quarta-feira, abril 22, 2026

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Soja sobe em Chicago com atraso no plantio brasileiro


Ação dos fundos de investimento foi importante




Esse cenário climático adverso também afeta a colheita nos Estados Unidos
Esse cenário climático adverso também afeta a colheita nos Estados Unidos – Foto: Nadia Borges

Segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica, o mercado de soja na CBOT (Chicago Board of Trade) fechou em alta nesta segunda-feira, impulsionado por atrasos no plantio no Brasil. O contrato de soja para novembro de 2024, referência para a safra brasileira, subiu 2,69%, equivalente a $27,25 cents por bushel, fechando a $1.039,25. 

Já o contrato de soja de janeiro de 2025 teve alta de 2,65%, fechando a $1.056,75 por bushel. Segundo a consultoria, o farelo de soja para outubro também registrou alta de 2,87%, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês subiu 1,09%.

Neste contexto, a alta no mercado de soja está ligada ao atraso no plantio no Brasil, especialmente na região Centro-Oeste, que enfrenta falta de chuvas e queimadas. Esse cenário climático adverso também afeta a colheita nos Estados Unidos, onde chuvas recentes estão atrasando o avanço da colheita. Nas primeiras semanas, os rendimentos das lavouras americanas estão abaixo das expectativas, o que pode levar a novos ajustes no mercado.

Outro fator que contribuiu para a alta relatada pela TF Agroeconômica foi a ação dos fundos de investimento, que começaram a cobrir suas posições vendidas no mercado de grãos, um movimento comum próximo ao fechamento do terceiro trimestre. Essa cobertura de posições ajudou a impulsionar o preço dos três grãos negociados em Chicago. O mercado está atento ao comportamento climático nas principais regiões produtoras, que pode continuar influenciando os preços no curto prazo, especialmente se as condições adversas persistirem tanto no Brasil quanto nos EUA.
 





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Recuperação do câmbio anima sojicultores


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, a recuperação do câmbio e de Chicago animaram o produtor, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Os preços giram em R$ 143,00 para entrega outubro, e pagamento 15/10, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 135,80 Cruz Alta – Pagamento em 15/10. R$ 130,80 Passo Fundo – Pagamento em 15/10. R$ 135,00 Ijuí – Pagamento em 15/10”, comenta.

Os preços se mantiveram estáveis no estado de Santa Catarina nesta segunda-feira. “Em período de começo de plantio, mesmo com a alta de Chicago e dólar, os negócios foram pontuais, apenas para cobrir pequenos custos do produtor. O estado deve aumentar área e produção. A previsão inicial é de aumento de área (1,79%) e volume (12,77%) para soja em Santa Catarina. O preço no porto foi de R$ 125,00, Chapecó a R$ 117,00”, completa.

Com o produtor no campo, os negócios não passaram de pontuais ao longo da semana no Paraná. “Em Campinas (SP), exportadores ofereceram R$ 144 por saca CIF no Porto de Paranaguá (PR), com embarque imediato e pagamento no fim de outubro, mas o mercado spot ficou sem referência. No porto, Paranaguá, o preço foi de R$ 140 por saca, com entrega em outubro e pagamento em novembro. No interior, no mercado spot da soja em Ponta Grossa (PR), na região dos Campos Gerais, as tradings indicaram R$ 133 por saca FOB, com embarque em setembro e pagamento em outubro, valor R$ 3 menor do que no início da semana”, indica.

No Mato Grosso do Sul, o comprador aumenta a oferta, mas os negócios não saem. “Em Dourados, compradores elevaram ofertas em R$ 3 por saca em relação à sexta-feira, quando a cotação FOB era R$ 129 para embarque imediato e pagamento em outubro. Vendedores mantiveram pedidos a R$ 135, travando as negociações. Preços: Dourados R$ 131,00. Campo Grande: R$ 131,00. Maracaju: R$ 129,00. Chapadão do Sul: R$ 127,00. Sidrolândia: R$ 127,00”, informa.

No Mato Grosso, mais especificamente em Rondonópolis, as indicações caíram para R$ 132 por saca FOB, também com embarque e pagamento em novembro. “Vendedores na região pedem R$ 135 por saca, aguardando melhores propostas no mercado. Preços: Campo Verde: R$ 124,80, Lucas do Rio Verde: R$ 123,10. Nova Mutum: R$ 123,50. Primavera do Leste: R$ 125,20. Rondonópolis: R$ 127,00. Sorriso: R$ 122,40”, conclui.
 





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Milho em ritmo de alta na B3


A Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) continua em ritmo de alta para o milho e os contratos valorizam até +1,00% no março/25, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Na esteira dos acontecimentos, a chegada da safra americana com boas produtividades, além do dólar, que teve alta de +0,25%, fechando a R$ 5,534 na venda, auxiliaram nas altas”, comenta.

“No cenário interno, no entanto, prossegue a falta de ritmo de um mercado que vem exportando menos: dados da Secex mostram que o volume embarcado até a semana passada foram de 4,61 milhões em setembro, ou seja, representando apenas 53,6% do mesmo período no ano anterior, quando se obteve um total de 8,76 milhões de toneladas”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em alta no dia. “O vencimento de novembro/24 foi de R$ 67,86 apresentando alta de R$ 0,98 no dia, alta de R$ 0,37 na semana; janeiro/24 fechou a R$ 70,29, alta de R$ 0,96 no dia, baixa de R$ -0,10 na semana; o vencimento janeiro/25 fechou a R$ 71,33, alta de R$ 0,59 no dia e baixa de R$ -0,07 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em alta com vendas externas e atrasos no Brasil. “A cotação de dezembro24, referência para a nossa safra de inverno, fechou em alta de 2,92 % ou $ 11,75 cents/bushel a $ 413,50. A cotação para março25, fechou em alta de 2,80 % ou $ 11,75 cents/bushel a $ 431,75”, informa.

“O mercado optou por cobrir posições vendidas dos três grãos neste começo de semana. Para o milho o impulso foi dado pelo relatório de embarques para exportação 93,8% acima da semana anterior e pelo atraso do plantio da soja e do milho primeira safra no Brasil. Uma menor oferta no bloco europeu, assim como da Ucrânia também deram suporte a alta”, conclui.
 





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Incêndios em canaviais impactam preços do açúcar e bolsas fecham em alta…


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Os contratos futuros do açúcar nas bolsas de Nova York e Londres fecharam com altas altas de até  3,03% nesta sexta-feira (23). Os ganhos, que foram registrados desde a quarta-feira (21), ganharam mais força por conta de registros de incêndios em lavouras de cana-de-açúcar no Brasil.

Em Nova York, o contrato outubro/24 encerrou o dia a 18,39 cents/lbp, aumento de 0,54 cents (3,03%). O março/25 terminou a semana valendo 18,72 cents/lbp, com alta de 0,55 cents (3,03%) nesta sexta-feira. O maio/25 subiu 0,47 cents (2,68%) e foi a 18,03 cents/lbp. O julho/25 fechou cotado em 17,60 cents/lbp, 0,40 cents (2,33%) de ganho.

Na Bolsa de Londres, o açúcar branco fechou em alta de US$ 13,60 (2,66%) no contrato outubro/24 e foi a US$ 525,70/tonelada. O dezembro/25 ganhou US$ 10,40 (2,07%) e terminou o dia a US$ 512,70/tonelada. O março/25 registrou um aumento de US$ 10,50 (2,11%) e passou a valer US$ 508,10/tonelada. O maio/25 subiu US$ 10,00 (2,02%), cotado em US$ 505,50/tonelada.

“Os preços do açúcar ampliaram seus ganhos hoje devido a relatos de que a seca causou incêndios florestais e danificou algumas plantações de açúcar no principal estado produtor de açúcar do Brasil, São Paulo”, destacou o Barchart.

Entre a quarta-feira (21) e a quinta-feira, um grande incêndio foi registrado em um canavial no município de Paraíso do Norte, no noroeste do Paraná. As informações são de que um homem de 42 anos tentou controlar as chamar e ficou gravemente ferido.

Outro incêndio registrado em lavoura de cana-de-açúcar no oeste de São Paulo. Motoristas registraram as chamas na Rodovia Armando de Sales Oliveira, na altura do km 354 sentido oeste e km 360 sentido oeste. Muitos veículos tiveram que parar na pista por conta da fumaça que impedia a visão da estrada.

Além disso, o relatório da Conab divulgado na última quinta-feira (22) já vinha trazendo suporte positivo para o adoçante, segundo o Barchart: “Os preços do açúcar estão subindo com o suporte remanescente de quinta-feira, quando a Conab, agência de previsão de safra do governo brasileiro, cortou sua estimativa de produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil 2024/25 para 42 MMT de uma previsão anterior de 42,7 MMT, citando menores rendimentos de cana-de-açúcar devido à seca e ao calor excessivo”.

No mercado brasileiro, o Indicador do Açúcar Cristal do Cepea registrou uma redução de 0,82% na saca de 50kg, que passou a valer R$ 128,40. Já o Indicador do Açúcar Cristal Empacotado está cotado em R$ 15,26/5kg. O Açúcar Refinado Amorfo segue com valor de R$ 3,38/kg.





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Trigo enfrenta demanda enfraquecida


No Paraná, o mercado de trigo também enfrenta pressão nos preços




Em Santa Catarina, o cenário também é de cautela
Em Santa Catarina, o cenário também é de cautela – Foto: Divulgação

De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de trigo no sul do Brasil enfrenta uma demanda enfraquecida, com destaque para o Rio Grande do Sul. Os moinhos gaúchos, principalmente os que adquiriram trigos de qualidade mediana, relatam baixas moagens em setembro e se mantêm com estoques elevados, aguardando a nova safra. Atualmente, os vendedores pedem R$ 1.250,00 por trigo com PH mínimo de 77 e qualidade panificável, no entanto, esses preços não encontram compradores, e os moinhos preferiram não indicar valores de compra. A expectativa de melhora nas condições de oferta e demanda permanece atrelada à chegada da safra nova.

Em Santa Catarina, o cenário também é de cautela. Com a demanda por farinha em queda, a moagem no estado segue reduzida em outubro. Os moinhos catarinenses, sem muito produto disponível localmente, aguardam as safras vindouras do Paraná e do Rio Grande do Sul, além da sua própria colheita. Os preços da pedra fecham a semana variando conforme a região: R$ 72,00 em Caçador e Joaçaba, R$ 67,67 em Canoinhas, R$ 73,00 em Chapecó e R$ 76,48 em Campos Novos. A falta de movimentação expressiva reflete a baixa demanda por trigo e a espera pela nova safra.

No Paraná, o mercado de trigo também enfrenta pressão nos preços, influenciado pelas ofertas dos moinhos e pela chegada do trigo gaúcho a preços mais competitivos. As negociações giram entre R$ 1.450 e R$ 1.500 FOB, enquanto o trigo do Rio Grande do Sul chega ao Paraná com preços CIF entre R$ 1.300 e R$ 1.380, dependendo da região de origem e destino. A colheita paranaense em andamento aumenta a oferta e continua a pressionar os preços locais. Há uma expectativa de que o piso para o trigo gaúcho possa ser de R$ 1.100, conforme observam os corretores. 





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Como está o mercado do milho nos estados?


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul, alguns vendedores declararam-se fora de mercado, e preferiram calcular o passo antes de iniciar as compras para os próximos dias, segundo a TF Agroeconômica. “Mercado de milho diferido com ofertas cada vez mais escassas. Nas indicações, mantidas já há semanas, Santa Rosa a R$ 63,00; Não-Me-Toque a R$ 64,00; Marau e Gaurama R$ 64,50; Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 65,50 e Montenegro a R$ 66,00. Negócios pontuais, entre pequenas granjas e produtores, foram relatados ao noroeste, em um volume de não mais do que 2 mil toneladas, a R$ 64,00 CIF”, comenta.

Em Santa Catarina viu um início de semana lento para o estado, que se acomoda entre indicações a R$ 62/64. “Produtores com pedidas entre R$ 66,00 e R$ 67,00 CIF fábrica e R$ 65,00 interior. Nas indicações, Chapecó a R$ 62,00; Campos Novos R$ 64,00; Rio do Sul a R$ 64,00; Videira R$ 63,00. Porto continuando com as mesmas indicações há semanas, entre R$ 63,00 outubro/R$ 64,00 novembro/R$ 65,5 dezembro. Não ouvimos negócios neste início de semana”, completa.

Rumores de negócios ao oeste e norte do estado permanecem no Paraná, mas os volumes são pontuais. “Mercado bastante lento, com indicações recuando em relação a ontem. No porto, indicações a R$ 62,50 set/63,00 nov/64,00 dez. No norte, indicações a R$ 56,00 (-1,00); Cascavel a R$ 54,00 (-2,00); Campos Gerais R$ 57,00 (-1,00); Guarapuava a R$ 58,00; Londrina R$ 57,50. Preços balcão no sudoeste a R$ 52,00; norte a R$ 54,00; oeste R$ 54,00 e centro-oeste R$ 55,00. Não ouvimos negócios nesta segunda-feira”, indica.

Enquanto isso, as tradings voltaram ao Mato Grosso do Sul. “Em Maracaju, indicações de R$ 53,00 (+1,00); Dourados a R$ 54,00 (+R$ 1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Negócios pontuais ao sul, onde uma indústria em Naviraí levou 1000 tons entrega setembro/pgto início de outubro a R$ 52,00”, conclui.
 





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Milho lento nos principais estados


Os negócios de milho ainda são pontuais no estado do Rio Grande do Sul, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mercado lento. Indicações apenas nominais, que não se movem há semanas: Santa Rosa a R$ 63,00; Não-Me-Toque a R$ 64,00; Marau e Gaurama R$ 64,50; Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 66,00 e Montenegro a R$ 67,00. Vendedores a partir de R$ 63,00 no FOB interior. Negócios pontuais entre R$ 64/65, com entrega CIF ao noroeste, onde segundo correspondentes teriam rodado ao menos 2 mil tons”, comenta.

Santa Catarina registrou negócios com entrega no porto. “Negócios lentos, em que mercado encontra-se sem ofertas no diferido. Tributado com pedidas a partir de R$ 65,00 mais impostos. Nas indicações, manutenção: Chapecó a R$ 62,00; Campos Novos R$ 64,00; Rio do Sul a R$ 64,00; Videira R$ 63,00. Em negócios pontuais ao oeste, viu-se milho sendo negociado a R$ 64,00 CIF, com 2 mil tons entrega em setembro/outubro. No porto, negócios em São Francisco, onde 3 mil toneladas alcançaram R$ 65,00 CIF, com origem do Goiás, entre imediata e pagamento em meados de outubro”, completa.

Apesar do esforço, porto não vê lotes e sexta-feira permanece morna no Paraná. “Mercado com negócios pontuais. No porto, indicações a R$ 64,00 set/64,00 nov/65,00 dez, mas que pontualmente alcançaram R$ 66,00 no nov/dez. No norte, indicações a R$ 57,00; Cascavel a R$ 56,00; Campos Gerais R$ 60,00 (+1,00); Guarapuava a R$ 58,00. Negócios pontuais em Paranaguá, onde uma trading pagou R$ 65,50 setembro CIF entrega imediata, em 2 mil toneladas”, indica.

A comercialização no Mato Grosso do Sul é lenta. “Em Maracaju, indicações de R$ 53,00 (+1,00); Dourados a R$ 54,00 (+R$ 1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Não ouvimos sobre negócios nesta sexta-feira”, conclui.

 





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Desvalorização do dólar e demanda externa fraca pressionam preços da soja no Brasil


Mercado de soja no Brasil enfrenta um cenário de pressão nas cotações domésticas





Foto: Pixabay

O mercado de soja no Brasil enfrenta um cenário de pressão nas cotações domésticas, reflexo da menor demanda externa e da desvalorização do dólar frente ao Real. Esses fatores contribuíram para a redução dos preços ao longo da última semana, de acordo com análise de mercado. Além disso, compradores internos têm adotado uma postura cautelosa, evitando a aquisição de grandes volumes, o que intensificou ainda mais a queda nos preços.

Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a colheita de soja nos Estados Unidos, que começou recentemente, está redirecionando a demanda global para o produto norte-americano, diminuindo a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Esse movimento tem sido observado com maior atenção pelos agentes de mercado, que buscam entender o impacto da oferta norte-americana na dinâmica global.

Pesquisadores do Cepea indicam que essa retração nas compras e o redirecionamento dos importadores para os Estados Unidos ampliaram a disparidade entre os preços praticados no mercado spot brasileiro. Em algumas regiões, a diferença entre os valores pedidos pelos vendedores e os ofertados pelos compradores chegou a superar 5 reais por saca, refletindo a incerteza e o desaquecimento na comercialização de soja no curto prazo.





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Estabilidade nos preços dos feijões


Corretores relataram dificuldades para adquirir o produto nas fontes em MG




O feijão-carioca, em particular, continua apresentando preços 25% acima
O feijão-carioca, em particular, continua apresentando preços 25% acima – Foto: Ibrafe

De acordo com o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o setor alimentício recebeu uma notícia importante na semana passada: a redução do índice de inflação da cesta básica. Essa diminuição, que varia entre -2,8% a -3,5% dependendo da região do Brasil, pode impactar a valorização do feijão no segundo semestre. Com a inflação em queda, é possível que o aumento esperado nos preços do feijão seja atenuado. Até o momento, os supermercados têm repassado os aumentos de preços ocorridos há cerca de 15 dias, enquanto seguram as compras dos empacotadores, resultando em um mercado mais tranquilo nos últimos dias.

O feijão-carioca, em particular, continua apresentando preços 25% acima dos valores registrados em 2023. Ontem, houve um aumento no volume de negócios, mas os valores médios se mantiveram estáveis. A pressão sobre os preços é evidente, mas a dinâmica do mercado parece ter encontrado um equilíbrio momentâneo, refletindo a cautela dos supermercados e dos empacotadores diante das recentes flutuações.

No entanto, corretores relataram dificuldades para adquirir o produto nas fontes em Minas Gerais, Goiás e Bahia. Isso indica um cenário de competição entre os compradores, que pode influenciar os preços a longo prazo. Os produtores, por sua vez, estão demonstrando impaciência, já que esperavam que a baixa produtividade em algumas áreas colhidas resultasse em uma reação mais significativa nos preços do feijão.

Diante desse contexto, o setor se encontra em um momento de expectativa, onde a interação entre oferta e demanda será crucial para determinar os próximos passos do mercado. Com as recentes mudanças nos índices de inflação e a estabilidade nos preços, todos os envolvidos na cadeia produtiva estarão atentos às tendências e possíveis variações que possam ocorrer nas próximas semanas.
 





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