segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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Exportações somam US$ 12,9 bi até 2ª semana de abril


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,6 bilhão na segunda semana de abril, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (14) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No acumulado do mês, o saldo positivo somou US$ 3,2 bilhões, com uma corrente de comércio de US$ 22,5 bilhões, resultado de US$ 12,9 bilhões em exportações e US$ 9,7 bilhões em importações.

No acumulado de 2025 até a segunda semana de abril, o superávit da balança comercial alcança US$ 13,2 bilhões. As exportações totalizam US$ 90,2 bilhões, enquanto as importações chegam a US$ 77 bilhões. A corrente de comércio no período é de US$ 167,2 bilhões.

A Secex aponta que, até a segunda semana do mês, houve crescimento de 8,3% nas exportações do setor agropecuário, que somaram US$ 3,57 bilhões. Já a indústria extrativa registrou queda de 9,9%, atingindo US$ 2,75 bilhões. A indústria de transformação teve alta de 7,5%, com vendas de US$ 6,46 bilhões. Segundo o ministério, “a combinação desses desempenhos resultou em aumento do total exportado no mês”.

Entre os produtos com maiores avanços nas exportações, destacam-se o milho não moído, com alta de 228,6%, o café não torrado (23,5%) e a soja (6,3%). Na indústria extrativa, cresceram as vendas de pedra, areia e cascalho (121,1%), minérios de Cobre (19%) e minérios de níquel (170,9%). A indústria de transformação se destacou com aumentos nas exportações de carne bovina (26,6%), produtos de Ferro ou aço (96,5%) e ouro não monetário (92,8%).

Apesar do desempenho geral positivo, alguns produtos apresentaram recuos. Na agropecuária, houve queda nas vendas de trigo e centeio não moídos (-63,3%), animais vivos (-19,6%) e algodão em bruto (-12,2%). Também houve recuos nas exportações de minério de ferro (-17,4%) e petróleo bruto (-9,3%). Na indústria de transformação, caíram as vendas de açúcares (-23%) e de bombas e compressores (-59,9%).

No lado das importações, houve crescimento de 28,2% na agropecuária, com compras de US$ 290 milhões. A indústria extrativa teve retração de 4,1%, somando US$ 630 milhões. Já a indústria de transformação avançou 8,5%, alcançando US$ 8,69 bilhões.

Entre os itens que puxaram as importações, destacam-se o milho (226,6%), o café não torrado (11.961,4%) e o cacau (524,9%). Também aumentaram as compras de fertilizantes brutos (234,3%), gás natural (31,5%) e medicamentos (43,1%). Em sentido oposto, recuaram as importações de soja (-89,3%), pescados (-20,8%), produtos hortícolas (-29,3%) e petróleo bruto (-19,9%).





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Safra de grãos em Goiás deve bater recorde em 2025



Soja, milho e feijão puxam alta da produção




Foto: Divulgação

Segundo as informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) sobre a estimativa divulgada na úlitma quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), o produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em Goiás deve alcançar 38,4 milhões de toneladas na safra de 2025. O número representa um crescimento de 19% em relação à safra de 2024, quando o estado colheu 32,3 milhões de toneladas.

O resultado do levantamento projeta a maior safra da série histórica da pesquisa. “Esse crescimento é reflexo direto da expansão da área plantada e da melhora no rendimento das lavouras”, informou a pasta.

A área colhida no estado passou de 7,8 milhões para 8,1 milhões de hectares entre 2024 e 2025, um aumento de 3,7%. Ao mesmo tempo, o rendimento médio das principais culturas também avançou, influenciado por condições climáticas favoráveis e adoção de tecnologias no campo.

De acordo com o divulgado pela Seapa, entre os cultivos que puxaram a alta estão o milho e o feijão, com crescimento previsto tanto nas safras de verão quanto nas safras de inverno. A soja, principal cultura do estado, tem estimativa de aumento de 17,3% na produção. Mesmo com redução na área plantada de trigo, a produtividade do cereal deve crescer 25%, o que mostra o impacto direto do investimento em manejo e tecnologia.

Ainda segundo o levantamento do IBGE, todas as culturas mencionadas apresentam rendimento superior ao registrado no ciclo anterior.





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Brasil pode se beneficiar de tensões comerciais



No campo das commodities, o café brasileiro mantém sua competitividade



No campo das commodities, o café brasileiro mantém sua competitividade
No campo das commodities, o café brasileiro mantém sua competitividade – Foto: Pixabay

Segundo relatório do Itaú BBA, publicado nesta semana, a crescente intenção dos Estados Unidos de aplicar tarifas recíprocas em resposta a medidas adotadas por outras potências globais trouxe incertezas aos mercados e aumentou o risco de desaceleração econômica mundial. Esse cenário pode impactar diretamente a demanda global por commodities como café, suco de laranja e algodão, pressionando seus preços e afetando, principalmente, exportadores como o Brasil.

Apesar dos riscos, o relatório também aponta oportunidades comerciais para o Brasil em um cenário intermediário — sem recessão e com tarifas moderadas. Nessa hipótese, o país poderia ampliar sua competitividade em mercados estratégicos como México, Canadá, China e União Europeia, aproveitando as barreiras comerciais impostas aos produtos americanos. Essa mudança no equilíbrio global pode favorecer as exportações brasileiras, especialmente em setores já consolidados.

No campo das commodities, o café brasileiro mantém sua competitividade frente a concorrentes asiáticos mais afetados pelas tarifas dos EUA. No entanto, o suco de laranja pode enfrentar dificuldades para manter seu espaço no mercado norte-americano. Já as carnes brasileiras, segundo o Itaú BBA, têm espaço para crescer em destinos hoje dominados pelos EUA. A soja e o algodão também aparecem como destaques: com a escalada das tensões entre Washington e Pequim, o Brasil pode expandir suas vendas à China, ainda que a demanda chinesa por algodão esteja mais fraca este ano.

O cenário, no entanto, permanece indefinido. Um eventual acordo comercial entre EUA e China, como o da “fase um” em 2020 — que não foi plenamente cumprido por Pequim —, pode limitar os ganhos brasileiros. O desfecho dependerá da evolução das tensões geopolíticas e dos termos dos próximos acordos comerciais, sobretudo envolvendo o mercado chinês.

 





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Seminário destaca recuperação de agroecossistemas



O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da AP



O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional
O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional – Foto: Pixabay

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) realiza nos dias 15 e 16 de abril de 2025, em Campinas (SP), a 16ª edição do Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais. Com o tema central “Recuperação de Agroecossistemas Degradados”, o evento reforça o compromisso com a sustentabilidade da agricultura brasileira e a recuperação ambiental de áreas produtivas, reunindo especialistas, pesquisadores, estudantes e profissionais do setor em um espaço de diálogo técnico e científico.

A programação do primeiro dia contará com palestras ministradas por engenheiros agrônomos e gestores ambientais de destaque, abordando temas como agricultura regenerativa, restauração de ecossistemas agrícolas, florestais e pastoris, fisiologia vegetal aplicada à recuperação de solos, políticas públicas voltadas à sustentabilidade e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). A proposta é apresentar práticas eficazes para enfrentar os desafios causados pela degradação do solo e pelas mudanças no uso da terra, com foco na resiliência dos agroecossistemas.

Já o segundo dia será inteiramente dedicado ao Minicurso sobre Qualidade do Manejo Conservacionista, que oferecerá uma abordagem prática e aprofundada sobre os fundamentos do manejo sustentável do solo. O conteúdo inclui indicadores técnicos, ferramentas de avaliação e estudos de caso voltados à conservação da água, uso racional de insumos e aplicação de práticas regenerativas nas propriedades rurais.

O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional, com apoio da Fundação Agrisus e da Fundag. O objetivo é fortalecer a integração entre a ciência, a extensão rural e os produtores, promovendo soluções sustentáveis frente à intensificação da agricultura e à crise climática. As inscrições estarão abertas a partir das 8h do dia 15 de abril, no local do evento.

 





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GSI apresenta inovações para o segmento de pós-colheita na Agrishow 2025



Durante a Agrishow , visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias da empresa


Foto: Rogerio Barbosa

A GSI, referência global em equipamentos para armazenagem e secagem de grãos, confirma sua presença na Agrishow 2025, que acontece de 28 de abril a 02 de maio, em Ribeirão Preto (SP). Neste ano, a empresa chega à feira com novidades voltadas para a área de pós-colheita de grãos, oferecendo soluções inovadoras que impulsionam a produtividade e a segurança na gestão e operação de armazéns.

A conectividade proporcionada pelo Painel do Secador, integrado ao Process Dryer, poderá ser conferida na Agrishow. Essa tecnologia oferece controle preciso e eficiente da operação de secagem de grãos, sendo fundamental para otimizar a gestão da operação. O painel permite o monitoramento remoto e em tempo real do secador, possibilitando o ajuste de parâmetros como temperatura e umidade de forma intuitiva.

Outro destaque do evento é o lançamento da Grain Cleaner EC, uma solução de ponta para a limpeza de grãos, desenvolvida para atender as mais exigentes condições de operação. O equipamento enclausurado reduz a emissão de pó e proporciona um processo mais eficiente e seguro, ideal para aplicações que demandam alta performance e controle de processos. A tecnologia inovadora combina peneiramento e separação gravitacional por ar, distribuindo os grãos de forma uniforme para uma limpeza otimizada, com menor necessidade de mão de obra e maior segurança operacional.

No evento, o produtor também terá a oportunidade de conhecer a parceria estratégica da GSI com o Banco DLL, que traz condições diferenciadas de financiamento para investimentos em armazenagem. A iniciativa visa facilitar o acesso ao crédito para produtores e empresas do setor, disponibilizando modalidades do BNDES e soluções próprias do banco, garantindo mais agilidade e assertividade na ampliação da capacidade de armazenagem.

Com um portfólio robusto de soluções integradas, a GSI reafirma seu compromisso com a inovação e a conectividade, oferecendo equipamentos que transformam a gestão do armazenamento e processamento de grãos. Durante a Agrishow 2025, os visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias da empresa e entender como essas soluções podem agregar valor ao seu negócio.

 





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Farinha clandestina é apreendida no Paraná



Foram encontrados produtos com misturas e diluições proibidas




Foto: Mapa

Uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Militar do Paraná resultou na apreensão de 933.600 quilos de produtos clandestinos utilizados na alimentação animal. A ação, batizada de Operação Ronda Farinha Batizada, foi realizada no dia 9 de abril, em Arapongas (PR), e revelou práticas ilegais como a falsificação de selo de inspeção federal e uso de matérias-primas de origem desconhecida.

Segundo informações do Mapa, a operação foi coordenada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA) e contou com o apoio do 8º SIPOA. Os fiscais inspecionaram dois locais suspeitos de fabricar e comercializar farinha de origem animal em condições sanitárias irregulares e sem o devido registro no Ministério.

Durante a fiscalização, foram encontrados produtos com misturas e diluições proibidas, além de insumos provenientes de empresas sem autorização oficial. O resultado foi a emissão de dois termos de suspensão de atividades, um auto de infração e um termo de apreensão, que totalizou um prejuízo estimado em R$ 2,3 milhões aos infratores.

A auditora fiscal federal agropecuária Andréa Mônica Moretti Barbosa, que participou da operação, reforça o alerta sobre os riscos do uso de produtos sem registro. “A utilização de produtos provenientes de estabelecimentos sem registro no Mapa pode comprometer a saúde do rebanho e causar efeitos deletérios na saúde humana devido à possível presença de resíduos nos produtos de origem animal”, afirmou.

O Mapa orienta que consumidores e produtores verifiquem sempre se o alimento destinado aos animais possui o número de registro no carimbo de fiscalização federal. Produtos sem essa identificação podem ser denunciados por meio da plataforma oficial Fala.BR. A autenticidade do registro também pode ser consultada diretamente no site do Ministério.





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Brasil depende de importações de trigo


Segundo informações da TF Agroeconômica, com base em dados do Cepea/Esalq-USP, o Brasil esgotou suas reservas nacionais de trigo e dependerá de importações até a chegada da nova safra, prevista para agosto de 2025. A baixa oferta interna, combinada à temporada de pouca comercialização, tem pressionado os preços para cima e ampliado as importações do cereal. Em março deste ano, o país importou 651,79 mil toneladas, aumento de 12% em relação a fevereiro e de 27,6% em comparação com março de 2024.

No acumulado do primeiro trimestre, o Brasil já importou 1,95 milhão de toneladas de trigo, o que é 18% a mais que no mesmo período do ano anterior. A Conab projeta um total de 5,6 milhões de toneladas importadas até o fim de 2025. Os preços internos estão alinhados à paridade de importação com o trigo argentino, favorecido por vantagens no Mercosul, como a isenção da Tarifa Externa Comum (TEC). Ainda assim, o mercado sofre com custos logísticos elevados e baixa disponibilidade de frete.

A oferta do Mercosul tende a ganhar fôlego, mas a disponibilidade argentina está limitada, já que os exportadores têm priorizado o milho diante da valorização internacional. Enquanto isso, produtores que ainda possuem trigo estocado, principalmente no sul dos Pampas, estão retendo vendas, esperando melhores preços no mercado.

“A disponibilidade de trigo argentino é limitada porque os exportadores locais estão priorizando os embarques de milho para aproveitar os altos preços internacionais do grão. Por outro lado, as vendas de trigo pelos produtores que possuem estoques do grão — localizados principalmente na região sul dos Pampas — estão limitadas porque aguardam preços mais altos do que os atuais”, comenta.

Para a próxima safra, a Conab revisou para baixo a área plantada com trigo no Brasil, estimando 2,772 milhões de hectares (queda de 9,3% em relação a 2024). Apesar da retração na área, a expectativa é de colheita de 8,47 milhões de toneladas, alta de 7,4%, apostando em maior produtividade e clima favorável, fatores ainda incertos.

 





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Soja brasileira dispara com guerra tarifária e recorde de compras da China


A soja brasileira encerrou a semana com forte valorização, impulsionada por fatores internacionais e pela crescente demanda chinesa. A intensificação da guerra tarifária redirecionou o comércio global para o Brasil, tornando o grão nacional ainda mais competitivo no mercado externo e resultando em uma valorização superior a 6%.

De acordo com a análise de mercado da Grão Direto, a disputa comercial entre China e Estados Unidos tem favorecido as exportações brasileiras. Somente nesta semana, 52 navios foram contratados pela China para carregar soja, estabelecendo um novo recorde histórico — quase todos com origem no Brasil. Além disso, no mercado futuro de Chicago, os contratos de soja para maio de 2025 encerraram a US$ 10,44 por bushel, uma alta expressiva de 6,86%. O contrato para março de 2026 também teve avanço, atingindo US$ 10,39 por bushel (+3,38%).

No cenário interno, o dólar subiu 0,51%, chegando a R$ 5,87, enquanto a soja seguiu a tendência internacional de alta, com valorização em diversas regiões do país. A análise da Grão Direto também destaca que muitos produtores estão aproveitando o momento para vender e fazer caixa, pressionados por juros elevados, crédito restrito e compromissos financeiros próximos.

A maior esmagadora de soja da Argentina interrompeu suas atividades em meio a rumores de endividamento, enquanto o clima chuvoso atrasa a colheita no país vizinho. Já nos EUA, a possível formação do fenômeno La Niña — que traz uma primavera mais fria e úmida — pode atrasar o início do plantio da nova safra, aumentando a volatilidade nos contratos futuros e reforçando a pressão altista no mercado global da oleaginosa.

Apesar do otimismo, há preocupação com a logística brasileira. Os portos nacionais já operam com 91,30% de sua capacidade, superando o limite seguro de 85%. Com o novo volume recorde de navios destinados à China, há risco de gargalos no escoamento. Em contrapartida, a queda no preço do petróleo pode aliviar os custos do transporte rodoviário, beneficiando o produtor.

A perspectiva para os próximos dias é de estabilidade, com possíveis correções técnicas nos preços após a forte alta. Ainda assim, o cenário segue atrativo para quem busca boas oportunidades de comercialização da soja brasileira.





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Bangladesh quer parceria com a Rússia



A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger a população



A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger a população
A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger a população – Foto: Pixabay

Bangladesh solicitou formalmente a colaboração da Rússia para reforçar sua segurança alimentar e garantir o fornecimento de insumos agrícolas essenciais, como fertilizantes. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla do governo de Dhaka para fortalecer o setor agrícola do país.

Durante o Fórum de Boao para a Ásia, realizado na província de Hainan, na China, o vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexei Overchuk, afirmou que Moscou está pronta para ampliar as exportações de trigo e fertilizantes para Bangladesh. As declarações ocorreram durante um encontro com o conselheiro-chefe de Bangladesh, professor Muhammad Yunus. Na ocasião, os dois discutiram temas de interesse mútuo, como a operação da usina nuclear de Rooppur, financiada pela Rússia, os planos de compra de trigo e fertilizantes russos e a exploração de gás natural conduzida pela Gazprom em território bengalês.

Após o encontro, o professor Yunus confirmou que Bangladesh pretende aumentar as importações desses insumos estratégicos provenientes da Rússia como forma de reforçar sua segurança alimentar nacional. A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger a população frente à volatilidade do mercado global de alimentos.

Em outro sinal de estreitamento dos laços bilaterais, o embaixador da Rússia em Bangladesh, Alexander Khozin, reafirmou o compromisso de Moscou com o desenvolvimento do país asiático. Ele destacou a relação de respeito mútuo entre as duas nações e elogiou os avanços de Bangladesh em áreas como combate à pobreza, educação, empoderamento feminino, ação climática e conectividade regional.

Na semana passada, o Comitê de Aquisição Governamental de Bangladesh aprovou propostas de compra para atender às necessidades internas do país. Entre os acordos, destaca-se a importação de 30 mil toneladas de fertilizante muriato de potássio (MOP) da corporação russa Prodintorg, em um contrato avaliado em cerca de 1,12 bilhão de takas (aproximadamente US$ 9,2 milhões).

 





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soja semente poderá ser plantada até 31 de maio



TO define regras para cultivo de soja semente




Foto: USDA

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), anunciou que o período de plantio de soja semente nas Planícies Tropicais do estado estará aberto entre os dias 20 de abril e 31 de maio. A colheita deverá ocorrer até 20 de setembro, conforme previsto em portaria autorizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A medida contempla os municípios de Lagoa da Confusão, Cristalândia, Pium, Formoso do Araguaia, Santa Rita do Tocantins e Dueré. A autorização para o cultivo nesse período é válida exclusivamente para atividades de pesquisa e ensino, produção de sementes e reserva de semente para uso próprio, conhecida como “salva legal”.

Na safra de 2024, foram plantados 56.672 hectares na região, com 111 cadastros registrados. O controle sobre essas áreas visa evitar riscos fitossanitários, especialmente relacionados à ferrugem asiática da soja.

De acordo com Cleovan Barbosa, responsável técnico pelo Programa Estadual de Controle da Ferrugem Asiática da Soja da Adapec, o plantio nessa janela exige procedimentos específicos. “O produtor deve preencher os formulários que estão disponíveis no site da Adapec pelo endereço www.to.gov.br/adapec, e posteriormente, entregar esta documentação num escritório da Agência”, explicou Barbosa. Os documentos necessários incluem o cadastro da propriedade, plano de trabalho, termo de compromisso do responsável técnico e croqui das lavouras.

A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é considerada a principal ameaça à soja no Brasil. A doença se espalha com rapidez por meio do vento e provoca desfolha precoce, reduzindo a produtividade das lavouras ao impedir a formação completa dos grãos.





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