domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Pernambuco garante compra de 22,7 toneladas da agricultura


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou a destinação de aproximadamente R$ 2,52 milhões para a compra de 22,7 toneladas de alimentos produzidos por agricultores familiares de cinco associações pernambucanas. Os recursos, repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), serão aplicados por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea. Os alimentos adquiridos serão destinados a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional no estado.

As propostas foram formalizadas durante a 2ª edição da Caravana Federativa de Pernambuco. Entre os projetos aprovados está o da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Engenho Sítio do Meio, no município de Belém de Maria, responsável pelo fornecimento de cerca de 40 toneladas de alimentos ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade. “Treze produtores e produtoras serão beneficiados com o apoio da Conab para a comercialização de hortifrutícolas diversas, atendendo 1.326 pessoas acompanhadas pelo CRAS”, informou a Companhia.

Em Caruaru, a Rede Produtiva de Avicultores da Agricultura Familiar irá destinar 23,5 toneladas de frango caipira para cozinhas solidárias localizadas em Olinda, Pedra e Recife. Segundo a Conab, 63 produtores estarão envolvidos na ação, que contribuirá para complementar a alimentação de mais de 8 mil pessoas atendidas pelas instituições beneficiadas.

Outro projeto aprovado envolve a Associação dos Trabalhadores Rurais do Assentamento Santa Helena, de Amaraji, que destinará sua produção a cozinhas comunitárias em Caruaru, Paulista, Camaragibe, Recife, Pedra e Olinda. A Conab estima que 41 agricultores irão fornecer 102,42 toneladas de produtos, incluindo banana-da-terra, beneficiando cerca de 10.421 pessoas.

A Conab também firmou propostas com a Associação dos Piscicultores Amigos de Petrolândia (APAP) e com a Associação dos Produtores Rurais da Agricultura Familiar do Sítio Quandus, em Belém de Maria. No caso da APAP, 42 produtores serão responsáveis pela entrega de 28,62 toneladas de tilápia resfriada, destinadas à Organização Religiosa Vivendo o Sagrado, que atende 2.485 pessoas. Já os 12 agricultores do Sítio Quandus fornecerão 28,18 toneladas de hortifrutícolas ao CRAS de Belém de Maria.

Após a formalização dos projetos, técnicos da Superintendência Regional da Conab em Pernambuco reuniram-se com representantes das entidades fornecedoras e consumidoras para orientar sobre o funcionamento do PAA. Durante o encontro, foram esclarecidas dúvidas sobre as normas em vigor, documentação exigida para liberação de pagamentos, ajustes permitidos, controle sanitário e qualidade dos produtos.

A modalidade Compra com Doação Simultânea tem o objetivo de apoiar agricultores familiares organizados em cooperativas e associações, adquirindo sua produção para destiná-la à rede socioassistencial, equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e outras entidades acompanhadas pelos conselhos municipais e estaduais de políticas públicas.





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Brasil exportará carne suína sem tarifa para Coreia do Sul



ABPA celebra isenção de tarifa para carne suína




Foto: Pixabay

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a decisão da Coreia do Sul de isentar de tarifa uma cota de 10 mil toneladas de carne suína congelada importada do Brasil, exceto o corte “barriga”. A medida, comunicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, elimina a cobrança de 25% que incidia sobre o valor total do produto.

Atualmente, a Coreia do Sul ocupa a 16ª posição entre os principais destinos da carne suína brasileira, com 3,7 mil toneladas exportadas no primeiro trimestre deste ano. Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a decisão sul-coreana representa um avanço significativo para o setor. “O estabelecimento de uma cota isenta é um sinal importante para os avanços das exportações brasileiras de carne suína para a Coreia do Sul, conquistada pelo Ministério da Agricultura. Isto, especialmente em meio às negociações lideradas pelo Ministro Carlos Fávaro e seus secretários de Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária, pelo reconhecimento do Paraná, Rio Grande do Sul e de outros estados brasileiros como livres de aftosa sem vacinação”, afirmou Santin.

Apesar da abertura, Santa Catarina permanece como o único estado autorizado a exportar carne suína para o mercado sul-coreano, por ser o único com status sanitário de área livre de febre aftosa sem vacinação reconhecido pelas autoridades daquele país.

A Coreia do Sul, com um consumo per capita de aproximadamente 29 quilos de carne suína, figura como o quarto maior importador mundial do produto. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país adquiriu 785 mil toneladas de carne suína em 2024.





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Tocantins gera 5,9 mil empregos formais no início de 2025


O Tocantins alcançou um novo marco na geração de empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged divulgados na quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre março de 2024 e fevereiro de 2025, o estado criou mais de 9,5 mil vagas formais. No primeiro trimestre de 2025, foram 5,9 mil novos postos, o maior número desde o início da série histórica em 2020.

“O Tocantins alcançou mais um marco histórico ao gerar mais de 5,9 mil empregos com carteira assinada no primeiro trimestre de 2025. Isso é resultado direto de um governo que trabalha com responsabilidade, planejamento e compromisso. Estamos avançando com segurança, atraindo investimentos, fortalecendo o setor produtivo e, principalmente, garantindo oportunidades reais para nossa gente”, afirmou o governador Wanderlei Barbosa.

O levantamento aponta crescimento nos cinco grandes setores da economia estadual no primeiro trimestre, com destaque para o setor de serviços, que gerou 2.971 vagas. Em seguida aparecem agropecuária, com 898 postos, comércio, com 881, construção, com 716, e indústria, com 502 novas vagas.

Os dados mostram que 70% das novas contratações, o equivalente a 4.176 vagas, foram preenchidas por homens. Jovens de 18 a 24 anos ocuparam 44% das novas vagas, totalizando 2.650 empregos formais.

Em março de 2025, o estado atingiu um estoque de 264 mil vínculos ativos, o maior para o mês desde 2020. O salário médio real de admissão foi de R$ 1.902,94, alta de 2,07% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O estado conta atualmente com 150.873 empresas ativas, de acordo com dados de abril de 2025. No primeiro trimestre, foram abertas 10.017 novas empresas, o maior número para o período nos últimos cinco anos.





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Tecnologia de pulverização de precisão reduz custos no arroz



Sensores ajudam a poupar defensivos no arroz


Foto: Pixabay

O uso de pulverizadores de alta precisão tem se consolidado como uma ferramenta estratégica no cultivo de arroz, contribuindo para a redução de custos e impactos ambientais. A tecnologia, baseada em sensores de precisão e sistemas de mapeamento, permite a aplicação seletiva de defensivos agrícolas apenas nas áreas que realmente necessitam de controle, evitando o uso indiscriminado de insumos.

A aplicação localizada, orientada por imagens georreferenciadas e análises em tempo real, melhora a eficiência do processo ao direcionar os produtos para pontos específicos da lavoura. Com isso, há menor exposição de áreas sadias aos defensivos e redução no volume total de produtos utilizados.

Especialistas destacam que a tecnologia não apenas diminui o gasto com insumos, mas também contribui para o equilíbrio ambiental ao reduzir o risco de contaminação do solo e da água. Além disso, os sistemas de monitoramento possibilitam o acompanhamento contínuo da sanidade da lavoura, o que facilita decisões mais rápidas e assertivas durante o ciclo produtivo.

A adoção da pulverização de alta precisão no arroz vem ganhando espaço em diferentes regiões produtoras, impulsionada pela busca por práticas mais sustentáveis e economicamente viáveis. Produtores apontam benefícios no controle mais efetivo de pragas e doenças, sem comprometer a produtividade e com maior retorno sobre o investimento em tecnologia.





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Tributação e proteção patrimonial viram foco estratégico



“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio”



“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio"
“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio” – Foto: Pixabay

Com o Brasil ganhando espaço no mercado global como fornecedor agrícola, especialmente diante das tensões entre EUA e China, produtores enfrentam desafios internos como inflação, câmbio volátil e insegurança jurídica. Nesse cenário, estratégias tributárias e patrimoniais passaram a ocupar lugar central na gestão do agronegócio, impulsionando segurança e competitividade.

No campo tributário, uma decisão recente do Carf trouxe alívio ao setor sucroenergético ao permitir a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins nas operações ad rem de combustíveis. Segundo o tributarista Otávio Massa, da Evoinc, essa medida técnica aumenta a segurança jurídica e pode melhorar o fluxo de caixa das usinas, com possibilidade de aplicação administrativa sem necessidade de judicialização.

Já a proteção patrimonial ganha urgência diante de ativos cada vez mais valiosos, como máquinas agrícolas que superam os R$ 5 milhões. Riscos como divórcios, falecimentos e dívidas pessoais ameaçam o capital produtivo quando não há separação entre bens pessoais e empresariais. Para o especialista Luiz Felipe Baggio, da Evoinc, a criação de holdings familiares pode mitigar esses riscos e ainda gerar benefícios fiscais.

“Muitos produtores ainda operam com seus bens em nome próprio, sem a proteção jurídica necessária. A criação de holdings familiares e outros instrumentos extrajudiciais pode assegurar a continuidade dos negócios e ainda gerar ganhos tributários relevantes”, comenta.

Na avaliação dos especialistas, o atual momento exige mais do que produção no campo — exige maturidade na gestão jurídica. Estruturar operações com foco em eficiência tributária e blindagem patrimonial tornou-se essencial para enfrentar incertezas e aproveitar as oportunidades do agronegócio no cenário internacional.

“Quem se antecipa e estrutura sua operação do ponto de vista tributário e patrimonial tende a atravessar períodos de incerteza com mais segurança e a aproveitar melhor as oportunidades do mercado global”, resume Baggio.

 





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Soja fecha em alta em Chicago com apoio do óleo


De acordo com análise da TF Agroeconômica, o contrato de soja para maio na bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sessão desta quinta-feira (2) com alta de 0,53%, ou US\$ 5,50 cents/bushel, cotado a US\$ 1040,25. A valorização foi impulsionada principalmente pelo desempenho do óleo de soja, que subiu 1,61% no dia. Por outro lado, o contrato de julho recuou 0,55% e fechou a US\$ 1050,25. No mercado de derivados, o farelo de soja para maio caiu 0,21% (US\$ 3,5) para US\$ 286,5/ton curta, enquanto o óleo atingiu US\$ 49,36/libra-peso.

O movimento de alta da oleaginosa esteve atrelado à notícia de que a China praticamente zerou suas exportações de óleo de cozinha usado para os Estados Unidos, o que pode aumentar a demanda interna norte-americana por óleo de soja. Esse cenário deu força às cotações do óleo, puxando consigo o grão. No pano de fundo, há também rumores de novos contatos entre os governos dos EUA e da China para tentar aliviar as tensões comerciais, embora não se saiba qual lado teria iniciado o diálogo.

Mesmo com essas especulações, as exportações de soja norte-americana seguem vulneráveis à concorrência com o Brasil e a Argentina. Ele destaca que os produtores sul-americanos estão vendendo volumes expressivos, pressionados pelo avanço da colheita, necessidade de liquidez e expectativa de alta nos custos logísticos. Na Argentina, há ainda a previsão de aumento das tarifas de exportação de 26% para 33% a partir de 30 de junho, o que também estimula vendas antecipadas.

No relatório semanal de exportações divulgado pelo USDA, as vendas de soja dos EUA entre 18 e 24 de abril totalizaram 428,2 mil toneladas para a safra 2024/25, um aumento de 55% em relação à semana anterior e 27% acima da média das quatro semanas anteriores. A China foi a principal compradora, com 139,4 mil toneladas. O USDA também registrou vendas de 50 mil toneladas da safra 2025/26, destinadas integralmente ao México.

 





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Clima e guerra tarifária afetam preço da soja


A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana entre 15 de abril e 1º de maio, apontou que as cotações da soja recuaram na Bolsa de Chicago. O bom ritmo do plantio nos Estados Unidos e a oferta expressiva da América do Sul neutralizaram os efeitos da trégua anunciada pelo ex-presidente Donald Trump na guerra comercial com a China e outros países.

“A queda só não foi maior porque, enquanto o farelo de soja recuou 1,3% no valor médio de abril em relação a março, o óleo de soja subiu 11,8%”, informou a Ceema.

O contrato para o primeiro mês de vencimento fechou a quinta-feira (1º) cotado a US$ 10,40 por bushel, frente aos US$ 10,34 da véspera e abaixo dos US$ 10,53 registrados na semana anterior. A média de abril ficou em US$ 10,28, com alta de 2,3% sobre março, mas ainda inferior aos US$ 11,64 por bushel apurados em abril de 2024.

Nos Estados Unidos, o plantio da soja alcançava 18% da área esperada até 27 de abril, superando a média histórica de 12% para o período. Na semana encerrada em 24 de abril, os embarques de soja somaram 439.431 toneladas, dentro das expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, os embarques norte-americanos atingem 43,1 milhões de toneladas, 11% acima do mesmo período do ano passado.

Na Argentina, as vendas de soja seguem lentas, mesmo com a implantação de um sistema de banda cambial pelo governo local. “As vendas continuam no ritmo mais fraco dos últimos 11 anos, alcançando apenas 24% da safra de 49 milhões de toneladas colhidas em 2024/25”, destacou a Ceema. O país é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja.

O mercado global da oleaginosa permanece atento à guerra tarifária iniciada pelos Estados Unidos e ao progresso da nova safra norte-americana. O clima no Meio-Oeste dos EUA é apontado como fator central de monitoramento nesta fase. Além disso, a situação financeira dos EUA influencia diretamente a atuação dos fundos de investimentos em Chicago.

“A economia enfraquecida nos Estados Unidos e no mundo, consequência do erro de Donald Trump ao impor tarifas às importações, afeta fortemente as commodities em geral e a soja em particular”, avaliou a Ceema. Por enquanto, a demanda chinesa bem abastecida não tem provocado movimentos positivos no mercado.





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Exportações de soja dos EUA crescem



Esse movimento nas exportações ocorreu paralelamente à melhora no clima



Esse movimento nas exportações ocorreu paralelamente à melhora nas condições climáticas
Esse movimento nas exportações ocorreu paralelamente à melhora nas condições climáticas – Foto: Divulgação

Segundo dados do Departamento de Análise da TF Agroeconômica, com base no relatório semanal do USDA divulgado em 25 de abril, as vendas norte-americanas de soja para a safra 2024/25 somaram 428,2 mil toneladas na semana encerrada em 24 de abril, um aumento de 55% em relação à semana anterior. A China liderou as compras com 139,4 mil toneladas, mesmo em meio a tensões comerciais. Também foram reportadas vendas de 50 mil toneladas para a safra 2025/26, destinadas integralmente ao México.

Esse movimento nas exportações ocorreu paralelamente à melhora nas condições climáticas no cinturão agrícola dos EUA. A área com algum nível de seca foi reduzida de 21% para 15%, conforme dados atualizados pelo USDA, refletindo o impacto positivo das recentes chuvas. A expectativa é de que o cenário climático continue pressionando os preços para baixo, em razão da boa oferta prevista.

Enquanto isso, os preços pagos ao produtor brasileiro tiveram comportamentos variados. No Rio Grande do Sul, por exemplo, houve alta em Campo Novo (R$ 127,00/saca) e Chapada (R$ 127,00), mas quedas em Cruz Alta (R$ 124,00) e Santa Rosa (R$ 123,00). Em Mato Grosso do Sul, Ponta Porã apresentou alta de 3,42%, enquanto em Maracaju e Dourados os preços subiram 1,67%. A maior valorização ocorreu em Luís Eduardo Magalhães (BA), com alta de 6,47%.

No cenário internacional, crescem rumores de reaproximação entre EUA e China nas negociações comerciais. Após negativas chinesas às falas de Donald Trump, fontes próximas ao governo chinês afirmaram que a administração norte-americana teria buscado contatos para aliviar a tensão tarifária. Essa possível trégua pode influenciar positivamente os volumes exportados e os preços internacionais da soja nos próximos meses.

 





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Milho fecha de forma mista em Chicago



O cenário atual demonstra uma disputa entre fundamentos de alta e baixa



Milho segue sustentado pelo bom ritmo das exportações norte-americanas
Milho segue sustentado pelo bom ritmo das exportações norte-americanas – Foto: Agrolink

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado futuro de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quinta-feira com cotações mistas, influenciado pela combinação de uma demanda externa robusta e pelas condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos, que reforçam a possibilidade de uma safra recorde no país. O contrato de maio, utilizado como referência para a safra de verão brasileira, recuou 0,64%, ou -3,00 cents/bushel, fechando a US\$ 464,25. Já o contrato de julho caiu 0,68%, ou -3,25 cents/bushel, encerrando o dia a US\$ 472,25.

Apesar da leve queda nos preços, segundo a consultoria, o milho segue sustentado pelo bom ritmo das exportações norte-americanas. Na comparação semanal, as vendas externas caíram 12%, mas continuam elevadas. O México se destacou como principal comprador, sendo responsável por uma parcela significativa das aquisições para as safras 2024/25 e 2025/26, evidenciando o avanço nas negociações comerciais com os EUA. Essa demanda consistente atua como fator de suporte para os preços em meio à expectativa de maior oferta.

O cenário atual demonstra uma disputa entre fundamentos de alta e baixa: de um lado, a força das exportações e os acordos comerciais; de outro, a previsão de uma colheita abundante, que pode pressionar o mercado nos próximos meses. Os investidores permanecem atentos à evolução do clima no cinturão do milho americano e aos desdobramentos das negociações com países compradores, especialmente o México, que deve continuar como peça-chave na demanda internacional por milho dos EUA. As informações foram divulgadas nesta manhã.

 





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México impulsiona mercado do milho



Por outro lado, fatores baixistas também estiveram presentes



Por outro lado, fatores baixistas também estiveram presentes
Por outro lado, fatores baixistas também estiveram presentes – Foto: Divulgação

Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado do milho ganhou impulso nesta semana com destaque para o aumento das compras do México, que já adquiriu 20,3 milhões de toneladas do grão norte-americano no ciclo 2024/2025. Esse volume representa 35% das exportações totais de milho dos Estados Unidos e mostra um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, reforçando a importância estratégica da relação comercial entre os dois países para a sustentação dos preços.

O cenário altista foi reforçado por declarações da presidente mexicana Claudia Sheinbaum Pardo, que relatou uma “conversa muito positiva” com o ex-presidente Donald Trump sobre a melhoria da balança comercial bilateral. Sheinbaum afirmou que os secretários da Fazenda, Tesouro, Economia e Comércio de ambas as nações continuarão negociando para avançar em temas pendentes que beneficiem economicamente os dois lados, o que pode intensificar ainda mais as importações mexicanas.

Além disso, o relatório semanal do USDA revelou que as exportações americanas de milho seguem firmes, com vendas de 1.014.400 toneladas para a safra 2024/2025 — número dentro do esperado pelo mercado. O México liderou as compras com 451.400 toneladas. Também houve destaque para negociações da safra 2025/2026, que surpreenderam positivamente com 244,7 mil toneladas, das quais 184,7 mil foram destinadas ao México.

Por outro lado, fatores baixistas também estiveram presentes. O USDA informou uma melhora nas condições climáticas para as lavouras americanas, reduzindo de 26% para 20% a área com algum nível de seca. Além disso, na Argentina, a colheita de milho segue em ritmo lento, com os produtores priorizando a soja. Mesmo assim, os contratos futuros de milho em Chicago registraram leve alta: setembro fechou em US\$ 172,14 e dezembro em US\$ 176,07 por tonelada.

 





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