sexta-feira, abril 24, 2026

Política & Agro

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venda de ingressos ao público abre amanhã


ABE retoma formato 100% presencial com oferta para 800 apreciadores


Foto: Divulgação

Depois de realizar quatro edições híbridas, a Avaliação Nacional de Vinhos retoma seu formato original. Reconhecida como o maior momento do vinho brasileiro, a Avaliação volta a reunir quase mil apreciadores num único local para juntos degustarem a representatividade da Safra, cumprindo seu título de maior degustação de uma safra do mundo. Para viver esta experiência única, a Associação Brasileira de Enologia (ABE) coloca à venda 800 ingressos, a partir das 9h desta terça-feira (13). Interessados em degustar em primeira mão as 16 amostras selecionadas entre as mais representativas da Safra 2024 deverão adquirir o ingresso pelo link. Este ano, o grande encontro será no dia 19 de outubro, no Pavilhão E do Parque de Eventos de Bento Gonçalves.

Até lá, cerca de 30 profissionais, na maioria enólogos, trabalham até o dia 23 de agosto para coletar as 478 amostras das 67 vinícolas de sete estados brasileiros, além do Distrito Federal (Bahia 15, Distrito Federal 18, Goiás 01, Minas Gerais 04, Paraná 03, Rio Grande do Sul 411, Santa Catarina 08 e São Paulo 18). Com as amostras recolhidas e armazenadas em Bento Gonçalves, a próxima etapa entra em ação no início de setembro com a Degustação de Seleção, conduzida por um grupo técnico formado por mais de 90 enólogos. Eles avaliam às cegas os vinhos, seguindo normas estabelecidas pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

O resultado é apresentado ao grande público no dia 19 de outubro. Além de anunciar a lista dos 30% vinhos classificados como os mais representativos da Safra 2024, a ABE também divulga quais são as 16 amostras selecionadas e degustadas simultaneamente pelos 800 apreciadores no evento. Quem nunca participou da Avaliação pode acessar o link  e assistir a edição anterior.

SERVIÇO
O que? 32ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2024
Quando? 19 de outubro de 2024
Onde? Pavilhão E do Parque de Eventos de Bento Gonçalves
Valor: R$ 640
Ingressos pelo https://www.enologia.org.br/avaliacao-nacional-de-vinhos/inscricao-publico/
Promoção: Associação Brasileira de Enologia

Programação
16h – Credenciamento
17h – Início do evento
17h25min – Degustação / Comentários
18h40min – Intervalo 
18h50min – Degustação / Comentários
21h – Coquetel de Encerramento
00h – Encerramento

O que inclui
Degustação das 16 amostras selecionadas entre os 30% mais representativas da Safra 2024
01 (uma) taça de vinho de cristal personalizada
01 (uma) Taça Oficial do Espumante Brasileiro
Fichas de Degustação
Um exemplar da 16ª Revista Brasileira de Viticultura e Enologia
Certificado de Participação online
Coquetel de Encerramento (das 21h às 00h)





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Seca impactará logística da região Norte


A situação se agrava devido às condições climáticas do ano anterior



A situação se agrava devido às condições climáticas do ano anterior
A situação se agrava devido às condições climáticas do ano anterior – Foto: Divulgação

A seca na região Norte do Brasil deve continuar até o final de outubro, com previsão de melhora somente em novembro, segundo a Climatempo. Durante esse período, temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média são esperadas, o que pode impactar as atividades das empresas. A situação se agrava devido às condições climáticas do ano anterior, que já haviam causado uma seca significativa, afetando o enchimento dos rios. Áreas como o sul e leste do Amazonas, Acre, Rondônia e grande parte do Pará enfrentam um déficit de chuvas entre 50% e 70%.

“Essas áreas terão um déficit hídrico maior comparativamente aos meses anteriores e temperaturas mais altas, que vão favorecer a perda de umidade do solo em áreas de formação de corpos d’água. Nesse cenário, o nível dos rios seguirá abaixando, com a chuva retornando á Amazônia ocidental a partir de outubro, de forma gradual”, afirma Vinicius Lucyrio, meteorologista da Climatempo.

As temperaturas na região Norte já estão de 1 a 2 graus Celsius acima da média e continuarão subindo, com o pico previsto para a primeira quinzena de outubro. Esse cenário é influenciado por massas de ar seco do Brasil Central e pelo fenômeno La Niña, intensificado pela seca do segundo semestre anterior, conforme explica Lucyrio. O baixo nível dos principais rios da região e a intensificação do “verão amazônico” poderão impactar as cadeias de abastecimento e a geração de energia das hidrelétricas. A seca deste ano deve ser tão ou mais severa que a do ano passado, apesar da previsão de chuvas mais frequentes e intensas a partir do final de outubro.

“As preocupações para os próximos meses estão relacionadas ao nível baixo dos rios em amplas áreas da faixa norte, com algumas regiões já em situação de alerta”, observa o meteorologista da Climatempo.
 





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Brasil e Coreia do Sul intensificam parcerias no setor agropecuário


Missão do Mapa fortalece relações comerciais com a Coreia do Sul




Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deu um passo importante para expandir as exportações do agronegócio brasileiro ao intensificar negociações com a Coreia do Sul. Durante uma missão realizada na última semana em Seul, o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, acompanhado pelo adido agrícola Ricardo Zanatta, participou de reuniões estratégicas para fortalecer as relações bilaterais e discutir o acesso de produtos agropecuários brasileiros ao mercado sul-coreano, conforme o informado pelo Mapa.

Segundo o Mapa, em um dos principais encontros, Perosa e a embaixadora do Brasil em Seul, Márcia Donner Abreu, se reuniram com o ministro adjunto de Coordenação e Planejamento do Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais (MAFRA) da Coreia do Sul, Kang Hyoung-Seok. As discussões incluíram a finalização do processo de regionalização para a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), a abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira, e a expansão da área autorizada para exportação de carne suína dos estados do Rio Grande do Sul e Paraná.

Além disso, representantes do Mapa se encontraram com a comissária da Agência de Quarentena Animal e Vegetal (APQA), Kim Jung-hee, para avançar nas tratativas relacionadas à carne bovina e suína, e discutir o potencial de exportação de uvas de mesa brasileiras para a Coreia do Sul. A possibilidade de acesso dos morangos coreanos ao mercado brasileiro também foi abordada, sinalizando o interesse em diversificar as trocas comerciais entre os dois países.

Outro destaque da missão foi a reunião com Choi Ji-young, ministro adjunto de Assuntos Internacionais do Ministério de Economia e Finanças (MOEF), onde foram debatidos temas como a contribuição da produção agropecuária brasileira para a segurança alimentar na Coreia do Sul e o controle da inflação, além de potenciais investimentos coreanos no projeto de recuperação de pastagens degradadas no Brasil, de acordo com as informações do Mapa.

“Esta missão fortaleceu ainda mais os laços comerciais e a cooperação entre Brasil e Coreia do Sul. As discussões abriram novas possibilidades para o agro brasileiro, especialmente em um mercado tão estratégico como o coreano. Estamos confiantes de que essas negociações resultarão em importantes avanços para nossos produtores e para a economia brasileira”, afirmou o secretário Roberto Perosa.





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Entidades debatem perspectivas e potencial do uso de bioinsumos no setor agropecuário do Rio Grande do Sul


Um painel sobre as perspectivas e o potencial do uso de bioinsumos no Rio Grande do Sul reuniu representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII). O evento ocorreu nesta segunda-feira (26/8), no Estande do governo do Estado na 47ª Expointer e abordou o uso dessa tecnologia como meio de aumentar a eficiência e a resiliência do sistema de produção agropecuário. 

Considera-se bioinsumo qualquer produto, processo ou tecnologia de origem biológica, como animal, vegetal ou microbiana, para uso na produção, no armazenamento ou no beneficiamento em sistemas agropecuários, aquáticos e florestais. Esse material é utilizado na agricultura para promover o crescimento das vegetações, aprimorar a saúde do solo e controlar pragas e doenças de modo mais sustentável. 

Um dos bioinsumos disponíveis no mercado é o inoculante biológico. Um exemplo de sucesso na utilização dessa tecnologia na agroindústria é a cultura da soja no Brasil, para a qual foi desenvolvida uma técnica para fixar o nitrogênio do ar nas raízes das plantas por meio de bactérias, conforme explicou o palestrante Luciano Kayser, pesquisador do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi. 

A inoculação representa um dos pilares de sustentabilidade da produção de soja no país e resulta em benefícios para o produtor, por se tratar de uma prática com um investimento menor, e na minimização de problemas ambientais. 

Durante sua fala, Kayser apresentou um panorama do uso de bioinsumos no Estado e dos desafios enfrentados para disseminar informações sobre a temática no setor agropecuário. “Mais do que trazer novos conhecimentos, o importante é utilizar informações que já temos, que estão consolidadas, porque há muitas práticas corretas que foram abandonadas por produtores”, afirmou o pesquisador. 

Depois da abordagem do cenário do RS, o diretor-executivo da ANPII, Solon Cordeiro de Araújo, explicou como o uso dessa tecnologia cresceu no Brasil. De acordo com Araújo, o país produz em torno de 200 milhões de doses de inoculantes. Na soja, 86% dos agricultores utilizam esse tipo de bioinsumo anualmente.  

Em comparação com o panorama nacional, o Rio Grande do Sul ainda investe pouco no uso dessa tecnologia, chegando a uma marca de cerca de 60%. “É fundamental que a gente comece a mudar essa história de que o gaúcho não usa inoculante. Há um aumento de produtividade com baixíssimo investimento. Tem um arsenal enorme de produtos biológicos para uma grande parte dos problemas que nós temos na agricultura. Precisamos compilar os dados da pesquisa mostrando as vantagens da inoculação e transformar essas informações em uma linguagem de comunicação, para difundir o conhecimento a um público maior”, disse Araújo. 

Ao fim do encontro, mediado pelo pesquisador do DDPA da Seapi, Jackson Brilhante, houve um compartilhamento de experiências entre os palestrantes e o público. 





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Dólar tem forte queda e volta para abaixo dos R$5,50 após fala de Powell


Logotipo Reuters

 

SÃO PAULO (Reuters) – Depois de disparar na véspera quase 2% no Brasil, o dólar despencou outros 2% nesta sexta-feira, para abaixo dos 5,50 reais, acompanhando a queda generalizada da moeda norte-americana no exterior, após o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, defender o início dos cortes de juros nos EUA.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,97%, cotado a 5,4795 reais. Na semana, porém, a divisa ainda acumulou alta de 0,22%.

Às 17h23, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 2,14%, a 5,4875 reais na venda.

Bastante aguardada pelos mercados globais, a participação de Powell no simpósio de Jackson Hole reforçou as apostas de que o Federal Reserve de fato começará a cortar juros em setembro.

Powell defendeu pela manhã que “chegou a hora” de o Fed cortar sua taxa de juros, uma vez que os riscos crescentes para o mercado de trabalho não deixam espaço para mais fraqueza e a inflação está a caminho de alcançar a meta de 2%. Na prática, foi um apoio explícito ao afrouxamento da política monetária.

“Os riscos de alta para a inflação diminuíram. E os riscos de queda para o emprego aumentaram”, disse Powell. “Chegou a hora de ajustar a política. A direção a ser seguida é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nos juros dependerão dos dados que chegarem, da evolução das perspectivas e do equilíbrio dos riscos.”

Em reação à fala de Powell, investidores foram em busca de ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes, o que se traduziu na queda global do dólar.

No Brasil, após marcar a cotação máxima de 5,5843 reais (-0,10%) às 9h, na abertura da sessão, o dólar à vista atingiu a mínima de 5,4745 reais (-2,06%) às 16h24.

“As questões locais do Brasil foram praticamente deixadas de lado hoje em função das declarações de Powell, dizendo que chegou a hora de mexer nos juros”, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Isso tirou um peso do mercado e os investidores foram em busca de ativos de risco.”

Uma taxa de juros mais baixa nos EUA favorece o diferencial de juros para o Brasil, que se torna mais atrativo aos investimentos internacionais.

Além de Powell, o movimento do câmbio no Brasil foi resultado de certa recomposição de posições, conforme Rugik, após a disparada do dólar na véspera.

Internamente, a principal questão ainda é se o Banco Central elevará ou não a taxa básica Selic em setembro, como vem sendo precificado pelo mercado. A probabilidade de alta de 25 pontos-base da Selic em setembro está em 90%, conforme precificação da curva a termo brasileira. Há outros 10% de probabilidade de manutenção da taxa em 10,50% ao ano.

“Se ele (BC) não subir juros na próxima reunião, o real deve se desvalorizar mais e o juro longo deve subir”, pontuou Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes. “Se o BC não subir juros, o mercado sobe por conta própria”, acrescentou, em referência aos possíveis efeitos na curva.

Às 17h21, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,78%, a 100,670.

Pela manhã o Banco Central vendeu todos os 12.000 contratos de swap cambial tradicional em leilão para fins de rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2024.

(Por Fabrício de Castro)





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Bicudo causa grande prejuízo na cana-de-açúcar


“Os danos são tão severos que reduzem o número de canas por metro, sem recuperação”



O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil
O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil – Foto: Canva

O bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis) é a principal praga do setor canavieiro devido à sua difícil gestão, causando perdas de 1,6 toneladas de produtividade para cada 1% de toco atacado. Cerca de 40% dos canaviais brasileiros, ou 3,5 milhões de hectares, são tratados anualmente para controle dessa praga. 

Segundo Maurício Oliveira, gerente de marketing regional da FMC, a praga reduz significativamente a produção, especialmente em São Paulo, onde há uma perda estimada de 10 toneladas por hectare ao ano. A larva do bicudo, que vive nos rizomas da cana, é a principal responsável pelos danos, matando os perfilhos e reduzindo a produtividade.

“Os danos são tão severos que reduzem o número de canas por metro e não há recuperação. Alguns canaviais são reformados no terceiro corte, sendo que a média de cortes pode chegar a 6 cortes. No estado de São Paulo, por exemplo, estima-se que cerca de 10 toneladas por hectare são perdidas, todos os anos. Isso torna cada vez mais importante que o manejo seja adotado em todas as fases da praga e, também, desde a fase de plantio da cana-de-açúcar”, explica Maurício Oliveira, gerente de marketing regional da FMC.

O Sphenophorus está presente em todas as regiões produtoras de cana do Brasil, espalhando-se principalmente pelo transporte de mudas e cana para a indústria. Em áreas com alta infestação, a praga é geralmente detectada quando o nível já é elevado. Para minimizar essa infestação e garantir alta produtividade, é essencial adotar práticas e tecnologias desde a formação do viveiro. A FMC oferece soluções como o inseticida Premio® Star, que possui ação multipragas e dupla ação, controlando o Sphenophorus, a broca-da-cana e a broca-dos-rizomas, garantindo melhor proteção e um período prolongado de controle no canavial.
 





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Medidas de apoio ao produtor fortalecem a cadeia láctea de Goiás


Apenas no primeiro trimestre de 2024, a cadeia láctea de Goiás registrou a produção de 558,6 milhões de litros de leite industrializado, ocupando a quinta posição no ranking nacional. O setor, porém, enfrentou muitos desafios nos últimos anos, como a queda de preços, elevação de custos de produção e concorrência de produtos importados.

Essa situação levou o Governo de Goiás a adotar uma série de medidas de apoio ao segmento. Em março deste ano, por exemplo, o governador Ronaldo Caiado anunciou a retirada de benefícios fiscais de laticínios que importam leite e derivados de outros países, por meio de alteração em lei e publicação de decretos.

Também lutou pela criação de uma linha de crédito específica para a bovinocultura leiteira no âmbito do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Em vigor desde janeiro deste ano, o FCO Leite oferece menores taxas de juros e carência mais longa para pagamento.

Já no mês de maio, o Goiás Social, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), promoveu a doação de milho a produtores de leite do estado, aliviando os custos com insumos.

PAA Leite

Na esfera da comercialização do leite, o Goiás Social lançou também uma edição do Programa de Aquisição de Alimentos específica para a cadeia láctea: o PAA Leite.

“Com o Agro é Social, o Goiás Social se faz presente na vida dos pequenos produtores da agricultura familiar de Goiás, e com a cadeia produtiva do leite não é diferente. Com esses incentivos, nós garantimos geração de renda para essas famílias ao mesmo tempo que melhoramos a qualidade da produção e fortalecemos a economia do nosso Estado”, afirma a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado.

Por meio do PAA Leite, cujo edital foi publicado no final de julho, o Estado irá adquirir o produto de organizações associativas e cooperativas de agricultores familiares. Conforme destaca o titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, essas pessoas são as mais impactadas pelas oscilações do segmento.

“Aproximadamente 52% de todo o leite que é produzido em Goiás vem de propriedades rurais da agricultura familiar. É um perfil de produtores que precisa cada vez mais de políticas públicas eficientes”, pontua.

Conciliação

Outra medida importante, levando em consideração a necessidade de apoiar o produtor na precificação do leite, foi a instituição do Índice de Preços de Derivados Lácteos. O indicador se tornou uma referência para a definição do preço pago pelo leite ao produtor rural no mês seguinte à comercialização.

“Esse índice demonstra a variação dos preços da cesta de derivados lácteos, reduzindo a imprevisibilidade e possibilitando que os valores pagos aos produtores sejam mais justos”, explica o secretário Pedro Leonardo.

A metodologia do índice foi estabelecida pela Câmara Técnica de Conciliação da Cadeia Láctea, um ambiente de negociação que tem como objetivo o aumento da transparência e a redução de conflitos na cadeia láctea de Goiás.





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Busca por selo de saúde animal aumenta


Lançada pela MSD Saúde Animal no final de 2022, a Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar tem visto um aumento de 220% na demanda em menos de dois anos. Atualmente, 11 propriedades possuem a certificação e 15 estão em processo de obtenção. Auditada pela QIMA/WQS, a certificação garante práticas modernas e sustentáveis, atendendo às exigências do mercado internacional. Para a Schoeler Agro, um dos maiores produtores independentes de suínos no Brasil, o selo destaca seu compromisso com o bem-estar animal, o meio ambiente e a qualidade de vida.

“Foram 10 meses de adequações, em especial na parte documental e treinamentos. O processo de conquista já foi enriquecedor, com conhecimento profundo de normativas e procedimentos. Com os processos bem desenhados e claros, honramos, inclusive, o trabalho das equipes da granja”, diz Lilian Schoeler, diretora administrativa da Schoeler Agro.

Paulo Giehl, gerente comercial da Schoeler Agro, complementa que o selo trouxe benefícios e boas expectativas: “Esperamos novos clientes em potencial, como redes de supermercados e frigoríficos que exportam. Trabalhamos para sermos reconhecidos como uma empresa que cuida de seus animais e prioriza a qualidade, e isso já está acontecendo, especialmente com o reforço do selo. Já notamos diferença na percepção dos clientes, que reconhecem e elogiam a certificação e, da nossa parte, recebem animais com mais qualidade. Além disso, esperamos uma valorização no preço no decorrer do tempo, pois o selo poderá facilitar a negociação”.

Erivelton Schinermann, gerente de produção, destaca a importância da certificação para motivar as equipes e formalizar práticas que antes eram informais. Com o selo, os protocolos foram institucionalizados e a transparência aumentou. Ele observa que a certificação resultou em animais mais calmos e com menor mortalidade, melhorando a saúde, reduzindo perdas ao parto, e aprimorando a formação mamária e a produção de leite.
 





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expositores que sofreram com as enchentes são exemplos de superação


Para além dos 413 empreendimentos que ocupam o Pavilhão da Agricultura Familiar e que levam o que de melhor é produzido nas propriedades rurais do Rio Grande do Sul, a edição de 2024 traz um componente especial: a história de homens e mulheres que foram fortemente impactados pelas chuvas e enchentes que ocorreram no Estado, mas que superaram as adversidades para reerguerem seus empreendimentos e trazerem seus produtos à Expointer.  

O caso de Igor Longaray, de 27 anos, revela a superação que os gaúchos buscam encontrar desde o início dos eventos meteorológicos. Funcionário da Casa Bucco, cachaçaria de Bento Gonçalves, Longaray perdeu a esposa e o sogro devido a um deslizamento de terra que atingiu as instalações da agroindústria. Decidiu que, apesar da dor que enfrentava, tinha que seguir e estar presente na Expointer. “A minha esposa sempre foi uma pessoa positiva, sempre pensando para frente. Todos os produtos que estão nessa mesa, as cachaças que estão aqui, passaram pelas mãos dela, então eu levei isso em consideração e decidi tocar adiante o legado dela”, apontou Longaray.

A chuva que castigou o Vale do Rio Pardo atingiu a moradia e o empreendimento do casal Givanildo Vidal de Souza e Maria Elisa Hennig, em Candelária. Os proprietários da agroindústria Rodeio Figueira perderam a casa e toda a estrutura do negócio familiar. Além disso, perderam toda a matéria-prima responsável pela produção de melado e sofreram com o solo lavado pela enxurrada.

Sem ter onde morar e produzir, e hospedados na casa de vizinhos, Givanildo e Maria colocaram em prática uma força-tarefa para conseguir estar na Expointer, local em que foram premiados no concurso da agricultura familiar na categoria melado da edição de 2023. “Remontamos a agroindústria num galpão velho e entramos numa verdadeira corrida contra o tempo para podermos estar aqui. Foram poucas horas de sono nas últimas semanas, mas alcançamos nosso objetivo”, comemora Givanildo.

A enchente também desabrigou Enéas Lopes Kaiper, morador da Ilha das Flores, em Porto Alegre. Proprietário das Cuias Kaiper, Enéas afirmou que a água tapou completamente sua casa. O artesão saiu às pressas de casa, conseguindo salvar apenas parte da sua produção. Morando por mais de um mês acampado próximo à BR-386, Enéas afirmou que mesmo com as dificuldades, não havia hipótese de não estar na Expointer. “Tivemos que arregaçar as mangas e trabalhar em dobro. A Expointer é uma grande vitrine para o nosso negócio, não poderíamos ficar de fora”, garante.

“Ver esse pavilhão lotado revela que, para além da qualidade, também está aqui exposta a garra desses trabalhadores para se fazerem presentes, mesmo ante todas as dificuldades”, pontua o secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti.  

Em dois dias de venda, o Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer vendeu um total acumulado de R$ 2.252.141,88, o que aponta um crescimento de 16,64% em relação ao mesmo período de 2023, reafirmando o sucesso e a importância desse espaço.





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Ginetes e cavalos demonstram habilidades em provas de equinos na Expointer


O Freio de Ouro é a competição equina mais conhecida quando se fala em Expointer, mas não é a única: a feira também sedia uma série de provas e competições de diversas raças, que demonstram os atributos dos animais e as habilidades dos ginetes. Confira algumas das provas, seus horários e locais.

Árabe

Os cavalos Árabes competem em provas em todos os nove dias da feira, nas pistas 14 e 15. “Hoje teremos a prova de Morfologia Funcional, criada aqui no Rio Grande do Sul. Nela, ocorre a seleção dos melhores exemplares funcionais, entre os cavalos que estão realizando as provas montadas”, explica o presidente da Associação Gaúcha de Cavalo Árabe, Luís Fernando Tarragô.

A programação da raça segue na quarta-feira (28/8), às 15h, com a prova feminina dos cinco tambores. “As amazonas darão um espetáculo de destreza e coragem com seus cavalos árabes”, destaca Luís Fernando.

Na quinta-feira (29/8), às 17h, será a vez da prova de rédea campeira; na sexta-feira (30/8), às 15h, a prova de seis balizas; e no sábado (31/8), às 10h30, a tradicional prova do Carro X Cavalo. Nesta prova, duplas de cavaleiro e motorista, masculino com feminino, correm em uma pista a cavalo; na sequência, o cavaleiro ou amazona embarca na caminhonete e faz outro percurso no carro. A dupla que fizer em menor tempo é a campeã. “É uma prova muito divertida e que agrada ao público, lotando as arquibancadas”, garante Tarragô.

Cavalo Campeiro

Assim como o cavalo Crioulo, o Campeiro também é uma raça que surgiu na região Sul do Brasil. Seus atributos são testados em provas funcionais, que ocorrem na Expointer na quinta-feira (29/8), a partir das 8h, nas pistas 14 e 15. São 45 animais inscritos para a edição deste ano, com promoção do Núcleo Gaúcho de Cavalo Campeiro.

Quarto de Milha

Os cavalos Quarto de Milha competem a 6ª etapa e a final do Campeonato Gaúcho durante a Expointer, na sexta (30/8) e sábado (31/8), a partir das 8 horas, na pista de provas 1. São 57 conjuntos inscritos, para as categorias aberto, amador, amador light, jovem e feminino.

Na sexta, às 13h, o Quarto de Milha participa de provas de laço comprido, junto com a raça Paint Horse, na pista de prova de equinos. “A avaliação é feita por pegada de armada, aquela laçada que é feita nas aspas do boi. Cada núcleo pontua os cavalos de sua raça”, explica Darlene Marques, do Núcleo Sul dos Criadores de Cavalo Quarto de Milha.

Entre os cavalos Paint Horse, são 15 inscritos para a prova de laço comprido. “Tem que laçar o boi. Se errar, está fora”, resume Antonio Marcelo Caleffi, do Núcleo Regional Sul da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Paint Horse (ABCPaint). Mas a eliminação não é irremediável: quem perder a laçada pode se reinscrever e tentar novamente.





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