quinta-feira, abril 16, 2026

Política & Agro

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Federarroz vê cenário de oportunidades e desafios para o arroz brasileiro com eleição de Donald Trump nos EUA



Federarroz destaca o potencial para o arroz brasileiro




Foto: Pixabay

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) avaliou o impacto da reeleição de Donald Trump para o agronegócio, especialmente para o mercado de arroz. Com a expectativa de um fortalecimento das políticas de apoio aos agricultores norte-americanos, como maior acesso a crédito e seguros agrícolas, o setor agropecuário dos EUA deve ganhar mais competitividade global, o que pode representar desafios ao arroz brasileiro, que já enfrenta altos custos de produção e restrições impostas por políticas internas e pressões externas.

No entanto, o novo cenário pode trazer oportunidades, especialmente na América Central e Caribe. A possibilidade de manutenção ou ampliação de embargos comerciais dos EUA contra países como Cuba e Nicarágua abre uma janela para o Brasil expandir sua presença nessas regiões. A Federarroz destaca o potencial para o arroz brasileiro consolidar-se em mercados como o México, que tem sido pouco expressivo na balança comercial brasileira do arroz. Essa abertura pode impulsionar as exportações brasileiras e auxiliar na recuperação de mercados essenciais para o setor.

Outro fator importante é o fortalecimento do dólar frente ao real, que pode alcançar valores acima de R$ 6,00. Isso favoreceria as exportações brasileiras de arroz, tornando o produto nacional mais competitivo em relação ao norte-americano. Atualmente, com o arroz dos EUA recém-colhido e o Brasil na entressafra, a diferença de preço entre os produtos dos dois países é de apenas US$ 1,00 por saca de 50 kg. Para o primeiro semestre de 2025, a Federarroz projeta um cenário de ampla oferta no Mercosul, com a colheita estimada em cerca de 16 milhões de toneladas, o que pode contribuir para fortalecer as exportações brasileiras.

Além disso, a intensificação da guerra comercial entre EUA e China, caso continue no novo mandato de Trump, pode beneficiar o Brasil, com a China ampliando suas importações de commodities brasileiras, inclusive arroz.


 





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Tecnologia e clima no futuro do agro



Redução do impacto ambiental é um dos objetivos



A tecnologia, como a agricultura regenerativa e a análise de dados, tem sido essencial para aumentar a produtividade
A tecnologia, como a agricultura regenerativa e a análise de dados, tem sido essencial para aumentar a produtividade – Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro enfrenta desafios crescentes com os impactos das mudanças climáticas, especialmente nas regiões de fronteira entre a Amazônia e o Cerrado, onde, segundo a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, a viabilidade de 74% das terras agrícolas pode estar comprometida até 2060. Em meio a esse cenário, o Rabobank, atuando no Brasil há mais de 35 anos, tem desempenhado um papel significativo no apoio ao setor com soluções financeiras e estratégicas voltadas para uma transição sustentável.

Em outubro, Els Kamphof, membro do Conselho Global do Rabobank, visitou operações no Brasil e se impressionou com as tecnologias sustentáveis adotadas pelos produtores locais. Kamphof destacou a importância da inovação brasileira em práticas agrícolas sustentáveis, que servem de exemplo global para impulsionar o crescimento do setor em direção a um futuro mais resiliente e equilibrado.

A tecnologia, como a agricultura regenerativa e a análise de dados, tem sido essencial para aumentar a produtividade e reduzir o impacto ambiental. O Rabobank tem incentivado a disseminação dessas práticas, reforçando a necessidade de unir sustentabilidade ambiental e financeira para impulsionar mudanças significativas no sistema alimentar.

Além do valor econômico, o agronegócio brasileiro é crucial para a segurança alimentar mundial, posicionando o país como um dos maiores exportadores agrícolas. Segundo Kamphof, o avanço tecnológico e as práticas sustentáveis adotadas no Brasil fazem do setor um modelo a ser seguido, destacando seu papel como motor de inovação para enfrentar desafios globais.

 





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Câmara debate renegociação de dívidas de produtores gaúchos



Resolver a situação do agro gaúcho é essencial



O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) também fez duras críticas à resposta das autoridades
O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) também fez duras críticas à resposta das autoridades – Foto: Agencia Brasil

A Comissão de Agricultura e a comissão externa da Câmara dos Deputados discutiram, nesta terça-feira (5), a renegociação das dívidas dos produtores rurais do Rio Grande do Sul, fortemente impactados pelas enchentes de maio. O deputado Afonso Hamm (PP-RS), da Frente Parlamentar da Agropecuária, destacou o desespero dos produtores e pediu urgência na extensão dos prazos de pagamento e no acesso ao crédito para garantir a próxima safra.

Durante o debate, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) elogiou a união dos parlamentares gaúchos, mas criticou a falta de sensibilidade das autoridades em Brasília. Ele reforçou a importância de ouvir diretamente os agricultores e enfatizou que o setor agropecuário gaúcho é vital para a economia nacional. Para ele, resolver a situação do agro gaúcho é essencial.

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) também fez duras críticas à resposta das autoridades, destacando que os produtores não foram responsáveis pelas perdas e precisam de um fundo garantidor para continuar trabalhando. Segundo ele, as promessas feitas até agora são insuficientes diante das perdas bilionárias, e cobrou medidas concretas para auxiliar os agricultores.

“O produtor tem ouvido discursos vazios e desrespeitosos. Promessas como o repasse de R$ 400 milhões são insuficientes frente às perdas bilionárias. Esses discursos nos agridem, porque, na verdade, escondem um disfarce”, declarou.

Representantes de entidades, como Graziele de Camargo, do Movimento SOS Agro RS, lamentaram a burocracia que tem dificultado o acesso ao crédito. A coordenadora ressaltou que os agricultores precisam de soluções reais e imediatas para recuperar suas produções.

 





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Empréstimos bancários chineses em setembro devem aumentar com apoio político


Logotipo Reuters

PEQUIM, 9 de outubro (Reuters) – Os novos empréstimos em yuan da China provavelmente aumentaram em setembro em relação a agosto, mostrou uma pesquisa da Reuters na quarta-feira, à medida que o banco central intensifica o estímulo para impulsionar a economia em dificuldades em direção à meta de crescimento deste ano.

Os bancos provavelmente emitiram 1,87 trilhão de yuans (US$ 264,75 bilhões) em novos empréstimos líquidos em yuans no mês passado, mostrou a mediana das estimativas de 16 economistas.
Isso mais que dobraria os 900 bilhões de yuans emitidos em agosto, mas ficaria aquém dos 2,31 trilhões de yuans emitidos no mesmo mês do ano anterior.

Em um esforço para estimular a economia em declínio, o banco central revelou no final de setembro seu pacote de estímulo monetário mais agressivo desde a pandemia da COVID-19, juntamente com amplo suporte ao mercado imobiliário, incluindo cortes nas taxas de hipotecas.

O banco central prometeu mais flexibilização da política monetária.

Os líderes chineses também se comprometeram a implementar “gastos fiscais necessários” para atingir a meta de crescimento deste ano de cerca de 5%.

Na terça-feira, o chefe do planejador estatal da China disse que o país estava “totalmente confiante” em atingir a meta de crescimento de 2024, mas se absteve de introduzir medidas fiscais mais fortes, decepcionando os investidores que apostaram que mais apoio político seria necessário para que a economia voltasse a se recuperar.

Os empréstimos em yuan pendentes provavelmente aumentaram 8,3% em setembro em relação ao ano anterior, mostrou a pesquisa, abaixo dos 8,5% em agosto. O número previsto marcaria um novo recorde de baixa, destacando a fraca confiança das famílias e das empresas, apesar das taxas de juros mais baixas.

Os principais índices de Wall Street fecharam em alta na terça-feira, com os investidores mudando seu foco para os próximos dados de inflação e o início da temporada de lucros do terceiro trimestre.

O crescimento da oferta de moeda M2 em setembro foi de 6,4%, um pouco acima dos 6,3% de agosto.

Qualquer aceleração na emissão de títulos do governo para reanimar a economia pode ajudar a impulsionar o crescimento no financiamento social total (TSF), uma medida ampla de crédito e liquidez. O crescimento do TSF em circulação desacelerou para 8,1% em agosto, de 8,2% em julho.

O Ministério das Finanças da China detalhará planos de estímulo fiscal para impulsionar a economia em uma entrevista coletiva no sábado, informou o principal escritório de informações do governo na quarta-feira, sinalizando políticas mais enérgicas para reativar o crescimento.

Os governos locais emitiram 2,83 trilhões de yuans em títulos especiais, ou 90% desses títulos usados ​​para construção de projetos neste ano, até o final de setembro, disse o planejador estadual.

Além disso, o governo central emitiu 1 trilhão de yuans em títulos especiais de ultralongo prazo planejados para este ano para financiar grandes projetos, de acordo com o planejador estatal.

Em setembro, o TSF provavelmente saltou de 3,03 trilhões de yuans em agosto para 3,73 trilhões de yuans, mostrou a pesquisa.

A previsão é que os dados sejam divulgados entre 10 e 15 de outubro.
($1 = 7,0633 yuan renminbi chinês)

Reportagem de Ella Cao e Kevin Yao; Edição de Kim Coghill





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Evite erros na aplicação de corretivos



A orientação técnica para definir as dosagens corretas



A orientação técnica para definir as dosagens corretas
A orientação técnica para definir as dosagens corretas – Foto: Canva

A aplicação de corretivos é fundamental para manter a saúde do solo e maximizar a produtividade das lavouras. No entanto, a prática exige planejamento detalhado e execução precisa para evitar desperdícios e garantir um bom aproveitamento dos nutrientes. A análise de solo é o primeiro passo para identificar deficiências e definir os corretivos necessários, como calcário ou gesso, que ajustam a acidez e melhoram a estrutura do solo. Sem essa análise, o produtor corre o risco de aplicar insumos desnecessários ou em doses erradas, o que pode afetar negativamente a produtividade.

Além da análise, a orientação técnica para definir as dosagens corretas e o momento da aplicação é essencial. A calibração inadequada dos equipamentos, como a distribuição desigual dos corretivos, é um erro comum que compromete a eficiência e gera desperdícios. O engenheiro agrônomo Leonardo Barato destaca também a importância de evitar condições climáticas desfavoráveis, como ventos fortes e chuvas iminentes, que podem dispersar os insumos e reduzir a eficácia.

A tecnologia de precisão tem sido uma aliada no manejo eficiente dos corretivos. Equipamentos com taxa variável ajustam automaticamente a quantidade de insumo conforme as necessidades do solo, garantindo uma aplicação mais precisa e econômica. A Piccin Equipamentos, por exemplo, desenvolveu a Esteira Precisa, uma tecnologia patenteada que facilita a aplicação uniforme e reduz a necessidade de trocas frequentes de componentes.

Para garantir uma aplicação bem-sucedida, o planejamento deve considerar o momento ideal para aplicação, o clima e a umidade do solo. Manter os equipamentos bem regulados e realizar a manutenção preventiva também são ações cruciais. Com essas práticas, o produtor não só reduz custos, mas também contribui para a sustentabilidade da agricultura e a preservação ambiental.

 





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escassez de chuvas compromete colheita na Turquia



Arábia Saudita e Iraque recebem umidade necessária




Foto: Arquivo

Segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, publicado nesta terça-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Oriente Médio apresentou clima seco nas regiões oeste e leste, em contraste com chuvas mais favoráveis nas áreas centrais de cultivo.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Na Turquia, o tempo seco prolongado nas principais áreas produtoras de grãos de inverno, incluindo Trácia, Anatólia e Região GAP, tem mantido as precipitações em apenas 10% do normal ao longo dos últimos 30 dias. Essa escassez de umidade está comprometendo a capacidade de estabelecimento das lavouras, que necessitam urgentemente de chuva para garantir um plantio adequado.

Enquanto isso, o Irã registrou céu ensolarado nas regiões central e leste, o que beneficia o desenvolvimento inicial dos grãos de inverno. No Iraque, chuvas moderadas de até 30 mm forneceram a primeira umidade da estação para as culturas de grãos de inverno, favorecendo o cultivo. Já na Arábia Saudita, as chuvas intensas de até 70 mm nas áreas centrais e ao sul, geralmente secas, proporcionaram umidade essencial para as plantações locais de cevada de inverno.





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Brasil tem aumento de até 3ºC na temperatura de algumas regiões


Nos últimos 60 anos, o aquecimento em algumas regiões brasileiras foi maior que média global, chegando a até 3º Celsius na média das temperaturas máximas diárias em algumas regiões, aponta o relatório Mudança do Clima no Brasil – síntese atualizada e perspectivas para decisões estratégicas. De acordo com o estudo, desde o início da década de 1990, o número de dias com ondas de calor no Brasil subiu de sete para 52, até o início da década atual.

“Eventos extremos, como secas severas e ondas de calor, serão mais frequentes, com probabilidade de ocorrência de eventos climáticos sem precedentes”, destaca o relatório.

O estudo, que será lançado oficialmente em Brasília, nesta quarta-feira (6), é um recorte para o Brasil do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e de outros estudos científicos atuais, resultado de um esforço que reuniu o Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação com as organizações sociais da Rede Clima, o WWF-Brasil e o Instituto Alana.

Projeção

A partir das projeções para os próximos 30 anos, apresentadas de forma inédita pelo IPCC, com o objetivo de orientar ações de adaptações, os pesquisadores também concluíram que se o limite de 2ºC for atingido, em 2050 limiares críticos para a saúde humana e a agricultura serão ultrapassados com mais frequência.

Nesse cenário, a população afetada por enxurradas no Brasil aumentará entre 100 e 200%. Doenças transmitidas por vetores como os da dengue e malária também causarão mais mortes.

A Amazônia, por exemplo, perderá 50% da cobertura florestal pela combinação de desmatamento, condições mais secas e aumento dos incêndios. O fluxo dos rios serão reduzidos e a seca afetaria mais os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O ciclo de chuvas no Brasil e na América do Sul também serão afetados.

Os estoques pesqueiros serão reduzidos em 77%, com redução de 30% a 50% dos empregos no setor. O impacto estimado na receita, em relação ao Produto Interno Bruto é 30%.

O Nordeste, onde vivem atualmente quase 55 milhões de pessoas, segundo dados preliminares do Censo 2022, pode ter 94% do território transformado em deserto.

Pessoas que vivem nas grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte ficarão expostas à escassez de água. A estimativa é que no cenário de mais 2ºC, em 2050, 21,5 milhões de pessoas em áreas urbanas sejam afetadas pela quebra do ciclo hídrico e do impacto nas safras.

Medidas

Nas conclusões, os pesquisadores consideram ser necessário manter o limite de 1,5ºC no aumento médio da temperatura global e não permitir que as emissões de gases do efeito estufa continuem crescendo e para isso é necessário rever as ambições das políticas nacionais. “As metas brasileiras não têm correspondido ao tamanho da redução das emissões que cabem ao país” destaca o relatório.

Entre os ajustes imediatos apontados pelo estudo estão: zerar o desmatamento em todos os biomas, investir em programas de pagamentos por serviços ambientais para incentivar a conservação, migrar para uma agricultura de baixo carbono, por meio de sistemas agroflorestais e integração entre lavoura, pecuária e floresta.

A gestão integrada dos recursos hídricos e a adoção de sistemas agrícolas resilientes às mudanças climáticas são apontados pelos cientistas como saídas para garantir as seguranças hídrica e alimentar.

Soluções baseadas na natureza são medidas necessárias para adaptar as cidades às mudanças climáticas, com o aumento de áreas verdes que tornem as regiões urbanas mais permeáveis com drenagem natural. O relatório também aponta a necessidade de investimentos em transporte público de baixo carbono, como incentivo ao uso de transportes coletivos e não motorizados.

O estudo aponta ainda a importância da cooperação internacional no financiamento climático desenvolvimento e transferência de tecnologias limpas, além do reforço coletivo para diminuir as emissões de gases do efeito estufa.





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Bahia lidera produção nacional de maracujá



Chapada Diamantina desponta como polo de maracujá na Bahia




Foto: Pixabay

De acordo com as informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri BA), a Bahia, tradicionalmente reconhecida pelo seu peso no agronegócio e especialmente na produção de grãos, fortalece seu papel de destaque na fruticultura brasileira, registrando resultados expressivos na produção de maracujá. Em 2023, o estado confirmou sua posição de líder nacional, com uma produção total de 253,9 mil toneladas, o que representa um crescimento de 8,3% em relação ao ano anterior, segundo dados do Portagro.

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Segundo os dados do Seagri BA, a Chapada Diamantina, conhecida pela biodiversidade e ecoturismo, desponta como principal polo produtor de maracujá da Bahia. Nessa região, o município de Livramento de Nossa Senhora ocupa a posição de maior produtor nacional, com 44.395 toneladas colhidas em 2023, mesmo após uma leve queda de 5% em relação à safra anterior. Outros municípios da Chapada, como Ituaçu e Barra da Estiva, também se destacam no cenário nacional, com produções próximas de 30 mil toneladas cada, consolidando a região como uma importante produtora de maracujá no Brasil.

As condições climáticas do estado, marcadas por altas temperaturas e grande incidência de sol, somadas à diversidade de solos e disponibilidade de recursos hídricos para irrigação, oferecem um ambiente ideal para o cultivo da fruta. Combinados a práticas agrícolas adequadas e ao investimento em tecnologia, esses fatores têm sido essenciais para o sucesso da fruticultura na Bahia, conforme os dados da Seagri.





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Óculos inteligentes facilitam manutenção de máquinas



Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade



Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade
Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade – Foto: Canva

A RZK Agro, concessionária John Deere no Vale do Araguaia, que atua em Mato Grosso e Goiás, iniciou o atendimento remoto utilizando o Smart Glasses, óculos inteligentes que têm se mostrado uma ferramenta eficaz para manutenção de máquinas e suporte ao cliente no campo. Equipados com essa tecnologia, os profissionais conseguem diagnosticar e resolver problemas com mais agilidade, evitando que as máquinas fiquem paradas e garantindo uma solução mais rápida e precisa.

Uma das grandes vantagens do Smart Glasses é a conectividade de alta qualidade, que permite ao técnico se conectar em tempo real com especialistas, seja em oficinas especializadas ou na própria fábrica da John Deere. Com isso, as inspeções técnicas são agilizadas, sem necessidade de deslocamento de máquinas ou funcionários. Segundo Leandro Stinati, Gerente Corporativo de Serviços da RZK Agro, “a utilização do Smart Glasses vai agilizar o processo produtivo, com rápido atendimento e resolução dos problemas”, o que é crucial para o produtor rural, que tem o tempo contado.

Além de seu papel no suporte técnico, os óculos inteligentes desempenham um papel importante na formação de profissionais mais qualificados. Com a utilização dessa tecnologia, os treinamentos tornam-se mais eficientes e realistas, permitindo que os técnicos realizem demonstrações práticas e detalhadas em tempo real, com visualização dos componentes das máquinas diretamente nos óculos. Isso proporciona uma experiência mais imersiva e assertiva para os participantes, facilitando a compreensão e o aprendizado sobre os sistemas e softwares das máquinas. O serviço já está disponível na concessionária RZK Agro de Mineiros-GO, e diversas empresas do setor estão testando essa tecnologia no campo, reconhecendo seu potencial para aprimorar tanto o suporte técnico quanto a capacitação de novos profissionais.

 





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Preços do trigo registraram queda



Movimento foi influenciado pela expansão da colheita e pelo aumento da oferta do grão




Foto: Canva

O mês de outubro foi marcado pelas quedas nos preços do trigo no mercado brasileiro. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento foi influenciado pela expansão da colheita e pelo aumento da oferta do grão no mercado interno. Ainda com a elevação na disponibilidade do trigo nacional, os valores internos ainda estão acima dos de outubro de 2023, em termos reais.

O aumento da paridade de importação devido à valorização do dólar sobre o real também afeta o mercado, ainda conforme dados do Cepea, isso faz com que o preço de importação se mantenha em patamar elevado. No entanto, essa condição não foi suficiente para impedir a retração nos preços do trigo doméstico. Especialistas destacam que essa diferença entre o custo do produto importado e o doméstico pode gerar um cenário de maior competitividade para o trigo nacional.

A combinação entre a maior oferta interna e a alta do dólar sobre o real aponta para uma possível estabilidade nos preços ao consumidor nos próximos meses, enquanto o mercado absorve a nova safra.

 





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