domingo, abril 12, 2026

Política & Agro

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uma visita à Castelverde Holstein


No coração da região conhecida pela excelência na produção de lácteos, a Fazenda Castelverde Holstein se destaca como um exemplo de como a combinação de tecnologia, dedicação humana e respeito à sustentabilidade pode transformar a pecuária moderna. Com produção média de 130 mil litros de leite por vaca, a propriedade é um marco na região de Cremona, na Itália

Tradição e inovação

Marco Quaini, representante legal da fazenda, detalha a filosofia da Castelverde: “Nosso objetivo é produzir leite de alta qualidade, com elevados níveis de gordura e proteínas. Trabalhamos com dedicação, utilizando tecnologia como sensores para monitoramento de alimentação e detecção de cio, mas acreditamos que a paixão pelo campo é insubstituível.”

A fazenda, que atualmente ordenha 400 vacas duas vezes ao dia em uma sala de ordenha dupla com 20 lugares, planeja ampliar para três ordenhas diárias no próximo ano. Essa expansão é reflexo de um compromisso com a eficiência e a produtividade, sem abrir mão de práticas sustentáveis.

Sustentabilidade como pilar central

Um dos grandes diferenciais da Castelverde é o uso do biogás. “Produzimos energia limpa reciclando esterco e outros resíduos. Isso não apenas alimenta nossos campos com fertilizantes naturais, mas também fecha um ciclo de produção que beneficia o meio ambiente”, explica Quaini. Esse modelo, além de reduzir custos, reforça o compromisso com a sustentabilidade.

Inspiração Internacional

A fazenda também atrai produtores de diferentes partes do mundo, como Armando de Paula Carvalho Filho, que veio do Paraná, Brasil. Durante a visita, Armando destacou: “A Castelverde é um exemplo de como unir tecnologia e tradição. Aprendi muito sobre gestão de custos e sustentabilidade, conhecimentos que levarei para o Brasil.”

A visita a uma fazenda tão bem estruturada, com um gado voltado tanto para pistas quanto para produção de leite, é muito gratificante para nós. Isso mostra que é possível conciliar beleza e produtividade em sistemas pecuários,” destacou Armando de Paula Carvalho Filho, produtor rural do Paraná. Segundo ele, a experiência italiana traz reflexões importantes para os produtores brasileiros.

Apesar de reconhecer o alto nível técnico da pecuária leiteira italiana, Carvalho Filho enfatizou as vantagens competitivas do Brasil. “Temos um clima abençoado, que nos torna mais competitivos do que muitos outros lugares no mundo. Embora enfrentemos desafios como catástrofes climáticas, nosso potencial produtivo supera diversas regiões internacionais,” afirmou.

Sobre as perspectivas para o mercado em 2025, o produtor alertou para um cenário de desafios. “Entraremos no próximo ano com preços do leite melhores do que os de 2024, o que é positivo no curto prazo. No entanto, isso pode fomentar um aumento na produção, pressionando a oferta e levando à queda dos preços posteriormente,” explicou.

Carvalho Filho também apontou preocupações com o ambiente econômico brasileiro. “Com câmbio e juros em alta, a economia pode entrar em recessão, afetando o consumo de lácteos. Essa combinação de fatores exige cautela dos produtores na gestão de seus sistemas de produção e planejamento para o futuro.

Desafios e perspectivas

Marco Quaini e Matteo Bosio compartilham os desafios enfrentados. “O preço do leite é definido pelos clientes, não por nós. Isso exige um controle rigoroso dos custos para manter a lucratividade”, afirma Bosio. Ainda assim, eles mantêm uma visão otimista: “A dedicação e o amor pelo que fazemos são fundamentais para superar qualquer dificuldade.”

Oportunidades e conexões

Antonio Monge, analista de mercado da ITA – Italian Trade Agency no Brasil, destacou a importância da visita: “Tivemos uma oportunidade única de aprender com uma das maiores produtoras de leite da região. A Castelverde é um exemplo de sofisticação e alta tecnologia, da ordenha ao produto final.”

A Castelverde Holstein é um modelo de como a produção agropecuária pode ser lucrativa, inovadora e sustentável. Para os produtores brasileiros que buscam aumentar a eficiência e a qualidade de seus produtos, a troca de experiências oferecida pela Castelverde é uma valiosa fonte de inspiração.

*O Portal Agrolink viajou a convite da ITA – Italian Trade Agency





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386 tartarugas chinesas são apreendidas pelo Vigiagro



Há indícios de que os répteis seriam utilizados na medicina tradicional chinesa




Foto: Mapa

O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Aeroporto Internacional de Guarulhos realizou uma importante apreensão nesta quarta-feira (27). Uma bagagem contendo 386 tartarugas de casco mole chinesas foi interceptada enquanto os animais agonizavam devido às precárias condições de transporte. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a entrada de animais silvestres no Brasil sem autorizações e certificações zoossanitárias é rigorosamente proibida por questões sanitárias.

A equipe do Vigiagro inicialmente acreditou que a carga poderia conter caranguejos ou peixes frescos. No entanto, ao abrir a bagagem, deparou-se com centenas de filhotes de tartarugas. De acordo com o Mapa, há indícios de que os répteis seriam utilizados na medicina tradicional chinesa, uma prática que, ao longo dos séculos, tem empregado tartarugas para o tratamento de diversas doenças e enfermidades.

Risco à biodiversidade e sanções aplicadas

A entrada de espécies exóticas no país é regulamentada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Animais que não possuem a documentação adequada estão sujeitos a apreensão e outras penalidades. No caso das tartarugas, a falta de autorização levou à aplicação de uma multa de R$ 72 mil ao responsável pelo transporte, que foi liberado após os procedimentos legais.

Preocupante crescimento do contrabando de tartarugas

O crescimento econômico da China tem elevado a preocupação internacional com o risco de extinção de tartarugas em regiões asiáticas. A busca por espécies silvestres para usos medicinais e alimentícios intensifica o contrabando de animais, gerando impactos negativos à biodiversidade global.

 





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Fenasoja celebra marco histórico da agricultura


Em 2024, o Brasil celebra o centenário do plantio comercial de soja, um marco na história da agricultura e da economia nacional. A jornada dessa cultura, que começou em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, transformou-se em um dos pilares do agronegócio brasileiro, impulsionando avanços em tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento social. Como parte das comemorações, a cidade sedia a 24ª Feira Nacional da soja (Fenasoja), entre os dias 29 de novembro e 8 de dezembro, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson.

Reconhecida como a maior feira multissetorial do Brasil, a Fenasoja desempenha um papel estratégico no fomento de negócios, pesquisa e inovação, além de consolidar a região noroeste do estado como referência no agronegócio. Nesta edição especial, o evento destaca os 100 anos da soja no país, celebrando o impacto dessa cultura na geração de riqueza e no desenvolvimento humano, social e geográfico do Brasil.

Uma história que começou em Santa Rosa

A trajetória da soja no Brasil remonta a 1924, quando o pastor Albert Lehenbauer trouxe sementes dos Estados Unidos e iniciou o cultivo em Santa Rosa. Inicialmente, a ideia era utilizar a planta para rotação de culturas, adubação verde e alimentação animal, contribuindo para a fertilidade do solo e a sustentabilidade das pequenas propriedades da região. O plantio, que começou de forma modesta, prosperou ao longo dos anos, beneficiado pela adaptação da planta ao clima e solo locais.

Com o tempo, o cultivo da soja em Santa Rosa atraiu o interesse de agrônomos, pesquisadores e cooperativas agrícolas, tornando-se um exemplo para outras regiões do Brasil. O sucesso da cultura foi um divisor de águas para a agricultura nacional, consolidando o Rio Grande do Sul como pioneiro nesse segmento.

Legado e perspectivas futuras

Hoje, a soja representa cerca de um terço do setor agropecuário brasileiro e é essencial para o desenvolvimento econômico do país. “A Fenasoja não é apenas uma celebração do passado; é uma oportunidade de projetar o futuro dessa cultura que revolucionou o Brasil,” destacou o governador Eduardo Leite durante o lançamento do evento. Ele também ressaltou a expectativa de que 2024 marque a maior safra de soja da história do Rio Grande do Sul.

Ao longo de cem anos, a soja deixou de ser apenas uma cultura agrícola para se tornar um símbolo de progresso, inovação e resiliência. A Fenasoja 2024 promete não apenas celebrar esse legado, mas também inspirar novos caminhos para o agronegócio e para as comunidades que têm na soja a base de seu desenvolvimento.





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Dólar fecha em R$ 6 nesta sexta-feira (29.11)



Dia foi de volatilidade intensta




Foto: Pixabay

O dólar encerrou o último pregão de novembro, nesta sexta-feira (29), cotado a R$ 6, após um dia de volatilidade intensa em que chegou ao recorde histórico de R$ 6,11 durante a manhã. Essa marca reflete o nervosismo dos mercados em meio às incertezas fiscais no Brasil, influenciadas pelas novas medidas anunciadas pelo governo.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou na quinta-feira (28) um pacote fiscal que promete cortes significativos no orçamento, totalizando R$ 70 bilhões em 2025 e 2026, com uma projeção de R$ 327 bilhões até 2030. O anúncio intensificou as preocupações dos investidores, que questionam a viabilidade de alcançar equilíbrio nas contas públicas sem prejudicar o crescimento econômico.

Logo na abertura dos negócios desta sexta, o dólar superou os R$ 6, mostrando a pressão acumulada desde a divulgação das medidas. A instabilidade também foi sentida no mercado de ações, com o índice Bovespa recuando ao longo do dia, à medida que investidores buscaram proteção em ativos mais seguros.

Além das questões internas, o cenário externo contribuiu para o movimento de alta. Nos Estados Unidos, dados robustos da economia reforçaram a possibilidade de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve, tornando os ativos em dólar ainda mais atrativos e desvalorizando moedas emergentes como o real.





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leve alta nas cotações de Chicago


A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (28), apontou leve alta nas cotações da soja durante a semana em Chicago, marcada pelo feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. O bushel da oleaginosa encerrou a quarta-feira (27) cotado a US$ 9,88, acima dos US$ 9,77 registrados na semana anterior, indicando estabilidade no mercado do grão.

Em contrapartida, o cenário para os subprodutos apresenta maior volatilidade. O óleo de soja, que havia alcançado 46,30 centavos de dólar por libra-peso no início de novembro, recuou para 40,75 centavos, registrando a menor cotação desde setembro. Já o farelo de soja, em queda há dois meses, oscilou entre US$ 280,00 e US$ 290,00 por tonelada curta, mantendo abaixo da marca de US$ 300,00 desde o final de outubro, conforme a análise.

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Segundo os dados do Ceema, os mercados estão atentos ao plantio da nova safra sul-americana e às condições climáticas que influenciam o cultivo. Outro fator de impacto é a política monetária dos Estados Unidos, especialmente em relação aos juros futuros, contexto potencializado pela posse do presidente eleito Donald Trump, prevista para janeiro.

No cenário internacional, a União Europeia destacou com um aumento de 7% nas importações de soja no ano comercial 2024/25, iniciado em julho. Até 24 de novembro, foram adquiridas 4,95 milhões de toneladas, sendo o Brasil responsável por 2,46 milhões de toneladas, representando um crescimento de 37,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As importações europeias de farelo de soja também subiram 25%, alcançando 7,64 milhões de toneladas, das quais o Brasil contribuiu com quase 50%, seguido pela Argentina (38,9%). Por outro lado, as compras de óleo de palma caíram 18%, totalizando 1,26 milhão de toneladas. Outro destaque foi a canola, com importações europeias de 2,4 milhões de toneladas, marcando um aumento de 8% em relação ao ano anterior.





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Exportações brasileiras de milho recuaram em novembro


A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na última quinta-feira (28), aponta estabilização nos preços do milho no Brasil. Após semanas de alta, os valores interromperam sua ascensão devido à redução da demanda local e à entrada do triguilho (trigo para ração) no mercado. Os preços oscilaram entre R$ 55,00 e R$ 71,00 por saca, com média de R$ 68,17 no Rio Grande do Sul.

Apesar da estabilidade, os valores seguem significativamente superiores aos de 2023. Em algumas regiões, como o Mato Grosso, o milho disponível alcançou R$ 57,17 por saca, representando uma elevação de 62% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O plantio da safra de verão atingiu 59% da área prevista no Brasil, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre os estados mais adiantados estão Paraná (99%), Santa Catarina (98%), São Paulo (90%) e Rio Grande do Sul (85%). Entretanto, o Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades devido à falta de chuvas em várias regiões, conforme a análise.

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Divergências entre estatísticas oficiais e privadas marcam o acompanhamento do plantio. Dados da consultoria AgRural, por exemplo, indicam que o plantio no Centro-Sul já atingiu 93%. A discrepância ocorre porque a Conab considera também o Norte e Nordeste, enquanto a iniciativa privada foca exclusivamente no Centro-Sul. Segundo a Conab, das áreas já semeadas, 12,3% estão em fase de emergência, 66,1% em desenvolvimento vegetativo, 18,2% em floração e 3,4% em enchimento de grãos., conforme apontou o Ceema..

As exportações brasileiras de milho recuaram em novembro. Nos primeiros 14 dias úteis do mês, o país exportou 3,46 milhões de toneladas, uma média diária 33,2% inferior à registrada em novembro de 2023. A projeção é de que o Brasil encerre o ano com 38 milhões de toneladas exportadas, uma queda expressiva em relação aos mais de 50 milhões do ano anterior.

O preço médio da tonelada do milho brasileiro no mercado internacional foi de US$ 210,30, apresentando recuo de 7,2% em relação a novembro de 2023.





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Cotações do trigo caem em Chicago


A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na última quinta-feira (28), aponta queda nas cotações do trigo em Chicago. Na quarta-feira (27), véspera do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, o bushel foi negociado a US$ 5,37, contra US$ 5,48 na semana anterior, refletindo a pressão por oferta e demanda no mercado internacional.

Nos Estados Unidos, o plantio do trigo de inverno alcançou 97% da área projetada até o dia 24 de novembro, número próximo à média histórica de 98%. Das áreas semeadas, 89% estão germinadas. Contudo, as condições das lavouras mostram desafios: 55% estão classificadas como boas a excelentes, 33% como regulares, e 12% em condições ruins ou muito ruins.

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Na Rússia, a estimativa de exportação de trigo foi reduzida de 45,9 milhões para 44,1 milhões de toneladas, segundo dados da consultoria Sovecon. Apesar da redução, o país segue como um dos maiores exportadores globais do cereal.

No Canadá, o cenário é promissor, com a projeção de uma safra recorde de 34,3 milhões de toneladas de trigo de alta qualidade. As exportações canadenses também devem atingir um marco histórico, chegando a 25,4 milhões de toneladas, de acordo com a Comissão Canadense de Grãos.

Enquanto isso, na Ucrânia, em meio ao contexto de guerra com a Rússia, a colheita de trigo para 2025 é estimada em 25 milhões de toneladas, superando as 22 milhões esperadas para 2024. O trigo de inverno, que representa cerca de 95% da produção nacional, ocupa uma área projetada de 5 milhões de hectares, segundo informações da agência Reuters.





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Déficit hídrico ameaça safra de feijão no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado na última quinta-feira (28), a semeadura do feijão 1ª safra avança lentamente em algumas regiões do Rio Grande do Sul, com destaque para os Campos de Cima da Serra, onde os trabalhos devem começar em dezembro. Nas demais áreas produtoras, o plantio já foi concluído, e as lavouras apresentam o seguinte quadro: 55% estão em estádio vegetativo, 19% em floração, 17% em enchimento de grãos, 7% em maturação e 2% já foram colhidas.

A fase reprodutiva do feijão, considerada crítica para a cultura, ocorre em meio a um período de baixa pluviosidade, gerando apreensão entre os produtores, especialmente nas regiões Noroeste Colonial e Celeiro. Nas áreas de sequeiro, os sintomas de insuficiência hídrica são evidentes, com amarelecimento e murcha das folhas, queda de flores e formação limitada de vagens.

A Emater/RS-Ascar estima para a safra 2024/2025 uma área total de cultivo de 28.896 hectares no Estado, com uma produtividade média esperada de 1.864 kg/ha.

Na região administrativa de Ijuí, 56% das lavouras estão em estádio reprodutivo, sendo 22% em floração, 28% em enchimento de grãos e 6% em maturação; 2% da área já foi colhida. O déficit hídrico afeta principalmente as áreas de sequeiro, enquanto as lavouras irrigadas mantêm um potencial produtivo de até 2.400 kg/ha.

Na região de Pelotas, a semeadura alcançou 66% da área prevista, com 89% das lavouras em estádio vegetativo, 8% em florescimento e 3% em enchimento de grãos.

Já em Soledade, 55% das áreas estão em florescimento, 40% em enchimento de grãos e 5% ainda em desenvolvimento vegetativo. O retorno da umidade na região tem exigido monitoramento constante para prevenir surtos de antracnose.

A comercialização do feijão no Estado registrou aumento de 3,37% no preço médio da saca de 60 quilos na última semana, passando de R$ 288,57 para R$ 298,57.





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Demanda e clima podem impulsionar preços



Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas



Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas
Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas – Foto: Pixabay

A Hedgepoint Global Markets destaca que a estrutura macroeconômica global atual não é favorável ao mercado de commodities, incluindo o açúcar, mas fatores específicos podem gerar movimentos altistas no setor. Apesar de fundamentos estáveis, a escassez esperada para o quarto trimestre de 2024 pode ser menos severa do que o inicialmente previsto, o que reduz a pressão de alta no curto prazo.  

Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas, que deve ter impacto significativo no mercado global no primeiro trimestre de 2025. A redução nos embarques do segundo maior exportador mundial pode pressionar os preços, especialmente em um contexto de aumento da demanda global por açúcar refinado.  

No Brasil, a safra no Centro-Sul está sendo cuidadosamente monitorada devido à deterioração das condições climáticas. Se a situação climática se agravar, a oferta pode ser comprometida, gerando uma alta nos preços no curto prazo. Esses fatores tornam os fluxos comerciais potencialmente altistas, apesar do cenário macroeconômico desafiador.  

Assim, o mercado de açúcar segue em um equilíbrio delicado, influenciado por variáveis globais e locais. A Hedgepoint alerta para a necessidade de atenção a esses fatores no planejamento comercial de produtores e distribuidores. De acordo com Lívea Coda, analista de Açúcar e Etanol da Hedgepoint Global Markets, “embora os fundamentos sejam estáveis, a escassez de oferta no 4° trimestre de 2024 pode ser menor que o previsto, com o México apresentando um início positivo de temporada e o Brasil mantendo forte participação”.

“A demanda por açúcar bruto será decisiva para os preços, e eventuais problemas no desenvolvimento da safra 25/26 do Centro-Sul brasileiro, ou maior urgência na demanda global podem levar a uma tendência altista”, conclui.

 





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Nova cultivar de amora-preta promete sabor mais doce



Nova cultivar de amora-preta desenvolvida para o consumo in natura




Foto: Silvio Alves

A Embrapa apresentou a BRS Terena, uma nova cultivar de amora-preta desenvolvida para o consumo in natura. Com sabor mais doce, baixa acidez e alta capacidade de conservação pós-colheita, a BRS Terena é uma aposta para agricultores das regiões Sul, Sudeste e algumas áreas do Nordeste. A nova variedade pode produzir até 1,8 kg de frutas por planta, com um potencial de lucro líquido de até R$ 30 mil por hectare.

De acordo com a pesquisadora Maria do Carmo Bassols Raseira, da Embrapa Clima Temperado, o sabor da BRS Terena é um diferencial: “A proporção de açúcar em relação à acidez é quase o dobro da cultivar Tupy, resultando em uma fruta ideal para o consumo in natura”. Além disso, testes de conservação indicam que a nova cultivar mantém sua qualidade por até 10 dias em armazenamento refrigerado, superando outras variedades.

Destaque para o manejo e lançamento

A cultivar também oferece benefícios operacionais, como menor densidade de espinhos, facilitando o manejo. A BRS Terena será lançada oficialmente em 27 de novembro, durante o Dia de Campo na Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, em Vacaria (RS).

Com um nome que homenageia o povo indígena Terena, a nova variedade é resultado de décadas de pesquisa e colaboração entre os centros da Embrapa Clima Temperado e Embrapa Uva e Vinho.





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