terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Mato Grosso bate recorde de exportação de carne em março



Mato Grosso registrou um volume recorde de exportações de carne bovina




Foto: Pixabay

Mato Grosso registrou um volume recorde de exportações de carne bovina em março de 2025. Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (14), o estado embarcou 164,32 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) no primeiro trimestre do ano, o que representa 20,63% das exportações nacionais no período.

De acordo com o levantamento, o volume exportado aumentou 6,25% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando foram registradas 154,66 mil toneladas. O desempenho foi atribuído a um conjunto de fatores econômicos e produtivos. “A combinação entre a valorização do dólar, a maior oferta de carne pelos frigoríficos e a retração da demanda interna contribuiu para o redirecionamento da produção ao mercado externo”, avaliou o Imea.

Além do crescimento no volume, a receita obtida com as exportações também alcançou um patamar inédito. Em março, foram gerados US$ 232,88 milhões, valor 28,76% superior ao registrado no mesmo mês de 2024. Segundo o instituto, a alta foi impulsionada por um aquecimento na demanda internacional pela carne bovina brasileira.





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Chuva favorece caqui em Caxias do Sul



A colheita de caqui segue em ritmo acelerado




Foto: Pixabay

A colheita de caqui segue em ritmo acelerado na região administrativa de Caxias do Sul, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar. A chuva registrada no período contribuiu para a recuperação da umidade do solo e do ar, condições que estavam comprometidas anteriormente.

De acordo com o informativo, a redução nas temperaturas também colaborou para a melhora no calibre e na turgidez dos frutos, além de beneficiar o desenvolvimento das plantas. “As condições climáticas mais amenas favoreceram a qualidade dos frutos e o bem-estar dos pomares”, informou a Emater/RS-Ascar.

A colheita está sendo realizada tanto em pomares em estágio avançado quanto naqueles onde foi aplicada giberelina, substância usada para retardar a maturação das frutas. A avaliação fitossanitária aponta que não há ocorrências relevantes de doenças ou pragas, mantendo o estado das plantações dentro da normalidade.

No entanto, mesmo com a boa condição das lavouras, os preços seguem em queda. A principal causa apontada pela Emater é a elevação da oferta de caquis provenientes de outras regiões do país, o que tem pressionado o mercado local. O preço da fruta varia entre R$ 2,50 e R$ 3,50 por quilo, conforme o calibre dos frutos.





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Embrapa Soja celebra 50 anos comemorando sucesso da soja no Brasil


No dia 16 de abril de 2025, a Embrapa Soja, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, completa 50 anos com uma série de ações comemorativas para celebrar sua contribuição no desenvolvimento da soja no Brasil, hoje maior produtor mundial de soja com 167 milhões de toneladas, na safra 2024/25, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).Como parte das comemorações, a Embrapa Soja está organizando uma publicação que irá abordar a relevância da soja, a contribuição da Embrapa e seus parceiros para a sojicultura brasileira, assim como pensar e projetar o futuro da pesquisa e os novos caminhos para esta cultura. Também elaborou um hotsite que reúne um histórico de sua atuação, a partir de uma linha do tempo, assim como as principais linhas de pesquisa atuais e a história da cultura soja, com indicação de publicações gratuitas para baixar: www.embrapa.br/soja/50anos.

Eventos comemorativos – No dia 26 de maio, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR), às 13h30, será realizado o workshop Embrapa Soja 50 anos: histórico e perspectivas, cujo objetivo é debater o papel da Embrapa Soja na liderança brasileira na produção mundial de soja, assim o desenvolvimento tecnológico e inovação como base para manutenção da sustentabilidade produtiva de soja brasileira. O evento é aberto ao público, mediante inscrição pelo site da Embrapa Soja: www.embrapa.br/soja.

Entre os dias 21 e 24 de julho de 2025, a Embrapa Soja realiza o X CBSoja e Mercosoja 2025 (CBSoja), em Campinas-SP. Com o tema “100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã”. Em sua décima edição, o Congresso irá celebrar os 50 anos da Embrapa Soja e debater os principais pilares da cadeia produtiva, com foco na agregação de valor e no desenvolvimento de uma agricultura sustentável, com base tecnológica e inovação digital. A programação inicial e inscrições estão disponíveis no site: cbsoja.com.br.

Contribuições históricas

Quando a Embrapa Soja foi criada, em 1975, o Brasil era importador de alimentos e a produção nacional de soja era de, aproximadamente, 10 milhões de toneladas. “O incremento da produção brasileira, ao longo de 50 anos, vem sendo baseado em ciência e inovação. O Brasil consegue, assim, produzir mais em menos espaço e com bastante eficiência e competitividade”, destaca o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno.

Segundo Nepomuceno, em 1975, a Embrapa Soja tinha o propósito de desenvolver tecnologias para produção de soja no Brasil, porém, a instituição tornou-se referência mundial em pesquisa para a cultura em regiões tropicais.  “Até 1970, os plantios comerciais de soja no mundo restringiam-se a regiões de climas temperados e subtropicais, cujas latitudes estavam próximas ou superiores aos 30º. Os pesquisadores da Embrapa Soja e seus parceiros romperam essa barreira, ao desenvolver variedades adaptadas às condições tropicais com baixas latitudes”, conta Nepomuceno. A Embrapa Soja teve protagonismo no desenvolvimento da soja brasileira, tanto que, em 50 anos, a instituição desenvolveu cerca de 440 cultivares de soja. Para apoiar os programas de melhoramento genético, a Embrapa Soja possui um dos maiores bancos ativos de germoplasma de soja do mundo – uma coleção de sementes com mais de 65 mil acessos de soja.

Além do desenvolvimento de cultivares, criou-se um sistema para produção de soja tropical. “Isso inclui recuperação/manutenção da fertilidade do solo, técnicas de manejo da cultura, controle de plantas daninhas e pragas e doenças, melhoria da qualidade das sementes, entre outras. Esse conjunto de tecnologias tem permitido a sustentabilidade agrícola da cultura da soja no Brasil”, reforça Nepomuceno.

A adoção do Manejo Integrado de Insetos (MIP-Soja), por exemplo, permite reduzir o uso de inseticidas na lavoura em 50%, garantindo maior lucratividade ao sojicultor, além de maior preservação ambiental, explica Nepomuceno. Outra contribuição ao sistema produtivo da soja foi a inoculação com bactérias fixadoras de N (rizóbios). Somente em 2023, essa solução propiciou uma economia estimada de 25 bilhões de dólares, ao dispensar o uso de adubos nitrogenados. A Embrapa Soja estima esse valor considerando a área de soja, a produção de soja, o valor do fertilizante (ureia), e a eficiência de uso do fertilizante nitrogenado. Em 2014, a Embrapa Soja identificou outra bactéria benéfica que estimula o crescimento da soja (Azospirillum). A associação dessas bactérias resulta em ganhos de produtividade da ordem de 16%, por ano. A fixação biológica de nitrogênio utilizada na cultura da soja também permite redução de emissão de gases de efeito estufa.

“A preocupação com a sustentabilidade dos sistemas produtivos sempre foi uma prioridade que norteia as ações da cadeia produtiva da soja”, reforça Nepomuceno. “Além disso, nossas pesquisas estão direcionadas para o aumento da produtividade com racionalização de custos, permitindo a obtenção de renda adequada ao produtor, segurança alimentar e benefícios sociais”, avalia.

A Embrapa Soja também tem forte contribuição para a implementação de políticas públicas, a exemplo do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC-Soja), do vazio sanitário da soja, de normativas na área qualidade de sementes e grãos e de regulamentação de misturas em tanque de agrotóxicos, entre outras ações. 

Embrapa Soja do século XXI – Para colaborar com sustentabilidade produtiva da soja, atualmente, a Embrapa vem fortalecendo suas ações em quatro eixos de pesquisa: Genética Avançada, Bioinsumos, Soja Baixo Carbono e Agricultura Digital. Pesquisas vêm sendo direcionadas para aumentar a participação de insumos biológicos no controle de insetos-praga e doenças e na promoção do crescimento de plantas, bem como a substituição de fertilizantes de origem não renovável por insumos de base biológica.

Nestas primeiras décadas do século atual, a biologia molecular e a engenharia genética têm produzido mudanças no desenvolvimento de novas cultivares de soja. Os pesquisadores da Embrapa Soja vem utilizando seleção assistida por marcadores moleculares no melhoramento vegetal para desenvolver cultivares, o que traz maior máxima eficiência, rapidez e com baixo custo. “A utilização da edição gênica permite avanços rápidos no melhoramento genético para uma grande amplitude de características, como, por exemplo, melhoramento da qualidade do óleo e da proteína, assim como resistência a doenças, cultivares de soja mais tolerantes às adversidades climáticas”, explica Nepomuceno.

Aliado a isso, diferentes tecnologias pretendem contribuir para a conservação dos recursos ambientais e a mitigação da emissão de gases causadores do efeito estufa. O Programa Soja Baixo Carbono, por exemplo, está criando diretrizes e protocolos para certificar a sustentabilidade da produção de soja brasileira, tornando tangíveis aspectos qualitativos e quantitativos das emissões e do sequestro de carbono no processo de produção do grão. Está sendo pautado na mensuração dos benefícios e na certificação das práticas de produção que comprovadamente reduzam a emissão de Gases de Efeito Estufa.

A transformação digital é outra vertente de pesquisa que vem trazendo mudanças no campo, por meio de soluções de conectividade, sensoriamento remoto, sensores, drones, entre outras. “A agricultura digital potencializa o planejamento e o monitoramento das lavouras, a racionalização no uso de insumos facilitando e aumentando a eficiência do produtor em suas decisões, permitindo o incremento da produtividade e da rentabilidade”, defende Nepomuceno.

Perfil da Embrapa Soja

A Embrapa Soja é uma das 43 unidades de pesquisa da Embrapa. Fundada em 16 de abril de 1975, em Londrina (PR), a Embrapa Soja tem seu histórico pautado no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a cultura da soja. A Embrapa Soja defende e orienta sobre práticas de manejo responsável que vão desde a semeadura até a pós-colheita da soja. As tecnologias são colocadas a serviço da sustentabilidade dos sistemas de produção e atendem diferentes perfis e tamanhos de propriedades agrícolas, contribuindo para a rentabilidade do produtor, gerando assim benefícios para toda a sociedade. A Embrapa Soja também estimula o desenvolvimento do trigo no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul e teve uma contribuição importante para o estabelecimento da cultura de girassol no Brasil.

Sua sede, no distrito de Warta, dispõe de 22.390 m2 de área construída, divididos em 34 casas de vegetação, 34 laboratórios, auditório com salas de apoio, biblioteca, restaurante, garagem para veículos e máquinas agrícolas, galpões de apoio, cozinha experimental e prédios administrativos. A Embrapa Soja possui ainda dois campos experimentais: a Fazenda Maravilha (Londrina-PR), onde são feitas pesquisas na área de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) e de manejo de solo e a Fazenda Modelo, localizada em Ponta Grossa (PR), onde são conduzidas atividades de melhoramento genético e de produção de sementes. Atualmente, a Embrapa Soja conta com 252 empregados, sendo 61 pesquisadores, a maioria com doutorado e pós-doutorado em diversas áreas do conhecimento. 





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Exportações somam US$ 12,9 bi até 2ª semana de abril


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,6 bilhão na segunda semana de abril, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (14) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No acumulado do mês, o saldo positivo somou US$ 3,2 bilhões, com uma corrente de comércio de US$ 22,5 bilhões, resultado de US$ 12,9 bilhões em exportações e US$ 9,7 bilhões em importações.

No acumulado de 2025 até a segunda semana de abril, o superávit da balança comercial alcança US$ 13,2 bilhões. As exportações totalizam US$ 90,2 bilhões, enquanto as importações chegam a US$ 77 bilhões. A corrente de comércio no período é de US$ 167,2 bilhões.

A Secex aponta que, até a segunda semana do mês, houve crescimento de 8,3% nas exportações do setor agropecuário, que somaram US$ 3,57 bilhões. Já a indústria extrativa registrou queda de 9,9%, atingindo US$ 2,75 bilhões. A indústria de transformação teve alta de 7,5%, com vendas de US$ 6,46 bilhões. Segundo o ministério, “a combinação desses desempenhos resultou em aumento do total exportado no mês”.

Entre os produtos com maiores avanços nas exportações, destacam-se o milho não moído, com alta de 228,6%, o café não torrado (23,5%) e a soja (6,3%). Na indústria extrativa, cresceram as vendas de pedra, areia e cascalho (121,1%), minérios de Cobre (19%) e minérios de níquel (170,9%). A indústria de transformação se destacou com aumentos nas exportações de carne bovina (26,6%), produtos de Ferro ou aço (96,5%) e ouro não monetário (92,8%).

Apesar do desempenho geral positivo, alguns produtos apresentaram recuos. Na agropecuária, houve queda nas vendas de trigo e centeio não moídos (-63,3%), animais vivos (-19,6%) e algodão em bruto (-12,2%). Também houve recuos nas exportações de minério de ferro (-17,4%) e petróleo bruto (-9,3%). Na indústria de transformação, caíram as vendas de açúcares (-23%) e de bombas e compressores (-59,9%).

No lado das importações, houve crescimento de 28,2% na agropecuária, com compras de US$ 290 milhões. A indústria extrativa teve retração de 4,1%, somando US$ 630 milhões. Já a indústria de transformação avançou 8,5%, alcançando US$ 8,69 bilhões.

Entre os itens que puxaram as importações, destacam-se o milho (226,6%), o café não torrado (11.961,4%) e o cacau (524,9%). Também aumentaram as compras de fertilizantes brutos (234,3%), gás natural (31,5%) e medicamentos (43,1%). Em sentido oposto, recuaram as importações de soja (-89,3%), pescados (-20,8%), produtos hortícolas (-29,3%) e petróleo bruto (-19,9%).





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Safra de grãos em Goiás deve bater recorde em 2025



Soja, milho e feijão puxam alta da produção




Foto: Divulgação

Segundo as informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) sobre a estimativa divulgada na úlitma quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), o produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em Goiás deve alcançar 38,4 milhões de toneladas na safra de 2025. O número representa um crescimento de 19% em relação à safra de 2024, quando o estado colheu 32,3 milhões de toneladas.

O resultado do levantamento projeta a maior safra da série histórica da pesquisa. “Esse crescimento é reflexo direto da expansão da área plantada e da melhora no rendimento das lavouras”, informou a pasta.

A área colhida no estado passou de 7,8 milhões para 8,1 milhões de hectares entre 2024 e 2025, um aumento de 3,7%. Ao mesmo tempo, o rendimento médio das principais culturas também avançou, influenciado por condições climáticas favoráveis e adoção de tecnologias no campo.

De acordo com o divulgado pela Seapa, entre os cultivos que puxaram a alta estão o milho e o feijão, com crescimento previsto tanto nas safras de verão quanto nas safras de inverno. A soja, principal cultura do estado, tem estimativa de aumento de 17,3% na produção. Mesmo com redução na área plantada de trigo, a produtividade do cereal deve crescer 25%, o que mostra o impacto direto do investimento em manejo e tecnologia.

Ainda segundo o levantamento do IBGE, todas as culturas mencionadas apresentam rendimento superior ao registrado no ciclo anterior.





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Brasil pode se beneficiar de tensões comerciais



No campo das commodities, o café brasileiro mantém sua competitividade



No campo das commodities, o café brasileiro mantém sua competitividade
No campo das commodities, o café brasileiro mantém sua competitividade – Foto: Pixabay

Segundo relatório do Itaú BBA, publicado nesta semana, a crescente intenção dos Estados Unidos de aplicar tarifas recíprocas em resposta a medidas adotadas por outras potências globais trouxe incertezas aos mercados e aumentou o risco de desaceleração econômica mundial. Esse cenário pode impactar diretamente a demanda global por commodities como café, suco de laranja e algodão, pressionando seus preços e afetando, principalmente, exportadores como o Brasil.

Apesar dos riscos, o relatório também aponta oportunidades comerciais para o Brasil em um cenário intermediário — sem recessão e com tarifas moderadas. Nessa hipótese, o país poderia ampliar sua competitividade em mercados estratégicos como México, Canadá, China e União Europeia, aproveitando as barreiras comerciais impostas aos produtos americanos. Essa mudança no equilíbrio global pode favorecer as exportações brasileiras, especialmente em setores já consolidados.

No campo das commodities, o café brasileiro mantém sua competitividade frente a concorrentes asiáticos mais afetados pelas tarifas dos EUA. No entanto, o suco de laranja pode enfrentar dificuldades para manter seu espaço no mercado norte-americano. Já as carnes brasileiras, segundo o Itaú BBA, têm espaço para crescer em destinos hoje dominados pelos EUA. A soja e o algodão também aparecem como destaques: com a escalada das tensões entre Washington e Pequim, o Brasil pode expandir suas vendas à China, ainda que a demanda chinesa por algodão esteja mais fraca este ano.

O cenário, no entanto, permanece indefinido. Um eventual acordo comercial entre EUA e China, como o da “fase um” em 2020 — que não foi plenamente cumprido por Pequim —, pode limitar os ganhos brasileiros. O desfecho dependerá da evolução das tensões geopolíticas e dos termos dos próximos acordos comerciais, sobretudo envolvendo o mercado chinês.

 





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Seminário destaca recuperação de agroecossistemas



O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da AP



O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional
O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional – Foto: Pixabay

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) realiza nos dias 15 e 16 de abril de 2025, em Campinas (SP), a 16ª edição do Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais. Com o tema central “Recuperação de Agroecossistemas Degradados”, o evento reforça o compromisso com a sustentabilidade da agricultura brasileira e a recuperação ambiental de áreas produtivas, reunindo especialistas, pesquisadores, estudantes e profissionais do setor em um espaço de diálogo técnico e científico.

A programação do primeiro dia contará com palestras ministradas por engenheiros agrônomos e gestores ambientais de destaque, abordando temas como agricultura regenerativa, restauração de ecossistemas agrícolas, florestais e pastoris, fisiologia vegetal aplicada à recuperação de solos, políticas públicas voltadas à sustentabilidade e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). A proposta é apresentar práticas eficazes para enfrentar os desafios causados pela degradação do solo e pelas mudanças no uso da terra, com foco na resiliência dos agroecossistemas.

Já o segundo dia será inteiramente dedicado ao Minicurso sobre Qualidade do Manejo Conservacionista, que oferecerá uma abordagem prática e aprofundada sobre os fundamentos do manejo sustentável do solo. O conteúdo inclui indicadores técnicos, ferramentas de avaliação e estudos de caso voltados à conservação da água, uso racional de insumos e aplicação de práticas regenerativas nas propriedades rurais.

O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional, com apoio da Fundação Agrisus e da Fundag. O objetivo é fortalecer a integração entre a ciência, a extensão rural e os produtores, promovendo soluções sustentáveis frente à intensificação da agricultura e à crise climática. As inscrições estarão abertas a partir das 8h do dia 15 de abril, no local do evento.

 





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GSI apresenta inovações para o segmento de pós-colheita na Agrishow 2025



Durante a Agrishow , visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias da empresa


Foto: Rogerio Barbosa

A GSI, referência global em equipamentos para armazenagem e secagem de grãos, confirma sua presença na Agrishow 2025, que acontece de 28 de abril a 02 de maio, em Ribeirão Preto (SP). Neste ano, a empresa chega à feira com novidades voltadas para a área de pós-colheita de grãos, oferecendo soluções inovadoras que impulsionam a produtividade e a segurança na gestão e operação de armazéns.

A conectividade proporcionada pelo Painel do Secador, integrado ao Process Dryer, poderá ser conferida na Agrishow. Essa tecnologia oferece controle preciso e eficiente da operação de secagem de grãos, sendo fundamental para otimizar a gestão da operação. O painel permite o monitoramento remoto e em tempo real do secador, possibilitando o ajuste de parâmetros como temperatura e umidade de forma intuitiva.

Outro destaque do evento é o lançamento da Grain Cleaner EC, uma solução de ponta para a limpeza de grãos, desenvolvida para atender as mais exigentes condições de operação. O equipamento enclausurado reduz a emissão de pó e proporciona um processo mais eficiente e seguro, ideal para aplicações que demandam alta performance e controle de processos. A tecnologia inovadora combina peneiramento e separação gravitacional por ar, distribuindo os grãos de forma uniforme para uma limpeza otimizada, com menor necessidade de mão de obra e maior segurança operacional.

No evento, o produtor também terá a oportunidade de conhecer a parceria estratégica da GSI com o Banco DLL, que traz condições diferenciadas de financiamento para investimentos em armazenagem. A iniciativa visa facilitar o acesso ao crédito para produtores e empresas do setor, disponibilizando modalidades do BNDES e soluções próprias do banco, garantindo mais agilidade e assertividade na ampliação da capacidade de armazenagem.

Com um portfólio robusto de soluções integradas, a GSI reafirma seu compromisso com a inovação e a conectividade, oferecendo equipamentos que transformam a gestão do armazenamento e processamento de grãos. Durante a Agrishow 2025, os visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias da empresa e entender como essas soluções podem agregar valor ao seu negócio.

 





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Farinha clandestina é apreendida no Paraná



Foram encontrados produtos com misturas e diluições proibidas




Foto: Mapa

Uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Militar do Paraná resultou na apreensão de 933.600 quilos de produtos clandestinos utilizados na alimentação animal. A ação, batizada de Operação Ronda Farinha Batizada, foi realizada no dia 9 de abril, em Arapongas (PR), e revelou práticas ilegais como a falsificação de selo de inspeção federal e uso de matérias-primas de origem desconhecida.

Segundo informações do Mapa, a operação foi coordenada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA) e contou com o apoio do 8º SIPOA. Os fiscais inspecionaram dois locais suspeitos de fabricar e comercializar farinha de origem animal em condições sanitárias irregulares e sem o devido registro no Ministério.

Durante a fiscalização, foram encontrados produtos com misturas e diluições proibidas, além de insumos provenientes de empresas sem autorização oficial. O resultado foi a emissão de dois termos de suspensão de atividades, um auto de infração e um termo de apreensão, que totalizou um prejuízo estimado em R$ 2,3 milhões aos infratores.

A auditora fiscal federal agropecuária Andréa Mônica Moretti Barbosa, que participou da operação, reforça o alerta sobre os riscos do uso de produtos sem registro. “A utilização de produtos provenientes de estabelecimentos sem registro no Mapa pode comprometer a saúde do rebanho e causar efeitos deletérios na saúde humana devido à possível presença de resíduos nos produtos de origem animal”, afirmou.

O Mapa orienta que consumidores e produtores verifiquem sempre se o alimento destinado aos animais possui o número de registro no carimbo de fiscalização federal. Produtos sem essa identificação podem ser denunciados por meio da plataforma oficial Fala.BR. A autenticidade do registro também pode ser consultada diretamente no site do Ministério.





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Brasil depende de importações de trigo


Segundo informações da TF Agroeconômica, com base em dados do Cepea/Esalq-USP, o Brasil esgotou suas reservas nacionais de trigo e dependerá de importações até a chegada da nova safra, prevista para agosto de 2025. A baixa oferta interna, combinada à temporada de pouca comercialização, tem pressionado os preços para cima e ampliado as importações do cereal. Em março deste ano, o país importou 651,79 mil toneladas, aumento de 12% em relação a fevereiro e de 27,6% em comparação com março de 2024.

No acumulado do primeiro trimestre, o Brasil já importou 1,95 milhão de toneladas de trigo, o que é 18% a mais que no mesmo período do ano anterior. A Conab projeta um total de 5,6 milhões de toneladas importadas até o fim de 2025. Os preços internos estão alinhados à paridade de importação com o trigo argentino, favorecido por vantagens no Mercosul, como a isenção da Tarifa Externa Comum (TEC). Ainda assim, o mercado sofre com custos logísticos elevados e baixa disponibilidade de frete.

A oferta do Mercosul tende a ganhar fôlego, mas a disponibilidade argentina está limitada, já que os exportadores têm priorizado o milho diante da valorização internacional. Enquanto isso, produtores que ainda possuem trigo estocado, principalmente no sul dos Pampas, estão retendo vendas, esperando melhores preços no mercado.

“A disponibilidade de trigo argentino é limitada porque os exportadores locais estão priorizando os embarques de milho para aproveitar os altos preços internacionais do grão. Por outro lado, as vendas de trigo pelos produtores que possuem estoques do grão — localizados principalmente na região sul dos Pampas — estão limitadas porque aguardam preços mais altos do que os atuais”, comenta.

Para a próxima safra, a Conab revisou para baixo a área plantada com trigo no Brasil, estimando 2,772 milhões de hectares (queda de 9,3% em relação a 2024). Apesar da retração na área, a expectativa é de colheita de 8,47 milhões de toneladas, alta de 7,4%, apostando em maior produtividade e clima favorável, fatores ainda incertos.

 





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