segunda-feira, março 30, 2026

Política & Agro

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Exportação de café não torrado registra faturamento de US$ 1 bilhão em março…


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Dados divulgados pela Secretária de Comércio Exterior (Secex) nesta sexta-feira (04) apontam que o faturamento total das exportações de café não torrado no mês de março de 2025 foi de US$ 1,424 bilhão, comparado a US$ 739,283 milhões registrados em março de 2024. Já o faturamento diário ficou em US$ 74,984 milhões em março/25, registrando um aumento de 92,7% comparado ao mesmo período do ano passado, onde a média ficou em US$ 39,964 milhões. 

O  volume total exportado em março/25 foi de  219,132 milhões de toneladas, e em março do ano passado foi de 208,295 milhões de toneladas. A média diária exportada do produto durante março/25 foi de 11,533 toneladas, registrando um aumento de 5,2% se comparado com o embarcado no mês de março/24 que teve uma média de 10,414 toneladas. 

Já sobre o valor negociado para o grão, em março 2025 houve um avanço de 83,2%, registrando US$ 6.501,60, comparado a US$ 3.549,20 (março/24).  

Café torrado, extratos, essências e concentrados

O volume embarcado do café torrado, extratos, essências e concentrados durante o mês de março/25 atingiu 7,438 toneladas, comparado a 7,877 toneladas dos 20 dias do mês de março/24. A média diária foi de 391 toneladas (março/25), registrando assim uma queda de 5,6% comparado a março/24 que foi de 393 toneladas. 

Já o faturamento com as exportações, março de 2025  registrou US$ 94,799 milhões, sendo que em março de 2024 a receita total ficou em US$ 65,707 milhões. A média diária foi de 
US$ 4,989 milhões em março/25, contabilizando um avanço de 44,3% frente a média diária de março/24 que ficou em US$ 3,285 milhões.

Com relação ao preço médio, em março de 2025 o produto foi negociado por US$ 12,745,00 e teve uma valorização de 52,8% frente ao preço médio negociado durante o mesmo período de 2024, que foi de US$ 8.341,70. 
 





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Produtores devem aproveitar oportunidades para 2026



Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa



Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa
Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa – Foto: Leonardo Gottems

Segundo análise da TF Agroeconômica, os preços do milho no Brasil estão em queda neste momento, em função da normalização da Safrinha, que embora tenha iniciado com atraso, foi recuperada a tempo. A expectativa é de uma produção 7,81% superior à anterior, cerca de 9,04 milhões de toneladas a mais, o que garante tranquilidade aos compradores das indústrias de carnes e etanol, mesmo com o aumento da demanda interna. Isso porque houve uma redução de mais de 4 milhões de toneladas nas exportações, redirecionando oferta ao mercado doméstico.

Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa, típico do período de colheita, com forte disponibilidade do grão nos armazéns a partir de julho. A TF destaca que esse comportamento é comum: nos meses de dezembro e janeiro, os preços sobem devido à incerteza climática e geopolítica, e caem gradualmente conforme essas incertezas se dissipam, culminando em um piso durante a plena colheita. A partir do segundo semestre, com a redução dos estoques, os preços tendem a se recuperar.

Diante disso, a recomendação da consultoria é que os produtores aproveitem o atual cenário para fixar o preço de venda na B3 para julho, e recomprar a posição naquele mês, somando ao valor obtido no mercado físico. Essa estratégia pode resultar em um preço final mais vantajoso do que a simples venda direta durante a colheita.

Para a próxima safra 2025/26, cujas colheitas iniciarão em dezembro de 2025 e continuarão com a Safrinha em 2026, o contrato de milho para julho de 2026 na B3 está em R$ 76,93/saca. Apesar de uma leve queda diária, os analistas projetam que, mantendo-se o índice de correção de custos (2,63% ao ano), o lucro poderá ser de aproximadamente 6,78%. A recomendação é que o produtor aproveite os bons preços atuais para fixar parte da produção e garantir cobertura dos custos com margem positiva.

 





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Milho fecha semana em queda na B3 e em Chicago



Em Chicago, os contratos também encerraram em queda



Em Chicago, os contratos também encerraram em queda
Em Chicago, os contratos também encerraram em queda – Foto: Leonardo Gottems

Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho encerraram a semana com desvalorização tanto na B3 quanto na bolsa de Chicago, influenciados pela queda do dólar (-1,14%) e pelo recuo nas cotações internacionais (-1,63%). O vencimento de maio/25 na B3 caiu R$ 0,12 no dia, fechando a R$ 76,90, acumulando perda semanal de R$ 3,67. Julho/25 recuou para R$ 70,58 (-R$ 1,90 na semana) e setembro/25 caiu para R$ 70,84 (-R$ 1,36 na semana).

Além do cenário cambial e da pressão externa, o mercado doméstico enfrentou aumento na oferta interna, devido à menor atratividade das exportações diante da paridade desfavorável, o que forçou queda nos preços físicos. De acordo com o Cepea, o milho no mercado físico teve retração semanal de -2,43%, reflexo também da boa previsão climática para a safrinha e da baixa demanda externa.

Em Chicago, os contratos também encerraram em queda, com o vencimento de maio recuando -2,00% para US$ 482,25/bushel. A liquidação de contratos antes do feriado prolongado e a previsão de chuvas nas regiões produtoras nos EUA contribuíram para o movimento de baixa. A guerra tarifária entre países ainda gera incertezas e cautela entre os investidores.

“A força ao longo do dia veio dos dados de vendas externas do milho, que continua demonstrado sinais de forte demanda. Robustas 1.561.900 toneladas foram negociadas para a safra 24/25, no entanto as 10.000 toneladas para 25/26 demostram o receio do mercado para as negociações futuras. Com isso o milho fechou o acumulado da semana em baixa de -1,63% ou $ -6,75 cents/bushel”, conclui.

 





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Confira como o milho encerrou a semana


Os preços do milho no estado do Mato Grosso do Sul seguem em patamares elevados, sustentados pela oferta restrita, segundo informações da TF Agroeconômica. “Os preços da pedra caíram para R$ 67,00 por saca em Panambi. Foi divulgada a estatística final dos embarques de milho do RS da primeira safra 2024/25, por ordem de exportador. O estado embarcou um total de 750.046 toneladas. O maior exportador foi a Cargill, mas também se destaca a atuação de um importante exportador gaúcho: a Três Tentos”, comenta.

Em Santa Catarina, o mercado permanece estagnado, com preços sem grandes variações. “Foram vistos valores entre R$ 72,00 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 e R$ 73,00 para entrega em outubro com pagamento em 28/11. Cooperativas locais estão pagando R$ 70,00 em Campo Alegre, R$ 69,00 em Papanduva, R$ 71,00 para o oeste do estado e R$ 71,00 para a região serrana”, completa.

Os preços sofreram uma leve retração, mas a prioridade continua sendo a colheita da soja no Paraná. “Nos Campos Gerais, o preço de referência para a retirada imediata em março, com pagamento até o final do mês, continua em torno de R$ 76,00 por saca FOB. Para entregas em abril, com pagamento no começo de maio, o valor está em torno de R$ 80,00 por saca CIF fábrica, faixa também utilizada pelos vendedores para negociações com retirada imediata. A liquidez permanece baixa, mas há previsão de melhora à medida que a colheita da soja chegue ao fim. No campo, mais de 90% da área de milho já foi colhida, e o restante das lavouras está na fase de maturação”, indica.

Preços seguem em queda desde o começo da semana no Mato Grosso do Sul. “O mercado spot de milho no Mato Grosso do Sul segue com preços variados entre as principais regiões do estado. Em cidades como Dourados, Campo Grande e Caarapó, a saca tem sido negociada por cerca de R$ 73,00. Em Maracaju, o valor é um pouco menor, na faixa de R$ 71,00, enquanto em Sidrolândia, os negócios se mantêm por volta de R$ 74,00. Já em São Gabriel do Oeste e Chapadão do Sul, as cotações estão próximas de R$ 70,00, e em Ponta Porã, giram em torno de R$ 72,00”, conclui.

 





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Preços do trigo seguem em alta e indicam boas oportunidades



Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro



Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro
Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro – Foto: Divulgação

Segundo análise da TF Agroeconômica, os preços domésticos do trigo continuam em forte valorização, favorecidos pela alta nas cotações das farinhas. A recomendação para quem ainda possui grão armazenado é de manter a espera por melhores condições de venda. Já compradores devem aproveitar dentro de suas possibilidades. 

Para a safra futura, os contratos em Chicago oferecem margens atrativas: para dezembro de 2025, os preços estão US$ 49,25/bushel acima de maio deste ano; para maio de 2026, a diferença chega a US$ 78,5/bushel, o que representa um lucro estimado de 12,73%. A orientação é garantir a cobertura dos custos e reservar até 10% da produção para possíveis ganhos com especulação.

Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro, com previsão de 79,7 milhões de toneladas para a Rússia em 2025/26 (menor volume desde 2021), e a continuidade da seca nos EUA, especialmente no Kansas. A paridade cambial favorável ao dólar, as boas exportações americanas e os estoques globais em queda — estimados em 265,1 milhões de toneladas pelo IGC — reforçam o viés altista.

No Brasil, o destaque é o aumento nos preços do trigo argentino, que subiram de US$ 243 para US$ 250/t nos últimos 30 dias, aproximando-se do preço americano. A demanda nos portos de Paranaguá e Rio Grande deve crescer diante da escassez de produto nacional, o que favorece as importações.

Por outro lado, entre os fatores de baixa, há previsão de aumento de 0,4% na produção global com os avanços na Rússia e Austrália, além do excesso de oferta de farinhas no mercado brasileiro, que pressiona os preços e limita novas compras de trigo por parte dos moinhos.

 





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Mercados agrícolas iniciam semana sob influência do clima


Segundo a TF Agroeconômica, os mercados de grãos abriram esta segunda-feira (21) com variações moderadas, marcadas por feriado no Brasil e forte influência das condições climáticas nos Estados Unidos. A soja subiu levemente na Bolsa de Chicago, com o contrato maio/25 cotado a US$ 1042,25 (+5,75), sustentada pelas chuvas intensas nas regiões produtoras americanas. O excesso de umidade pode prejudicar o milho e abrir espaço para a soja, que possui janela de plantio mais longa. No Brasil, o indicador CEPEA fechou em R$ 135,61, queda de 0,80% no dia, mas alta de 2,59% no mês.

“O risco para a cultura de oleaginosas é que essas chuvas excessivas podem reduzir a produção de milho a tal ponto que ela acabará cedendo terras para a soja, que tem uma janela de plantio mais longa do que as forrageiras. Paralelamente, e refletindo os aumentos, a segunda guerra comercial entre os EUA e a China continua, lançando mais sombras do que luzes sobre o futuro do comércio de soja. Feriado no Brasil”, comenta.

O milho também teve leve valorização em Chicago, com o contrato maio/25 negociado a US$ 486,75, refletindo os atrasos no plantio causados pelas enchentes e tempestades em estados-chave dos EUA, como Oklahoma, Texas e Illinois. No mercado interno, o milho registrou queda de 0,35% no CEPEA, cotado a R$ 83,49, acumulando perda de 4,81% no mês. “Isso pode acentuar o atraso incipiente já evidente na temporada de plantio 25/26 e até mesmo afetar as condições das culturas plantadas antecipadamente. Feriado no Brasil”, completa.

O trigo avançou 2,50 pontos, alcançando US$ 551,25 no contrato maio/25 da CBOT. A valorização foi impulsionada pela fraqueza do dólar frente ao euro, que melhora a competitividade das exportações americanas. No Brasil, os preços se mantiveram praticamente estáveis: no Paraná, o CEPEA apontou R$ 1.579,50, e no Rio Grande do Sul, R$ 1.479,70, ambos com ligeiras altas no acumulado mensal.

“Este é um nível raramente visto que melhora a competitividade das exportações dos EUA, mas que, por outro lado, destaca o potencial de recessão causado pela escalada tarifária imposta pela Casa Branca. Assim como acontece com a soja e o milho, o excesso de chuvas em áreas do sul dos EUA pode prejudicar áreas com plantações de inverno. Feriado no Brasil”, conclui.

 





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O que as empresas fazem de errado numa feira Agro?


Segundo André Franco, conselheiro independente na Revella Tech e na Agrológica Agrocomercial, muitos expositores do setor agro cometem falhas recorrentes na comunicação com o produtor rural durante feiras e eventos. Em publicação recente, Franco compartilhou uma análise baseada em suas visitas como produtor a algumas das principais feiras do setor.  

Entre os principais erros, ele destaca o uso excessivo de linguagem técnica, dificultando o entendimento por parte dos produtores, e a falta de clareza ao apresentar como as soluções podem resolver problemas práticos do campo. Outro ponto crítico, segundo ele, são os estandes fechados e pouco convidativos, que acabam afastando visitantes ao invés de promover a interação.  

Franco também critica o despreparo de algumas equipes de atendimento, que muitas vezes não sabem responder dúvidas ou demonstram desinteresse. Além disso, aponta como equivocado o uso de materiais em inglês em eventos nacionais, o que pode passar a impressão de que o público-alvo não é o produtor brasileiro.  

“Percebi nas feiras que estive presente, e ouvi de muitos outros, que a presença de produtores estava menor que em anos anteriores… será que estes pontos, provavelmente entre outros, não são justamente o que NÃO TÊM estimulado produtores a participarem das feiras?”, comenta.

Por fim, ele observa a dificuldade de algumas empresas em diferenciar suas marcas, o que leva à sensação de que “é tudo a mesma coisa”. Para ele, é essencial destacar os pontos fortes de cada produto e mostrar claramente os benefícios que oferecem ao agricultor.

“As feiras são uma oportunidade única para as empresas se conectarem com os produtores e fortalecerem sua marca. A meu ver, não deveriam ser um local majoritariamente de networking ou de promoções para negócios com preços mais baixos, que é, o que de uma forma ou de outra, estão se transformando”, conclui.

 





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tecnologia global e força brasileira a serviço do agronegócio


Desde 1944, a HIAB se consolidou como referência mundial em soluções para movimentação de cargas. Inventora do primeiro guindaste hidráulico articulado do mundo, a empresa estabeleceu um novo padrão de eficiência, segurança e inovação para o setor. Hoje, a HIAB é reconhecida como líder global em sua categoria, com presença em mais de 100 países, 15 plantas fabris e centros de pesquisa e desenvolvimento, 62 centros de serviço, mais de 4.200 colaboradores e um portfólio que abrange 12 marcas altamente especializadas.

No país, essa presença foi consumada com a aquisição da ARGOS em 2017, então líder nacional em guindastes articulados. Desde então, a ARGOS passou a integrar a HIAB, unindo a robustez reconhecida dos seus produtos com a excelência tecnológica e a escala de uma companhia global, e devido ao reconhecimento nacional, a marca ARGOS segue estampando os produtos tupiniquins.

Os produtos ARGOS são desenvolvidos com o exclusivo software de elementos finitos HIAB, chamado de X-Jumbo? e fruto de 80 anos de conhecimento acumulado, garantindo estruturas otimizadas e resistentes para as condições mais exigentes. Cada modelo é testado por até 100.000 ciclos em bancada externa, enfrentando exposição direta à intempérie para assegurar máxima durabilidade. Fabricados com aço Strenx? de no mínimo 700 MPa importado da Suécia, os guindastes ARGOS oferecem uma combinação incomparável de baixo peso, alta performance e longevidade. Uma linha exclusiva de equipamentos foi desenvolvida para atender às particularidades do agronegócio, com modelos como o aG.9, aG.12 e  AGI 13.5s, concebidos especialmente para o trabalho no campo, aproveitando ao máximo a capacidade de carga do caminhão e levando agilidade ao agricultor.

Hoje, a marca ARGOS está presente em milhares de propriedades rurais em todo o país, apoiando o agricultor brasileiro no transporte de bags de sementes, implementos agrícolas, silos desmontáveis, tratores e máquinas das mais diversas. Essa proximidade com o campo transformou a empresa em uma das principais parceiras do agronegócio nacional, levando produtividade e segurança a cada nova colheita. Além do setor agrícola, os guindastes ARGOS também estão presentes nos setores de construção civil, eletrificação, manutenção industrial, mineração e diversas outras aplicações, sempre entregando confiabilidade, agilidade e robustez incomparáveis.

Com uma visão estratégica clara e sólida, a HIAB enxerga o Brasil como um de seus principais mercados de crescimento nos próximos anos. Os investimentos planejados incluem ampliação da capacidade produtiva local, desenvolvimento de novas soluções voltadas a todos os segmentos que atua, e expansão da rede de serviços e atendimento. A empresa acredita no potencial do agronegócio brasileiro e está comprometida em estar cada vez mais próxima do produtor, oferecendo tecnologia de ponta, suporte técnico e inovação contínua.

Com uma história sólida, inovação constante e soluções desenvolvidas para atender com precisão às necessidades do Brasil, a HIAB reafirma seu compromisso com o progresso de todos os segmentos que dependem da movimentação de cargas. A robustez dos produtos ARGOS é resultado direto dessa visão. Seja no campo ou na cidade, na lavoura ou no canteiro de obras, os guindastes ARGOS são a escolha de quem precisa de força, confiança e desempenho. Parceiros fiéis do produtor e do investidor brasileiro, prontos para carregar o futuro, seja ele qual for.

 





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IGC projeta safra recorde de milho



IGC afirma que o consumo acompanhará esse crescimento



IGC afirma que o consumo acompanhará esse crescimento
IGC afirma que o consumo acompanhará esse crescimento – Foto: Nadia Borges

Segundo o Relatório do Mercado de Grãos de abril do Conselho Internacional de Grãos (IGC), a produção global de grãos no ciclo 2025-26 deve atingir um recorde de 2,373 bilhões de toneladas. O destaque é o milho, cuja produção está estimada em 1,274 bilhão de toneladas, um aumento de 5% em relação ao ciclo anterior. Já as projeções para trigo e arroz seguem praticamente estáveis em relação ao relatório anterior.

Mesmo com a produção em alta, o IGC afirma que o consumo acompanhará esse crescimento, mantendo os estoques totais de grãos em níveis semelhantes aos do ano anterior. O estoque de grãos grossos pode registrar leve aumento, mas o de trigo tende a cair pelo terceiro ano consecutivo. O comércio global de grãos está previsto para alcançar 424 milhões de toneladas, com destaque para a moderação da demanda chinesa, que deve reduzir sua participação nas importações.

A soja também deve alcançar números históricos em 2025-26, com produção global estimada em 428 milhões de toneladas — puxada, principalmente, pelo bom desempenho esperado nas lavouras da América do Sul. O consumo mundial deverá crescer em função da demanda por ração, alimentos e produtos industriais, mantendo os estoques elevados. Apesar da queda nas exportações para a China, o comércio global deve se estabilizar com o aumento das entregas para outros mercados.

Para o arroz, a expectativa é de pouca variação, com um leve crescimento na produção de 3 milhões de toneladas, totalizando 540 milhões de toneladas. O comércio, o consumo e os estoques também devem subir discretamente. Já o Índice de Preços de Grãos e Oleaginosas do IGC subiu 1% em relação a março, impulsionado por altas nos preços de culturas como milho e soja. Na comparação anual, no entanto, o índice acumula queda de 2%, influenciada principalmente pela retração de 29% nos preços do arroz.

 





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Mercado de feijão enfrenta pressão de preços



Essa pressão tende a ser temporária



No caso do Feijão-carioca, produtores de Minas Gerais e Goiás relatam propostas inferiores a R$ 250 por saca
No caso do Feijão-carioca, produtores de Minas Gerais e Goiás relatam propostas inferiores a R$ 250 por saca – Foto: Divulgação

O mercado de feijão no Brasil atravessa uma semana de desafios, com produtores enfrentando ofertas abaixo dos valores considerados razoáveis, segundo análise divulgada pelo Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE) no Clube Premier da entidade, com dados até 16 de abril de 2025. A situação envolve tanto o feijão-carioca quanto o feijão-preto, exigindo atenção redobrada dos produtores e iniciativas coordenadas para garantir preços justos.

No caso do Feijão-carioca, produtores de Minas Gerais e Goiás relatam propostas inferiores a R$ 250 por saca, apesar de estarem comercializando produtos de qualidade, devidamente armazenados em câmaras frias. O valor justo de mercado gira em torno de R$ 270 a R$ 280. A principal causa da queda é a semana atípica com feriado, que reduziu o volume de negócios e abriu espaço para ofertas especulativas por parte de compradores oportunistas, aproveitando-se da baixa liquidez momentânea no varejo.

Já no segmento do Feijão-preto, há um movimento crescente para que a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) atue conforme a legislação vigente, garantindo o cumprimento do preço mínimo estabelecido de R$ 152 por saca. O setor produtivo solicita a ativação de instrumentos como AGF (Aquisição do Governo Federal) e EGF (Empréstimo do Governo Federal), com o objetivo de proteger os produtores frente a preços predatórios e assegurar maior equilíbrio no mercado.

A expectativa dos especialistas é que a pressão sobre os preços do Feijão-carioca seja temporária e que, com o fim do feriado e a retomada das atividades no varejo, ocorra uma recuperação gradual. Para o Feijão-preto, o sucesso da campanha junto à CONAB poderá trazer maior estabilidade, reforçando o papel regulador do Estado.

 





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