quarta-feira, abril 15, 2026

Política & Agro

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Semana inicia com mudanças no tempo


Nesta segunda-feira (18.11), são esperadas mudanças no tempo. De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, o avanço de uma frente fria pelo sul do Brasil inaugura um período de instabilidade, com efeitos previstos para o Sudeste e o Centro-Oeste ao longo da semana.

Cenário no Sul: chuvas retomam e impactam cultivos

Após um final de semana marcado por altas temperaturas, a chegada da frente fria já provocou chuvas no Rio Grande do Sul, com previsão de avanço para Santa Catarina até a noite. A principal contribuição para as precipitações é o contraste entre massas de ar quente e frio, comum nesta época de transição para o verão. Esse cenário beneficia culturas como arroz e milho, que dependem de boa umidade, mas exige atenção aos volumes elevados que podem causar encharcamento do solo.

Centro-Oeste e Sudeste: instabilidades irregulares preocupam

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o calor combinado com alta umidade garante chuvas esparsas e irregulares. Estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo podem receber volumes entre 3 e 7 mm, insuficientes para atender plenamente as demandas hídricas de culturas como soja e café. Isoladamente, eventos mais intensos podem ocorrer, mas sem grandes áreas sendo beneficiadas. Em contrapartida, o tempo firme em São Paulo e no norte do Paraná favorece a colheita de grãos.

Regiões Norte e Nordeste: comportamentos distintos

Enquanto o Norte apresenta chuvas volumosas no oeste do Amazonas e Acre, no Nordeste, especialmente no norte da Bahia, Ceará, Piauí e Maranhão, o cenário é de tempo seco. Essa previsão pode causar preocupação para o desenvolvimento de culturas como o feijão e o milho nas áreas dependentes de chuva.

Atenção ao leste de Santa Catarina

Um alerta foi emitido para chuvas volumosas previstas no sul e leste de Santa Catarina nos próximos dias, onde os volumes elevados podem causar problemas de drenagem e erosão, impactando culturas como hortaliças e milho.





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Ações da China recuam com investidores à espera de mais estímulos


Logotipo Reuters

XANGAI/CINGAPURA (Reuters) – Os mercados acionários da China e de Hong Kong caíram nesta quarta-feira já que os investidores buscaram lucrar com a forte alta anterior, que foi atenuada pela falta de medidas de estímulo vigorosas para reanimar a economia.

Os índices de referência na China registraram suas maiores perdas diárias desde o início da pandemia da Covid-19, apesar do anúncio de uma coletiva de imprensa do Ministério das Finanças no sábado para detalhar os planos de estímulo fiscal.

No fechamento, o índice de Xangai teve queda de 6,62%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 7,05%. Ambos os índices registraram suas maiores perdas em um dia desde fevereiro de 2020 e também interromperam uma sequência de 10 dias de ganhos.

O volume de negócios no mercado de ações A, que inclui ações listadas em Xangai, Shenzhen e Pequim, foi de 2,96 trilhões de iuanes (419,04 bilhões de dólares) nesta quarta-feira, abaixo do recorde de 3,485 trilhões de iuanes registrado no dia anterior.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,38%, , embora continue sendo um dos mercados de melhor desempenho da região este ano.

Analistas de mercado disseram que as autoridades não conseguiram fornecer mais detalhes sobre as medidas de estímulo de Pequim na tão esperada coletiva de imprensa da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma na terça-feira, deixando os investidores desapontados.

“Eu diria que os recentes anúncios da comissão foram um pouco decepcionantes, principalmente porque não houve muito em termos de novos estímulos ou orientações claras para o futuro”, disse Nori Chiou, diretor de investimentos da White Oak Capital.

“O mercado está esperando um anúncio de estímulo fiscal em algum momento deste mês, algo em torno de 2 trilhões a 3 trilhões de iuanes é a faixa sobre a qual se fala”, disse Alvin Tan, chefe de estratégia de câmbio da Ásia na RBC Capital Markets.

. Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,87%, a 39.277 pontos.

. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,38%, a 20.637 pontos.

. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 6,62%, a 3.258 pontos.

. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 7,05%, a 3.955 pontos.

. Em SEUL, o índice KOSPI permaneceu fechado.

. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,21%, a 22.659 pontos.

. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,56%, a 3.595 pontos.

. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,13%, a 8.187 pontos.





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Goiás fomenta agricultura com R$ 19,3 milhões do FCO Rural



Os recursos serão destinados a 18 projetos rurais




Foto: Pixabay

A 410ª reunião da Câmara Deliberativa do Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE), realizada na última quarta-feira (13), autorizou a captação de R$ 19,3 milhões pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO Rural). Os recursos serão destinados a 18 projetos rurais em 16 municípios goianos, com expectativa de gerar 22 novos empregos no setor, conforme informado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Governo de Goiás.

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De acordo com a secretaria da agricultura, a maior parte dos recursos foi destinada a pequenos produtores rurais, que tiveram 11 propostas aprovadas. Outros cinco projetos foram direcionados a produtores de pequeno-médio porte. Também foram contemplados um produtor de porte médio e outro classificado como mini porte.

Segundo a Seapa. criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 7.827/1989, o FCO tem como objetivo fomentar o desenvolvimento econômico e social nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. O fundo opera em duas modalidades: FCO Empresarial e FCO Rural. Os recursos são provenientes de 0,6% do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além dos retornos dos financiamentos. Podem acessar o programa produtores rurais, empresas, pessoas físicas e jurídicas, além de cooperativas de produção.





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Criptoativos ganham espaço no agronegócio brasileiro



Parceria quer investir no setor



A relação entre o agronegócio e as tecnologias financeiras tem avançado rapidamente
A relação entre o agronegócio e as tecnologias financeiras tem avançado rapidamente – Foto: Pixabay

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) firmou, na quarta-feira (13), um acordo de cooperação técnica com a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), fortalecendo a integração do agronegócio brasileiro ao mercado financeiro. A parceria inclui a realização de ações educacionais, estudos conjuntos e seminários sobre temas como Fiagro, crowdfunding, certificados e criptoativos, como bitcoin, criptomoedas e tokens digitais. A iniciativa também busca capacitar os servidores da CVM em questões relacionadas ao setor agropecuário, ampliando o diálogo entre as áreas.

A relação entre o agronegócio e as tecnologias financeiras tem avançado rapidamente, especialmente com o uso de blockchain e tokens digitais. Essa tecnologia oferece aos produtores rurais uma alternativa para acessar crédito, muitas vezes difícil em instituições tradicionais. Por meio de tokens lastreados em commodities agrícolas, investidores podem financiar a produção e, em troca, receber ativos digitais vinculados à colheita futura, garantindo transparência e eficiência. O acordo com a SNA reforça o potencial de inovação no setor, sob a regulação da CVM, que garante segurança jurídica a essas operações.

O movimento acompanha tendências do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que desde 2020 explora o uso do blockchain. Em 2022, o MAPA chegou a buscar consultores especializados em criptomoedas para apoiar projetos futuros, sinalizando o interesse crescente do setor público em novas tecnologias financeiras.

“A aprovação dessa parceria com a SNA representa um passo importante para fortalecer a conexão entre o agronegócio e o mercado de capitais. Com o crescente interesse do setor em acessar novas fontes de financiamento, é essencial que avancemos em estudos e pesquisas que possibilitem políticas e normas mais adequadas às necessidades específicas do agronegócio“, disse em nota da CVM o Superintendente de Securitização e Agronegócio da CVM, Bruno Gomes.

 





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Custo de alimentação para pecuária cresce


O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) apontou R$ 14,90 no Centro-Oeste em outubro de 2024, marcando uma alta expressiva de 10,13% em relação a setembro. No Sudeste, o índice ficou em R$ 11,89, com leve alta de 0,25%. O aumento reflete o aquecimento da pecuária de corte, impulsionado pela demanda internacional por proteína animal e a valorização do preço da arroba. A elevação nos custos de nutrição está diretamente relacionada à intensificação do confinamento e à alta nos preços de insumos como milho, Ureia e soja.  

No Centro-Oeste, o custo médio da tonelada de matéria seca para a dieta de terminação subiu 9,62%, atingindo R$ 1.114,78. Já no Sudeste, a mesma dieta custou R$ 1.120,82, com alta de 6,38%. Apesar da estabilidade no ICAP geral no Sudeste, as maiores pressões vieram de insumos como núcleos minerais (+31,30%) e caroço de algodão (+8,46%). Em contrapartida, as dietas de adaptação e crescimento tiveram leves quedas, segurando o índice na região.  

A longo prazo, o aumento no custo da engorda tem pressionado margens, especialmente no Centro-Oeste, que registrou uma alta de 5,67% nos custos comparado a outubro de 2023. No Sudeste, houve redução de 2,67%, favorecendo a lucratividade. Estimativas indicam custos de R$ 218,66 e R$ 188,74 por arroba produzida, respectivamente, para as duas regiões, permitindo lucros de até R$ 980 por cabeça no Sudeste.  

Com a alta demanda e os custos em elevação, o pecuarista precisa manter eficiência na produção e buscar bonificações junto aos frigoríficos, como o diferencial do Boi China, que oferece até R$ 7,50 a mais por arroba. A gestão rigorosa dos custos será essencial para manter a lucratividade em um cenário de desafios e oportunidades.  

 





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Milho fecha em queda em Chicago



Estoques dos EUA são revisados pelo USDA




Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações do milho encerraram a semana em queda na Bolsa de Chicago, após apresentarem alta nos dias anteriores. O bushel para o primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (14) em US$ 4,19, abaixo dos US$ 4,27 registrados na semana anterior.

O mais recente relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 8 de novembro, revelou uma redução na produção de milho nos EUA para a safra 2024/25. A projeção caiu de 386,1 milhões para 384,6 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais americanos foram ajustados para 49,2 milhões de toneladas, ante os 50,8 milhões estimados no mês anterior.

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No entanto, a produção global de milho foi elevada para 1,219 bilhão de toneladas, um aumento de dois milhões em relação ao relatório de outubro. Apesar disso, os estoques finais globais também sofreram redução, passando de 306,5 milhões para 304,1 milhões de toneladas. As estimativas para a produção no Brasil e na Argentina foram mantidas em 127 milhões e 51 milhões de toneladas, respectivamente.

O preço médio pago aos produtores americanos para a safra 2024/25 permaneceu em US$ 4,10/bushel, valores ainda significativamente inferiores aos registrados nos dois anos anteriores: US$ 4,55 em 2023/24 e US$ 6,54 em 2022/23. A colheita de milho nos Estados Unidos avançou rapidamente, atingindo 95% da área plantada até o dia 10 de novembro. O ritmo é superior à média histórica, que é de 84% para o mesmo período, conforme a análise do Ceema.





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chuvas reduzidas permitem avanço do Arroz



Queda no preço da saca contrasta com otimismo no estado




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (14), o início de novembro trouxe condições climáticas favoráveis para a semeadura do arroz no Rio Grande do Sul. A redução da umidade nos talhões, devido à diminuição das chuvas, possibilitou o avanço do plantio, permitindo que fosse realizado em condições próximas ao ideal.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Segundo o informativo, as lavouras já estabelecidas têm se beneficiado das temperaturas elevadas, maior duração de horas de luz e dias ensolarados, fatores que contribuem para o desenvolvimento vegetativo das plantas. O manejo cultural, incluindo controle de plantas invasoras e adubação nitrogenada, segue dentro do esperado, assegurando um crescimento saudável e competitivo para a cultura.

Segundo o Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA), a área destinada ao cultivo de arroz no estado deve alcançar 948.356 hectares, com uma produtividade estimada pela Emater/RS-Ascar de 8.478 kg/ha.

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Panorama Regional

Bagé e Fronteira Oeste:
A semeadura avançou com lavouras bem estabelecidas. Apesar disso, os produtores de Bagé demonstram preocupação com o impacto das temperaturas mais baixas observadas recentemente.

Pelotas: Cerca de 80% da área planejada já foi semeada, embora o índice seja inferior aos 93% registrados no mesmo período de 2023. Chuvas leves em 6 e 7 de novembro paralisaram temporariamente as atividades em áreas com acumulados acima de 10 mm.

Soledade: A semeadura atingiu 75% da área prevista, beneficiada por chuvas de baixa intensidade, que também têm favorecido o manejo de plantas invasoras e a adubação nitrogenada em lavouras de arroz pré-germinado.

No mercado, o preço médio da saca de 60 kg apresentou retração de 3,30% na última semana, passando de R$ 116,43 para R$ 112,59, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Avanço em IA promete transformar o monitoramento do arroz



Os métodos tradicionais têm limitações



Os métodos tradicionais têm limitações
Os métodos tradicionais têm limitações – Foto: Pixabay

Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências desenvolveram o modelo AAUConvNeXt, utilizando redes neurais convolucionais avançadas (CNN) e algoritmos de otimização inteligentes, superando as técnicas convencionais no monitoramento do alojamento de arroz. O alojamento, que ocorre devido a fatores ambientais como vento e chuva, é um grande desafio para a produtividade agrícola, pois dificulta a fotossíntese, complica a colheita e aumenta a vulnerabilidade das plantas às pragas.  

Os métodos tradicionais de monitoramento, como inspeção visual e modelagem matemática, têm limitações em termos de precisão, escalabilidade e capacidade de resposta rápida. O AAUConvNeXt se destaca por otimizar estrategicamente os canais nas camadas convolucionais, ajustando-os de forma dinâmica conforme a necessidade de aprendizado de cada camada. Isso melhora o desempenho e a eficiência computacional, alcançando 96,3% de precisão de pixel, 96,3% de precisão média de pixel e 93,2% de interseção média sobre união (mIoU), superando modelos como DeepLabV3+ e HRNet. 

O modelo não apenas alcançou alta precisão, mas também reduziu a complexidade computacional em 8,66%, tornando-o mais eficiente em termos de recursos. Com uma excelente capacidade de distinguir entre estados completos, parciais e sem alojamento, o AAUConvNeXt oferece uma solução eficaz para intervenções agrícolas oportunas, como ajustes na irrigação e controle de pragas.  

De acordo com o Dr. Xiaobo Sun, líder da pesquisa, o uso de aprendizado profundo aliado à otimização inteligente possibilita um monitoramento eficiente e econômico das culturas. Esse avanço pode transformar a gestão do cultivo de arroz, tornando as práticas agrícolas mais produtivas e sustentáveis. O modelo AAUConvNeXt abre novas possibilidades para melhorar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais.

 





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Doenças foliares e restrição hídrica geram alertas para produtores de feijão


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (14), o cultivo do feijão de primeira safra segue estável no Rio Grande do Sul, com perspectivas de intensificação a partir do final de novembro até meados de dezembro, especialmente na região dos Campos de Cima da Serra. Responsável por cerca de um terço da produção estadual, a área deverá alcançar 28.896 hectares, segundo a projeção da Emater/RS-Ascar para a safra 2024/2025. A produtividade média estimada é de 1.864 kg/ha.

As lavouras estão em bom desenvolvimento e avançam rapidamente para os estádios reprodutivos. Entretanto, terrenos mais inclinados e com chuvas insuficientes nos últimos dias já apresentam sintomas de restrição hídrica. Apesar da sensibilidade do feijão à falta de água, especialmente em fases reprodutivas, ainda não há um grande impacto na produção.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Outro ponto de atenção é o aumento discreto na incidência de doenças foliares, como a antracnose, que afeta hastes, folhas e vagens. A doença tem sido controlada com aplicações pontuais de fungicidas, mantendo as lavouras em condições adequadas, conforme apontaram os dados da Emater/RS.

Situação Regional

De acordo com o informativo, na região administrativa de Ijuí, o plantio foi concluído. A maior parte das lavouras está em desenvolvimento vegetativo (69%), enquanto 20% estão em floração, 10% em enchimento de grãos e 1% em fase de maturação. Em Pelotas, a semeadura avançou para 46%, com 96% das plantas em estágio vegetativo e apenas 4% em fases reprodutivas.

Já em Santa Maria, a maior parte das áreas encontra-se em estádios reprodutivos, com 2% da área já colhida. Na região de Soledade, o avanço para os estádios de floração e enchimento de grãos é notável, embora a umidade do solo comece a cair em algumas lavouras, exigindo atenção no manejo.

No mercado, o preço médio da saca de 60 kg permaneceu estável em relação à semana anterior, cotado em R$ 303,75, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Brasil mantém ritmo elevado de importações de trigo


A colheita de trigo está praticamente concluída no Brasil, mas a quebra de volume e qualidade do grão foi confirmada em diversas regiões do país. Essa situação tem pressionado os preços locais, especialmente para o trigo de qualidade superior. No Rio Grande do Sul, o valor médio chegou a R$ 69,33/saco, enquanto no Paraná os preços variaram entre R$ 77,00 e R$ 79,00/saco, segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

Ao mesmo tempo, o Brasil mantém um ritmo elevado de importações de trigo. Em outubro, foram compradas 552.400 toneladas, o maior volume para o mês nos últimos cinco anos. Entre janeiro e outubro, as importações somaram 5,7 milhões de toneladas, com projeção de superar 6 milhões até o fim de 2024, o que representará o maior volume anual desde 2013.

No Paraná, a colheita alcançou 98% da área até 11 de novembro, enquanto no Rio Grande do Sul o índice estava em 64% até 7 de novembro, abaixo da média histórica de 79%. Com condições climáticas favoráveis, a colheita gaúcha avançou rapidamente nos últimos dias e está perto da conclusão.

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De acordo com a análise, Santa Catarina é um dos poucos estados a registrar aumento na produção, com um crescimento estimado de 40,8%, atingindo 433.000 toneladas, segundo a Epagri. No Paraná, a produção deverá ficar em torno de 2,6 milhões de toneladas, e no Rio Grande do Sul, cerca de 4 milhões de toneladas. No total, a produção nacional deve alcançar 7,5 milhões de toneladas, embora parte desse volume apresente qualidade inferior.

A baixa qualidade de parte da safra brasileira tem impulsionado as exportações para mercados menos exigentes. Até setembro, o país exportou 2,5 milhões de toneladas, um aumento de 21,6% em relação ao mesmo período de 2023.

Internamente, os preços seguem tendência de alta. Em Santa Catarina, os primeiros lotes colhidos foram negociados com moinhos entre R$ 85,00 e R$ 90,00/saco FOB, enquanto os valores pagos diretamente aos produtores variaram de R$ 70,00 a R$ 78,00/saco nas principais regiões produtoras, conforme a análise do Ceema.





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