terça-feira, abril 21, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Seca ameaça colheitas de trigo na Rússia e Ucrânia


Metade ocidental da Ucrânia e Rússia se recupera com chuvas





Foto: Canva

Segundo o boletim “Weekly Weather and Crop Bulletin”, divulgado nesta quarta-feira (16) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), um bloqueio atmosférico de alta pressão, que havia persistido por semanas no oeste da Rússia, começou a se deslocar para o leste, mantendo a seca em áreas orientais, mas permitindo que chuvas atingissem a metade ocidental da região. Pouca ou nenhuma precipitação foi observada no leste da Ucrânia e no oeste da Rússia, exceto por leves chuvas de 2 a 12 mm ao longo da costa russa do Mar Negro, no final do período de monitoramento.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

A seca severa e extrema continua a impactar as principais áreas de cultivo de trigo de inverno no oeste da Rússia e no leste da Ucrânia, onde as precipitações dos últimos 90 dias somam menos de 25% do esperado. O trigo de inverno, normalmente plantado entre o final de agosto e setembro, tem sido severamente afetado, com muitos produtores optando por pulverizar as safras ou adiar o plantio para a primavera, mudando para cultivos de verão.

De acordo com o “Weekly Weather and Crop Bulletin”, por outro lado, as chuvas se intensificaram e se expandiram nas regiões ocidentais, com volumes variando de 10 a 100 mm, beneficiando a Moldávia, o sudoeste da Ucrânia e o noroeste da Rússia. Com isso, as perspectivas para as colheitas de inverno são mais otimistas nessas áreas.

Ainda assim, o Índice de Saúde da Vegetação (VHI), obtido por satélite, continua mostrando condições ruins a péssimas no leste da Ucrânia e em grande parte da Rússia. Já na Moldávia e no oeste da Ucrânia, as recentes e contínuas chuvas contribuíram para uma recuperação no vigor das culturas, conforme os dados do USDA.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Bioinsumo com vespa parasitoide pode controlar percevejo da soja


A cultura da soja vem expandido ao longo dos anos, e a projeção é de que a área plantada deve  crescer 3%, para históricos 47,4 milhões de hectares, de acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Assim como a cultura, a utilização de defensivos biológicos acompanha a evolução, hoje o Brasil possui 36% de áreas cultivadas com algum tipo de insumo biológico, que além de suustentável são aliados no combate a  doenças foliares e pragas, como os percevejos. 

Os percevejos podem causar danos severos na cultura da soja. O estrago pode ser direto ou indireto e tudo depende do período Da fase vegetativa à maturação, o percevejo afeta a qualidade das sementes, além do rendimento. O sugador consegue reduzir o potencial germinativo e de vigor. A época mais crítica e que precisa da atenção do sojicultor é a reprodutiva. Como os percevejos atacam as vagens, os insetos podem comprometer todo o resultado da safra Há perda de produtividade por conta do abortamento dos grãos, que perdem massa e teor de óleo. Os danos na lavoura podem ser severos e podem reduzir de 30 a 40% a produtividade da soja em grão e, se o plantio for para multiplicação da semente (sementeiras) esse número aumenta para a queda de até 50% da produção.

A utilização de insumos biológicos podem minimizar os impactos, como reduzir as perdas em até 30% na produtividade, além de trazer benefícios como o controle dos ovos, manejo da população resistente, perda de vagem e redução da quantidade de adultos da praga no final do ciclo da soja, como explica a CEO da Life Biological Control, Cristiane Tibola. 

“As microvespas parasitam os ovos dos percevejos no campo, sendo um dos únicos produtos que controlam os ovos, isso é um diferencial muito importante, pois não deixa que esses novos percevejos eclodam e causem danos, evitando assim que a praga se instale nas plantas, ou seja, ao invés de nascer percevejo, nasce uma microvespa que vai continuar o ciclo de controle biológico na lavoura”, afirma a especialista em controle biológico de pragas.

No Brasil, apenas 0,3% do controle de percevejos é realizado com ferramenta biológica, o que causa resistência a inseticida químico e aumenta o custo de controle, pois traz a necessidade de mais aplicações no ciclo. Para auxiliar no controle desta praga de fácil propagação e muito resistente aos inseticidas químicos, a Life Biological Control acaba de lançar no mercado o Defender Soy, produzido a base da vespa parasitoide (Telenomus podisi).

A aplicação de insumos biológicos com o Defender Soy, pode reduzir as perdas em até 30% na produtividade, além de trazer benefícios como o controle dos ovos, manejo da população resistente, perda de vagem e redução da quantidade de adultos da praga no final do ciclo da soja, como explica a CEO da Life Biological Control, Cristiane Tibola

“As microvespas parasitam os ovos dos percevejos no campo, sendo um dos únicos produtos que controlam os ovos, isso é um diferencial muito importante, pois não deixa que esses novos percevejos eclodam e causem danos, evitando assim que a praga se instale nas plantas, ou seja, ao invés de nascer percevejo, nasce uma microvespa que vai continuar o ciclo de controle biológico na lavoura”, afirma a especialista em controle biológico de pragas.

Segundo pesquisa feita pela Embrapa Soja, as espécies de percevejos encontradas com mais frequência na cultura da soja são o percevejo-marrom e o percevejo-verde-pequeno, sendo o principal alvo na aplicação de inseticida químico. Estima-se que para o controle do percevejo na soja sejam realizadas, em média, de quatro a oito pulverizações de inseticidas por ciclo da cultura. Porém, o uso frequente de inseticidas tem favorecido a seleção de indivíduos resistentes, e falhas de controle no campo têm sido reportadas com frequência. Diante desse cenário, o uso da microvespa Telenomus podisi como um defensivo biológico tem se mostrado, cada vez mais, uma estratégia eficaz no controle de pragas, especialmente do percevejos-marrom, ressalta a pesquisadora.

“O Defender Soy apresenta controle acima dos 95% na cultura da soja. É o único produto no mercado que elimina o ovo do percevejo. O resultado é um grão com melhor qualidade e peso, melhorando muito o vigor da semente”, enfatiza Cristiane. Apresentado ao mercado para a safra 2024/2025, o Defender Soy possui registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e está à disposição dos agricultores nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul, num raio próximo à fábrica que fica no município de Piracicaba, interior paulista.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Intensa seca compromete plantio de soja no MT


O ano de 2024 tem sido difícil para os produtores




“Temos uma perspectiva de 1,5 milhão de hectares para a cultura de algodão"
“Temos uma perspectiva de 1,5 milhão de hectares para a cultura de algodão” – Foto: USDA

Nesta semana, Mato Grosso completa 150 dias sem chuva, resultando em uma seca severa que impacta o plantio da soja (1ª safra) e a futura cultura de algodão. A viabilidade produtiva destes cultivos está ligada ao período de semeadura, que é afetado pela colheita da soja, programada para se encerrar até o fim de janeiro. Essa situação preocupa os produtores locais, que temem não apenas os efeitos imediatos sobre a soja, mas também as consequências na segunda safra.

Rodrigo Pasqualli, diretor executivo da Fundação Rio Verde e do evento Show Safra, afirma: “Temos uma perspectiva de 1,5 milhão de hectares para a cultura de algodão. A falta de chuva para a soja promete influenciar a implantação dessa área, com riscos de viabilidade de cultivo.” A área agricultável do estado para o plantio de soja é de cerca de 12,4 milhões de hectares, mas o progresso do cultivo não se compara a anos anteriores.

Pasqualli ressalta que, apesar das particularidades do solo e clima, essa seca é inédita e está tornando o momento desafiador para os agricultores, que ainda enfrentaram queimadas recentemente. “Estamos mobilizando nossa equipe de pesquisa para entender estratégias que podem ser adotadas para reduzir o impacto da seca.”

O ano de 2024 tem sido difícil para os produtores, que já lidaram com rendimentos baixos na safra anterior. A Fundação Rio Verde investe em soluções inovadoras para mitigar esses problemas. “Ansiamos colher resultados antes do início da segunda safra”, conclui Pasqualli. A situação destaca a necessidade de estratégias eficazes para enfrentar os desafios climáticos em Mato Grosso.
 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Aeroporto Salgado Filho retoma operações na segunda (21)


Voos ocorrerão entre 8h e 22h





Foto: Nadia Borges

Após as enchentes ocorridas em maio em Porto Alegre-RS, o Aeroporto Salgado Filho retomará suas operações na próxima segunda-feira, dia 21 de outubro. O retorno será gradual, com 1.800 metros de pista reabertos inicialmente, permitindo a realização de 128 voos diários e 900 voos semanais. O volume representa cerca de 70% dos voos que ocorriam antes da enchente que forçou o fechamento do terminal em maio. Apesar da reabertura, os voos que vinham sendo operados temporariamente pela Base Aérea de Canoas não serão interrompidos de imediato. A transição completa para o Salgado Filho ocorrerá de forma gradual nos próximos três meses.

Durante as Reuniões Extraordinárias da Comissão de Segurança Operacional da Fraport Brasil, realizadas no último dia 8, foram discutidos os protocolos de segurança e operação para garantir a reabertura segura. “O compromisso com a Segurança Operacional de todos os elos da comunidade aeroportuária é fundamental para a retomada segura”, afirmou José Carlos Saraiva, coordenador de segurança operacional do aeroporto.

As operações domésticas ocorrerão entre 8h e 22h, com funcionamento parcial da infraestrutura até o dia 16 de dezembro, quando a pista será ampliada para 1.500 metros adicionais. O comandante do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Canoas (DTCEA-CO), Capitão Aviador Carlos Emilião Pinto, destacou a importância da retomada para a população gaúcha e assegurou que o foco na segurança está garantido.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Os desafios do agro na América Latina


O setor agrícola na América Latina, especialmente no Brasil, enfrentou desafios significativos em 2023, com impactos diretos nas principais empresas do agronegócio. A combinação de altos estoques de canais e a redução da demanda resultou em menores volumes de vendas. As condições climáticas adversas, como a seca no Brasil, prejudicaram ainda mais a produção agrícola. No contexto econômico, a Argentina continuou enfrentando problemas, como hiperinflação e restrições cambiais, o que limitou a disponibilidade de crédito em várias regiões. Apesar desses desafios, a América Latina continua a ser um mercado crucial para as empresas agroquímicas, oferecendo oportunidades de crescimento e inovação.

O mercado latino-americano de proteção de cultivos, que representa 29% do mercado global, experimentou um leve declínio. Embora os preços de agroquímicos como glifosato e glufosinato tenham caído, eles permaneceram robustos durante as janelas de compra. O crescimento do mercado foi impulsionado pela expansão das áreas plantadas e pela pressão de pragas nas regiões do norte. Enquanto países como Chile, Colômbia e Bolívia tiveram desempenhos positivos, o Paraguai e o México enfrentaram condições secas.

Analisando o desempenho das seis principais multinacionais do setor, observou-se que todas relataram queda na receita em 2023. Exceto a Bayer Crop Science, que teve uma redução de apenas 4,9%, as demais empresas apresentaram declínios de dois dígitos. A Syngenta viu uma queda de 14% nas vendas, impactada pela diminuição dos volumes de produtos herbicidas, enquanto a FMC sofreu uma queda de 35% devido à desestocagem e à seca. No entanto, a região ainda representa uma parte significativa das receitas globais dessas empresas.

Para enfrentar os desafios, as multinacionais estão se concentrando em inovações. A Syngenta e a UPL, por exemplo, lançaram novos produtos biológicos e tecnologias, apostando na demanda por soluções sustentáveis. A UPL, por sua vez, está investindo fortemente em bioinseticidas e bionematicidas, como o Nimaxxa, que promete revolucionar a proteção contra nematoides. A adoção de estratégias digitais, como as plataformas Climate FieldView da Bayer e xarvio FIELD MANAGER da BASF, está permitindo uma agricultura mais eficiente e informada, enquanto parcerias estratégicas estão fortalecendo a distribuição e a pesquisa no setor.
 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Futuros de soja dos EUA sobem


Os futuros de soja nos Estados Unidos registraram alta durante o pregão noturno desta quarta-feira, 16 de outubro de 2024. O movimento foi impulsionado por compras técnicas e pela expectativa de que a produção brasileira, o maior exportador global da oleaginosa, fique abaixo das estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, a produção do país deve alcançar pouco mais de 166 milhões de toneladas. Em contraste, o USDA havia projetado, na semana passada, uma colheita de 169 milhões de toneladas para o Brasil. Mesmo que as previsões da Conab se confirmem, o volume ainda representaria um aumento de 13% em relação ao ano anterior.

Nos Estados Unidos, a colheita de soja segue avançando, com 67% da safra já armazenada, conforme dados recentes do USDA. Esse índice está acima dos 47% registrados na semana anterior e supera a média de cinco anos, que é de 51%. O milho, por sua vez, também mostra avanço significativo, com 47% da colheita concluída, comparado aos 30% da semana passada e à média de 39% para o período. O plantio de trigo de inverno progrediu, com 64% das áreas plantadas, contra 51% na semana anterior e uma média histórica de 66%. Cerca de 35% das plantas já emergiram, superando os 25% registrados anteriormente e a média de 38%.

Na Bolsa de Chicago, os futuros de soja para entrega em novembro subiram 4½¢, fechando a US$ 10,08 por bushel. O farelo de soja teve alta de US$ 2,60, chegando a US$ 314,40 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,2¢, cotado a 42,65¢ por libra. Os contratos futuros de milho também apresentaram elevação, subindo 2¼¢, para US$ 4,03½ por bushel. Em contrapartida, os futuros de trigo para entrega em dezembro recuaram 3¢, para US$ 5,76½ por bushel, e os contratos de trigo de Kansas City caíram 2¼¢, para US$ 5,80¾ por bushel.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Arroz registrou alta em setembro


Já na parcial do ano os valores ao produtor acumulam queda


Foto: Pixabay

O arroz teve alta em todos os segmentos no mês de setembro, segundo dados do Cepea na parcial do ano os valores ao produtor acumulam queda, as cotações no atacado e varejo registram altas. 

Conforme dados do  Instituto Rio Grandense do arroz (Irga), a média do arroz beneficiado em setembro foi de R$ 160,05/sc de 30 kg, elevação de 11,4% frente à de ago/24. Já, no mesmo período, os preços ao produtor subiram 1,1%, segundo o Cepea, e no mercado varejista, 0,44%, conforme o IBGE.

Pesquisadores do Cepea chamam a atenção ao fato de os valores do arroz beneficiado no atacado seguirem próximas às variações do arroz beneficiado no mercado externo. Em 12 meses, a média nominal do arroz importado, já em Reais, subiu 38,4%, sendo 27,3% apenas em 2024.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

mercado de maçã espera safra promissora para 2024/25


De acordo com o Boletim Agropecuário de outubro, divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e pelo Observatório Agro Catarinense, o mercado de maçãs em Santa Catarina e no Brasil enfrenta estoques reduzidos nas classificadoras e a expectativa de recuperação na produção para a safra 2024/25. Entre agosto e setembro de 2024, houve uma valorização nos preços das maçãs no atacado catarinense, embora a expectativa seja de queda em outubro, devido à concorrência com frutas importadas e à qualidade do produto nacional.

Na Ceasa/SC, o preço médio das maçãs subiu 4,4% entre agosto e setembro deste ano, registrando um aumento de 30,8% em comparação com setembro de 2023. A variedade Gala teve alta de 1,2% nas cotações no período, e um crescimento de 34,9% em relação ao ano anterior. Já a maçã Fuji apresentou uma valorização de 8,1% entre agosto e setembro, além de um aumento de 26,7% em comparação a setembro de 2023. No terceiro trimestre de 2024, as cotações médias aumentaram 29,4% em comparação ao mesmo período de 2023 e 50,9% em relação a 2022. A Gala valorizou 37,8%, e a Fuji, 20,9% no mesmo período.

Em setembro de 2024, as cotações da categoria 1 subiram 2,1% em relação ao mês anterior, enquanto as categorias 2 e 3 apresentaram altas de 5,4% e 6,2%, respectivamente. No entanto, os estoques continuam baixos nas classificadoras, especialmente em Fraiburgo/SC, onde as frutas com menor resistência ao armazenamento estão sendo comercializadas. O escoamento das maçãs remanescentes da safra atual gera expectativa de redução nos preços, sobretudo em outubro.

Na Ceagesp, a valorização das maçãs catarinenses foi de 1,8% entre agosto e setembro deste ano. Embora a demanda tenha sido menor, as cotações ficaram 24,8% acima dos valores registrados em setembro de 2023. Na Ceasaminas, os preços da maçã subiram 20% em relação ao mês anterior e ficaram 17,7% mais elevados em comparação com setembro do ano passado. A fruta catarinense representou 17,2% do volume comercializado e 15,4% do valor total na central mineira.

Nas regiões produtoras de Santa Catarina, como Fraiburgo e São Joaquim, as variedades Gala e Fuji já estão em floração, com percentual variando entre 25% e 75%, dependendo da fase de cultivo. A recuperação da produção é aguardada para a safra 2024/25, com aumento previsto de 55,5% em relação ao ciclo anterior no estado. Entre os municípios com maior participação na área plantada estão São Joaquim, Fraiburgo e Bom Jardim da Serra. A produção da maçã Fuji, que representa 53,9% do total, deve crescer 59,6% em relação à safra anterior, enquanto a variedade Gala, com 46,2%, tem expectativa de aumento de 54,0%.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do arroz mantêm estabilidade após alta em Santa Catarina


Segundo o Boletim Agropecuário de outubro, divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e pelo Observatório Agro Catarinense, os preços do arroz em casca em Santa Catarina mantiveram uma tendência de estabilidade durante setembro e no início de outubro, após um longo período de alta iniciado em abril. O mercado tem sido influenciado pela entressafra, o que reduziu a oferta interna do grão e sustentou os preços em patamares elevados. No entanto, fatores como o desaquecimento da demanda e a queda do dólar, que desestimula exportações, estão pressionando os preços para baixo, estabilizando o mercado nos últimos meses.

A comercialização do arroz catarinense se concentra no primeiro semestre do ano, com cerca de 95% da produção já vendida até o momento, o que reflete a necessidade dos produtores de honrar compromissos financeiros e preparar a safra seguinte. Entre as regiões do estado, houve variações nos preços. Na Grande Florianópolis e no Litoral Norte, os preços subiram entre agosto e setembro, enquanto no Alto Vale do Itajaí os valores se mantiveram estáveis, e no Litoral Sul houve uma leve retração, influenciada pelo comportamento do mercado no Rio Grande do Sul.

No comércio internacional, as exportações de arroz catarinense entre janeiro e setembro de 2024 totalizaram US$ 2,67 milhões, com destinos principais como Trinidad e Tobago, Gâmbia e Senegal. Este valor é 71% menor em comparação com o mesmo período de 2023, resultado da menor competitividade do produto brasileiro devido à desvalorização do dólar. Em contrapartida, as importações cresceram 51,18% no mesmo período, devido à menor oferta interna e preços internacionais competitivos, sendo o Uruguai, Tailândia e Paraguai os principais fornecedores.

Com 76% da área de arroz já semeada para a safra 2024/25, estima-se uma produção estável em 145 mil hectares, mas com aumento de 9,9% na produtividade média, chegando a 8,74 toneladas por hectare. O clima favorável e o investimento em tecnologia devem garantir uma produção de 1,269 milhão de toneladas. As condições atuais das lavouras são predominantemente boas, com expectativa de resultados positivos para o ciclo.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços da soja registram alta em Santa Catarina


De acordo com o Boletim Agropecuário de outubro, produzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, o mercado de soja em Santa Catarina registrou uma leve alta de 2,6% nos preços pagos ao produtor em setembro, após dois meses consecutivos de queda. O movimento de alta continua em outubro, com um aumento de 2,2% nos primeiros 10 dias do mês, em comparação com o preço médio de setembro.

A elevação das cotações é atribuída à menor oferta interna do produto, aliada às condições climáticas desfavoráveis, como a estiagem que afeta o início da safra 2024/25 na região Centro-Oeste do Brasil. Apesar desse movimento positivo nos preços, os fatores predominantes no mercado indicam uma estabilização e até uma possível queda das cotações, em função da oferta e demanda global de soja, principalmente pela incerteza sobre o volume de compras da China até o final do ano.

Nos Estados Unidos, o clima favoreceu uma safra recorde em 2024. No Brasil, embora o clima tenha se mostrado irregular no início do plantio, o país, maior produtor mundial de soja, ainda se encontra na janela ideal para semeadura, conforme o zoneamento agroclimático. A oscilação do mercado também tem sido influenciada por investimentos na Bolsa de Chicago e por iniciativas do governo brasileiro, como a sanção da Lei do Combustível do Futuro, que aumenta a demanda pelo biodiesel, feito a partir de óleo de soja.

Em Santa Catarina, a safra 2024/25 de soja está sendo plantada com maior intensidade em outubro. A área plantada deve crescer 1,78%, atingindo 768 mil hectares, com uma expectativa de aumento significativo na produtividade. A projeção indica um incremento de 10,8% na produtividade média, que deve alcançar 3.837 quilos por hectare. Com isso, a produção catarinense de soja da primeira safra deve crescer 13,5%, chegando a aproximadamente 2,94 milhões de toneladas.

As regiões de Chapecó e São Miguel do Oeste registraram o maior avanço no plantio até o início de outubro, com 8% a 12% da área prevista já semeada. As chuvas intensas no estado, que chegaram a acumular mais de 180 mm até o dia 10 de outubro, atrasaram o ritmo do plantio, mas os produtores ainda estão dentro da janela ideal para a semeadura.

Entre janeiro e setembro de 2024, as exportações catarinenses de soja somaram 1,22 milhão de toneladas. A expectativa é de que o volume total exportado seja inferior ao de 2023, devido à queda na produção da safra 2023/24. As exportações atingiram seu pico em abril e mantiveram uma média entre 119 mil e 158 mil toneladas mensais. Em setembro, o volume exportado foi de 129 mil toneladas, com a China sendo o principal destino, absorvendo 78% das vendas externas do estado. No entanto, houve uma redução de 6% nas exportações para o mercado chinês, enquanto outros destinos mostraram crescimento.

O mercado global de soja e outras oleaginosas tem mostrado volatilidade. Enquanto os preços da soja subiram devido às condições climáticas adversas na América do Sul, eles recuaram ligeiramente com a chegada das chuvas no Brasil em outubro. Produtos derivados, como o farelo de soja, acompanharam as oscilações de preço da commodity. Já os óleos vegetais, incluindo óleo de soja nos EUA e óleo de palma, registraram alta de preços, impulsionados pela menor oferta esperada de outros óleos, como palma, colza e girassol.





Source link