quarta-feira, abril 1, 2026

Política & Agro

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Exportações agropecuárias crescem 65,4% na Bahia


A agropecuária da Bahia registrou um crescimento de 25,6% nos últimos dez anos e manteve sua expansão em 2024. Segundo relatório da Secretaria de Agricultura (Seagri), o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estadual alcançou R$ 55,4 bilhões no ano passado.

A soja consolidou-se como o principal produto do setor, com alta de 59% na última década e avanço de 8% em 2024. Outras culturas também registraram crescimento expressivo, como cacau (168%), laranja (83%) e café (62%).

A Seagri atribui o desempenho à ampliação das áreas de cultivo e às oscilações positivas dos preços agrícolas. O setor representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) baiano.

Para a safra 2024/25, a projeção é de 3,9 milhões de hectares cultivados com grãos, um aumento de 4,5% em relação ao ciclo anterior. A expectativa de produção é de 13,7 milhões de toneladas, sendo 60,8% de soja, 18,1% de milho e 13,4% de algodão, além de sorgo, feijão, mamona e trigo. Parte da produção é destinada ao consumo interno e ao mercado internacional.

As exportações do estado também cresceram nos últimos cinco anos. Em 2020, a Bahia exportou US$ 4,05 bilhões em produtos agropecuários. Em 2024, o volume atingiu US$ 6,71 bilhões, um avanço de 65,4%. A soja liderou as exportações, com alta de 73,5% no período.

Entre os destaques da safra atual estão o café e o cacau. A Bahia, quarto maior produtor nacional de café, deve aumentar sua produção em 11,3% em 2025, atingindo 3,4 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estado também se fortalece como produtor de cafés especiais, conquistando reconhecimento internacional.

No segmento do cacau, a Bahia retomou a liderança nacional em 2024, superando o Pará. Em 2023, foram produzidas 139.011 toneladas de amêndoas de cacau, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O oeste do estado tem se destacado como nova fronteira agrícola para o cultivo, com potencial para dobrar a safra nacional até 2030.





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Polícia Civil apreende tratores avariados por enchentes no RS que estavam à…


A ação foi realizada após denúncia de que os tratores haviam sido vendidos por uma seguradora para empresas, com a finalidade de retirar peças e não para revenda em condições normais de uso

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) apreendeu quatro tratores que estavam sendo comercializados de maneira irregular, no bairro São Cristóvão, em Cascavel, na tarde desta sexta-feira (14). Os veículos haviam sido avariados nas enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul.

A ação foi realizada após denúncia de que os tratores haviam sido vendidos por uma seguradora para empresas, com a finalidade de retirar peças e não para revenda em condições normais de uso. 

De acordo com a delegada Thais Regina Zanatta, a investigação revelou que um quinto trator já havia sido vendido anteriormente. O preço de mercado de tratores desse tipo varia de R$ 500 mil a R$ 600 mil, entretanto, haviam sido adquiridos por R$ 14 mil cada. 

“Apesar da restrição judicial, os tratores estavam sendo revendidos por cerca de R$ 430 mil, representando lucro de aproximadamente 3.000%. Durante a operação, os policiais encontraram tratores com placas indicando que seriam ‘zero km’, embora tivessem histórico de danos”, explica. 

NEGOCIADO – Ao menos um trator já havia sido negociado em janeiro deste ano. Os tratores apreendidos foram encaminhados à delegacia e permanecerão à disposição da Justiça.

“A PCPR alerta que a comercialização irregular de bens sinistrados pode configurar crimes contra o consumidor, estelionato e descumprimento de decisão judicial”, completa a delegada. 

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e verificar o destino de outros tratores que possam ter sido vendidos de forma indevida. 

DENÚNCIAS – A população ainda pode contribuir com investigações que estejam em andamento. Denúncias podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia. Se o crime estiver em curso, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

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Custo de produção do algodão em Mato Grosso aumenta 11,99%



Custo operacional efetivo (COE) também registrou alta




Foto: Canva

O custo de produção do algodão em Mato Grosso para a safra 2025/26 apresentou aumento, conforme dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). De acordo com o relatório do Projeto Campo Futuro da Cadeia Produtiva do algodão (CPA-MT), em fevereiro de 2025, o custo ponderado não mostrou grandes variações mensais, mas acumulou uma elevação de 11,99% em relação à safra anterior, alcançando R$ 10.740,02 por hectare.

Entre os principais fatores que impactaram esse aumento está o crescimento de 5,36% nas despesas de classificação e beneficiamento, que atingiram R$ 1.536,89 por hectare. O custo operacional efetivo (COE) também registrou alta, sendo projetado em R$ 15.230,98 por hectare — um acréscimo de 0,68% em relação a janeiro de 2025 e o maior valor desde a safra 2022/23.

Para que o produtor consiga cobrir o COE, o preço mínimo de venda da produção deve ser de R$ 128,95 por arroba. No entanto, com o preço médio ponderado de comercialização da safra 2025/26 situado em R$ 138,39 por arroba até fevereiro de 2025, os cotonicultores têm conseguido cobrir seus custos até o momento. Mesmo assim, o Imea alerta para a importância de acompanhar o comportamento do mercado, a fim de identificar as melhores oportunidades de negócio.

Com a elevação dos custos de produção, o cenário exige atenção redobrada dos produtores de algodão em Mato Grosso, que devem ficar atentos às oscilações do mercado para garantir rentabilidade na safra 2025/26.





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Previsão de clima ameno anima produtores de hortaliças



Estresse hídrico afeta cultivos de alface e rúcula




Foto: Seane Lennon

A produção de folhosas no Rio Grande do Sul tem sido afetada pelas variações climáticas. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (20) pela Emater/RS-Ascar, enquanto algumas regiões registram desenvolvimento favorável, outras enfrentam desafios com altas temperaturas e déficit hídrico.

Na região administrativa de Soledade, as temperaturas mais amenas favoreceram o crescimento da alface. No entanto, o tempo seco exigiu maior controle de tripes, praga que se proliferou devido às condições climáticas.

Em Passo Fundo, o cenário é diferente. O calor intenso e as chuvas irregulares prejudicaram o desenvolvimento de alface, rúcula, radiche, agrião e couve-folha. A falta de umidade tem comprometido o crescimento dessas culturas.

Na região de Santa Rosa, o estresse hídrico continua afetando os cultivos de folhosas. Em sistemas hidropônicos, a elevação da temperatura da solução nutritiva exigiu a adição de gelo para proteger as raízes. Embora haja disponibilidade de água, o calor excessivo e a forte radiação solar provocaram o murchamento das plantas. Com a previsão de temperaturas mais amenas, produtores planejam retomar o plantio para garantir a oferta dessas hortaliças no próximo mês.





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São Paulo registra alta na cotação das fêmeas



Exportações de carne bovina in natura seguem em alta




Foto: Canva

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, a cotação das fêmeas registrou alta em São Paulo devido à redução da oferta e escalas de abate mais curtas, que, em média, estão em sete dias úteis. Com isso, os preços subiram R$ 2,00 por arroba, enquanto o boi gordo manteve estabilidade.

No oeste do Maranhão, a escassez de oferta também pressionou as cotações para cima, com todas as categorias registrando valorização de R$ 2,00 por arroba. A escala de abate, em média, foi reduzida para cinco dias.

No Espírito Santo, a retenção da boiada por parte dos vendedores, que aguardam preços mais altos, contribuiu para a elevação da arroba do boi gordo em R$ 2,00. No sudeste de Rondônia, as escalas de abate encurtaram para cerca de sete dias.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura seguem em alta. Até a terceira semana de março, foram embarcadas 163,3 mil toneladas, com média diária de 12,6 mil toneladas, um crescimento de 51,1% em relação ao mesmo período de 2024. O preço médio da tonelada subiu 7,8% na comparação anual.





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Expansão do biodiesel impulsiona setor de soja



Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística



Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística
Um desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística – Foto: Divulgação

O Rabobank, por meio da analista setorial de grãos e oleaginosas Marcela Marini, destacou em seu relatório a crescente participação do biodiesel na matriz energética brasileira e seus impactos no setor de soja. Desde 2008, a mistura de biodiesel no diesel aumentou de 2% para 14% em 2024, impulsionando a produção local. Com a legislação sancionada em outubro de 2024, que prevê um aumento anual de 1% na mistura até atingir 20% em 2030, a necessidade de esmagamento adicional de soja se torna evidente para suprir a demanda por óleo vegetal.  

Esse crescimento na capacidade de esmagamento será sustentado pela maior demanda por óleo de soja, mas trará desafios ao mercado de farelo de soja. Com o aumento da oferta, os preços do farelo devem sofrer pressão de queda, tornando essencial a atração de compradores exportadores. Ainda assim, o óleo de soja deverá ganhar relevância na composição das margens de esmagamento, tornando-se um fator estratégico para o setor.  

A RaboResearch projeta que a produção brasileira de soja pode alcançar 185 milhões de toneladas métricas até 2030, garantindo suprimentos suficientes para atender à demanda interna crescente. Além disso, fatores externos, como a possível redução das importações chinesas e as restrições impostas pela Regulamentação Europeia de Desmatamento (EUDR), podem limitar o crescimento das exportações do complexo de soja, aumentando a importância do mercado doméstico.  

Outro desafio apontado pelo estudo é a infraestrutura logística, cuja falta de investimentos pode restringir a capacidade de escoamento para exportação. Diante desse cenário, a demanda interna mais forte ajudaria a equilibrar o setor. Para viabilizar essa expansão, será essencial a continuidade das políticas governamentais de incentivo e o engajamento do setor privado, reduzindo os riscos para investimentos adicionais na capacidade de esmagamento.

 





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Fundecitrus participa de curso de habilitação de técnicos para a emissão de Certificado Fitossanitário (CFO/CFOC)


O Fundecitrus participou, na última semana, da 65ª edição do Curso de Habilitação de Responsáveis Técnicos para Emissão de Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC), em Campinas (SP).

O treinamento foi promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em conjunto com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), e com o Instituto Biológico (IB). O curso, que é direcionado para credenciar engenheiros-agrônomos e florestais, aborda as normas de certificação fitossanitária de origem e de origem consolidada, trânsito de plantas ou de produtos vegetais, legislações sobre o Sistema de Mitigação de Risco (SMR), cancro cítrico e greening, além das pragas de requisito de exportação e normas para atendimento a diretiva europeia. 

A programação do curso contou com diversas palestras que trataram desde orientações gerais sobre as normas de certificação até orientações específicas sobre pragas quarentenárias presentes (PQP’s) e pragas de interesse de países importadores, com foco na cadeia produtiva de citros.

O engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Arthur Tomaseto abordou, em sua palestra, a identificação e controle do greening. “Essa troca de conhecimento com os técnicos é muito importante, pois são eles que vão levar a informação aos produtores de citros de forma assertiva e conscientizá-los da gravidade da doença. Conhecê-la bem ajuda a mitigar os riscos e impactos na citricultura”, explica.  

Já a palestra da engenheira-agrônoma do Fundecitrus Jaqueline Della Vechia tratou sobre a gravidade do cancro cítrico, doença que pode gerar grandes prejuízos ao citricultor. “As lesões de cancro cítrico depreciam a qualidade dos frutos para o mercado in natura e restringem a comercialização da produção.  Devido às cargas com frutos contaminados com cancro cítrico enviadas à Europa, o Brasil aumentou a fiscalização. Por isso, é essencial que os profissionais estejam capacitados para identificarem a doença”, afirma. 

O Certificado Fitossanitário de Origem é uma ferramenta utilizada para evitar a entrada de pragas e doenças que possam impactar o meio ambiente e a economia em locais que não registraram suas ocorrências ou que já comprovaram estar livres e com suas disseminações controladas.

Cerca de 40 técnicos participaram do treinamento.





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Workshop Colheita Produtiva reúne 70 pessoas em Monte Azul Paulista (SP)



O Fundecitrus realizou, nesta quinta-feira (13), o Workshop Colheita Produtiva


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus realizou, nesta quinta-feira (13), o Workshop Colheita Produtiva no auditório da Uniceres, em Monte Azul Paulista (SP). Cerca de 70 pessoas participaram do evento, entre engenheiros-agrônomos, citricultores, técnicos do setor e gestores de equipes de colheita.

O workshop abordou importantes mecanismos de produtividade da colheita, visando otimizar a prática no campo, e perspectivas para o uso de plataformas e máquinas e atualização do manejo de greening. “A boa gestão de equipes de colheita é fundamental para que os resultados desse trabalho tenham um incremento de produção, promovendo eficiência, qualidade e inovação dentro do pomar”, diz a especialista em processos no projeto Colhe+, Marcella Freitas. O encontro também levou atualizações sobre o manejo do greening e do psilídeo na região. “Esse encontro foi muito importante para reforçar as estratégias de manejo preconizadas pelo Fundecitrus na batalha contra o greening. A atualização constante é necessária para que as ações sejam coordenadas e realizadas de forma eficaz pelos produtores”, explica o engenheiro-agrônomo do Fundecitrus Olavo Bianchi.

O Colhe+ é um projeto idealizado pelo Fundecitrus, em parceria com a empresa Move Agro, que busca promover o desenvolvimento da colheita de citros por meio da melhoria do processo de colheita manual e da busca de soluções mecanizadas e semimecanizadas para a citricultura.





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Eficácia de inseticidas para o controle do psilídeo é tema do Fundecitrus Podcast



55º episódio do Fundecitrus Podcast


Foto: Fundecitrus

 

O 55º episódio do Fundecitrus Podcast discute o estudo que analisou a eficácia de inseticidas em populações de psilídeo provenientes de diferentes regiões do estado de São Paulo. O trabalho serviu como base para o desenvolvimento de uma importante plataforma do Fundecitrus, o Avalia Psilídeo, que contribui para o manejo do inseto nos pomares. A conversa é com o pesquisador do Fundecitrus Marcelo Miranda e com o autor do estudo, o engenheiro-agrônomo da instituição e ex-aluno do MasterCitrus — Programa de Mestrado Profissional em Fitossanidade dos Citros —, Olavo Bianchi.





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Brasil avança com a regulamentação de bioinsumos: Oportunidade ou risco?


O Brasil deu um passo decisivo na regulamentação dos bioinsumos com a promulgação da Lei nº 15.070 no final do ano passado, que estabelece uma estrutura para a produção agrícola desses insumos biológicos. Essa lei promete transformar a agricultura do país, mas também apresenta grandes desafios em termos de controle de qualidade e regulamentação.

A DunhamTrimmer, líder em inteligência de mercado de bioinsumos, reuniu um painel de especialistas para analisar o escopo e os riscos dessa nova legislação. Ignacio Moyano Córdoba, vice-presidente da empresa para a América Latina, destacou a importância do debate: “O Brasil tem o potencial de se tornar um líder mundial em biotecnologia agrícola, mas a implementação correta dessa lei será fundamental para seu sucesso”.

O painel incluiu Mariangela Hungria da Cunha (pesquisadora da Embrapa), Ithamar Prada (BioWorld), Julia Emanuela de Souza (ANPII Bio) e Gustavo Branco (ABISOLO), que apresentaram seus pontos de vista sobre a produção descentralizada e “on farm” de bioinsumos. 

Mariangela Hungria expressou preocupação com a qualidade dos insumos agrícolas produzidos “on farm”: “Com relação a essa produção especificamente, estamos muito preocupados com a disseminação de doenças e o uso de micro-organismos que não foram devidamente avaliados em termos de eficiência agronômica. Temos discutido a produção na fazenda em nosso grupo científico nos últimos cinco anos. Acreditamos que qualquer um pode produzir seus biológicos desde que: 1) Adquira cepas adequadas e oficiais que os pesquisadores brasileiros tenham confirmado serem eficientes e seguras para uso; 2) Tenha um programa sistemático de controle de qualidade em vigor e um técnico responsável pela produção; e 3) Tenha sua unidade de produção registrada no Ministério da Agricultura”. 

Por sua vez, Ithamar Prada saudou a iniciativa: “A nova legislação é moderna e fornece bases importantes para a segurança jurídica dos agricultores e de toda a cadeia de bioinsumos, tanto para o setor de produtos acabados quanto para as empresas que fabricam tecnologias para a produção agrícola. A lei, sem dúvida, contribui para avanços importantes na sustentabilidade da agricultura brasileira, com benefícios que serão sentidos em curto prazo”.

Julia Emanuela de Souza destacou que “a produção na fazenda é uma realidade na agricultura brasileira há alguns anos, mas precisava urgentemente de regulamentação para garantir que essa produção fosse realizada de forma segura, eficiente e de acordo com os interesses dos produtores, do setor de bioinsumos, bem como do meio ambiente e da sociedade como um todo”.  No entanto, ele alertou que, sem uma regulamentação adequada e padrões bem definidos, “a reputação dos bioinsumos e a confiança dos produtores são colocadas em risco. A falta de controle pode resultar em produtos de baixa qualidade, prejudicando a eficácia da tecnologia e comprometendo sua credibilidade”.

Gustavo Branco, por sua vez, observou que “a melhor solução depende de uma boa regulamentação, o que, nesse caso, não é fácil de ser feito, pois ainda há muita incerteza quanto à classificação dos produtos. O governo enfrenta o desafio de identificar quem é a fonte mais confiável de dados para fornecer a classificação correta, sem falar no estabelecimento de padrões de qualidade (seja para a produção agrícola ou industrial) com o objetivo de definir e avaliar o que cada produto/tecnologia se propõe a fazer”.

De acordo com o Mestre em Direito Mauro Brant Heringer, Diretor de Relações Internacionais da ABINBIO (Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos), a promulgação da Lei nº 15.070 marca um “momento histórico para o agronegócio brasileiro e para a promoção da sustentabilidade na agricultura”. Isso porque a legislação estabelece “padrões rigorosos para a produção, armazenamento e comercialização de bioinsumos, garantindo a qualidade e segurança dos produtos que chegam ao mercado. Há necessidade ainda de harmonização com outras legislações ambientais e agrícolas existentes, bem como o desenvolvimento de infraestrutura para pesquisa, produção e distribuição em larga escala.”

A lei permite que os produtores fabriquem seus próprios bioinsumos sem registro comercial, mas impõe restrições, como a proibição do uso de produtos comerciais como fonte de inóculo. Isso gerou tensão entre o setor e os agricultores, com o risco de que uma regulamentação frouxa possa minar a confiança no mercado de bioinsumos.

A Lei 15.070 busca não apenas definir produtos biológicos, mas também regulamentar como o processo de classificação é implementado, como o processo de inspeção funciona e como os resultados são analisados, etc. Isso indica que estamos indo na direção certa, em um caminho a ser seguido por todos, rumo a um ambiente técnico, legislativo e comercial adequado (e comum). 

O Brasil está atualmente em um ponto de inflexão: embora a legislação abra novas oportunidades, ela também exige uma implementação rigorosa para evitar problemas de qualidade e segurança. Em vista disso, empresas como a DunhamTrimmer continuarão a liderar a análise e o debate sobre essa questão crucial para o futuro da agricultura sustentável na América Latina.





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