quarta-feira, abril 15, 2026

Política & Agro

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Manejo nutricional na transição de seca para chuva



Com a chegada das chuvas, os pastos começam a rebrotar



Com a chegada das chuvas, os pastos começam a rebrotar
Com a chegada das chuvas, os pastos começam a rebrotar – Foto: Canva

A transição entre a seca e as águas é um período crítico na pecuária, especialmente no manejo nutricional de bovinos. Durante essa fase, a escolha do suplemento correto é essencial para evitar quedas no consumo e prevenir intoxicações alimentares. De acordo com Murilo Meschiatti, consultor técnico da Trouw Nutrition, a inclusão de Ureia nos suplementos proteicos deve ser ajustada conforme as mudanças climáticas e a alteração na composição das forrageiras.

No período de seca, as pastagens apresentam baixo teor de proteína e menor digestibilidade das fibras. Isso exige uma suplementação proteica mais robusta, sendo a ureia um componente crucial para fornecer Nitrogênio Não-Proteico (NNP), que melhora a digestibilidade das fibras, aumenta o consumo de matéria seca e favorece o ganho de peso.

Com a chegada das chuvas, os pastos começam a rebrotar e a qualidade nutricional das forragens melhora, elevando a digestibilidade. Nesse cenário, é necessário ajustar a suplementação proteica, reduzindo ou até removendo a ureia, para evitar excesso de proteína bruta. Essa adaptação visa garantir o consumo adequado do suplemento e otimizar os custos, já que a ureia, juntamente com outros aditivos, controla a ingestão dos animais.

A Trouw Nutrition oferece soluções adequadas para esse período de transição, como o Lambisk SA, um proteinado ideal para substituir a ureia e atender às necessidades nutricionais do rebanho nas fases de seca e chuva. “Isso porque, durante a seca, as pastagens apresentam baixo teor de proteína e menor digestibilidade das fibras, exigindo uma suplementação proteica mais intensa. A ureia, nesse cenário, se torna essencial para os produtores que buscam fornecer Nitrogênio Não-Proteico (NNP), composto que melhora a digestibilidade das fibras, aumenta o consumo de matéria seca e, consequentemente, promove o ganho de peso dos animais”, explica Murilo.

 





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Batatas podem ser menos dependentes de fertilizantes



Os resultados indicam que o bloqueio do StCDF1 melhora o desempenho



Os resultados indicam que o bloqueio do StCDF1 melhora o desempenho
Os resultados indicam que o bloqueio do StCDF1 melhora o desempenho – Foto: Agrolink

Uma pesquisa recente, publicada na New Phytologist, revelou um avanço promissor na busca por culturas agrícolas mais sustentáveis. Cientistas descobriram que a modificação genética das batatas pode reduzir a dependência de fertilizantes nitrogenados, contribuindo para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

O estudo, realizado por pesquisadores do Centro de Pesquisa em Genômica Agrícola da Espanha, foca na proteína Solanum tuberosum CYCLING DOF FACTOR 1 (StCDF1), que regula a tuberização das batatas e a resposta da planta ao nitrogênio. Essa proteína se liga ao DNA e controla a expressão do gene NITRATE REDUCTASE, fundamental para a redução de nitrato e sua assimilação pela planta.

Os resultados indicam que o bloqueio do StCDF1 melhora o desempenho das batatas em ambientes com baixo teor de nitrogênio. Isso ocorre porque a modulação da expressão do gene NITRATE REDUCTASE reduz a necessidade de fertilizantes nitrogenados, tornando a planta mais eficiente no uso do nitrogênio disponível no solo.

Salomé Prat, coautora do estudo, destaca que a variação natural na ligação de StCDF1 ao gene NITRATE REDUCTASE pode ser uma estratégia eficaz para reduzir as necessidades de fertilizantes azotados nas batatas. “Essa abordagem oferece uma oportunidade significativa para a agricultura mais sustentável e para a redução do impacto ambiental”, afirma Prat.

Essa descoberta abre novas perspectivas para a redução da dependência de fertilizantes nitrogenados, oferecendo uma alternativa promissora para melhorar a sustentabilidade da produção agrícola, com impactos positivos tanto ambientais quanto econômicos.





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Hábitos pouco saudáveis elevam custos alimentares



O estudo analisa como esses custos ocultos estão distribuídos



O estudo analisa como esses custos ocultos estão distribuídos
O estudo analisa como esses custos ocultos estão distribuídos – Foto: Pixabay

Um estudo recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) revela que os custos ocultos nos sistemas agroalimentares globais somam aproximadamente 12 trilhões de dólares por ano. Desse total, cerca de 70% (8,1 trilhões de dólares) são resultantes de hábitos alimentares pouco saudáveis, associados a doenças não transmissíveis, como doenças cardíacas, derrames e diabetes. A pesquisa, publicada no relatório Estado Mundial da Agricultura e da Alimentação (SOFA) 2024, destaca a necessidade de abordar não apenas os custos ambientais, mas também os riscos sanitários e sociais relacionados à produção e consumo de alimentos.

O estudo analisa como esses custos ocultos estão distribuídos entre diferentes tipos de sistemas agroalimentares, como os industriais, tradicionais e em crise. Nos países de renda alta e média, os custos sanitários ocultos são os mais significativos, devido a dietas desequilibradas. Já nos sistemas agroalimentares em crise prolongada e tradicionais, os principais desafios estão relacionados à falta de acesso a frutas e hortaliças frescas, enquanto nos sistemas mais industrializados, o consumo excessivo de carnes vermelhas e sódio é o principal problema.

Além disso, o relatório revela que práticas agrícolas insustentáveis, como emissões de gases de efeito estufa e poluição da água, aumentam os custos ambientais, especialmente nos sistemas em processo de diversificação. Esses custos são particularmente elevados nos países afetados por crises prolongadas, onde os impactos ambientais podem representar até 20% do Produto Interno Bruto (PIB).

A FAO faz um apelo para a transformação dos sistemas agroalimentares, visando torná-los mais sustentáveis, resilientes e inclusivos. Destaca-se a importância de integrar políticas agrícolas, sanitárias e ambientais para tratar de forma integral os custos e benefícios, garantindo a segurança alimentar e um futuro mais próspero e saudável para todos.

 





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Adoção global de cultivos transgênicos cresce



Recentemente, a África tem avançado na adoção de cultivos OGM



Recentemente, a África tem avançado na adoção de cultivos OGM
Recentemente, a África tem avançado na adoção de cultivos OGM – Foto: Pixabay

Até outubro de 2024, mais de 32 países já aprovaram a semeadura de cultivos transgênicos, evidenciando um aumento significativo no uso da biotecnologia para enfrentar desafios globais como a segurança alimentar e as mudanças climáticas. A expansão da adoção de cultivos geneticamente modificados (GM) é especialmente visível em países da África e da Ásia, que estão aprovando variedades transgênicas de cultivos locais, visando resistência a pragas e doenças, além de melhorar o valor nutricional das culturas.

Recentemente, a África tem avançado na adoção de cultivos GM. Em 2024, Gana se tornou o mais recente país a aprovar a comercialização de caupi transgênico resistente a pragas, enquanto Burkina Faso retomou o cultivo de híbridos de algodão Bt, que haviam sido interrompidos em 2016 devido a questões com a qualidade da fibra. O avanço na adoção desses cultivos em países africanos é parte de uma tendência crescente que visa melhorar a produtividade agrícola e reduzir custos de produção, com impactos econômicos positivos.

No campo do desenvolvimento de novos cultivos, pesquisadores de todo o mundo estão criando variedades GM com características aprimoradas, como arroz eficiente no uso de nitrogênio e resistente à salinidade, além de papas com resistência a doenças e cereais biofortificados com ferro, zinco e vitaminas. Cultivos resistentes à seca e mais nutritivos são vistos como soluções promissoras para enfrentar as mudanças climáticas e garantir a segurança alimentar.

O arroz dourado, por exemplo, é uma variedade biofortificada com vitamina A, aprovada nas Filipinas em 2021, que pode reduzir a deficiência de vitamina A entre crianças pequenas, um problema crítico em muitas regiões do mundo. Outro exemplo é o milho TELA, desenvolvido para ser resistente a insetos e tolerante à seca, aprovado em vários países africanos, que pode aumentar a produtividade agrícola e combater perdas significativas causadas por pragas como o barrenador do milho. O avanço desses cultivos reflete a crescente confiança na biotecnologia como ferramenta essencial para a sustentabilidade agrícola.





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Nova tecnologia mede emissões na pecuária de corte



Essa tecnologia permitirá a medição de diferentes tipos de gases emitidos pelo gado



Essa tecnologia permitirá a medição de diferentes tipos de gases emitidos pelo gado
Essa tecnologia permitirá a medição de diferentes tipos de gases emitidos pelo gado – Foto: Bing

A produção de alimentos, especialmente no setor de proteína animal, está avançando em compromissos de sustentabilidade, focando na medição de emissões de gases de efeito estufa e na redução do desperdício de nutrientes. Uma parceria inovadora entre a Cargill e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) foi anunciada no laboratório de Juiz de Fora (MG), onde especialistas das duas instituições utilizarão câmaras respiratórias climatizadas para estudar, com maior precisão, a emissão de gases na pecuária de corte.

Essa tecnologia permitirá a medição de diferentes tipos de gases emitidos pelo gado, elevando a precisão das análises e possibilitando estratégias para otimizar a dieta dos animais, o que pode reduzir o desperdício de nutrientes e melhorar a produtividade e a saúde animal. Pedro Veiga, Consultor Técnico Sênior de Carne Bovina da Cargill, destaca que as câmaras climatizadas representam um avanço significativo na mensuração de emissões. “Nosso apoio técnico para redução de gases de efeito estufa acaba de subir um degrau inédito em termos de qualidade e inovação”, afirmou.

Para a Embrapa, a parceria com a Cargill acelera o desenvolvimento de soluções científicas que podem ser aplicadas no campo. Segundo Thierry Tomich, Líder de Pesquisa em Produção Pecuária Sustentável da Embrapa Gado de Leite, a tecnologia permite controlar o clima de cada câmara, possibilitando a avaliação de dietas diversas em condições locais. Isso é crucial para verificar a eficácia dos aditivos alimentares que reduzem o metano entérico, uma estratégia importante para sistemas de produção mais eficientes.

Com exclusividade no uso dessas câmaras, a Cargill reforça seu compromisso com uma produção segura, responsável e sustentável, ajudando seus clientes a cumprir metas ambientais e aprimorar seus processos de produção.

 





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Vendas de milho sobem nos EUA


De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas semanais de milho para exportação apresentaram um aumento significativo na última semana de outubro, enquanto as vendas de trigo e soja registraram quedas.

Entre os dias 25 a 31 de outubro, as vendas de milho para exportação alcançaram 2,77 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 18% em relação à semana anterior e à média dos últimos cinco anos. O México liderou as compras, com 1,4 milhão de toneladas, seguido por um país não identificado, com 673.500 toneladas, e o Japão, com 296.200 toneladas. Outros destinos importantes incluíram a Colômbia, com 155.200 toneladas, e Portugal, com 87.900 toneladas. As exportações da semana totalizaram 917.600 toneladas, um aumento de 17% em relação à semana anterior.

Por outro lado, as vendas de trigo para exportação caíram 9% em comparação com a semana passada e 20% em relação à média, somando 374.700 toneladas métricas. O México foi o maior comprador, com 105.800 toneladas, seguido por um país não identificado, com 73.000 toneladas, e a Tailândia, com 55.000 toneladas. As exportações totais de trigo caíram para 236.900 toneladas, atingindo um novo mínimo no ano de comercialização, com uma queda de 3% em relação à semana anterior.

As vendas de soja também apresentaram uma redução de 10%, totalizando 2,04 milhões de toneladas, mas ainda representando um aumento de 10% em relação à média das quatro semanas anteriores. A China foi o maior comprador, com 1,22 milhão de toneladas, seguida por um país não identificado, com 152.100 toneladas. Outras compras destacadas vieram do Egito (120.500 toneladas), Turquia (109.600 toneladas) e Japão (103.600 toneladas). As exportações de soja dos EUA caíram para 2,42 milhões de toneladas, uma redução de 1% em relação à semana anterior.

 





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Desafios e caminhos para inovar no Brasil


Segundo Pompeo Scola, administrador, psicólogo e CEO da aceleradora Cyklo Agrictech, empreender e inovar no Brasil é uma tarefa complexa, especialmente frente aos desafios de um cenário em transformação constante (Scola, 2024). Ele argumenta que os modelos e ferramentas de apoio ao empreendedorismo, desenvolvidos nas últimas quatro décadas, vêm perdendo eficácia. 

“O primeiro passo é saber onde buscar boas oportunidades de inovação. Se for um projeto que será iniciado do zero, como inovação aberta ou uma startup, é importante focalizar em áreas pouco exploradas como o agronegócio, qualidade de vida, ESG (Ambiental, Social e Governança) ou sustentabilidade. Que são frentes onde se tem grandes oportunidades para desenvolvimento. Agora, se for uma inovação incremental, ou seja, dentro de um negócio já existente, é preciso olhar detalhadamente os processos da empresa, principalmente os que se relacionam com clientes e fornecedores. Considerar tempo, custo envolvido, quantidade de pessoas, nível de satisfação e volume, que como indicadores podem ajudar a encontrar boas oportunidades”

Além disso, o aumento das informações digitais e do uso de big data amplia as possibilidades de inovação, oferecendo um campo fértil para novos negócios baseados em dados, altamente atrativos para empresas e órgãos de pesquisa. Ele destaca que a inovação precisa se alinhar aos interesses do cliente e do mercado, priorizando escalabilidade e relevância da solução, fatores que aumentam as chances de sucesso do projeto.

A fase de aceleração e captação de investimento exige cautela: Scola alerta que o mercado está menos disposto a financiar projetos que queimam caixa sem estratégia de retorno clara, especialmente em mercados saturados (os “oceanos vermelhos”). Uma abordagem eficiente seria adotar custos variáveis, como profissionais em tempo parcial, para otimizar o retorno do investimento.

“Estes são alguns dos muitos pontos que passam a inovação e seus projetos e que devem estar no radar de todo bom empreendedor, esteja ele começando ou em pleno crescimento ou consagrado. Buscar conhecimento e orientação é sempre o melhor caminho para o sucesso na inovação”, conclui.

 





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Vitória de Trump adiciona viés de queda para soja



Cenário permanece incerto após eleição nos EUA




Foto: Pixabay

De acordo com a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) desta quinta-feira (7), o mercado da soja registrou elevação nos preços nesta semana na Bolsa de Chicago, com o bushel para o primeiro mês cotado em US$ 10,15, comparado aos US$ 9,82 da semana anterior. Esse aumento foi impulsionado pela valorização de 7% no óleo de soja durante a semana. Em outubro, o bushel teve uma média de US$ 10,02, o que representou uma queda de 1,2% em relação a setembro e um recuo em comparação com outubro do ano anterior, quando a média era de US$ 12,84/bushel.

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A análise da Ceema destacou que o mercado esteve sob influência das eleições presidenciais nos Estados Unidos, realizadas em 5 de novembro, além da expectativa pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), previsto para 8 de novembro. A vitória de Donald Trump adiciona um viés baixista para a soja, uma vez que o ex-presidente já sinalizou a possibilidade de medidas protecionistas contra a China, o que poderia reduzir as importações chinesas de soja americana. Entre 2017 e 2020, durante o primeiro mandato de Trump, houve represálias comerciais da China que impactaram o mercado de soja dos EUA.

Nos EUA, a colheita da soja avançava rapidamente, alcançando 94% da área até 3 de novembro, bem acima da média histórica de 85% para o período. No Paraguai, onde a expectativa de safra total está em 10,5 milhões de toneladas, segundo a StoneX (enquanto o USDA estima mais de 11 milhões de toneladas), 12% da nova safra 2024/25 já foi comercializada antecipadamente.





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Preços do milho seguem firmes no Brasil


Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (7), o preço do milho permanece estável no Brasil. A média de preço no Rio Grande do Sul fechou a semana em R$ 65,94 por saca, enquanto em outras regiões do país os valores variaram entre R$ 53,00 e R$ 72,00 por saca. O indicador de milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) registrou uma alta de 13,4% em outubro, fechando o mês a R$ 72,94/saca, seu maior valor desde abril de 2023.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que o plantio da safra de verão do milho alcançou 42,1% da área esperada até 3 de novembro, ligeiramente acima dos 40,2% registrados no mesmo período do ano anterior. O Paraná lidera a semeadura, com 97% da área plantada, seguido por Santa Catarina (90%) e Rio Grande do Sul (83%). Segundo a Conab, 12,1% das áreas já estão em fase de emergência, 85,4% em desenvolvimento vegetativo e 2,5% em floração. Analistas privados, no entanto, estimam um avanço maior, com 59% da área já plantada no Centro-Sul até o final de outubro, segundo a AgRural.

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De acordo com a análise, para a segunda safra de milho (safrinha) de 2024/25, a StoneX projeta uma produção de 101,5 milhões de toneladas, 8,4% acima do volume colhido na safra anterior. A área plantada deve aumentar 0,8%, o que pode elevar a produção total para 128,5 milhões de toneladas, incluindo a safra de verão. Com isso, o estoque final de milho no país pode alcançar 19,5 milhões de toneladas, possivelmente pressionando os preços em 2024. A StoneX projeta exportações de 37,5 milhões de toneladas para a safra 2023/24.

No Mato Grosso, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) sinalizou uma possível redução na área de plantio da safrinha, estimada em 6,79 milhões de hectares, devido ao atraso no plantio da soja. A expectativa é que a semeadura do milho ainda ocorra dentro da janela ideal.

No campo das exportações, o Brasil exportou 6,4 milhões de toneladas de milho em outubro, abaixo das 8,4 milhões registradas no mesmo mês do ano anterior. O milho americano, atualmente o mais barato do mundo, vem pressionando o mercado brasileiro, reduzindo o volume exportado do país. Em novembro, espera-se uma nova queda nas exportações brasileiras, com embarques estimados em 4,2 milhões de toneladas, frente aos 7 milhões de toneladas registrados em novembro de 2023. Até novembro de 2024, as exportações brasileiras devem totalizar 33,5 milhões de toneladas, abaixo dos 50 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2023, marcando o fim da recente liderança brasileira no mercado mundial de milho, conforme apontaram os dados do Ceema.





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Rabobank prevê Selic em 13% até 2025



Rabobank projeta que o Copom deve elevar a Selic em 50 pontos-base



As projeções de inflação para os anos-calendário de 2024 e 2025 também se deterioraram
As projeções de inflação para os anos-calendário de 2024 e 2025 também se deterioraram – Foto: Canva

O Rabobank destacou em análise recente que o Comitê de Política Monetária (Copom) optou, de forma unânime, por elevar a taxa Selic em 50 pontos-base, alcançando 11,25%. A decisão reflete uma preocupação crescente com a inflação, que continua a subir no horizonte relevante de política monetária. De acordo com o Copom, a projeção de inflação para o segundo trimestre de 2026 aumentou em 10 pontos-base, situando-se agora em 3,6% — 60 pontos-base acima da meta, mesmo levando em conta as expectativas de elevação da Selic para 12,50% até a reunião de junho de 2025, conforme o Focus.

As projeções de inflação para os anos-calendário de 2024 e 2025 também se deterioraram, respectivamente, em 20 pontos-base, para 4,6% e 4,1%, e em 10 pontos-base no horizonte relevante de 2026, com 3,6% de inflação projetada. Isso indica um ambiente inflacionário mais resistente, sugerindo que o Copom talvez precise ajustar a Selic a um patamar mais elevado de 13,00%, em vez de 12,50%, para que a inflação retorne a níveis próximos a 3,0% no horizonte de política.

Com base nisso, é possível afirmar que o Rabobank projeta que o Copom deve elevar a Selic em 50 pontos-base nas próximas três reuniões, com uma última elevação de 25 pontos-base em maio de 2025. Segundo a análise, o ritmo de aumento da taxa básica é uma tentativa de ancorar as expectativas inflacionárias e corrigir o cenário de deterioração. A ata desta reunião, que será divulgada na próxima terça-feira, deverá trazer mais detalhes sobre a reação do Banco Central frente à sua análise inflacionária e as condições econômicas.

 





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