quarta-feira, abril 1, 2026

Política & Agro

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Trabalhos para estimativa da safra 2025-2026 já foram iniciados



Os agentes estão realizando a derriça das plantas


Foto: Fundecitrus

Os trabalhos do departamento de Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) para anúncio da safra 2025-2026 já começaram. Os agentes estão realizando a derriça das plantas, e os frutos estão sendo enviados para contagem e pesagem.

Fernando Delgado, supervisor da PES, explica que esse é um momento fundamental para a coleta de dados que servirão como base para a estimativa. “Os frutos chegam aqui no barracão, vindos de toda parte do cinturão citrícola, e fazemos todo o processo de separação por florada, contagem e pesagem. Com isso, no dia 9 de maio, poderemos divulgar a estimativa da próxima safra”, detalha.

A pesquisa utiliza imagens de satélite em alta definição, que permitem a identificação dos pomares de citros. As propriedades citrícolas são visitadas por agentes do Fundecitrus, que medem e identificam todos os talhões de citros, coletando dados como quantidade e variedade. As informações sobre cada pomar são mantidas em sigilo. Os dados são contabilizados e agrupados por região, garantindo o anonimato dos participantes.

O trabalho segue um rigoroso protocolo metodológico, assegurando que as informações coletadas sejam precisas e representativas da realidade do setor citrícola.





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Pesquisadores do Fundecitrus participam de conferência e visitam instituições na Austrália para fortalecer parcerias no controle do greening


Nas últimas semanas, os pesquisadores do Fundecitrus Juan Arenas, Mônica Neli Alves e Sílvio Lopes participaram do XXIII Conference of the International Organization of Citrus Virologists, realizado em Mildura, uma das maiores regiões produtoras de frutas cítricas da Austrália.

Durante o evento, a pesquisadora Mônica Neli Alves apresentou os avanços das pesquisas conduzidas pelo Fundecitrus, que exploram o uso de espécies oceânicas no melhoramento genético de citros resistentes ao greening. Já o pesquisador e consultor do Fundecitrus Sílvio Lopes apresentou um panorama comparativo entre duas das principais doenças da citricultura mundial: o greening e a clorose variegada dos citros (CVC).

Além do evento, os pesquisadores também visitaram a Queensland University of Technology (QUT), universidade australiana de ensino e pesquisa localizada em Brisbane, e a Bundaberg Research Station – Department of Agriculture and Fisheries (DAF), um departamento do governo australiano que apoia pesquisas em agricultura, pesca e silvicultura, situado em Bundaberg. O objetivo da visita foi fortalecer a parceria já estabelecida com o DAF, por meio do melhorista de citros Malcolm W. Smith, visando o desenvolvimento de citros resistentes à bactéria causadora do greening.

Para Mônica Neli Alves, essa parceria é fundamental, considerando que o continente da Oceania é o centro de origem das espécies Microcitrus e Eremocitrus, previamente identificadas como resistentes à bactéria associada à presença do greening. “Desde 2021, interagimos com equipes de instituições australianas devido aos estudos com as espécies Microcitrus e Eremocitrus, conhecidas como limão-caviar (Finger Lime) e lima-do-deserto (Desert Lime). Estudos demonstraram que essas espécies são menos suscetíveis e, em alguns casos, resistentes à Candidatus Liberibacter asiaticus, bactéria associada ao greening”, explica.

A pesquisadora destaca que essas espécies são sexualmente compatíveis com citros comerciais (laranjas, limas, limões e tangerinas), originários da Ásia. “Por esse motivo, são materiais extremamente importantes para a identificação de genes de resistência e marcadores moleculares a serem incorporados no programa de melhoramento genético do Fundecitrus, visando um controle mais sustentável e eficiente da doença”, conclui.





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Reunião com citricultores de Brotas e Pirangi reforça medidas de controle do greening



Ao todo, cerca de 40 produtores participaram das reuniões


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus realizou, na última quarta-feira (26), reuniões com citricultores dos municípios paulistas de Brotas e Pirangi para reforçar o controle da população de psilídeo e manejo do greening.

Em Brotas, o encontro foi ministrado pelo engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Murilo Piccin, que destacou os índices de captura de psilídeos na região e a necessidade de fortalecer ações que promovam impacto direto na mitigação da doença.

Em Pirangi, o engenheiro-agrônomo Olavo Bianchi ressaltou a necessidade de os produtores darem continuidade ao trabalho que vêm desenvolvendo no controle do inseto, uma vez que os índices de captura apresentaram uma queda na região.

Ao todo, cerca de 40 produtores participaram das reuniões realizadas nos dois municípios. 





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entenda os motivos da alta no preço



Onda de calor impacta colheita




Foto: Canva

O preço do tomate longa vida apresentou alta expressiva nas últimas semanas. Na Ceasa Serra, o quilo foi cotado a R$ 4,00, enquanto na Ceasa Porto Alegre, o valor chegou a R$ 5,00. Os produtores que vendem para intermediários receberam entre R$ 3,00 e R$ 3,50 por quilo, dependendo do calibre do fruto.

O aumento nos preços é atribuído à menor oferta do produto em março, reflexo da onda de calor que antecipou a colheita em fevereiro. “A redução dos volumes disponíveis no mercado impactou diretamente os preços”, aponta o relatório.

O tomate longa vida, que estava a R$ 5,00/kg, chegou a R$ 7,50/kg, uma alta de 50%. A tendência de valorização é comum entre o fim de março e o início de abril, período de encerramento da safra. Em anos anteriores, o quilo do tomate atingiu R$8,00, e a expectativa é de que o cenário se repita em 2025.





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Tecnologia regulariza lotes da reforma agrária



Os recibos podem ser consultados digitalmente



Os recibos podem ser consultados digitalmente
Os recibos podem ser consultados digitalmente – Foto: Pixabay

Uma nova ferramenta digital desenvolvida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em parceria com a Agência de Inovação Zetta/UFLA, está transformando a regularização ambiental de assentamentos rurais no Brasil. O Módulo Lote CAR (MLC) individualiza o cadastro dos lotes no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), garantindo segurança jurídica aos assentados e facilitando o acesso a políticas públicas. O projeto conta com a colaboração do Serviço Florestal Brasileiro e da Agência Alemã de Cooperação Técnica.

O MLC permite a individualização dos lotes digitalmente por meio da divisão do assentamento dentro do sistema. Um servidor do Incra ou colaborador autorizado analisa as informações do lote e, após validação, o sistema gera um arquivo .CAR, sincronizando automaticamente os dados com o SICAR. Caso esteja em conformidade, um recibo de registro no Cadastro Ambiental Rural é emitido, documento essencial para acesso a créditos e programas de incentivo.

Os recibos podem ser consultados digitalmente, por unidades do Incra e instituições parceiras, garantindo mais transparência e segurança nas informações. Com a regularização ambiental concluída, os assentados podem acessar créditos rurais, projetos de infraestrutura e programas de assistência técnica. Essa inovação reforça o compromisso com a modernização da reforma agrária, agilizando processos e ampliando oportunidades para a agricultura familiar no Brasil.

“Pode-se afirmar que o Módulo Lote CAR (MLC) constitui uma ramificação do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR). A Zetta, por sua vez, destaca-se como a instituição detentora do maior conhecimento e expertise em relação à plataforma do SICAR, uma vez que, em conjunto com o Serviço Florestal Brasileiro, foi responsável pelo desenvolvimento do sistema. Dessa forma, a agência – munida de todo o arcabouço técnico e jurídico que envolve o MLC – desempenha um papel fundamental no processo de aprimoramento contínuo e na evolução do sistema”, destaca a equipe Zetta.

 





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perspectivas de Rubia Soares na CIWF


 Rubia Soares é gerente Sênior de Negócios Alimentares

Em uma indústria definida por cadeias de suprimentos complexas e expectativas dos consumidores em constante evolução, a Gerente Sênior de Negócios Alimentares Rubia Soares está trabalhando para fazer a diferença. Atuando principalmente nas regiões da Ásia-Pacífico e da América Latina, Rubia trabalha para apoiar empresas em diversos setores da indústria de alimentos  para fortalecer suas políticas e práticas de bem-estar dos frangos de corte.

Há cinco anos Rubia trabalha na Compassion in World Farming (CIWF), uma organização internacional de referência e dedicada ao bem-estar animal. O objetivo da CIWF é transformar a pecuária e reformular o sistema alimentar para beneficiar a vida dos animais, das pessoas e da saúde do planeta.

De profissional da indústria a defensora de mudanças

Com 15 anos de experiência prévia na indústria global de carnes, Rubia já trabalhou em diversos setores, incluindo processadoras de carne, importadoras, distribuidoras, empresas de comércio e varejistas. Ela compreende os desafios que as empresas enfrentam ao fazer a transição para práticas de bem-estar mais elevadas, mas também enxerga as oportunidades, como a melhoria no bem-estar animal, a maior qualidade dos produtos e o aumento da confiança do consumidor.

Rubia é graduada em Zootecnia pela Universidade de São Paulo, no Brasil, com especialização em produção, processamento e controle de qualidade de carnes. Posteriormente, obteve um MBA em Comércio Internacional, adquirindo um conhecimento aprofundado tanto dos aspectos técnicos quanto comerciais da indústria alimentícia.

Apesar de ter trabalhado muitos anos no comércio internacional, Rubia sempre manteve um forte compromisso com o bem-estar animal e desenvolveu um grande interesse pela produção ética e sustentável. Em 2012, inspirada pelo livro Farmageddon: The True Cost of Cheap Meat, de Philip Lymbery, CEO global da CIWF, que expõe os impactos da produção pecuária industrial, ela se engajou profundamente na missão da CIWF. Quando surgiu a oportunidade de se juntar à organização, ela não hesitou.

“Percebi que era hora de me reconectar com a paixão que me levou a me tornar Zootecnista”, reflete. “Estava determinada a me dedicar a melhorar o bem-estar animal e promover mudanças significativas na produção de alimentos.”

Rubia também é uma Oficial de Bem-Estar Animal certificada, treinada pela Universidade de Bristol e pela Animal Welfare Training Ltd, especializada no bem-estar de frangos de corte em todos os estágios de produção, incluindo incubação, granja, transporte e abate.

Rubia Soares / Divulgação

Uma abordagem prática para o bem-estar dos frangos de corte

Na CIWF, Rubia ajuda empresas do setor alimentar a enfrentar os desafios da melhoria do bem-estar dos frangos de corte em suas cadeias de suprimentos, orientando-as em mudanças de políticas, superando obstáculos e apoiando compromissos de longo prazo.

“Minha experiência na indústria de carnes me proporcionou um entendimento sólido sobre como funciona a cadeia de suprimentos dos frangos de corte e todos os elementos que precisam estar alinhados para transformar compromissos de bem-estar em progresso mensurável. Entendo os desafios enfrentados pelas empresas ao fazer mudanças, mas também vejo as oportunidades e soluções que tornam a produção de maior bem-estar uma opção viável”, explica.

Por que o ‘Better Chicken Commitment’ é importante?

Uma iniciativa importante que Rubia apoia ativamente é o Better Chicken Commitment (BCC). Esse conjunto de critérios com respaldo científico estabelece diretrizes claras para a produção responsável de frangos de corte e foi desenvolvido para abordar os principais problemas de bem-estar na criação convencional – raças de crescimento rápido, superlotação, falta de enriquecimento e métodos inadequados de atordoamento – e, ao mesmo tempo, garantir que as soluções permaneçam práticas, escalonáveis e economicamente viáveis.

“O que torna o BCC especialmente importante”, diz Rubia, “é sua base científica sólida. Ele fornece um modelo baseado em evidências para melhorar o bem-estar dos frangos de corte, ao mesmo tempo em que faz sentido do ponto de vista empresarial.”

Da esquerda para a direita: Laurent Opportune – Managing Director of Prosun Farm Co., Ltd. (Klong Phai Farm), Dr. Sureerat Phuvasate – Quality Assurance Manager at Betagro Group, Dr. Andrew Butterworth – Animal Welfare Training Ltd, e Rubia Soares – CIWF / Divulgação

Muitas empresas estão cada vez mais conscientes dos riscos reputacionais e financeiros associados a práticas de bem-estar precárias, incluindo interrupções na cadeia de suprimentos, crescente demanda dos consumidores por produtos de maior bem-estar e mudanças regulatórias em diversos mercados. O BCC ajuda as empresas a preparar suas cadeias de suprimentos para o futuro, adaptando-se às expectativas do mercado e assumindo um papel de liderança na produção alimentar ética.

“O BCC é viável e sustentável, fornecendo um caminho para que produtores e empresas do setor alimentício façam a transição sem comprometer sua rentabilidade”, acrescenta.

Rubia apoia as empresas na compreensão dos passos necessários para cumprir o BCC, compartilhando casos de sucesso, conectando-as com os parceiros certos e oferecendo orientação técnica para garantir que se sintam confiantes na transição.

Celebrando o progresso na indústria alimentícia

Além de oferecer suporte para melhorias nas políticas e cadeias de suprimentos das empresas do setor alimentício, a CIWF reconhece as empresas que tomam medidas concretas por meio do Good Farm Animal Welfare Awards, premiação anual que celebra empresas que fazem avanços significativos no bem-estar animal em suas cadeias produtivas.

“Na Compassion, focamos na colaboração positiva, e as premiações celebram as empresas que fazem a diferença ao atender a critérios-chave de bem-estar para os animais em suas cadeias de suprimentos dentro do prazo de cinco anos. Esse reconhecimento é extremamente motivador para a indústria – é a minha época favorita do ano”, afirma Rubia.

No ano passado, em Paris, a produtora brasileira de ovos Planalto Ovos foi reconhecida no programa de premiação da CIWF por seu compromisso com o bem-estar animal. A empresa recebeu o Good Egg Award, destacando seus esforços para melhorar as condições de produção das galinhas poedeiras, encerrando o uso de sistemas em gaiolas.

Da esquerda para a direita: Renata de Freitas Ferreira Mohallem – Analista da Qualidade, Daniel Mohallem – Diretor da Planalto Ovos Ltda, Rubia Soares – Gerente Sênior de Negócios Alimentares e Philip Lymbery – CEO Global da Compass / Divulgação

Olhando para o futuro: o que vem a seguir para o bem-estar dos frangos de corte?

Rubia imagina um futuro em que o bem-estar animal seja o pilar central de um sistema alimentar responsável e resiliente. “Ainda há um longo caminho a percorrer, mas cada passo adiante importa”, ressalta. “Vejo um futuro em que nossos sistemas alimentares sejam reinventados para priorizar o bem-estar dos animais, a saúde do nosso planeta e a resiliência das nossas comunidades. O trabalho dos vencedores de nossas premiações e dos adotantes do Better Chicken Commitment está promovendo mudanças reais em direção a esse futuro. Ainda há muito a ser feito, mas sou grata por contribuir para esse trabalho transformador por meio da minha função na Compassion.”

Se sua empresa deseja saber mais sobre a CIWF, entre em contato pelo e-mail: [email protected]

Sobre Rubia Soares

Rubia ingressou na Compassion para se reconectar com o motivo principal pelo qual se tornou Zootecnista e para se dedicar à produção ética e sustentável de produtos de origem animal. Ela possui graduação em Zootecnia pela Universidade de São Paulo (Brasil) e especialização em produção de carne, processamento e controle de qualidade de produtos alimentícios. Além disso, tem um MBA em Comércio Internacional e trabalha há 15 anos na indústria da carne, atuando em diferentes tipos de empresas, como processadoras de carne, importadoras e distribuidoras, empresas de comércio e varejistas.





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Chuvas irregulares impactam safras no Brasil, aponta USDA



Estiagem pode afetar rendimentos




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na última terça-feira (25) o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, destacando a irregularidade das chuvas nas principais regiões agrícolas do Brasil. Segundo o relatório, a precipitação foi escassa em grande parte do Centro-Oeste e Sul do país, com volumes abaixo de 25 mm em muitos municípios. No Rio Grande do Sul, a seca foi praticamente total.

A falta de chuvas regulares tem afetado o desenvolvimento das lavouras. “Embora a chuva limitada tenha sido bem-vinda em algumas áreas do Centro-Oeste, ajudando na segunda safra de milho e no algodão, os acumulados desde 1º de fevereiro estão abaixo da média”, informa o boletim. A situação é semelhante à do ano passado, com impactos diretos nos rendimentos da segunda safra, que depende das precipitações sazonais até abril.

No Rio Grande do Sul, a seca tem favorecido a maturação e colheita da soja, que atingiram 33% e 5% da área plantada, respectivamente. No entanto, 48% das lavouras ainda estão na fase de enchimento de grãos. “Mais chuvas seriam bem-vindas para garantir o desenvolvimento adequado dessa parcela da safra”, destaca o USDA





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Feira destaca produção integrada e tecnologias inteligentes



A produção integrada de culturas retorna ao foco



A produção integrada de culturas retorna ao foco
A produção integrada de culturas retorna ao foco – Foto: Pixabay

Entre os dias 9 e 15 de novembro de 2025, Hannover, na Alemanha, sediará a Agritechnica, maior feira mundial de máquinas agrícolas. Com o tema “Touch Smart Efficiency”, o evento reunirá inovações voltadas à produção integrada de culturas, promovendo práticas sustentáveis e eficientes. Organizado pela DLG (Sociedade Agrícola Alemã), a feira apresentará soluções para rotação de culturas, melhoramento genético, controle mecânico de ervas daninhas e uso de tecnologias digitais na proteção e nutrição de lavouras.  

A produção integrada de culturas retorna ao foco diante de desafios como a eliminação de ingredientes ativos e o aumento da resistência de pragas e plantas invasoras. Métodos mecânicos, como capinas guiadas por sensores e inteligência artificial, estão ganhando espaço ao reduzir a necessidade de herbicidas. Além disso, estratégias como rotação de culturas e plantio intercalar ajudam a mitigar doenças e melhorar a saúde do solo. No controle químico, o uso de defensivos e fertilizantes se torna mais preciso, minimizando impactos ambientais. Sensores e distribuidores pneumáticos garantem uma aplicação eficiente, reduzindo perdas e protegendo cursos d’água.  

O evento também destacará técnicas para controle de plantas daninhas na fase de plantio, como o falso plantio e a incorporação de resíduos pós-colheita, que estimulam a germinação precoce de invasoras, facilitando seu manejo. A escolha de culturas mais competitivas e ajustes no espaçamento entre linhas também são estratégias que ajudam a reduzir a pressão de plantas indesejadas.  

Com o avanço da digitalização e a necessidade de sistemas agrícolas mais eficientes, a Agritechnica 2025 será um marco para a adoção de novas tecnologias. A feira oferecerá aos visitantes acesso direto às últimas inovações e oportunidades para otimizar práticas agrícolas, promovendo maior produtividade com menor impacto ambiental.

 





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Colheita do arroz ultrapassa 50% da área plantada



Fronteira Oeste lidera colheita do arroz no Rio Grande do Sul




Foto: Divulgação

A colheita do arroz avança e atinge 51,66% da área semeada no Rio Grande do Sul, o que representa 501.276,67 hectares colhidos. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do arroz (Irga), a Fronteira Oeste lidera os trabalhos, com 71,41% da área plantada já colhida, seguida pela Planície Costeira Externa (61,41%), Planície Costeira Interna (53,25%), Campanha (40,91%), Região Central (34,76%) e Zona Sul (31,92%).

Segundo Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural, as condições climáticas têm sido favoráveis e possibilitado aos produtores uma janela de trabalho prolongada. “A Zona Sul é a regional que mais avançou proporcionalmente na colheita. Foi a última regional a iniciar o plantio e, consequentemente, a última a dar início à colheita, porém ela tem avançado rapidamente em razão de toda a organização e mecanização dos produtores da região”, afirma o agrônomo. Ele também destaca que a safra deve se estender durante o mês de abril e possivelmente até maio.

Os dados sobre o progresso da colheita do arroz são coletados e divulgados semanalmente pelo Irga, por meio da plataforma Safra. O sistema fornece informações detalhadas sobre o andamento da semeadura e da colheita e é atualizado pelos 37 escritórios do Irga distribuídos nas regiões arrozeiras do estado.





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Brasil quer exportar carne e etanol para o Japão


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participaram, na terça-feira (25), de uma reunião com empresários da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). O encontro teve como objetivo discutir a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira e contou com a presença de ministros do Governo Federal que integram a comitiva oficial.

O presidente destacou que, em 2011, o comércio entre Brasil e Japão alcançou US$ 17 bilhões, enquanto atualmente gira em torno de US$ 11 bilhões. “Significa que, de pronto, a gente tem seis bilhões para recuperar nessa visita”, afirmou. Ele ressaltou que o comércio exterior exige reciprocidade. “A gente tem que vender e a gente tem que comprar”.

Lula mencionou também que a missão busca ampliar parcerias em setores estratégicos, como o aeronáutico e o de transição energética. “Nós estamos percebendo o crescimento da transição energética com o hidrogênio verde, com energia limpa, e o Brasil está dando um salto de qualidade na questão do etanol. A gente está pensando em elevar para 30% a mistura, tanto da gasolina quanto do biodiesel, e vamos conversar com o primeiro-ministro (do Japão, Shigeru Ishiba). Se o Japão usar 10% de etanol na gasolina, é um salto extraordinário, não apenas para que a gente exporte, mas para que eles possam produzir no Brasil”, afirmou.

O ministro Carlos Fávaro reforçou que o encontro com a Abiec tem como meta a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira. “Nossas indústrias estão aptas a atender às exigências sanitárias e comerciais feitas pelo Japão. O ajuste nos protocolos sanitários de aves e o reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação para mais alguns estados amplia também o mercado de carnes suínas, muito importante, porque o Brasil é competitivo”, declarou. Segundo ele, o processo de negociação para exportação da carne bovina ao Japão ocorre há mais de 20 anos. “O último protocolo já está há cinco anos sendo debatido. A gente vai trabalhar para que caminhe agora para a finalização e abertura deste mercado importante. Isso vai garantir mais competitividade aos nossos empresários e fazer com que a carne brasileira ganhe espaço no mundo e seja mais competitiva no mercado interno”, acrescentou.

Fávaro destacou que, nos últimos dois anos, o Brasil abriu 344 novos mercados para produtos agropecuários. “É um recorde absoluto de todos os tempos, mostrando que o Brasil atingiu um patamar de segurança alimentar para o mundo. Em qualquer crise alimentar e sanitária, o Brasil consegue ser suprimento para todos os países”, disse.

O ministro ressaltou ainda o trabalho para impedir a chegada da gripe aviária ao Brasil. “A gripe aviária tomou conta de todos os continentes e o Brasil é um dos pouquíssimos países que não tem gripe aviária nos plantéis comerciais, garantindo o suplemento de quase 40% da carne de frango consumida no mundo, com qualidade, segurança e preços competitivos”.

Para o ministro dos Transportes, Renan Filho, a estrutura logística do país é um diferencial para ampliar exportações. “Nós, ministros da área de infraestrutura, estamos aqui para dizer que toda essa transformação do setor produtivo precisa ter condições logísticas para exportar. E a grande pergunta é: o Brasil tem ou não? Claro que tem! A gente exporta muito mais barato do que outros países. Enquanto o Brasil tem um custo para produzir uma arroba de carne e exportar a 55 dólares, os Estados Unidos têm custo superior a 100 dólares”, afirmou.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou avanços na infraestrutura portuária. “O Brasil, na década de 80 e 90, tinha praticamente 50% do escoamento da produção pelo Porto de Santos. Hoje, estamos em torno de 30% e queremos diminuir cada vez mais para que a gente possa ampliar a logística nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, para que a gente possa fazer um grande plano nacional de escoamento da produção do país”.

Ele acrescentou que o setor portuário registrou crescimento em 2024. “Tivemos um aumento de 5% e o setor de contêineres alcançou o maior volume de movimentação da história, com crescimento de quase 18%. Estamos ampliando investimentos para que a gente possa fazer o melhor escoamento da produção, que vai desde uma ferrovia, de uma estrada, de uma hidrovia ao porto, para que a gente possa dar condições estruturais a esses novos mercados”.

O empresário Renato Costa demonstrou otimismo com os resultados da missão brasileira. “(O Japão) é um mercado importante, o terceiro maior importador. Vejo que é bom para a indústria, para o produtor, para o país. Estamos sim bastante confiantes”, afirmou.





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