No Sul, o cenário é mais desafiador. O Rio Grande do Sul aparece com produtividade de 48,7 sacas por hectare, abaixo do patamar de 55 sacas considerado limite inferior. O levantamento mensal indica recuo ao longo do ciclo, passando de 52 sacas em janeiro para 47 em fevereiro e chegando a 48,7 em março, consolidando perdas no estado.

Em Santa Catarina, o levantamento de campo revela grande variabilidade, com áreas registrando cerca de 63 e 62 sacas, enquanto outras apresentam níveis bem inferiores, como 35 e até 28 sacas por hectare. Já no leste do estado, há regiões com produtividade próxima de 43 sacas.

O levantamento também aponta diferenças importantes na comparação com a safra anterior, com áreas registrando ganhos expressivos e outras apresentando reduções significativas, reforçando o impacto das condições climáticas sobre o desempenho final das lavouras.

 





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Produtor deve redobrar atenção com declaração de renda e evitar erros em contratos agrários


O produtor rural precisa redobrar a atenção com o prazo final para a entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, referente ao ano-base 2025. O envio deve ser feito até o dia 29 de maio de 2026, evitando multas e penalidades aplicadas pela Receita Federal.

A obrigatoriedade de entrega atinge contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584,00, incluindo valores provenientes de arrendamentos, ou receita bruta da atividade rural acima de R$ 169.440,00 ao longo de 2025. Além disso, produtores que ultrapassarem o limite anual estabelecido devem apresentar o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), documento essencial para o detalhamento das movimentações financeiras da atividade.

Um dos principais pontos de atenção na declaração, segundo o advogado Frederico Buss, da HBS Advogados, está relacionado aos contratos agrários, especialmente os de arrendamento e parceria rural. De acordo com o especialista, esse é um dos aspectos mais fiscalizados pela Receita Federal, inclusive por meio da operação “Declara Grãos”, que realiza cruzamentos de dados para verificar a regularidade dessas informações.

Buss explica que o contrato de arrendamento ocorre quando o proprietário transfere o uso do imóvel rural a um terceiro para exploração agrícola ou pecuária, mediante pagamento fixo. “Essa remuneração pode ser em dinheiro ou equivalente em produção, como sacas de soja por hectare, caracterizando uma espécie de locação. Nesses casos, a tributação segue regras semelhantes às de aluguel, podendo atingir alíquotas mais elevadas do Imposto de Renda”, esclarece.

Já no contrato de parceria rural, o cenário é diferente. O proprietário participa dos riscos da atividade e recebe um percentual da produção. “Assim, os ganhos variam conforme a produtividade, e a tributação costuma ser mais branda, seguindo critérios aplicáveis à atividade rural”, detalha.

Erros na classificação desses contratos são relativamente comuns e podem gerar problemas. Segundo Buss, muitos produtores acabam declarando contratos de arrendamento como se fossem de parceria, reduzindo indevidamente a carga tributária. “Quando a Receita Federal identifica essa inconsistência, realiza a correção do imposto devido, acrescida de juros e multas”, alerta.

O advogado ressalta que não basta apenas nomear o contrato como parceria ou arrendamento. O que realmente importa para o Fisco é a forma como a relação é executada na prática. “Caso seja constatado que um contrato rotulado como parceria funciona, na verdade, como arrendamento, ele será reclassificado e tributado de acordo com essa natureza”, destaca.

Diante disso, a orientação é que o produtor rural revise cuidadosamente seus contratos e a forma de declaração, garantindo que as informações prestadas estejam alinhadas com a realidade das operações. A atenção a esses detalhes pode evitar autuações e prejuízos financeiros no futuro.

 





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Mercado do boi fecha semana em alta


As cotações do mercado do boi gordo registraram alta em diferentes praças do país, com destaque para São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgada na sexta-feira (27) pela Scot Consultoria.

Na praça paulista, os preços da vaca gorda e do chamado “boi China” avançaram em meio a uma oferta contida. De acordo com a Scot Consultoria, “as ofertas estiveram contidas, e ainda assim, havia volume suficiente para atender às escalas, porém sem folga”. Mesmo com parte da indústria frigorífica fora das compras no dia, os compradores ativos elevaram os valores pagos. A cotação da vaca subiu R$ 3,00 por arroba, enquanto o “boi China” teve alta de R$ 1,00 por arroba. Ainda segundo a análise, “há negócios acima da referência, porém com baixo volume para consolidar referência”. As escalas de abate no estado ficaram, em média, em seis dias.

No Tocantins, o mercado apresentou comportamento distinto entre o consumo interno e as exportações. Conforme o levantamento, “as vendas de carne no mercado interno perderam força com o fim do mês. Por outro lado, o escoamento para o mercado externo está firme e a oferta, curta, sustentando o mercado”. Após a valorização das fêmeas no dia anterior, apenas o boi gordo na região sul do estado registrou nova alta, de R$ 3,00 por arroba. As escalas de abate permaneceram, em média, em cinco dias.

Na região noroeste do Paraná, a combinação entre oferta reduzida e exportações firmes contribuiu para a valorização das cotações. De acordo com a Scot Consultoria, “a pouca oferta, aliada às exportações firmes, tem sustentado as cotações na região, mesmo com o mercado interno mais fraco no período”. Nesse cenário, o boi gordo teve alta de R$ 3,00 por arroba e o “boi China” avançou R$ 5,00 por arroba, enquanto os preços das fêmeas permaneceram estáveis.





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UFSM lidera rede pioneira de monitoramento de CO2 em lavouras e pastagens do Sul do Brasil


Pesquisa utiliza torres de fluxo para monitorar gases de efeito estufa em sistemas agrícolas e aponta caminhos para a produção sustentável e a geração de créditos de carbono

Uma rede de medição de carbono instalada em áreas agrícolas do Rio Grande do Sul está revelando, com precisão inédita, como diferentes sistemas de produção agropecuária interagem com o clima. Coordenado pela UFSM, por meio do Laboratório de Gases do Efeito Estufa (LABGEE), o projeto utiliza torres de fluxo, um equipamento semelhante à estação meteorológica, porém equipado com sensores mais precisos. Essas torres são consideradas o método mais avançado do mundo para medir continuamente a emissão e a absorção de gases de efeito estufa em lavouras e pastagens.

A iniciativa coloca a UFSM entre as instituições protagonistas no Brasil e no mundo no monitoramento contínuo e em tempo real do balanço de CO₂ em sistemas agrícolas, o que é estratégico para compreender o papel da agropecuária nas mudanças climáticas. No Brasil, pesquisas desse tipo em sistemas agrícolas monitorados continuamente por torres de fluxo são raras, especialmente em culturas importantes para a economia regional, como soja, arroz irrigado e pecuária.

À frente desta iniciativa, os professores Débora Roberti, do Departamento de Física do CCNE, e Rodrigo Jacques, do Departamento de Solos do CCR, destacam a importância deste trabalho, que, ao mesmo tempo em que ressalta o papel do manejo adequado das áreas agrícolas e desmistifica a produção rural – quando bem feita – como vilã das mudanças climáticas, projeta novos mercados e fortalece a internacionalização da UFSM.

Sensores medem CO₂ em tempo real

Ao todo, nove torres de fluxo estão instaladas em diferentes sistemas produtivos do Sul do país, incluindo lavouras de soja, trigo, milho e arroz irrigado, além de pastagens naturais do bioma Pampa. Os equipamentos estão distribuídos em propriedades nos municípios gaúchos de Catuípe (duas unidades), Alegrete, Cachoeira do Sul (quatro unidades) e Santa Maria, além de uma área no Paraná. Os locais foram escolhidos por permitirem comparar manejos tradicionais ou melhorados das lavouras e pastagens.

As torres de fluxo são equipadas com sensores altamente sensíveis, capazes de registrar de forma contínua as absorções e emissões de gases do efeito estufa de uma área. Os instrumentos realizam 10 medições por segundo, identificando se o dióxido de carbono (CO₂) está sendo liberado para a atmosfera ou absorvido pelas plantas. Além da medição dos gases, os equipamentos registram variáveis meteorológicas, como temperatura do ar e do solo, radiação solar e precipitação.

Com esse monitoramento contínuo, os cientistas conseguem calcular o chamado fluxo de carbono, que representa o saldo entre o carbono retirado da atmosfera pelas plantas durante a fotossíntese e aquele liberado por processos naturais. O acompanhamento permite identificar em tempo real quando um sistema produtivo atua como emissor ou absorvedor de carbono. Para garantir resultados mais robustos, o monitoramento precisa se estender por períodos maiores – no caso, três anos é o período mínimo determinado pelos pesquisadores.

Pioneirismo, Investimento e Trabalho interdisciplinar

O conjunto dos equipamentos utilizados no projeto representa um investimento de cerca de R$ 5 milhões. A interdisciplinaridade é essencial para o êxito do projeto. Pesquisadores da Física, da Agronomia e da Meteorologia trabalham juntos para o melhor entendimento dos resultados. Enquanto para as Ciências Rurais a ênfase maior é no armazenamento do carbono no solo, a Física se interessa pela contribuição dos gases para o aquecimento global, e a Economia estuda a venda e remuneração de créditos de carbono.

A referência da UFSM na área não é de hoje. “Somos pioneiros no Brasil para este monitoramento contínuo ao longo dos anos, com torres de fluxo. O grupo que tem o maior protagonismo é o nosso. Inclusive, por 20 anos, fizemos em Santa Maria o Congresso Brasileiro de Micrometeorologia, evento bianual que recebia a comunidade nacional e internacional”, lembra Débora. O reconhecimento internacional só cresce. Atualmente, os dados obtidos pelas torres de monitoramento estão entrando em um banco de dados mundial, sendo utilizados por grupos de pesquisa de inúmeros países. “Somos um grupo muito internacionalizado, com inúmeras parcerias. Também recebemos muitos pesquisadores estrangeiros e enviamos alunos de doutorado e pós-doutorado para países como Portugal e Estados Unidos”, acrescenta a pesquisadora.

Importância ambiental e potencial econômico

A agricultura é frequentemente apontada como uma das fontes de emissão de gases de efeito estufa, mas os estudos conduzidos pela UFSM mostram que sistemas produtivos bem manejados também podem remover carbono da atmosfera. As medições permitem identificar quais práticas agrícolas aumentam essa capacidade de captura, como o uso de plantas de cobertura, rotação de culturas, integração lavoura-pecuária e manejo adequado das pastagens.

Essas práticas podem abrir oportunidades para geração de créditos de carbono na agropecuária. Estimativas indicam que, se metade das áreas de pastagens naturais do Pampa fosse utilizada para geração de créditos de carbono, seria possível produzir cerca de 3,3 milhões de créditos por ano. Considerando um valor médio de US$ 10 por crédito, o potencial de receita chegaria a US$ 33 milhões anuais.

O que mostra o monitoramento

No arroz irrigado, a introdução de pastagens de inverno nas lavouras reduziu as emissões de CO₂ em 20% e de metano em 60%. As lavouras que cultivam soja e trigo podem absorver até três vezes mais CO₂ por hectare se intercaladas por plantas de cobertura. A produção de bovinos em pastagens do Pampa pode absorver CO₂ pelo correto manejo da pastagem, compensando as emissões de metano pelo gado. Já a lavoura de trigo é uma grande absorvedora de CO₂, mas deixá-la parada, sem cultivo, a torna uma emissora.


Próximos passos

Assim que cada um dos sistemas produtivos completar três anos de dados gerados, outras culturas poderão ser contempladas, como a integração entre lavoura e pecuária e a fruticultura. Outro passo futuro é trabalhar em projeto piloto de crédito de carbono. “Esses dados que estamos gerando podem servir como uma linha de base para saber se os agricultores estão absorvendo ou emitindo, sendo possível, então, entrar no mercado de crédito de carbono”, afirma Débora.





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Ministros das Relações Exteriores do G7 pedem fim dos ataques a civis na…


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VAUX-DE-CERNAY, França, 27 Mar (Reuters) – Os ministros das Relações Exteriores do grupo de nações do G7 pediram na sexta-feira o fim imediato dos ataques contra civis e infraestrutura civil na guerra do Irã.

Em uma declaração conjunta acordada no segundo dia de uma reunião do G7 na França — o país anfitrião deste ano — os ministros disseram ter ressaltado a importância de minimizar o impacto do conflito sobre os parceiros regionais, populações civis e infraestrutura crítica.

“Nós nos concentramos no valor de diversas parcerias, coordenação e iniciativas de apoio, inclusive para mitigar choques econômicos globais, como interrupções nas cadeias de suprimentos econômicas, energéticas, de fertilizantes e comerciais, que têm impactos diretos sobre nossos cidadãos”, disseram eles na declaração vista pela Reuters.

Os ministros também reiteraram a necessidade de restaurar a liberdade de navegação segura e livre no Estreito de Ormuz.

Os membros do G7 são Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão, juntamente com a União Europeia.

(Reportagem de Andrew Gray e John Irish)

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Semana Santa terá chuvas e menos calor no Sul e Sudeste


Os últimos dias de março serão marcados por temperaturas elevadas no centro-sul do Brasil, com previsão de máximas acima de 35°C e próximas de 38°C em algumas áreas entre sexta-feira (27) e segunda-feira (30). As informações são do Meteored, que aponta mudança no padrão climático a partir do início da próxima semana.

Segundo a análise, o calor persistente deve predominar até o fim de semana, com ocorrência de pancadas isoladas associadas à combinação de calor e umidade. “A precipitação prevista até domingo (29) no centro-sul do Brasil será na forma de tempestades isoladas”, informa o Meteored.

A partir de segunda-feira (30), a atuação de um vórtice ciclônico de altos níveis deve alterar o cenário climático, favorecendo o aumento das chuvas, principalmente na faixa leste das regiões Sul e Sudeste. De acordo com o Meteored, “esta circulação em altos níveis atua como uma forçante dinâmica, favorecendo a formação de nuvens e aumento das chuvas em determinadas regiões”.

As instabilidades devem atingir inicialmente o leste da Região Sul, avançando para áreas centrais. Há previsão de tempestades entre o norte do Rio Grande do Sul, oeste e centro de Santa Catarina e centro-sul do Paraná. No Sudeste, são esperadas chuvas fracas na faixa leste entre São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Na terça-feira (31), o sistema avança sobre o Rio Grande do Sul, reduzindo as chuvas no estado, enquanto favorece precipitações no Sudeste. O litoral norte do Paraná permanece em alerta para volumes mais elevados entre segunda e terça-feira.

O Meteored também indica possibilidade de tempestades em áreas do noroeste do Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com risco de rajadas de vento e granizo. Os maiores acumulados devem ocorrer entre o norte do Paraná e o sul de São Paulo, além do Espírito Santo, com volumes entre 60 mm e 70 mm.

Com o avanço das chuvas, a tendência é de redução das temperaturas na faixa leste do Sul e Sudeste. “As temperaturas máximas ficam abaixo de 30°C na faixa leste do Sul e Sudeste a partir de segunda-feira (30)”, aponta o Meteored. Na terça-feira (31), os termômetros podem marcar entre 20°C e 22°C nessas regiões, em função da maior nebulosidade e precipitação.

O modelo também indica recuo das áreas com temperaturas extremas ao longo dos próximos dias, sinalizando o início do alívio do calor no fim do mês.





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Em movimento estratégico, Agroallianz anuncia nova liderança feminina


A Agroallianz, joint venture entre a alemã DVA e a brasileira Coopercitrus, anuncia a chegada de Cristiane Gerbasi como nova Chief Financial Officer (CFO). A nomeação marca um momento estratégico na trajetória da companhia, alinhado ao fortalecimento de sua governança e à consolidação de uma visão orientada à sustentabilidade e ao crescimento estruturado. O anúncio ganha ainda mais relevância no momento em que se celebra o Mês das Mulheres, simbolizando o avanço consistente da liderança feminina em posições estratégicas, especialmente no agronegócio brasileiro.  

Com mais de 25 anos de trajetória no setor, Cristiane construiu uma carreira marcada pela consistência, formação contínua e profunda conexão com o campo. Natural de Ituverava (SP), filha de pais oriundos de Jaboticabal, iniciou sua trajetória no agronegócio ainda jovem, trilhando os mesmos caminhos de seu pai junto ao Grupo Maeda, referência histórica na cotonicultura brasileira.  “Não sou filha de produtor, mas fiz minha carreira inteira no agro. Comecei muito cedo e sempre soube onde queria chegar, mesmo sem saber exatamente quando chegaria”, afirma.  

Formada em Ciências Contábeis e, também, graduada em Administração, a executiva acumula vários MBAs e Especializações nas áreas de Governança, Compliance, Auditoria, Planejamento Tributário (Nacional e Internacional), Gestão e Estratégia Financeira, Planejamento Estratégico do Agronegócio, Economia, Economia Circular, Programa de Desenvolvimento de Dirigentes, Formação de Conselheiros (IBGC) e Marketing.  “Reconheço a importância desses estudos e gosto muito de aprender, portanto, ainda há muitos outros por vir”, afirma.  

Ao longo de sua trajetória, atuou em posições estratégicas nas áreas Comercial, Marketing, Planejamento, Negócios Internacionais e integrou o projeto de M&A da DVA no Brasil, adquirindo uma visão ampla e integrada de toda a cadeia.  

Um dos momentos mais transformadores de sua carreira foi a decisão de deixar o ambiente corporativo para assumir a gestão de uma fazenda de café no Sul de Minas Gerais. Durante uma década, liderou a profissionalização da operação, estruturando processos, implementando práticas de gestão modernas e fortalecendo a conexão entre eficiência produtiva e sustentabilidade.  

“Ali eu tive certeza de que era o agro. Quando você sai do escritório e coloca o pé na terra, você entende a realidade do produtor. Vivi geadas, incertezas e decisões difíceis. Isso muda completamente sua visão, com o olhar do produtor e com a experiência da indústria.”, relata.  

Sob sua liderança, a propriedade tornou-se referência em gestão, inovação e sustentabilidade, com iniciativas de economia circular, compostagem e reconhecimento como produtora de café Carbono Negativo, além de premiações pela qualidade e abertura ao mercado internacional.  

Paralelamente, Cristiane manteve forte atuação social, contribuindo com programas de orientação vocacional e capacitação de produtores.  “Compartilhar conhecimento sempre fez parte da minha caminhada. Quando o produtor cresce, toda a cadeia evolui junto”, destaca.  

Desafios  

Ao assumir a área financeira da Agroallianz, a executiva passa a integrar um momento decisivo para a companhia e para o setor, marcado,  pela necessidade de adaptação, disciplina financeira e visão estratégica de longo prazo.  

“Estamos vivendo um período de reorganização do crédito e de ajustes importantes no mercado. É fundamental mantermos uma visão equilibrada, responsável e conectada à realidade do agricultor, que é o centro de toda a cadeia”, afirma.  

Sua chegada também reforça um movimento cada vez mais presente no agronegócio: a ampliação da participação feminina em posições de liderança e tomada de decisão.  

“Durante muito tempo disseram que fazenda não era lugar de mulher. Aos 32 anos, fui para dentro dela provar para mim mesma que competência não tem gênero. Liderança é sobre preparo, visão, resiliência, adaptabilidade, estudo e capacidade de construir junto”, ressalta.  

Cristiane assume o novo desafio com o propósito de contribuir para o fortalecimento institucional da Agroallianz e apoiar sua próxima fase de evolução.  “Este é um momento de consolidar aprendizados e contribuir para construir uma estrutura sólida, sustentável e preparada para o futuro”, conclui.





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