segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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mercado segue estável no Sul


Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Sul do Brasil permanece com ritmo lento, com os moinhos demonstrando pouco interesse em novos negócios tanto para a safra atual quanto para a próxima. No Rio Grande do Sul, os preços locais permanecem em R$ 1.500 FOB, com o trigo branqueador cotado a R$ 1.600 FOB, mas sem demanda. 

Os moinhos estão “alongados” — ou seja, com estoques garantidos para esta safra — e ausentes das negociações futuras. O trigo importado tem sido negociado entre US$ 285 e US$ 290 FOB Rio Grande, acima do preço de compra anterior de US$ 259. Para a próxima safra, os preços futuros para entrega e pagamento em dezembro estão estáveis em R$ 1.360 sobre rodas no porto. Em Panambi, os preços pagos na pedra seguem em R$ 74,00 por saca.

Em Santa Catarina, o cenário também é de pouca movimentação, com negócios pontuais na safra atual entre R$ 1.400 e R$ 1.450 FOB, dependendo da qualidade. Não há ofertas nem demanda para a safra nova. Os preços pagos aos produtores subiram R$ 2/saca em Canoinhas, chegando a R$ 78,00. Em outras regiões, os preços permanecem estáveis: R$ 75,00 em Chapecó, R$ 79,00 em Joaçaba, R$ 80,00 em Rio do Sul e Xanxerê, e R$ 78,00 em São Miguel do Oeste.

No Paraná, o mercado mostra uma divisão entre moinhos já comprados e outros ainda compradores. Os preços variam entre R$ 1.600 CIF para pagamento curto e R$ 1.650 CIF com entrega em maio/junho e pagamento no fim de junho. Também ocorreram negócios FOB a R$ 1.600 com entrega imediata. A maioria dos vendedores pede R$ 1.700 CIF. Um negócio pontual foi fechado a R$ 1.480 FOB Gaúcho para o mercado paranaense. O trigo importado foi indicado a US$ 295,00 CIF Paranaguá.

O levantamento do Deral aponta que o preço médio da saca no estado subiu 0,45% na semana, para R$ 80,04. Apesar disso, a margem de lucro do triticultor caiu de 13,39% para 8,85%, refletindo o aumento no custo de produção, atualmente estimado em R$ 73,53. Ainda assim, o resultado continua positivo para os produtores.

 





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Mercado do feijão segue com vendas pontuais e preços pressionados pela oferta elevada



Projeções mais recentes da Conab indicam leve estabilidade na oferta nacional




Foto: Canva

O mercado brasileiro de feijão continua apresentando baixa liquidez e cotações pressionadas, mesmo para os grãos de alta qualidade. Segundo análise do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as negociações envolvendo feijão nota 9 ou superior seguiram pontuais ao longo da última semana. Produtores mantêm postura firme nos pedidos, sobretudo para os lotes de melhor padrão, mas a maior oferta e o ritmo lento de demanda continuam influenciando negativamente os preços.

De acordo com dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), até o dia 13 de abril, aproximadamente 79,2% da área plantada com feijão da primeira safra nacional já havia sido colhida. Esse avanço expressivo na colheita contribui para o aumento da disponibilidade interna do produto.

As projeções mais recentes da Conab indicam leve estabilidade na oferta nacional de feijão para 2025, com variação estimada em -0,9%. No entanto, é a primeira safra — atualmente em fase final de colheita — que deve sustentar o abastecimento nacional, já que as previsões para a segunda e terceira safras apontam produção inferior à do ciclo anterior.

O destaque entre as variedades fica por conta do feijão preto. A estimativa de crescimento anual de 20% na oferta desse tipo tem sido um fator determinante na pressão sobre os preços, mesmo diante da boa qualidade de parte dos lotes ofertados.

Com um cenário de ampla oferta e consumo retraído, os próximos movimentos do mercado devem seguir cautelosos, à espera de sinais mais claros da demanda nos canais atacadistas e varejistas.





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Custo da soja supera R$ 4 mil por hectare no Mato Grosso



Insumos mais caros elevam custo da soja no estado




Foto: Canva

O custo de produção da soja em Mato Grosso para a safra 2025/2026 foi projetado em R$ 4.118,61 por hectare. Segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (21), o valor representa um aumento de 3,75% em relação ao ciclo anterior.

De acordo com o projeto Centro de Pesquisas Agropecuárias de Mato Grosso (CPA-MT), a alta é consequência da valorização dos insumos. O impacto é percebido diretamente na relação de troca, especialmente para produtores que utilizam o modelo de barter — sistema em que parte da produção é trocada antecipadamente por insumos.

“A elevação dos custos e a necessidade de aquisição de produtos tornaram o cenário menos favorável para os sojicultores que optaram pelo barter”, informa o boletim do Imea. Os dados de março de 2025 mostram que, para adquirir uma tonelada de fertilizante Super Simples (SSP), o produtor precisaria entregar 24,98 sacas de soja. No caso do MAP (fosfato monoamônico), a exigência subia para 45,26 sacas por tonelada.

Em comparação com março de 2024, essas proporções aumentaram 29,97% para o SSP e 18,23% para o MAP. “Essa variação reduz o poder de compra dos agricultores frente aos insumos e compromete o planejamento financeiro de parte das propriedades”, afirma o relatório.

O documento ainda ressalta que uma parcela significativa dos produtores deve custear integralmente ou em parte a próxima safra por meio de operações de barter. A prática, embora comum, pode representar um desafio adicional no controle dos custos da atividade, diante das oscilações do mercado e da pressão sobre as margens de lucro.





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Comunicado ABAG: Imposição de tarifas comerciais dos EUA ao Brasil e outros…


A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), vê com preocupação as tarifas adicionais impostas ao Brasil e a outros países, conforme anúncio feito pelo presidente Donald Trump. Restrições forçosas aos fluxos de comércio, incompatíveis com as regras multilaterais da Organização Mundial do Comércio (OMC), tendem a desacelerar a economia global e elevar o custo de vida dos cidadãos. O impacto negativo á ainda mais grave quando atinge o setor agrícola, responsável pela segurança alimentar de bilhões de pessoas em todos os continentes.

O adequado suprimento de alimentos a preços justos apenas é garantido com cadeias globais facilitadas, canais de comércio desimpedidos e com a flexibilidade necessária para atender às cambiantes demandas nas várias geografias.

Tarifas adicionais de 10%, o patamar mínimo estabelecido na Ordem Executiva da Casa Branca, incidirão sobre os produtos brasileiros destinados ao mercado americano. Alíquotas ainda mais elevadas recairão sobre os bens oriundos de muitos outros países. Isso alimentará pressões inflacionárias e de desaceleração econômica, não apenas nos EUA, mas em todo o globo.

O agronegócio brasileiro, em todas suas vertentes, é responsável pelo suprimento de commodities que abastecem o Brasil e nações mundo afora, com elevados padrões de qualidade e segurança, resultado de técnicas de produção em incessável busca de inovações, produtividade e sustentabilidade. É papel e desempenho que não podem ser subestimados.

Diante dos desafios advindos da imediata implementação das tarifas adicionais, o setor agrícola nacional estará preparado para superar obstáculos e aproveitar oportunidades que se apresentem neste novo cenário. Veremos um profundo reordenamento das cadeias de produção e rotas de abastecimento. Diversificação e abertura de mercados, novos ou tradicionais, devem ser prioridades do Governo brasileiro, que pode contar com o empenho e apoio do Agro nesses esforços.

A ABAG espera que o Governo adote firme estratégia diplomática de resposta às tarifas adicionais, evitando imediatismos e preservando os interesses de longo prazo do país. Nesse contexto, o Projeto de Lei 2.088/2023, em curso no Congresso Nacional, é bem-vindo por oferecer o embasamento legal necessário a eventuais medidas de resposta a políticas arbitrárias e abusivas adotadas por governos estrangeiros em detrimento do nosso sistema produtivo.

O Brasil pode contar com o agronegócio, alicerce central de nossa sociedade a oferecer, não apenas estabilidade e solidez econômica, mas também segurança alimentar, qualidade de vida, empregos qualificados, tecnologia de ponta e biocompetitividade para o desenvolvimento em todos os segmentos do setor.





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Mercado internacional reage a trégua entre EUA e China


Segundo informações da TF Agroeconômica, divulgadas em 23 de abril de 2025, o mercado da soja iniciou o dia em alta em Chicago, influenciado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a possibilidade de redução substancial das tarifas de 145% sobre importações chinesas. O otimismo foi reforçado pelas falas do Secretário do Tesouro, Scott Bessent, que sinalizou uma provável “desescalada” na guerra comercial entre as duas potências. 

A soja para maio de 2025 registrava US$ 1042,00/bushel (+7,0) em Chicago, com pico em US$ 1046,00 e mínima em US$ 1037,50. A safra de maio de 2026 subia para US$ 1054,75 (+5,0), o que equivale a R$ 139,50 no porto brasileiro. No mercado doméstico, o indicador CEPEA apontava queda de 0,96% no dia (R$ 134,31), mas com alta acumulada de 1,60% no mês. Já no Paraguai, a cotação em Assunção para julho estava em US$ 356,36, com elevação de 1,65%.

O milho, por sua vez, operava em leve queda em Chicago, cotado a US$ 475,25 para maio (-0,50), ainda sob o efeito do ritmo acelerado da semeadura nos EUA reportado pelo USDA. Entretanto, as previsões de chuva para áreas importantes como Iowa devem influenciar positivamente a umidade do solo. No Brasil, o milho B3 para maio estava em R$ 77,18 (+0,27%), enquanto o CEPEA indicava queda diária de 1,10% (R$ 82,57) e recuo de 5,86% no mês. No Paraguai, o cereal era negociado a US$ 220 (maio) e US$ 200 (julho).

Já o trigo apresentava leve alta em Chicago, cotado a US$ 536,75 para maio (+1,25), impulsionado pelas chuvas nas Grandes Planícies americanas, que beneficiam a safra de inverno. Porém, a expectativa de uma colheita robusta na União Europeia em 2025/26, após a fraca safra de 2024/25, contribui para um viés de baixa. No Brasil, os preços do trigo recuaram: R$ 1.574,81 no Paraná (-0,30%) e R$ 1.469,50 no Rio Grande do Sul (-0,69%), conforme dados do CEPEA. No Paraguai, os preços variavam entre US$ 255 e US$ 300 conforme a região.

 





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Exportação de milho pode cair com alta do consumo


A colheita da segunda maior safra de milho da história no Brasil, estimada em mais de 120 milhões de toneladas, não deve se traduzir em um aumento proporcional das exportações. Apesar da elevada oferta, a demanda interna crescente, puxada pelas usinas de etanol, tende a manter os preços sustentados no mercado doméstico.

De acordo com a análise da Grão Direto, divulgada nesta terça-feira (22), o consumo interno deve absorver uma parcela maior da produção neste ciclo, especialmente se houver impactos climáticos no fim do desenvolvimento das lavouras. Com isso, o excedente disponível para exportação pode ser menor, o que ameaça a posição do Brasil como o segundo maior exportador mundial do cereal.

Esse cenário pode influenciar diretamente o planejamento de safra dos produtores, que passam a considerar o milho como opção mais rentável em comparação à soja, especialmente na Safra Verão. A Conab indica que, nas principais regiões produtoras, as condições climáticas são variadas. Em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, a regularidade das chuvas favorece o bom desenvolvimento das lavouras. Já em regiões como Paraná, Tocantins e Mato Grosso do Sul, a escassez de precipitações tem gerado preocupações com a produtividade.

A irregularidade climática no Centro-Sul do Mato Grosso do Sul causou perdas, enquanto no norte do estado as lavouras continuam com bom desempenho, aponta a análise. No Piauí, o desenvolvimento das plantações é considerado regular, refletindo condições menos favoráveis.

Nos Estados Unidos, o plantio da safra 2025/26 segue em ritmo dentro da média histórica. No entanto, o clima mais frio no Meio-Oeste americano pode gerar atrasos nas próximas semanas. O mercado monitora a situação, atento à possibilidade de maior volatilidade nos preços, diante da expectativa de uma safra robusta no país. Ao mesmo tempo, a continuidade das tensões comerciais entre China e EUA afeta a demanda chinesa e pode abrir novas oportunidades para o milho brasileiro no mercado internacional.

O mercado interno de milho seguirá sustentado pela demanda, mas a recente queda nas cotações na B3 causou pressão negativa no mercado físico, sendo vista como uma correção de preços saudável. Apesar dessa correção, o cenário permanece favorável, com preços ainda favoráveis devido à manutenção da demanda, destaca o relatório.





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Fertilizantes com valor agregado devem valer US$ 30,59 bilhões até 2030



O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos



O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos
O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos – Foto: Canva

Segundo o DunhamTrimmer® Global Value-Added Fertilizer Market Report, o mercado global de fertilizantes com valor agregado (VAFs, na sigla em inglês) deverá atingir US$ 30,59 bilhões até 2030, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 5,5%. O relatório de 2024 oferece uma análise abrangente sobre essa categoria em ascensão, destacando seu papel estratégico na agricultura moderna e comparando seu desempenho com os fertilizantes convencionais, cuja taxa de crescimento anual está entre 1,5% e 2,2%.

Os fertilizantes com valor agregado são formulados a partir da combinação de nutrientes tradicionais com bioestimulantes, incorporando três componentes principais: fundacionais, funcionais/fisiológicos e de aprimoramento. Essa composição permite maior eficiência na absorção de nutrientes, maior resiliência das plantas e otimização do potencial produtivo, tudo isso com menor impacto ambiental. 

Com quase 500 páginas, o relatório se diferencia ao utilizar dados baseados nos preços pagos pelos produtores rurais, em vez de valores de fábrica. Além disso, conta com mais de 800 gráficos e segmentações detalhadas por regiões (5 regiões globais e 26 países e sub-regiões), tipos de cultivo (10 grupos de culturas, incluindo grãos e culturas especiais), e formas de aplicação (foliar e via solo). Também traz uma perspectiva histórica e técnica, além de seções sobre tendências, regulamentações e tecnologias complementares que impulsionarão o setor.

O relatório ainda destaca o papel estratégico dos formuladores de produtos, com mais de 140 empresas avaliadas por meio do sistema proprietário de pontuação Consolidated Strength Rating (CSR). Por fim, o documento inclui análises aprofundadas como SWOT, Forças de Porter e STEP (também conhecido como PEST ou PESTLE).

 





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Controle biológico pode ser chave contra pragas no tomate


Apesar do crescimento de 19,2% na produção de tomates no Brasil em 2024, que alcançou 4,7 milhões de toneladas segundo o IBGE, o cultivo continua vulnerável a pragas e doenças que comprometem a produtividade e aumentam os custos para os produtores. A avaliação é de Renato Brandão, mestre em agronomia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e gerente nacional de vendas da BRQ Brasilquímica.

“O avanço tecnológico possibilita que a produção de tomates atenda a diversos mercados, incluindo consumo in natura, processamento industrial e exportação. No entanto, essa cultura é altamente suscetível a pragas e doenças, o que exige controle eficaz para garantir a produtividade e a qualidade do cultivo”, afirma Brandão.

A tomaticultura brasileira atende ao consumo interno e também aos segmentos de processamento e exportação. No entanto, o impacto de pragas como a traça-do-tomateiro (Tuta absoluta) e a mosca-branca (bemisia tabaci), além de doenças como a requeima (Phytophthora infestans), exige estratégias eficazes de controle para garantir qualidade e produtividade.

De acordo com Brandão, a traça-do-tomateiro causa danos ao se alimentar de folhas, hastes e frutos, abrindo caminho para infecções secundárias. Já a mosca-branca, além de enfraquecer a planta ao sugar sua seiva, transmite viroses como o Geminivírus, que causa mosaico e nanismo. “Infestações severas podem resultar em perda total do plantio”, alerta.

A requeima também preocupa. Trata-se de uma doença fúngica que, sob alta umidade, se espalha rapidamente e pode destruir plantações inteiras em poucos dias. Para enfrentar esses desafios, Brandão destaca o controle biológico como ferramenta estratégica. “O uso de inseticidas biológicos à base de Bacillus thuringiensis (Bt) é eficaz contra a traça-do-tomateiro. Para o combate à mosca-branca, o fungo Beauveria bassiana é indicado, pois infecta e mata os adultos da praga. No caso da requeima, microrganismos, como Trichoderma spp., competem com o patógeno, ajudando a reduzir a infestação.”

Segundo ele, o uso de produtos biológicos reduz a necessidade de agroquímicos, contribui para a saúde dos trabalhadores e diminui os impactos ambientais. “Além disso, preservam os inimigos naturais das pragas, o que contribui para o equilíbrio ecológico da lavoura e evita o desenvolvimento de resistência nos patógenos”, explica.

Para Brandão, a sustentabilidade da tomaticultura brasileira depende da adoção de práticas como o controle biológico. A produção de tomate só se manterá rentável e segura a longo prazo se for integrada a um manejo responsável e tecnicamente orientado.





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Qual a ameaça da gripe aviária para humanos?



O vírus H5N1 já provocou a morte de mais de 168 milhões de aves nos EUA



O vírus H5N1 já provocou a morte de mais de 168 milhões de aves nos EUA
O vírus H5N1 já provocou a morte de mais de 168 milhões de aves nos EUA – Foto: Divulgação

Nas últimas semanas, muito se tem falado sobre a inflação dos alimentos e um dos exemplos mais evidentes dessa pressão é a explosão no preço dos ovos. Segundo artigo de Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo e membro do Conselho Científico Agro Sustentável, um dos fatores por trás desse fenômeno é alarmante.

Isso porque os Estados Unidos estão comprando ovos em qualquer parte do mundo, sem se importar com o preço, pois seus rebanhos aviários estão sendo dizimados por uma epidemia de gripe aviária causada pelo vírus H5N1. 

O vírus H5N1 já provocou a morte de mais de 168 milhões de aves nos EUA até abril de 2025, e foi detectado em diversas espécies de mamíferos. No mundo, foram registrados 954 casos humanos desde que começou a ser monitorado, sendo 262 entre 2023 e 2024, com 70 nos EUA. O dado mais assustador é que 54% dos casos foram fatais — uma taxa de mortalidade cerca de 20 vezes maior do que a da gripe de 1918. 

“Mas, o diabo mora nos detalhes. O primeiro deles é que 54% desses casos foram fatais, uma taxa de mortalidade cerca de 20 vezes maior do que a clássica pandemia de gripe de 1918. O segundo detalhe: até o momento, não foram registrados casos de transmissão entre humanos, as contaminações se deram a partir de animais. Quando o vírus desenvolve mecanismos para transmissão dentro da espécie do hospedeiro, está presente um dos fatores primordiais para uma epidemia ou pandemia”, comenta.

Esse risco está associado ao “transbordamento” viral (spillover), processo pelo qual um vírus adaptado a uma espécie animal sofre mutações que permitem infectar outra espécie — como os humanos. Quanto maior a taxa de infecção em aves e o contato com outras espécies, maior a chance de o vírus encontrar a “chave” certa para invadir células humanas. O H5N1 já infectou mais de 450 espécies animais, um sinal preocupante de que pode estar adquirindo novas capacidades adaptativas.

 





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Produção de cana-de-açúcar cai, mas segue em alta histórica


A produção brasileira de cana-de-açúcar na safra 2024/25 foi estimada em 676,96 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 5,1% em relação ao ciclo anterior. Mesmo com o recuo, este é o segundo maior volume colhido desde o início da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados fazem parte do 4º Levantamento da safra, divulgado nesta quinta-feira (17).

Segundo a Conab, a redução é atribuída às condições climáticas adversas na Região Centro-Sul, responsável por 91% da produção nacional. “A combinação de baixos índices de chuvas e altas temperaturas impactou diretamente o rendimento das lavouras”, informou a Companhia. Além disso, queimadas em áreas de cultivo contribuíram para perdas de produtividade.

A produtividade média nacional ficou em 77.223 quilos por hectare. No Sudeste, principal polo produtor, a colheita recuou 6,3%, totalizando 439,6 milhões de toneladas. A área colhida cresceu 7,5%, mas não compensou a queda de 12,8% na produtividade.

No Centro-Oeste, a produção manteve-se praticamente estável, com 145,3 milhões de toneladas, enquanto a área cresceu 4% e a produtividade caiu 3,7%. No Nordeste, a colheita estimada em 54,4 milhões de toneladas representa queda de 3,7% em relação à safra anterior, reflexo da limitação hídrica, apesar do leve aumento da área.

No Sul, houve retração tanto na área quanto na produtividade, com produção estimada em 33,6 milhões de toneladas, 13,2% a menos que na safra anterior. A região Norte registrou avanço, com produção de 4 milhões de toneladas e crescimento nos índices de área e produtividade.

Com menor volume de cana processada, a produção de açúcar caiu 3,4% e foi estimada em 44,1 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume representa a segunda maior produção histórica. A Conab atribui o desempenho ao direcionamento da matéria-prima para o açúcar diante da atratividade do mercado.

A produção total de etanol no país cresceu 4,4%, atingindo 37,2 bilhões de litros. Apesar da queda de 1,1% na produção de etanol de cana, o avanço foi sustentado pela alta de 32,4% na produção de etanol de milho, que alcançou 7,84 bilhões de litros. “Esse crescimento tem relação direta com a expansão de unidades de processamento e o ganho de eficiência das plantas existentes”, informou a Conab.

As exportações brasileiras de açúcar permaneceram estáveis em volume, com 35,1 milhões de toneladas, mantendo o país como maior fornecedor global. A receita, porém, caiu 8,2% em razão dos preços internacionais, totalizando US$ 16,7 bilhões.

As vendas externas de etanol somaram 1,75 bilhão de litros, volume 31% inferior ao da safra 2023/24. Ainda assim, o etanol de milho tem ganhado relevância na matriz energética, contribuindo para a estabilidade da oferta durante a entressafra da cana.





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