quinta-feira, abril 16, 2026

Política & Agro

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Especialista alerta para conferência detalhada de dados para adquirir propriedade rural


Ao decidir pela aquisição de uma propriedade rural, previamente ao fechamento do negócio, o interessado ou investidor deve adotar a cautela necessária para evitar surpresas e prejuízos futuros. O alerta é do advogado da HBS Advogados, Frederico Buss. Segundo o especialista, a providência inicia com a análise criteriosa da documentação relativa não só ao imóvel objeto da negociação como também ao proprietário/vendedor.

O advogado reforça que, em algumas situações, embora na matrícula do imóvel não conste registro de restrições ou dívidas, a existência de execuções fiscais ou patrimoniais contra o vendedor pode colocar em risco a segurança jurídica da negociação. Buss, no entanto, explica que isso, por si só, não impede a aquisição do imóvel, inclusive porque há situações que podem gerar oportunidade de negócio, inclusive com a aquisição por um valor menor que o valor de mercado (deságio). “Porém, a real situação do imóvel e os riscos do negócio devem ser avaliados, uma vez que podem resultar em prejuízos significativos, passíveis de impactar negativamente o investimento realizado”, alerta.

Ao iniciar as tratativas, o especialista recomenda a realização de uma due diligence imobiliária, que representa uma espécie de auditoria para investigação da real situação jurídica do imóvel em negociação, permitindo não só a mensuração e adequação do preço como também a identificação dos riscos e a definição de mecanismos que possam garantir o retorno do investimento em caso de eventuais transtornos futuros. “Além dos documentos necessários à identificação da situação tributária, fiscal, ambiental, bem como eventuais ativos e passivos judiciais ou extrajudiciais, é importante a comprovação de que a propriedade que se pretende adquirir é efetivamente aquela que consta na(s) matrículas(s) apresentada(s), razão pela qual é fundamental que se tenha em mãos a medição da área a partir da respectiva descrição constante do(s) título(s) imobiliário(s), assim como o Cadastro Ambiental Rural – CAR do imóvel”, detalha Buss.

Essa providência, segundo o advogado da HBS Advogados, se torna imprescindível para áreas rurais pendentes de georreferenciamento. “Caso a aquisição seja voltada à exploração econômica de lavoura se recomenda a prévia verificação da adequação da área para esta finalidade, inclusive para evitar problemas ambientais, assim como a comprovação do potencial produtivo do solo, o que pode ser feito mediante laudo técnico elaborado por engenheiro agrônomo ou outro profissional competente”, orienta.

   

Com relação às questões ambientais é importante ter ciência que a responsabilidade por eventual reparação do dano ou penalidade pecuniária imposta pelo órgão ambiental competente é transferida a quem assume a propriedade, ressalvado o direito de buscar o ressarcimento dos prejuízos junto ao vendedor, caso assim tenha sido ajustado no contrato que formaliza a aquisição. “Outra questão de extrema importância é a averiguação de eventuais contratos de arrendamento em vigor, pois nesses casos é necessário obter-se a renúncia do arrendatário ao direito de preferência na aquisição da área. A verificação da existência de comodatários utilizando o imóvel ou parte dele também se faz necessária para evitar transtornos futuros que possam comprometer a utilização plena da propriedade para o fim ao qual foi adquirida”, alerta.

Portanto, de acordo com Buss, a chamada due diligence imobiliária realizada por profissionais capacitados funciona como uma ferramenta que permite ao adquirente da propriedade rural fechar o negócio com maior probabilidade de que no futuro não será surpreendido por demandas ou problemas dos quais não tinha conhecimento. “É uma cautela que pode ser adotada como forma de garantir a segurança jurídica do negócio”, conclui.





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Colheita de algodão avança nos Estados Unidos



Condição das lavouras de algodão é positiva




Foto: Canva

De acordo com o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na terça-feira (22) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de algodão está progredindo de maneira favorável. Até o dia 20 de outubro, 94% da produção nacional de algodão apresentava capulhos abertos, um avanço de 5 pontos percentuais em relação ao ano passado e 3 pontos acima da média dos últimos cinco anos.

Até a mesma data, 44% da área plantada de algodão no país já havia sido colhida, superando em 5 pontos percentuais a colheita do ano anterior e em 6 pontos em comparação à média histórica. O ritmo de colheita foi notável, com 11 dos 15 estados avaliados registrando um avanço de 10 pontos percentuais ou mais na coleta ao longo da semana.

Além disso, a condição das lavouras de algodão também é positiva: 37% da área cultivada em 2024 foi classificada como em bom a excelente estado, representando um aumento de 3 pontos percentuais em relação à semana anterior e 8 pontos a mais do que no mesmo período do ano passado. 





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Conheça as 10 mulheres que se destacaram por práticas de ESG no Prêmio Mulheres do Agro


No primeiro dia do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), realizado em São Paulo, a Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) revelaram as vencedoras da 7ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. A iniciativa, consolidada como uma das principais plataformas de reconhecimento da liderança feminina no setor, destacou o trabalho de 10 mulheres – nove produtoras rurais e uma pesquisadora – por suas atuações baseadas em práticas ESG (ambiental, social e governança), dentro e fora da porteira.

Neste ano, a iniciativa foi marcada por sua pluralidade. Além do crescimento de 26,5% no número de pequenas propriedades inscritas em relação a 2023, o Prêmio também contou com o engajamento e inscrição de produtoras rurais de todas as regiões do país e de todas as faixas etárias, com candidatas de 19 até os 67 anos. 

Daniela Barros, Diretora de Comunicação da Divisão Agrícola da Bayer no Brasil explica que os números vão ao encontro do compromisso da iniciativa. “O Prêmio Mulheres do Agro foi criado para promover um agronegócio mais inclusivo, destacando e incentivando as mulheres que fazem a diferença no setor, tanto nas propriedades quanto fora delas. Esses números demonstram que estamos no caminho certo.”

A diversidade de cultivos entre as premiadas — que inclui mel, baunilha, café, além de grãos como soja, milho e trigo —, aliadas à inovação e fundamentadas nos princípios ESG (ambiental, social e governança), geram impactos significativos que vão além da qualidade dos produtos. Entre as ações promovidas pelas produtoras destacam-se, por exemplo, a economia de recursos naturais e a promoção da conscientização e do engajamento comunitário.

Gabi Rodrigues, primeira colocada na categoria Pequena Propriedade, é um desses exemplos. Há quase 20 anos, a proprietária da Palmitolândia, localizada em Iporanga (SP), atua para transformar a forma como o palmito pupunha é apreciado, consumido e cultivado, promovendo uma agricultura sustentável que integra preservação ambiental, inovação gastronômica e turismo rural. Na propriedade, ela desenvolve produtos como cerveja de palmito, biojóias e até brigadeiro do vegetal. A fazenda também adota sistema de energia fotovoltaica, reutiliza a água para irrigação e emprega apenas embalagens biodegradáveis, como papel kraft, bambu e pratos feitos com a própria folha do palmito pupunha. Ciente de sua responsabilidade social, ela também investe em ações sociais e educacionais, conscientizando a comunidade local sobre a importância de manter a floresta em pé e desenvolvendo projetos criativos, como a produção de papel, vassouras e instrumentos musicais a partir das palmeiras.

Luiza Oliveira Macedo, primeira colocada da categoria Média Propriedade e coproprietária da Fazenda Tapera do Baú, localizada em Boa Esperança (MG), assumiu a liderança da fazenda familiar em 2019 e trabalha para implementar inovações e promover a cafeicultura regenerativa em uma região de fortes tradições. A propriedade é especializada na produção de cafés fine cup (bebida caracterizada por sua acidez balanceada, pureza sensorial em sua degustação, corpo médio, finalização suave e uniformidade), além de cafés especiais, combinando qualidade e rastreabilidade, exportando seus produtos para o mercado internacional. Atuando com base nos pilares governança e social, Luiza também promove capacitações para seus colaboradores e participa ativamente de iniciativas voltadas ao empoderamento feminino no agronegócio.

“Os trabalhos desenvolvidos pelas premiadas comprovam que é possível unir produtividade com preservação ambiental, impacto social e, acima de tudo, inspirar uma nova geração a protagonizar as transformações que a agro precisa”, ressalta Gislaine Balbinot, Diretora Executiva da Abag. 

Também focando na agricultura regenerativa, a primeira colocada na categoria grande propriedade, Vanessa Bomm — gestora e sócia proprietária da Fazenda Mareva, localizada em Terra Roxa (PR) — dedica-se a dar continuidade ao legado familiar iniciado há mais de 70 anos. Sua jornada na produção de grãos como soja, milho e trigo tem sido marcada pela adoção de práticas sustentáveis e ligadas a agricultura regenerativa. Vanessa implementou práticas como a intensificação do uso de plantas e mix de cobertura no plantio direto e na rotação de culturas, além do uso de cultivos de cobertura em 100% da área da fazenda neste último ano. Ela também é embaixadora do PRO Carbono, projeto que busca intensificar a adoção de práticas regenerativas buscando maior redução de emissões de gases de efeito estufa e a regeneração do solo no agro. Comprometida com o desenvolvimento humano e social, Vanessa valoriza seus colaboradores por meio de capacitações, bonificações e infraestrutura de qualidade. Além disso, promove ações sociais voltadas à comunidade local, com o apoio a eventos religiosos e suporte a atividades esportivas, fortalecendo o vínculo entre a fazenda e a região.

Já a ganhadora de “Ciência e Pesquisa”, categoria que bateu recorde de votações neste ano, com mais de 13 mil votos, foi Danielle Pereira Baliza, de Minas Gerais. A pesquisadora levou o primeiro lugar e o incentivo de R$ 15 mil por sua jornada profissional, o valor será destinado a instituição veiculada a profissional. Com mais de 40 artigos científicos publicados em revistas e participação em mais de 10 livros, sua tese foi uma das primeiras no Brasil a estudar a temática “sistemas agroflorestais (SAFs) com café”. Além disso, seu trabalho também visa contribuir para que as mulheres do agronegócio se tornem as protagonistas de suas próprias histórias. No último ano, apenas por meio do projeto “Embaixadoras do Instituto Federal: a força feminina na transformação do agro”, Danielle impactou mais de 2.500 agricultoras que juntas desenvolveram capacidades de autonomia, participação e afirmação nos processos de desenvolvimento local e no uso sustentável dos recursos naturais. 

“Ao apoiar essas líderes, estamos promovendo um agronegócio que prioriza a preservação ambiental, o desenvolvimento humano e a inovação, elementos fundamentais para o crescimento sustentável do setor e o bem-estar das futuras gerações”, destaca Daniela.

Veja todas as ganhadoras do Prêmio Mulheres do Agro 2024: 

Categoria – Pequena Propriedade:

1º lugar – Gabi Rodrigues, Iporanga (SP) 

2º lugar – Paula Dias, Santa Rita do Sapucaí (MG)

3º lugar – Simone Sillotti, Mogi das Cruzes (SP)

Categoria – Média Propriedade:

1º lugar – Luíza Macedo, Boa Esperança (MG)

2º lugar – Maria Lucia Bessa, Rio Verde (GO)

3º lugar – Caroline Roza, Rio Brilhante (MS)

Categoria – Grande Propriedade: 

1º Vanessa Bomm, Terra Roxa (PR)

2º Mariana Granelli, Charqueada (SP)

3º Lisiane Czech, Teixeira Soares (PR) 

Categoria – Ciência e Pesquisa: 

1º Danielle Pereira Baliza, Perdões (MG)

2º Paula Toshimi Matumoto Pintro, Maringá (PR) 

3º Renata Helena Branco Arnandes, São José do Rio Preto (SP)





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produção de trigo lida com doenças e germinação prematura


Segundo dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (24) pela Emater/RS, a colheita do trigo tem apresentado um ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões Centro e Noroeste do Estado. No entanto, os trabalhos foram interrompidos no dia 15 de outubro devido a chuvas, e, em algumas áreas com relevo plano, o excesso de umidade no solo ainda tem limitado o avanço das atividades.

Até o momento, a colheita atingiu 29% da área estimada para o plantio. Contudo, a qualidade do produto colhido se mostra inferior àquela obtida antes do período chuvoso. O peso hectolitro (PH) dos grãos está ligeiramente abaixo de 78 kg/hl. Além disso, algumas unidades armazenadoras e compradoras têm utilizado o critério do “falling number” (FN), ou “tempo de queda”, para a seleção do trigo. Este critério mede a capacidade de retenção do amido nos grãos e sua resistência à germinação precoce, estabelecendo um mínimo de 220 segundos. Essa exigência tem dificultado a comercialização de lotes com grãos de qualidade inferior, que apresentam menor potencial de panificação.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

A deterioração na qualidade dos grãos é atribuída à alta incidência de doenças, como brusone e giberela, que foram intensificadas pelas chuvas recorrentes nas semanas anteriores, afetando lavouras em fase de maturação. Essas condições também propiciaram a germinação prematura dos grãos na espiga, comprometendo ainda mais a qualidade final do produto. Diante desse cenário, alguns produtores cujas lavouras foram mais afetadas estão acionando o Proagro, considerando inviável gerar receitas que cubram os custos de produção.

Atualmente, as lavouras remanescentes estão em diferentes fases de desenvolvimento, com 48% em maturação e 20% em enchimento de grãos. Nas demais regiões do Estado, o potencial produtivo não foi tão impactado, e a expectativa é de que o rendimento e a qualidade do produto sejam menos prejudicados. A área cultivada totaliza 1.312.488 hectares, com uma produtividade prevista de 3.100 kg/ha.

Em relação aos preços, o levantamento semanal da Emater/RS aponta um aumento médio de 0,58% no valor do trigo, que passou de R$ 67,00 para R$ 67,39 em comparação à semana anterior. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o produto disponível foi cotado a R$ 70,00 por saca.





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Feijão avança com baixa incidência de doenças no Rio Grande do Sul



Semeadura da primeira safra de feijão avança de forma positiva




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (24) pela Emater/RS, a semeadura da primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul avança de forma positiva, impulsionada pelos níveis adequados de umidade do solo e pela alta incidência de radiação solar. Essas condições climáticas têm favorecido tanto o avanço da semeadura quanto o desenvolvimento das lavouras, e a incidência de doenças fúngicas deixou de ser um grande problema.

Atualmente, 90% das lavouras estão em fase de germinação/emergência e desenvolvimento vegetativo, 8% em florescimento e 2% em enchimento de grãos. Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 28.896 hectares, com uma produtividade média estimada de 1.864 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, 12% das lavouras estão em fase de floração, enquanto 88% encontram-se em desenvolvimento vegetativo. As lavouras apresentam poucas falhas e possuem um potencial produtivo elevado. O manejo do nitrogênio foi finalizado, resultando em um ótimo aproveitamento devido à umidade do solo estar em níveis adequados. Além disso, a vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa) está controlada e não causa mais danos à cultura.

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Na região de Pelotas, apesar da pequena instabilidade climática, a semeadura avançou, atingindo 27% da área inicialmente prevista. Em Santa Maria, persiste a incidência de mosca-branca (Bemisia spp.) em lavouras na Quarta Colônia, enquanto em Nova Palma, 70% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 30% em fase de florescimento. Na região de Soledade, no Baixo Vale do Rio Pardo, pequenas áreas destinadas à subsistência começam a entrar em fase de maturação fisiológica e deverão estar aptas para a colheita em breve.

Em relação à comercialização, o valor médio da saca de 60 quilos de feijão, segundo o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, apresentou um aumento de 5,40%, passando de R$ 315,00 para R$ 332,00 em comparação à semana anterior.





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Recuperações judiciais avançam 40,6% no 2º trimestre



121 solicitações foram registradas por produtores rurais




Foto: Divulgação

O agronegócio brasileiro vem registrando um aumento expressivo nos pedidos de recuperação judicial durante o segundo trimestre de 2024. Segundo levantamento da Serasa Experian, 121 solicitações foram registradas por produtores rurais com Perfil Jurídico (PJ), um salto de 40,6% em relação aos três primeiros meses do ano.

Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, explica que o setor é naturalmente cíclico, alternando entre momentos de expansão e retração. “O aumento dos juros, a queda no valor das commodities e os custos de produção elevados impactaram diretamente produtores que já estavam financeiramente comprometidos. Embora esse cenário tenha prejudicado alguns segmentos e municípios específicos, não podemos dizer que é uma crise generalizada no agro”, comenta Pimenta.

Entre os estados, Minas Gerais se destacou com o maior volume de solicitações de recuperação judicial, somando 31 pedidos. Mato Grosso ficou na segunda posição com 28, seguido por Goiás com 15 registros. No que diz respeito aos setores mais afetados, o cultivo de soja liderou com 53 solicitações, seguido pela criação de bovinos (25) e o plantio de cereais (23). O cultivo de café e a horticultura também figuraram no ranking, embora com menor número de pedidos: 7 e 3, respectivamente.

O estudo da Serasa Experian também revelou que empresas diretamente relacionadas ao agronegócio apresentaram um aumento de 22% nos pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2024, totalizando 94 solicitações. Goiás e São Paulo lideraram esse movimento, com 16 pedidos cada, seguidos por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.





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Índia avança no mercado agroquímico brasileiro



Brasil despontou como uma nova fronteira para as empresas indianas



Brasil despontou como uma nova fronteira para as empresas indianas
Brasil despontou como uma nova fronteira para as empresas indianas – Foto: Divulgação

A indústria agroquímica da Índia tem passado por uma transformação notável, firmando-se como um ator global de peso. Em 2022, as exportações do setor chegaram a US$ 5,5 bilhões, colocando o país como o segundo maior exportador mundial de agroquímicos, atrás apenas da China. Esse sucesso se deve à capacidade de oferecer produtos genéricos de alta qualidade a preços competitivos, além de investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para criar soluções inovadoras e sustentáveis.

O crescimento desse setor indiano foi impulsionado por iniciativas governamentais estratégicas e pela inovação das empresas locais. Reformas regulatórias, proteção de direitos de propriedade intelectual e esforços para aumentar a produtividade agrícola ajudaram a consolidar essa evolução. Grandes multinacionais indianas, como a UPL, juntamente com empresas de médio porte, aproveitaram essas condições para expandir sua presença global, atendendo às demandas de diversos mercados internacionais.

Com esse cenário de ascensão, o Brasil despontou como uma nova fronteira para as empresas indianas de agroquímicos. Como um dos maiores produtores agrícolas do mundo, o país representa um mercado promissor, atraindo companhias como Willowood, GSP Crop Science e SML Group, que têm consolidado suas operações no Brasil. Essas empresas estão aproveitando suas capacidades produtivas e portfólios inovadores, mas enfrentam desafios no processo.

Um dos principais obstáculos é o rigoroso ambiente regulatório brasileiro. Saket Sinha, diretor da Willowood no Brasil, explica que o mercado local exige registros complexos e avaliações ambientais rigorosas. Para superar essas barreiras, a Willowood investiu em compreender o mercado e estabelecer relações com os principais stakeholders locais.

 





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milho valoriza durante fase de entressafra



Plantio de milho chega em sua reta final




Foto: Pixabay

De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a produção esperada de milho para a primeira safra 2024/25 no Paraná está estimada em 2,6 milhões de toneladas. Neste momento, o plantio da safra está na reta final, alcançando 95% dos 259 mil hectares destinados ao cultivo.

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As condições das lavouras são consideradas boas para 96% da área plantada, enquanto apenas 4% apresentam condições medianas. Essa fase de entressafra do milho tem favorecido o mercado, resultando em uma valorização do produto, com os produtores podendo faturar até R$ 60,00 por saca, conforme os dados da Seab.





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dias ensolarados beneficiam cultivo de mandioca



O estabelecimento das lavouras é considerado bom




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (24) pela Emater/RS, a região administrativa de Santa Rosa tem apresentado condições favoráveis para o cultivo de mandioca. Os dias ensolarados nos dias 14, 15, 19 e 20 de outubro foram benéficos para o desenvolvimento das áreas recém-plantadas, além de favorecer a brotação e o crescimento das mandiocas com um ano de idade.

O estabelecimento das lavouras é considerado bom, com ausência de perdas de plantas, e o plantio foi praticamente concluído. Durante os dias ensolarados, a capina para controle de ervas invasoras foi retomada, e o valor pago aos produtores pela caixa de 25 quilos é de R$ 120,00.

Na região de Soledade, onde o plantio também se aproxima do final, as primeiras áreas plantadas já apresentam lavouras em brotação/emergência com boa uniformidade. No entanto, há relatos de casos pontuais de bacterioses, que podem ter sido disseminadas pelas manivas ou por doenças do solo.





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geração de renda para pequenos produtores na Serra Gaúcha



A cultura tem uma importância econômica e social para as propriedades familiares




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Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (24) pela Emater/RS, a produção de acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul abrange cerca de 8.400 hectares. A cultura tem uma importância econômica e social para as propriedades familiares na Serra Gaúcha e na região das Hortências, contribuindo para a diversificação de atividades agrícolas e a geração de renda. A acácia-negra funciona como uma atividade complementar, especialmente para produtores mais velhos, que enfrentam dificuldades físicas e escassez de mão de obra.

Apesar de o relevo acidentado e a necessidade de terceirização de operações, como corte e empilhamento—que representam cerca de 60% dos custos—limitarem a rentabilidade, a produção ainda se mantém viável. Algumas indústrias incentivam o cultivo, fornecendo mudas, embora os processos de cadastro e licenciamento florestal sejam barreiras para novos plantios. A produção é destinada principalmente à geração de energia (90%) e, em menor escala, à construção civil.

Atualmente, os cultivos estão em boas condições fitossanitárias e passam por várias etapas, como preparo de áreas, plantio, tratos culturais, controle de formigas e colheita. A venda de lenha para hotéis, indústrias e consumidores finais é uma fonte importante de renda para os produtores da região. Também são realizados o controle de plantas daninhas e queima sanitária de galhos após a derrubada.





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