quinta-feira, abril 16, 2026

Política & Agro

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Como está o desenvolvimento do trigo na Argentina?


Chuvas melhoram umidade do solo





Foto: Canva

De acordo com o Informe Agrometeorológico Semanal (AgroMet) publicado nesta 23 de outubro, o trigo completou a fase de crescimento vegetativo nas províncias de La Pampa e Buenos Aires. No noroeste de Buenos Aires, já há áreas em fase de floração, enquanto em Córdoba, Santa Fé e Entre Ríos, observa-se um progresso variado, com o cereal passando do fim da fase vegetativa para o início do enchimento dos grãos. Nas regiões do Chaco, Corrientes e Santiago del Estero, há áreas com o trigo em fase de maturação.

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As recentes chuvas em grande parte dessas áreas ajudaram a melhorar o teor de umidade do solo, beneficiando as lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento. No entanto, o relatório alerta que o impacto das chuvas varia conforme o estado fenológico da cultura em cada região. As áreas mais afetadas pelo déficit hídrico incluem o oeste de Buenos Aires, La Pampa e o norte da região produtora de trigo.

Apesar das precipitações, a demanda por água está aumentando devido ao avanço dos estágios de desenvolvimento do trigo e ao aumento das temperaturas, típico dessa época do ano. Assim, novas chuvas seriam necessárias para garantir o bom desenvolvimento da cultura nas áreas mais vulneráveis, conforme os dados do informativo.





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Exportações do RS avançam com destaque para tabaco


As exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul registraram um crescimento expressivo de 23,2% em setembro, em comparação ao mesmo mês de 2023. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos setores de Tabaco (+50,2%), Alimentos (+13,8%) e Máquinas e Equipamentos (+61,2%), conforme levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). Esse foi o primeiro aumento interanual desde abril de 2024 e o mais significativo do ano.

“Esse resultado é animador, sobretudo após uma queda superior a 14% em agosto. A principal razão para essa recuperação está no aumento da demanda global por nossos produtos”, afirmou Claudio Bier, presidente da FIERGS. Ao todo, 14 dos 23 setores industriais do estado ampliaram suas vendas em setembro.

Entre os setores exportadores, o tabaco foi o grande destaque ao faturar US$ 274,6 milhões, um crescimento de US$ 91,8 milhões frente ao ano anterior. A alta foi motivada tanto pelo aumento das quantidades exportadas (+14,7%) quanto pelo avanço dos preços (+31%). O processamento industrial de tabaco liderou o segmento, com US$ 257,7 milhões em embarques, tendo como principais destinos Bélgica, Estados Unidos e Egito.

O setor de alimentos também registrou bom desempenho, totalizando US$ 432,3 milhões em vendas externas, um aumento de US$ 52,6 milhões em relação ao mesmo período de 2023. A alta foi atribuída ao avanço dos preços médios (+14%), já que o volume exportado manteve-se praticamente estável (-0,1%). O abate de aves foi o principal responsável, com US$ 125,2 milhões em exportações, destinadas especialmente aos Emirados Árabes Unidos.

Outro destaque foi o setor de máquinas e equipamentos, que alcançou US$ 255,2 milhões em exportações, um salto de US$ 96,9 milhões na comparação anual. O crescimento foi influenciado tanto pelo aumento de preços (+9,9%) quanto pelas maiores quantidades embarcadas (+46,7%). A Coreia do Sul foi o principal destino, mas as exportações deste mês foram consideradas atípicas pela FIERGS.

As importações do estado acompanharam o movimento de crescimento, registrando alta de 26,6%, com US$ 1,3 bilhão em mercadorias compradas. Químicos lideraram as aquisições, somando US$ 433,4 milhões, um aumento de 107% em relação ao ano passado. Os principais produtos importados foram intermediários para fertilizantes e adubos.





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Custos de produção do algodão em MT caem


A estimativa atual do COE é a mais baixa desde a safra 2021/22





Foto: Canva

De acordo com o projeto Acapa-MT, o custo de produção do algodão na safra 2024/25 apresentou retração em setembro de 2024. O custeio foi estimado em R$ 9.606,40 por hectare, registrando uma queda de 1,99% em comparação com o relatório anterior e 2% em relação à safra 2023/24.

A principal influência para essa redução foi o recuo de 5,16% nos custos com defensivos, motivado pela queda nos preços desses produtos em razão de uma demanda mais fraca no período atual. Com a revisão dos custos, o Custo Operacional Efetivo (COE) para a safra 2024/25 foi projetado em R$ 13.095,50 por hectare em setembro, uma queda de 1,55% ante o relatório de agosto e 4,37% abaixo do consolidado da safra passada.

A estimativa atual do COE é a mais baixa desde a safra 2021/22, o que tem incentivado os produtores que já contam com infraestrutura adequada a expandir a área de cultivo de algodão em Mato Grosso.





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Preços do açúcar recuam nas bolsas internacionais


No mercado interno, o açúcar cristal apresentou uma leve valorização





Foto: Divulgação

De acordo com as informações divulgadas pela União Nacional da Bioenergia (UDOP), nesta segunda-feira (22), os contratos futuros de açúcar fecharam em baixa nas principais bolsas internacionais, influenciados pela previsão de chuvas no Centro-Sul do Brasil e pela valorização do dólar em relação ao real, de acordo com informações do Barchart. A alta da moeda norte-americana incentivou os produtores brasileiros a aumentarem as exportações, pressionando os preços no mercado internacional.

Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto registrou queda. O contrato de março/25 recuou 35 pontos, fechando a 21,83 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o contrato de maio/25 caiu 25 pontos, encerrando a 20,19 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com as informações divulgadas pela Udop, em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco também apresentou retração. O contrato de dezembro/24 teve baixa de US$ 3,50, sendo negociado a US$ 563,10 por tonelada. O contrato de março/25 registrou queda de US$ 5,60, encerrando a US$ 569,50 por tonelada.

No mercado interno, o açúcar cristal apresentou uma leve valorização. De acordo com o Cepea/Esalq, as usinas negociaram a saca de 50 quilos por R$ 155,48, um aumento de 0,05%. Em contrapartida, o etanol hidratado sofreu uma leve queda de 0,15%, com o metro cúbico negociado a R$ 2.665,00, segundo o Indicador Diário de Paulínia.





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Produção de feijão cresce 30% mesmo com redução na área plantada


feijão é uma das leguminosas mais importantes para o Brasil. Apesar da redução expressiva na área plantada, a produção aumentou consideravelmente, graças ao uso de novas tecnologias agrícolas, conforme apontou dados da Netafim. De acordo com a Embrapa, entre 1974 e 2021, a área plantada de feijão diminuiu 39%, enquanto a produção total cresceu 30%. Esse aumento é resultado de avanços tecnológicos que têm tornado as lavouras mais produtivas.

Um dos principais fatores que impulsionam essa produtividade é a adoção da irrigação por gotejamento, que otimiza o uso da água e dos nutrientes, permitindo maior colheita sem necessidade de expandir as áreas de cultivo. Warlen Pires, especialista agronômico da Netafim, explica que a fertirrigação melhora a eficiência no uso da água e dos fertilizantes. “Com a fertirrigação, conseguimos fornecer e nutrientes diretamente na raiz da planta, aproveitando cerca de 90% da água utilizada e otimizando o uso de fertilizantes. Isso tem sido essencial para melhorar a produtividade do feijão, especialmente em áreas onde a terra cultivada está diminuindo”, afirma Pires.

A agricultura empresarial domina a produção de feijão no Brasil, sendo responsável por 76,9% do total produzido. A agricultura familiar, por sua vez, responde por uma parcela importante da produção, especialmente no cultivo de feijão preto e de outras variedades regionais. No Nordeste, onde predomina a agricultura familiar, a produtividade média é de 480 kg/ha, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste, com sistemas mais avançados de irrigação, as médias são de 2.178 kg/ha e 1.795 kg/ha, respectivamente, de acordo com dados divulgados pela Netafim.

O cultivo de feijão enfrenta desafios, como a alta demanda hídrica e os elevados custos de produção, mas as inovações tecnológicas, especialmente a irrigação por gotejamento, têm sido fundamentais para otimizar o uso dos recursos e aumentar a sustentabilidade do cultivo. Embora a área plantada continue a diminuir, a tendência de aumento na produtividade indica que o futuro da leguminosa no Brasil depende da adoção de soluções tecnológicas e da maximização dos recursos disponíveis. A Netafim, pioneira nessa tecnologia, tem auxiliado produtores a superar esses desafios, oferecendo soluções personalizadas que permitem uma maior eficiência na utilização de recurso importante como água e nutrientes.





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Arroba bovina alcança maior patamar em 16 meses


Em Mato Grosso, o preço da arroba do boi gordo chegou a US$ 46,29





Foto: Kadijah Suleiman

Segundo o relatório semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (21), a arroba bovina brasileira alcançou, em outubro de 2024, o maior valor dos últimos 16 meses. A alta foi puxada pela menor participação de fêmeas nos abates e pela crescente demanda internacional por carne bovina brasileira.

Em Mato Grosso, o preço da arroba do boi gordo chegou a US$ 46,29, o maior desde maio de 2023, o que representa um aumento de 15,58% em relação a setembro. Em São Paulo, o valor subiu para US$ 53,29, uma elevação de 18,69% no mesmo período. Apesar dessas altas significativas, a carne bovina brasileira permanece competitiva no mercado internacional, principalmente em comparação com os Estados Unidos, onde a arroba foi cotada a US$ 110,16 em setembro, impulsionada pela redução na oferta de gado no país, conforme dados do Imea.

De acordo com dados do relatório semanal, essa competitividade de Mato Grosso, que segue com o preço mais baixo entre os principais países produtores, pode fortalecer as exportações do estado, favorecendo o desempenho da pecuária brasileira no mercado global.





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Chuva alivia seca na Rússia e Ucrânia


Chuvas chegam às áreas agrícolas da Rússia e Ucrânia





Foto: Divulgação

Segundo o relatório Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (22) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o bloqueio atmosférico que afetava a Rússia ocidental por semanas finalmente cedeu, permitindo que chuvas tão aguardadas chegassem às áreas agrícolas centrais e orientais. Pela primeira vez em meses, regiões da Ucrânia oriental e da Rússia ocidental receberam chuvas fortes, com volumes que variaram entre 10 e 50 mm em áreas essenciais para o cultivo de inverno.

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Apesar dessa melhora, algumas regiões, como o Distrito Central sudoeste da Rússia e partes do sul do Distrito Sul, incluindo o norte de Krasnodar Krai e o sul de Rostov Oblast, receberam menos de 10 mm de chuva, ainda permanecendo sob condições de seca. Esta foi a primeira chuva mensurável desde agosto para muitas das áreas agrícolas mais afetadas pela estiagem.

De acordo com o relatório, enquanto as chuvas trouxeram alívio, especialmente no leste da Ucrânia e na Rússia ocidental, o Índice de Saúde da Vegetação (VHI) derivado de satélite continua mostrando que o vigor das culturas permanece de ruim a abismal, indicando que a seca está longe de ser resolvida. Mais precipitação será necessária para garantir um desenvolvimento uniforme das lavouras de inverno nessas regiões. No entanto, o VHI continuou a melhorar na Moldávia e no oeste da Ucrânia devido às chuvas recentes.





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Clima favorece do trigo e cevada na Austrália


Clima seco permitiu que o plantio da safra de verão avançasse em ritmo acelerado





Foto: Canva

De acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na terça-feira (22), as condições climáticas no sul de Queensland, Austrália, têm favorecido a maturação do trigo de inverno e impulsionado a colheita antecipada. O clima relativamente seco na região também permitiu que o plantio da safra de verão avançasse em ritmo acelerado.

Mais ao sul, em Nova Gales do Sul, chuvas generalizadas de 10 a 30 mm podem ter causado algumas interrupções temporárias na semeadura da safra de verão, mas, por outro lado, essas precipitações mantiveram as expectativas de bom rendimento para grãos e sementes oleaginosas de inverno, que ainda não atingiram a maturidade.

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Essas chuvas também se espalharam pelo sul da Austrália e Victoria, contribuindo para evitar maiores perdas no potencial de rendimento das culturas de inverno, que enfrentaram secas frequentes. As safras, agora em estágio de enchimento de grãos, continuam a se desenvolver de maneira satisfatória.

Na Austrália Ocidental, o clima quente e seco predominante favoreceu a secagem das colheitas de inverno e permitiu a aceleração da colheita no norte. Além disso, as condições climáticas ajudaram a maturação das culturas de trigo, cevada e canola no sul da região. As temperaturas médias variaram de 1 a 3°C acima do normal em grande parte do cinturão de trigo australiano, com máximas entre 20°C e 30°C.





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Ciclone está em formação no Sul do Brasil


Impacto será direto nas operações em campo





Foto: Arquivo

De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, a formação de um ciclone deve alterar o clima no Sul do Brasil nos próximos dias, com impacto direto nas operações em campo. O sistema de baixa pressão, que já atua no Paraguai, vai intensificar as instabilidades e organizar corredores de umidade que se estenderão pelo Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste do país.

Rodrigues alerta que, além da chuva irregular típica dessa época, as precipitações provocadas pelo ciclone devem ocorrer em forma de tempestades, especialmente entre quarta e quinta-feira. Regiões como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná são as mais vulneráveis a chuvas intensas, granizo e ventos fortes que podem chegar a 90 km/h.

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No campo, o excesso de umidade pode dificultar atividades como a colheita de trigo e os preparativos para a safra de verão, especialmente a soja e o milho. Por outro lado, essas chuvas ajudam a manter a umidade do solo, essencial para o desenvolvimento inicial das culturas recém-semeadas. Já nas áreas mais ao norte, como o Tocantins e o Pará, espera-se uma redução nas chuvas devido ao redirecionamento dos fluxos de umidade.

Esse evento climático deve se deslocar rapidamente para o oceano até o final de quinta-feira, trazendo uma leve massa de ar frio que ajudará a reduzir as temperaturas na região Sul e parte do Sudeste, beneficiando o manejo de culturas que demandam menor temperatura.





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Soja valoriza com demanda forte


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de soja em Chicago (CBOT) fechou em alta nesta terça-feira, impulsionado pela demanda robusta pelo grão americano e pelo atraso no plantio da safra brasileira. O contrato de soja para novembro de 2024, referência para a safra brasileira, registrou valorização de 1,10%, ou 10,75 cents por bushel, encerrando a $991,75. 

O contrato de janeiro de 2025 também subiu 1,09%, fechando a $1.000,50 por bushel. No entanto, o farelo de soja para dezembro teve uma leve queda de 0,19%, fechando a $317,7 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo período subiu expressivos 3,07%, alcançando $43,69 por libra-peso.

A alta no mercado foi motivada, em grande parte, pelos embarques de soja americana, que tiveram destaque em um relatório divulgado pelo USDA na segunda-feira. Além disso, o preço do óleo de soja, que acumulou um aumento de 4,47% nas últimas três sessões, foi um dos principais fatores que deram suporte às cotações da oleaginosa.

Outro ponto que influenciou o mercado foi o atraso no plantio da safra brasileira, que avançou para 17,6% da área estimada, segundo a Conab, um crescimento em relação aos 9,1% registrados na semana anterior. Mesmo assim, esse número ainda está distante dos 28,4% observados no mesmo período do ano passado, o que acende um alerta sobre a oferta futura do grão no Brasil.

Apesar do progresso na colheita americana, que já atingiu 81% das áreas plantadas, o mercado continua monitorando com atenção o desenvolvimento da safra no Brasil, já que qualquer mudança no ritmo do plantio pode impactar diretamente as expectativas de oferta e, consequentemente, os preços no mercado global.
 





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