domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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como a praga atinge o café


Considerado a praga mais relevante da cafeicultura brasileira desde a década de 1970, o bicho mineiro (Leucoptera coffeella) continua causando prejuízos às lavouras, segundo o engenheiro agrônomo João Leonardo Corte Baptistella, em artigo publicado no Blog da Aegro.

“Devido às mudanças no sistema produtivo do cafeeiro, o bicho mineiro passou a ser a praga mais importante da cultura”, afirma Baptistella. O inseto ataca exclusivamente o cafeeiro, provocando perda de área foliar ao escavar galerias nas folhas, especialmente nos terços médio e superior das plantas.

A fase adulta da praga é uma mariposa que deposita ovos na parte superior das folhas, preferencialmente no terço superior da planta. Após a eclosão, as larvas penetram no interior da folha e iniciam o consumo da área foliar, comprometendo a fotossíntese e, consequentemente, a produtividade da lavoura.

De acordo com Baptistella, o ambiente pode influenciar diretamente o comportamento da praga. “O bicho mineiro é favorecido por condições mais secas e temperaturas elevadas. Portanto, podem ser mais problemáticos em lavouras mais espaçadas e nas faces mais ensolaradas do cafezal”, explica. Outro fator que pode agravar a infestação é o desequilíbrio nutricional das plantas.

O uso descontrolado de inseticidas pode contribuir para o aumento da praga. “O uso indiscriminado de inseticidas não seletivos e de produtos cúpricos têm grande impacto sobre os inimigos naturais do bicho mineiro, portanto, altas infestações são favorecidas”, observa o engenheiro.

Entre as medidas recomendadas, o controle cultural pode ser realizado com plantios mais adensados e adubações equilibradas. O controle biológico também é uma alternativa eficaz, com destaque para parasitóides da família Eulophidae e Braconidae, além de predadores como os vespídeos, considerados os mais eficientes.

O controle químico deve ser adotado apenas quando os níveis de dano justificarem a intervenção. “O controle químico deve ser realizado quando os níveis de dano forem atingidos, sempre prestando atenção nas amostragens e no histórico de infestação da área”, reforça Baptistella.





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Produção de café no Brasil deve crescer 2,7% em 2025


A produção brasileira de café está projetada para atingir 55,7 milhões de sacas na safra de 2025, representando um crescimento de 2,7% em relação ao ciclo anterior, mesmo em um ano de bienalidade negativa. Segundo o 2º Levantamento da Safra de Café 2025, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (6), esse volume, se confirmado, será o maior já registrado para um ano de baixa bienalidade, superando em 1,1% a colheita de 2023.

O aumento é atribuído, principalmente, à recuperação de 28,3% na produtividade média das lavouras de café conilon, cuja produção está estimada em 18,7 milhões de sacas, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Conab. A estatal destaca que “o resultado se deve, sobretudo, à regularidade climática durante as fases mais críticas das lavouras, que beneficiaram floradas positivas e boa quantidade de frutos por rosetas” .

No Espírito Santo, principal produtor de conilon do país, a produção esperada é de 13,1 milhões de sacas, impulsionada pelas boas precipitações no norte do estado, região que representa 69% da área cultivada com essa variedade no Brasil. Na Bahia, a colheita de conilon deve alcançar 2,5 milhões de sacas, superando Rondônia, onde a expectativa é de 2,28 milhões de sacas .

Em contrapartida, a produção de café arábica, mais sensível à bienalidade, deve recuar 6,6%, totalizando cerca de 37 milhões de sacas. Em Minas Gerais, maior produtor nacional dessa variedade, a colheita está estimada em 25,65 milhões de sacas, impactada por um período prolongado de seca entre abril e setembro de 2024, que comprometeu o potencial produtivo das lavouras .

A área total destinada à cafeicultura no país deve crescer 0,8%, alcançando 2,25 milhões de hectares. A área em produção tende a recuar 1,4%, estimada em 1,86 milhão de hectares, enquanto a área em formação deve aumentar 12,3%, movimento típico em anos de menor colheita .

No mercado internacional, o Brasil exportou 11,7 milhões de sacas de café entre janeiro e março de 2025, uma queda de 1% em comparação com o mesmo período de 2024. Apesar da redução no volume, a receita com exportações cresceu 68,9%, totalizando US$ 4,1 bilhões, impulsionada pela valorização dos preços internacionais do café.





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RS define vazio sanitário da soja para julho a setembro



Mapa estabelece regras para safra de soja 2025/2026




Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu, por meio da Portaria nº 1.271, publicada em 5 de maio de 2025, os períodos de vazio sanitário e o calendário de semeadura da soja para a safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul. Conforme a normativa, o vazio sanitário ocorrerá de 3 de julho a 30 de setembro, enquanto o plantio será permitido entre 1º de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026.

O vazio sanitário tem como objetivo reduzir a presença do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas que afetam a cultura da soja. Durante esse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento, visando interromper o ciclo da doença e minimizar impactos negativos na safra seguinte.

O calendário de semeadura, por sua vez, busca racionalizar o uso de fungicidas e reduzir o risco de desenvolvimento de resistência do fungo aos defensivos químicos. Essa medida faz parte do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).

No Rio Grande do Sul, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) coordena o programa “Monitora Ferrugem”, que realiza o monitoramento de esporos do fungo nas regiões produtoras. A metodologia utilizada associa a detecção da presença de esporos às condições meteorológicas, gerando mapas indicativos de predisposição da ocorrência da ferrugem asiática, auxiliando técnicos e produtores na tomada de decisão e adoção de medidas de manejo da doença.





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Moagem de trigo cresce 3% no Brasil em 2024



Setor de trigo registra aumento de produção em 2024




Foto: Canva

A produção de farinha de trigo no Brasil registrou um crescimento de 3% em 2024, totalizando mais de 13,19 milhões de toneladas de grãos moídos no período. Os dados são da Pesquisa de Moagem de Trigo divulgada pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), que apontou o processamento em 150 plantas industriais espalhadas pelo país. O aumento corresponde a 380.432 toneladas a mais que o volume processado em 2023.

De acordo com a Abitrigo, a destinação da farinha manteve os mesmos padrões de anos anteriores. “A panificação e as pré-misturas responderam por 30% do consumo da farinha produzida, enquanto a indústria de massas absorveu 15,4% e a indústria de biscoitos ficou com 11,9%”, informou a associação.

A pesquisa também destacou a dependência do trigo importado na produção nacional. Cerca de metade do trigo consumido no Brasil em 2024 foi importado. “As regiões Norte e Nordeste continuam sendo as mais dependentes do trigo vindo de outros países, com praticamente todo o volume processado nessas localidades proveniente de importações”, apontou o levantamento.





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Couve Manteiga mantém tradição nos pratos típicos


A couve, uma das hortaliças mais consumidas no Brasil, se destaca pelo valor nutricional e versatilidade na culinária. Rica em vitaminas A, C e K, além de Ferro, Cálcio e fibras, ela auxilia no bom funcionamento intestinal e na manutenção da saúde. Com diferentes aplicações gastronômicas, a hortaliça está presente em sucos, refogados, sopas, saladas e pratos típicos. A ISLA Sementes, maior empresa brasileira no setor de sementes de hortaliças, flores, ervas e temperos, oferece uma ampla variedade de sementes de couve para cultivo.

“A couve é uma hortaliça que se desenvolve muito bem nas regiões onde a temperatura é mais amena. Este clima frio contribui para a melhoria da textura e do sabor das folhas, deixando-as mais macias e agradáveis ao paladar. Além disso, as baixas temperaturas ajudam a reduzir a presença de pragas e doenças, favorecendo um desenvolvimento mais saudável”, afirma Marcos Zaparoli, agrônomo do Departamento Técnico da ISLA Sementes.

Entre as variedades disponíveis, a Couve Kale apresenta folhas crespas crocantes de coloração verde escura, indicada para consumo em saladas, sucos, sopas e na produção de chips. Já a Couve Chinesa, com textura cremosa e sabor levemente picante, é geralmente consumida cozida ou refogada, mas também pode ser utilizada crua em saladas. A Couve Manteiga, conhecida pelas folhas tenras, é amplamente usada em pratos tradicionais como feijoada, além de saladas e sucos. Outra opção é a Couve Mahara, com folhas pequenas, macias e sabor suave, cultivada como microverde e colhida entre 7 a 21 dias após o plantio, sendo ideal para cultivo doméstico.

Para o cultivo da hortaliça, é recomendado escolher a semente mais adequada ao clima da região. O desenvolvimento da couve ocorre melhor em locais com alta luminosidade, incluindo luz solar direta, mas com sombreamento parcial. O solo deve ser mantido úmido, porém sem encharcamento, e precisa ser bem drenado, fértil e adubado. Em vasos, a couve necessita de pelo menos 15 cm de profundidade em recipientes com 25 cm de diâmetro. Em canteiros, o espaçamento sugerido varia de 80 cm a 1 metro entre linhas e 50 cm entre plantas. As mudas devem ser transplantadas ao atingirem de 4 a 6 folhas e cerca de 10 cm de altura, preferencialmente no fim da tarde ou em dias nublados, com irrigação logo após o plantio.





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Oficina Técnica aborda “Implantação e manejo de pastagem perene de verão”


“Implantação e manejo de pastagem perene de verão” foi o foco da Oficina Técnica promovida pelo Sistema Faesc/Senar (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e Sindicato Rural de Imaruí, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pecuário e Pesqueiro e a Epagri. A iniciativa fez parte da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Pecuária de Corte.

O evento, realizado na propriedade de Jailson de Souza na Comunidade Cangueri de Fora (Imaruí), reuniu cerca de 60 participantes. As atividades foram conduzidas pelo técnico de campo da ATeG, Alisson Cascaes Mendes.

De acordo com o supervisor técnico da ATeG Senar/SC, Pablo Henrique Ambrosio, o objetivo foi capacitar os produtores rurais sobre as melhores práticas para a implantação de pastagens, o que é crucial para garantir a sustentabilidade e produtividade no setor. Os especialistas compartilharam conhecimentos sobre técnicas de manejo que visam otimizar a qualidade forrageira, melhorar a eficiência na utilização dos recursos naturais e aumentar a rentabilidade das propriedades.

Durante a oficina, os participantes puderam vivenciar na prática as etapas do processo, desde a escolha das espécies forrageiras adequadas até as estratégias de manejo que garantem a longevidade das pastagens. O intercâmbio de experiências entre os produtores foi um dos pontos altos da saída de campo, criando um ambiente colaborativo para que todos pudessem aprender uns com os outros.

ASSUNTOS EM DESTAQUE

Entre os assuntos em destaque estiveram o manejo de implantação do capim tangola, o custo de implantação e manejo de condução; a análise bromatológica; o ajuste de dieta de acordo com a pretensão de ganho e também conforme a qualidade da pastagem.

O evento oportunizou, ainda, comparar a qualidade de outras tangolas com diferentes solos e manejos; bem como de diferentes espécies forrageiras; diferentes níveis de suplementação de acordo com os níveis nutricionais de cada pastagem e de cada condução de pastejo; além de avaliação de vigor de rebrota conforme a altura e pressão de pastejo.

PARCERIA ESTRATÉGICA

A supervisora regional do Senar/SC, Sueli Silveira Rosa, ressaltou que a parceria entre as instituições reforça a importância da colaboração entre diferentes setores para o desenvolvimento rural. De acordo com ela, essa união permite não apenas a troca de conhecimento, mas também o fortalecimento da rede de apoio aos produtores rurais locais.

O produtor e presidente do Sindicato Rural de Imaruí, Ariosvaldo Alves, também realçou a importância dessa cooperação para o sucesso da iniciativa. Ele afirmou que a atuação conjunta potencializa os resultados e garante que as demandas dos produtores sejam atendidas de forma eficiente, o que contribui para o crescimento da pecuária de corte.

AVALIAÇÃO POSITIVA

Os participantes da Oficina Técnica avaliaram de forma positiva as atividades. “Eventos como esse são fundamentais para nós, produtores. Aprender sobre novas técnicas e trocar experiências ajuda a melhorar nosso trabalho e garantir um futuro mais sustentável para nossas propriedades”, frisou um dos produtores presentes.  

PRÓXIMOS PASSOS

A ação marcou o início de uma série de atividades planejadas para promover o desenvolvimento sustentável no campo. A Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pecuário e Pesqueiro continuará trabalhando em parceria com as instituições envolvidas para oferecer capacitações e suporte aos produtores.

ASSISTÊNCIA TÉCNICA E GERENCIAL

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, enfatizou que desde 2016, a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), implementada com a parceria dos Sindicatos Rurais, já beneficiou inúmeros produtores. “Os resultados vão além de números. Temos orgulho de mencionar que inúmeras famílias hoje contam com uma gestão eficaz e melhoraram a produtividade e a qualidade de seus rebanhos. Além disso, tomam decisões mais estratégicas, baseadas em dados e orientações técnicas, conquistaram mais qualidade de vida e aumentaram a renda”.





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Colheita de caqui avança com boa qualidade



A colheita de caqui avança na região de Caxias do Sul




Foto: Pixabay

A colheita de caqui avança na região de Caxias do Sul, impulsionada pelas condições climáticas favoráveis, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (30). Conforme o levantamento, os caquizeiros apresentam boa sanidade e os frutos chegam ao mercado com calibre, sabor e coloração adequados.

A variedade Fuyu, também conhecida como “chocolate branco”, registrou frutos de maior calibre nesta safra, mas com menor volume disponível para venda. “O descolamento do cálice, uma anomalia fisiológica, compromete parte da produção, tornando o caqui impróprio para comercialização e resultando no descarte ainda nos pomares”, informa o relatório.

A alta oferta da fruta reflete diretamente na queda dos preços, com a variedade Fuyu sendo comercializada a R$ 2,00 o quilo a granel. Em contrapartida, a produção de caqui Kioto está mais restrita, o que eleva o valor de mercado dessa variedade.

Alguns produtores, com o objetivo de prolongar o período de venda e buscar melhores preços, estão optando por armazenar os frutos em ambientes refrigerados. “Essa estratégia aumenta o custo de produção, mas permite o escalonamento da oferta no mercado”, destaca a Emater/RS-Ascar.





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Soja recua levemente enquanto na semana



Esse período é tradicionalmente caracterizado por alta volatilidade



Esse período é tradicionalmente caracterizado por alta volatilidade
Esse período é tradicionalmente caracterizado por alta volatilidade – Foto: Emerson Peres

Segundo informações da StoneX, as cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a semana passada com leve baixa, refletindo um cenário de incertezas comerciais e início da safra norte-americana. No fechamento do dia 2 de maio, o contrato com vencimento em julho ficou em 1.058 centavos de dólar por bushel, registrando queda de 0,1% em sete dias. Apesar da ausência de avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e China, o mercado reagiu positivamente aos recentes gestos diplomáticos entre as duas potências.

Nos próximos dias, a atenção dos investidores e agentes do setor estará voltada a dois fatores principais nos Estados Unidos. O primeiro é a expectativa de que o governo anuncie aumentos nos mandatos de mistura de biodiesel e diesel renovável, medida que pode impulsionar a demanda por óleo de soja. O segundo ponto de interesse é o avanço do plantio da nova safra americana de soja, que marca o início do chamado “mercado climático”.

Esse período é tradicionalmente caracterizado por alta volatilidade, pois o desempenho da safra depende fortemente das condições meteorológicas. Qualquer alteração climática significativa pode impactar a produtividade e, consequentemente, os preços internacionais da oleaginosa.

Diante desse cenário, o mercado deve manter um comportamento cauteloso, monitorando tanto os desdobramentos das negociações comerciais quanto o progresso do plantio nos EUA. Ambos os fatores terão papel central na definição da tendência dos preços da soja nas próximas semanas. As informações foram divulgadas nesta semana.

 





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Empresa tem maior taxa de conversão da história na Agrishow



40% de agricultores são novos no uso da irrigação


Foto: Divulgação

A Agrishow 2025 marcou um desempenho importante para a Valley, marca da Valmont, no que diz respeito à conversão de vendas e à ampliação do mercado de irrigação. De acordo com Vinicius Melo, diretor comercial da Valley, a empresa registrou a maior taxa de conversão da história na feira.

“Tivemos um incremento muito grande nas vendas. O grande destaque é que conseguimos uma bela porcentagem de negócios com recursos próprios. A taxa de conversão dos negócios fechados na feira já é a melhor da nossa história. Estamos falando em mais de 60% de taxa de conversão, ou seja, um pedido que entrou na feira já foi direto para fabricação”, afirma o diretor comercial.

Um dos dados mais relevantes da participação deste ano é o perfil dos compradores. “A procura por irrigação por pivô central foi muito grande. Cerca de 40% dos agricultores que atendemos na Agrishow são novos na irrigação. Normalmente, as compras são recorrentes, de produtores já irrigantes em busca de expansão. Isso mostra o quanto a irrigação vem ganhando força como prioridade dentro da porteira”, ressalta Vinicius Melo.

A procura é comprovada por pesquisas recentes. Um levantamento realizado pela Embrapa, com dados até outubro de 2024, que mostrou uma expansão de quase 300 mil hectares irrigados no Brasil em relação à última análise, feita em 2022, pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). De acordo com o levantamento atual, 2,2 milhões de hectares são irrigados por pivôs centrais no Brasil. Em 2022, a área correspondia a 1,92 milhão de hectares.

A Valley apresentou durante o evento uma série de soluções para ampliar o acesso à irrigação, como energia solar com baterias de armazenamento, automação digital com a nova plataforma AgSense 365®, e tecnologias voltadas à cana-de-açúcar, como o sistema limpa-trilhos e o PolySpan®, tubulação anticorrosiva para vinhaça.





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Cultivo protegido garante pimentão de qualidade



Pimentão tem baixa incidência de pragas, diz Emater




Foto: Pixabay

A produção de pimentão na região de Bom Princípio, no Vale do Caí, apresenta bom desenvolvimento e baixa incidência de pragas e doenças, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o levantamento, os cultivos em ambientes protegidos garantem frutos de qualidade, com coloração e tamanho adequados para o mercado. “Os produtores seguem colhendo pimentões com boas características e sem grandes problemas fitossanitários”, informou a Emater/RS-Ascar.

O preço do pimentão permanece estável na região, variando entre R$ 45,00 e R$ 50,00 por caixa de 10 quilos, dependendo da cor e do tamanho dos frutos.





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