terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Brasil exporta 10,25 milhões de toneladas de soja



Sojicultores demonstram maior interesse em vender parte da safra 2024/25




Foto: Ivan Bueno/APPA

A forte demanda externa pela soja brasileira impulsionou o ritmo de negócios no mercado spot na última semana. Segundo o boletim informativo do Cepea, a valorização do dólar frente ao Real tornou as commodities nacionais mais competitivas no cenário internacional, estimulando as exportações.

Além disso, sojicultores demonstram maior interesse em vender parte da safra 2024/25 para garantir recursos destinados ao custeio da próxima temporada. Dados preliminares da Secex, analisados pelo Cepea, indicam que o Brasil exportou 10,25 milhões de toneladas de soja até 21 de março, um aumento expressivo de 59,5% em relação ao total embarcado em fevereiro.

Enquanto isso, a colheita segue acelerada, beneficiada pelo clima favorável. De acordo com a Conab, até 23 de março, 76,4% da área total já havia sido colhida, superando os 66,3% registrados no mesmo período do ano passado e a média dos últimos cinco anos, de 66,2%.

O cenário positivo reforça a competitividade da soja brasileira no mercado global e mantém o setor atento às oscilações cambiais e à demanda internacional.





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Soja avança na semana com demanda da China e câmbio favorável


Segundo análise de mercado da Grão Direto, a soja registrou avanços ao longo da última semana, impulsionada por fatores internos e externos. No Paraná, a colheita da safra 2024/25 já atinge cerca de 90% da área, e o Departamento de Economia Rural (Deral) projeta um aumento de quase 15% na produção em relação ao ano passado. No cenário internacional, a trégua mediada pelos Estados Unidos entre Rússia e Ucrânia trouxe alguma estabilidade para o transporte de grãos pelo Mar Negro, embora ainda haja incertezas.

As exportações brasileiras seguem aquecidas, aproximando-se de um novo recorde de embarques para a China no primeiro trimestre de 2025. Em Chicago, o contrato da soja para maio de 2025 encerrou a US$ 10,22 por bushel, com alta de 1,19% na semana, enquanto o contrato para março de 2026 subiu para US$ 10,39 por bushel (+1,56%). O dólar também registrou valorização de 0,7%, fechando a R$ 5,76, o que impactou positivamente algumas praças do mercado físico.

Para os próximos dias, a expectativa é de que a demanda chinesa continue influenciando o mercado. Até 20 de março, a China já havia embarcado cerca de 15,3 milhões de toneladas de soja brasileira. No entanto, o ritmo de esmagamento no país ainda está abaixo do normal, o que mantém os prêmios elevados. A partir da segunda quinzena de abril, o aumento no volume de soja desembarcado pode começar a pressionar os preços para baixo.

Na Argentina, os produtores seguram a comercialização da oleaginosa devido à expectativa de possíveis isenções fiscais e variações cambiais, limitando a oferta do país, que tradicionalmente é o maior processador de soja do mundo. Esse movimento tem aumentado a demanda por soja brasileira.

O mercado cambial também deve seguir no radar. O dólar vem perdendo força globalmente, com a perspectiva de novas tarifas de importação nos Estados Unidos, que devem ser anunciadas por Donald Trump em 2 de abril. Caso o Brasil seja incluído na lista de países afetados, o impacto sobre o câmbio pode influenciar a precificação da soja.

Diante desse cenário, a tendência para a primeira semana de abril ainda é positiva, mantendo os ganhos da semana anterior. No entanto, as pressões de baixa podem se intensificar a partir da segunda quinzena do mês, conforme o aumento da oferta global da oleaginosa se concretize.





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Portos do Arco Norte lideram exportação de soja e milho



A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade



A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade
A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade – Foto: Divulgação

Os portos privados do Arco Norte movimentaram 52,3 milhões de toneladas de soja e milho para exportação em 2024, segundo o Anuário Estatístico da ANTAQ. O volume representou 47,4% das exportações nacionais de milho, com 18,4 milhões de toneladas, e 35,3% das exportações de soja, totalizando 34,4 milhões de toneladas. O desempenho superou corredores tradicionais como Santos, que escoou 16,7 milhões de toneladas de milho (42% do total) e 27,9 milhões de toneladas de soja (28,3%).  

Mesmo com os desafios da seca extrema em 2024, os portos da região mantiveram operações eficientes, impulsionadas por investimentos contínuos em infraestrutura e medidas para garantir a competitividade. A modernização e a ampliação da capacidade de escoamento foram fatores determinantes para a superação das dificuldades climáticas.  

A necessidade de investimentos em infraestrutura segue como prioridade para minimizar os impactos das secas prolongadas. A dragagem de pontos críticos do Rio Tapajós, planejada pelo DNIT, é uma das ações consideradas essenciais para garantir a navegabilidade e evitar interrupções no transporte de cargas. Medidas como essa são vistas como fundamentais para o desenvolvimento sustentável do setor e da economia regional.  

Com uma capacidade atual de 52 milhões de toneladas, o setor já projeta um crescimento significativo. Investimentos em andamento devem dobrar essa capacidade nos próximos cinco anos, permitindo o embarque de até 100 milhões de toneladas de grãos. O cenário indica um futuro promissor para os portos do Arco Norte, que seguem se consolidando como peça-chave na logística de exportação brasileira.

 





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Colheita de milho avança, mas demanda retraída pressiona preços



As negociações envolvendo milho seguem de forma pontual e regionalizada




Foto: Divulgação

As negociações envolvendo milho seguem de forma pontual e regionalizada, de acordo com o mais recente boletim informativo do Cepea. Com os produtores focados nas atividades de campo, a colheita da safra de verão avança na maioria das regiões produtoras, enquanto a semeadura da segunda safra se aproxima da fase final. Esse cenário tem impactado o ritmo das comercializações, reduzindo a liquidez no mercado.

Do lado da demanda, compradores se mostram abastecidos e, por isso, evitam novas aquisições em grandes volumes no mercado spot. Muitos consumidores têm optado por compras pontuais, à medida que suas necessidades surgem, o que tem limitado a movimentação dos negócios. Essa retração na demanda já reflete na formação de preços em algumas praças, como Campinas (SP), onde os valores apresentam certa pressão baixista.

Apesar dessa tendência pontual de queda, o Cepea destaca que os preços do milho ainda estão em patamares elevados e, em termos nominais, seguem acima dos registrados no mesmo período de 2023. A sustentação das cotações ocorre devido à influência de fatores externos, como a demanda internacional e os custos logísticos, que continuam impactando o mercado brasileiro.

Para as próximas semanas, a atenção do setor se volta para o andamento da colheita e os possíveis impactos no abastecimento interno. Além disso, o comportamento dos compradores e a influência do mercado externo podem determinar a direção dos preços no curto prazo.


 





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Preço do feijão preto recua com oferta elevada



Compradores mantêm uma postura cautelosa, aguardando melhores oportunidades




Foto: Pixabay

O mercado do feijão preto encerrou a última semana em queda, impactado pela oferta elevada da primeira safra e pela proximidade da colheita da segunda. Segundo o boletim informativo do Cepea, a desvalorização foi mais expressiva no Paraná, onde a comercialização segue lenta devido à resistência dos produtores em negociar grandes volumes diante do atual cenário de preços.

Pesquisadores do Cepea explicam que a oferta abundante tem pressionado os valores, uma vez que a primeira safra ainda abastece o mercado, e a entrada da segunda deve ampliar a disponibilidade do grão. Com isso, compradores mantêm uma postura cautelosa, aguardando melhores oportunidades de aquisição.

No Paraná, estado que se destaca como um dos principais produtores de feijão preto, a baixa liquidez reflete a estratégia de agricultores que optam por segurar a produção à espera de uma possível recuperação nos preços. No entanto, o avanço da colheita da segunda safra pode intensificar a pressão sobre os valores, dificultando uma reação positiva no curto prazo.

Diante desse cenário, agentes do setor seguem atentos ao ritmo da comercialização e ao comportamento da demanda, fatores que serão determinantes para a definição dos preços nas próximas semanas.





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Sul e Sudeste do Brasil em alerta para tempestades nesta segunda-feira (31.03)



Há risco de temporais acompanhados de queda de granizo




Foto: Freepik

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a segunda-feira (31) será marcada por tempestades em diversas regiões do Sul e Sudeste do Brasil. Já para outras áreas do país, a previsão é de chuvas intensas, exigindo atenção da população.

O Inmet emitiu aviso laranja (perigo) para os estados de Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, válido entre hoje (31) e amanhã (1º). Nessas localidades, a previsão indica acumulados de chuva de até 100 mm em 24 horas e ventos que podem alcançar 100 km/h.

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No Sul e no Sudeste, há risco de temporais acompanhados de queda de granizo. Quatro avisos amarelos (perigo potencial) estão em vigor, sendo três válidos até a noite desta segunda-feira (31). O quarto, que abrange o Paraná, Santa Catarina e a Serra Gaúcha, se estende até as 6h de terça-feira (1º). A previsão para essas áreas indica chuvas de até 50 mm por dia e rajadas de vento de até 60 km/h, reflexo da passagem de uma frente fria pelo Rio Grande do Sul.

A região metropolitana de Porto Alegre e cidades como Pelotas estão sob aviso laranja para acumulado de chuva de até 100 mm, com vigência até as 23h de hoje.

O Centro-Norte do país também está em alerta. Estados como Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, Pará, Tocantins, Rondônia, Maranhão, Mato Grosso, Goiás e até o Triângulo Mineiro enfrentam chuvas intensas sob aviso amarelo, com volumes previstos entre 20 mm e 50 mm em 24 horas, acompanhados de ventos de até 60 km/h.





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Safra de soja deve alcançar recordes de produção


As projeções para a safra 2024/25 de soja continuam otimistas, apesar do atraso inicial na colheita. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam um aumento de 13,3% na produção em comparação à safra anterior. Até a segunda quinzena de março, a colheita já havia atingido 76,4% da área total cultivada, um avanço de 10,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024. O clima favorável em estados como Mato Grosso e Goiás contribuiu para a aceleração dos trabalhos no campo, garantindo um ritmo mais ágil do que o esperado.

Segundo boletim divulgado pelo Sistema TEMPOCAMPO, em Mato Grosso, a colheita já ultrapassou 99% da área plantada, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O bom desempenho foi impulsionado pelas condições climáticas adequadas durante a maior parte do ciclo da cultura. Apesar disso, algumas regiões registraram grãos avariados devido ao excesso de chuvas no final da safra, o que pode impactar a qualidade final da produção.

No Mato Grosso do Sul, a colheita atingiu 85% da área cultivada, mas apresenta um atraso de cinco pontos percentuais em relação ao ciclo anterior. Esse atraso se deve à estiagem prolongada no início do plantio, que encurtou o ciclo da safra passada. A expectativa, no entanto, é de um crescimento de 6,8% na produção, impulsionado pela regularização das chuvas entre fevereiro e março.

Em Goiás, a colheita chegou a 90% da área total, beneficiada pela redução das chuvas. Apesar do avanço nas operações, algumas lavouras sofreram perdas de produtividade devido ao veranico registrado em fevereiro, que comprometeu o enchimento de grãos. Já no Paraná, 81% da colheita foi concluída, com destaque para as lavouras do sul do estado, que se beneficiaram das chuvas de março.

O cenário se mostra mais desafiador no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No território gaúcho, apenas 19% da área foi colhida, devido à irregularidade das chuvas e ao déficit hídrico. Já em Santa Catarina, onde a colheita alcançou 45% da área, a estiagem impactou as lavouras da região Oeste, reduzindo o potencial produtivo. A tendência para os próximos meses é de ajustes nas estimativas de produção desses estados.





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Guerra comercial e plantio nos EUA afetam cotação do milho



Bolsa de Chicago registra queda no preço do milho




Foto: Pixabay

A cotação do milho para o primeiro mês em Chicago registrou queda nesta semana, encerrando a quinta-feira (27) em US$ 4,50 por bushel, contra US$ 4,69 na semana anterior. Segundo análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o mercado acompanha com expectativa a divulgação dos relatórios de intenção de plantio e de estoques trimestrais nos Estados Unidos, prevista para 31 de março.

O relatório pode confirmar a tendência de aumento da área plantada com milho nos EUA, o que impactaria diretamente os preços. Paralelamente, os dados mais recentes mostram que o país exportou 1,6 milhão de toneladas do grão na semana encerrada em 20 de março, um recuo de 2% em relação ao volume da semana anterior.

A redução das cotações também reflete a venda de posições na Bolsa de Chicago pelos fundos de investimento. De acordo com analistas, o movimento pode ser uma antecipação ao anúncio do aumento da área plantada nos EUA, além dos impactos da guerra comercial iniciada pelo ex-presidente Donald Trump.





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Fertilizantes CRF vs convencionais: Qual a melhor escolha?



Já os fertilizantes CRF são indicados para culturas de ciclo longo



Os fertilizantes convencionais são ideais para culturas de ciclo curto
Os fertilizantes convencionais são ideais para culturas de ciclo curto – Foto: Divulgação

Segundo Roberto Carpi, Especialista em PCM, a escolha entre fertilizantes convencionais e de liberação controlada (CRF – Controlled Release Fertilizer) influencia diretamente a eficiência nutricional, os custos operacionais e a sustentabilidade agrícola. Enquanto os fertilizantes convencionais oferecem nutrientes de forma imediata, os CRFs garantem uma liberação gradual, reduzindo perdas e otimizando a absorção pelas plantas. Mas qual deles é o mais adequado para cada tipo de cultura?  

Os fertilizantes convencionais são ideais para culturas de ciclo curto, como milho, feijão, trigo e hortaliças, que demandam absorção rápida de nutrientes. Seu baixo custo inicial e facilidade de aplicação são vantagens importantes. No entanto, apresentam desafios como maior risco de lixiviação e necessidade de reaplicações frequentes, principalmente em solos arenosos ou sob chuvas intensas. Isso pode resultar em desperdício e custos operacionais mais altos ao longo do ciclo da cultura.  

Já os fertilizantes CRF são indicados para culturas de ciclo longo, como cana-de-açúcar, café, frutíferas e florestais. Sua tecnologia permite uma nutrição contínua e eficiente, reduzindo a necessidade de reaplicações e minimizando impactos ambientais. Apesar do custo inicial mais elevado, a maior eficiência na utilização dos nutrientes pode compensar esse investimento, tornando o CRF uma opção sustentável e economicamente viável para sistemas agrícolas de alta produtividade.  

A decisão entre fertilizante convencional e CRF deve considerar o tipo de cultura, as condições do solo e os objetivos do produtor. Para quem busca maior eficiência e sustentabilidade, os CRFs são aliados valiosos na melhoria da produtividade com menor impacto ambiental.

 





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Mercado do feijão mantém alta



O mercado segue em trajetória de alta



No Noroeste de Minas Gerais, a relevância do setor ficou evidente
No Noroeste de Minas Gerais, a relevância do setor ficou evidente – Foto: Canva

Os produtores do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul comemoram a venda do feijão acima de R$ 280 por saca FOB, apesar das adversidades climáticas. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o calor extremo e a falta de chuvas impactaram a produtividade nas três regiões, embora os efeitos variem conforme a cultivar, o manejo adotado e o estágio de desenvolvimento das plantas no momento da exposição às condições climáticas adversas.  

O mercado segue em trajetória de alta, com Minas Gerais registrando valores de até R$ 285 por saca. A tendência é de valorização ao longo de abril, com a consolidação dos preços reforçando a estabilidade do setor. Apesar da existência de estoques em algumas regiões produtoras, não há expectativa de pressão para queda nas cotações. Já no segmento do Feijão-preto, os negócios seguem escassos, aproximando-se do preço mínimo de R$ 152.  

No Noroeste de Minas Gerais, a relevância do setor ficou evidente durante o evento “Pulse Day”, que reuniu especialistas para debater o futuro da cultura. Um dos principais temas discutidos foi a necessidade de fortalecer a imagem do Feijão no mercado, adotando estratégias que humanizem a produção. A proposta é substituir o conceito de “agronegócio”, mais associado às commodities, pelo termo “agroalimentos”, destacando a origem e o impacto social da cultura.  

Com perspectivas de novos aumentos nos preços e maior atenção ao marketing do produto, o setor do Feijão se fortalece, garantindo melhores retornos aos produtores e reafirmando sua importância no cenário agrícola nacional.

 





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