quarta-feira, abril 15, 2026

Política & Agro

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Diesel e gasolina: Perspectivas positivas para 2025


A StoneX divulgou uma análise detalhada sobre os mercados de diesel e gasolina, destacando a recuperação das margens de refino e as perspectivas de demanda. Na última semana, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD, principal indicador de diesel nos Estados Unidos, terminou o período estável, com uma leve queda acumulada de 0,2%, fechando a sexta-feira (01) a USD 2,2342 por galão. 

No entanto, o crack-spread entre o NY Harbor ULSD e o WTI avançou 7,4% na semana, totalizando USD 24,56 por barril, o maior valor desde o início de setembro. Esse aumento foi influenciado pela melhora no PMI industrial da China e pela queda nos estoques de diesel nos Estados Unidos e na Europa, indicando um mercado mais apertado no médio prazo, o que pode favorecer uma recuperação das margens de refino.

Enquanto isso, o mercado de gasolina também apresentou movimentações importantes. O contrato mais ativo do RBOB, referência da gasolina nos EUA, registrou uma leve queda de 0,68%, cotado a USD 1,96 por galão na sexta-feira (01). Essa queda foi inferior à do petróleo, sendo influenciada pela queda não antecipada dos estoques de gasolina nos Estados Unidos e por perspectivas mais positivas para o consumo nos próximos meses. A StoneX destaca que, para 2025, a demanda brasileira por gasolina deve se recuperar significativamente, devido à melhora nas condições econômicas e na confiança do consumidor, impulsionando uma retomada na procura por combustível.

Esse cenário reflete um mercado de combustíveis que, apesar das quedas nos preços, ainda enfrenta desafios, com margens de refino crescendo especialmente para o diesel. A combinação de uma recuperação na demanda global e a redução dos estoques em mercados chave sugere que os próximos meses podem ser de aperto na oferta, o que pode gerar pressões no preço. 

 





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Mercado de açúcar se mantém estável em Nova Iorque



Para o etanol hidratado, a semana também trouxe movimentações relevantes



A tentativa de romper o patamar de US¢ 22,00/lb não se consolidou
A tentativa de romper o patamar de US¢ 22,00/lb não se consolidou – Foto: Pixabay

Conforme informações da StoneX, o mercado de açúcar em Nova Iorque manteve certa estabilidade ao longo da última semana, com o contrato de março/25 fechando na sexta-feira a US¢ 22,14 por libra-peso, apenas quatro pontos abaixo do registrado na semana anterior. Já o contrato de maio/25 apresentou uma leve alta de 1 ponto. No geral, o período foi marcado por preços relativamente estáveis, embora o mercado tenha apresentado uma correção mais forte até terça-feira, testando mínimas ao redor de US¢ 21,50/lb. Esse movimento era esperado, uma vez que as cotações próximas a US¢ 23,00/lb mostraram-se insustentáveis, seja por questões de fundamento, seja por fatores técnicos.

A tentativa de romper o patamar de US¢ 22,00/lb não se consolidou, reforçando a visão de um mercado sem direção clara para um novo avanço ou retração significativa. Essa correção, observada nos primeiros dias da semana, indica uma acomodação natural após valores elevados que, sem um suporte fundamental sólido, não encontraram força para se manter. Dessa forma, o açúcar segue sem um impulso consistente para um rompimento em direção a novas máximas ou mínimas, consolidando uma fase de estabilidade.

Para o etanol hidratado, a semana também trouxe movimentações relevantes. Em Ribeirão Preto (SP), o indicador fechou em R$ 3,10/litro, cinco centavos acima do valor registrado na sexta-feira passada. Esse aumento reflete a demanda aquecida, impulsionada por uma paridade de preços bastante competitiva, especialmente em São Paulo, onde o índice permanece em 65%. Essa atratividade continua tornando o etanol uma alternativa viável para os consumidores frente à gasolina, favorecendo a sustentação dos preços e ampliando a competitividade no mercado interno.

 





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Café no Brasil sobe com alta do dólar


Conforme análise da StoneX, o mercado futuro de café encerrou a última semana sob pressão, influenciado pelo retorno das chuvas no Brasil, o início da colheita no Vietnã e a divulgação de dados robustos de exportação. Em Nova Iorque, o contrato de café arábica com vencimento em março de 2025 registrou uma queda de 510 pontos (-2,1%), fechando a sexta-feira (01) a US¢ 242,40 por libra-peso. 

Em Londres, o contrato de robusta para janeiro recuou USD 132 por tonelada (-3,0%), finalizando a semana cotado a USD 4.279 por tonelada. No acumulado de outubro, os preços de arábica em Nova Iorque caíram 8,4%, enquanto em Londres o robusta teve uma desvalorização de 16,4%.

No Brasil, apesar das quedas internacionais, os preços do café apresentaram leve alta no mercado interno, impulsionados pela valorização do dólar, que subiu 2,9% na semana. O indicador Cepea para o café arábica avançou 1,1%, enquanto o robusta registrou um acréscimo de 0,5%. Esse movimento reflete o impacto da taxa cambial sobre os preços, que tende a mitigar as oscilações internacionais no mercado doméstico, garantindo certa estabilidade relativa para os produtores.

No acumulado do mês de outubro, mesmo com as quedas externas significativas, os preços internos do café arábica tiveram uma valorização de 1,35%. O robusta, por sua vez, registrou um recuo de 4,07% no mercado brasileiro, uma queda inferior à observada em Londres, onde a desvalorização atingiu 16,4%. A alta do dólar em 6,2% no mês contribuiu para conter uma queda mais intensa no Brasil, destacando o papel da moeda norte-americana em sustentar o preço do café no mercado interno.





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Cotação do algodão cai em meio à alta do dólar



A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza



A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza
A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza – Foto: Canva

De acordo com dados da StoneX, os futuros de algodão fecharam o último pregão da semana passada em baixa, com o contrato dezembro/24 negociado a US¢70,17 por libra-peso, marcando uma desvalorização semanal de 0,7%. Essa queda na cotação da pluma está associada principalmente ao fortalecimento do dólar frente às moedas globais, um efeito da expectativa de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos. Esse cenário impacta a atratividade das commodities americanas no mercado internacional, já que o dólar valorizado encarece os produtos exportados pelos EUA.

A valorização do dólar ocorre em um contexto de incerteza sobre o futuro da política monetária americana, que deve se tornar mais claro após as eleições presidenciais dos EUA. O mercado espera que o resultado das eleições traga definições sobre o ritmo dos juros e a direção do câmbio no país, fatores que influenciam diretamente o valor das commodities exportadas, como o algodão.

Enquanto isso, os fundamentos do mercado de algodão permanecem estáveis, sem grandes novidades. A cotação da pluma vem sofrendo com a combinação da alta do dólar e a falta de incentivos novos que possam favorecer um aumento significativo na demanda ou alterações relevantes na oferta. Assim, o mercado de algodão segue atento ao cenário econômico e político nos EUA, aguardando mudanças que possam dar uma nova direção para os preços no curto prazo.

O setor continuará monitorando as tendências do câmbio e das taxas de juros, fatores decisivos para a competitividade das commodities estadunidenses no exterior, especialmente em um ambiente econômico global de forte competição.

 





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Índice CEAGESP variou 2,42% em setembro


O índice de preços CEAGESP encerrou o mês de setembro com variação de 2,42% ante uma variação de -0,55% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o índice apresentou variação de 2,72%. Com o resultado obtido, o índice encerrou o período apresentando um acumulado de -2,47% no ano e de 11,15% em 12 meses.

Neste contexto, o destaque ficou com o setor de Verduras, que mesmo diante das altas temperaturas e o clima seco encerrou o período registrando reduções de preço. O setor já vem acumulando, desde maio, sucessivas variações negativas de preço. Entre os setores analisados, este é o que acumula as maiores reduções de preço no ano e em 12 meses.

Setorização

O setor de FRUTAS variou 4,50% ante uma variação de 3,40% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 5,82%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de 4,62% no ano e de 14,66% em 12 meses. Dos 48 itens cotados nesta cesta de produtos, 56% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de MARACUJÁ AZEDO (+62,20%), LIMÃO TAITI (+57,69%), LARANJA LIMA (+25,01%), MELÃO AMARELO (+19,96%) e LARANJA PERA (+15,94%). As principais reduções ocorreram nos preços de MAMÃO HAVAÍ (-33,03%), MANGA TOMMY ATKINS (-30,44%), MORANGO COMUM (-20,07%), MAMÃO FORMOSA (-14,56%) e GOIABA VERMELHA (-5,93%).

As altas temperaturas e as chuvas escassas têm prejudicado a produção e a qualidade dos citros. No caso da laranja, a produção deste item já vinha enfrentando dificuldades devido à expansão do greening nas regiões produtoras, principalmente no interior paulista. Os agentes de mercado relatam que muitos produtores estão migrando para outras regiões, o que acaba comprometendo a oferta de curto e de médio prazo. Outro fator importante a ser destacado são as compras que a indústria tem feito da laranja “de mesa” para atender à demanda de sucos para exportação. Todos esses fatores contribuem para que os preços da laranja sigam em alta no mercado atacadista. No Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), a laranja lima encerrou o mês ao preço médio de R$ 4,97/kg enquanto que a variedade pera foi cotada a R$ 3,91/kg.

Já para o limão taiti, além da questão climática, este é um produto que está no período de entressafra. Segundo o Mapa de Sazonalidade publicado pela CEAGESP, o período de sazonalidade do produto é entre os meses de maio a outubro. Portanto, a tendência é de que os preços continuem em alta no mercado atacadista.

O setor de LEGUMES variou 1,58% ante uma variação de -0,74% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -2,48%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -14,20% no ano e de 0,24% em 12 meses. Dos 32 itens cotados nesta cesta de produtos, 63% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de INHAME (+48,54%), JILÓ (+46,09%), PIMENTÃO VERDE (+38,03%), PEPINO JAPONÊS (+35,39%) e PEPINO COMUM (+30,70%). As principais reduções ocorreram nos preços de PIMENTÃO VERMELHO (-32,63%), VAGEM MACARRÃO (-27,10%), PIMENTÃO AMARELO (-26,67%), ABOBRINHA BRASILEIRA (-24,74%) e ABOBRINHA ITALIANA (-20,22%).

A redução no volume de oferta estimulou a alta de preço nos legumes. O jiló e os pepinos japonês e comum estão entre os que apresentaram as maiores reduções de volume ofertado. Na comparação anual, o jiló registrou uma redução no volume de oferta de 12,4% e 22,9% de redução mensal. Os pepinos, por sua vez, registraram reduções de oferta de 15,2% e 9,1% no ano enquanto que as reduções mensais foram de 6,3% e 4,4%, respectivamente. O clima quente e seco do período prejudicou a produção e a qualidade dessas hortaliças.

O setor de VERDURAS variou -8,74% ante uma variação de -6,44% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -4,44%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -32,25% no ano e de -6,12% em 12 meses. Dos 39 itens cotados nesta cesta de produtos, 85% apresentaram redução de preço. As principais reduções ocorreram nos preços de ALMEIRÃO COMUM (-32,76%), COUVE-FLOR (-27,64%), REPOLHO VERDE/LISO (-22,00%), ESCAROLA COMUM (-20,63%) e BRÓCOLIS RAMOSO (-20,18%). As principais altas ocorreram nos preços de SALSA (+29,06%), MANJERICÃO (+8,08%), LOURO (+4,41%), MILHO VERDE (+2,83%) e NABO (+1,40%).

Apesar das altas temperaturas registradas no período, o setor de Verduras apresentou dificuldades na comercialização dos produtos. Nem mesmo a redução na oferta de brócolis ramoso (-47,1%), escarola (-9,9%), almeirão comum (-5,3%) e repolho verde (-2,3%) foi capaz de elevar os preços dessas hortaliças folhosas. No mercado atacadista, o brócolis ramoso encerrou o período cotado a R$ 4,05/maço, enquanto a escarola fechou a R$ 0,86/unidade. Já para o almeirão comum e o repolho verde, os preços médios no atacado foram de R$ 1,54/unidade e R$ 1,25/cabeça, respectivamente.

O setor de DIVERSOS variou -4,16% ante uma variação de -18,02% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de -3,44%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -4,42% no ano e de 29,79% em 12 meses. Dos 11 itens cotados nesta cesta de produtos, 73% apresentaram redução de preço. As principais reduções ocorreram nos preços de CEBOLA NACIONAL (-17,53%), OVOS DE CODORNA (-8,42%), BATATA ESCOVADA (-6,73%), BATATA ASTERIX (-5,72%) e OVOS BRANCOS (-5,55%). As principais altas ocorreram nos preços de COCO SECO (+10,63%), AMENDOIM COM PELE (+1,21%) e AMENDOIM SEM PELE (0,14%).

Mesmo com a redução na oferta de 1,1% da cebola nacional e de 4,4% da batata escovada, o mercado atacadista registrou redução no preço desses produtos. No ETSP, a cebola nacional foi cotada a R$ 2,73/kg, enquanto a batata escovada fechou a R$ 4,94/kg. Para as demais variedades de batata, os preços ficaram em R$ 4,92/kg para a Asterix e a lavada, em R$ 4,83/kg. Entretanto, as chuvas que atingiram a região Sul do país, mais próximas do fim do mês, podem trazer elevações de preços para estes produtos devido às restrições de oferta que poderão ocorrer.

O setor de PESCADOS variou 2,12% ante uma variação de -2,39% no mês anterior. No mesmo período do ano passado, o setor apresentou variação de 4,30%. Com o resultado obtido, o setor encerrou o mês com um acumulado de -1,52% no ano e de -0,23% em 12 meses. Dos 28 itens cotados nesta cesta de produtos, 50% apresentaram alta de preço. As principais altas ocorreram nos preços de ABRÓTEA (+26,67%), POLVO (+21,29%), NAMORADO (+7,10%), PINTADO (+6,58%) e SALMÃO IMPORTADO (+6,41%). As principais reduções ocorreram nos preços de CURIMBA (-22,90%), SARDINHA LAGES (-16,47%), CAVALINHA (-16,31%), PESCADA MARIA-MOLE (-8,19%) e SARDINHA FRESCA (-7,53%).

O setor de Pescados apresentou um aumento na oferta em torno de 9,0% em comparação ao mês anterior, mas ainda assim não foi o suficiente para manter os preços do setor em patamares menores. A redução de oferta de espécies importantes e especializadas como robalo (-52%), tainha (-16%) e salmão (-11%), juntamente com o aumento da demanda devido ao incentivo de consumo de peixes na ‘Semana do Pescado’, que ocorreu entre os dias 01 e 15 de setembro, fizeram com que os preços do setor reagissem positivamente.





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Bioinseticidas ganham força contra lagartas resistentes



Foi ressaltada a importância de combinar baculovírus e inseticidas químicos



Foi ressaltada a importância de combinar baculovírus e inseticidas químicos
Foi ressaltada a importância de combinar baculovírus e inseticidas químicos – Foto: Canva

A resistência crescente das lagartas a Inseticidas e transgênicos impulsionou o uso dos bioinseticidas da AgBiTech Brasil, que já cobre cinco milhões de hectares de soja, milho e algodão com baculovírus. No evento “Expert Team” em Campinas (SP), a empresa reuniu cerca de vinte consultores e pesquisadores para discutir os avanços e desafios no manejo de pragas e apresentar inovações.

O CEO Adriano Vilas Boas e o diretor de marketing Pedro Marcellino destacaram o crescimento da AgBiTech desde sua chegada ao Brasil, em 2017-18. Com 95% do mercado de bioinseticidas para soja, a companhia lidera o setor, sendo especialmente procurada para o controle de pragas resistentes, como Spodoptera frugiperda, Helicoverpas e Rachiplusia nu. A resistência dessas lagartas aos métodos convencionais tem levado os agricultores a buscar alternativas mais sustentáveis e eficazes.

Durante o evento, foi ressaltada a importância de combinar baculovírus e inseticidas químicos para preservar as tecnologias disponíveis. Paula Marçon, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da AgBiTech, conduziu debates sobre a qualidade dos bioinseticidas e novas tecnologias em desenvolvimento. Marçon adiantou que a empresa lançará inovações nas próximas safras, ampliando seu portfólio para atender melhor os desafios no campo.

Com crescimento consistente e apoio técnico de consultores e acadêmicos, a AgBiTech reforça seu compromisso com a sustentabilidade e a eficiência no agronegócio brasileiro. As inovações e investimentos anunciados no evento visam aprimorar o controle de pragas resistentes, oferecendo soluções mais adaptadas e robustas para as necessidades do agricultor.

 





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Indústria química e a discussão sobre o gás natural



As empresas produtoras de gás solicitaram maior flexibilidade



As empresas produtoras de gás solicitaram maior flexibilidade
As empresas produtoras de gás solicitaram maior flexibilidade – Foto: Pixabay

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) encerra nesta sexta-feira (8) a consulta pública sobre a revisão da Resolução ANP nº 16, de 2008, que regula as especificações e o controle de qualidade do gás natural. A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) destaca que a composição estável do gás é crucial para a indústria, que consome cerca de 25 a 27% do gás natural no Brasil. A modificação proposta nas especificações pode trazer danos significativos aos processos industriais, ao meio ambiente e à segurança dos equipamentos, além de comprometer novos investimentos no setor.

Desde 2016, é possível dizer que as empresas produtoras de gás solicitaram maior flexibilidade nas especificações, especialmente em relação ao gás do pré-sal, mais rico em frações líquidas pesadas. No entanto, a Abiquim defende que é possível manter a especificação atual e preservar o valor de matérias-primas como o etano, crucial para a petroquímica. Alterações nas normas poderiam causar uma entrega de gás com composição instável, prejudicando a separação dos insumos e aumentando a emissão de CO2.

Além disso, a oscilação no poder calorífico do gás tem gerado aumento de custos. Em abril de 2024, o preço do gás natural no Brasil atingiu US$ 11,9/MMBTU, um aumento de 87% em relação a 2021. A Abiquim propõe alternativas para aumentar a oferta de gás e reduzir os preços, como a exploração de gás não convencional e novas rotas de escoamento. A associação também defende maior concorrência no mercado de gás para garantir preços mais competitivos e sustentáveis.

 





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Rússia fornecerá grãos para a Malásia


Como parte de um esforço nacional para fortalecer a segurança alimentar na Malásia, o Melewar Industrial Group firmou um memorando de entendimento com a União Russa de Exportadores de Grãos, com o objetivo de garantir um fornecimento contínuo de grãos para o país, conforme informado pela Bernama, Agência Nacional de Notícias da Malásia.

A assinatura do acordo, realizada em 8 de novembro, contou com a presença de Datuk Seri Mohamad Sabu, ministro da Agricultura e Segurança Alimentar; Naiyl Latypov, embaixador russo na Malásia; Eduard Zernin, presidente da União Russa de Grãos; e Tunku Datuk Yaacob Khyra, presidente do Melewar Industrial.

Zernin destacou que este memorando representa o primeiro grande contrato de fornecimento da União Russa de Grãos com a Malásia, e a expectativa é de que o país forneça entre 600.000 e 700.000 toneladas de trigo anualmente ao mercado malaio.

A Rússia é o maior fornecedor mundial de trigo, com a SovEcon, empresa de pesquisa do Mar Negro, prevendo exportações de 45,9 milhões de toneladas na temporada de 2024-25. Além do trigo, a Rússia também exporta cevada e milho.

A Malásia, que não produz trigo, depende de importações para suprir a demanda interna. O Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos EUA estima que o país importará 1,78 milhão de toneladas de trigo em 2023-24, com a Austrália como principal fornecedor, detendo cerca de 50% do mercado.

Tunku Yaacob ressaltou que o Melewar Industrial possui uma longa trajetória na indústria alimentícia, com investimentos em diversos setores, como uma fazenda de gado no Cazaquistão, uma granja avícola e unidade de processamento no Camboja, além de uma fazenda de camarões em Malaca. 

 





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Preços do trigo e óleo de palma sobem em outubro



Os preços globais dos óleos de girassol e colza também seguiram em alta



O preço do trigo subiu devido a condições climáticas
O preço do trigo subiu devido a condições climáticas – Foto: Divulgação

Os preços mais altos de várias commodities impulsionaram o Índice de Preços de Alimentos da FAO a atingir sua maior marca em 18 meses, chegando a 127,4 pontos em outubro, o que representa um aumento de 2% em relação a setembro. Este valor é o maior desde abril de 2023 e 5,5% superior ao do ano passado, embora ainda esteja 20,5% abaixo do pico de março de 2022 (160,2 pontos). 

O Índice de Preços de Óleo Vegetal subiu 7,3%, atingindo 152,7 pontos, o maior nível em dois anos, impulsionado pelo aumento nos preços do óleo de palma, soja, girassol e colza. A alta do óleo de palma foi alimentada por preocupações com a produção abaixo do esperado e pela redução sazonal na produção nos principais países produtores do Sudeste Asiático.

Os preços globais dos óleos de girassol e colza também seguiram em alta, enquanto o óleo de soja se valorizou devido à forte demanda global e à oferta limitada de alternativas. Já o Índice de Preços dos Cereais teve um aumento de 0,8% em outubro, chegando a 114,4 pontos, mas ainda ficou 8,3% abaixo do valor do ano passado. O preço do trigo subiu devido a condições climáticas adversas nos grandes produtores do Hemisfério Norte, e a reintrodução de um piso de preço não oficial na Rússia, além das tensões no Mar Negro, pressionaram os preços.

No milho, os preços aumentaram, influenciados pela forte demanda no Brasil e desafios logísticos devido aos baixos níveis dos rios. Por outro lado, o Índice de Preços do Arroz caiu 5,6%, reflexo das expectativas de maior concorrência entre exportadores após a Índia retirar as restrições de exportação de arroz não quebrado.

 





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Exportações da suinocultura foram históricas



A China perdeu o posto de maior comprador para as FIlipinas



Japão, Chile e Hong Kong também mostraram aumentos expressivos
Japão, Chile e Hong Kong também mostraram aumentos expressivos – Foto: Embrapa – BIESUS, Luiza Letícia

Em outubro, o setor de carnes finas brasileiro obteve um desempenho histórico nas exportações, com 130 mil toneladas de carne suína enviadas ao exterior, representando um crescimento de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado. O acumulado de janeiro a outubro também foi positivo, com 1,12 milhão de toneladas exportadas, o que significa um aumento de 10,7% em comparação com 2023. A previsão inicial da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicava um crescimento entre 7% e 8%, mas os resultados superaram as expectativas, com uma tendência de continuidade positiva nos meses de novembro e dezembro. 

Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou que esse desempenho é reflexo de uma diversificação de mercados e da crescente capilaridade das exportações brasileiras. A China, que tradicionalmente foi o maior comprador, apresentou uma queda de 24% nas importações, enquanto as Filipinas registraram um impressionante crescimento de 260%, importando 38 mil toneladas em outubro. Esse salto é um dos principais fatores que marcam um novo cenário para as exportações brasileiras: pela primeira vez em anos, as Filipinas superaram a China como maior importador de carne suína do Brasil, com 206 mil toneladas importadas de janeiro a outubro, representando um crescimento de 103,3% em relação ao ano anterior.

Além disso, países como Japão, Chile e Hong Kong também mostraram aumentos expressivos nas compras de carne suína brasileira. O Japão, por exemplo, registrou quase 200% de crescimento, enquanto mercados como o Chile e Singapura também se destacaram positivamente. A diversificação de mercados tem sido fundamental para manter a estabilidade do setor, mesmo com a queda nas exportações para a China, e tem garantido a segurança alimentar em diversas regiões do mundo. Santin reforçou a importância de um mercado global mais equilibrado e a relevância da suinocultura brasileira para o Brasil e para os países importadores.

 





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