terça-feira, março 31, 2026

Política & Agro

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Tecnologia impulsiona produtividade na pecuária



A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas



A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas
A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas – Foto: Bing

A implementação de tecnologia em todas as etapas da pecuária é crucial para enfrentar a escassez de mão de obra e buscar maior eficiência e rentabilidade. Essa é uma das conclusões de Tamires Miranda Neto, gerente de pecuária da Agro-Pecuária CFM, após um tour técnico pelos Estados Unidos, onde visitou propriedades de melhoramento genético, empresas de genética e outras instituições do setor.

“Este intercâmbio de informações e experiências é extremamente enriquecedor – tanto para os profissionais quanto para os negócios. Afinal, foi durante o primeiro tour técnico da CFM aos EUA, em 1999, que criamos o inovador Megaleilão CFM, revolucionando o modelo brasileiro de comercialização de reprodutores. Vinte e seis anos depois, retornamos aos EUA para uma nova jornada de aprendizado”, comenta Neto.

Durante a visita, que percorreu 7.355 quilômetros e passou por nove estados, Neto observou que a valorização do touro como melhorador genético é um ponto crucial nos EUA, destacando o alto valor da demanda por reprodutores e a baixa taxa de inseminação artificial devido à falta de mão de obra. Um dos eventos mais impactantes foi o leilão do Schaff Angus Valley, onde foram vendidos 400 touros, com preços médios de US$ 17 mil por animal.

Além disso, a viagem incluiu visitas ao CUP Lab (Iowa), especializado na avaliação de carcaças por ultrassonografia, e à Integrated Breeders (Texas), que produz até 500 mil doses de sêmen por ano. Para Neto, a experiência foi enriquecedora e trouxe novos insights sobre como melhorar a produção e fortalecer os laços com outros profissionais do setor.

A visita também reforçou a importância da adaptação de práticas tecnológicas de acordo com as particularidades locais, e motivou a CFM a retornar ao Brasil com novas ideias e energias renovadas para aprimorar suas operações. “O exemplo dessas empresas e profissionais nos motivou a voltar ao Brasil cheios de novas ideias e com a energia renovada para aprimorar nossas práticas por aqui”, finaliza.

 





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Épocas de aplicação dos principais herbicidas na soja



O manejo integrado dessas práticas contribui para o sucesso da safra



Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras
Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras – Foto: Pixabay

O controle eficaz de plantas daninhas na cultura da soja exige a escolha adequada dos herbicidas e a definição do momento ideal para aplicação. De acordo com a engenheira agrônoma Giovanna Martins, um manejo bem estruturado contribui para maior produtividade ao reduzir a competição das invasoras com a lavoura. A dessecação pré-plantio, realizada antes da semeadura para eliminar plantas daninhas já estabelecidas, pode ser feita com herbicidas como Diquat, 2,4-D, Glufosinato, Fluroxipir, Saflufenacil, Carfentrazone, Flumioxazina e Clethodim.  

Na fase pré-emergente, logo após o plantio, o objetivo é evitar a germinação de novas invasoras. Para isso, são utilizados produtos como S-Metolachlor, Trifluralina, Clomazone, Diclosulam, Flumioxazina e Sulfentrazone, que formam uma barreira química no solo. Já na fase pós-emergente, quando as plantas daninhas estão sendo desenvolvidas, o controle ocorre com Glifosato e Clethodim, especialmente em lavouras que possuem tecnologia tolerante a esses herbicidas, garantindo maior eficiência no combate às invasoras.  

Nesse contexto, a especialista afirma que a dessecação pré-colheita, realizada para reduzir a umidade dos grãos e facilitar a colheita, pode ser feita com Diquat, Glufosinato e Saflufenacil. Essa técnica melhora a eficiência operacional e favorece a uniformidade da lavoura, proporcionando um processo de colheita mais ágil e produtivo. O manejo integrado dessas práticas contribui para o sucesso da safra, evitando perdas e garantindo uma produção mais sustentável e rentável. As informações foram publicadas no LinkedIn.





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Senado aprova mudanças no ITR e na Política Ambiental


A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei 1648/2024, que altera normas do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e da Política Nacional do Meio Ambiente. A proposta, de autoria dos senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), busca tornar a tributação mais justa e segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).  

O relator, senador Fernando Farias (MDB-AL), defendeu a necessidade de ajustes no cálculo do ITR, alegando que o modelo atual é incoerente e prejudica a isonomia tributária. O projeto propõe a isenção de áreas ambientais da cobrança do imposto, além de incluir investimentos na propriedade, conhecidos como benfeitorias, como parte das deduções permitidas.  

“É fundamental a retirada da tributação das áreas ambientais, para que assim se promova a justiça no recolhimento dos impostos. Além disso, o projeto objetiva esclarecer a abrangência da dedução do valor do imóvel rural, pontuando que investimentos essenciais para a transformação e melhoramento da propriedade rural, denominados genericamente de benfeitorias, integram o rol de dedução”, comenta.

O senador Jayme Campos (União-MT), autor do projeto, destacou que a proposta protege os produtores rurais ao permitir a exclusão de áreas invadidas da base de cálculo do ITR, transferindo a cobrança para os ocupantes irregulares. Ele argumenta que, atualmente, a lei não considera essa situação, o que impacta os proprietários que não possuem controle sobre o imóvel invadido.  

“O tratamento desse ponto é necessário porque a lei tributária não trata do cenário de invasão do imóvel rural, que apesar da existência da propriedade, do domínio útil ou da posse de imóvel, o contribuinte não detém a disponibilidade econômica do imóvel”, explicou.

 





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Manejo de mato no café: Estratégia sustentável



Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade



Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade
Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade – Foto: Pixabay

O manejo adequado de plantas invasoras na cafeicultura é essencial para garantir o bom desenvolvimento da lavoura. Segundo Frederico Gianasi, Consultor de Desenvolvimento de Mercado na IHARABRAS S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS, o uso de herbicidas pré-emergentes é uma estratégia crucial, pois reduz a concorrência por nutrientes e favorece a manutenção da umidade no solo. Além disso, a presença controlada de cobertura vegetal auxilia no fornecimento de matéria orgânica, melhorando a qualidade do solo ao longo do tempo.  

Um aspecto fundamental na escolha da tecnologia herbicida é a seletividade, garantindo que o sistema radicular do cafeeiro permaneça intacto. As raízes superficiais desempenham um papel essencial na absorção de nutrientes, principalmente na camada de 10 cm de solo, onde há maior concentração de matéria orgânica. Esse manejo adequado contribui diretamente para a longevidade e produtividade dos cafezais, reforçando a importância de estratégias que respeitem a estrutura do solo. 

Sobre o efeito residual dos herbicidas, Gianasi destaca que o ideal é equilibrar um período de ação eficiente sem causar esterilização do solo. Plantas espontâneas desempenham um papel importante na aeração e infiltração da água, evitando compactação excessiva. Um período residual entre 90 e 120 dias é recomendado para um manejo sustentável, garantindo controle adequado sem comprometer a saúde do solo.  

Caso o solo apresente sinais de formação de lodo, é um indicativo de que o manejo precisa ser ajustado. Nesse cenário, o produtor deve alternar estratégias, como a roçada e a trincha, em conjunto com herbicidas pós-emergentes, promovendo um ciclo de controle mais equilibrado. Dessa forma, é possível garantir uma lavoura produtiva, preservando os recursos naturais e mantendo a sustentabilidade da cafeicultura.

 





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Você conhece os tipos de seguros rurais?



“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar”



“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar"
“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar” – Foto: Pixabay

De acordo com Luciano Cintra, advogado especializado no setor, o Seguro Rural é um dos principais instrumentos da política agrícola, garantindo segurança e estabilidade financeira ao produtor. Ele permite a recuperação do capital investido em caso de perdas por eventos extremos, como secas e chuvas excessivas. No entanto, a contratação exige atenção, pois muitos agricultores percebem, no momento do sinistro, que a cobertura não atende às suas reais necessidades. Contar com assessoria jurídica especializada pode evitar prejuízos e garantir indenizações justas.

Existem diversas modalidades de Seguro Rural, cada uma adaptada a diferentes riscos da atividade agropecuária. O seguro agrícola protege lavouras contra secas, granizo, geada, vendavais e chuvas intensas. O seguro pecuário garante indenização em casos de morte de animais por doenças, acidentes ou ataques de predadores. Já o seguro de vida do produtor rural assegura suporte financeiro à família em caso de falecimento ou invalidez. Outras opções incluem o seguro de benfeitorias e produtos agropecuários, que protege máquinas, equipamentos, armazéns e insumos contra furtos, incêndios e fenômenos naturais, e o seguro de penhor rural, essencial para produtores que utilizam bens como garantia em financiamentos.

Também há seguros específicos para setores como silvicultura e aquicultura. O seguro de florestas cobre plantações contra incêndios, vendavais e pragas, sendo fundamental para produtores de madeira. O seguro aquícola protege piscicultores contra perdas causadas por doenças nos peixes, variações ambientais e problemas na qualidade da água. Além disso, o seguro de cédula produto rural previne impactos financeiros em operações de crédito, enquanto o seguro de animais de elite cobre perdas de exemplares de alto valor genético, garantindo indenização em casos de morte, acidentes e cirurgias emergenciais.

“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar. O seguro rural, aliado a uma consultoria jurídica estratégica, é um investimento na tranquilidade e no sucesso do produtor”, conclui.

 





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USDA projeta aumento na área de milho nos EUA



A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência



A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência
A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência – Foto: Divulgação

No final do mês de março, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o relatório Prospective Plantings de 2025, estimando um aumento de quase 5 milhões de acres na área de milho em relação ao ano anterior. As projeções indicam um total de 224,2 milhões de acres destinados a milho, soja e trigo na safra 2025/2026, ligeiramente acima dos 223,8 milhões da temporada anterior. As informações foram destacadas por Maria Flávia Tavares, economista e doutora em agronegócio.

Antes da divulgação oficial, a Farmers Business Network (FBN) já havia antecipado tendências similares em seu relatório Planting Intentions Report, baseado em uma pesquisa com cerca de mil agricultores e 2 milhões de acres. O levantamento apontava um crescimento expressivo da área de milho, especialmente em Iowa e Kansas, enquanto a soja perderia espaço, sobretudo em Iowa, Illinois e Indiana.

A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência: o possível aumento das taxas portuárias para navios chineses, encarecendo a exportação de soja, e a previsão de condições climáticas secas, o que favoreceria uma maior expansão do milho. Dessa forma, o mercado já havia precificado grande parte das estimativas antes da divulgação do USDA. No Brasil, projeções de plantio também desempenham um papel crucial na definição das estratégias de produção e na dinâmica do mercado agrícola, reforçando a importância do planejamento antecipado para a competitividade do setor.

“Assim como nos Estados Unidos, o planejamento e as projeções de plantio exercem um papel fundamental no agronegócio brasileiro, moldando as estratégias de produção e as dinâmicas do mercado agrícola nacional”, conclui.

 





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Plantio da cana: Base para alta produtividade



A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor



A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor
A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor – Foto: Pixabay

O setor sucroenergético continua em expansão, e a expectativa para a safra 2024/25 é positiva. Segundo Glauber dos Santos, especialista em gestão de custos de produção no agronegócio, com base em dados do Pecege Consultoria e Projetos, 16,6% da área cultivada com cana-de-açúcar será destinada ao plantio, seja para renovação ou ampliação das lavouras. Esse crescimento reforça a importância de um planejamento estratégico para garantir produtividade e rentabilidade ao longo dos ciclos da cultura.  

A escolha correta das variedades, o controle de pragas do solo e um manejo adequado são fatores essenciais para um canavial produtivo e longevo. Quanto maior o número de cortes possíveis, melhor a diluição dos custos de implantação, que nesta safra atingem R$ 18 mil por hectare. O investimento no plantio impacta diretamente os resultados futuros, tornando fundamental a adoção de boas práticas agronômicas desde o início do ciclo. Além disso, a eficiência operacional tem sido aprimorada pelo avanço tecnológico, com plantadoras modernas que garantem maior precisão, reduzindo desperdícios e otimizando a distribuição das mudas.  

A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor, proporcionando ganhos em velocidade e qualidade na formação dos canaviais. O uso de equipamentos mais eficientes permite um melhor aproveitamento dos insumos e melhora a uniformidade das lavouras, fatores essenciais para a sustentabilidade da produção. Com o início da colheita se aproximando, é fundamental reforçar a importância de um plantio bem estruturado para garantir melhores produtividades nas safras seguintes.  

Um planejamento eficiente no campo hoje resulta em maior rentabilidade amanhã. O fortalecimento do setor passa por investimentos contínuos em tecnologia e boas práticas agrícolas, garantindo que a cultura da cana-de-açúcar siga impulsionando a economia e a sustentabilidade.

 





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Pulgões ameaçam produtividade do milho



O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante



O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante
O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante – Foto: Pexels – Pixabay

As lavouras de milho desta safra estão enfrentando um grande desafio com a infestação de pulgões, conforme alerta Débora Paula Menocin, Engenheira Agrônoma e Franqueada da SEMPRE AGTECH. Esses insetos sugadores se alimentam da seiva das plantas, comprometendo seu crescimento e reduzindo a produtividade. Além disso, os pulgões são vetores de viroses, como o mosaico do milho, agravando ainda mais os impactos sobre as plantações.  

Outro fator preocupante é a liberação de substâncias açucaradas conhecidas como honeydew, que criam um ambiente propício para o desenvolvimento de fungos como a fumagina. Essa camada escura sobre as folhas dificulta a fotossíntese, prejudicando ainda mais a sanidade das plantas e a formação dos grãos. A soma desses danos pode levar a perdas significativas para os produtores, exigindo estratégias eficazes de controle.  

O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante, identificando precocemente a presença dos insetos para evitar que a infestação se espalhe. Métodos biológicos, inseticidas seletivos e a escolha de híbridos mais tolerantes são algumas das alternativas recomendadas para minimizar os prejuízos.  

Com a intensificação dos ataques de pulgões, especialistas reforçam a importância de um manejo integrado de pragas para garantir lavouras mais produtivas e sustentáveis. A atenção redobrada no campo pode ser a diferença entre uma safra saudável e perdas expressivas na colheita.

“Outro problema é a liberação de substâncias açucaradas conhecidas como honeydew, que favorecem o crescimento de fungos, como a fumagina, dificultando a fotossíntese. Com isso, a infestação de pulgões pode resultar em menor produção de grãos e prejuízos econômicos significativos para os agricultores”, comenta.

 





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O desafio da logística na soja



O planejamento começa já na semente



O planejamento começa já na semente
O planejamento começa já na semente – Foto: Pixabay

A logística da soja vai muito além da colheita e do transporte até o porto. De acordo com Wilson Bezerra, Coordenador de Suprimentos e Manutenção da Agropecuária Nogueira, a cadeia logística começa ainda no preparo do solo e pode representar até 50% do custo final da produção. O desafio está em otimizar cada etapa para reduzir despesas e aumentar a competitividade.  

Antes mesmo da colheita, o setor já enfrenta desafios logísticos no transporte de sementes, fertilizantes e calcário para as fazendas, além da movimentação de tratores e semeadoras. A armazenagem e aplicação de defensivos também exigem um planejamento rigoroso para evitar desperdícios e custos extras. Durante a colheita, a movimentação de colheitadeiras e caminhões precisa ser eficiente para evitar perdas no campo. Essa fase inicial já pode representar de 15% a 25% do custo total da produção.  

Após a colheita, o transporte da fazenda até os armazéns se torna um dos principais desafios. A dependência do modal rodoviário, as longas distâncias e a infraestrutura precária encarecem a operação. Além disso, a armazenagem tem custos elevados com energia, manutenção e perdas por umidade. No momento da exportação, entram os gastos com frete interno, taxas portuárias e embarque, podendo somar até metade do custo final da soja.  

Para minimizar esses impactos, Bezerra destaca a importância de um planejamento eficiente na compra e transporte de insumos, a diversificação dos modais logísticos com o uso de ferrovias e hidrovias, o melhor controle da armazenagem e o uso de tecnologia para rastreamento e previsibilidade. Mais do que um custo, a logística é um fator estratégico que define a competitividade no mercado global.

 





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Como fica o mercado de café?



Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp



Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp
Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp – Foto: Pixabay

De acordo com informações do Itaú BBA, o fortalecimento do real frente ao dólar e o clima seco e quente no Brasil impulsionaram os preços do café arábica em Nova York, embora os valores em reais tenham se mantido relativamente estáveis. A falta de chuvas entre fevereiro e a primeira quinzena de março impactou negativamente a granação dos grãos de arábica e robusta, dificultando a adubação das lavouras. Apesar da previsão de retorno das precipitações nos próximos dias, há risco de nova frustração na produtividade, com grãos menores e maior necessidade de cerejas para beneficiar uma saca, realidade que só será confirmada no segundo semestre.  

Os preços do café arábica na bolsa de Nova York avançaram de USD 3,78/lp no início de fevereiro para USD 3,95/lp em 19 de março, uma alta de 4,4%. No entanto, com a desvalorização de 4,4% do dólar no período, cotado a R$ 5,65/USD, os preços em reais subiram apenas 0,8%. Já o robusta em Londres recuou 2,6%, reduzindo o preço do conilon no Brasil em 2,7%, com negociações próximas de R$ 2.000/saca, enquanto o arábica opera ao redor de R$ 2.500/sc. Mesmo com os preços firmes, os fundos não comerciais reduziram suas posições líquidas compradas em 20% desde o fim de janeiro, totalizando 52 mil contratos em 11 de março.  

No mercado de exportação, o fluxo desacelerou conforme esperado, passando de 4 milhões de sacas em janeiro para 3,3 milhões em fevereiro. Na comparação com fevereiro de 2024, as exportações de robusta caíram 60%, enquanto as de arábica recuaram 2%. Apesar disso, o total exportado na safra 2024/25 (julho a fevereiro) ainda registra alta de 8,9% frente ao ciclo anterior. No entanto, os últimos três meses apresentaram retrações nas exportações em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando uma possível desaceleração no comércio internacional de café brasileiro.

 





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