quinta-feira, abril 23, 2026

Política & Agro

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Infestação de bicudo-do-algodeiro cresce 4 vezes


Dentre as várias pragas que afetam o algodão, o bicudo exige maior atenção





Foto: Divulgação

Em 2024, a temporada de cultivo de algodão foi marcada por um aumento expressivo na população do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), principalmente no Estado do Mato Grosso. Dados da Fundação MT indicam que a infestação foi quatro vezes maior do que na safra 2022/2023.

Para a próxima safra, essa praga segue como uma grande preocupação, tanto pelo aumento da sua incidência quanto pelos graves prejuízos que pode causar. Em casos extremos, o bicudo é capaz de destruir até 90% de uma área de plantio, tornando-se uma das pragas mais destrutivas para o algodoeiro. Para enfrentar a praga, uma alternativa é o uso de tecnologias avançadas de monitoramento, como plataformas que prevêem áreas de maior pressão de pragas. A Arc™ farm intelligence, por exemplo, oferece previsões detalhadas sobre o comportamento do bicudo, permitindo que o manejo seja feito no momento e local ideais, reduzindo os danos de forma precisa.

Dentre as várias pragas que afetam essa cultura, o bicudo exige maior atenção devido à sua enorme capacidade reprodutiva. Um único casal pode gerar milhões de descendentes ao longo de uma safra, com um ciclo de desenvolvimento médio de apenas 20 dias entre ovo e adulto.

O controle efetivo dessa ameaça exige uma combinação de ferramentas e técnicas de manejo adequadas. A antecipação do aumento populacional do bicudo é fundamental para que o produtor possa adotar medidas preventivas, evitando a proliferação descontrolada e minimizando os danos.

O monitoramento contínuo e o manejo direcionado são estratégias essenciais para mitigar os impactos dessa praga, que continua a representar um risco significativo à produção de algodão em regiões como Mato Grosso e Bahia.

 





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Queimadas e estiagem deterioram solo e saúde


“A queima reduz a quantidade de matéria orgânica bruta”




A redução de matéria orgânica no solo e altas temperaturas (acima de 60°C) eliminam micro-organismos benéficos
A redução de matéria orgânica no solo e altas temperaturas (acima de 60°C) eliminam micro-organismos benéficos – Foto: Pixabay

O Brasil enfrenta uma crise ambiental e no agronegócio devido à estiagem prolongada e queimadas recordes. Esses eventos causaram danos ao meio ambiente, afetaram lavouras e florestas, e deterioraram a qualidade do solo e do ar, prejudicando a saúde pública. Segundo Layane Ap. Mendes dos Santos, a exposição do solo após chuvas pode levar a escorrimento e erosão, e, sem chuvas, a baixa umidade e ventos fortes agravam a erosão eólica, comprometendo a produtividade do solo.

“A queima reduz a quantidade de matéria orgânica bruta, alterando e desequilibrando todo o ciclo e aporte de carbono do solo. Essa perda de matéria orgânica afeta diretamente a atividade e a diversidade da microbiota do solo, uma vez que diminui a disponibilidade de alimento, sendo uma das principais fonte de energia dos micro-organismos. Além disso, afeta diretamente a capacidade de troca catiônica do solo (CTC) e reduz a ‘reserva’ de água no solo”, explica a consultora de Desenvolvimento Técnico da ICL.

A redução de matéria orgânica no solo e altas temperaturas (acima de 60°C) eliminam micro-organismos benéficos, dificultando a recuperação da microbiota devido à exposição solar, calor excessivo, falta de umidade, desestruturação do solo e mudanças no pH. Isso afeta negativamente os processos biológicos essenciais para a saúde do solo e o desenvolvimento das plantas. O fogo também causa danos à estrutura física do solo, selando a superfície e desequilibrando a porosidade, o que limita o crescimento das plantas e a recuperação da microbiota.

A engenheira agrônoma recomenda o uso de uma mistura de plantas de cobertura com sistemas radiculares variados para reestruturar o solo e melhorar suas qualidades físicas, químicas e biológicas. A inclusão de gramíneas forrageiras de crescimento rápido ajuda na rápida cobertura e estruturação do solo. Tecnologias biológicas, como a inoculação com micro-organismos, são essenciais para acelerar o enraizamento das plantas e restaurar a biodiversidade do solo, aumentando a biomassa radicular e facilitando a entrada de carbono e nutrientes.
 





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Tecnologias aumentam vida útil dos maquinários agrícolas


Maquinários são projetados para operar em condições adversas





Foto: Pixabay

O agronegócio, um dos pilares da economia brasileira, continua a se transformar com o uso de tecnologias avançadas que impulsionam a eficiência e a segurança das operações no campo. De acordo com Ricardo Azevedo, Gerente de Vendas da área de Industrial Assembly & Electronics da Henkel, o uso de soluções inovadoras é essencial para otimizar tanto o plantio quanto a colheita, garantindo a produtividade safra após safra.

“Cada safra exige um planejamento rigoroso, e as máquinas agrícolas, como colheitadeiras e plantadeiras, são projetadas para operar em condições adversas, enfrentando os desafios do campo com a máxima eficiência”, afirma Ricardo. Para ele, o uso de adesivos e selantes de alta tecnologia é indispensável para garantir a integridade estrutural dos equipamentos, aumentando sua vida útil e protegendo os operadores em ambientes de trabalho.

Outro aspecto destacado por Ricardo é a necessidade de proteção contra corrosão e intempéries, preservando a aparência e o valor dos equipamentos, especialmente na revenda. “Equipamentos bem conservados não só operam melhor, como também são mais valorizados no mercado”, explica.

Ricardo também ressalta as inovações no processo de montagem, com soluções que dispensam o uso de primers e reduzem o tempo de adesão dos componentes de 24 horas para apenas 180 minutos, gerando economia significativa no tempo de produção e no uso de materiais. Para o agronegócio, investir em tecnologia avançada significa garantir a confiabilidade e o desempenho das máquinas, assegurando que as operações ocorram com segurança e eficiência, mesmo nas condições mais adversas.





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Milho recua nesta 6ªfeira na B3, mas ainda acumula altas ao longo da semana


Logotipo Notícias Agrícolas

A sexta-feira (23) chega ao final com os preços futuros do milho recuando na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 60,23 e R$ 68,74, mas ainda conseguiram encerrar a semana acumulando movimentações positivas. 

O vencimento setembro/24 foi cotado à R$ 60,23 com queda de 0,41%, o novembro/24 valeu R$ 63,15 com perda 0,32%, o janeiro/25 foi negociado por R$ 66,00 com baixa de 0,26% e o março/25 teve valor de R$ 68,74 com desvalorização da 0,39%. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram ganhos de 1,12% para o setembro/24, de 0,27% para o novembro/24, de 0,26% para o janeiro/25 e de 0,94% para o março/25, em relação ao fechamento da última sexta-feira (16). 

variação semanal milho b3

Roberto Carlos Rafael da Germinar Corretora, aponta que as movimentações dos preços do milho no Brasil estão muito atreladas à flutuação do dólar ante ao real, uma vez que a taxa de câmbio influência diretamente nos valores de exportação dos portos. 

O analista destaca que as exportações melhoraram em julho, mas ainda ficaram abaixo do esperado. Já para agosto, os embarques devem ficar entre 6 e 7 milhões de toneladas, entre 2 e 3 milhões menores do que o mesmo mês de 2023. 

Leia mais:

+ “Não vai haver melhora de preços do milho se não for pelo dólar”, destaca analista

Com potencial de acumular 14 milhões de toneladas exportadas de fevereiro a agosto, o país teria que embarcar cerca de 5,5 milhões de toneladas nos meses restantes do ciclo para chegar em 40 milhões de toneladas, volume que ainda seria insuficiente para enxugar os estoques na conta do Rafael. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve um último dia da semana positivo. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorização somente em São Gabriel do Oeste/MS e percebeu valorização em Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Sorriso/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Maracaju/MS, Campo Grande/MS e Machado/MG. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho teve uma semana de preços mais altos no balanço em grande parte das praças de comercialização. “Embora o ritmo de negócios tenha seguido travado em algumas regiões no mercado interno, uma boa movimentação nos portos para exportação e a oferta limitada garantiram suporte às cotações”. 

“Nesta última semana o mercado permaneceu com postura retraída tanto de consumidores como dos produtores, o que limita o avanço de negócios. As atenções seguem voltadas para o câmbio, para os movimentos dos futuros do milho (Bolsa de Chicago) e para a paridade de exportação firme. Os consumidores sinalizam tranquilidade em relação a abastecimento no momento, mas com a colheita da safrinha terminando reduz-se a disponibilidade e as cotações reagem a isso”, diz a Consultoria. 

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro finalizaram as movimentações desta sexta-feira contabilizando recuos no pregão e acumulando perdas semanais. 

O vencimento setembro/24 foi cotado à US$ 3,67 com desvalorização de 3,75 pontos, o dezembro/24 valia US$ 3,91 com perda de 2,50 pontos, o março/25 foi negociado por US$ 4,09 com baixa de 2,00 pontos e o maio/25 teve valor de US$ 4,20 com queda de 1,50 pontos. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (22), de 1,01% para o setembro/23, de 0,64% para o dezembro/24, de 0,49% para o março/25 e de 0,36% para o maio/25. 

No acumulado semanal, os contratos semanais do cereal norte-americano contabilizaram perdas de 0,74% para o setembro/24, de 0,38% para o dezembro/24, de 0,36% para o março/25 e de 0,41% para o maio/25, com relação ao fechamento da última sexta-feira (16). 

variação semanal milho cbot

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho caíram mais 0,5% a 1% na sexta-feira, com os traders voltando seu foco para ver uma produção quase recorde que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atualmente estima que excederá 15,1 bilhões de bushels. 

“Isso levou a uma rodada de vendas técnicas que viu os futuros de setembro caírem 3,75 centavos para US$ 3,6775 e os futuros de dezembro caírem 2,25 centavos para US$ 3,9125”, destaca a publicação. 

A análise da Agrinvest ainda ressalta que os preços do milho acompanharam os futuros do trigo em baixa, que continuam pressionados devido à agressividade na oferta de trigo no Mar Negro. 





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Solução para CO2 e sustentabilidade


“Precisamos mudar a narrativa”




"O agronegócio é o único setor que tem a capacidade de remover CO2 da atmosfera se forem usadas práticas embasadas em agricultura regenerativa"
“O agronegócio é o único setor que tem a capacidade de remover CO2 da atmosfera se forem usadas práticas embasadas em agricultura regenerativa” – Foto: Pixabay

O setor agrícola tem a capacidade única de remover CO2 da atmosfera por meio de práticas de agricultura regenerativa, afirmando seu papel crucial na mitigação das mudanças climáticas. No 5º Fórum do Agronegócio em Londrina (PR), Roberson Marczak, da ADAMA, destacou a importância de ajustar a narrativa para mostrar que o agronegócio pode ser parte fundamental da solução para os impactos climáticos.

O evento, promovido pela Sociedade Rural do Paraná, reuniu representantes do agronegócio para discutir a relação entre o setor e a natureza, abordando soluções para os desafios atuais. Marczak também ressaltou a vulnerabilidade do setor e seu potencial para contribuir para a sustentabilidade.

“O agronegócio é o único setor que tem a capacidade de remover CO2 da atmosfera se forem usadas práticas embasadas em agricultura regenerativa. Precisamos mudar a narrativa e mostrar que o agro pode ser parte fundamental da solução para os impactos climáticos”, afirmou.

A empresa investe em materiais biodegradáveis ou renováveis, que podem representar de 30 a 80% de suas soluções. Desde 2018, substitui solventes orgânicos por água em suas formulações, criando produtos com mais de 60% de componentes biodegradáveis, evidenciando seu compromisso com a sustentabilidade.

Além disso, Marczak enfatizou a necessidade de o Brasil adotar um papel mais ativo na definição de métricas de emissão de gases de efeito estufa (GEE) específicas para o contexto tropical. Com base em um estudo do Observatório de Bioeconomia da FGV, ele argumentou que as medições climáticas internacionais frequentemente priorizam critérios do hemisfério norte e da Europa, não refletindo adequadamente as particularidades do sistema de produção agrícola tropical. Marczak defendeu a importância de considerar o balanço das emissões do setor agrícola, e não apenas as emissões brutas.
 





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R$ 514 milhões para combater incêndios florestais


Até esta quarta-feira (18), o governo liberará um crédito extraordinário de R$ 514 milhões para combater os incêndios florestais que se alastram pelo país. O anúncio foi feito há pouco pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e pela ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, em reunião entre representantes dos Três Poderes para discutir as ações de combate às queimadas.

Os recursos, informou Costa, serão distribuídos em diversos ministérios e serão usados para a aquisição de equipamentos e para a execução de medidas no curto prazo. A medida provisória com o crédito extraordinário deve ser editada nas próximas horas.

De acordo com a Casa Civil, uma parte dos recursos será destinada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas para reforçar o monitoramento e enfrentamento às queimadas. Com o dinheiro extra, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) poderão contratar brigadistas e alugar viaturas e aeronaves.

Também receberão o dinheiro a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança Pública, para reforçar as investigações e a repressão ao crime ambiental. A verba também será distribuída às Forças Armadas, para operações de apoio na extinção das chamas. Outra parte dos recursos será empregada na compra de cestas básicas e de alimentos às famílias da Região Norte afetadas pela baixa dos rios.

Segundo o ministro da Casa Civil, o dinheiro será aplicado em parceria com os estados e os municípios. Na próxima quinta-feira (19), o governo federal pretende reunir-se com os 27 governadores para ouvir as demandas e os pedidos de ajuda para traçar um diagnóstico, acrescentou Rui Costa.

O valor já havia sido informado ao Supremo. No domingo (15), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou um orçamento especial para o enfrentamento às mudanças climáticas. O governo poderá abrir um crédito extraordinário, que por definição está fora das metas fiscais, sem correr o risco de que o dinheiro seja reincluído nelas, caso a medida provisória seja rejeitada ou não seja votada a tempo.

Ainda nesta semana, afirmou Costa, o governo enviará outra medida provisória para simplificar a liberação de recursos do Fundo Amazônia pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Realizado no fim da tarde desta terça-feira (17), no Palácio do Planalto, em Brasília, o encontro teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dos presidentes do STF, Luís Roberto Barroso; do Senado, Rodrigo Pacheco; e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. O encontro também reuniu ministros do governo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e representantes da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Conselho Nacional de Segurança Climática

A ministra Marina Silva informou que o governo avalia propostas de criação de um Conselho Nacional de Segurança Climática e de um Plano de Prevenção de Efeitos Climáticos Extremos. “Há pouco, nós conversávamos, e o senhor [presidente Lula] teve uma ideia de que, do mesmo jeito que o senhor criou o Conselho Nacional de Segurança Alimentar, o senhor gostaria de que estudássemos a possibilidade, de caráter de urgência, celebrando essa reunião com os Poderes, o Conselho Nacional de Segurança Climática”, declarou.

Para Marina, o conselho terá papel importante ao articular diferentes setores da sociedade. “Acho que isso é uma grande sacada que o senhor teve, porque nós temos o pacto com os Poderes, nós vamos poder reunir o Superior Tribunal de Justiça, a Câmara dos Deputados, o Congresso, a sociedade, o setor empresarial, e poder apresentar recomendações para que mais que mitigar, mais que adaptar e nos preparar, nós possamos transformar o nosso país”, acrescentou. O plano de prevenção, informou a ministra, está sob análise da Casa Civil.





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Projeto de Lei exige dados anuais do INCRA


O Projeto de Lei (PL 3558/2024) foi apresentado pela deputada Coronel Fernanda




O Projeto de Lei (PL 3558/2024) foi apresentado pela deputada Coronel Fernanda
O Projeto de Lei (PL 3558/2024) foi apresentado pela deputada Coronel Fernanda – Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A deputada Coronel Fernanda (PL-MT) apresentou o Projeto de Lei (PL 3558/2024) na Câmara dos Deputados, que propõe novas regras para a criação de assentamentos rurais. Segundo a proposta, novos assentamentos só poderão ser autorizados se 80% dos assentamentos estaduais e 90% dos municipais estiverem ocupados por dois anos e 70% dos lotes existentes forem produtivos.

“Não podemos permitir que o INCRA continue criando assentamentos sem uma regularização clara. O Estado tem o dever de regularizar todos os assentamentos já existentes antes de distribuir novas terras, sem a intenção real de concluir a reforma agrária”, afirmou Coronel Fernanda.

O Projeto de Lei (PL 3558/2024), apresentado pela deputada Coronel Fernanda, também exige que o INCRA publique anualmente os índices de ocupação e produtividade de todos os assentamentos, promovendo mais transparência. A deputada afirmou que a aprovação do projeto será um marco para a reforma agrária, focando na regularização e garantia de direitos dos trabalhadores rurais. Dados do INCRA mostram que, desde o início do programa, 88 milhões de hectares foram distribuídos e mais de 9 mil assentamentos foram criados, mas problemas de produtividade e ocupação plena indicam que a política pública tem sido desviada para interesses políticos e eleitorais.

“As terras do nosso país não podem ser usadas por alguns políticos de forma eleitoreira. A reforma agrária é um assunto muito sério para virar o balcão de negócios da esquerda. Precisamos de uma solução definitiva que beneficie quem realmente precisa”, destacou a deputada.

   





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Mercado canadense abre espaço para feno e fibra de coco do Brasil


Mercado canadense também abriu suas portas para outros produtos agrícolas do Brasil





Foto: Mapa

O Brasil recebeu a aprovação, pelas autoridades sanitárias canadenses, para a importação de feno para alimentação animal e fibra de coco brasileiros, sem a necessidade de certificação fitossanitária. Esse avanço ocorre após um início de ano promissor, com o país já registrando exportações agrícolas para o Canadá que ultrapassam a marca de US$ 604 milhões nos primeiros sete meses de 2024.

Além das novas autorizações, o mercado canadense também abriu suas portas para outros produtos agrícolas do Brasil em 2024, incluindo grãos secos de destilaria (DDG ou DDGS), gelatina e colágeno de origem suína, além de mastigáveis de origem aviária, caprina e bovina.

Essas novas autorizações marcam a 112ª abertura de mercado conquistada pelo agronegócio brasileiro em 2024, elevando o total para 190 novas aberturas em 58 destinos desde 2023. 





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Entrevista – Brasil já é 2ª maior mercado de gigante dos agroquímicos


Neste ano de 2024, a operação brasileira da Albaugh avançou para se tornar a segunda região com maiores vendas em toda a companhia. Com mais de 50 produtos em comercialização, a empresa planeja lançar mais de 5 produtos ao ano nos próximos anos. Confira a entrevista exclusiva com o presidente e CEO da Albaugh Brasil e Paraguai, Cesar Rojas, no momento em que a empresa completa 45 anos.

Poderia resumir como começou a história da Albaugh no setor de agroquímicos?

Cesar Rojas – A Albaugh nasceu nos Estados Unidos fundada pelo produtor rural e empresário Dennis Albaugh, na cidade de Ankeny, Iowa, em 1979. Ele fundou a empresa com um propósito visionário: tornar-se a alternativa preferida pelos agricultores e parceiros da distribuição em defensivos, entregando produtos de alta qualidade, além de ótimo atendimento e o melhor custo-benefício.  A dedicação de Dennis Albaugh a esse objetivo transformou o que antes era uma operação local em uma companhia global, presente em mais de 80 países, com 13 fábricas, incluindo a nossa, no Brasil, e mais de 150 ativos comercializados em um crescente portifólio.

Qual a posição da Albaugh hoje no setor de defensivos agrícolas em caráter global?

Cesar Rojas – Estamos posicionados entre as 10 maiores companhias de defensivos agrícolas. A Albaugh segue uma estratégia de produção dos produtos nos países que possui comercialização para garantir a qualidade dos produtos e o serviço adequado aos produtores. A presença global de nossa empresa se divide em seis regiões de negócios e, entre estas, o Brasil se destaca pela rapidez em consolidar-se entre as top 10 (e não é a décima) do mercado brasileiro em menos de dez anos, atuar a nível nacional, ser reconhecida pelos agricultores e distribuidores como uma empresa que transmite confiança além de ter o portfólio mais completo da indústria.

Como e quando a Albaugh chegou ao Brasil?

Cesar Rojas – Em 2015, a Albaugh comprou a empresa Consagro, propriedade da FMC agregando um portfólio que alavancou o início de suas operações no Brasil em 2016, seguindo o sucesso obtido nos Estados Unidos. Ressaltemos que a Albaugh Brasil surgiu ancorada nos mesmos princípios e valores criados por seu fundador. 

Qual o cenário atual da Albaugh no Brasil?

Cesar Rojas – No território nacional, a Albaugh mantém uma das mais modernas unidades industriais de agroquímicos do país, na qual produz inseticidas, fungicidas e herbicidas. A planta concentra toda a produção destinada ao mercado local e exportações às empresas do grupo. É também conhecida, globalmente, pela ampla capacidade de manufatura de fungicidas cúpricos. Além do parque produtivo, o complexo industrial da Albaugh Brasil abriga dois laboratórios, para desenvolvimento de formulações e controle de qualidade. Mantém, ainda, uma área de vegetação nativa e protegida, que corresponde a mais de 30% da área total do complexo. 

Em termos de resultados, neste ano (2024), a operação do Brasil avançou para a segunda região com maiores vendas em toda a companhia. Hoje, no Brasil, temos um dos mais abrangentes portfólios do segmento, com mais de 50 produtos em comercialização e não estamos acomodados com o que temos, temos um pipeline que nos permitirá lançar mais de 5 produtos ao ano nos próximos anos para cada vez mais trazer alternativas aos nossos clientes. Seguiremos crescendo, investindo em nossas pessoas e na estrutura do negócio, conforme nosso plano estratégico.

Quais as culturas-chave para o negócio da Albaugh no Brasil?

Cesar Rojas – Reconhecida no mercado brasileiro pela expansão contínua de portfólio, em todas as categorias de agroquímicos, a Albaugh atende principalmente aos cultivos de soja, milho, algodão, café, citros, cana-de-açúcar, feijão, trigo, pastagens, arroz e sorgo. Recentemente, conquistou posição estratégica na área de inseticidas. Com lançamentos em série, consolidou uma oferta acima de 20 soluções do gênero, entre estas marcas já reconhecidas pelo agricultor, como Afiado®, Krypto® para soja e milho, Porcel® na cana de açúcar.

De agora para o futuro, como o sr. vê as perspectivas de crescimento para a companhia?

Cesar Rojas – Em apenas oito anos, a Albaugh Brasil é a empresa que mais cresceu no segmento, conquistando espaço entre as líderes e tornando-se atrativa para profissionais do agro. Hoje, a operação local conta com mais de 300 pessoas e diversas equipes atuantes em todo o país. Possuiu três diretorias comerciais e regionais de venda especializadas conforme o modelo comercial do cliente e as culturas-foco, atuando em todo o território nacional. Temos no campo uma equipe de desenvolvimento de mercado totalmente dedicada, com pessoas específicas que focam em cada uma dessas regionais e em seus clientes.

Enxergamos o negócio com um enorme potencial para competir com os principais players do setor em todas as culturas. Nossas soluções agroquímicas entregam resultados ao produtor com uma relação custo-benefício diferenciada. Passamos a oferecer formulações mais concentradas comparativamente aos tratamentos-padrão em diversas culturas e isso tem nos diferenciado no mercado. Estamos firmes no propósito de ser a melhor “alternativa” do agricultor brasileiro e distribuidores, em face dos diferenciais competitivos que podemos entregar a ele.

Poderia falar um pouco da cultura da empresa, daquilo em que ela acredita dentro e fora do Brasil?

Cesar Rojas – Temos um mantra na Albaugh: priorizar, simplificar e implementar. Juntamente aos valores da nossa empresa, esse mantra define o nosso jeito de ser e molda nossa cultura. Saber priorizar é assegurar o foco naquilo que é importante para a satisfação do nosso cliente. Saber simplificar nos confere agilidade para responder as demandas do mercado no momento certo e trazer agilidade em nossa operação. 

Por sua vez, implementar refere-se a nossa entrega, com o compromisso da qualidade, preços competitivos e excelência no atendimento. É manter sempre o foco na construção da confiança perante os clientes e as comunidades com as quais nos relacionamos. Também colocamos a sustentabilidade em tudo o que fazemos, sendo esse também um dos nossos valores intrínsecos. Procuramos minimizar o impacto no meio ambiente e criamos oportunidades para pensar diferente e obter melhores resultados. Um exemplo disso se dá em nosso próprio Complexo Industrial: usamos 100% da energia de nossa unidade industrial vindas de fontes renováveis.





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Mercado de arroz enfrenta baixa liquidez no Rio Grande do Sul, com exceção das exportações


Cenário é marcado por disparidade entre os preços de compra e venda





Foto: Divulgação

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul tem registrado fraca liquidez, com negócios limitados principalmente às exportações. O cenário é marcado por disparidade entre os preços de compra e venda, o que tem dificultado a realização de novas negociações no mercado interno.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as intensas chuvas da última semana agravaram a situação, afetando o transporte do grão e atrasando a preparação do solo para as atividades de pré-plantio.

Algumas microrregiões do estado já deveriam iniciar o processo nos próximos dias, mas os produtores estão preocupados com possíveis atrasos na nova safra, o que pode impactar o cronograma de plantio.





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