sexta-feira, abril 17, 2026

Política & Agro

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Representantes da Innocent Drinks visitam o Fundecitrus


O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a visita de representantes da Innocent Drinks, uma das principais envasadoras de suco da Europa. Maria Ntova, chefe da área técnica e fornecimento, e Phil Mitchell, gerente técnico, conheceram mais de perto as pesquisas desenvolvidas pelo Fundecitrus e visitaram, também, os laboratórios da instituição.   

Para o pesquisador do Fundecitrus Franklin Behlau, o encontro foi importante para a troca de informações técnicas sobre o setor e para que a empresa pudesse conhecer o trabalho realizado pelo Fundecitrus em benefício da citricultura. “Nesse encontro, pudemos apresentar, pessoalmente, os andamentos e resultados dos nossos estudos relacionados às mais diversas doenças, em especial ao greening. De acordo com eles, o trabalho do Fundecitrus é muito reconhecido na Europa, pelos artigos e pesquisas que são produzidos e pelos impactos positivos em benefício da sustentabilidade da nossa citricultura”, diz. A Innocent Drinks foi fundada em 1999, em Cambridge, no Reino Unido. 

PARCERIA

Em 2023, uma importante pesquisa desenvolvida pela Embrapa Territorial, com o apoio do Fundecitrus e financiada pela Innocent Drinks, identificou mais de 300 espécies de animais silvestres no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro. Foram encontrados, principalmente, aves e mamíferos circulando em pomares ou vivendo nas fazendas produtoras de laranja. Em termos de riqueza, esse valor chega a aproximadamente 30% das espécies da avifauna registradas para o estado de São Paulo.

Neste mesmo estudo, também foi possível estimar a capacidade do cinturão citrícola de estocar carbono nas laranjeiras, no solo e nas áreas de vegetação nativa. De acordo com o estudo, há 36 milhões de toneladas de carbono em uma área avaliada que abrangeu cerca de 500 mil hectares, 68% dela ocupada por pomares e 32% ocupada por áreas destinadas à preservação ambiental. O trabalhou calculou em 36 milhões de toneladas o carbono estocado nesse território, conhecido como cinturão citrícola brasileiro. O montante equivale a 133 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2), o que corresponde ao que é emitido pela cidade de São Paulo em oito anos.

Confira os estudos na íntegra:

Relatório de Pesquisa Fauna na Citricultura – Embrapa Fundecitrus

https://www.fundecitrus.com.br/pdf/pes_relatorios/Relatorio_de_Pesquisa_Fauna_na_Citricultura__Embrapa_Fundecitrus.pdf

Relatório de Pesquisa Carbono na Citricultura – Embrapa Fundecitrus

https://www.fundecitrus.com.br/pdf/pes_relatorios/Relatorio_de_Pesquisa_Carbono_na_Citricultura__Embrapa_Fundecitrus.pdf





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Pesquisas procuram encontrar variedades de citros tolerantes à seca


Os desafios para se ter uma boa produção de laranja são grandes. Além das doenças, na qual o greening é o grande destaque, fatores climáticos também são preponderantes para o sucesso ou insucesso de um pomar de citros. A queda na safra de 2024 se deve, dentre outros fatores, ao longo período de estiagem observado no cinturão citrícola.

Mitigar problemas relacionados aos períodos de seca é o objetivo de diversas pesquisas realizadas em parceria entre Fundecitrus, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Fundação Coopercitrus Credicitrus e Instituto Agronômico (IAC). Um desses trabalhos é realizado em Bebedouro (SP), local em que estão plantadas algumas variedades de porta-enxertos que já dão indícios de vigor em meio à seca.

O pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Eduardo Girardi, explica que essas variedades podem ser tolerantes à seca, para dispensar o uso da irrigação, ou mais responsivas nas áreas irrigadas. “Temos aqui 27 experimentos, muitos deles híbridos do tipo citrandarin, desenvolvidos pela Embrapa ou pelo Instituto Agronômico. Alguns deles vêm demonstrando alta tolerância à seca, comparável ao limão Cravo, enquanto outros são muito sensíveis”, completa.

O pesquisador também afirma que esse tipo de pesquisa é bastante importante para o cinturão citrícola e para as áreas de expansão. “Com esse tipo de trabalho é possível trazer novas opções de recomendações, e isso dará ao citricultor a possibilidade de buscar mais sustentabilidade. São opções que o produtor que não consegue irrigar poderá ter, ou quando ele até consegue irrigar, mas o volume de água não é muito grande”, afirma Girardi. O estudo permite ainda identificar os porta-enxertos mais apropriados para o manejo irrigado, pois são aqueles que sentem a seca primeiro.

As variedades do experimento com copa de laranja Pera IAC em Bebedouro foram plantadas em maio de 2022, com um espaçamento de 6,5 por 2,5 metros. No total, existem 27 porta-enxertos na área. “Além de alguns controles comerciais, como Cravo, Swingle e trifoliata, ele reúne alguns híbridos originados ou da Embrapa, ou do IAC, quase todos eles citrandarins, que são cruzamentos de tangerina com trifoliata. Além disso, temos outros híbridos, alguns vigorosos, outros mais ananicantes ou semiananicantes”, detalha o pesquisador.

Por fim, Girardi reforça a importância da parceria entre instituições na realização do estudo. “É muito importante essa parceria que existe entre as instituições, essa junção de conhecimentos é essencial na realização desse trabalho que ainda está em fase inicial, mas que certamente trará resultados”, finaliza Girardi.





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Preço do leite longa vida sobe 25% no Paraná


Queda nas importações de derivados do leite favorece produtores





Foto: Pixabay

De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 11 a 17 de outubro, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná registrou uma queda nas importações de lácteos em 2024.

Entre janeiro e setembro, o estado importou 6,1 mil toneladas de produtos derivados do leite, como leite em pó e queijo muçarela. Esse volume representa uma redução de 42% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram importadas 10,6 mil toneladas.

Essa queda nas importações trouxe alívio para os produtores locais, que em setembro receberam, em média, 16,8% a mais por litro de leite entregue às indústrias. No entanto, para o consumidor final, o impacto foi um aumento nos preços de derivados do leite no varejo. O leite longa vida, por exemplo, teve uma alta de 25,5% em comparação a setembro do ano anterior, agravada pela menor captação de leite durante o período, conforme dados do boletim.





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projeções de safra são positivas no Rio Grande do Sul


Preço do feijão recua 0,40% no estado





Foto: Pixabay

A instabilidade climática que atingiu o Rio Grande do Sul nas últimas semanas reduziu o ritmo da semeadura do feijão da primeira safra. Apesar das condições adversas, a expectativa de produtividade para a safra 2024/2025 permanece inalterada, com projeção de 1.786 kg/ha em uma área cultivada de 28.896 hectares, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (17) pela Emater/RS.

Segundo o informativo, os produtores estão adotando manejos distintos conforme o estágio de desenvolvimento da cultura, como a aplicação de nitrogênio em cobertura e a capina para controle de ervas daninhas. Grande parte das lavouras se encontra em estágios iniciais de ciclo, com a maioria em semeadura ou germinação/emergência, enquanto as áreas de plantio precoce já apresentam plantas em floração.

Na região de Ijuí, as lavouras se destacam pelo bom desenvolvimento, com hastes vigorosas e folhas bem expandidas. Em Tenente Portela, as primeiras áreas já entraram na fase de floração. Na região de Pelotas, apesar do tempo instável, o avanço da semeadura foi registrado, atingindo 17% da área prevista. Já na região de Santa Maria, produtores relataram a presença da praga mosca-branca (Bemisia spp.) nas lavouras da Quarta Colônia, o que pode demandar medidas de controle.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Em Soledade, a semeadura já alcançou 90% da área planejada, com 5% das plantas emergidas na fase de florescimento. A combinação de temperaturas amenas, alta umidade e esporos disponíveis pode aumentar o risco de doenças como antracnose (Colletotrichum lindemuthianum), especialmente em lavouras sem aplicação de fungicidas.

No mercado, o valor médio da saca de 60 quilos do feijão apresentou uma leve redução de 0,40% em relação à semana anterior. O preço passou de R$ 316,25 para R$ 315,00, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Wall St abre estável antes de ata do Fed


Logotipo Reuters

(Reuters) – Os principais índices de Wall Street tinham estabilidade na abertura desta quarta-feira, com os investidores aguardando a ata da última reunião do Federal Reserve para obter mais pistas sobre a trajetória da taxa de juros.

O Dow Jones perdia 0,02% na abertura, para 42.070,32 pontos. O S&P 500 recuava 0,01%, a 5.751,8 pontos, enquanto o Nasdaq Composite tinha variação negativa de 0,02%, para 18.179,22 pontos.

(Reportagem de Lisa Mattackal em Bengaluru)

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Chuvas beneficiam arroz no Sudeste Asiático, mas afetam óleo de palma


O relatório Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na quarta-feira (16) traz uma análise detalhada das condições climáticas e seus impactos nas safras da Ásia. A influência do recuo da monção, sistemas de baixa pressão e chuvas tropicais estão moldando as atividades agrícolas em várias regiões do continente.

No sul da Ásia, amonção do sudoeste recuou em um ritmo mais lento que o esperado, resultando em chuvas leves, especialmente na metade sul da Índia. A precipitação variou de mais de 50 mm nos estados ao sul e ao longo da costa oeste a menos de 25 mm nas áreas do interior e no leste do país. No norte, onde a monção já recuou, o clima seco prevaleceu. A persistência das chuvas tem sido favorável para as safras kharif plantadas mais tarde, que estão em fase de amadurecimento. Além disso, a umidade acumulada é crucial para a safra rabi, cuja semeadura deve começar em novembro, conforme o USDA.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

No leste da Ásia, na China, Coreia do Sul e Japão, um conjunto de sistemas de baixa pressão trouxe instabilidade climática, com totais de chuva superando 25 mm em diversas áreas, chegando a 50 mm em algumas localidades. Essas precipitações aumentaram os níveis de umidade do solo e reforçaram os suprimentos de irrigação para o início da temporada de cultivo de inverno. No entanto, o clima úmido atrasou os trabalhos no campo. As temperaturas, que ficaram até 3°C acima da média, também influenciaram o avanço do clima congelante nas províncias mais ao norte da China.

De acordo com o relatório, no Sudeste Asiático, chuvas tropicais atingiram as Filipinas e o sul da Indochina, com algumas regiões registrando mais de 100 mm de precipitação. Enquanto essas chuvas beneficiaram o arroz plantado mais tarde, em alguns trechos, a umidade foi prematura para o arroz em fase de amadurecimento, impactando a colheita. Em outras áreas, como na porção norte da Indochina, o clima mais seco favoreceu o amadurecimento do arroz e o progresso das atividades de campo. Na Malásia e Indonésia, as fortes chuvas desaceleraram a colheita de óleo de palma, embora em Java, Indonésia, tenha havido pouca chuva, apesar do início antecipado da estação chuvosa em distritos ocidentais.





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Infecções urinárias em porcas: impacto e prevenção


A detecção precoce permite tratamentos mais eficazes




A detecção precoce permite tratamentos mais eficazes
A detecção precoce permite tratamentos mais eficazes – Foto: Pixabay

Problemas genito-urinários em fêmeas suínas são um desafio crescente nas granjas quando o manejo não é adequado. Segundo Andréa Silvestrim, gerente técnico comercial Latam da Trouw Nutrition, as infecções urinárias em porcas têm causado significativos problemas reprodutivos, especialmente com o aumento da prolificidade e do número de leitões nascidos vivos. Esses fatores, somados ao manejo inadequado, elevam as taxas de descarte, perdas reprodutivas e mortalidade, gerando custos adicionais de reposição e tratamentos.

Silvestrim alerta que infecções no trato genito-urinário podem levar a cistite severa, resultando em abortos e menor número de leitões nascidos. Uma das causas principais é o baixo consumo de água e sua baixa qualidade. Conforme a Embrapa, porcas devem consumir água de boa qualidade com temperatura abaixo de 20°C, variando entre 18 e 20 litros diários na gestação e até 42 litros no pico de lactação. No entanto, visitas a propriedades revelaram que porcas em lactação consumiam apenas 15 a 18 litros, volume insuficiente para fêmeas com 15 leitões, contribuindo para o problema.

Para identificar e monitorar infecções, Silvestrim recomenda a urinálise, avaliando visualmente a urina e enviando amostras para análise laboratorial quando necessário. A detecção precoce permite tratamentos mais eficazes, reduzindo o uso de antibióticos. A Trouw Nutrition também sugere o uso de ácido orgânico Selko® AlpHa na água para estimular o consumo e prevenir infecções. Além disso, a associação de ácidos orgânicos na ração ajuda a modular a microbiota, melhorando a saúde geral das fêmeas.

Silvestrim reforça a importância de cuidados como garantir ambientes limpos, secos e uma nutrição adequada para as porcas. A análise da água e o monitoramento contínuo são essenciais para prevenir problemas e assegurar a saúde e produtividade do plantel, minimizando perdas e melhorando o bem-estar animal.
 





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Temporais e granizo podem afetar o trigo na Região Sul


Preços do trigo estabilizam no Brasil





Foto: Canva

A colheita de trigo continua a pressionar os preços do cereal no Brasil. Apesar dessa pressão, houve certa estabilização nos valores ao longo da semana, com as cotações variando entre R$ 67,00 e R$ 68,00 por saca no Rio Grande do Sul e atingindo R$ 77,00 por saca no Paraná, conforme aponta a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

Segundo a análise, no Paraná, a colheita do trigo já alcança 79% da área semeada, embora 17% das áreas restantes ainda estejam em condições consideradas ruins. No Rio Grande do Sul, até 10 de outubro, cerca de 2% da área havia sido colhida, um índice abaixo da média histórica de 8% para o período. Mesmo com o atraso, o estado ainda espera colher cerca de 4 milhões de toneladas. No entanto, o clima chuvoso, com temporais e granizo em outubro, pode reduzir esse volume, além de comprometer a qualidade de parte das lavouras.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa oficial para a safra de trigo no Rio Grande do Sul é de 8,26 milhões de toneladas. No entanto, cálculos de analistas privados, considerando perdas já consolidadas no Paraná e em outros estados produtores, sugerem que o volume final pode ficar próximo de 7,5 milhões de toneladas. Esses números não levam em conta a quebra na qualidade do grão que ainda será colhido, conforme a análise do Ceema.





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Preço do milho recua em Chicago


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) apontou uma retração nas cotações do milho na Bolsa de Chicago nesta semana. O bushel do cereal, com vencimento no primeiro mês cotado, alcançou US$ 4,01 no dia 15 de outubro, mas fechou a quinta-feira (17) em US$ 4,06, uma queda em comparação com os US$ 4,18 da semana anterior. A retração ocorre em meio a um cenário de poucas novidades no relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no dia 11.

Segundo o USDA, a colheita de milho nos EUA para o ciclo 2024/25 foi ligeiramente ajustada para cima, agora estimada em 386,2 milhões de toneladas. Em contrapartida, os estoques finais norte-americanos foram revisados para 50,8 milhões de toneladas, ante os 52,3 milhões projetados em setembro. No cenário global, a produção mundial do grão ficou em 1,217 bilhão de toneladas, com leve redução em relação à estimativa anterior, enquanto os estoques mundiais caíram para 306,5 milhões de toneladas, frente aos 308,4 milhões previstos em setembro, conforme o informado pela Ceema.

A produção brasileira e argentina, no entanto, permaneceram inalteradas, sendo projetadas em 127 milhões e 51 milhões de toneladas, respectivamente.

Nos EUA, a colheita de milho já alcançou 47% da área semeada até 13 de outubro, um avanço em relação à média histórica de 39% para o período. Em termos de qualidade, 64% das áreas ainda não colhidas foram classificadas como boas ou excelentes, 24% regulares e apenas 12% em condições ruins a muito ruins.

O relatório da Ceema também destacou que os embarques de milho dos EUA, até 10 de outubro, totalizaram 933.274 toneladas, elevando o acumulado do atual ano comercial para 4,3 milhões de toneladas, superando as 3,4 milhões do mesmo período do ano anterior.

De acordo com a análise, na Argentina, as chuvas retornaram a algumas regiões, mas os agricultores no oeste do cinturão agrícola foram forçados a interromper o plantio devido à baixa precipitação. Ainda assim, espera-se que o plantio de milho no país vizinho atinja 6,3 milhões de hectares, com uma produção final estimada em 47 milhões de toneladas.





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Defesa natural através da água


A produção e a qualidade dos frutos foram semelhantes em todos os grupos




O estudo foi publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry
O estudo foi publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry – Foto: Canva

As mudanças climáticas representam uma ameaça crescente à produção agrícola, com o aumento das temperaturas, padrões irregulares de precipitação e a proliferação de insetos e doenças, afetando negativamente a saúde e o desempenho das plantas. Diante desse cenário, cresce a necessidade de desenvolver estratégias que mitiguem esses impactos sem intensificar o uso de pesticidas químicos. 

Para abordar essa questão, o pesquisador Man-Kun Wang, do Departamento de Ciência e Tecnologia Vegetal da Universidade Agrícola de Huazhong, e sua equipe estudaram como a estimulação mecânica, através da aplicação de gotículas de água em tomateiros, pode influenciar o crescimento e a proteção das plantas contra pragas e infecções fúngicas. O estudo foi publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry.

A pesquisa avaliou o efeito da pulverização de água no crescimento dos tomateiros e na proteção contra a lagarta-do-cartucho (Helicoverpa armigera) e o fungo necrotrófico Botrytis cinerea, causador do mofo cinzento. Os cientistas aplicaram água duas vezes ao dia, utilizando gotículas de diferentes tamanhos: pequenas (200 micrômetros) e grandes (1000 micrômetros), além de um grupo controle sem pulverização. Eles também isolaram o solo para que a quantidade de água recebida pelas raízes não fosse alterada.

Os resultados mostraram que os tomateiros pulverizados com gotículas grandes ficaram mais curtos e compactos, enquanto as diferenças entre os que receberam gotículas pequenas e o grupo controle foram mínimas. A produção e a qualidade dos frutos foram semelhantes em todos os grupos. A análise metabólica revelou que as plantas pulverizadas com gotículas grandes apresentaram aumento nos hormônios de defesa, maior resistência a pragas e níveis mais altos de ácido clorogênico, um composto protetor nas folhas.

Os pesquisadores concluíram que o desenvolvimento de tecnologias de pulverização de água pode ser uma solução promissora para aprimorar práticas agrícolas sustentáveis, promovendo uma defesa natural contra pragas e doenças.
 





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