domingo, abril 12, 2026

Política & Agro

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Dólar fecha em alta de 0,76% em meio à escalada do conflito Rússia-Ucrânia


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar fechou a quinta-feira pós-feriado no Brasil em alta, novamente acima dos 5,80 reais, com as cotações acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior em meio à escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia no leste europeu.

O dólar à vista fechou o dia com avanço de 0,76%, cotado a 5,8117 reais. Esta é a maior cotação de fechamento desde 1º de novembro, quando a divisa encerrou a 5,8699 reais. Em novembro a divisa acumula alta de 0,52%.

Às 17h23, o dólar para dezembro — o mais líquido atualmente no Brasil — subia 0,61%, aos 5,8175 reais.

A moeda norte-americana operou em alta ante o real durante todo o dia, em meio à aversão global ao risco com a escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Enquanto Kiev acusou Moscou de utilizar um míssil balístico intercontinental para atacar seu território — um artefato com alcance de milhares de quilômetros e capacidade nuclear –, a Rússia disse que uma nova base de defesa dos EUA contra mísseis balísticos no norte da Polônia levará a um aumento no nível geral de perigo nuclear.

Com a pressão vinda do exterior, o dólar à vista oscilou entre a cotação mínima de 5,7826 reais (+0,25%) às 9h02, logo após a abertura, e a máxima de 5,8342 reais (+1,15%) às 13h51.

Operador ouvido pela Reuters pontuou que o exterior conduziu os negócios, deixando em segundo plano as questões locais, como a expectativa pela divulgação do pacote de medidas fiscais do governo Lula.

Também ficou em segundo plano, sem impactos sobre as cotações, a notícia de que a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, além de outras 36 pessoas, entre elas o candidato a vice na chapa bolsonarista na eleição de 2022, o general da reserva Walter Braga Netto.

No fim da manhã o Banco Central vendeu todos os 15.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão para rolagem do vencimento de 2 de janeiro de 2025.

Às 17h22, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,37%, a 107,000.

Na quarta-feira, o mercado doméstico de câmbio permaneceu fechado com o feriado nacional do Dia da Consciência Negra.





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Projeção de crescimento em 2025



Os produtores estão otimistas



Mato Grosso, um dos maiores polos produtores de milho do Brasil, teve uma safra recorde
Mato Grosso, um dos maiores polos produtores de milho do Brasil, teve uma safra recorde – Foto: Pixabay

A produção brasileira de milho voltada para a produção de etanol deve alcançar cerca de 30 milhões de toneladas em 2025, representando aproximadamente 25% da produção total do país. A projeção otimista foi apresentada por Jeferson Souza, consultor financeiro, durante o V Encontro Técnico do milho, realizado em Cuiabá, nos dias 28 e 29 de novembro de 2024. Souza destacou que o cenário para a safra de milho é promissor, com preços mais altos e uma lucratividade favorável aos produtores de Mato Grosso. No entanto, o aumento na área de plantio depende das condições climáticas, especialmente na janela de plantio da segunda safra.

Mato Grosso, um dos maiores polos produtores de milho do Brasil, teve uma safra recorde em 2023/24, com 43,8 milhões de toneladas, representando 38% da produção nacional. A moagem de milho para etanol cresceu 37,86% em relação ao ano anterior, impulsionada por grandes investimentos. Empresas como a ALD Bioenergia Deciolândia anunciaram investimentos de R$ 1 bilhão para expandir sua capacidade produtiva até 2026. Marco Orozimbo, diretor executivo da empresa, destacou a demanda crescente por biocombustíveis e subprodutos como o DDG, que impulsionam o setor.

Os produtores estão otimistas, com o IMEA estimando um aumento de 10,03% na produção de etanol em 2024/2025, sendo o milho a principal matéria-prima. No entanto, a adoção de um planejamento estratégico é essencial para garantir a rentabilidade, conforme afirmou o produtor Marcelo Vankevicius. Durante o evento, especialistas da Fundação MT abordaram temas técnicos cruciais para aumentar a produtividade, como controle de pragas, cuidados com o clima e a irrigação, além do investimento em fertilidade do solo.

 





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qualidade baixa direciona produção para alimentação animal


Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS divulgado na quinta-feira (28), a colheita da aveia branca no Rio Grande do Sul já foi realizada em 97% da área cultivada, estimada em 354.987 hectares. A produtividade média no Estado está projetada em 2.474 kg/ha. Nas regiões da Campanha e Campos de Cima da Serra, cerca de 25% das lavouras ainda aguardam colheita, com previsão de finalização nos próximos dias devido às condições climáticas favoráveis.

A produtividade variou ao longo do Estado, sendo influenciada por fatores climáticos, como precipitações e ventos intensos, e pelo nível de adoção de tecnologias de manejo, especialmente no controle fitossanitário.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o tempo seco a partir de 20/11 acelerou o avanço da colheita, que já atingiu 75%. Na Fronteira Oeste, municípios como Maçambará concluíram os trabalhos, com produtividade média de 2.090 kg/ha, representando uma quebra de 5% em relação à previsão inicial.

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Na Campanha, regiões como Caçapava do Sul e Lavras do Sul ainda têm 70% e 45% das áreas colhidas, respectivamente. Em Hulha Negra, onde 20% das lavouras foram colhidas, o rendimento está abaixo do esperado, variando entre 1.200 e 1.400 kg/ha devido ao excesso de chuvas, baixa radiação solar e alta infestação de azevém.

Na região de Ijuí, a colheita foi concluída, mas a produtividade média de 2.530 kg/ha ficou abaixo do previsto. A qualidade do grão não atendeu aos padrões industriais para consumo humano, e a produção tem sido armazenada para uso na alimentação animal.

Já na região de Soledade, os trabalhos também foram finalizados, com produtividade estimada em 3 mil kg/ha.

Os preços da aveia branca destinada à indústria variaram conforme a região. Em Ijuí, a saca de 60 quilos foi comercializada a R$ 60,00, enquanto em Passo Fundo alcançou R$ 78,00.





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mercado fechou semana com acomodação nos preços



Final do mês reduz consumo de carne, mas 13° salário pode impulsionar varejo




Foto: Pixabay

Nas praças pecuárias de São Paulo, a semana foi marcada por estabilidade nos preços do boi gordo durante quatro dias consecutivos. O mercado interno enfrenta dificuldades no escoamento da carne bovina, reflexo das altas recentes nos preços e do menor poder de compra da população, típico do final de mês.

Na B3, os contratos futuros para dezembro de 2024 registraram queda significativa de 5,7%, com desvalorização de R$ 19,35/@ no comparativo diário. Diversas indústrias frigoríficas reduziram a atividade de compra, mantendo as escalas de abate preenchidas, em média, para cinco dias úteis.

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Com a chegada da primeira parcela do 13° salário e os pagamentos salariais previstos para a próxima semana, o setor varejista espera melhora no ritmo de escoamento da carne bovina, acompanhando a maior liquidez no mercado interno.

Na região de Dourados, Mato Grosso do Sul, o mercado seguiu equilibrado no fechamento do mês, mesmo com o lento escoamento da carne. A falta de oferta de boiadas contribuiu para manter a estabilidade, com escalas de abate médias de cinco dias úteis.

Já no Sudeste de Rondônia, os preços permaneceram inalterados na análise diária, enquanto as escalas de abate estão mais confortáveis, atingindo cerca de 10 dias úteis.





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chuvas amenizam impacto da estiagem



Algumas lavouras já contabilizam prejuízos no estado




Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, o plantio do milho na safra 2024/2025 no Rio Grande do Sul avançou apenas 4% na última semana, alcançando 88% da área projetada. As lavouras estão divididas entre os estágios de desenvolvimento vegetativo (42%), florescimento (27%) e enchimento de grãos (31%).

A ocorrência de chuvas entre os dias 19 e 20 de novembro contribuiu para elevar os níveis de umidade do solo em algumas regiões, especialmente onde os volumes pluviométricos foram mais significativos. Nas áreas irrigadas, o potencial produtivo permanece elevado, impulsionado por alta radiação solar durante o dia e temperaturas mais amenas à noite.

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No entanto, a escassez hídrica em novembro trouxe prejuízos consideráveis às lavouras de sequeiro, especialmente nas regiões Noroeste e Centro do estado. Sintomas como enrolamento de folhas, senescência e secamento dos pendões foram observados. Em algumas áreas, as perdas já são consolidadas, e a continuidade desse cenário pode aumentar a procura por seguros agrícolas e Proagro.

Os tratos culturais variaram de acordo com o estágio das lavouras. Em áreas em germinação ou desenvolvimento vegetativo, os produtores investiram em adubação nitrogenada e controle de plantas daninhas. A aplicação de defensivos foi realizada apenas em casos monitorados de necessidade.

Para a safra atual, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 748.511 hectares, com produtividade média projetada de 7.116 kg/ha.

No âmbito comercial, o preço médio da saca de 60 kg do milho apresentou leve alta de 0,04%, passando de R$ 68,14 para R$ 68,17 na comparação semanal.





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Clima impacta produção de pêssegos no Rio Grande do Sul


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (28), a colheita do pêssego segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com resultados distintos conforme a região e as condições climáticas enfrentadas ao longo do ciclo. As variedades de ciclo médio estão em destaque, enquanto o manejo adequado tem sido essencial para manter a sanidade e o vigor dos pomares.

Na região de Caxias do Sul, a colheita das variedades precoces foi concluída, e as de ciclo médio, como Chimarrita e BRS Fascínio, ganham intensidade, apesar de uma maturação desuniforme causada por floração prolongada e temperaturas baixas. As variedades tardias, como Eragil e Chiripá, seguem em crescimento pós-raleio, com boa carga de frutos e baixos índices de pragas, como a mosca-das-frutas. O preço por calibre varia de R$ 1,50/kg a R$ 6,00/kg.

Em Pelotas, a abertura oficial da colheita aconteceu em 21 de novembro, seguida pela Feira Municipal do Pêssego no Mercado Público. A região enfrenta alta incidência de bacteriose e podridão-parda devido ao excesso de chuva, elevando as demandas por Proagro. O preço de referência foi fixado em R$ 2,50/kg para frutos tipo I e R$ 2,20/kg para tipo II.

As variedades precoces estão sendo colhidas com boa sanidade, mas os preços caíram, ficando entre R$ 3,50 e R$ 4,00/kg. Mais de 80% dos pomares, com variedades como Kampai e Eragil, estão na fase final de formação de frutos, mantendo o potencial produtivo adequado.

Em São Vicente do Sul, na região de Santa Maria, a produção é razoável e atende às expectativas comerciais. Já em Soledade, as variedades de ciclo médio estão em colheita, com preços iniciais no mercado local chegando a R$ 12,00/kg.





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Paraná conclui plantio com projeções otimistas



Produção paranaense de soja é estimada em 22,3 milhões de toneladas




Foto: Canva

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, divulgou nesta quinta-feira (28) o boletim semanal sobre a conjuntura agropecuária do estado. O relatório destaca a conclusão do plantio da safra 2024/2025 de soja e milho, mas aponta deterioração nas condições gerais das lavouras de soja devido à irregularidade climática em algumas regiões.

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Com 99% da área estimada de 5,77 milhões de hectares já plantada, a soja enfrenta desafios climáticos que reduziram o percentual de áreas em boas condições de 99% para 92% nesta semana. As regiões mais impactadas incluem Londrina, Toledo, Cascavel e Umuarama. Apesar disso, a expectativa de produção permanece robusta, com projeção de 22,3 milhões de toneladas.

O plantio do milho também foi concluído, abrangendo 256 mil hectares. As lavouras apresentam, em sua maioria, boas condições no campo, com uma estimativa de produção de 2,6 milhões de toneladas para a safra.





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Putin diz que a guerra na Ucrânia está se tornando global


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Por Guy Faulconbridge e Marina Bobrova e Maxim Rodionov

MOSCOU (Reuters) – O presidente Vladimir Putin disse, nesta quinta-feira, que a guerra na Ucrânia está sofrendo uma escalada para se tornar um conflito global após os Estados Unidos e o Reino Unido permitirem que os ucranianos usem armas produzidas por eles para atingir a Rússia e alertou o Ocidente que Moscou pode contra-atacar.

A Rússia, disse Putin, respondeu ao uso de mísseis dos EUA e do Reino Unido disparando um novo tipo de míssil balístico hipersônico de médio alcance contra uma instalação militar ucraniana.

Mais ataques podem ocorrer, advertiu Putin, acrescentando que civis seriam avisados previamente em caso de novos ataques com essas armas.

Após aprovação do governo do presidente dos EUA Joe Biden, a Ucrânia atingiu a Rússia com seis mísseis ATACMS de fabricação norte-americana em 19 de novembro e com mísseis britânicos Storm Shadow e HIMARS norte-americanos em 21 de novembro, afirmou Putin.

“Desde aquele momento, como enfatizamos repetidamente, um conflito regional na Ucrânia, anteriormente provocado pelo Ocidente, adquiriu elementos de caráter global”, disse Putin em um discurso à nação transmitido pela televisão estatal após as 20h, horário de Moscou.

Os Estados Unidos, disse Putin, estão empurrando o mundo para um conflito global.

“E, em caso de escalada de ações agressivas, responderemos também de forma decisiva e equivalente”, acrescentou.

Putin afirmou que o ataque ucraniano com mísseis ATACMS não conseguiu causar danos significativos. O ataque com Storm Shadow na região de Kursk, em 21 de novembro, no entanto, foi direcionado a um ponto de comando e resultou em mortos e feridos, disse ele.

“O uso de tais armas pelo inimigo não é capaz de mudar o curso das operações militares na área da operação militar especial”, afirmou Putin.

“Consideramos que temos o direito de usar nossas armas contra as instalações militares de países que permitem que suas armas sejam usadas contra nossas instalações”, afirmou Putin.

“Se alguém ainda duvidar disso, está enganado – sempre haverá uma resposta.”

A Rússia controla 18% da Ucrânia, incluindo toda a Crimeia, que anexou da Ucrânia em 2014, 80% do Donbas — as regiões de Donetsk e Luhansk — e mais de 70% das regiões de Zaporizhzhia e Kherson, além de menos de 3% da região de Kharkiv e uma pedaço da região de Mykolaiv.

A Ucrânia e o Ocidente afirmam que a invasão de 2022 foi uma tentativa de estilo imperial de tomar território soberano ucraniano e temem que a Rússia tenha a possibilidade de atacar um membro da Otan caso Putin vença na Ucrânia.

“Acredito que os Estados Unidos cometeram um erro ao destruir unilateralmente o tratado sobre a eliminação de mísseis de alcance intermediário e mais curto em 2019 sob um pretexto forjado”, disse Putin, referindo-se ao Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, em inglês).

Os Estados Unidos retiraram-se formalmente do marco do Tratado INF de 1987 com a Rússia em 2019, alegando que Moscou estava violando o acordo, acusação rejeitada pelo Kremlin.

(Reportagem de Marina Bobrova e Guy Faulconbridge em Moscou; e Maxim Rodionov em Londres)





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Audiência debate despesas de grãos na região Sul



“O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho”



"O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho"
“O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho” – Foto: Divulgação

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados realizou, na última quinta-feira (28), uma audiência pública para debater os elevados custos na aquisição de grãos, problema que afeta a agroindústria do Sul do Brasil. A iniciativa foi liderada pela deputada Daniela Reinehr (PL-SC), que destacou a urgência de soluções para questões logísticas e os impactos desses custos na cadeia produtiva de proteína animal. 

Durante o evento, o representante do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, propôs alternativas logísticas como a integração ferroviária com Paraguai e Argentina, a construção da ponte Jaguar e a abertura de um porto seco em Dionísio Cerqueira (SC). Ele ressaltou que o atual modelo rodoviário eleva os custos de frete, agravando a situação. Além disso, fatores como mudanças climáticas e o crescimento da destinação do milho ao etanol foram apontados como desafios adicionais.

Os impactos climáticos no Rio Grande do Sul também foram debatidos. Segundo o senador Ireneu Orth (PP-RS), os desastres recentes prejudicaram agricultores e podem comprometer a próxima safra, apesar da expectativa de uma supersafra anunciada pela Embrapa. A deputada Daniela complementou, reforçando o compromisso da Frente Parlamentar da Agropecuária em apoiar produtores com tecnologias e políticas de crédito.

“O Rio Grande do Sul sofreu uma das maiores crises em abril, maio e junho deste ano, com prejuízos que impactaram tanto o campo quanto as cidades. Apesar de avanços na recuperação, produtores sem tecnologia e acesso a crédito ainda enfrentam dificuldades, comprometendo a próxima safra. Mesmo com a expectativa de uma supersafra anunciada pela Embrapa, ela só será alcançada se o clima colaborar”, alertou.





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Dólar preocupa o setor agropecuário



No mercado interno, o impacto será severo para a economia geral



"A valorização do dolar impacta diretamente o custo da produção"
“A valorização do dolar impacta diretamente o custo da produção” – Foto: Pixabay

Conforme destacou Isan Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT) e do Instituto do Agronegócio, o dólar alcançou ontem (28) a marca histórica de R$ 6,003 na venda, um feito inédito desde sua introdução em 1994. Esse aumento reflete a reação negativa do mercado ao pacote econômico anunciado pelo ministro da Fazenda, que inclui medidas como cortes de R$ 70 bilhões em investimentos para 2025 e 2026, mudanças no abono salarial e a criação de uma alíquota de até 10% para rendimentos acima de R$ 600 mil anuais.  

Embora a alta do dólar possa sugerir vantagens para os produtores rurais, devido ao impacto positivo nos preços das commodities como carne, soja, milho e trigo, Rezende alerta para um efeito contrário. “A valorização do dolar impacta diretamente o custo da produção agropecuária com o aumento do combustível, insumos agrícolas, fertilizantes, etc etc. no qual a produção agropecuária depende desses produtos importados”, destacou.  

Além disso, o cenário global de oferta abundante de soja, com previsões de alta produtividade nos Estados Unidos (125 milhões de toneladas) e colheitas robustas no Brasil, Argentina e Paraguai, deverá limitar os preços internacionais dessas commodities. Esse excesso de oferta, segundo Rezende, tende a pressionar ainda mais os valores domésticos no início de 2025, ampliando as dificuldades dos produtores.  

Segundo ele, o mercado interno, o impacto será severo para a economia geral, com aumento nos preços de alimentos, transporte, serviços essenciais como saúde e educação, e maior custo do crédito devido à alta das taxas de juros.

 





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