segunda-feira, abril 13, 2026

Política & Agro

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Custo de alimentação para pecuária cresce


O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) apontou R$ 14,90 no Centro-Oeste em outubro de 2024, marcando uma alta expressiva de 10,13% em relação a setembro. No Sudeste, o índice ficou em R$ 11,89, com leve alta de 0,25%. O aumento reflete o aquecimento da pecuária de corte, impulsionado pela demanda internacional por proteína animal e a valorização do preço da arroba. A elevação nos custos de nutrição está diretamente relacionada à intensificação do confinamento e à alta nos preços de insumos como milho, Ureia e soja.  

No Centro-Oeste, o custo médio da tonelada de matéria seca para a dieta de terminação subiu 9,62%, atingindo R$ 1.114,78. Já no Sudeste, a mesma dieta custou R$ 1.120,82, com alta de 6,38%. Apesar da estabilidade no ICAP geral no Sudeste, as maiores pressões vieram de insumos como núcleos minerais (+31,30%) e caroço de algodão (+8,46%). Em contrapartida, as dietas de adaptação e crescimento tiveram leves quedas, segurando o índice na região.  

A longo prazo, o aumento no custo da engorda tem pressionado margens, especialmente no Centro-Oeste, que registrou uma alta de 5,67% nos custos comparado a outubro de 2023. No Sudeste, houve redução de 2,67%, favorecendo a lucratividade. Estimativas indicam custos de R$ 218,66 e R$ 188,74 por arroba produzida, respectivamente, para as duas regiões, permitindo lucros de até R$ 980 por cabeça no Sudeste.  

Com a alta demanda e os custos em elevação, o pecuarista precisa manter eficiência na produção e buscar bonificações junto aos frigoríficos, como o diferencial do Boi China, que oferece até R$ 7,50 a mais por arroba. A gestão rigorosa dos custos será essencial para manter a lucratividade em um cenário de desafios e oportunidades.  

 





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Milho fecha em queda em Chicago



Estoques dos EUA são revisados pelo USDA




Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações do milho encerraram a semana em queda na Bolsa de Chicago, após apresentarem alta nos dias anteriores. O bushel para o primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (14) em US$ 4,19, abaixo dos US$ 4,27 registrados na semana anterior.

O mais recente relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 8 de novembro, revelou uma redução na produção de milho nos EUA para a safra 2024/25. A projeção caiu de 386,1 milhões para 384,6 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais americanos foram ajustados para 49,2 milhões de toneladas, ante os 50,8 milhões estimados no mês anterior.

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No entanto, a produção global de milho foi elevada para 1,219 bilhão de toneladas, um aumento de dois milhões em relação ao relatório de outubro. Apesar disso, os estoques finais globais também sofreram redução, passando de 306,5 milhões para 304,1 milhões de toneladas. As estimativas para a produção no Brasil e na Argentina foram mantidas em 127 milhões e 51 milhões de toneladas, respectivamente.

O preço médio pago aos produtores americanos para a safra 2024/25 permaneceu em US$ 4,10/bushel, valores ainda significativamente inferiores aos registrados nos dois anos anteriores: US$ 4,55 em 2023/24 e US$ 6,54 em 2022/23. A colheita de milho nos Estados Unidos avançou rapidamente, atingindo 95% da área plantada até o dia 10 de novembro. O ritmo é superior à média histórica, que é de 84% para o mesmo período, conforme a análise do Ceema.





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chuvas reduzidas permitem avanço do Arroz



Queda no preço da saca contrasta com otimismo no estado




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (14), o início de novembro trouxe condições climáticas favoráveis para a semeadura do arroz no Rio Grande do Sul. A redução da umidade nos talhões, devido à diminuição das chuvas, possibilitou o avanço do plantio, permitindo que fosse realizado em condições próximas ao ideal.

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Segundo o informativo, as lavouras já estabelecidas têm se beneficiado das temperaturas elevadas, maior duração de horas de luz e dias ensolarados, fatores que contribuem para o desenvolvimento vegetativo das plantas. O manejo cultural, incluindo controle de plantas invasoras e adubação nitrogenada, segue dentro do esperado, assegurando um crescimento saudável e competitivo para a cultura.

Segundo o Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA), a área destinada ao cultivo de arroz no estado deve alcançar 948.356 hectares, com uma produtividade estimada pela Emater/RS-Ascar de 8.478 kg/ha.

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Panorama Regional

Bagé e Fronteira Oeste:
A semeadura avançou com lavouras bem estabelecidas. Apesar disso, os produtores de Bagé demonstram preocupação com o impacto das temperaturas mais baixas observadas recentemente.

Pelotas: Cerca de 80% da área planejada já foi semeada, embora o índice seja inferior aos 93% registrados no mesmo período de 2023. Chuvas leves em 6 e 7 de novembro paralisaram temporariamente as atividades em áreas com acumulados acima de 10 mm.

Soledade: A semeadura atingiu 75% da área prevista, beneficiada por chuvas de baixa intensidade, que também têm favorecido o manejo de plantas invasoras e a adubação nitrogenada em lavouras de arroz pré-germinado.

No mercado, o preço médio da saca de 60 kg apresentou retração de 3,30% na última semana, passando de R$ 116,43 para R$ 112,59, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Avanço em IA promete transformar o monitoramento do arroz



Os métodos tradicionais têm limitações



Os métodos tradicionais têm limitações
Os métodos tradicionais têm limitações – Foto: Pixabay

Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências desenvolveram o modelo AAUConvNeXt, utilizando redes neurais convolucionais avançadas (CNN) e algoritmos de otimização inteligentes, superando as técnicas convencionais no monitoramento do alojamento de arroz. O alojamento, que ocorre devido a fatores ambientais como vento e chuva, é um grande desafio para a produtividade agrícola, pois dificulta a fotossíntese, complica a colheita e aumenta a vulnerabilidade das plantas às pragas.  

Os métodos tradicionais de monitoramento, como inspeção visual e modelagem matemática, têm limitações em termos de precisão, escalabilidade e capacidade de resposta rápida. O AAUConvNeXt se destaca por otimizar estrategicamente os canais nas camadas convolucionais, ajustando-os de forma dinâmica conforme a necessidade de aprendizado de cada camada. Isso melhora o desempenho e a eficiência computacional, alcançando 96,3% de precisão de pixel, 96,3% de precisão média de pixel e 93,2% de interseção média sobre união (mIoU), superando modelos como DeepLabV3+ e HRNet. 

O modelo não apenas alcançou alta precisão, mas também reduziu a complexidade computacional em 8,66%, tornando-o mais eficiente em termos de recursos. Com uma excelente capacidade de distinguir entre estados completos, parciais e sem alojamento, o AAUConvNeXt oferece uma solução eficaz para intervenções agrícolas oportunas, como ajustes na irrigação e controle de pragas.  

De acordo com o Dr. Xiaobo Sun, líder da pesquisa, o uso de aprendizado profundo aliado à otimização inteligente possibilita um monitoramento eficiente e econômico das culturas. Esse avanço pode transformar a gestão do cultivo de arroz, tornando as práticas agrícolas mais produtivas e sustentáveis. O modelo AAUConvNeXt abre novas possibilidades para melhorar a produtividade no campo e reduzir custos operacionais.

 





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Doenças foliares e restrição hídrica geram alertas para produtores de feijão


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (14), o cultivo do feijão de primeira safra segue estável no Rio Grande do Sul, com perspectivas de intensificação a partir do final de novembro até meados de dezembro, especialmente na região dos Campos de Cima da Serra. Responsável por cerca de um terço da produção estadual, a área deverá alcançar 28.896 hectares, segundo a projeção da Emater/RS-Ascar para a safra 2024/2025. A produtividade média estimada é de 1.864 kg/ha.

As lavouras estão em bom desenvolvimento e avançam rapidamente para os estádios reprodutivos. Entretanto, terrenos mais inclinados e com chuvas insuficientes nos últimos dias já apresentam sintomas de restrição hídrica. Apesar da sensibilidade do feijão à falta de água, especialmente em fases reprodutivas, ainda não há um grande impacto na produção.

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Outro ponto de atenção é o aumento discreto na incidência de doenças foliares, como a antracnose, que afeta hastes, folhas e vagens. A doença tem sido controlada com aplicações pontuais de fungicidas, mantendo as lavouras em condições adequadas, conforme apontaram os dados da Emater/RS.

Situação Regional

De acordo com o informativo, na região administrativa de Ijuí, o plantio foi concluído. A maior parte das lavouras está em desenvolvimento vegetativo (69%), enquanto 20% estão em floração, 10% em enchimento de grãos e 1% em fase de maturação. Em Pelotas, a semeadura avançou para 46%, com 96% das plantas em estágio vegetativo e apenas 4% em fases reprodutivas.

Já em Santa Maria, a maior parte das áreas encontra-se em estádios reprodutivos, com 2% da área já colhida. Na região de Soledade, o avanço para os estádios de floração e enchimento de grãos é notável, embora a umidade do solo comece a cair em algumas lavouras, exigindo atenção no manejo.

No mercado, o preço médio da saca de 60 kg permaneceu estável em relação à semana anterior, cotado em R$ 303,75, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Brasil mantém ritmo elevado de importações de trigo


A colheita de trigo está praticamente concluída no Brasil, mas a quebra de volume e qualidade do grão foi confirmada em diversas regiões do país. Essa situação tem pressionado os preços locais, especialmente para o trigo de qualidade superior. No Rio Grande do Sul, o valor médio chegou a R$ 69,33/saco, enquanto no Paraná os preços variaram entre R$ 77,00 e R$ 79,00/saco, segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

Ao mesmo tempo, o Brasil mantém um ritmo elevado de importações de trigo. Em outubro, foram compradas 552.400 toneladas, o maior volume para o mês nos últimos cinco anos. Entre janeiro e outubro, as importações somaram 5,7 milhões de toneladas, com projeção de superar 6 milhões até o fim de 2024, o que representará o maior volume anual desde 2013.

No Paraná, a colheita alcançou 98% da área até 11 de novembro, enquanto no Rio Grande do Sul o índice estava em 64% até 7 de novembro, abaixo da média histórica de 79%. Com condições climáticas favoráveis, a colheita gaúcha avançou rapidamente nos últimos dias e está perto da conclusão.

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De acordo com a análise, Santa Catarina é um dos poucos estados a registrar aumento na produção, com um crescimento estimado de 40,8%, atingindo 433.000 toneladas, segundo a Epagri. No Paraná, a produção deverá ficar em torno de 2,6 milhões de toneladas, e no Rio Grande do Sul, cerca de 4 milhões de toneladas. No total, a produção nacional deve alcançar 7,5 milhões de toneladas, embora parte desse volume apresente qualidade inferior.

A baixa qualidade de parte da safra brasileira tem impulsionado as exportações para mercados menos exigentes. Até setembro, o país exportou 2,5 milhões de toneladas, um aumento de 21,6% em relação ao mesmo período de 2023.

Internamente, os preços seguem tendência de alta. Em Santa Catarina, os primeiros lotes colhidos foram negociados com moinhos entre R$ 85,00 e R$ 90,00/saco FOB, enquanto os valores pagos diretamente aos produtores variaram de R$ 70,00 a R$ 78,00/saco nas principais regiões produtoras, conforme a análise do Ceema.





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Goiás ajusta prazos de projeto para agroindústrias



O projeto tem o objetivo capacitar agroindústrias que produzem itens de origem animal




Foto: Divulgação

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), anunciou a retificação do edital de chamamento público para o Projeto de Promoção da Melhoria da Qualidade das Agroindústrias do Estado. A alteração, publicada no Diário Oficial do Estado (DOEGO) na quinta-feira (14), estende o período de cadastramento e ajusta o cronograma de execução das atividades previstas.

Com a nova redação, o prazo para os empreendedores interessados preencherem o formulário padrão de cadastro foi ampliado para 30 dias, contados a partir de 4 de novembro de 2024, data de publicação do edital no DOEGO. Assim, as inscrições seguem abertas até o próximo dia 4 de dezembro de 2024, confome informado pela Seapa.

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De acordo com a Secretaria de Agricultura, a cronograma atualizado define que a classificação das agroindústrias de pequeno porte e o período para apresentação de recursos serão realizados ainda em dezembro. Já a aprovação dos empreendedores e o início da consultoria técnica estão programados para janeiro de 2025.

O projeto, que conta com a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), tem como objetivo capacitar agroindústrias que produzem itens de origem animal. A iniciativa busca estimular boas práticas de produção, oferecer treinamento técnico e promover o acesso a tecnologias adequadas, contribuindo para a melhoria da qualidade e competitividade dos produtos goianos no mercado.





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cana-de-Açúcar alcança aumento nos rendimentos



Cana ganha espaço na alimentação animal no RS




Foto: Canva

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14), os produtores de cana-de-açúcar na região administrativa de Santa Rosa seguem com a colheita, especialmente para abastecer agroindústrias que produzem melado, açúcar mascavo e cachaça.

A área cultivada na região totaliza 2.234 hectares, com uma produtividade média inicial estimada em 55 toneladas por hectare (t/ha). No entanto, as variedades de ciclo médio em colheita estão registrando rendimentos superiores, entre 55 e 60 t/ha, refletindo a maturidade das plantas e o clima favorável.

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De acordo com o informativo,  rendimento na produção de melado e açúcar apresentou aumento, beneficiando diretamente as agroindústrias locais. Além disso, a cana tem sido vendida para alimentação animal, uso em mudas e para processamento industrial.

As áreas plantadas nesta safra continuam em bom desenvolvimento, impulsionando a expectativa de manter a qualidade da colheita nos próximos períodos. O preço médio recebido pelos produtores da região está em R$ 124,61 por tonelada, conforme os dados da Emater/RS.





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ajustes positivos no boi gordo e “boi China”



A pressão de alta nas praças pecuárias paulistas seguiu firme




Foto: Pixabay

A pressão de alta nas praças pecuárias paulistas seguiu firme nesta quarta-feira, com novos reajustes positivos para todas as categorias de bovinos. O valor da arroba do boi gordo subiu R$3,00, enquanto a vaca teve alta de R$5,00 e a novilha de R$10,00/@.

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A arroba do “boi China” também registrou elevação, com aumento de R$5,00/@. Apesar de negócios esporádicos apontarem valores de até R$350,00/@, essa cotação ainda não foi consolidada como nova referência de mercado.

Outras Regiões

  • Acre: Apesar de a oferta de bovinos ser limitada, os preços mantiveram-se estáveis na comparação diária.
  • Noroeste do Paraná: Após dois dias de alta na cotação do “boi China”, os preços se estabilizaram para machos e vacas, com a novilha registrando um aumento de R$3,00/@.
  • Alagoas: Em análise diária, os preços se mantiveram inalterados para todas as categorias. As escalas de abate ficaram na média para sete dias.






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Milho avança com baixa na produtividade dos EUA



No Brasil, a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) registrou um movimento mais tímid



Esses movimentos destacam a sensibilidade do mercado de grãos
Esses movimentos destacam a sensibilidade do mercado de grãos – Foto: Sheila Flores

Segundo a StoneX, a semana foi de valorização para os futuros de milho, principalmente nos Estados Unidos. O mercado se beneficiou de fatores diversos, como o resultado das eleições americanas, decisões de política monetária do Federal Reserve e o Relatório de Oferta e Demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). Essas influências contribuíram para a alta de 3,5% no vencimento de março de 2025 na Bolsa de Chicago, que encerrou a semana cotado a US$444,25 por bushel.

Nesse cenário, o relatório afirma que um dos pontos centrais para a sustentação dos preços foi a revisão para baixo nas estimativas de produtividade da safra de milho dos EUA, em meio a uma demanda que segue em bom ritmo. O fortalecimento do dólar, após a vitória de Donald Trump, adicionou certa pressão às commodities norte-americanas, mas a expectativa de menor produção ajudou a compensar esse efeito, mantendo o milho em alta.

No Brasil, a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) registrou um movimento mais tímido, já que o dólar forte também limitou os ganhos no mercado interno. Os contratos de milho para janeiro de 2025 encerraram a semana a R$76,82 por saca, registrando uma alta de apenas 0,1% no período, bem abaixo da valorização observada em Chicago.

Esses movimentos destacam a sensibilidade do mercado de grãos às variáveis internacionais, como a política monetária dos EUA e a relação entre oferta e demanda, que impactam diretamente a formação de preços e a competitividade das commodities agrícolas. As informações foram divulgadas no último relatório produzido pela StoneX.

 





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