segunda-feira, abril 13, 2026

Política & Agro

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Tilápia/Cepea: Oferta elevada e fraca demanda mantêm preços em queda


Os preços da tilápia continuaram em queda em setembro. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio da oferta elevada, visto que ainda há muitos peixes com alta biomassa nos tanques, e da demanda enfraquecida. Também como reflexo da disponibilidade interna elevada, as exportações brasileiras de tilápia (filés e produtos secundários) voltaram a crescer em setembro. Foram 1,6 mil toneladas embarcadas no último mês, avanço de 17,4% frente a agosto/24 e de expressivos 60,2% em relação a setembro/23. 

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Tendência de alta aquece mercado de insumos



O valor de troca entre a saca de café e a tonelada de KCl atingiu o melhor nível



O consumo de fertilizantes para a cultura do café no Brasil gira em torno de 2,5 milhões de toneladas
O consumo de fertilizantes para a cultura do café no Brasil gira em torno de 2,5 milhões de toneladas – Foto: Divulgação

Segundo Jeferson Souza, Market Intelligence Analyst, o mercado de café tem mostrado um desempenho notável este ano, com uma alta superior a 50% nos preços do café arábica, aproximando-se das máximas históricas, conforme o indicador Cepea. Esse movimento tem gerado impactos importantes no mercado de insumos, especialmente fertilizantes e defensivos agrícolas.

Souza observa que, ao atualizar o índice semanal de troca que acompanha desde 2015, percebeu uma curva histórica inédita. O valor de troca entre a saca de café e a tonelada de KCl atingiu o melhor nível da história, refletindo uma tendência de alta também para outros fertilizantes. Ele destaca que a situação exige atenção, principalmente para entender como os produtores de café se posicionarão no próximo ciclo, com foco nas antecipações para o ano seguinte.

O consumo de fertilizantes para a cultura do café no Brasil gira em torno de 2,5 milhões de toneladas, o que evidencia a importância da análise cuidadosa dessa dinâmica para o planejamento do setor. Souza reforça a necessidade de compreender as particularidades regionais do Brasil, que influenciam diretamente os mercados agrícolas.

“Conversando com colegas que estão diretamente no mercado do café, as premissas que podemos tirar são de que esse movimento é um sinal importante que precisa ser acompanhado, sobretudo para entendermos o posicionamento dos produtores para o próximo ano, sobretudo visando as antecipações. O consumo de fertilizantes para o café fica na casa de 2,5 milhões de toneladas. Enfim, é sempre válido olharmos para todas as culturas. As regionalidades do Brasil precisam ser entendidas”, conclui.





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Preço da aveia branca varia entre R$ 60,00 e R$ 78,00 no Rio Grande do Sul


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14), a colheita da aveia branca já alcançou 85% da área total plantada no Rio Grande do Sul. Os 15% restantes permanecem a campo, em estágio de maturação fisiológica. A produtividade continua altamente variável, refletindo as condições climáticas e o nível de manejo aplicado pelos produtores, especialmente no controle de doenças. A área plantada com aveia branca nesta safra foi de 354.987 hectares, com produtividade média estimada em 2.474 kg/ha. No entanto, os rendimentos têm variado entre as regiões administrativas do Estado.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita foi encerrada com produtividade média de 2.400 kg/ha, valor próximo das expectativas locais, considerando o nível tecnológico aplicado. Em Ijuí, 95% da colheita foi concluída, com as últimas lavouras, semeadas tardiamente, ainda a campo. A qualidade do grão segue abaixo dos padrões para industrialização, levando muitos produtores a armazenar a produção para comercialização futura, conforme os dados do informativo.

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Na região de Passo Fundo, a colheita avançou sobre 80% das áreas, mas a produtividade média caiu para 2.000 kg/ha, abaixo do esperado. Em contraste, na região de Santa Maria, a colheita atingiu 80%, com destaque para Tupanciretã, onde os rendimentos superaram as expectativas, alcançando 3.600 kg/ha, contra a previsão inicial de 2.455 kg/ha.

Segundo a Emater/RS, na região de Soledade, a colheita está em fase de finalização, com 93% das áreas colhidas. A produtividade média gira em torno de 3.000 kg/ha, com registros de até 3.900 kg/ha em lavouras com manejo tecnológico adequado. Já nas áreas com práticas inadequadas de adubação e controle fitossanitário, os índices de produtividade foram consideravelmente mais baixos.

Os preços médios da aveia branca destinada à indústria variaram conforme a região. Em Ijuí, a saca de 60 kg foi negociada a R$ 60,00; em Passo Fundo, a R$ 78,00; e em Frederico Westphalen, a R$ 72,00.





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Cotações da soja recuam em Chicago


Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) publicada na última quinta-feira (14), as cotações da soja registraram queda na Bolsa de Chicago após o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 8 de novembro. Apesar de uma tentativa inicial de recuperação, o movimento perdeu força, e o bushel da oleaginosa para o primeiro mês cotado encerrou esta quinta-feira (14) em US$ 9,85, abaixo dos US$ 10,15 da semana anterior.

O relatório trouxe uma redução inesperada na safra de soja dos Estados Unidos, que caiu de 124,7 milhões para 121,4 milhões de toneladas, embora o volume ainda seja superior aos 113,3 milhões registrados no ciclo anterior. Essa redução de mais de 3 milhões de toneladas exerceu pressão sobre as cotações em Chicago. Os estoques finais estadunidenses também sofreram corte, passando de 15 milhões para 12,8 milhões de toneladas, enquanto no ano anterior eram de 9,3 milhões.

No âmbito mundial, a produção de soja foi ajustada de 428,9 milhões para 425,4 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais globais recuaram de 134,6 milhões para 131,7 milhões de toneladas. Por outro lado, as projeções para as safras do Brasil e da Argentina permaneceram estáveis, em 169 milhões e 51 milhões de toneladas, respectivamente, conforme a análise do Ceema.

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O preço médio da soja pago aos produtores norte-americanos foi mantido em US$ 10,80/bushel para o atual ano comercial, abaixo dos US$ 12,40 e US$ 14,20 registrados nos dois ciclos anteriores. Até 10 de novembro, a colheita da oleaginosa nos Estados Unidos alcançou 96% da área plantada, superando a média histórica de 91% para o período.

Segundo o Ceema, na China, maior importadora global de soja, as importações devem recuar 9,5% no atual ano comercial, que se encerra em setembro de 2025. Essa redução, caso confirmada, diminuirá o volume importado para 101,4 milhões de toneladas, abaixo do registrado no ciclo 2022/23. Autoridades chinesas contestam as projeções do USDA, que indicam um volume de 109 milhões de toneladas, e afirmam que as importações do último ciclo somaram 109,4 milhões de toneladas, e não 112 milhões.

Em outubro, as importações chinesas de soja atingiram 8,1 milhões de toneladas, o maior volume para o mês nos últimos quatro anos, com alta de 56% em relação ao mesmo período de 2023. O aumento reflete a recuperação na demanda por farelo de soja, impulsionada pelo melhor desempenho das empresas de suínos no país.

Desde as disputas comerciais iniciadas no governo Trump, a China tem adotado medidas para reduzir a dependência de produtos agrícolas norte-americanos, como parte de uma estratégia para fortalecer sua segurança alimentar. Atualmente, a participação dos Estados Unidos nas importações chinesas de soja caiu para 18%, ante 40% em 2016, enquanto o Brasil expandiu sua fatia de 46% para 76%, segundo dados da alfândega chinesa, de acordo o Ceema.





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Preços do milho permanecem em viés de alta no Brasil


Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) publicada na última quinta-feira (14), as preços do milho seguem em viés de alta no Brasil, refletindo uma demanda interna aquecida e uma produção menor no último ciclo. A média gaúcha encerrou a semana em R$ 67,43 por saca, enquanto outras regiões do país registraram cotações variando entre R$ 54,00 e R$ 74,00 por saca. Nas principais praças, o cereal foi negociado a R$ 66,00 por saca.

De acordo com o Ceema, os dados mais recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de milho nos primeiros seis dias úteis de novembro. A média diária dessas exportações foi 23,2% inferior à registrada em novembro de 2023, quando o total exportado alcançou 7,4 milhões de toneladas. Para 2024, o mercado projeta vendas anuais entre 36 e 38 milhões de toneladas, uma queda significativa frente aos 55 milhões de toneladas exportadas no ano anterior. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o volume exportado em novembro deste ano será de 5,4 milhões de toneladas.

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No Mato Grosso, principal estado produtor, as vendas da safra 2024 atingiram 86% da produção total, abaixo da média histórica de 89%. Já para a safra futura, que será colhida em 2025, o índice de comercialização alcançou 20,9% do total esperado. O avanço foi impulsionado por uma valorização de 15,5% no preço médio estadual em outubro, que fechou em R$ 50,67 por saca. Para a safra futura, o preço médio no mesmo mês foi de R$ 42,62 por saca, um aumento de 4% em relação a setembro.

O plantio da safra de verão também avança no Brasil. No Paraná, 98% da área prevista já havia sido plantada até 11 de novembro. No Rio Grande do Sul, o índice chegou a 78% até 7 de novembro, superando a média histórica de 76% para o período, conforme a análise do Ceema.





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Governo entrega 65 títulos de imóveis em Minas Gerais



Entrega de títulos de propriedade beneficia famílias no estado




Foto: Divulgação

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), realizou na última quinta-feira (14) a entrega de 65 títulos de propriedade do Programa de Regularização Fundiária no município de Chapada Gaúcha, localizado no Norte de Minas. A iniciativa tem como objetivo promover segurança jurídica e oportunidade de crescimento para agricultores familiares que há décadas aguardam pela regularização de suas terras.

Dentre os títulos entregues, 11 foram viabilizados após a regulamentação da Lei Nº 24.633/23, sancionada pelo governo estadual. A nova legislação eliminou barreiras legais, facilitando a emissão de documentos e concedendo anistia a dívidas em casos onde o Estado não possui comprovação do pagamento dos terrenos devido à falta de registros originais, um dos principais entraves para a regularização de lotes da extinta Fundação Ruralminas, dissolvida em 2016, conforme dados da Seapa.

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De acordo com a Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, além da Chapada Gaúcha, a medida beneficia aproximadamente 20 assentamentos deixados pela Ruralminas em municípios como Jaíba, Jenipapo de Minas e Chapada do Norte, contemplando posseiros de lotes urbanos e rurais. Com a entrega da minuta de escritura, os beneficiários têm até 12 meses para registrar os imóveis em cartório, consolidando o direito à propriedade.

Desde 2019, o governo estadual já entregou 8.332 títulos de propriedade rural em 98 municípios. Apenas em 2024, até outubro, foram emitidos 1.297 títulos, e a previsão é encerrar o ano com cerca de 1.900 documentos entregues.





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Semana inicia com mudanças no tempo


Nesta segunda-feira (18.11), são esperadas mudanças no tempo. De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, o avanço de uma frente fria pelo sul do Brasil inaugura um período de instabilidade, com efeitos previstos para o Sudeste e o Centro-Oeste ao longo da semana.

Cenário no Sul: chuvas retomam e impactam cultivos

Após um final de semana marcado por altas temperaturas, a chegada da frente fria já provocou chuvas no Rio Grande do Sul, com previsão de avanço para Santa Catarina até a noite. A principal contribuição para as precipitações é o contraste entre massas de ar quente e frio, comum nesta época de transição para o verão. Esse cenário beneficia culturas como arroz e milho, que dependem de boa umidade, mas exige atenção aos volumes elevados que podem causar encharcamento do solo.

Centro-Oeste e Sudeste: instabilidades irregulares preocupam

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o calor combinado com alta umidade garante chuvas esparsas e irregulares. Estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo podem receber volumes entre 3 e 7 mm, insuficientes para atender plenamente as demandas hídricas de culturas como soja e café. Isoladamente, eventos mais intensos podem ocorrer, mas sem grandes áreas sendo beneficiadas. Em contrapartida, o tempo firme em São Paulo e no norte do Paraná favorece a colheita de grãos.

Regiões Norte e Nordeste: comportamentos distintos

Enquanto o Norte apresenta chuvas volumosas no oeste do Amazonas e Acre, no Nordeste, especialmente no norte da Bahia, Ceará, Piauí e Maranhão, o cenário é de tempo seco. Essa previsão pode causar preocupação para o desenvolvimento de culturas como o feijão e o milho nas áreas dependentes de chuva.

Atenção ao leste de Santa Catarina

Um alerta foi emitido para chuvas volumosas previstas no sul e leste de Santa Catarina nos próximos dias, onde os volumes elevados podem causar problemas de drenagem e erosão, impactando culturas como hortaliças e milho.





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Ações da China recuam com investidores à espera de mais estímulos


Logotipo Reuters

XANGAI/CINGAPURA (Reuters) – Os mercados acionários da China e de Hong Kong caíram nesta quarta-feira já que os investidores buscaram lucrar com a forte alta anterior, que foi atenuada pela falta de medidas de estímulo vigorosas para reanimar a economia.

Os índices de referência na China registraram suas maiores perdas diárias desde o início da pandemia da Covid-19, apesar do anúncio de uma coletiva de imprensa do Ministério das Finanças no sábado para detalhar os planos de estímulo fiscal.

No fechamento, o índice de Xangai teve queda de 6,62%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 7,05%. Ambos os índices registraram suas maiores perdas em um dia desde fevereiro de 2020 e também interromperam uma sequência de 10 dias de ganhos.

O volume de negócios no mercado de ações A, que inclui ações listadas em Xangai, Shenzhen e Pequim, foi de 2,96 trilhões de iuanes (419,04 bilhões de dólares) nesta quarta-feira, abaixo do recorde de 3,485 trilhões de iuanes registrado no dia anterior.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,38%, , embora continue sendo um dos mercados de melhor desempenho da região este ano.

Analistas de mercado disseram que as autoridades não conseguiram fornecer mais detalhes sobre as medidas de estímulo de Pequim na tão esperada coletiva de imprensa da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma na terça-feira, deixando os investidores desapontados.

“Eu diria que os recentes anúncios da comissão foram um pouco decepcionantes, principalmente porque não houve muito em termos de novos estímulos ou orientações claras para o futuro”, disse Nori Chiou, diretor de investimentos da White Oak Capital.

“O mercado está esperando um anúncio de estímulo fiscal em algum momento deste mês, algo em torno de 2 trilhões a 3 trilhões de iuanes é a faixa sobre a qual se fala”, disse Alvin Tan, chefe de estratégia de câmbio da Ásia na RBC Capital Markets.

. Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,87%, a 39.277 pontos.

. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,38%, a 20.637 pontos.

. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 6,62%, a 3.258 pontos.

. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 7,05%, a 3.955 pontos.

. Em SEUL, o índice KOSPI permaneceu fechado.

. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,21%, a 22.659 pontos.

. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,56%, a 3.595 pontos.

. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,13%, a 8.187 pontos.





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Goiás fomenta agricultura com R$ 19,3 milhões do FCO Rural



Os recursos serão destinados a 18 projetos rurais




Foto: Pixabay

A 410ª reunião da Câmara Deliberativa do Conselho de Desenvolvimento do Estado (CDE), realizada na última quarta-feira (13), autorizou a captação de R$ 19,3 milhões pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO Rural). Os recursos serão destinados a 18 projetos rurais em 16 municípios goianos, com expectativa de gerar 22 novos empregos no setor, conforme informado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Governo de Goiás.

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De acordo com a secretaria da agricultura, a maior parte dos recursos foi destinada a pequenos produtores rurais, que tiveram 11 propostas aprovadas. Outros cinco projetos foram direcionados a produtores de pequeno-médio porte. Também foram contemplados um produtor de porte médio e outro classificado como mini porte.

Segundo a Seapa. criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 7.827/1989, o FCO tem como objetivo fomentar o desenvolvimento econômico e social nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. O fundo opera em duas modalidades: FCO Empresarial e FCO Rural. Os recursos são provenientes de 0,6% do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), além dos retornos dos financiamentos. Podem acessar o programa produtores rurais, empresas, pessoas físicas e jurídicas, além de cooperativas de produção.





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Criptoativos ganham espaço no agronegócio brasileiro



Parceria quer investir no setor



A relação entre o agronegócio e as tecnologias financeiras tem avançado rapidamente
A relação entre o agronegócio e as tecnologias financeiras tem avançado rapidamente – Foto: Pixabay

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) firmou, na quarta-feira (13), um acordo de cooperação técnica com a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), fortalecendo a integração do agronegócio brasileiro ao mercado financeiro. A parceria inclui a realização de ações educacionais, estudos conjuntos e seminários sobre temas como Fiagro, crowdfunding, certificados e criptoativos, como bitcoin, criptomoedas e tokens digitais. A iniciativa também busca capacitar os servidores da CVM em questões relacionadas ao setor agropecuário, ampliando o diálogo entre as áreas.

A relação entre o agronegócio e as tecnologias financeiras tem avançado rapidamente, especialmente com o uso de blockchain e tokens digitais. Essa tecnologia oferece aos produtores rurais uma alternativa para acessar crédito, muitas vezes difícil em instituições tradicionais. Por meio de tokens lastreados em commodities agrícolas, investidores podem financiar a produção e, em troca, receber ativos digitais vinculados à colheita futura, garantindo transparência e eficiência. O acordo com a SNA reforça o potencial de inovação no setor, sob a regulação da CVM, que garante segurança jurídica a essas operações.

O movimento acompanha tendências do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que desde 2020 explora o uso do blockchain. Em 2022, o MAPA chegou a buscar consultores especializados em criptomoedas para apoiar projetos futuros, sinalizando o interesse crescente do setor público em novas tecnologias financeiras.

“A aprovação dessa parceria com a SNA representa um passo importante para fortalecer a conexão entre o agronegócio e o mercado de capitais. Com o crescente interesse do setor em acessar novas fontes de financiamento, é essencial que avancemos em estudos e pesquisas que possibilitem políticas e normas mais adequadas às necessidades específicas do agronegócio“, disse em nota da CVM o Superintendente de Securitização e Agronegócio da CVM, Bruno Gomes.

 





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