domingo, abril 12, 2026

Política & Agro

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Produção de cana pode “encolher”



Muitos produtores enfrentam a perda de viveiros de mudas



Muitos produtores enfrentam a perda de viveiros de mudas
Muitos produtores enfrentam a perda de viveiros de mudas – Foto: Arquivo Agrolink

A produção de cana-de-açúcar no Brasil pode encolher até 20% até 2050, segundo estudo do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). O aumento das temperaturas e a irregularidade das chuvas já impactam negativamente o setor, como observado na safra 2023/2024, marcada por secas e queimadas na região Centro-Sul. Esses eventos não apenas afetam o desenvolvimento das plantas, mas também agravam o desequilíbrio de pragas e doenças, comprometendo a produtividade dos canaviais.

Além disso, muitos produtores enfrentam a perda de viveiros de mudas, essenciais para a renovação das lavouras. Michel Fernandes, consultor agrícola, alerta que a falta de mudas sadias pode gerar perdas produtivas significativas e elevar os custos no longo prazo. Nesse cenário, o manejo eficiente e o planejamento adequado são imprescindíveis para mitigar os impactos climáticos.

Para auxiliar na recuperação dos canaviais, soluções tecnológicas como o Muneo® Biokit, da BASF, vêm ganhando destaque. Combinando ação inseticida, fungicida e biológica, o produto promove o crescimento das plantas e melhora a absorção de nutrientes e água, mesmo em condições climáticas adversas. Experimentos realizados no Triângulo Mineiro comprovaram sua eficácia em diferentes tipos de solo e condições de manejo.

“Os canaviais estão cada vez mais expostos a condições extremas, e nossa missão é oferecer soluções que ajudem os produtores a enfrentar essas mudanças com mais segurança. Com o manejo adequado, é possível maximizar o uso de recursos hídricos e do solo, com um ciclo de produção mais sustentável e eficiente”, afirma Maria Leticia Guindalini, Desenvolvimento de Mercado da BASF Soluções para Agricultura.

 





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Máquinas de pequeno porte facilitam manejo de hortifrúti



Novos modelos de máquinas oferecem alta precisão nas operações


Foto: Divulgação

A crescente demanda por maior eficiência no cultivo de hortaliças e frutas tem impulsionado o desenvolvimento de máquinas compactas e especializadas, adaptadas especificamente para as necessidades das pequenas e médias propriedades. Equipamentos como plantadeiras, pulverizadores e colhedoras, agora mais acessíveis e adaptáveis a áreas menores, estão transformando a dinâmica do manejo dessas culturas, otimizando o tempo de trabalho e reduzindo custos operacionais.

Esses novos modelos de máquinas oferecem alta precisão nas operações, o que resulta em uma aplicação mais eficiente de insumos, controle de pragas e colheita mais ágil, permitindo que os produtores alcancem ótimos resultados mesmo em espaços reduzidos. As máquinas compactas têm a capacidade de operar em pequenas áreas de forma altamente eficiente, o que representa uma vantagem significativa em termos de produtividade e redução de custos. Elas possibilitam que o produtor maximize os resultados sem comprometer a qualidade.

Em um cenário de aumento nos custos de mão de obra e maior exigência por produtividade e qualidade no campo, a mecanização na hortifruticultura tem se mostrado uma tendência crescente. O uso dessas máquinas é particularmente importante para atender à crescente demanda por alimentos frescos e saudáveis, especialmente para mercados mais exigentes, tanto no Brasil quanto no exterior. A agilidade proporcionada por esses equipamentos permite que o ciclo produtivo seja mais rápido e eficiente, o que é essencial para culturas que demandam cuidados diários e colheitas frequentes.

Especialistas apontam que a adoção de tecnologias de ponta no manejo das hortaliças e frutas também contribui para a sustentabilidade das lavouras. Máquinas mais precisas e eficientes ajudam a reduzir o desperdício de recursos naturais, como água e insumos, além de minimizar o impacto ambiental da produção. Em regiões onde a mecanização estava limitada por conta do tamanho das propriedades, a chegada dessas máquinas compactas tem sido uma verdadeira revolução, permitindo que mais produtores se beneficiem da modernização do campo.

Além disso, o uso dessas tecnologias no manejo de hortifrúti também tem impactos diretos na qualidade do produto final. A colheita realizada por máquinas avançadas reduz danos aos frutos, garantindo que o produto chegue ao mercado com a aparência e as características organolépticas esperadas pelos consumidores. Com isso, os produtores podem aumentar a competitividade no mercado, conquistando mais espaço no mercado interno e nas exportações.

 





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Preços da carne bovina seguem em alta


De acordo com a edição de novembro do Agro em Dados, publicação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, em outubro de 2024, o mercado da carne bovina registrou um aumento expressivo nas cotações, reflexo de fatores como a escassez de animais prontos para abate e a demanda aquecida, tanto interna quanto externa. Desde junho, os preços vêm se elevando, impulsionados por uma recuperação lenta das pastagens, mesmo com o início das chuvas.

A baixa oferta de animais terminados, aliada a escalas curtas de abate nos frigoríficos, tem restringido a oferta de carne no mercado consumidor. Por outro lado, as exportações brasileiras seguem em alta, com destaque para o aquecimento da demanda internacional, que sustenta os preços.

Entretanto, no mercado doméstico, o preço elevado da carne bovina pode favorecer o consumo de proteínas mais acessíveis, como carne suína e de frango, nos próximos meses, conforme o boletim.

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No cenário internacional, o governo do Marrocos concedeu ao Brasil uma cota de 20 mil toneladas de carne bovina com isenção total de impostos. O país norte-africano, que já intensificava suas compras desde 2022, importou US$ 5,8 milhões da proteína brasileira entre janeiro e setembro deste ano. A medida pode fortalecer o comércio de produtos agropecuários brasileiros e beneficiar estados exportadores como Goiás, que já mantém relações comerciais com outros países africanos, como Egito e Argélia.

Segundo o Agro em Dados, a carne bovina brasileira enfrenta desafios para se adequar às normas europeias de rastreabilidade previstas para 2025. A legislação EUDR exige o controle total da cadeia produtiva, desde o nascimento dos animais. A China, outro grande importador da proteína, também adotará padrões semelhantes, com os primeiros embarques de carne totalmente rastreada previstos para o próximo ano. Essas exigências devem sustentar os preços enquanto as propriedades se adaptam às novas regulamentações.

No mercado interno, o preço do bezerro alcançou R$ 2.409,01 no final de outubro, o maior valor já registrado para o mês, representando um aumento de 5,2% na média mensal em relação a 2023, segundo o Cepea. A procura por boi magro pelos confinadores, entusiasmados com os preços atuais e futuros do boi gordo, deve continuar pressionando os valores para cima.





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Prosa Agro Itaú BBA | Perspectivas para a indústria da soja e a Lei…


Atenção: Esse conteúdo foi produzido pela equipe do Itaú BBA e gentilmente cedido para republicação no site Notícias Agrícolas

Neste episódio do Prosa Agro, recebemos o André Nassar, fundador da consultoria Agroicone, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (ABIOVE), que compartilhou conosco sua perspectiva para o próximo ano da indústria de soja no Brasil.

Além disso, dividiu a sua visão sobre os desafios e oportunidades que a eleição americana irá trazer ao agronegócio brasileiro e os paralelos da situação atual com a “guerra comercial” dos EUA com a China em 2018.

Discutimos as oportunidades que a Lei “Combustível do Futuro” traz para o agronegócio como um todo, além do potencial de aumentar o beneficiamento da soja dentro do país. Falamos também sobre como o Brasil precisa se posicionar na discussão internacional sobre os combustíveis de baixo carbono, como o combustível sustentável de aviação (SAF), o diesel verde (HVO) e o combustível marítimo.

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agricultura pode lucrar com sustentabilidade



Na terça-feira (19), a Câmara dos Deputados aprovou o PL 182/2024


Foto: Canva

O mercado de créditos de carbono está se consolidando como uma oportunidade rentável para produtores rurais brasileiros que adotam práticas sustentáveis em suas propriedades. Com a crescente demanda por soluções que reduzam emissões de gases do efeito estufa, iniciativas como o plantio direto, o uso de bioinsumos e o manejo adequado do solo têm gerado resultados positivos para o meio ambiente e para o bolso do agricultor.

Especialistas afirmam que o Brasil, com sua vasta área agrícola, possui um enorme potencial para se tornar líder na comercialização de créditos de carbono, especialmente com o avanço de tecnologias de medição e certificação.  A adoção dessas práticas ainda enfrenta desafios, como a necessidade de capacitação e investimentos iniciais. Contudo, iniciativas públicas e privadas estão disponibilizando recursos e programas de incentivo para acelerar essa transição.

MAIS

Na terça-feira (19), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 182/2024, com 336 votos a favor e 38 contra. A proposta visa contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, consolidando o mercado de carbono no país. 

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) teve papel fundamental na garantia de proteções para os produtores rurais, que possuem ativos ambientais em suas propriedades e podem gerar créditos de carbono. A FPA também assegurou a proibição da venda antecipada de créditos em programas jurisdicionais relacionados a áreas privadas.

A bancada da FPA trabalhou para garantir que os produtores possam constituir e vender créditos de carbono em programas privados, promovendo uma economia verde que beneficie o setor agropecuário. Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, destacou que o mercado de carbono deve ser uma oportunidade para o produtor rural, criando uma nova fonte de renda e ao mesmo tempo contribuindo para a preservação ambiental.

O deputado Aliel Machado (PV-PR), relator do projeto, ressaltou a importância do diálogo com a FPA para garantir um texto que respeite a propriedade privada, ao mesmo tempo em que promove avanços tecnológicos e ambientais. A proposta agora segue para sanção presidencial, podendo representar uma importante conquista para a sustentabilidade e a agricultura no Brasil.





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Argentina registra avanço no plantio de milho



Lavouras mantêm boa qualidade




Foto: Pixabay

De acordo com dados da análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados da Bolsa de Cereais da Argentina sobre o plantio de milho no ciclo 2024/25, a semeadura atingiu 34,4% da área projetada em 21 de novembro. O valor representa um avanço de 13,2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do progresso em comparação a 2023, a última semana registrou avanço de apenas 0,8 ponto percentual nos trabalhos de campo. Muitos produtores optaram por aguardar condições mais favoráveis para dar continuidade à semeadura.

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A Bolsa de Cereais ainda ressalta que cerca de 89% das lavouras de milho apresentam condições consideradas normais ou excelentes devido à boa disponibilidade hídrica nas lavouras. Isso significa um aumento de 3 pontos percentuais em relação à semana anterior. Contudo, o índice ainda é ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, com uma redução de 1 ponto percentual.

De acordo com o NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), as próximas duas semanas devem trazer precipitações entre 5 mm e 60 mm para grande parte do território argentino. A previsão pode favorecer o avanço do plantio e garantir melhores condições para o desenvolvimento das lavouras.





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É possível proteger a lavoura com eficiência e sustentabilidade?



Controle das lavouras é um dos pilares para garantir segurança alimentar


Foto: Divulgação

O controle fitossanitário das lavouras é um dos pilares para garantir a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro. Com pragas e doenças cada vez mais resistentes, o manejo exige precisão, eficiência e, acima de tudo, sustentabilidade. Nesse contexto, práticas como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) têm ganhado força entre os produtores, combinando defensivos químicos, biológicos e estratégias preventivas que minimizam custos e impactos ambientais.

De acordo com a Embrapa, técnicas de monitoramento regular, como o uso de armadilhas e drones para identificar infestações precocemente, têm sido fundamentais para evitar perdas econômicas .O equilíbrio entre controle químico e biológico é essencial para garantir resultados eficientes e proteger o meio ambiente. As soluções biológicas, como o uso de parasitoides e fungos entomopatogênicos, estão crescendo em aceitação por serem altamente específicas e sustentáveis.

A demanda por soluções mais sustentáveis está também alinhada às exigências do mercado externo, que busca produtos com menor resíduo químico. Exportadores de frutas e grãos, por exemplo, já estão sendo pressionados por barreiras fitossanitárias que incentivam o uso de tecnologias mais limpas e processos rastreáveis. 

O avanço da agricultura digital tem revolucionado o manejo fitossanitário. Aplicativos de mapeamento, conectados a sensores em campo, oferecem dados precisos sobre a saúde da plantação, permitindo ações mais assertivas e reduzindo o uso indiscriminado de defensivos. A popularização de drones também tem sido um diferencial, possibilitando pulverizações localizadas em áreas infestadas, o que reduz custos e protege regiões não afetadas.

Entretanto, o Brasil enfrenta desafios como a falta de acesso de pequenos produtores a essas tecnologias e o custo elevado de alguns produtos biológicos. Para superar essas barreiras, iniciativas como a Parceria Público-Privada para o Desenvolvimento do Controle Biológico (PPBio) estão promovendo o desenvolvimento de soluções acessíveis e fomentando o mercado de bioinsumos.





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Produção de algodão no Brasil cresce, mas enfrenta desafios




Fungos são um problema
Fungos são um problema – Foto: Canva

O Brasil mantém sua posição de destaque como terceiro maior produtor mundial de algodão, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa). No entanto, os produtores enfrentam desafios crescentes com a mancha-alvo, doença fúngica que pode reduzir a produtividade em até 40% em condições severas, conforme estudos da Embrapa. A doença afeta principalmente as folhas, causando desfolha precoce e comprometendo a qualidade e o peso final da fibra, explica Diego Palharini, consultor técnico da Tropical Melhoramento & Genética (TMG).  

A sobrevivência do fungo nos restos culturais e as condições climáticas favoráveis, como temperaturas entre 20°C e 30°C e alta umidade, são fatores que intensificam a disseminação da doença nas regiões produtoras. O controle químico tem mostrado eficiência reduzida, tornando o manejo integrado uma estratégia indispensável. Práticas como rotação de culturas com espécies não hospedeiras, manejo de restos culturais e uso de fungicidas no tratamento de sementes são recomendadas, especialmente porque não há cultivares totalmente resistentes à mancha-alvo.  

A escolha de cultivares menos suscetíveis é fundamental. Palharini destaca que utilizar soja moderadamente resistente à mancha-alvo em áreas destinadas ao algodão pode reduzir o inóculo no solo, amenizando os impactos da doença no início do ciclo. Além disso, a combinação de cultivares tolerantes a outras doenças, como a ramulária, permite um manejo mais direcionado e eficiente da mancha-alvo, potencializando o controle.  

Empresas como a TMG continuam investindo no desenvolvimento de cultivares com bom desempenho frente à doença. A adoção de estratégias integradas permanece como o caminho mais eficaz para mitigar as perdas, garantindo a sustentabilidade da produção brasileira de algodão.  

 





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Restrição na oferta sustenta preços


De acordo com o Relatório da Hedgepoint Global Markets, as condições climáticas adversas, como seca e altas temperaturas, podem impactar negativamente o potencial produtivo da safra de café 25/26 no Brasil, especialmente no caso do café arábica. A expectativa é de uma leve retração na produção deste grão, estimada em 1,4%, enquanto o café conilon deve apresentar um aumento significativo de 12,2% em relação ao ano anterior.

Essas previsões também refletem uma tendência global, com países como o Vietnã já registrando sinais de retração na comercialização de café. A maioria das origens deve enfrentar estoques finais menores, o que pode contribuir para um cenário de oferta restrita no mercado internacional. 

A combinação desses fatores, aliada ao clima desfavorável no Brasil, pode continuar a sustentar os preços do café no mercado, mesmo diante das oscilações sazonais que caracterizam o setor. A oferta reduzida, especialmente do Brasil, maior produtor mundial, deve manter a pressão sobre os preços, tornando o produto mais valioso no mercado global.

Com isso, o mercado de café deve permanecer volátil, com uma oferta limitada impactando diretamente a comercialização, podendo gerar ganhos em valor, embora com variações de acordo com as flutuações sazonais. “Embora nossas estimativas sobre a produção de conilon para o período, em relação a 24/25, projetem alta de 12,2%, chegando a 22,6 milhões de sacas, a safra de arábica pode apresentar queda de 1,4%, totalizando 42,6 milhões de sacas”, diz Laleska Moda, analista de Café da Hedgepoint.

 “Inicialmente, estimamos a oferta total de café no país em 65,2 milhões de sacas, avanço de 2,9% em relação à safra anterior, de 63,4 milhões de sacas, mas as condições climáticas futuras podem alterar nossas projeções”, observa a analista.

 





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semeadura de soja avança com projeções positivas


De acordo com a edição de novembro do Agro em Dados, publicação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, semeadura de soja atingiu 49% da área cultivada até 3 de novembro de 2024 em Goiás, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço de 8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de incertezas climáticas iniciais, o estado mantém projeções otimistas para aumento de área, produção e produtividade na safra 2024/25.

O atraso no plantio da soja no Brasil, registrado nas primeiras semanas de outubro, elevou momentaneamente os preços da oleaginosa. No entanto, com o início das chuvas, o ritmo normal da semeadura foi retomado. Nacionalmente, o plantio alcançou 53,3% da área estimada até o início de novembro, abrindo caminho para uma oferta robusta que poderá impactar os preços futuros.

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Segundo o Agro em Dados, nos Estados Unidos, a colheita da safra 2024/25 de soja está próxima de ser concluída, com expectativa recorde de 124,8 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Com isso, o mercado internacional direciona sua atenção às safras sul-americanas, especialmente do Brasil e da Argentina, que serão decisivas para o equilíbrio global.

A área mundial plantada com soja expandiu pelo quarto ano consecutivo, atingindo a maior relação estoque/consumo dos últimos cinco anos, estimada em 29,9% pelo Cepea.

Desde a safra 2021/22, o mercado interno de óleo de soja registra crescimento, impulsionado pela política de biocombustíveis. A Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024) prevê o aumento escalonado da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, atingindo 15% em março de 2025 e podendo chegar a 20% até 2030. Essa mudança pode elevar a demanda doméstica por óleo de soja para produção de biodiesel em até 150%, fortalecendo o mercado interno.





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