sexta-feira, abril 24, 2026

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Açúcar sobe para a máxima de 6 semanas


Alta no açúcar na maioria dos lotes das bolsas internacionais


Foto: Pixabay

A quinta-feira (29) foi de alta no açúcar na maioria dos lotes das bolsas internacionais, com o mercado impulsionado pela menor produção da commodity no Brasil e pela iniciativa do governo indiano de permitir, à partir de 1º de novembro, que as usinas produzam etanol diretamente do caldo ou xarope, o que deve estimular a produção do biocombustível naquele país, que tem a meta de aumentar a mistura de etanol na gasolina já no próximo ano.
 
Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto, tela outubro/24, foi contratado a 19,89 centavos de dólar por libra-peso, alta de 35 pontos, ou 1,8%, no comparativo com os preços da véspera. Durante a sessão o contrato chegou a bater a máxima de seis semanas, chegando a 19,98 cts/lb. A tela março/25 subiu 27 pontos, contratada a 20,11 cts/lb. Os demais lotes oscilaram entre baixa de 15 pontos e alta de 19 pontos.
 
Segundo a Reuters, a associação de usinas Unica informou na quarta-feira que a produção de açúcar no centro-sul do Brasil totalizou 3,11 milhões de toneladas métricas na primeira metade de agosto, uma queda de 10,2% em relação ao ano anterior e abaixo das expectativas do mercado.
 
“Os incêndios nos canaviais brasileiros aumentaram os problemas na safra do maior produtor mundial, segundo especialistas. A Unica disse que as perdas potenciais aparecerão no próximo relatório”, destacou a Agência UDOP de Notícias.
 
Londres
 
Na ICE Futures Europe, de Londres, a quinta-feira foi de alta em todos os lotes do açúcar branco. O contrato outubro/24 foi comercializado a US$ 557,20 a tonelada, valorização de 12,50 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela dezembro/24 subiu 8,30 dólares, contratada a US$ 539,10 a tonelada. Os demais contratos subiram entre 90 cents e 7,30 dólares.
 
Mercado doméstico
 
No mercado interno a quinta-feira foi de baixa nas cotações do açúcar cristal medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 129,43, contra R$ 130,73 de quarta-feira, desvalorização de 0,99% no comparativo.
 
Etanol hidratado
 
Já o etanol hidratado voltou a cair pelo Indicador Diário Paulínia ontem. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.692,00 o m³, contra R$ 2.695,50 o m³ praticado na quarta-feira, queda de 0,13% no comparativo entre os dias.





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Abertura oficial da 47ª Expointer exalta resiliência do povo gaúcho


A abertura oficial da 47ª Expointer, realizada na manhã desta sexta-feira (30), destacou a força da agricultura e da pecuária do Rio Grande do Sul, presenteando os visitantes com os principais destaques e campeões deste ano no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A cerimônia, que teve a apresentação da banda da Brigada Militar e de músicos gaúchos, contou com os tradicionais desfiles dos campeões e uma programação dedicada a exaltar a resiliência do povo gaúcho após as enchentes.

Nomeada como a Expointer da Retomada e da Recuperação, a feira simbolizou o espírito de superação do Estado, demonstrando que o setor tem se reerguido após as inundações de abril e maio. A cerimônia foi aberta com a execução do Hino Nacional pela banda da Brigada Militar.

Em reconhecimento aos que trabalharam nos momentos críticos da enchente, membros da Defesa Civil e da Brigada Militar, agentes de saúde e da assistência social e voluntários das forças de segurança e da sociedade civil, que atuaram nas ações de salvamento, desfilaram pela Pista Central do parque. O desfile foi aberto pelo cavalo Caramelo, cujo resgate durante a calamidade causou grande comoção.

As apresentações musicais começaram com Wilson Paim interpretando “Ainda existe um lugar”, canção de sua autoria que celebra a cultura do Estado e a união do povo. Juliana Spavanello executou a icônica “Céu, sol, sul, terra e cor”, do compositor gaúcho Leonardo, acompanhada por uma apresentação de dança dos Centros de Tradição Gaúcha (CTGs) Rancho da Saudade, de Cachoeirinha, Gildo de Freitas, de Porto Alegre, e Sociedade Gaúcha Lomba Grande, de Novo Hamburgo. Daniel Torres encerrou as apresentações musicais com “Hino ao Rio Grande”, de Cristiano Quevedo, que exalta as características naturais e culturais da região.

O tradicional desfile de cavalos da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) apresentou, além das bandeiras do Brasil, do Rio Grande do Sul e da própria ABCCC, uma do Estado com marcas de lama representando a enchente. A associação também realizou uma breve apresentação com cavaleiros-mirins.

O momento mais aguardado da cerimônia foi o desfile dos grandes campeões da Expointer, apresentado pelo diretor administrativo do Parque Assis Brasil, Éder de Azevedo. Criadores de diversas raças exibiram os animais premiados. Além disso, a Pista Central recebeu novamente os campeões do Pavilhão da Agricultura Familiar.

Em seu discurso, o governador Eduardo Leite destacou a resiliência do povo, enfatizando o papel do produtor na retomada da economia do Rio Grande do Sul. “O gaúcho mostra que supera dificuldades e se supera, enfrentando as limitações, empreendendo e comparecendo para fazer uma belíssima Expointer, que sem dúvida é uma alavanca para a retomada do Estado”, comemorou.

Leite também mencionou a presença do movimento SOS Agro, ressaltando a necessidade de agilizar o acesso aos recursos para os produtores afetados pelas calamidades. “No SOS Agro, vemos o clamor e a angústia, expressa por quem trabalha e empreende no campo, e que está sofrendo não apenas os efeitos da última calamidade, mas a sucessão de frustrações na sua produção em razão de outros eventos meteorológicos”, disse. “O movimento está mostrando o que não está suficiente e reforçando que é preciso mais agilidade e facilidade, com menos burocracia, para acessar os recursos.”

“Na Expointer, o Rio Grande do Sul mostrou sua força, coragem, resiliência e capacidade para se reerguer. Todo dia no campo, os produtores têm de se recuperar, seja após a seca ou as fortes chuvas. E não podemos ficar sem a feira, uma data que é um grande patrimônio do Estado”, afirmou o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Clair Kuhn.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, frisou a importância da presença dos expositores no Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF). “Muitos dos nossos agricultores que estão no pavilhão perderam casas, instalações e até membros de suas famílias, mas ainda assim juntaram forças e vierem oferecer o que há de melhor no setor. Esta é mais do que a Expointer da reconstrução, é também da esperança”, destacou.

Covatti ainda celebrou o sucesso do PAF, que já no primeiro fim de semana bateu recordes de vendas, com um aumento de 11% em relação a 2023, totalizando R$ 1,02 milhão em comercializações. Neste ano, o pavilhão também comemorou 25 anos de participação na Expointer.

Reconhecimento

No encerramento do evento, foi entregue a Medalha Assis Brasil, que reconhece personalidades de destaque na agricultura e pecuária.

Neste ano, os homenageados foram o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Cláudio Bier; o produtor rural e presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho; e o chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski. Para fechar o evento, cantores gaúchos entoaram o Hino do Rio Grande do Sul, enquanto membros dos CTGs portavam bandeiras com as cores do Estado.





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estado assina termo de cooperação e libera R$ 12 milhões para construção de moradias rurais


O governador Eduardo Leite e o secretário da Habitação e Regularização Fundiária, Carlos Gomes, assinaram, nesta quinta-feira (29/8), um termo de cooperação com a Caixa Econômica Federal para complemento da construção de 600 moradias, a serem feitas pelo programa federal Minha Casa Minha Vida (MCMV), para agricultores atingidos pelas enchentes de setembro de 2023 no Vale do Taquari. O investimento é de R$ 12 milhões, equivalendo a R$ 20 mil para cada moradia. A Caixa será o agente financeiro para operar com as entidades beneficiadas.

“O Plano Rio Grande é a nossa bússola para a reconstrução do Estado, e grande parte desse trabalho diz respeito a questões habitacionais. Hoje estamos dando um passo importante para, em parceria com o governo federal, avançar no encaminhamento de soluções para que as pessoas tenham um lugar digno para viver”, afirmou Leite na solenidade, que ocorreu no evento de inauguração oficial do Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer.

Serão assinados convênios da Caixa com a Cooperativa Habitacional de Agricultura Familiar (Coohaf) e a Cooperativa Habitacional Camponesa (Cooperhab), que realizarão os trabalhos, respectivamente, em Canudos do Vale e em Planalto. “É uma alegria ver o Rio Grande do Sul proporcionar a construção de casas para aqueles que produzem alimentos aos gaúchos, que também perderam suas casas e hoje estão aqui fazendo o sucesso deste Pavilhão da Agricultura Familiar”, disse Gomes.

O  decreto 57.753/24, ampliou a participação do governo do Estado no programa MCMV, aumentando o valor do complemento financeiro oferecido pelo Estado, que passou de R$ 5 mil para R$ 20 mil. Os produtores rurais serão os primeiros beneficiados pela iniciativa. 

A ação do executivo estadual também integra a Política Estadual de Habitação de Interesse Social (Pehis), instituída em junho deste ano. Além de participar do MCMV, o executivo gaúcho desenvolve seu próprio programa habitacional – o A Casa É Sua, no qual custeia integralmente o valor das unidades habitacionais.

Também participaram do ato o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e o ministro-chefe da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta. Representando as entidades beneficiadas, compareceu o coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS), Carlos Joel da Silva.





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Nova cultivar de amoreira-preta aumenta em 30% a eficiência na colheita


A Embrapa acaba de desenvolver a sua terceira amoreira-preta sem espinhos, a BRS Karajá. A nova cultivar traz, entre as vantagens, o aumento da eficiência da colheita e na poda em, no mínimo, 30% em relação às cultivares com espinhos, diminuindo o tempo necessário para realizar os tratos culturais, a penosidade do trabalho e aumentando a disponibilidade de mão de obra para o manejo da cultura. Além disso, o seu fruto tem sabor menos amargo.

A coordenadora do programa de melhoramento genético em amoreira-preta, a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado (RS) Maria do Carmo Bassols Raseira, conta que há uma economia no tempo dos tratos culturais, como condução, poda e colheita. “A BRS Karajá se destaca também pela acidez e amargor inferiores aos das frutas das cultivares sem espinhos anteriormente lançadas, o que lhe confere mais um atrativo ao mercado e a difere da cultivar BRS Xavante”, compara.

A nova amora é indicada para congelamento, processamento ou consumo fresco. Bassols relata que o mercado de frutas da amoreira para fins industriais ainda é o mais procurado. Segundo ela, as demais cultivares lançadas sem espinhos – BRS Ébano (em 1981) e BRS Xavante (em 2004) – apresentavam frutos de sabor amargo marcante. “Já a Karajá tem baixo amargor”, pontua. A denominação da BRS Karajá segue a tradição de identificar as cultivares de amoreira-preta com nomes de povos indígenas em homenagem aos primeiros brasileiros.

A princípio, o fato de não ter espinhos pode contribuir com aumento da eficiência da colheita. “Isso implica mais qualidade da fruta que será comercializada in natura, com maior agilidade na colheita e sem danos causados pelos espinhos, necessidade de menor número de colhedores (mão de obra), possibilidade de realizar a colheita em horários mais adequados, evitando picos de calor, e menor risco de lesões aos trabalhadores”, detalha o pesquisador Carlos Augusto Posser Silveira.

Além disso, ele destaca que, embora não se tenha dados a respeito, a condução da planta e a poda também seriam facilitadas. “É preciso salientar que esses parâmetros de eficiência das práticas de colheita e poda são influenciados enormemente por outros fatores, como tipo de condução da planta, manejo da adubação e da irrigação, potencial de produção da cultivar, além de experiência e agilidade dos colhedores e podadores. O fato de não ter espinhos facilita, com certeza, todas as atividades fitotécnicas do pomar”, declara.

A produção de amora no País, especialmente nas regiões produtoras, dobrou nos últimos dez anos. A produção de frutas gira em torno de 15 a 20 toneladas por hectare ao ano (t/ha/ano). A área plantada também cresceu, chegando a números próximos a 1,1 mil hectares.

Os principais estados produtores de amoreira estão localizados nas Regiões Sul e Sudeste, sendo eles Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.

O melhoramento genético da amoreira-preta no Brasil começou no fim dos anos 1970 e  atualmente o País possui dez cultivares nacionais adaptadas às condições brasileiras, atendendo às necessidades do agricultor e do mercado.

A cultivar de amoreira-preta BRS Karajá, testada como seleção Black 223, foi obtida por polinização aberta da seleção Black 132, das flores da população obtida de um cruzamento realizado em 2003, entre as cultivares norte-americanas Brazos e Arapaho. A Brazos é uma cultivar originária do Texas, EUA, lançada em 1959, de baixa necessidade em frio, produtora de frutas grandes e de maturação precoce. A cultivar Arapaho foi desenvolvida pela Universidade do Arkansas, também nos EUA, obtida do cruzamento entre duas seleções do mesmo programa.

As frutas de BRS Karajá  são menores que aquelas produzidas pela cultivar BRS Xavante, mas têm melhor sabor. Em 2006, sementes foram extraídas de frutas da Black 132, obtidas por polinização aberta, originando plântulas que foram transplantadas, posteriormente, para dar prosseguimento à pesquisa no campo experimental da Embrapa Clima Temperado.

As plantas da BRS Karajá são de crescimento ereto. Tanto as hastes primárias como as secundárias não têm espinhos. A brotação inicia-se em agosto. “Nas condições de Pelotas, a floração se estende, geralmente, da primeira quinzena de setembro à segunda quinzena de outubro. As flores são grandes, brancas com matizes rosáceos, principalmente quando ainda em botão, e podem ter número de pétalas múltiplo de cinco, embora, em geral, sejam cinco pétalas”, conta o pesquisador Luis Eduardo Antunes, coordenador da pesquisa. A colheita tem início, geralmente, na segunda semana de novembro, estendendo-se até o fim de dezembro. Ela se inicia poucos dias antes das cultivares BRS Tupy e BRS Xavante, e em torno de 10 dias antes da BRS Cainguá.

Em coleção experimental, sem irrigação e sem suporte às plantas, mantendo-as com porte baixo, a produção foi em média pouco superior a 1,5 kg por planta. Mas em experimento com plantas conduzidas em espaldeira e com suprimento de água, a primeira produção já correspondeu a 2,5 kg por planta e a produção média nos três primeiros anos correspondeu a 2,73 kg por planta. A produção acumulada nos três primeiros anos foi de 54,67 t/ha, ou seja, pouco mais de 18 t/ha/ano.

O registro da BRS Karajá foi feito em março de 2023 no Ministério da Agricultura e o seu lançamento oficial será em 29 de agosto, durante a 47ª Expointer, em Esteio (RS), no Parque de Exposições Assis Brasil, no espaço institucional da Embrapa. Interessados podem ter acesso a mudas dessa cultivar com os dois viveiros licenciados: em Pelotas (RS), e em Ipuiuna (MG), nesta página. Após um ano de cultivo, os produtores terão as primeiras frutas de Karajá.





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Rosetas da Expointer: do simbolismo aos negócios


As rosetas, ou escarapelas de premiação, foram criadas na década de 1950, pelo veterinário e jornalista Caio Poester, responsável pelo setor de informação e fomento da Secretaria de Agricultura da época.

Trazem as cores da bandeira do Rio Grande do Sul mescladas com branco, violeta e azul, que representam o arco-íris. Quanto mais importante o prêmio, mais cores compõem a roseta. Os adereços adornam os animais vencedores que disputam por categorias, campeonatos e, por fim, concorrem ao título de grande campeão. Os animais podem ter mais de uma premiação.

Elas representam um símbolo de vitória na Expointer, uma recompensa pelo trabalho árduo e pelo investimento do agropecuarista, mas também geram valorização e oportunidades de grandes negócios.

“São os prêmios dos melhores animais para o produtor. Ganhar uma roseta de grande campeão significa multiplicar o valor deste animal e da genética da cabana. Aqui está se escolhendo os melhores exemplares da genética do nosso país ou até mesmo do mundo, de acordo com algumas raças”, explica Pablo Charão, comissário geral da Expointer, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

“O produtor traz os animais aqui não só para participar do julgamento, mas para que tenha sua genética exposta para que o pessoal conheça e possa fazer futuros negócios. Porém, o impacto de uma roseta de grande campeão impacta em duas a três vezes no valor do animal”, complementa Pablo.

Flávio Humberto Tusinho, 71, agricultor e pecuarista, da cabanha Nova Esperança, de Glorinha (RS), foi laureado grande campeão adulto na raça Pardo Brasil, com o touro Brusque. Para Tusinho, a genética é a chave do negócio.

“Em 1991, eu comecei a criar o Pardo Suíço, mas, de 2014 para cá, comecei a trabalhar nesta nova raça que cruza sangue do zebu (Pardo Brasil). Este touro (Brusque) está com 2 anos e meio e pesa mil quilos. É um animal de ponta, de alta genética. E pode gerar negócios até em coleta de sêmen. Digamos: um animal de 10 mil reais chega a 20, 30 mil reais. Essa premiação mostra que eu estou no caminho, certo, né?”, se alegra Tusinho.

Paulo Roberto Pavin, 62, proprietário da Estância Renascer, da Barra do Quaraí (RS), estava vibrante com a vitória do touro Milei, como grande campeão da raça Red Brangus, com 2 anos e 800 quilos.

“A grande vitória é da raça Brangus. Este é um processo seletivo que é extremamente importante para toda pecuária nacional. Esse indivíduo (Milei) traz toda essa melhoria genética. Tem aval do título para se possa reproduzir ele através do sêmen. Isso, a roseta da Expointer agrega”, afirma Paulo Roberto.

Já o filho de Paulo Roberto, o médico veterinário Leonardo Pavin 35, é diretor comercial da empresa de biotecnologia, Renascer, de Uruguaiana (RS), uma das 20 centrais de inseminação artificial que atuam no Brasil.  A roseta mais que duplicou tanto o valor do animal (Milei) quando o do sêmen do touro: “As doses dele, comercializamos aqui nos três primeiros dias da Expointer por 35 reais. As doses pós-premiação chegaram a 78 reais”, diz Leonardo.

“Mas mais importante do que a premiação, é ver as pessoas comprando. O Rio Grande do Sul passando por estas coisas horríveis que aconteceram (por conta das enchentes de maio), a gente está aqui numa Expointer lotada. O cliente está vindo”, pondera o diretor comercial.

O relatório Index, do primeiro semestre de 2024, publicado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) identifica 3.369 municípios, trabalhando no segmento de corte, e 3.489, no leite. Na aptidão de corte, por exemplo, o mercado de exportação de sêmens brasileiros chega a 11 países: Venezuela, Colômbia, Equador, Honduras, Guatemala, Panamá, Costa Rica, Bolívia, Paraguai, Angola e Paquistão. 

Fernando Veloso, 49, médico veterinário, é diretor do conselho da ASBIA, entidade criada em 1974, traçou uma estimativa do mercado de inseminação artificial no Brasil. “É um mercado que cresceu muito. Uma curva ascendente que vem superando a casa das 25 milhões de doses, por ano, alcançando mais de 20% do rebanho nacional. De cada 10 vacas, 2 são inseminadas artificialmente. No Rio Grande do Sul, há uma adesão maior: 30%”, afirma Veloso. Ele calcula que estimando um valor baixo (por cada dose, entre 20 a 50 reais), somando somente a comercialização de sêmen de corte e leite, o mercado chega a cerca de R$ 1 bilhão de reais por ano.

Mas nem só de grandes campeões se estrutura essa cadeia produtiva.

“O Reservado Grande Campeão Sênior Braford foi vendido aqui na exposição, após o julgamento, por R$ 160 mil reais. Antes, valia entre 15 a 20 mil reais. E ele sairá daqui para coleta de material de sêmen para estes investidores”, comenta diretor do conselho da ASBIA.

Veloso lembra o papel da área pública na criação deste mercado, através da atuação da Central de Reprodução e Inseminação Artificial, a CRIA, um serviço que foi criado em 1946.

“Foi muito estimulada pela nossa Secretaria da Agricultura. Uma das primeiras centrais do Brasil foi instalada aqui dentro do parque de exposições Assis Brasil, na década de 1970. A CRIA era uma empresa pública para o fomento”, lembra Veloso. Ele lembra que terminava a Expointer e os campeões, bovinos de corte e de leite, e os bubalinos, saíam do pavilhão e lá no fundo, perto do Portão 15, ali havia uma central pública, uma das grandes responsáveis pela difusão da técnica.

A confecção das rosetas

A fabricação das rosetas que desfilam com os grandes campeões da Expointer é feita por uma empresa familiar, a Eco Arte, de Triunfo (RS). Wilson Kuhn Garcia, o Júnior, 42, ao lado da esposa, Solange Abreu, 40, e do irmão, Leandro Garcia, toca os negócios da família, atendendo à demanda da Seapi e da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) para entregar o material para a feira.

“Aqui trabalham um total de 10 pessoas. Seis na fabricação dos troféus, pastas e medalhas, e quatro, na parte das rosetas. Começamos esta parte, em 2017. Trabalham aqui o pessoal da família e alguns funcionários. E, graças a Deus, a gente vai expandindo o mercado”, avalia Júnior.





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Tudo que você precisa saber para o último fim de semana da 47ª Expointer


Ainda há muito o que fazer neste sábado (31/8) e domingo (1º/9) na 47ª Expointer. Este guia completo oferece sugestões para todas as idades sobre as principais atrações e espaços da feira. Lembrando que o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, abre às 8h e fecha às 20h. 

Clima 

A previsão do tempo do “The Weather Channel” indica céu ensolarado para o sábado, com máximas de 26º e mínima de 16º no parque, e probabilidade de chuva de apenas 8% no momento de fechamento desta reportagem. Para o domingo, as projeções apontam para máximas de 20º e mínima de 12º, com 40% de possibilidade de chuva. 

Ingressos 

Os ingressos, que podem ser adquiridos por meio deste link, custam R$ 18 para pedestres, com meia-entrada (R$ 9) para pessoas acima de 60 anos, estudantes munidos de carteira oficial e pessoas com deficiência. Crianças de até seis anos, acompanhadas dos pais ou responsáveis, não pagam. O estacionamento para veículos custa R$ 46 (não inclui a entrada do motorista nem dos demais passageiros). 

A entrada pelo parque 

Quem acessa o parque pela entrada dos pedestres (portão 2, na Avenida Independência) logo visualiza as tradicionais esferas e o palco central da Expointer, que conta com programações artísticas e musicais a partir da tarde. Caminhando mais para dentro do local, os visitantes terão acesso à zona central, que reúne diversos serviços na área administrativa, inclusive o grande mapa com todas as informações gerais. Localize-se e escolha o seu roteiro, sempre atento aos horários para descanso e alimentação – confira aqui opções de refeições que cabem em todos os bolsos. 

O Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) 

Um dos espaços mais frequentados pelos visitantes é o Pavilhão da Agricultura Familiar, que nesta edição conta com 413 empreendimentos, o maior número de expositores da história do evento. Lá é possível encontrar diversos produtos da agroindústria familiar gaúcha, oriundos de diversos municípios, incluindo sabores exóticos e diversificados como cuca de café com bombom, geleia de queijo e cerveja de caramelo e rapadura. 

Vale ficar de olho nos produtos premiados das nove categorias integrantes do 12º Concurso da Agroindústria Familiar: doce de leite, queijo colonial, salame tipo italiano, linguiça de carne suína defumada, mel, vinho tinto de mesa seco, suco de uva, melado líquido e cachaça prata.  O PAF, inclusive, tem se especializado em bater recordes: o último balanço indicou que as vendas superaram o valor de R$ 6,5 milhões até a quinta-feira (29/8), representando um aumento de 20,74% ante o mesmo período do ano anterior (R$ 5,4 milhões). 
 
Roteiro para crianças

As opções são inúmeras para quem visita o parque em família. É sempre válido circular com a criançada pelos pavilhões bovinos, do gado leiteiro, dos equinos e do gado de corte e ovinos. Quem também costuma fazer sucesso é o pavilhão de pequenos animais, com os coelhos e chinchilas de diferentes pelagens garantindo o entretenimento.   

Uma opção bastante procurada também é a dos passeios com os pôneis, que saem por R$ 10 em média. É importante lembrar ainda que, próximo à entrada de pedestres, existe o Parque de Diversões com diversos tipos de brinquedos. 

Final do Freio de Ouro no sábado

Para quem está de olho nas competições, o sábado reserva simplesmente a finalíssima do Freio de Ouro. A disputa terá início logo após a abertura, às 14h, na Pista Coberta da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Crioulo (ABCCC). 

Outros julgamentos, provas e concursos seguem com programação até o domingo. As competições iniciam logo cedo pelas manhãs e se estendem até o fim da tarde. Os últimos leilões, por sua vez, estão agendados para a noite do sábado. É possível conferir a programação completa neste link. 

Diversidades

Se fugir do roteiro tradicional está nos seus planos, uma boa pedida é assistir às apresentações da Cozinha Show, que ocorrem todos os dias às 11h, 12h, 14h e 15h no Pavilhão da Agricultura Familiar. Os alimentos diferenciados são preparados por uma equipe de nutricionistas com a utilização de produtos das agroindústrias familiares gaúchas.  Lá perto, está o Espaço da Flor Gaúcha, que traz mais de 50 variedades de plantas como orquídeas, cactos e suculentas.

O Pavilhão de Produtos, Serviços e Artesanatos também é ótima opção para quem está procurando utensílios e itens domésticos, por exemplo. O Pavilhão Internacional, por sua vez, também reserva um espaço para as compras de produtos típicos de outros países. 





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Sumitomo Chemical busca protagonismo na cotonicultura reforçando plataforma de soluções para o algodão


O Brasil alcançou um marco histórico ao se tornar o maior exportador mundial de algodão na safra 2023/2024, superando os Estados Unidos pela primeira vez. A safra, encerrada em junho, consolidou colheita de cerca de 3,7 milhões de toneladas de algodão beneficiado, com cerca de 2,6 milhões de toneladas destinadas à exportação. 

Essa conquista inédita reflete a magnitude da dedicação dos produtores de algodão ao negócio, extremamente técnico e que não permite falhas, do planejamento à colheita. Para conquistar esse resultado, a grande maioria investe muito do seu tempo e recursos em tecnologias para alavancar a produtividade e qualidade da fibra de forma sustentável. Por ser uma “fábrica à céu aberto”, a cultura exige o desenvolvimento de novas moléculas, ferramentas para a digitalização de processos, otimização de custos, mais segurança para as operações e cada vez mais certificações que promovam a sustentabilidade e rastreabilidade da pluma.

Tradicionalmente, a Sumitomo Chemical sempre colaborou com o sucesso do produtor de algodão, desenvolvendo ativos inovadores para o manejo das lavouras desde quando atuava no mercado nacional por meio do modelo de negócio business-to-business (B2B), fornecendo suas inovações (moléculas) para outras indústrias. 

Entretanto, esse cenário mudou nos últimos quatro anos a partir da mudança de atuação e estratégia da companhia. Desde 2020 a Sumitomo Chemical vem expandindo as suas operações no Brasil e impulsionando o seu modelo de negócio business-to-consumer (B2C) intensamente. Os investimentos em inovação, tanto no algodão quanto em outras culturas, mais a entrega de resultados de alta performance das soluções em campo, refletem a nova fase da companhia, pautada pela filosofia de negócios que é a de beneficiar a sociedade em geral, e não apenas seus próprios interesses, por meio de produtos e serviços sustentáveis diretamente para os produtores rurais.

“As marcas proprietárias da Sumitomo Chemical para o algodão estão ganhando cada vez mais reconhecimento e adoção no Brasil, com vendas impulsionadas por um plano de negócios centrado na satisfação dos clientes. Nós nos consideramos uma parceira estratégica do produtor que deseja inovar e produzir algodão de qualidade superior”, diz Suellen Drummond (foto), que é gerente de inseticidas e líder da cultura do algodão da Sumitomo Chemical.

Plataforma de proteção de cultivos e BioRacionais para o algodão

A Sumitomo Chemical reconhece os desafios da cotonicultura e implementa projetos para estimular o avanço da produção de qualidade, reforçando a sua parceria estratégica com os produtores. Entre soluções químicas e BioRacionais, o portfólio conta atualmente com 38 produtos para a cotonicultura, além de oferecer programas de serviços especiais, consultorias e mentorias para clientes.

“A Sumitomo Chemical é uma companhia japonesa que sempre foi uma parceira fundamental para o manejo do algodão. Alguns ativos da empresa demonstram os nossos investimentos e inovação na cotonicultura, como a molécula acaricida Etoxazole da marca Smite e soluções como os herbicidas Punto e Resource, dentre outros”, afirma Suellen.

Lançamento no 14º Congresso Brasileiro do Algodão

A empresa participa de feiras e eventos importantes como o Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) e apoia o movimento Sou de Algodão. Neste ano, além de patrocinar o congresso, a empresa terá presença marcante no 14º CBA, que será realizado entre os dias 3 e 5 de setembro em Fortaleza (CE). “Temos um projeto macro para o algodão. Vamos para o Congresso do Algodão de forma diferenciada, mostrando a robustez da Sumitomo Chemical na cultura”, diz Suellen.

No CBA, a empresa vai apresentar os diferenciais do portfólio e destacar o lançamento do fungicida Pladius, uma solução de ação sistêmica formulada com ativos de três diferentes grupos químicos: Pirazol-4-carboxamida (Impirfluxam), Triazol (Difenoconazol) e Estrobilurina (Picoxistrobina).

Pladius oferece uma mistura tripla exclusiva da Sumitomo Chemical, sendo recomendado para controlar a ramulária (Ramulariopsis pseudoglycines), doença grave que causa lesões na planta de algodão e desfolhamento, comprometendo o florescimento e a qualidade da fibra. 

De acordo com estudos realizados pelo Instituto Goiano de Agricultura (IGA), nas safras 2019/20 e 2020/21, foram registradas até 15% de perdas em cultivares suscetíveis com redução média de 50@/ha de algodão em caroço. Em condições mais severas, esses estudos mostram perdas de até 70% da capacidade produtiva da cultura.

Pladius reforça o robusto portfólio da companhia para o algodão, já consagrado pela oferta de produtos como o Acaricida Smite®, o herbicida Resource®, indicado para eliminar o algodão voluntário (planta tiguera) em lavouras de soja que sucedem a cultura do algodão, e Legion®, um inseticida que confere alta performance no controle do bicudo-do-algodoeiro. Destaca-se ainda o herbicida e regulador de crescimento Punto, sendo considerado o principal desfolhante, recomendado para aplicação em pré-colheita do algodão.

Durante o CBA, além da apresentação das principais soluções da Sumitomo Chemical para o algodão, participação estratégica em debates e ações especiais de relacionamento com os clientes, a Sumitomo Chemical vai chancelar o lançamento do livro “Reguladores de Crescimento”, de autoria do pesquisador Ricardo de Andrade, cuja publicação foi viabilizada pela empresa. Será lançado ainda o “Projeto Pioneiros do Algodão”, uma websérie de que mostra o crescimento do algodão no Brasil sob o olhar dos protagonistas dessa história. 

Soluções hormonais: Cotton+

A empresa também é reconhecida por seu exclusivo programa Cotton+, que recomenda a adoção de três reguladores de crescimento para promover o melhor manejo fisiológico do algodoeiro, resultando em aumento de produtividade e melhor qualidade da fibra. “A Sumitomo Chemical é uma companhia que fornece soluções químicas e BioRacionais, que se complementam. A plataforma oferece sustentabilidade, proteção do cultivo e ainda possibilita o incremento da qualidade da fibra ao cotonicultor”, acrescentou Suellen.

Barter e operações financeiras estruturadas 

Para contribuir com o aumento de renda dos cotonicultores, a Sumitomo Chemical oferece o SumiBarter, a ferramenta de barter da companhia que traz melhorias de gestão e flexibilidade para o negócio. “O SumiBarter assegura as melhores condições de comercialização do algodão e proteção contra oscilações de preços”, diz Suellen.

Programa de incentivo e relacionamento 

O robusto programa de incentivos e relacionamento da Sumitomo Chemical para seus clientes e parceiros comerciais permite o acúmulo de pontos que podem ser utilizados para resgatar serviços e experiências, como viagens técnicas e interações em grupo. A companhia realiza uma curadoria detalhada e cuidadosa para oferecer opções de melhorias em gestão de custos, mediante resgate de consultorias e cursos conduzidos pelas melhores empresas do ramo. Além disso, em breve será lançada uma iniciativa de mentoria para mulheres envolvidas na cadeia da cotonicultura.

Para conseguir ofertar soluções e serviços assertivos, a Sumitomo Chemical reconhece as particularidades da cotonicultura. O setor exige altos investimentos em tecnologia e criteriosa gestão de custos e de pessoas. Trata-se de uma cadeia complexa e altamente especializada, que merece um atendimento de excelência.

Dessa forma, a Sumitomo Chemical vem desenvolvendo pesquisas e parcerias para entender as necessidades dos cotonicultores e ampliar o portfólio de produtos e serviços ao segmento. Clientes da Sumitomo Chemical podem fazer parte do epicentro da inovação, participando de projetos que estimulam o co-desenvolvimento de soluções para a fibra.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Mercado da soja tem semana marcada pela demanda, com China ativa nos EUA e…


Estoques brasileiros deverão ser os menores desde a safra 2004/05, segundo estima a Pátria Agronegócios

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Nesta sexta-feira (23), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma nova venda de soja de 120 mil toneladas para destinos não revelados. Com este informe, o país fechou a semana reportando vendas todos os dias seguidos, com um volume comprometido da oleaginosa 2024/25 com as exportações chegando a 1,394,492 milhão de toneladas. E foram essas as notícias as determinantes para garantir equilíbrio ao mercado diante de novas perspectivas de uma safra recorde se garantindo nos Estados Unidos. 

A China se apresentou, durante toda a semana, como o principal comprador da oleaginosa norte-americana, confirmando não só uma presença mais forte no mercado dos EUA, como a competitividade maior deste produto em detrimento do brasileiro, ao menos por hora. 

“Não só a demanda se tornou um suporte, mas o mercado criou um consenso. E quando há este consenso mercadológico há um mercado que já se precifica diante de uma safra cheia nos EUA”, explica o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira. 

Ainda nesta semana, a Administração Geral das Alfândegas da China informou os dados das importações de soja do país, com números que triplicaram no mês passado de grãos dos Estados Unidos. As compras chinesas, em julho, foram de 475.392 toneladas dos Estados Unidos no mês passado, em comparação com 142.129 toneladas no ano anterior, de acordo com os números reportados em 20 de agosto. 

Apesar disso, a principal origem fornecedora para o maior comprador global de soja continua sendo o Brasil, de onde foram importadas 9,12 milhões de toneladas, do total importado de 9,85 milhões. 

Assim, com a oferta já esperada para ser bastante robusta – com uma safra global 2024/25 sendo esperada em 428,7 milhões de toneladas – as atenções se voltam não só para o tamanho da demanda, mas para o comportamento do demandador. 

“Ainda tem muita soja na China, na mão das processadoras, soja do Brasil que foi carregada nestes últimos quatro meses e que está chegando lá. Em algum momento, isso vai começar a cair, mas ainda está confortável. E com os compradores de farelo “não convencidos” de que vai faltar produto, não adianta as processadoras comprarem soja se não consegue vender farelo no mesmo ritmo. Este é o ponto. A demanda, pensando em vendas de ração, é 4% menor em relação ao ano passado. Mas, (de soja), não é falta de demanda, mas sim uma percepção de que o consumidor de rações não precisa se adiantar nas compras pensando lá na China”, explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest. 

O intervalo monitorado agora se dará entre a conclusão da safra 2023/24 do Brasil e a chegada efetiva da soja 2024/25, primeiramente, dos EUA e, na sequência, do Brasil. Agora, chama a atenção, ainda como explica a Agrinvest, que a soja dos EUA mantém um desconto em relação à brasileira para exportação para a China na janela de setembro a novembro. 

“Mas, essa diferença diminuiu em relação à semana passada. O mercado segue acompanhando de perto o ritmo das vendas para exportação americano, que ainda está abaixo do necessário para atingir a meta do USDA de 50,3 milhões de toneladas até agosto de 2025. Aqui no Brasil, os prêmios da soja estão em alta, assim como os prêmos do farelo e do óleo”, traz a consultoria. 

E os prêmios sustentados por aqui, ainda de acordo com os analistas, é por conta de uma falta de soja que já se registra em alguns estados como Mato Gorsso e Goiás. “Para comprar soja, as processadoras estão tendo que pagar basis cada vez mais altos, o que tem se transmitido aos basis dos derivados”. 

Esse quadro tem, inclusive, promovido uma necessidade maior de importação de soja pelo Brasil, já que os estoques nacionais deverão ser alguns dos mais baixos da história. “Falta produto. Temos estoques estimados pela Pátria em 2,26 milhões de toneladas, os menores desde a safra 2004/05”, explica Matheus Pereira, que traz ainda a estimativa de importação pelo Brasil nesta temporada em 1,650 milhão de toneladas. 

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“Grande parte dos importadores, dos compradores de soja que compram dos nossos vizinhos, são exportadores. Estamos com um volume elevado de washouts, navios que vinham ao Brasil carregar com a nossa soja, mas não tem produto. E pagando washout ou demurrage, temos que originar nos nossos vizinhos, como o caso do Paraguai”, relata o diretor da Pátria. “Estive recentemente no Paraguai e eles me disseram que nunca houve tanta demanda de compradores do Paraná, do Mato Grosso do Sul, tradings buscando soja dentro do Paraguai para levar ao Brasil e honrar os compromissos de exportação, principalmente”. 

E neste segundo semestre,a tendência é de que as indústrias paguem um pouco mais pela soja para retê-la no país, como já se observa em regiões como Sul do Mato Grosso, Sudoeste e Sul do Goiás, Triângulo Mineiro, praças que estão pagando prêmios e garantindo a soja em seu poder. 





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AgroNewsPolítica & Agro

Fiagro divulga seus resultados positivos


Os dividendos do XPCA11 atingiram R$ 5,007 milhões em julho



A gestão do XPCA11 destacou que a carteira do fundo permaneceu totalmente adimplente em julho
A gestão do XPCA11 destacou que a carteira do fundo permaneceu totalmente adimplente em julho – Foto: Divulgação

O Fiagro XPCA11 divulgou seu relatório gerencial de julho, apresentando resultados positivos. O fundo obteve R$ 3,037 milhões em regime de caixa e quase R$ 5,11 milhões em regime de competência. Em julho, o fundo vendeu R$ 660 mil do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de risco UISA, sem realizar novas aquisições. No início de agosto, o fundo liquidou um novo CRA com a Usina Coruripe, uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do Brasil, no valor de R$ 11,88 milhões, com uma taxa de CDI + 4,75% ao ano.

A gestão do XPCA11 destacou que a carteira do fundo permaneceu totalmente adimplente em julho, sem atrasos em amortizações ou juros. O grande destaque foi a liquidação total da dívida com a Usina Ester, após um acordo que preservou os direitos e patrimônio dos titulares do CRA, mantendo a remuneração e o principal inalterados. O sucesso na recuperação do crédito foi atribuído à sólida estrutura de garantias, agilidade na negociação e à expertise da gestão.

Os dividendos do XPCA11 atingiram R$ 5,007 milhões em julho, equivalendo a R$ 0,11 por cota, o maior valor registrado nos últimos sete meses. Com a cotação de fechamento de julho fixada em R$ 8,12, o dividend yield mensal alcançou 1,35%, refletindo um retorno anualizado de 17,52%. 

Esse retorno é notável, considerando a valorização das cotas e a performance do fundo. Após a aplicação do imposto de renda de 15%, que impacta o rendimento bruto, o retorno anualizado ajustado totaliza impressionantes 20,62%. Esses resultados destacam a eficiência da gestão do fundo em oferecer rendimentos sólidos aos investidores, mesmo em um ambiente econômico desafiador.
 





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