quinta-feira, abril 23, 2026

Política & Agro

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chuvas variadas e possibilidade de La Niña no Brasil


A primavera de 2024 começa oficialmente no Brasil no próximo domingo, 22 de setembro, às 9h44 (horário de Brasília). O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Fundação Cearense de Meteorologia (FUNCEME), aponta que o clima deve ser predominantemente seco até meados de novembro.

De acordo com os dados do INMET, as chuvas poderão ser acima da média em algumas áreas isoladas, incluindo o Acre, Roraima, sudoeste do Amazonas, sudeste da Bahia e Rio Grande do Sul. Além disso, espera-se um retorno gradual das chuvas nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No entanto, a qualidade e o volume dessas precipitações nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e parte da Sul dependerão da umidade que chegará da Amazônia. O sul do Amazonas, uma das áreas com maior incidência de incêndios florestais, continuará a enfrentar seca e queimadas até outubro.

O fenômeno climático La Niña deve iniciar ainda em setembro com 58% de chances no trimestre que vai até novembro. Já no trimestre outubro-novembro-dezembro/2024, a probabilidade do início do fenômeno aumenta para 60%, conforme aponta o INMET.

Segundo as informações do Prognóstico Climático de Primavera do INMET / INPE, a previsão de um possível fenômeno La Niña durante a primavera levanta preocupações sobre os impactos no início da safra de verão. Historicamente, anos de La Niña estão associados a uma redução de chuvas na Região Sul, enquanto as regiões Norte e Nordeste costumam registrar aumento nas precipitações.

É importante ressaltar que o clima brasileiro é influenciado por múltiplos fatores, e as previsões climáticas devem ser monitoradas de perto, especialmente nas regiões produtivas. A expectativa é que as chuvas voltem gradualmente à porção sul das regiões Centro-Oeste e Sudeste a partir de outubro, o que é crucial para a retenção de água no solo e para o desenvolvimento inicial das culturas de soja e milho.

Entretanto, na porção norte dessas regiões, a irregularidade das chuvas, combinada com altas temperaturas, pode resultar em níveis reduzidos de umidade no solo. Na Região Sul, a previsão indica chuvas abaixo da média, o que pode impactar negativamente o início da safra de grãos no Paraná e em Santa Catarina. Por outro lado, o Rio Grande do Sul pode ser favorecido por chuvas mais regulares, beneficiando tanto as lavouras de inverno ainda em campo quanto o plantio da safra 2024/2025. Contudo, a possibilidade de redução da umidade no solo em dezembro se intensifica caso o fenômeno La Niña se confirme.

A primavera se encerra no Brasil em 21 de dezembro, às 6h20 (horário de Brasília).





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Confira o panorama do agro na Argentina


No caso do trigo, a situação é mais delicada




Em relação ao girassol, o plantio avançou para 8,7% das 1,85 milhões de hectares projetados
Em relação ao girassol, o plantio avançou para 8,7% das 1,85 milhões de hectares projetados – Foto: Divulgação

De acordo com o relatório mais recente da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), o milho na Argentina tem mostrado um avanço significativo no plantio, alcançando 7,1% da área total prevista, o que representa um progresso interanual de 2,2 pontos percentuais. No entanto, algumas áreas, especialmente no leste da província de Córdoba, apresentam atrasos devido à falta de umidade, o que tem limitado a expansão do plantio nessas localidades. 

Em relação ao girassol, o plantio avançou para 8,7% das 1,85 milhões de hectares projetados. Apesar de um aumento semanal de apenas 0,4 pontos percentuais, o progresso geral ainda está abaixo da média histórica, com um atraso de 12,6 pontos percentuais. Essa lentidão no avanço é atribuída principalmente a condições climáticas adversas que têm prejudicado o desenvolvimento do plantio em várias áreas. Mesmo assim, espera-se que, com melhorias nas condições de solo e clima, o ritmo possa ser recuperado nas próximas semanas.

Já no caso do trigo, a situação é mais delicada. A última semana foi marcada pela ausência de chuvas e por temperaturas elevadas, o que resultou em uma queda de 5,4 pontos percentuais nas áreas que se encontravam em condição hídrica adequada ou ótima. Além disso, a condição das lavouras consideradas normais ou excelentes caiu 8 pontos percentuais. Atualmente, 41,7% da área plantada com trigo já está na fase de encanação ou em fases mais avançadas do ciclo. 

Quanto à cevada, das 1,3 milhões de hectares estimados para o cultivo, 11% das áreas já se encontram na fase de encanação ou em estágios mais avançados. Aproximadamente 85% das plantações apresentam uma condição de cultivo considerada normal ou boa. Além disso, 76% das lavouras estão sob condições hídricas adequadas ou ótimas, o que garante uma boa perspectiva de desenvolvimento, apesar das limitações climáticas enfrentadas em outras culturas.
 





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real forte compensa alta em Chicago


Segundo a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços da soja mantiveram-se relativamente estáveis no Brasil, com a alta registrada em Chicago sendo neutralizada pela valorização do Real, que alcançou R$ 5,42 por dólar após o anúncio da elevação da Selic para 10,75% ao ano. Na média gaúcha, o preço fechou em R$ 123,52 por saco, enquanto nas principais praças locais a cotação variou em torno de R$ 120,00. No restante do país, os preços oscilaram entre R$ 118,00 e R$ 128,00 por saco.

O plantio da nova safra de soja começou de forma tímida, especialmente em algumas áreas irrigadas do Mato Grosso. Entretanto, a umidade do solo no Mato Grosso e no Paraná, que são dois dos três maiores estados produtores de soja do Brasil, está no menor nível em 30 anos, dificultando as condições para o plantio da oleaginosa.

Diante de compromissos de exportação assumidos com base em previsões de uma safra recorde que não se concretizou, o Brasil tem aumentado suas importações de soja. Entre janeiro e agosto, o volume importado atingiu 802.452 toneladas, um crescimento de 703% em relação ao mesmo período do ano anterior. O preço FOB do produto importado está 20% inferior ao dos primeiros oito meses do ano passado, e a expectativa é que o Brasil finalize 2024 com um recorde de até 1,7 milhão de toneladas importadas.

Embora haja entre 33 e 35 milhões de toneladas de soja disponíveis no país, a maioria dos produtores opta por não comercializar, aguardando melhores preços para o próximo ano, uma expectativa incerta. A totalidade das importações nos primeiros oito meses de 2024 veio, em sua maioria, do Paraguai. Os estados que mais importaram soja foram Paraná e Rio Grande do Sul, seguindo a tendência de 2023. Segundo analistas, “o mercado doméstico brasileiro enfrenta escassez devido à dificuldade de planejamento frente à redução da safra observada neste ciclo”.

No lado das exportações, o Brasil já enviou 83,4 milhões de toneladas de soja, superando em 3,2% o volume do mesmo período do ano passado, com 73% desse total destinado à China. Essa realidade tem mantido os prêmios nos portos brasileiros acima de US$ 1,00/bushel, o que contribui para estabilizar os preços internos. Entretanto, para o início da próxima colheita, os prêmios já caem para US$ 0,30/bushel, segundo dados de Paranaguá.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projeta que o esmagamento de soja em 2024 seja de 54,5 milhões de toneladas, um leve aumento em relação ao ano anterior. Nesse contexto, o Brasil deve encerrar 2024 com os menores estoques de passagem dos últimos 20 anos. Sem uma safra cheia na próxima colheita, a tendência baixista de preços poderá se acentuar no primeiro semestre de 2025. Muitos analistas consideram arriscado para os produtores segurarem a soja, recomendando a comercialização em busca de uma média de preços.

Por fim, o clima permanece como fator central de observação no mercado, com expectativas de chuvas adequadas no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil apenas a partir de outubro.





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Milho supera US$ 4,00/bushel após longo período de baixas em Chicago


No entanto, queda nas exportações marcam o cenário dos EUA





Foto: Nadia Borges

Segundo a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o preço do milho na Bolsa de Chicago superou a marca de US$ 4,00 por bushel, fechando a quinta-feira, 19 de setembro, a US$ 4,05, uma recuperação considerável após 35 dias úteis abaixo desse patamar. O valor do bushel chegou a atingir US$ 4,12 nos dias 17 e 18 de setembro.

Em relação à colheita, até 15 de setembro, 9% da área de milho já havia sido colhida nos Estados Unidos, um avanço em comparação à média histórica de 6%. Das lavouras a serem colhidas, 65% estão em condições consideradas boas a excelentes, enquanto 23% apresentam condições regulares e 12% são avaliadas entre ruins a muito ruins.

Entretanto, as exportações de milho dos EUA enfrentam um cenário desafiador. Na semana encerrada em 12 de setembro, o país embarcou 521.118 toneladas do grão. Desde o início do ano comercial 2024/25, em 1º de setembro, o total de milho embarcado soma 992.629 toneladas, uma queda em relação ao volume de mais de 1,3 milhão de toneladas registrado no mesmo período do ano anterior.





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Preços trigo permanecem estagnados no Brasil


Colheita do cereal no avança no Paraná





Foto: Canva

De acordo com a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços do trigo de qualidade superior no Brasil permaneceram estáveis, com a cotação nas principais praças gaúchas fixada em R$ 68,00 por saco, enquanto a média local alcançou R$ 69,41. No Paraná, os valores registrados variaram entre R$ 79,00 e R$ 80,00 por saco.

A colheita da nova safra avançou no Paraná, onde 34% da área já foi colhida no início desta semana. No entanto, 30% das lavouras a serem colhidas apresentam condições ruins. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda está distante de ser iniciada.

Embora os preços do trigo no Brasil estejam estáveis, a valorização no mercado externo não se reflete localmente. De acordo com a Brandalizze Consulting, a baixa fluidez nas negociações e o cumprimento de contratos fechados anteriormente por moinhos, quando os preços da importação eram mais acessíveis, estão contribuindo para um cenário desfavorável para as vendas internas.





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primavera chega em meio a emergência climática


Segundo a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a primavera se inicia no próximo domingo, 22 de setembro, às 9h44, após um inverno marcado por condições climáticas distópicas, caracterizado por um tempo seco e temperaturas superiores às médias históricas. Em meio a esse contexto de emergência climática, a floricultura paranaense registrou um aumento de 15,2% em sua participação no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), totalizando R$ 249,6 milhões em 2023. Esse valor representa apenas 0,13% do VBP total do estado, que é de R$ 198 bilhões.

Os gramados e plantas perenes ornamentais dominaram o segmento, representando 72,1% do VBP, enquanto orquídeas e crisântemos contribuíram com 9,7% e 4,5%, respectivamente. Além destes, mudas para arborização (2,3%) e a Flor do Deserto (2,0%) completam 90,6% do total. A floricultura abrange 30 espécies e, em breve, será abordada em um informe específico.

A produção é concentrada em áreas específicas do estado, com os Núcleos Regionais de Maringá e Curitiba responsáveis por 55,3% do VBP da floricultura paranaense. Juntando-se a Cascavel (11,3%), Toledo (11,1%) e Londrina (5,3%), essas regiões somam 83,1% do total. Em termos municipais, Marialva, São José dos Pinhais, Cascavel, Mandaguari e Agudos do Sul respondem por 46,1% dos valores brutos obtidos pelo setor no Paraná.





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Expectativa de aumento na safra de feijão no Brasil


Paraná tem participação fundamental para aumento da safra no país





Foto: Canva

De acordo com a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a expectativa para a safra de feijão no Brasil no ciclo 2024/25 é de um leve aumento na produção, que deve passar de 3,26 para 3,28 milhões de toneladas, de acordo com dados preliminares da Conab. Esse crescimento está atrelado a um aumento de 1,2% na área plantada, que deve subir de 2,857 milhões para 2,891 milhões de hectares.

O Paraná desempenha um papel fundamental nesse cenário, com um incremento superior a 23 mil hectares na primeira safra, representando mais da metade do aumento esperado em todo o Brasil. No entanto, a Conab também prevê uma redução de 1,4% na área destinada à segunda safra. Embora não haja dados específicos sobre os estados, a entidade aponta que o Paraná deve influenciar essa diminuição.

O plantio da segunda safra, que ocorre majoritariamente no primeiro trimestre de 2025, poderá ser afetado pelos resultados da primeira safra, que já está 16% plantada e deve ser colhida em grande parte até janeiro de 2025. As chuvas registradas nesta semana são favoráveis, reforçando a expectativa de um volume de 251 mil toneladas. Contudo, mais chuvas serão necessárias para garantir esse potencial, especialmente considerando a possibilidade de formação do fenômeno La Niña.

No que diz respeito aos preços, novas altas foram observadas. Atacadistas estão oferecendo, em média, R$ 320,99 pela saca de feijão preto, um aumento de 10% em relação ao final de agosto. O feijão carioca também valorizou, subindo 6% e alcançando R$ 198,62. Esses preços mais altos, especialmente do feijão preto, podem incentivar uma revisão na intenção de plantio, elevando os patamares além dos 131 mil hectares projetados anteriormente.





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Produção americana pode pressionar preços da soja


Fim do vazio sanitário em todo o estado do Paraná





Foto: USDA

De acordo com a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), as chuvas registradas no último final de semana proporcionaram um leve avanço no plantio de soja, que já atingiu pouco mais de 30 mil hectares, representando apenas 0,52% da área total estimada em 5,8 milhões de hectares. Com a umidade do solo recomposta e o fim do vazio sanitário em todo o estado do Paraná previsto para esta semana, espera-se um salto significativo nas áreas plantadas no próximo relatório semanal do Deral.

No cenário internacional, o relatório do USDA indica que a colheita de soja nos Estados Unidos, segundo maior produtor mundial da oleaginosa, avançou para 6% da área estimada de quase 35 milhões de hectares.

A produção americana é projetada em 124 milhões de toneladas. A entrada da soja americana no mercado sinaliza o fim do período de entressafra, o que pode resultar em maior pressão sobre os preços da commodity.





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preços sobem com baixa oferta e tempo seco


Pastagens comprometidas pelo período de inverno





Foto: Canva

Segundo com a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o mercado do boi gordo apresenta um cenário de alta, com a cotação atingindo R$ 257,05 a arroba, acumulando um aumento de 7,22% ao longo do mês, segundo dados do Cepea. O tempo seco tem contribuído para a diminuição da oferta de animais terminados, impulsionando os preços.

No Paraná, as principais regiões produtoras de gado de corte enfrentam uma situação semelhante, com pastagens comprometidas pelo período de inverno e sem a recuperação esperada devido à baixa incidência de chuvas nas últimas semanas.

No atacado paranaense, os preços do dianteiro e traseiro bovinos também estão em ascensão. Após encerrarem agosto com médias de R$ 13,93 e R$ 21,10, respectivamente, representando altas de 1,53% e 2,25% em relação ao mês anterior, a última pesquisa realizada pelo Deral, entre 9 e 13 de setembro, registrou novos aumentos, com o dianteiro alcançando R$ 14,03 e o traseiro R$ 21,27.





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Semeadura de milho silagem avança no Rio Grande do Sul


Expectativa de 357.311 hectares plantados





Foto: Canva

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19), a semeadura da cultura do milho silagem está em pleno andamento no Rio Grande do Sul, favorecida pelo teor de umidade adequado do solo, que tem contribuído para a germinação e o crescimento vegetativo inicial. Para a safra 2024/2025, estão previstos 357.311 hectares de área cultivada, com uma produtividade estimada em 38.440 kg por hectare.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, a semeadura das lavouras destinadas à silagem já alcançou 90% da área prevista, e as atividades de controle de plantas daninhas estão em andamento.

Já na região de Frederico Westphalen, a semeadura atingiu 80% da área planejada, com os produtores monitorando a ocorrência de cigarrinha-do-milho, uma praga que pode impactar a produtividade.





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