quinta-feira, abril 16, 2026

Política & Agro

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Preços do trigo registraram queda



Movimento foi influenciado pela expansão da colheita e pelo aumento da oferta do grão




Foto: Canva

O mês de outubro foi marcado pelas quedas nos preços do trigo no mercado brasileiro. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento foi influenciado pela expansão da colheita e pelo aumento da oferta do grão no mercado interno. Ainda com a elevação na disponibilidade do trigo nacional, os valores internos ainda estão acima dos de outubro de 2023, em termos reais.

O aumento da paridade de importação devido à valorização do dólar sobre o real também afeta o mercado, ainda conforme dados do Cepea, isso faz com que o preço de importação se mantenha em patamar elevado. No entanto, essa condição não foi suficiente para impedir a retração nos preços do trigo doméstico. Especialistas destacam que essa diferença entre o custo do produto importado e o doméstico pode gerar um cenário de maior competitividade para o trigo nacional.

A combinação entre a maior oferta interna e a alta do dólar sobre o real aponta para uma possível estabilidade nos preços ao consumidor nos próximos meses, enquanto o mercado absorve a nova safra.

 





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Inmet emite alerta para chuvas intensas no Sul do Brasil



Chuvas devem vir acompanhadas de ventos de 40 a 60 km/h




Foto: Pixabay

Nesta terça-feira (05.11), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta de Perigo Potencial para chuvas intensas em diversas regiões do Sul do Brasil. O aviso é válido até às 23h59, abrangendo áreas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

Conforme o Inmet, as precipitações podem variar entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm ao longo do dia, acompanhadas por ventos de 40 a 60 km/h. Em caso de rajadas de vento, o instituto orienta que a população evite se abrigar debaixo de árvores, dado o risco de queda de galhos e descargas elétricas, e que não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda. O uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada também deve ser evitado.

O alerta inclui municípios nas regiões Serrana, Oeste e Norte de Santa Catarina, Grande Florianópolis, Noroeste e Nordeste do Rio Grande do Sul, Metropolitana de Porto Alegre e diversas regiões do Paraná, incluindo as áreas metropolitanas de Curitiba e regiões Oeste e Sudoeste do estado.


 





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Crescimento da soja na argentina enfrenta desafios



Temperaturas médias mais altas que o normal podem reduzir a umidade do solo



Temperaturas médias mais altas que o normal podem reduzir a umidade do soloTemperaturas médias mais altas que o normal podem reduzir a umidade do solo
Temperaturas médias mais altas que o normal podem reduzir a umidade do soloTemperaturas médias mais altas que o normal podem reduzir a umidade do solo – Foto: United Soybean Board

A produção de soja na Argentina deve crescer em 2024-25, mas enfrenta “desafios e oportunidades complexas moldadas pelo clima, pressões econômicas e práticas de cultivo”, conforme relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA. A safra é estimada em 52 milhões de toneladas, acima das 49,5 milhões da colheita anterior. Agricultores estão optando por mais soja em detrimento do milho, motivados por preocupações com o nanismo do milho, preços baixos e condições secas previstas, segundo o FAS.

Temperaturas médias mais altas que o normal podem reduzir a umidade do solo e impactar a produtividade, situação agravada por déficits hídricos que atrasaram o plantio inicial em algumas áreas. A escolha pela soja também é incentivada pelos custos de produção, que são significativamente menores em comparação com outras culturas, influenciando a decisão dos produtores.

No entanto, uma recente escassez de sementes de alta qualidade levou os agricultores a diminuir as densidades de plantio, dando mais espaço para cada semente germinar, mas potencialmente limitando os rendimentos totais, segundo o FAS. “A combinação de desafios ambientais, econômicos e técnicos configura um cenário complexo para o setor de soja argentino em 2024-25”, comentou o FAS, acrescentando que, embora o aumento da área plantada e avanços tecnológicos sustentem a produção, o clima adverso e a baixa qualidade das sementes podem restringir os rendimentos ao seu máximo potencial, enquanto a pressão financeira sobre os produtores permanece alta.

Espera-se ainda que a moagem aumente levemente, de 41,5 para 42 milhões de toneladas. “A indústria de esmagamento de soja na Argentina teve um crescimento na atividade este ano devido ao aumento da produção nacional e a um fluxo contínuo de importações, principalmente do Paraguai”, afirmou o FAS.

 





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Soja e trigo sobem com demanda nos EUA


Os contratos futuros de soja e trigo registraram uma leve alta nas negociações da madrugada nos Estados Unidos, impulsionados pela demanda por suprimentos. O mercado, no entanto, permanece com baixa volatilidade devido à cautela dos investidores antes das eleições americanas que ocorrem hoje.

O milho apresentou pouca variação. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), exportadores relataram vendas de 150.000 toneladas de milho para o México, com entrega prevista para o ano comercial de 2024-2025, iniciado em 1º de setembro. O USDA também informou que um país não identificado comprou 120.000 toneladas de milho, e um destino desconhecido adquiriu 132.000 toneladas de soja.

Na última sexta-feira, a agência já havia reportado diversas vendas para o mercado externo, incluindo 132.000 toneladas de soja para a China, 781.322 toneladas de milho para o México, 198.000 toneladas de soja para um comprador não identificado e 30.000 toneladas de óleo de soja para a Índia.

Hoje, os eleitores americanos vão às urnas para escolher o presidente, novos membros do Congresso e do Senado, além de votar em diversas questões locais. A disputa presidencial está acirrada em várias pesquisas, e o resultado influenciará as políticas comerciais e agrícolas nos próximos anos. Durante a madrugada, os contratos de soja para janeiro subiram 2 1/2¢, cotados a $9,99 3/4 por bushel. 

O farelo de soja teve leve alta para 45,58¢ por tonelada curta, e o óleo de soja subiu para 45,57¢ por libra. O trigo para dezembro subiu 1 1/2¢, alcançando US$ 5,70 1/4 por bushel, enquanto o trigo de Kansas City registrou alta de 3¢, atingindo US$ 5,74 por bushel. Já o milho teve uma variação de 1/4¢, cotado a US$ 4,16 3/4 por bushel.

 





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Glúten de trigo facilita produção de carne em laboratório



A pesquisa ainda está em estágio inicial



A pesquisa ainda está em estágio inicial
A pesquisa ainda está em estágio inicial – Foto: Pixabay

Pesquisadores da ACS Biomaterials Science & Engineering, vinculados à Sociedade Química Americana, estão avançando na produção de carne cultivada em laboratório, usando proteínas vegetais como base estrutural para células de músculo e gordura. Com o aumento da população mundial e a crescente demanda por proteínas, a carne cultivada, derivada de músculos e células de gordura produzidos em condições de laboratório, desponta como uma solução potencial para atender a essas necessidades de maneira mais sustentável.

Entre as descobertas recentes, destaca-se o uso de glúten de trigo, uma proteína não alergênica, como base para o crescimento de células musculares e adiposas. A pesquisa liderada por Ya Yao, John Yuen Jr., Chunmei Li, e David Kaplan demonstrou que o glúten pode formar camadas de músculo estriado e gordura, essenciais para imitar a textura da carne. As proteínas vegetais são consideradas uma escolha promissora para essas estruturas por serem abundantes, comestíveis e de baixo custo. Em testes iniciais, os pesquisadores usaram glúten para desenvolver filmes planos e com padrões de cristas, onde células de camundongo cresceram e formaram tecidos musculares com estrutura semelhante à das fibras musculares animais.

Além disso, o estudo incluiu o cultivo de células adiposas de camundongos em filmes de glúten, que geraram depósitos de lipídios e colágeno. Isso é crucial para reproduzir a composição de produtos cárneos tradicionais, pois a presença de gordura em estruturas tridimensionais é fundamental para replicar o sabor e a textura da carne convencional.

A pesquisa ainda está em estágio inicial, mas os resultados mostram que camadas de carne cultivada e gordura aderidas a películas comestíveis de glúten podem ser empilhadas para criar uma proteína alternativa com aparência, sabor e textura semelhantes aos da carne. Embora os filmes de glúten tenham apresentado um desempenho inferior em relação às bases de gelatina de origem animal, eles mostraram potencial suficiente para impulsionar a criação de alternativas viáveis e mais realistas no mercado de proteínas cultivadas.

 





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Tecnologia 4.0 já é aplicada nas fazendas



A gestão de recursos e de equipes baseada em dados melhora a eficiência



A gestão de recursos e de equipes baseada em dados melhora a eficiência e produtividade
A gestão de recursos e de equipes baseada em dados melhora a eficiência e produtividade – Foto: Divulgação

As seis fazendas da Agrex do Brasil, subsidiária da Mitsubishi Corporation no setor agro, são referência em tecnologia, produtividade e sustentabilidade na produção de soja e milho nos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí. Em visita recente, o COO Rafael Villarroel conferiu práticas sustentáveis como o uso exclusivo de fertilizantes biológicos, reforçando o compromisso da empresa com uma agricultura de baixo impacto ambiental. 

As fazendas possuem certificação RTRS e adotam manejos específicos para cada região, levando em conta pragas, clima e tipo de solo. A Agrex também investe em biofábricas, consórcios de gramíneas para cobertura do solo e energia solar, destacando seu foco em preservação.

Além disso, a empresa aplica tecnologia digital 4.0, que integra automação e otimiza processos, com maquinários avançados que permitem monitoramento em tempo real. A gestão de recursos e de equipes baseada em dados melhora a eficiência e produtividade. A tecnologia de monitoramento georreferenciado permite operação 24 horas durante o plantio e a colheita, assegurando máxima produtividade em cada safra. Essas práticas posicionam a Agrex como um modelo em inovação e sustentabilidade no agronegócio brasileiro.

“Trata-se de uma ferramenta de gestão e uma estratégia sustentável reconhecida e aplicável globalmente”, explica diretor de operações da organização, Rafael Villarroel. “Usamos ainda maquinários de última geração, que permitem o acompanhamento da operação em tempo real, além da gestão de recursos e pessoas baseada em dados, o que garante maior eficiência das propriedades.Com isso, nossas fazendas trabalham 24 horas durante os períodos de plantio e colheita, o que assegura à Agrex do Brasil chegar à máxima produtividade de cada safra”, arremata o diretor.  

 





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Importações elevam estoques de café na Europa



Recuperação elevou os estoques a 8,85 milhões de sacas




Foto: Pixabay

De acordo com o recente relatório da Federação Europeia de Café (ECF) há um aumento nos estoques de café na União Europeia (UE) nos últimos meses. Em agosto, a recuperação elevou os estoques a 8,85 milhões de sacas, após níveis historicamente baixos registrados no início de 2024.

O avanço deve-se ao aumento das importações de robusta e arábica lavado, especialmente de países como Brasil, América Central e África Oriental, conforme explica Laleska Moda, analista de café da Hedgepoint Global Markets.  Apesar da alta nas importações, os estoques europeus ainda permanecem aquém das médias históricas e dos níveis de 22/23. Laleska pontua que a demanda por café na UE continua alta e que a aparente recuperação dos estoques tem sido limitada pelo consumo ainda elevado.

Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, Com a implementação do Regulamento da Deforestação Zero (EUDR) pela UE, a demanda por café brasileiro registrou um salto no 2º e 3º trimestres de 2024. o movimento deve continuar até o final do ano, impulsionado pela maior procura por robusta, mesmo com a entrada de novas safras vietnamitas em breve. “Ao longo dos próximos meses, o adiamento do EUDR pode causar uma redução nas importações, mas a demanda segue sólida”, observa Laleska. Para a analista, o aumento nos estoques deve ocorrer apenas gradativamente, enquanto o consumo aparente, ainda robusto na UE, pode pressionar as importações e dar suporte aos preços do café a médio prazo.

Além disso, os preços futuros de café também foram influenciados pela expectativa de oferta mais robusta, com o retorno das chuvas no Brasil e uma safra promissora de robusta no Vietnã. Com isso, o spread do café robusta segue oscilando conforme a recuperação dos estoques europeus e globais, trazendo expectativas de mercado que prometem atenção redobrada ao consumo no próximo inverno do hemisfério norte.





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Brasil tem potencial para produzir mais alimentos



Os nomes do jogo são praticidade e conveniência



Os nomes do jogo são praticidade e conveniência
Os nomes do jogo são praticidade e conveniência – Foto: Impossible Foods

Durante o BTG Pactual AgroForum, realizado nesta segunda-feira, 4, em São Paulo, o empresário Wesley Batista, conselheiro e acionista da JBS e da Pilgrim’s Pride, ressaltou a capacidade do Brasil em ampliar sua produção para atender a crescente demanda global por alimentos. “Atualmente, poucos lugares no mundo têm a capacidade de ampliar a produção como o Brasil”, afirmou, destacando que o aumento da população mundial, que deve alcançar aproximadamente 10 bilhões de pessoas até 2050, implicará em um crescimento significativo no consumo de alimentos.

Batista participou do painel “A Expansão Internacional do Agronegócio Brasileiro”, onde discutiu os principais desafios e oportunidades para as empresas brasileiras no cenário internacional. Ele enfatizou a necessidade de o Brasil continuar expandindo seus mercados de exportação, afirmando que, independentemente do contexto, a demanda por produtos alimentícios existe e a questão é quem estará preparado para atendê-la. “Estou confiante de que podemos continuar investindo em aumento de produção, porque a demanda não vai diminuir”, disse.

O executivo também abordou as tendências emergentes no setor alimentício, afirmando que a praticidade e a conveniência são fundamentais para o futuro. “Os nomes do jogo são praticidade e conveniência. Quando olhamos para trás e para frente, percebemos que as pessoas não vão ficar mais com o fogão ligado, como era antes”, observou. Essa mudança no comportamento do consumidor está fazendo com que empresas como a JBS se adaptem e busquem atender a essa nova demanda por produtos de qualidade e valor agregado.

O painel contou ainda com a participação de Ricardo Faria, Chairman da Granja Faria, e foi moderado por Thiago Duarte, sócio do BTG Pactual. Juntos, eles debateram como o Brasil pode não apenas atender à demanda interna, mas também se posicionar de forma competitiva no mercado internacional.

 





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Preços da batata caem pela 3ª semana consecutiva



Queda está relacionada à maior entrada do tubérculo do Sul de Minas


Foto: Pixabay

Levantamento da equipe Hortifrúti/Cepea mostra que os preços da batata caíram pela terceira semana consecutiva. Entre 28 de outubro e 1º de novembro, a média da batata tipo ágata especial foi de R$ 89,87/sc de 25 kg no atacado de São Paulo (SP), queda de 7,79% em relação ao período anterior; de R$ 76,86/sc em Belo Horizonte (MG), decréscimo de 2,29%, e de R$ 81,00/sc no Rio de Janeiro (RJ), recuo de 11,23%.

Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea explicam que, no entreposto carioca, a queda está relacionada à maior entrada do tubérculo do Sul de Minas, onde a colheita está com ritmo acelerado, visto a proximidade do calendário de plantio de soja e milho.

Nas praças paulistas e mineiras, apesar da menor entrada do Triângulo Mineiro no início da semana – reflexo do fim e do início da semana chuvoso –, houve um aumento da oferta do Sul de Minas e do Cerrado Mineiro, ainda conforme pesquisas do Hortifrúti/Cepea. 





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Produção de farinha integral aumenta em 1,5%


Entre julho e setembro, a produção de farinha de trigo integral nos EUA atingiu 4,681 milhões de cwts, um aumento de 69.000 cwts, ou 1,5%, em relação aos 4,612 milhões de cwts do mesmo período em 2023, conforme dados divulgados pelo National Agricultural Statistics Service (NASS) em 1º de novembro. Este foi o terceiro trimestre consecutivo em que a produção superou os números do ano anterior. O volume de 4,681 milhões de cwts também foi superior aos 4,63 milhões de cwts registrados em 2022, mas inferior aos dados de anos anteriores a 2022, desde que a NASS começou a coletar esses dados. O pico ocorreu em 2015, com 6,326 milhões de cwts.

A farinha de trigo integral representou 4,4% da produção total de farinha nos EUA entre julho e setembro, uma leve alta em relação aos 4,3% do ano anterior e aos 4,1% do segundo trimestre deste ano. No acumulado do ano, a produção alcançou 13,682 milhões de cwts, um crescimento de 278.000 cwts, ou 2,1%, em comparação aos 13,404 milhões de cwts de janeiro a setembro de 2023. Historicamente, a produção nos primeiros nove meses sempre foi superior a 14 milhões de cwts, com 14,416 milhões de cwts em 2022 e o máximo de 17,961 milhões de cwts em 2015.

A produção de sêmola de trigo integral no terceiro trimestre foi de 86.000 cwts, uma queda de 25.000 cwts, ou 23%, em relação aos 111.000 cwts do mesmo período do ano passado. A produção anual de sêmola integral somou 219.000 cwts, uma diminuição de 27% em relação aos 299.000 cwts de 2023. Excluindo a semolina, a produção de farinha de trigo integral no terceiro trimestre foi de 4,595 milhões de cwts, um aumento de 94.000 cwts, ou 2,1%, em relação aos 4,501 milhões de cwts de 2022. No acumulado do ano, essa produção totalizou 13,463 milhões de cwts, um aumento de 2,7% em comparação aos 13,105 milhões de cwts do ano anterior.





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