domingo, março 29, 2026

Política & Agro

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Mercado do boi fecha semana em alta


As cotações do mercado do boi gordo registraram alta em diferentes praças do país, com destaque para São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgada na sexta-feira (27) pela Scot Consultoria.

Na praça paulista, os preços da vaca gorda e do chamado “boi China” avançaram em meio a uma oferta contida. De acordo com a Scot Consultoria, “as ofertas estiveram contidas, e ainda assim, havia volume suficiente para atender às escalas, porém sem folga”. Mesmo com parte da indústria frigorífica fora das compras no dia, os compradores ativos elevaram os valores pagos. A cotação da vaca subiu R$ 3,00 por arroba, enquanto o “boi China” teve alta de R$ 1,00 por arroba. Ainda segundo a análise, “há negócios acima da referência, porém com baixo volume para consolidar referência”. As escalas de abate no estado ficaram, em média, em seis dias.

No Tocantins, o mercado apresentou comportamento distinto entre o consumo interno e as exportações. Conforme o levantamento, “as vendas de carne no mercado interno perderam força com o fim do mês. Por outro lado, o escoamento para o mercado externo está firme e a oferta, curta, sustentando o mercado”. Após a valorização das fêmeas no dia anterior, apenas o boi gordo na região sul do estado registrou nova alta, de R$ 3,00 por arroba. As escalas de abate permaneceram, em média, em cinco dias.

Na região noroeste do Paraná, a combinação entre oferta reduzida e exportações firmes contribuiu para a valorização das cotações. De acordo com a Scot Consultoria, “a pouca oferta, aliada às exportações firmes, tem sustentado as cotações na região, mesmo com o mercado interno mais fraco no período”. Nesse cenário, o boi gordo teve alta de R$ 3,00 por arroba e o “boi China” avançou R$ 5,00 por arroba, enquanto os preços das fêmeas permaneceram estáveis.





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UFSM lidera rede pioneira de monitoramento de CO2 em lavouras e pastagens do Sul do Brasil


Pesquisa utiliza torres de fluxo para monitorar gases de efeito estufa em sistemas agrícolas e aponta caminhos para a produção sustentável e a geração de créditos de carbono

Uma rede de medição de carbono instalada em áreas agrícolas do Rio Grande do Sul está revelando, com precisão inédita, como diferentes sistemas de produção agropecuária interagem com o clima. Coordenado pela UFSM, por meio do Laboratório de Gases do Efeito Estufa (LABGEE), o projeto utiliza torres de fluxo, um equipamento semelhante à estação meteorológica, porém equipado com sensores mais precisos. Essas torres são consideradas o método mais avançado do mundo para medir continuamente a emissão e a absorção de gases de efeito estufa em lavouras e pastagens.

A iniciativa coloca a UFSM entre as instituições protagonistas no Brasil e no mundo no monitoramento contínuo e em tempo real do balanço de CO₂ em sistemas agrícolas, o que é estratégico para compreender o papel da agropecuária nas mudanças climáticas. No Brasil, pesquisas desse tipo em sistemas agrícolas monitorados continuamente por torres de fluxo são raras, especialmente em culturas importantes para a economia regional, como soja, arroz irrigado e pecuária.

À frente desta iniciativa, os professores Débora Roberti, do Departamento de Física do CCNE, e Rodrigo Jacques, do Departamento de Solos do CCR, destacam a importância deste trabalho, que, ao mesmo tempo em que ressalta o papel do manejo adequado das áreas agrícolas e desmistifica a produção rural – quando bem feita – como vilã das mudanças climáticas, projeta novos mercados e fortalece a internacionalização da UFSM.

Sensores medem CO₂ em tempo real

Ao todo, nove torres de fluxo estão instaladas em diferentes sistemas produtivos do Sul do país, incluindo lavouras de soja, trigo, milho e arroz irrigado, além de pastagens naturais do bioma Pampa. Os equipamentos estão distribuídos em propriedades nos municípios gaúchos de Catuípe (duas unidades), Alegrete, Cachoeira do Sul (quatro unidades) e Santa Maria, além de uma área no Paraná. Os locais foram escolhidos por permitirem comparar manejos tradicionais ou melhorados das lavouras e pastagens.

As torres de fluxo são equipadas com sensores altamente sensíveis, capazes de registrar de forma contínua as absorções e emissões de gases do efeito estufa de uma área. Os instrumentos realizam 10 medições por segundo, identificando se o dióxido de carbono (CO₂) está sendo liberado para a atmosfera ou absorvido pelas plantas. Além da medição dos gases, os equipamentos registram variáveis meteorológicas, como temperatura do ar e do solo, radiação solar e precipitação.

Com esse monitoramento contínuo, os cientistas conseguem calcular o chamado fluxo de carbono, que representa o saldo entre o carbono retirado da atmosfera pelas plantas durante a fotossíntese e aquele liberado por processos naturais. O acompanhamento permite identificar em tempo real quando um sistema produtivo atua como emissor ou absorvedor de carbono. Para garantir resultados mais robustos, o monitoramento precisa se estender por períodos maiores – no caso, três anos é o período mínimo determinado pelos pesquisadores.

Pioneirismo, Investimento e Trabalho interdisciplinar

O conjunto dos equipamentos utilizados no projeto representa um investimento de cerca de R$ 5 milhões. A interdisciplinaridade é essencial para o êxito do projeto. Pesquisadores da Física, da Agronomia e da Meteorologia trabalham juntos para o melhor entendimento dos resultados. Enquanto para as Ciências Rurais a ênfase maior é no armazenamento do carbono no solo, a Física se interessa pela contribuição dos gases para o aquecimento global, e a Economia estuda a venda e remuneração de créditos de carbono.

A referência da UFSM na área não é de hoje. “Somos pioneiros no Brasil para este monitoramento contínuo ao longo dos anos, com torres de fluxo. O grupo que tem o maior protagonismo é o nosso. Inclusive, por 20 anos, fizemos em Santa Maria o Congresso Brasileiro de Micrometeorologia, evento bianual que recebia a comunidade nacional e internacional”, lembra Débora. O reconhecimento internacional só cresce. Atualmente, os dados obtidos pelas torres de monitoramento estão entrando em um banco de dados mundial, sendo utilizados por grupos de pesquisa de inúmeros países. “Somos um grupo muito internacionalizado, com inúmeras parcerias. Também recebemos muitos pesquisadores estrangeiros e enviamos alunos de doutorado e pós-doutorado para países como Portugal e Estados Unidos”, acrescenta a pesquisadora.

Importância ambiental e potencial econômico

A agricultura é frequentemente apontada como uma das fontes de emissão de gases de efeito estufa, mas os estudos conduzidos pela UFSM mostram que sistemas produtivos bem manejados também podem remover carbono da atmosfera. As medições permitem identificar quais práticas agrícolas aumentam essa capacidade de captura, como o uso de plantas de cobertura, rotação de culturas, integração lavoura-pecuária e manejo adequado das pastagens.

Essas práticas podem abrir oportunidades para geração de créditos de carbono na agropecuária. Estimativas indicam que, se metade das áreas de pastagens naturais do Pampa fosse utilizada para geração de créditos de carbono, seria possível produzir cerca de 3,3 milhões de créditos por ano. Considerando um valor médio de US$ 10 por crédito, o potencial de receita chegaria a US$ 33 milhões anuais.

O que mostra o monitoramento

No arroz irrigado, a introdução de pastagens de inverno nas lavouras reduziu as emissões de CO₂ em 20% e de metano em 60%. As lavouras que cultivam soja e trigo podem absorver até três vezes mais CO₂ por hectare se intercaladas por plantas de cobertura. A produção de bovinos em pastagens do Pampa pode absorver CO₂ pelo correto manejo da pastagem, compensando as emissões de metano pelo gado. Já a lavoura de trigo é uma grande absorvedora de CO₂, mas deixá-la parada, sem cultivo, a torna uma emissora.


Próximos passos

Assim que cada um dos sistemas produtivos completar três anos de dados gerados, outras culturas poderão ser contempladas, como a integração entre lavoura e pecuária e a fruticultura. Outro passo futuro é trabalhar em projeto piloto de crédito de carbono. “Esses dados que estamos gerando podem servir como uma linha de base para saber se os agricultores estão absorvendo ou emitindo, sendo possível, então, entrar no mercado de crédito de carbono”, afirma Débora.





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Ministros das Relações Exteriores do G7 pedem fim dos ataques a civis na…


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VAUX-DE-CERNAY, França, 27 Mar (Reuters) – Os ministros das Relações Exteriores do grupo de nações do G7 pediram na sexta-feira o fim imediato dos ataques contra civis e infraestrutura civil na guerra do Irã.

Em uma declaração conjunta acordada no segundo dia de uma reunião do G7 na França — o país anfitrião deste ano — os ministros disseram ter ressaltado a importância de minimizar o impacto do conflito sobre os parceiros regionais, populações civis e infraestrutura crítica.

“Nós nos concentramos no valor de diversas parcerias, coordenação e iniciativas de apoio, inclusive para mitigar choques econômicos globais, como interrupções nas cadeias de suprimentos econômicas, energéticas, de fertilizantes e comerciais, que têm impactos diretos sobre nossos cidadãos”, disseram eles na declaração vista pela Reuters.

Os ministros também reiteraram a necessidade de restaurar a liberdade de navegação segura e livre no Estreito de Ormuz.

Os membros do G7 são Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão, juntamente com a União Europeia.

(Reportagem de Andrew Gray e John Irish)

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Semana Santa terá chuvas e menos calor no Sul e Sudeste


Os últimos dias de março serão marcados por temperaturas elevadas no centro-sul do Brasil, com previsão de máximas acima de 35°C e próximas de 38°C em algumas áreas entre sexta-feira (27) e segunda-feira (30). As informações são do Meteored, que aponta mudança no padrão climático a partir do início da próxima semana.

Segundo a análise, o calor persistente deve predominar até o fim de semana, com ocorrência de pancadas isoladas associadas à combinação de calor e umidade. “A precipitação prevista até domingo (29) no centro-sul do Brasil será na forma de tempestades isoladas”, informa o Meteored.

A partir de segunda-feira (30), a atuação de um vórtice ciclônico de altos níveis deve alterar o cenário climático, favorecendo o aumento das chuvas, principalmente na faixa leste das regiões Sul e Sudeste. De acordo com o Meteored, “esta circulação em altos níveis atua como uma forçante dinâmica, favorecendo a formação de nuvens e aumento das chuvas em determinadas regiões”.

As instabilidades devem atingir inicialmente o leste da Região Sul, avançando para áreas centrais. Há previsão de tempestades entre o norte do Rio Grande do Sul, oeste e centro de Santa Catarina e centro-sul do Paraná. No Sudeste, são esperadas chuvas fracas na faixa leste entre São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Na terça-feira (31), o sistema avança sobre o Rio Grande do Sul, reduzindo as chuvas no estado, enquanto favorece precipitações no Sudeste. O litoral norte do Paraná permanece em alerta para volumes mais elevados entre segunda e terça-feira.

O Meteored também indica possibilidade de tempestades em áreas do noroeste do Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com risco de rajadas de vento e granizo. Os maiores acumulados devem ocorrer entre o norte do Paraná e o sul de São Paulo, além do Espírito Santo, com volumes entre 60 mm e 70 mm.

Com o avanço das chuvas, a tendência é de redução das temperaturas na faixa leste do Sul e Sudeste. “As temperaturas máximas ficam abaixo de 30°C na faixa leste do Sul e Sudeste a partir de segunda-feira (30)”, aponta o Meteored. Na terça-feira (31), os termômetros podem marcar entre 20°C e 22°C nessas regiões, em função da maior nebulosidade e precipitação.

O modelo também indica recuo das áreas com temperaturas extremas ao longo dos próximos dias, sinalizando o início do alívio do calor no fim do mês.





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Em movimento estratégico, Agroallianz anuncia nova liderança feminina


A Agroallianz, joint venture entre a alemã DVA e a brasileira Coopercitrus, anuncia a chegada de Cristiane Gerbasi como nova Chief Financial Officer (CFO). A nomeação marca um momento estratégico na trajetória da companhia, alinhado ao fortalecimento de sua governança e à consolidação de uma visão orientada à sustentabilidade e ao crescimento estruturado. O anúncio ganha ainda mais relevância no momento em que se celebra o Mês das Mulheres, simbolizando o avanço consistente da liderança feminina em posições estratégicas, especialmente no agronegócio brasileiro.  

Com mais de 25 anos de trajetória no setor, Cristiane construiu uma carreira marcada pela consistência, formação contínua e profunda conexão com o campo. Natural de Ituverava (SP), filha de pais oriundos de Jaboticabal, iniciou sua trajetória no agronegócio ainda jovem, trilhando os mesmos caminhos de seu pai junto ao Grupo Maeda, referência histórica na cotonicultura brasileira.  “Não sou filha de produtor, mas fiz minha carreira inteira no agro. Comecei muito cedo e sempre soube onde queria chegar, mesmo sem saber exatamente quando chegaria”, afirma.  

Formada em Ciências Contábeis e, também, graduada em Administração, a executiva acumula vários MBAs e Especializações nas áreas de Governança, Compliance, Auditoria, Planejamento Tributário (Nacional e Internacional), Gestão e Estratégia Financeira, Planejamento Estratégico do Agronegócio, Economia, Economia Circular, Programa de Desenvolvimento de Dirigentes, Formação de Conselheiros (IBGC) e Marketing.  “Reconheço a importância desses estudos e gosto muito de aprender, portanto, ainda há muitos outros por vir”, afirma.  

Ao longo de sua trajetória, atuou em posições estratégicas nas áreas Comercial, Marketing, Planejamento, Negócios Internacionais e integrou o projeto de M&A da DVA no Brasil, adquirindo uma visão ampla e integrada de toda a cadeia.  

Um dos momentos mais transformadores de sua carreira foi a decisão de deixar o ambiente corporativo para assumir a gestão de uma fazenda de café no Sul de Minas Gerais. Durante uma década, liderou a profissionalização da operação, estruturando processos, implementando práticas de gestão modernas e fortalecendo a conexão entre eficiência produtiva e sustentabilidade.  

“Ali eu tive certeza de que era o agro. Quando você sai do escritório e coloca o pé na terra, você entende a realidade do produtor. Vivi geadas, incertezas e decisões difíceis. Isso muda completamente sua visão, com o olhar do produtor e com a experiência da indústria.”, relata.  

Sob sua liderança, a propriedade tornou-se referência em gestão, inovação e sustentabilidade, com iniciativas de economia circular, compostagem e reconhecimento como produtora de café Carbono Negativo, além de premiações pela qualidade e abertura ao mercado internacional.  

Paralelamente, Cristiane manteve forte atuação social, contribuindo com programas de orientação vocacional e capacitação de produtores.  “Compartilhar conhecimento sempre fez parte da minha caminhada. Quando o produtor cresce, toda a cadeia evolui junto”, destaca.  

Desafios  

Ao assumir a área financeira da Agroallianz, a executiva passa a integrar um momento decisivo para a companhia e para o setor, marcado,  pela necessidade de adaptação, disciplina financeira e visão estratégica de longo prazo.  

“Estamos vivendo um período de reorganização do crédito e de ajustes importantes no mercado. É fundamental mantermos uma visão equilibrada, responsável e conectada à realidade do agricultor, que é o centro de toda a cadeia”, afirma.  

Sua chegada também reforça um movimento cada vez mais presente no agronegócio: a ampliação da participação feminina em posições de liderança e tomada de decisão.  

“Durante muito tempo disseram que fazenda não era lugar de mulher. Aos 32 anos, fui para dentro dela provar para mim mesma que competência não tem gênero. Liderança é sobre preparo, visão, resiliência, adaptabilidade, estudo e capacidade de construir junto”, ressalta.  

Cristiane assume o novo desafio com o propósito de contribuir para o fortalecimento institucional da Agroallianz e apoiar sua próxima fase de evolução.  “Este é um momento de consolidar aprendizados e contribuir para construir uma estrutura sólida, sustentável e preparada para o futuro”, conclui.





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Abitrigo alerta para impactos da crise global no setor de trigo brasileiro



Quadro negativo se soma a fatores internos que agravam o ambiente de negócios


Foto: Pixabay

A Associação Brasileira da Indústria do trigo (Abitrigo) alerta para o rápido agravamento das condições econômicas que afetam os custos do setor de moagem de trigo em função das consequências do conflito no Irã sobre a economia brasileira. A combinação entre alta do petróleo, aumento expressivo do diesel e dos fretes internos e externos, elevação das cotações do trigo no Brasil e no exterior e encarecimento de insumos, embalagens e seguros internacionais pressiona diretamente os custos da indústria moageira e cria um ambiente de forte risco para toda a cadeia do trigo, com potencial de impactos relevantes sobre o preço da farinha e da cadeia produtiva. 

Esse quadro negativo se soma a fatores internos que agravam o ambiente de negócios. A criação de alíquotas de PIS/COFINS incidentes sobre o trigo importado e ao reduzir benefícios fiscais, elevou a carga tributária de itens essenciais, como a farinha de trigo. Essa mudança tributária restringe ainda mais a capacidade da indústria de amortecer os impactos e aumenta o risco de que parte desses reajustes acabem sendo repassados à cadeia e ao consumidor. 

Mesmo diante desse contexto adverso, a Abitrigo enfatiza que as empresas do setor têm atuado de forma responsável para mitigar efeitos mais severos sobre o consumidor brasileiro. Os moinhos vêm adotando estratégias de otimização de estoques, diversificação de origens de trigo e fornecedores de insumos, revisão de rotas logísticas, busca por ganhos de eficiência operacional e utilização de instrumentos de gestão de risco de preços sempre que possível. Paralelamente, a entidade mantém diálogo permanente com autoridades e formuladores de políticas públicas, compartilhando dados e cenários e defendendo medidas que contribuam para preservar a competitividade da cadeia e a segurança do abastecimento de farinha de trigo e derivados. 

“Nosso compromisso é garantir a estabilidade do abastecimento de farinha de trigo, produto essencial na mesa dos brasileiros, mesmo em um ambiente de forte instabilidade global”, afirma o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.  





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Crédito ampliado para melhoramento genético da pecuária


O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na quinta-feira (26), a Resolução nº 5.288, que amplia as finalidades financiáveis no Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). A medida permite que produtores rurais utilizem crédito para a aquisição de material genético e serviços voltados ao melhoramento reprodutivo de rebanhos.

Com a nova norma, passam a ser financiáveis a compra de sêmen, óvulos e embriões de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, além de serviços como inseminação artificial e transferência de embriões. Segundo o governo, essas biotecnologias contribuem para o aumento da produtividade na pecuária.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a inclusão do melhoramento genético no programa reforça o foco em sistemas produtivos mais eficientes. “A inclusão do melhoramento genético animal entre as finalidades financiáveis reforça a estratégia do programa de apoiar tecnologias que elevem a eficiência produtiva e reduzam a pegada ambiental dos sistemas pecuários”, informa a pasta.

Estudos técnicos citados na medida indicam que o uso da inseminação artificial em tempo fixo pode reduzir a pegada de carbono em até 37% por litro de leite e em até 49% por quilo de peso vivo em sistemas de corte. Esses resultados estão associados a ganhos como redução da idade ao primeiro parto e maior eficiência reprodutiva dos rebanhos.

A resolução também altera o Manual de Crédito Rural, permitindo o financiamento integral dessas tecnologias dentro do limite do programa, atualmente de R$ 5 milhões por produtor. O prazo para pagamento é de até cinco anos, com carência de até 12 meses.

Além disso, o CMN atualizou regras do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ampliando o acesso de agricultores familiares às mesmas tecnologias, com condições diferenciadas para a pecuária leiteira.

Segundo a Secretaria de Política Agrícola, a medida busca aumentar a eficiência produtiva com menor uso de recursos. “Rebanhos mais eficientes, do ponto de vista reprodutivo, permitem produzir a mesma quantidade de animais com menor número de matrizes, reduzindo o consumo de insumos, o metano entérico emitido pelo rebanho e os custos de produção”, destaca.

A iniciativa integra a estratégia do governo de incentivo a sistemas de produção agropecuária com menor emissão de gases de efeito estufa.





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Produtores de borracha poderão contar com apoio no escoamento da produção



Recursos de R$ 22,2 milhões garantem apoio à comercialização de borracha natural



Foto: Apabor

O Governo Federal autorizou a realização de leilões para apoiar o escoamento da borracha natural cultivada no país, com o objetivo de garantir os preços mínimos aos produtores. A medida foi formalizada por meio da Portaria Interministerial nº 39, publicada na sexta-feira (27) e assinada pelos Ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Agricultura e Pecuária. O texto prevê recursos de até R$ 22,2 milhões para as operações.

De acordo com a portaria, o incentivo será operacionalizado por meio de leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), instrumentos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), voltados à safra 2025/26. A medida será aplicada nos estados onde o preço de mercado da borracha estiver abaixo do mínimo estabelecido. “A medida atende aos produtores da borracha cultivada nos estados em que o preço de mercado do produto esteja abaixo do preço mínimo”, informa o documento.

A norma também estabelece restrições quanto à concessão do benefício. Não haverá subvenção para borracha oriunda de extrativismo ou de cultivos comerciais em determinados municípios de Mato Grosso, nem para estados da Região Norte, com exceção de Tocantins.

O regulamento define ainda as regras de participação nos leilões. No caso do PEP, podem participar indústrias de beneficiamento e comerciantes, que recebem o prêmio após comprovar a compra do produto pelo preço mínimo e o escoamento para destinos autorizados. Já no Pepro, o pagamento é feito diretamente ao produtor ou entidade que realizar a venda, considerando a diferença entre o preço mínimo e o valor arrematado em leilão, mediante comprovação do escoamento.

As operações serão realizadas de forma online, pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab. Para participar, os interessados devem estar cadastrados em bolsa de mercadorias e em situação regular em sistemas federais de controle, como cadastros de inadimplência e de fornecedores, além de atender às exigências previstas nos editais.





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Clima irregular não impede avanço de soja e milho segunda safra no Brasil


Os dados do Companhia Nacional de Abastecimento indicam que as lavouras de soja e milho segunda safra mantêm condições favoráveis de desenvolvimento na maior parte do país, mesmo diante da irregularidade na distribuição das chuvas. As informações constam no Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), que analisou o período de 1º a 21 de março.

Segundo o levantamento, “os gráficos de evolução do índice de vegetação (IV) das principais regiões produtoras de soja e milho segunda safra continuam indicando condições favoráveis de desenvolvimento das lavouras na maioria das áreas”. O boletim aponta que os maiores volumes de chuva foram registrados no Centro-Norte do Brasil. “Se por um lado essas precipitações restringiram a colheita da soja em algumas áreas, por outro beneficiaram o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safra em campo”, informa.

Na região Norte, o relatório destaca que “as chuvas foram regulares e bem distribuídas”, com exceção de pontos específicos. “No Pará e no Tocantins, ocorreram problemas pontuais por excesso de chuvas na colheita da soja. Já em Roraima praticamente não houve precipitação, situação normal para o período”, registra o documento.

No Nordeste, os maiores acumulados ocorreram no início do mês, especialmente em áreas do Maranhão, Piauí, Bahia e Ceará, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Por outro lado, “na região do semiárido, as precipitações ainda não se estabilizaram mantendo a umidade no solo baixa em algumas áreas”. O boletim também aponta que, em parte da Bahia, “a irregularidade de chuvas aliadas às altas temperaturas causaram restrição hídrica e impossibilitaram um maior avanço na semeadura do milho e feijão segunda safra”.

Na região Sul, a análise indica que “as chuvas foram irregulares e com baixos acumulados”, o que resultou em armazenamento hídrico insuficiente no solo. Esse cenário afetou o desenvolvimento do milho segunda safra no Paraná e da soja em áreas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

No Centro-Oeste, as chuvas frequentes em estados como Mato Grosso e Goiás causaram impactos pontuais na colheita da soja. Em Mato Grosso do Sul, os volumes registrados foram considerados importantes para a recuperação da umidade do solo, especialmente em áreas que enfrentavam restrição hídrica.

Já no Sudeste, o boletim aponta que houve bons volumes de chuva na segunda semana do mês em São Paulo e em parte de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Na terceira semana, as precipitações avançaram sobre Minas Gerais e Espírito Santo, acumulando volumes considerados adequados para as lavouras.





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Área de citros deve crescer em Erechim



Produtores intensificam manejo fitossanitário



Foto: Pixabay

O Emater/RS-Ascar apontou, em Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (26), perspectivas de expansão e desafios para a citricultura no norte do Rio Grande do Sul. Na regional de Erechim, a expectativa é de aumento da área plantada, que pode atingir 235 hectares em 2026, com produtividade estimada em cerca de 32 toneladas por hectare.

Na região de Frederico Westphalen, o relatório informa que “a bergamota da variedade precoce Okitsu está em início de colheita, enquanto os outros citros estão na fase de enchimento de frutos”. Segundo o levantamento, os produtores mantêm tratos culturais voltados à sanidade das lavouras. “Os produtores estão realizando adubações e tratamentos fitossanitários preventivos para pinta-preta, cancro-cítrico e ácaros”, registra o documento.

Em Liberato Salzano e municípios produtores, a estiagem no início do ano impactou o desenvolvimento dos pomares. “A estiagem ocorrida no início do ano prejudicou o desenvolvimento dos frutos, causando redução do calibre e queda”, aponta o informativo.

Ainda de acordo com a Emater/RS-Ascar, a comercialização da bergamota Satsuma Okitsu ocorre entre R$ 45,00 e R$ 50,00 por caixa de 25 quilos, conforme os dados mais recentes de mercado.





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