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Conforme informações da TF Agroeconômica, o mercado de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a semana em alta, impulsionado pela crescente demanda americana e pelo relatório WASDE do USDA. O contrato de soja para novembro de 2024, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,12%, a $1016,75/bushel, enquanto o contrato para janeiro de 2025 teve um aumento de 0,39%, finalizando a $1030,25/bushel. O farelo de soja para dezembro registrou uma leve baixa de -0,75%, encerrando a $296,3/ton curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,93%, cotado a $48,77/libra-peso.
A demanda externa foi um fator-chave para as valorizações semanais, com exportadores americanos reportando vendas de 107 mil toneladas de soja para a China e outras 132 mil toneladas para destinos desconhecidos. Outro ponto de impacto foi a revisão para baixo nas estimativas da safra americana, conforme apresentado no relatório WASDE. O USDA reduziu a produtividade esperada da safra 2024/25 em 2,63%, estimando agora uma produção de 121,42 milhões de toneladas. Esse ajuste fez com que a safra americana deixasse de ser a maior da história, resultado abaixo de todas as projeções de mercado. Para equilibrar os estoques finais, o departamento revisou para baixo as exportações americanas, reforçando o cenário de oferta mais restrita.
Com essas movimentações, o acumulado da semana refletiu altas expressivas: o contrato da soja fechou com aumento de 3,49%, ou $34,25 cents/bushel, enquanto o farelo de soja subiu 0,32% e o óleo de soja avançou 5,33%, cotado a $48,77/libra-peso. Esses ganhos semanais destacam o papel da demanda e das revisões de safra nos Estados Unidos sobre os preços futuros em Chicago, com uma tendência de suporte para os valores no mercado global.
Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado de soja no Brasil apresenta boas oportunidades de negociação, mas com variações pontuais em diversas regiões. No Rio Grande do Sul, o preço para entrega em novembro, com pagamento no dia 29 do mesmo mês, foi cotado a R$ 147,70 no porto. No interior do estado, os preços refletem as cotações das principais praças: Cruz Alta e Passo Fundo a R$ 140,00, Ijuí a R$ 139,00, e Santa Rosa/São Luiz a R$ 138,50, todas para pagamento em 29/11. Em Panambi, o preço para o produtor subiu para R$ 126,00 por saca.
Em Santa Catarina, os preços no porto de São Francisco iniciam em R$ 135,50 para fevereiro com pagamento em abril, subindo gradativamente até R$ 141,50 para junho com pagamento em julho. O plantio de soja no estado está atrasado em comparação ao ano anterior, com 17% da área plantada até agora, segundo dados da Conab. A EPAGRI estima que a safra 2024/25 ocupe 830 mil hectares, com expectativa de produção de 3,171 milhões de toneladas e rendimento médio de 3.840 quilos por hectare. Hoje, o preço no porto foi de R$ 143,50, enquanto em Chapecó a cotação foi de R$ 135,50.
No Paraná, as perspectivas de produtividade são boas. Em Paranaguá, o preço da soja para entrega em novembro e pagamento em 15 de dezembro é de R$ 144. Em Ponta Grossa, o preço para entrega na indústria local é de R$ 142 CIF, com pagamento até 30 de novembro, enquanto no balcão, o valor ficou em R$ 137,00.
No Mato Grosso do Sul, as negociações spot estão travadas, com produtores pedindo R$ 145 por saca FOB em Dourados, enquanto compradores oferecem R$ 140, refletindo uma alta de R$ 2 em relação ao preço anterior. No Mato Grosso, a diferença entre as ofertas de compra e venda ainda é significativa, o que preocupa produtores quanto à janela de plantio da próxima safra de milho. As cotações no estado variam entre R$ 143,50 em Lucas do Rio Verde e R$ 145,50 em cidades como Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis.
A TF Agroeconômica recomenda que produtores aproveitem o momento para fixar preços do milho, mesmo que o lucro esteja baixo, pois há maior probabilidade de queda nos valores a médio e longo prazos. Além disso, sugere-se que o próximo inverno seja aproveitado para o plantio de trigo em vez de milho, dado o maior potencial de lucro da cultura do trigo para 2024.
Entre os fatores de alta para o milho, destaca-se a demanda crescente dos Estados Unidos, impulsionada por compras do México, que enfrentou seca e aumentou suas importações, e pela China, que antecipou compras devido a possíveis sanções. O USDA reportou vendas de milho acima das expectativas, com o México adquirindo 1,39 milhão de toneladas.
Outro ponto de elevação foi o ajuste feito pelo USDA no rendimento médio do milho, reduzindo a previsão de colheita dos EUA para 384,64 milhões de toneladas, abaixo das expectativas de mercado. No Brasil, a forte demanda interna, puxada pelo setor de carnes, tem mantido os preços do milho em patamares levemente lucrativos, uma disputa que pode continuar até a colheita de verão em estados como RS e MG.
Já entre os fatores de baixa, um aspecto relevante é a diminuição nas importações de milho pela China, que foi ajustada pelo USDA para 16 milhões de toneladas, representando uma queda de 30,43% em relação a estimativas anteriores. Esse declínio poderá afetar mais o mercado brasileiro do que o norte-americano, dada a importância do país sul-americano como fornecedor para a China desde o final de 2022.
Outro fator de baixa é o clima favorável na América do Sul, com chuvas benéficas tanto para as colheitas iniciais quanto para o desenvolvimento da Safrinha. No Brasil, as boas condições climáticas permitem que o plantio da soja siga dentro do cronograma ideal, essencial para o sucesso da segunda safra de milho. Por fim, a iminência da colheita de verão e o aumento dos preços do milho acima dos custos de produção para as indústrias de carne podem reduzir a demanda a curto prazo, buscando um equilíbrio nos custos.
As exportações de milho norte-americano seguem em ritmo acelerado, impulsionando os preços na Bolsa de Chicago (CBOT) e na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), segundo a TF Agroeconômica. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas de milho mantiveram crescimento constante até o final de outubro, com um salto significativo na última semana do mês.
Esse movimento resultou no contrato de dezembro/24 na CBOT fechando a US$ 4,31 por bushel, uma alta de 1,00%. Além disso, o dólar alcançou R$ 5,790 durante o dia, encerrando cotado a R$ 5,737 (+1,09%), o que também contribuiu para as valorizações na B3, segundo análise da TF Agroeconômica.
Na B3, os contratos futuros de milho registraram altas expressivas. O vencimento de novembro/24 fechou a R$ 73,80, representando um aumento de R$ 0,23 no dia e de R$ 0,81 na semana. O contrato de janeiro/25 também apresentou valorização, encerrando o dia a R$ 76,76, com alta de R$ 0,47 no dia e de R$ 0,30 na semana. Já o contrato para março/25 finalizou a R$ 77,24, subindo R$ 0,35 no dia e R$ 0,09 na semana.
Essas movimentações refletem o impacto das exportações norte-americanas e da valorização do dólar sobre o mercado brasileiro. Com o aumento da demanda externa, os preços internacionais ganham força, impulsionando também as cotações no Brasil, à medida que os investidores acompanham as tendências globais e as flutuações cambiais.
Esses fatores, além das perspectivas de continuidade no ritmo das exportações, indicam um cenário favorável para o milho no mercado brasileiro e internacional. A B3 deverá manter uma atenção especial à variação cambial, visto que o dólar exerce papel crucial na competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo.
De acordo com as informações da TF Agroeconômica, o mercado de milho está registrando uma dinâmica mais lenta nas regiões produtoras do Brasil. Em Rio Grande do Sul, o mercado está calmo, com preços mantidos entre R$ 73,00 e R$ 77,00, dependendo da localidade, como em Santa Rosa, Não-Me-Toque, Marau e Gaurama. Nos negócios FOB interior, os vendedores pedem a partir de R$ 80,00, e as indicações CIF fábricas variam entre R$ 82,00. Não há registros de transações significativas nesta sexta-feira.
Em Santa Catarina, a expectativa é de passagem de uma frente fria, o que pode movimentar o mercado, principalmente no Oeste do estado. As ofertas estão a partir de R$ 72,00 no interior, com indicações de R$ 73,00 a R$ 75,00 CIF fábricas. Na região do meio-oeste, negócios pontuais ocorrem a R$ 75,00/R$ 76,00 CIF, com embarques de 2 mil toneladas. Na área do porto, os preços para outubro estão indicados em R$ 67,00, e para novembro, a R$ 69,00.
O mercado em Paraná está também sem grandes movimentações. As indicações nos portos são de R$ 68,00 para novembro e R$ 69,00 para dezembro. Nas regiões mais ao norte e oeste, os preços estão em torno de R$ 67,00 a R$ 71,00, com muitos produtores pedindo acima de R$ 77,00. No sudoeste, as negociações estão em torno de R$ 58,00 a R$ 60,00, com pedidos mais altos em algumas áreas.
Já em Mato Grosso do Sul, as indicações nas principais cidades são de R$ 53,00 em Maracaju, R$ 54,00 em Dourados e Naviraí, e R$ 49,00 em São Gabriel. Os produtores estão pedindo preços mais altos, com ofertas FOB a partir de R$ 52,00 e os lotes sendo concentrados em torno de R$ 55,00. As negociações seguem lentas, com ofertas a partir de R$ 58,00 no FOB e indicações nos portos a R$ 60,00.
Movimentação facilitou a competitividade do produto brasileiro
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Pixabay
Segundo o boletim informativo do Cepea, as negociações com soja no Brasil permanecem aquecidas, em função da forte demanda das indústrias esmagadoras locais. A intensa movimentação elevou os prêmios de exportação da oleaginosa, e assim facilitou a crescente competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.
Os Pesquisadores do Cepea ainda destacam que, embora os preços internos estejam em alta, a valorização foi limitada por alguns fatores. Como o progresso na semeadura da safra 2024/25 na América do Sul, a proximidade do término da colheita no Hemisfério Norte e a recente desvalorização do dólar em relação ao real, que torna os produtos brasileiros relativamente mais caros para o mercado externo.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou quue, a semeadura da soja no Brasil já atingiu 53,3% da área total prevista, até o dia 3 de novembro, um avanço significativo em comparação aos 48,4% registrados no mesmo período do ano passado. Esse ritmo acelerado de plantio reflete as condições climáticas favoráveis e a busca dos produtores por aproveitar janelas ideais de cultivo, o que pode ter impactos diretos na produtividade e no preço futuro da soja brasileira.
Cenário é impulsionado pela forte demanda interna
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Divulgação
Conforme dados divulgados pelo boletim informativo do Cepea, os preços domésticos do milho estão em uma tendência de alta no início do mês de novembro. O cenário é impulsionado pela forte demanda interna, já que muitos consumidores buscam recompor seus estoques, o que contribui para a valorização do cereal no mercado brasileiro. A expectativa é de que essa situação permaneça nas próximas semanas, considerando a necessidade de reposição de estoques por parte de compradores.
Os vendedores por sua vez, estão adotando uuma postura de maior cautela nas negociações, priorizando o trabalho no campo e o avanço da semeadura da safra de verão. Ainda conforme o Cepea, essa estratégia permite que os produtores aguardem condições mais favoráveis de comercialização e evitem vendas precipitadas, especialmente em um cenário de alta demanda. O plantio da safra de verão está ocorrendo em boas condições climáticas, o que reduz as preocupações com possíveis atrasos para a segunda safra de milho em 2025, que precisa ser plantada dentro de uma janela ideal para garantir melhores resultados produtivos.
Conforme informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 3 de novembro, cerca de 42,1% da área destinada ao milho na safra de verão já havia sido semeada no Brasil, representando um avanço de 5,3 pontos percentuais em relação à semana anterior e 1,9 pontos percentuais acima do índice registrado no mesmo período de 2023.
Essa dinâmica de preços e oferta continua a influenciar os mercados internacionais
Agrolink
– Leonardo Gottems

Em relação ao mercado argentino, o preço do milho disponível se manteve em A$ 180 mil/t – Foto: Freepik
Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de milho no Brasil continua com compradores focados nas exportações de janeiro e julho. Os vendedores mantiveram seus preços de prêmio, enquanto os compradores mostraram interesse em melhorar os preços para janeiro. No Paraná, os prêmios de venda para o milho de Paranaguá se mantiveram estáveis, com exceção de um aumento de 5 pontos no prêmio de janeiro, que passou para 135 (+0) SC, enquanto o prêmio de julho/agosto ficou em 88 (+0).
No mercado chinês, o preço do milho caiu 25 CNY/t para novembro e 24 CNY/t para janeiro, refletindo uma retração no mercado de grãos. Já os preços do amido de milho mostraram uma queda de 31 CNY/t para novembro, mas uma leve alta de 13 CNY/t para janeiro. Por outro lado, o preço dos ovos teve um aumento de 12 CNY/500kg para novembro e de 8 CNY/500kg para dezembro. No entanto, as cotações de suíno apresentaram uma queda de 45 CNY/t para novembro e 56 CNY/t para janeiro, indicando uma pressão no setor de proteína animal.
Em relação ao mercado argentino, o preço do milho disponível se manteve em A$ 180 mil/t, enquanto a oferta para entrega contratual aumentou para A$ 185 mil/t, com algumas negociações específicas atingindo até A$ 190 mil/t. O preço do milho no MATBA (Mercado a Término de Buenos Aires) também subiu, passando para US$ 189,30 para abril, um aumento em relação aos US$ 188,00 anteriores, mas ainda abaixo do valor registrado em Chicago, que foi de US$ 169,68.
Essa dinâmica de preços e oferta continua a influenciar os mercados internacionais, especialmente com as variações nos preços do milho e seus derivados, refletindo as condições do mercado interno e as expectativas para os próximos meses.
A StoneX divulgou uma análise detalhada sobre os mercados de diesel e gasolina, destacando a recuperação das margens de refino e as perspectivas de demanda. Na última semana, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD, principal indicador de diesel nos Estados Unidos, terminou o período estável, com uma leve queda acumulada de 0,2%, fechando a sexta-feira (01) a USD 2,2342 por galão.
No entanto, o crack-spread entre o NY Harbor ULSD e o WTI avançou 7,4% na semana, totalizando USD 24,56 por barril, o maior valor desde o início de setembro. Esse aumento foi influenciado pela melhora no PMI industrial da China e pela queda nos estoques de diesel nos Estados Unidos e na Europa, indicando um mercado mais apertado no médio prazo, o que pode favorecer uma recuperação das margens de refino.
Enquanto isso, o mercado de gasolina também apresentou movimentações importantes. O contrato mais ativo do RBOB, referência da gasolina nos EUA, registrou uma leve queda de 0,68%, cotado a USD 1,96 por galão na sexta-feira (01). Essa queda foi inferior à do petróleo, sendo influenciada pela queda não antecipada dos estoques de gasolina nos Estados Unidos e por perspectivas mais positivas para o consumo nos próximos meses. A StoneX destaca que, para 2025, a demanda brasileira por gasolina deve se recuperar significativamente, devido à melhora nas condições econômicas e na confiança do consumidor, impulsionando uma retomada na procura por combustível.
Esse cenário reflete um mercado de combustíveis que, apesar das quedas nos preços, ainda enfrenta desafios, com margens de refino crescendo especialmente para o diesel. A combinação de uma recuperação na demanda global e a redução dos estoques em mercados chave sugere que os próximos meses podem ser de aperto na oferta, o que pode gerar pressões no preço.