segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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Mercado internacional do açúcar inicia semana em queda


Segundo análise da União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar abriram a semana com desvalorização na maioria dos lotes negociados nas bolsas internacionais. Na ICE Futures, de Nova York, o açúcar bruto com vencimento em maio de 2025 foi negociado a 17,87 centavos de dólar por libra-peso, o que representa queda de 13 pontos, ou 0,7%, em relação ao dia anterior. O contrato com vencimento em julho de 2025 também recuou, fechando a 17,69 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 14 pontos.

A maior parte dos demais contratos apresentou retração entre 1 e 11 pontos. Apenas o lote com vencimento em março de 2027 encerrou em alta de dois pontos, enquanto a tela de outubro de 2026 manteve estabilidade.

Na ICE Futures Europe, em Londres, o contrato do açúcar branco com entrega prevista para maio de 2025 encerrou a sessão com valorização de 4,40 dólares, sendo negociado a 527,40 dólares por tonelada. Os demais vencimentos registraram recuos, com desvalorizações entre 1,10 e 6 dólares por tonelada.

No mercado interno, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, apurou alta no valor do açúcar cristal. A saca de 50 quilos foi comercializada a R$ 142,35 na segunda-feira (14), frente aos R$ 141,59 registrados na sexta-feira, o que representa valorização de 0,54%.

O etanol hidratado também apresentou variação positiva após três dias consecutivos de queda. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.807,50 por metro cúbico, ante os R$ 2.804,50 registrados na sessão anterior, variação de 0,11%.





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Semana Santa mantém mercado do boi gordo estável



Exportação de carne bovina cresce em abril




Foto: Sheila Flores

O informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria, apontou que o mercado do boi gordo permaneceu estável nas praças paulistas durante a Semana Santa. Segundo analistas, tanto compradores quanto vendedores aguardaram o desenrolar do período para definir novas estratégias de negociação.

As escalas de abate no estado de São Paulo mantiveram-se em média para cinco dias úteis, sem alteração significativa na movimentação de preços. “O cenário segue com estabilidade para todas as categorias de bovinos”, apontaram fontes do mercado.

Em Rondônia, na região Sudeste do estado, a oferta de boiadas foi considerada dentro do esperado, com maior presença de fêmeas nas negociações. As escalas de abate, por sua vez, atenderam a uma média de sete dias. Os preços registrados foram brutos e com prazo, conforme a prática usual do mercado.

No comércio exterior, a exportação de carne bovina in natura brasileira apresentou avanço no início de abril. De acordo com dados preliminares, até a primeira semana do mês foram embarcadas 98,2 mil toneladas do produto, o que representa uma média diária de 11 mil toneladas. Esse volume indica aumento de 15,6% em relação ao desempenho diário observado em abril de 2024.

O preço médio por tonelada exportada atingiu US$ 4,9 mil, o que representa alta de 9,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.





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Colheita do kiwi inicia para cultivares de polpa verde



Emater aponta baixa produção de kiwi em Caxias




Foto: Pixabay

A colheita das variedades de kiwi de polpa verde teve início na região de Caxias do Sul, conforme informações divulgadas na quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar. As cultivares de polpa amarela já foram colhidas, encerrando esse ciclo nas lavouras acompanhadas pela entidade.

Segundo o boletim, muitos pomares apresentaram produtividade abaixo da média esperada. Apesar disso, os frutos colhidos têm demonstrado bom calibre. Em algumas propriedades, a menor carga de frutas nos pés tem resultado em amadurecimento mais rápido. “A maturação está adiantada, o que pode ser indicativo de final da colheita antecipado”, relataram produtores à equipe técnica da Emater/RS-Ascar.

O preço pago ao produtor tem oscilado entre R$ 7,00 e R$ 9,00 por quilo, segundo os dados regionais do informativo.





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Colheita do arroz no RS se aproxima da reta final, mas clima traz alerta



Colheita do arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo constante




Foto: Nadia Borges

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo constante e já alcança 71,31% da área total semeada na safra atual. Segundo informações divulgadas pelo Instituto Rio Grandense do arroz (Irga), o percentual equivale a 604.922 hectares já colhidos até a última quinta-feira (10).

A Planície Costeira Externa lidera os trabalhos no campo, com 87,14% da área colhida. Em seguida, aparecem a Fronteira Oeste (82,53%), a Planície Costeira Interna (77,67%) e a Campanha (63,72%). As regiões com menor avanço até o momento são a Zona Sul, com 56,01%, e a Região Central, com 53,75%.

Apesar do bom andamento, o clima voltou a ser motivo de preocupação. De acordo com Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga, as fortes chuvas e os ventos registrados nos últimos dias na Zona Sul e Região Central — justamente as áreas com maior volume de lavouras ainda a serem colhidas — podem comprometer o rendimento das colheitas nestas localidades.

As informações são obtidas por meio da plataforma Safra, do Irga, que reúne dados enviados pelos 37 escritórios regionais do instituto espalhados pelas zonas produtoras de arroz no estado. A atualização é feita semanalmente e oferece uma visão detalhada sobre o progresso das atividades de semeadura e colheita no Rio Grande do Sul.





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Açúcar volta a cair em NY e Londres com impacto da queda acentuada do petróleo


Açúcar volta a cair em NY e Londres com impacto da queda acentuada do petróleo

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Os preços do açúcar encerraram esta sexta-feira (4) mais uma vez com reduções provocadas pela queda acentuada nas cotações do petróleo, levando os futuros mais próximos novamente abaixo dos 19 cents/lbp na Bolsa de Nova Iorque. Entretanto, as baixas do adoçante foram mais contidas e chegaram a até 1,67% em NY e 1,34% na Bolsa de Londres. 

Segundo o que destacou Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, ao Notícias Agrícolas, a sessão desta sexta-feira foi marcada por um mercado atípico, com fortes oscilações do petróleo e do dólar. “No momento do fechamento das cotações do açúcar em Nova Iorque o petróleo estava em baixa de 7% enquanto o dólar no Brasil subia 3,40%”, destacou. 

Conforme o que explica o Barchart, a fraqueza nos preços do petróleo bruto reduz os preços do etanol, o que pode levar as usinas de açúcar do mundo a desviar mais moagem de cana para a produção de açúcar em vez de etanol, aumentando assim os suprimentos de açúcar.  
Entretanto, segundo o que aponta Muruci, mesmo que o petróleo mais baixo reflita em redução do açúcar, entretanto, o dólar abaixo dos R$ 6,00 dá um suporte positivo para o adoçante no mercado internacional. 

“Claro que quem venceu a queda de braço foi o petróleo, em queda de 6 a 7%. Mas o real mais forte frente ao dólar impede quedas de 3%, 4% ou até 5% nos preços do açúcar Com o efeito do real mais forte frente ao dólar, a queda do açúcar em Nova Iorque ficou resumida a cerca de 1,5%, mas ainda assim em queda”, acrescentou o analista.

Em Nova York o maio/25 fechou cotado em 18,84 cents/lbp, queda de 0,27 cents (1,41%). O julho teve redução de 0,29 cents (1,53%) e encerrou o dia negociado em 18,68 cents/lbp. O outubro/25 caiu 0,32 cents (1,67%) e passo a valer 18,85 cents/lbp. O março/26 ficou cotado em 19,20 cents/lbp, queda de 0,32 cents (1,64%). Na Bolsa de Londres, o contrato maio/25 ficou precificado em US$ 538,30/tonelada, queda de 550 pontos (1,01%). O agosto/25 fechou negociado em US$ 526,80/tonelada, diminuição de 680 pontos (1,27%). O outubro/25 foi a US$ 522,30/tonelada, após baixa de 710 pontos (1,34%). O dezembro/25 encerrou o dia com valor de US$ 519.70s/tonelada, baixa de 690 pontos (1.31%). 

Outro detalhe destacado por Muruci é o início da nossa safra no Brasil. Segundo ele, cerca de 60 usinas já estão em atividade, sendo que 22 entraram em operação na primeira quinzena de março. “É mais pressão de baixo sobre o açúcar em Nova Iorque”, completou o analista. 





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Chuvas atrasam colheita, mas ajudam soja tardia


A colheita da soja avançou de 39% para 50% da área cultivada na última semana no Rio Grande do Sul.  Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar, apesar da evolução, o ritmo foi afetado pelas chuvas que, ao mesmo tempo em que interromperam momentaneamente os trabalhos no campo, beneficiaram lavouras de ciclo mais tardio.

Na Metade Oeste do Estado, as precipitações contribuíram para a recomposição da umidade dos solos até níveis de capacidade de campo, amenizando o déficit hídrico registrado em períodos anteriores. Contudo, a saturação dos solos e da massa vegetal exigiu a suspensão temporária da colheita até a melhora das condições operacionais.

A estiagem enfrentada durante o ciclo da cultura gerou contrastes significativos de produtividade entre regiões. Os rendimentos variam de 180 kg/ha no Extremo Oeste até 6.000 kg/ha no Nordeste. A média estadual está estimada em 2.240 kg/ha, mas ainda pode ser revista para baixo, devido à escassez hídrica de março que impactou lavouras em todos os estágios.

A maturação irregular das plantas, aliada à elevada umidade após as chuvas, tem comprometido a qualidade dos grãos. Segundo o informativo, os grãos apresentam “alta taxa de umidade e de impurezas, além de estarem verdes, ardidos e chochos”, o que resulta em perdas comerciais. Para reduzir os danos, produtores têm intensificado o uso de dessecantes químicos com o objetivo de uniformizar a maturação e evitar perdas na qualidade final do produto.

Ainda restam cerca de 39% das lavouras em estágio de maturação e 10% em enchimento de grãos. Ambas fases foram beneficiadas pelas chuvas recentes, que podem contribuir para a preservação parcial do potencial produtivo.

Nas lavouras mais promissoras, segue o manejo fitossanitário com aplicação de fungicidas para controle de doenças de final de ciclo e ferrugem-asiática, visando garantir a sanidade até a colheita.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos da soja apresentou queda de 2,04% em relação à semana anterior, passando de R$ 127,38 para R$ 124,78, conforme levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.





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Guerra comercial pressiona mercado do trigo


O mercado internacional do trigo registrou uma leve valorização na última semana. Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente a semana de (04/04 a 10/04), divulgada nesta quinta-feira (10), o contrato do cereal para o primeiro mês cotado em Chicago fechou o dia cotado a US$ 5,38 por bushel, ante US$ 5,36 na semana anterior.

A movimentação dos preços ocorreu em meio à expectativa pelo relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), também nesta quinta-feira. O documento, relativo ao ano 2024/25, trouxe poucas mudanças em relação ao relatório anterior, com destaque para o aumento de quase um milhão de toneladas nos estoques finais de trigo nos Estados Unidos.

A Ceema avaliou que “a leve alta reflete um mercado atento ao comportamento dos estoques e ao cenário global, mesmo com o trigo sendo menos impactado diretamente pela guerra comercial em curso”. Diferente da soja e do milho, o trigo não depende significativamente das exportações para a China, que é autossuficiente na produção do cereal. A União Europeia também atua como fornecedora.

Na semana encerrada em 3 de abril, os Estados Unidos exportaram 334.888 toneladas de trigo, volume próximo ao piso das expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, as exportações norte-americanas somam 17,7 milhões de toneladas, um avanço de 15% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar dos embarques crescentes, o mercado ainda enfrenta pressões. De acordo com a Ceema, “a menor competitividade do trigo norte-americano desde o início da guerra comercial tem levado compradores a buscar alternativas em outros países”.

As condições climáticas também influenciam as projeções futuras. A Ceema aponta que “o Leste Europeu e países como a França apresentam clima favorável, o que pode impulsionar a produção para a safra 2025/26”.

Mesmo com demanda consistente, os analistas alertam para fatores de instabilidade. “A conjuntura global de incertezas, tanto comerciais quanto climáticas, segue limitando uma recuperação mais expressiva dos preços do trigo”, conclui o boletim.





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Dia Internacional do Café: Consumidor paga caro



O cenário evidencia a urgência de investimentos



“A excelência do café nacional está diretamente ligada ao trabalho rigoroso de vigilância e inspeção"
“A excelência do café nacional está diretamente ligada ao trabalho rigoroso de vigilância e inspeção” – Foto: Divulgação

Celebrado em 14 de abril, o Dia Internacional do Café homenageia uma das maiores paixões dos brasileiros e reforça a importância do grão na economia nacional. O café é o produto agrícola mais consumido no país e, em 2024, o Brasil consolidou sua liderança como maior exportador mundial, com o envio recorde de 50,4 milhões de sacas para 116 países, uma alta de 28,5% em relação a 2023, segundo o Cecafé.

Esse desempenho não se constrói apenas nas lavouras. Ele depende também da atuação estratégica dos auditores fiscais federais agropecuários, responsáveis por garantir a qualidade do produto e a segurança fitossanitária das exportações. Segundo o Anffa Sindical, esses profissionais emitem certificados exigidos por mercados como a Turquia e atuam em toda a cadeia produtiva, desde o campo até os portos.

Na última semana, representantes do setor e do Ministério da Agricultura se reuniram em Santos (SP) para discutir gargalos logísticos na emissão de certificados fitossanitários, que vêm atrasando embarques. O cenário evidencia a urgência de investimentos em pessoal e infraestrutura para fortalecer a fiscalização agropecuária nos pontos de exportação.

“A excelência do café nacional está diretamente ligada ao trabalho rigoroso de vigilância e inspeção. Nos portos, aeroportos, fronteiras e áreas de produção, no beneficiamento até o comércio, os auditores fiscais federais agropecuários atuam de forma preventiva protegendo toda a cadeia produtiva e garantindo que o Brasil siga sendo referência mundial em segurança agropecuária. Assim, consumidores brasileiros e de todo o mundo têm garantido o cafezinho do dia a dia com total confiança na qualidade do produto”, destacou o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo Macedo.

 





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Dia Nacional da Conservação do Solo reforça importância de práticas agrícolas sustentáveis


No dia 15 de abril, o Brasil celebra o Dia Nacional da Conservação do Solo, uma data que vai muito além da agricultura: trata-se da preservação da vida. Instituída pelo Decreto de Lei nº 7.876, de 1989, a data é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e homenageia o pesquisador norte-americano Hugh Hammond Bennett, considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Alberto Bernardi, essa é uma oportunidade de reflexão sobre a importância do solo como recurso natural essencial à produção de alimentos, à manutenção dos ecossistemas e à sobrevivência humana. “O solo é mais do que o suporte físico das plantas. É um sistema vivo, complexo, e um componente essencial dos ecossistemas terrestres”, destaca Bernardi.

Degradação do solo é ameaça global

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) estima que cerca de um terço dos solos do mundo já esteja degradado pelo uso inadequado. Entre os principais problemas estão a erosão, compactação, acidificação, salinização e contaminação. No Brasil, a erosão hídrica é apontada como a principal causa de degradação dos solos agrícolas, agravada pela ausência de cobertura vegetal e pelo impacto direto da chuva.

Bernardi explica que a vegetação atua como proteção natural do solo, reduzindo os efeitos da erosão e aumentando a infiltração de água. “A perda das camadas superficiais transforma áreas produtivas em terras inférteis, com prejuízos para a agricultura, o meio ambiente e a qualidade da água”, alerta.

Solo saudável é pilar da sustentabilidade

Um solo conservado armazena mais carbono, contribui para a mitigação das mudanças climáticas, melhora a retenção hídrica, estimula a atividade biológica e fortalece a ciclagem de nutrientes. Já a degradação impacta diretamente a produção agrícola, gerando custos adicionais aos produtores com insumos, replantio e manutenção de estruturas de conservação.

De acordo com Bernardi, “a agricultura moderna passou a enxergar a conservação do solo não como obstáculo à produção, mas como aliada da produtividade e da sustentabilidade.” O pesquisador lembra ainda que a conservação do solo contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente os ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), ODS 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima) e ODS 15 (Vida Terrestre).

Um compromisso com o futuro

Preservar o solo é garantir o futuro da produção de alimentos, da biodiversidade e da vida no planeta. O Dia Nacional da Conservação do Solo é um chamado à ação: o solo é um patrimônio natural e social que precisa ser cuidado hoje para continuar sustentando as gerações de amanhã.





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Exportações de café batem recorde e somam US$ 11,09 bilhões


As exportações dos cafés do Brasil atingiram um novo recorde de receita cambial nos primeiros nove meses do ano cafeeiro 2024/2025, com arrecadação de US$ 11,09 bilhões. O valor representa um aumento de 58,2% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, de acordo com o Relatório sobre o mercado de Café – março de 2024, divulgado pela Organização Internacional do Café (OIC) e complementado com dados do Cecafé.

Entre julho de 2024 e março de 2025, o volume total exportado cresceu 5%, passando de 35,12 milhões para 36,88 milhões de sacas de 60 kg. “Este é o maior valor arrecadado em divisas pela cafeicultura brasileira em um único período de nove meses do ano cafeeiro”, informou o Cecafé em relatório.

No mês de março de 2025, as exportações brasileiras somaram 3,28 milhões de sacas, o que representa uma queda de 24,9% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Apesar da retração no volume, a receita cambial subiu 41,8% no período, alcançando US$ 1,3 bilhão. O preço médio da saca exportada foi de US$ 401,85, aumento de 88,77% em relação ao preço médio registrado em março de 2024, que foi de US$ 212,87.

A espécie Coffea arabica respondeu por 2,81 milhões de sacas exportadas, o equivalente a 85,6% do volume total, com queda de 10,7% em relação a março do ano anterior. O café solúvel alcançou 330,13 mil sacas, enquanto o Coffea canephora (robusta e conilon) registrou 138,58 mil sacas, o que representa uma redução de 83,9%. O café torrado e moído totalizou 4,8 mil sacas.

No primeiro trimestre de 2025, as exportações de cafés diferenciados, que incluem produtos com certificações ou atributos de qualidade superior, somaram 2,82 milhões de sacas, crescimento de 31% em relação ao mesmo período de 2024. A receita cambial obtida com esse tipo de café foi de US$ 1,17 bilhão, aumento de 134,3% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. O preço médio da saca de cafés diferenciados foi de US$ 415,09.

Segundo o Cecafé, os principais destinos das exportações de cafés diferenciados brasileiros entre janeiro e março de 2025 foram os Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Países Baixos e Japão. Juntos, esses países responderam por mais da metade do volume comercializado nesse segmento.

Os dados completos estão disponíveis no Relatório Mensal de março de 2025 do Cecafé, publicado pelo Observatório do Café, coordenado pela Embrapa Café.





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