domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Óleo de soja sobe com expectativa por biocombustíveis



Queda do dólar pressiona coprodutos da soja no MT




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A valorização do óleo de soja na Bolsa de Chicago foi destaque na última semana, impulsionada por fatores externos. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a cotação do produto registrou alta de 1,33%, encerrando o período com preço médio de US$ 48,39 por libra-peso.

De acordo com a análise divulgada pelo Imea na segunda-feira (28), “o avanço foi impulsionado pelas expectativas em torno do anúncio dos novos mandatos de RVO (Renewable Volume Obligations) dos Estados Unidos”. A medida poderá elevar a demanda por biocombustíveis, com uma meta projetada de 22,33 bilhões de galões de combustíveis renováveis em 2025.

Em sentido contrário, o mercado do farelo de soja apresentou queda. Em Chicago, a cotação do produto caiu 1,23% na comparação semanal, sendo negociada a US$ 299,21 por tonelada. No mercado de Mato Grosso, o recuo foi de 1,31%, com preço médio de R$ 1.718,21 por tonelada.

O óleo de soja também recuou no estado, acompanhando a tendência do farelo. Houve desvalorização de 0,87%, com o produto sendo negociado a R$ 5.909,00 por tonelada.

O Imea aponta que a movimentação cambial foi um fator determinante para esse cenário. “A desvalorização do dólar frente ao real foi o motivo da queda nas cotações dos coprodutos no estado ao longo da última semana”, informou o instituto.





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Colheita de milho avança lentamente na Argentina



Condições das lavouras melhoram




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 A colheita de milho da safra 2024/25 na Argentina registrou um avanço semanal de 1,70 ponto percentual, atingindo 29,70% da área total prevista para o ciclo até o dia 24 de abril. A informação é da Bolsa de Cereales, conforme análise semanal divulgada nesta segunda-feira (28) pelo Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

Segundo a Bolsa de Cereales, “esse menor incremento semanal se deve ao fato de a maior parte das áreas prontas já foi colhida, enquanto as demais regiões aguardam melhores condições para a continuidade dos trabalhos”.

Em relação às condições das lavouras, a Bolsa de Cereales aponta que 37,00% estão em situação boa ou excelente, 43,00% em condições normais e 20,00% consideradas ruins. Ao comparar com a safra anterior, a Bolsa destaca uma melhora significativa: “Quando comparadas às da safra passada, as condições nesta temporada estão melhores, pois, nesse mesmo período, eram: 17,00%, 43,00% e 40,00%, respectivamente”.

A Bolsa de Cereales também ressalta que “as áreas semeadas tardiamente seguem entregando rendimentos acima do esperado, apesar de um início de ciclo com dificuldades de chuvas em grande parte do centro e norte do país”.

Por fim, a estimativa de produção para a safra 2024/25 na Argentina permanece em 49,00 milhões de toneladas, de acordo com a Bolsa de Cereales.





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Vazio forrageiro afeta produção de leite


A bovinocultura de leite enfrenta a fase final das pastagens cultivadas no Rio Grande do Sul, caracterizada por maior teor de matéria seca e menor concentração proteica. No entanto, os animais mantêm escore corporal satisfatório devido à suplementação com ração concentrada, e práticas de monitoramento e controle sanitário, com foco no manejo de carrapatos, são realizadas, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (25) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, a produção de leite segue em declínio em decorrência do vazio forrageiro de outono. A Emater/RS-Ascar informa que “em propriedades com forrageiras anuais de verão implantadas em fevereiro e pastagens perenes, ainda há alguma produção, mesmo diante da diminuição do fotoperíodo e das temperaturas”.

Em Caxias do Sul, “a qualidade do leite, tanto para contagem de células somáticas quanto para contagem padrão em placas, permanece dentro dos limites legais, sem registros de produtores excluídos pelas indústrias e laticínios”. Já na região de Erechim, “ocorrem nascimentos de bezerras e vacas em pré-parto, buscando coincidir o pico de lactação futura com o período de maior oferta de pastagens de inverno, que apresentam melhor qualidade bromatológica e contribuem para a redução dos custos de produção”.

A produção de leite diminuiu na região de Frederico Westphalen “em função da antecipação do vazio forrageiro e do impacto das altas temperaturas”. Por outro lado, a Emater/RS-Ascar registra um “leve aumento na produção de leite em relação à semana anterior” na região de Ijuí, “atribuído às temperaturas amenas, que favorecem a produtividade de animais confinados”.

Na região de Passo Fundo, “persiste a incidência de carrapatos e mosca do berne, exigindo controle em pontos estratégicos”, e houve registro de carbúnculo sintomático em uma propriedade. Em Pelotas, destaca-se “a preocupação em relação à alta infestação de ectoparasitas, como moscas e carrapatos, sendo indicados tratamentos preventivos para evitar enfermidades, como tristeza parasitária”.

Na região de Porto Alegre, “são adquiridos insumos para implantação das pastagens de inverno e para o manejo sanitário voltado especialmente ao controle de carrapatos”. Em Santa Rosa, “as vacas têm consumido menos pastagem e aumentado a ingestão de ração e de alimentos conservados, elevando o custo de produção”, com a produtividade permanecendo em queda. Por fim, na região de Soledade, “embora o crescimento das pastagens perenes esteja reduzido, a oferta de forragem ao rebanho bovino segue satisfatória”.





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EPI’s agrícolas ganham avanços tecnológicos



Com a nova Portaria 4389/2023, fabricantes de EPI agrícolas se submetem a avaliações



Com a nova Portaria 4389/2023, fabricantes de EPI agrícolas precisam submeter seus produtos a avaliações
Com a nova Portaria 4389/2023, fabricantes de EPI agrícolas precisam submeter seus produtos a avaliações – Foto: Divulgação

A segurança dos trabalhadores rurais durante a Aplicação de agrotóxicos tem evoluído significativamente com o avanço dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) agrícolas. Segundo o pesquisador Hamilton Ramos, do Instituto Agronômico (IAC) e diretor do Centro de Engenharia e Automação (CEA), esses equipamentos têm incorporado novas tecnologias que elevam sua eficácia.

No Brasil, Ramos coordena há 17 anos o programa IAC-Quepia, parceria público-privada que promove testes de qualidade em EPI agrícolas. Nesse contexto, ele afirma que o esforço reduziu drasticamente a taxa de reprovação desses produtos, que caiu de 80% em 2010 para menos de 20% atualmente. O laboratório do programa, sediado em Jundiaí (SP), é o único da América Latina com capacidade para realizar ensaios de conformidade internacionalmente reconhecidos.

Com a nova Portaria 4389/2023, fabricantes de EPI agrícolas precisam submeter seus produtos a avaliações de qualidade a cada 20 meses, além de manter os testes completos a cada cinco anos. Aqueles que obtêm aprovação no IAC-Quepia recebem o Selo IAC de Qualidade, um importante aval para o setor.

Além de liderar iniciativas no Brasil, Ramos participa de um consórcio internacional com oito países, incluindo EUA e Alemanha, e colabora na atualização de normas ISO específicas para vestimentas e luvas protetivas na agricultura. “O trabalhador rural brasileiro está cada vez mais seguro e não sabe”, comenta. “Entretanto, a exigência pelo ensaio completo de certificação de qualidade a cada cinco anos continua a valer”, explica o pesquisador.





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Sintomas da mancha de phoma no cafezal



Doença causa desfolha e seca de ramos do café


Foto: Divulgação

A mancha de phoma, também conhecida como requeima, é uma doença causada por fungos do gênero Phoma que pode comprometer a produtividade do cafezal. O alerta é do engenheiro agrônomo João Leonardo Corte Baptistella, em uma publicação no Blog da Aegro.

Baptistella explica que as espécies de maior relevância para a cultura do café são a Phoma tarda e a Phoma costarricensis. A doença apresenta maior incidência em regiões com “ventos fortes e altitude elevada (acima de 1000 m), alta umidade e temperaturas próximas a 20 ºC”. O engenheiro agrônomo ressalta que “o florescimento do cafezal é o período mais suscetível para a ocorrência da doença”.

Os sintomas da mancha de phoma são visíveis em toda a parte aérea da planta, manifestando-se inicialmente nas folhas mais novas. Segundo Baptistella, a doença causa “desfolha da planta e seca dos ramos”. Além disso, provoca “deformações e lesões necróticas nas folhas, flores e frutos”, podendo levar à “morte de brotações novas, botões florais e a mumificação dos chumbinhos”, o que impacta diretamente a produtividade.

O controle da mancha de phoma, conforme a publicação, envolve a adoção de práticas culturais e o controle químico. Baptistella sugere algumas medidas para o manejo da doença no cafeeiro, incluindo o “uso de mudas certificadas”, “maior espaçamento de plantio”, “adubação balanceada” e a “instalação de quebra-ventos”.





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Exportações agrícolas do Brasil à Turquia somam US$ 5,5 bilhões



Agro brasileiro conquista 56ª abertura de mercado em 2025




Foto: Pixabay

O governo brasileiro e o governo da Turquia concluíram com sucesso as negociações que permitirão ao Brasil exportar bovinos vivos destinados à reprodução para o país euroasiático. A informação foi divulgada nesta terça-feira (29), representando um novo impulso para o setor pecuário nacional.

Nos anos de 2023 e 2024, as exportações brasileiras de bovinos vivos para a Turquia, voltados para abate ou engorda, totalizaram aproximadamente US$ 525 milhões. Com a recente abertura de mercado, o Brasil poderá atender à crescente demanda turca por animais de alta qualidade genética, visando a melhoria de seus rebanhos.

No período de referência, o valor acumulado das exportações agrícolas totais do Brasil para a Turquia alcançou US$ 5,5 bilhões, com destaque para produtos como soja, gado vivo (para abate e engorda), café verde, algodão e celulose.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro celebra sua 56ª abertura de mercado somente em 2025, elevando o total de novas oportunidades de negócio para 356 desde o início de 2023.

Esses resultados positivos são creditados ao trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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Brasil poderá exportar cinco tipos de cítricos para a Índia



Índia é 10º maior destino do agro brasileiro




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O governo brasileiro e o governo da Índia concluíram com sucesso as negociações que permitirão ao Brasil exportar cinco produtos cítricos para o país asiático: limão tahiti (“Citrus latifolia”), limão siciliano (“Citrus limon”), laranja doce (“Citrus sinensis”), tangerina e similares (“Citrus reticulata” e “Citrus deliciosa”). O anúncio foi feito nesta terça-feira (29), ampliando o leque de produtos agrícolas brasileiros com acesso ao mercado indiano.

Desde 2023, outros seis produtos brasileiros já haviam conquistado o mercado indiano, incluindo açaí em pó, suco de açaí, pescado de cultivo (aquicultura), pescado de captura (pesca extrativa), derivados de ossos destinados à produção de gelatina e abacate.

A Índia se destaca como o 10º maior destino dos produtos agropecuários brasileiros, com exportações que ultrapassaram US$ 3 bilhões no último ano. Os principais produtos comercializados foram os do complexo sucroalcooleiro, soja e fibras têxteis. Com a nova abertura para os cítricos, a expectativa é de um incremento nas relações comerciais e na pauta exportadora de produtos de maior valor agregado.

Com esta conquista, o Brasil alcança a sua 55ª abertura de mercado somente em 2025, elevando o total de novas oportunidades de negócio para 355 desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto de uma ação coordenada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).





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Balança comercial tem superávit de US$ 2,5 bilhões em abril


A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 2,5 bilhões na quarta semana de abril de 2025, com uma corrente de comércio de US$ 11,9 bilhões. O resultado é fruto de exportações que totalizaram US$ 7,2 bilhões e importações no valor de US$ 4,7 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (28/4) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado do mês de abril até a quarta semana, as exportações somam US$ 26 bilhões e as importações US$ 19 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 7 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 45 bilhões.

No ano, o Brasil acumula US$ 103,3 bilhões em exportações e US$ 86,3 bilhões em importações, com um superávit de US$ 17 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 190 bilhões.

No mês de abril, até a quarta semana, o setor da Agropecuária registrou um crescimento de 10,7% nas exportações, totalizando US$ 6,88 bilhões. A Indústria Extrativa apresentou uma queda de -0,7%, com US$ 5,74 bilhões em exportações. Já a Indústria de Transformação impulsionou o resultado geral com um crescimento de 16,6%, alcançando US$ 13,23 bilhões em vendas externas.

A expansão das exportações foi puxada principalmente pelo aumento nas vendas de animais vivos (82,3%), café não torrado (52,4%) e soja (4,0%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (71,6%), minérios de níquel (36,9%) e petróleo bruto (7,4%) na Indústria Extrativa; e carne bovina (46,1%), produtos semiacabados de Ferro ou aço (151,9%) e ouro não monetário (79,4%) na Indústria de Transformação.

Apesar do crescimento geral, alguns produtos registraram queda nas exportações, como trigo e centeio (-52,2%), látex e borracha natural (-89,7%) e algodão em bruto (-6,4%) na Agropecuária; outros minerais brutos (-27,0%), minério de Ferro (-11,7%) e minérios de Cobre (-24,4%) na Indústria Extrativa; e açúcares e melaços (-18,1%), óleos combustíveis (-6,9%) e bombas e compressores (-51,4%) na Indústria de Transformação.

Até a quarta semana de abril, as importações da Agropecuária cresceram 14,5%, somando US$ 0,49 bilhões. A Indústria Extrativa registrou uma queda de -19,5%, com US$ 1,00 bilhão em importações, enquanto a Indústria de Transformação apresentou um aumento de 14,7%, alcançando US$ 17,36 bilhões em compras do exterior.

O aumento das importações foi influenciado pela ampliação das compras de trigo e centeio (17,0%), café não torrado (14.946,6%) e cacau (230,8%) na Agropecuária; fertilizantes brutos (205,7%), carvão (39,9%) e gás natural (39,3%) na Indústria Extrativa; e medicamentos (43,8% e 52,0%) e adubos ou fertilizantes químicos (51,3%) na Indústria de Transformação.

Em contrapartida, alguns produtos registraram diminuição nas importações, como cevada (-37,5%), produtos hortícolas (-25,0%) e soja (-83,2%) na Agropecuária; outros minerais brutos (-21,4%), minério de Ferro (-99,8%) e petróleo bruto (-45,8%) na Indústria Extrativa; e óleos combustíveis (-7,8%), Cobre (-19,2%) e válvulas e tubos termiônicos (-17,7%) na Indústria de Transformação.





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o que esperar para o mês de maio?


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de maio de 2025 indica uma distribuição irregular de chuvas pelo país, com volumes variando entre a média climatológica e abaixo dela em grande parte da Região Norte, exceto em áreas pontuais do Amazonas, centro-norte do Pará, Amapá e sul de Roraima, onde podem superar a média.

No Nordeste, o Inmet prevê que “as chuvas devem continuar acima da média no centro-sul do Maranhão, oeste do Piauí, mas principalmente na costa do Ceará até a Bahia, com volumes que podem ultrapassar os 150 mm”. Por outro lado, “algumas áreas do norte do Maranhão e do Piauí, bem como no sul do Ceará, os volumes de chuva podem ficar abaixo da média histórica”.

Para as Regiões Centro-Oeste e Sudeste, a previsão é de “chuvas próximas e abaixo da média, com volumes inferiores a 150 mm”. Contudo, o Inmet aponta que “em áreas do leste do Mato Grosso do Sul e centro-sul de São Paulo, a previsão indica chuvas acima da média, com valores que podem superar os 100 mm”.

Na maior parte da Região Sul, o instituto meteorológico prevê “chuvas próximas e acima da média climatológica”. Já no oeste do Paraná, são esperados “acumulados de chuva próximos e acima da média histórica, com valores acima de 100 mm”.

Considerando o impacto nas culturas, o Inmet destaca que “a previsão de chuvas mais regulares em áreas agrícolas da Região Norte e centro-norte da Região Nordeste, pode beneficiar os cultivos de segunda safra”. No entanto, ressalta que “normalmente na região do MATOPIBA (que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), há uma tendência de redução das chuvas a partir de maio, que pode causar restrição hídrica em parte das lavouras de milho segunda safra, principalmente durante a fase de floração”.

Para o Centro-Oeste e Sudeste, “a previsão para o mês de maio é de volumes de chuva inferiores aos registrados em abril”. O Inmet avalia que “ainda assim, esses volumes tendem a ser suficientes para o manejo agrícola e o desenvolvimento das culturas de segunda safra, além da cana-de-açúcar e do café“.

Na maior parte do Sul, “a previsão de chuvas irá contribuir para elevação dos níveis de umidade no solo, favorecendo o desenvolvimento das lavouras segunda safra”. Contudo, no oeste do Paraná, “a previsão de chuvas abaixo da média pode comprometer o armazenamento de água no solo, prejudicando o desenvolvimento do feijão e milho segunda safra”.

Quanto às temperaturas, o Inmet prevê que “devem ficar acima da média em grande parte do País, com valores superiores a 22°C”. Em áreas do Sudeste e Sul, “as temperaturas médias podem ser mais amenas”, permanecendo abaixo dos 20°C, e em localidades mais elevadas, massas de ar frio podem provocar quedas abaixo dos 15°C.





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Lagartas estão ficando resistentes em milho e algodão


De acordo com o sócio fundador da J&A Consultoria, Jefferson Brambilla, um grande problema que está surgindo nas culturas de milho e algodão é a quebra de resistência da variedade Viptera, entre outras biotecnologias, a ataques de lagartas de alta complexidade, entre estas a Spodoptera frugiperda. Ele afirma que essa safra é um das mais pressionadas por lepidópteros nos últimos anos.

“Todas as áreas que atendemos estão com presença forte de lagartas. Recomendamos ao produtor de milho e algodão a olhar as lavouras com mais frequência e controlar às lagartas enquanto ainda estiverem pequenas. Necessário utilizar o manejo integrado envolvendo produtos químicos e biológicos, como os baculovírus, de forma efetiva. Depois que a lagarta ‘foge’ do estágio mais adequado de controle, o manejo se torna mais difícil”, comenta.

Segundo o especialista, nesta safra, deverão ser necessárias de três a quatro aplicações extras de inseticidas em comparação à safra anterior. Isso porque, houve um aumento significativo de lagartas no algodão nas últimas semanas, exigindo um controle mais intenso das pragas. Ele também destacou que, atualmente, já se observa a quebra de resistência de todas as biotecnologias utilizadas em milho e algodão.

“Com a queda de eficiência das biotecnologias, voltamos a constatar os mesmos problemas que ocorriam 15 anos atrás. Existem casos com perdas maiores, casos com perdas menores, mas o que vemos é que os principais danos ocorrem nas estruturas reprodutivas do algodão, como nos botões florais e na espiga do milho”, completa.

Na safra 2023/24, a biotecnologia Viptera predominou no milho em Mato Grosso, ocupando 78% da área plantada, cerca de 6,9 milhões de hectares, segundo a consultoria Kynetec. Recentemente, o pesquisador Jacob Crosariol Neto, do IMA, alertou para o aumento das aplicações de inseticidas no milho Viptera. Ele destacou que a necessidade de controle químico, antes desnecessário, resultará em custos adicionais significativos para os produtores nas próximas safras.

“A resistência de lagartas à tecnologia Viptera é uma realidade”, disse o pesquisador. Ele alertou ainda para o fato de a Spodoptera frugiperda contar com potencial para ocasionar prejuízos significativos. “Trata-se de uma praga cujo dano na cultura do milho evolui muito rápido”, concluiu.

 





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