segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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Sojicultor perde com valorização do Real?


Segundo análise da TF Agroeconômica, o agricultor brasileiro já está enfrentando perdas nesta safra devido às tarifas dos EUA sobre a China e à valorização do real frente ao dólar. Embora o país esteja recebendo mais dólares por tonelada de soja (US$ 11,3/t), a conversão para a moeda nacional tem gerado prejuízos, como queda de R$ 1,41 por saca, devido à desvalorização do dólar no mercado externo. Ainda que a demanda chinesa costume migrar para o Brasil entre abril e setembro, há risco de mudanças com um possível acordo entre EUA e China antes de setembro.

“Em linha com o que dissemos na semana passada, a demanda chinesa viria para o Brasil nesta época, entre abril e setembro com ou sem as tarifas de Trump, simplesmente porque é a entressafra americana de soja e plena safra brasileira. Então, as tarifas têm apenas um efeito relativo sobre a soja (seria muito maior se fosse durante a safra americana). O perigo é justamente este intervalo de seis meses em que, depois de idas e vindas, os EUA e China cheguem a algum acordo antes de setembro e as tarifas sejam reduzidas para a próxima temporada”, comenta.

Para a próxima safra, a TF Agroeconômica destaca que as cotações em Chicago continuam oferecendo lucros expressivos, com margens de até 30,38% registradas no fechamento da última sexta-feira. A recomendação é que os produtores aproveitem o momento favorável, mas sem vender no físico. Em vez disso, a orientação é realizar hedge na B3 (Bolsa de São Paulo), que espelha as cotações de Chicago.

Essa estratégia de venda no mercado futuro é considerada mais segura, pois protege o produtor em caso de quebra de safra. Mesmo que não consiga colher o volume total, o ganho na Bolsa ajuda a cobrir parte dos custos, evitando perdas totais como as de quem não faz hedge. O relatório ainda reforça que maio de 2026 já apresentou excelentes oportunidades de lucro para quem acompanhou o mercado.

“Se você colher 100%, ótimo, terá garantido um lucro excelente sobre todo o volume que fez hedge na Bolsa. Se não colher, a Bolsa lhe renderá uma parte do custo que teve para produzir aquelas sacas que a seca consumiu, sobre as quais o seu vizinho, que não fez esta operação, vai perder 100% e você, não”, conclui.

 





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Soja fecha semana em baixa em Chicago


Segundo análise da TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira e a semana em baixa, pressionada principalmente pelas incertezas causadas pela guerra comercial com a China, maior compradora global do grão. Além das tarifas sobre produtos agrícolas, a imposição de taxas portuárias multimilionárias a embarcações ligadas ao país asiático agrava ainda mais o cenário para os exportadores norte-americanos. Ao mesmo tempo, o Brasil finaliza sua colheita com ampla oferta no mercado, enquanto a Argentina intensifica os estímulos à exportação, acirrando a concorrência.

Os contratos de soja para maio, referência para a safra brasileira, recuaram -0,22%, encerrando a sessão a US$ 10,36/bushel. Já os contratos para julho registraram queda de -0,24%, fechando a US$ 10,47/bushel. No acumulado da semana, o grão perdeu -0,60% ou US$ -6,25 cents/bushel. Nem mesmo a melhora nos dados de exportação foi suficiente para conter o movimento de queda ao longo dos últimos dias.

No mercado de derivados, o farelo de soja com vencimento em maio também teve desempenho negativo, com retração de -0,37% no dia, a US$ 295,60 por tonelada curta, e baixa semanal de -1,34% ou US$ -4,0 por tonelada curta. A valorização ficou por conta apenas do óleo de soja, que subiu 0,82% no dia, a US$ 47,87/libra-peso, acumulando alta semanal de 1,10% ou US$ 0,52.

O cenário atual destaca a sensibilidade do mercado às tensões geopolíticas, especialmente em momentos de ampla oferta sul-americana. A continuidade dessa pressão dependerá da evolução das relações comerciais entre Estados Unidos e China, bem como da estratégia de comercialização adotada por Brasil e Argentina nas próximas semanas.

 





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Soja encerra semana desta forma:


A situação das lavouras de soja no Rio Grande do Sul continua crítica, com impactos significativos na safra atual, segundo a TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega abril e pagamento fim de abril na casa de R$ 138,00. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 136,00 Cruz Alta – Pgto. 15/05 – para fábrica. R$ 134,00 Passo Fundo – Pgto. 15/05. R$ 136,00 Ijuí – Pgto. 15/05 – para fábrica. R$ 136,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Preços de pedra, em Panambi, subiu para R$ 127,00 a saca, para o produtor”, comenta.

O clima em Santa Catarina segue instável, com chuvas mais intensas no Oeste e volumes baixos no Norte. A estiagem ainda preocupa, afetando o desenvolvimento de milho, soja e feijão. A soja, em fase crítica, pode ter perda de até 30% na produtividade. A colheita avança e se aproxima do fim, com 79% das lavouras em boas condições. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,30, refletindo a preocupação do mercado com o clima.

Quebra na primeira safra de soja 2024/25 no Paraná atinge 5,3%, com impacto desigual entre regiões. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 138,39. Em Ponta Grossa foi de R$ 131,32 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 126,53. Em Maringá, o preço foi de R$ 126,53 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,32 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 123,00”, indica.

Enquanto isso, Mato Grosso do Sul está perto de concluir colheita da soja. “O cenário de risco climático e custos elevados levou à redução da área de milho para apenas 47% da área de soja, contra 75% em safras anteriores. As regiões sul e centro foram as mais impactadas pela seca na soja, com 39,6% e 29,7% das áreas em condições ruins, respectivamente. Em Dourados, o spot da soja ficou em 122,51 Campo Grande a 122,51, Maracaju a 122,51, Chapadão do Sul a 114,41, Sidrolândia a 122,51”, informa.

Mato Grosso deve atingir R$ 199,79 bilhões no VBP agropecuário em 2025, com alta de 14,98% frente a 2024. A soja lidera, com R$ 89,03 bilhões, impulsionada por safra recorde. Apesar disso, os preços estão mais baixos que no ciclo anterior e mais de 40% da produção ainda não foi vendida. O valor final dependerá do mercado. A saca de soja varia entre R$ 112,16 e R$ 116,41 no estado.

 





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Exportação de café não torrado registra faturamento de US$ 1 bilhão em março…


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Dados divulgados pela Secretária de Comércio Exterior (Secex) nesta sexta-feira (04) apontam que o faturamento total das exportações de café não torrado no mês de março de 2025 foi de US$ 1,424 bilhão, comparado a US$ 739,283 milhões registrados em março de 2024. Já o faturamento diário ficou em US$ 74,984 milhões em março/25, registrando um aumento de 92,7% comparado ao mesmo período do ano passado, onde a média ficou em US$ 39,964 milhões. 

O  volume total exportado em março/25 foi de  219,132 milhões de toneladas, e em março do ano passado foi de 208,295 milhões de toneladas. A média diária exportada do produto durante março/25 foi de 11,533 toneladas, registrando um aumento de 5,2% se comparado com o embarcado no mês de março/24 que teve uma média de 10,414 toneladas. 

Já sobre o valor negociado para o grão, em março 2025 houve um avanço de 83,2%, registrando US$ 6.501,60, comparado a US$ 3.549,20 (março/24).  

Café torrado, extratos, essências e concentrados

O volume embarcado do café torrado, extratos, essências e concentrados durante o mês de março/25 atingiu 7,438 toneladas, comparado a 7,877 toneladas dos 20 dias do mês de março/24. A média diária foi de 391 toneladas (março/25), registrando assim uma queda de 5,6% comparado a março/24 que foi de 393 toneladas. 

Já o faturamento com as exportações, março de 2025  registrou US$ 94,799 milhões, sendo que em março de 2024 a receita total ficou em US$ 65,707 milhões. A média diária foi de 
US$ 4,989 milhões em março/25, contabilizando um avanço de 44,3% frente a média diária de março/24 que ficou em US$ 3,285 milhões.

Com relação ao preço médio, em março de 2025 o produto foi negociado por US$ 12,745,00 e teve uma valorização de 52,8% frente ao preço médio negociado durante o mesmo período de 2024, que foi de US$ 8.341,70. 
 





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Produtores devem aproveitar oportunidades para 2026



Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa



Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa
Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa – Foto: Leonardo Gottems

Segundo análise da TF Agroeconômica, os preços do milho no Brasil estão em queda neste momento, em função da normalização da Safrinha, que embora tenha iniciado com atraso, foi recuperada a tempo. A expectativa é de uma produção 7,81% superior à anterior, cerca de 9,04 milhões de toneladas a mais, o que garante tranquilidade aos compradores das indústrias de carnes e etanol, mesmo com o aumento da demanda interna. Isso porque houve uma redução de mais de 4 milhões de toneladas nas exportações, redirecionando oferta ao mercado doméstico.

Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa, típico do período de colheita, com forte disponibilidade do grão nos armazéns a partir de julho. A TF destaca que esse comportamento é comum: nos meses de dezembro e janeiro, os preços sobem devido à incerteza climática e geopolítica, e caem gradualmente conforme essas incertezas se dissipam, culminando em um piso durante a plena colheita. A partir do segundo semestre, com a redução dos estoques, os preços tendem a se recuperar.

Diante disso, a recomendação da consultoria é que os produtores aproveitem o atual cenário para fixar o preço de venda na B3 para julho, e recomprar a posição naquele mês, somando ao valor obtido no mercado físico. Essa estratégia pode resultar em um preço final mais vantajoso do que a simples venda direta durante a colheita.

Para a próxima safra 2025/26, cujas colheitas iniciarão em dezembro de 2025 e continuarão com a Safrinha em 2026, o contrato de milho para julho de 2026 na B3 está em R$ 76,93/saca. Apesar de uma leve queda diária, os analistas projetam que, mantendo-se o índice de correção de custos (2,63% ao ano), o lucro poderá ser de aproximadamente 6,78%. A recomendação é que o produtor aproveite os bons preços atuais para fixar parte da produção e garantir cobertura dos custos com margem positiva.

 





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Milho fecha semana em queda na B3 e em Chicago



Em Chicago, os contratos também encerraram em queda



Em Chicago, os contratos também encerraram em queda
Em Chicago, os contratos também encerraram em queda – Foto: Leonardo Gottems

Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho encerraram a semana com desvalorização tanto na B3 quanto na bolsa de Chicago, influenciados pela queda do dólar (-1,14%) e pelo recuo nas cotações internacionais (-1,63%). O vencimento de maio/25 na B3 caiu R$ 0,12 no dia, fechando a R$ 76,90, acumulando perda semanal de R$ 3,67. Julho/25 recuou para R$ 70,58 (-R$ 1,90 na semana) e setembro/25 caiu para R$ 70,84 (-R$ 1,36 na semana).

Além do cenário cambial e da pressão externa, o mercado doméstico enfrentou aumento na oferta interna, devido à menor atratividade das exportações diante da paridade desfavorável, o que forçou queda nos preços físicos. De acordo com o Cepea, o milho no mercado físico teve retração semanal de -2,43%, reflexo também da boa previsão climática para a safrinha e da baixa demanda externa.

Em Chicago, os contratos também encerraram em queda, com o vencimento de maio recuando -2,00% para US$ 482,25/bushel. A liquidação de contratos antes do feriado prolongado e a previsão de chuvas nas regiões produtoras nos EUA contribuíram para o movimento de baixa. A guerra tarifária entre países ainda gera incertezas e cautela entre os investidores.

“A força ao longo do dia veio dos dados de vendas externas do milho, que continua demonstrado sinais de forte demanda. Robustas 1.561.900 toneladas foram negociadas para a safra 24/25, no entanto as 10.000 toneladas para 25/26 demostram o receio do mercado para as negociações futuras. Com isso o milho fechou o acumulado da semana em baixa de -1,63% ou $ -6,75 cents/bushel”, conclui.

 





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Confira como o milho encerrou a semana


Os preços do milho no estado do Mato Grosso do Sul seguem em patamares elevados, sustentados pela oferta restrita, segundo informações da TF Agroeconômica. “Os preços da pedra caíram para R$ 67,00 por saca em Panambi. Foi divulgada a estatística final dos embarques de milho do RS da primeira safra 2024/25, por ordem de exportador. O estado embarcou um total de 750.046 toneladas. O maior exportador foi a Cargill, mas também se destaca a atuação de um importante exportador gaúcho: a Três Tentos”, comenta.

Em Santa Catarina, o mercado permanece estagnado, com preços sem grandes variações. “Foram vistos valores entre R$ 72,00 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 e R$ 73,00 para entrega em outubro com pagamento em 28/11. Cooperativas locais estão pagando R$ 70,00 em Campo Alegre, R$ 69,00 em Papanduva, R$ 71,00 para o oeste do estado e R$ 71,00 para a região serrana”, completa.

Os preços sofreram uma leve retração, mas a prioridade continua sendo a colheita da soja no Paraná. “Nos Campos Gerais, o preço de referência para a retirada imediata em março, com pagamento até o final do mês, continua em torno de R$ 76,00 por saca FOB. Para entregas em abril, com pagamento no começo de maio, o valor está em torno de R$ 80,00 por saca CIF fábrica, faixa também utilizada pelos vendedores para negociações com retirada imediata. A liquidez permanece baixa, mas há previsão de melhora à medida que a colheita da soja chegue ao fim. No campo, mais de 90% da área de milho já foi colhida, e o restante das lavouras está na fase de maturação”, indica.

Preços seguem em queda desde o começo da semana no Mato Grosso do Sul. “O mercado spot de milho no Mato Grosso do Sul segue com preços variados entre as principais regiões do estado. Em cidades como Dourados, Campo Grande e Caarapó, a saca tem sido negociada por cerca de R$ 73,00. Em Maracaju, o valor é um pouco menor, na faixa de R$ 71,00, enquanto em Sidrolândia, os negócios se mantêm por volta de R$ 74,00. Já em São Gabriel do Oeste e Chapadão do Sul, as cotações estão próximas de R$ 70,00, e em Ponta Porã, giram em torno de R$ 72,00”, conclui.

 





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Preços do trigo seguem em alta e indicam boas oportunidades



Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro



Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro
Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro – Foto: Divulgação

Segundo análise da TF Agroeconômica, os preços domésticos do trigo continuam em forte valorização, favorecidos pela alta nas cotações das farinhas. A recomendação para quem ainda possui grão armazenado é de manter a espera por melhores condições de venda. Já compradores devem aproveitar dentro de suas possibilidades. 

Para a safra futura, os contratos em Chicago oferecem margens atrativas: para dezembro de 2025, os preços estão US$ 49,25/bushel acima de maio deste ano; para maio de 2026, a diferença chega a US$ 78,5/bushel, o que representa um lucro estimado de 12,73%. A orientação é garantir a cobertura dos custos e reservar até 10% da produção para possíveis ganhos com especulação.

Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro, com previsão de 79,7 milhões de toneladas para a Rússia em 2025/26 (menor volume desde 2021), e a continuidade da seca nos EUA, especialmente no Kansas. A paridade cambial favorável ao dólar, as boas exportações americanas e os estoques globais em queda — estimados em 265,1 milhões de toneladas pelo IGC — reforçam o viés altista.

No Brasil, o destaque é o aumento nos preços do trigo argentino, que subiram de US$ 243 para US$ 250/t nos últimos 30 dias, aproximando-se do preço americano. A demanda nos portos de Paranaguá e Rio Grande deve crescer diante da escassez de produto nacional, o que favorece as importações.

Por outro lado, entre os fatores de baixa, há previsão de aumento de 0,4% na produção global com os avanços na Rússia e Austrália, além do excesso de oferta de farinhas no mercado brasileiro, que pressiona os preços e limita novas compras de trigo por parte dos moinhos.

 





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Mercados agrícolas iniciam semana sob influência do clima


Segundo a TF Agroeconômica, os mercados de grãos abriram esta segunda-feira (21) com variações moderadas, marcadas por feriado no Brasil e forte influência das condições climáticas nos Estados Unidos. A soja subiu levemente na Bolsa de Chicago, com o contrato maio/25 cotado a US$ 1042,25 (+5,75), sustentada pelas chuvas intensas nas regiões produtoras americanas. O excesso de umidade pode prejudicar o milho e abrir espaço para a soja, que possui janela de plantio mais longa. No Brasil, o indicador CEPEA fechou em R$ 135,61, queda de 0,80% no dia, mas alta de 2,59% no mês.

“O risco para a cultura de oleaginosas é que essas chuvas excessivas podem reduzir a produção de milho a tal ponto que ela acabará cedendo terras para a soja, que tem uma janela de plantio mais longa do que as forrageiras. Paralelamente, e refletindo os aumentos, a segunda guerra comercial entre os EUA e a China continua, lançando mais sombras do que luzes sobre o futuro do comércio de soja. Feriado no Brasil”, comenta.

O milho também teve leve valorização em Chicago, com o contrato maio/25 negociado a US$ 486,75, refletindo os atrasos no plantio causados pelas enchentes e tempestades em estados-chave dos EUA, como Oklahoma, Texas e Illinois. No mercado interno, o milho registrou queda de 0,35% no CEPEA, cotado a R$ 83,49, acumulando perda de 4,81% no mês. “Isso pode acentuar o atraso incipiente já evidente na temporada de plantio 25/26 e até mesmo afetar as condições das culturas plantadas antecipadamente. Feriado no Brasil”, completa.

O trigo avançou 2,50 pontos, alcançando US$ 551,25 no contrato maio/25 da CBOT. A valorização foi impulsionada pela fraqueza do dólar frente ao euro, que melhora a competitividade das exportações americanas. No Brasil, os preços se mantiveram praticamente estáveis: no Paraná, o CEPEA apontou R$ 1.579,50, e no Rio Grande do Sul, R$ 1.479,70, ambos com ligeiras altas no acumulado mensal.

“Este é um nível raramente visto que melhora a competitividade das exportações dos EUA, mas que, por outro lado, destaca o potencial de recessão causado pela escalada tarifária imposta pela Casa Branca. Assim como acontece com a soja e o milho, o excesso de chuvas em áreas do sul dos EUA pode prejudicar áreas com plantações de inverno. Feriado no Brasil”, conclui.

 





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O que as empresas fazem de errado numa feira Agro?


Segundo André Franco, conselheiro independente na Revella Tech e na Agrológica Agrocomercial, muitos expositores do setor agro cometem falhas recorrentes na comunicação com o produtor rural durante feiras e eventos. Em publicação recente, Franco compartilhou uma análise baseada em suas visitas como produtor a algumas das principais feiras do setor.  

Entre os principais erros, ele destaca o uso excessivo de linguagem técnica, dificultando o entendimento por parte dos produtores, e a falta de clareza ao apresentar como as soluções podem resolver problemas práticos do campo. Outro ponto crítico, segundo ele, são os estandes fechados e pouco convidativos, que acabam afastando visitantes ao invés de promover a interação.  

Franco também critica o despreparo de algumas equipes de atendimento, que muitas vezes não sabem responder dúvidas ou demonstram desinteresse. Além disso, aponta como equivocado o uso de materiais em inglês em eventos nacionais, o que pode passar a impressão de que o público-alvo não é o produtor brasileiro.  

“Percebi nas feiras que estive presente, e ouvi de muitos outros, que a presença de produtores estava menor que em anos anteriores… será que estes pontos, provavelmente entre outros, não são justamente o que NÃO TÊM estimulado produtores a participarem das feiras?”, comenta.

Por fim, ele observa a dificuldade de algumas empresas em diferenciar suas marcas, o que leva à sensação de que “é tudo a mesma coisa”. Para ele, é essencial destacar os pontos fortes de cada produto e mostrar claramente os benefícios que oferecem ao agricultor.

“As feiras são uma oportunidade única para as empresas se conectarem com os produtores e fortalecerem sua marca. A meu ver, não deveriam ser um local majoritariamente de networking ou de promoções para negócios com preços mais baixos, que é, o que de uma forma ou de outra, estão se transformando”, conclui.

 





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