domingo, abril 12, 2026

Política & Agro

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Mercado de açúcar inicia semana com oscilações



Futuros do açúcar iniciam a semana mistos nas bolsas internacionais




Foto: Pixabay

Segundo dados da União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros de açúcar apresentaram movimentos mistos nas bolsas internacionais nesta segunda-feira (2). Em Nova York, na ICE Futures, os lotes de maior liquidez encerraram o dia em queda, com exceção dos contratos de longo prazo, que tiveram leve alta. O contrato março/25 do açúcar bruto fechou o dia cotado a 21,07 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 1 ponto em relação à última sexta-feira. Já o vencimento maio/25 recuou 5 pontos, negociado a 19,78 centavos por libra-peso. Outros lotes oscilaram entre quedas de até 6 pontos e altas de 5 pontos.

As chuvas intensas que atingiram a região centro-sul do Brasil no final de semana podem acelerar o encerramento antecipado da moagem em algumas usinas. Esse cenário pode comprometer a reta final da safra 2024/25, gerando incertezas quanto ao volume final de produção, de acordo com o divulgado pela Udop.

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Na ICE Futures Europe, em Londres, o contrato março/25 para o açúcar branco fechou estável a US$ 547,70 por tonelada. Os vencimentos maio e agosto/25 registraram altas de US$ 1,20 e US$ 0,40, respectivamente, enquanto os demais contratos tiveram quedas entre US$ 0,40 e US$ 2,30.

Por outro lado, no Brasil, o mercado doméstico também registrou queda no preço do açúcar cristal. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 163,60, uma desvalorização de 0,58% em comparação aos R$ 164,55 da sexta-feira, conforme divulgou a Udop.





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Goiás registra recorde no preço do suíno vivo



Suinocultura encerra o ano com preços recordes e demanda aquecida no estado




Foto: Pixabay

Segundo o divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás com base nos dados da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), oercado de suínos registrou um marco histórico na segunda quinzena de novembro em Goiás, com o preço do suíno vivo alcançando R$ 10,10 por quilo. A valorização representa uma alta de 50,74% desde janeiro, quando o preço estava em R$ 6,70 por quilo, e marca a maior variação desde o início do monitoramento, em 2020. Para os suinocultores goianos, o aumento é uma oportunidade de reparar prejuízos acumulados nos últimos quatro anos, período em que o setor enfrentou crises severas.

O aquecimento do mercado interno, aliado à crescente demanda internacional, impulsionou as cotações. Dados da Associação Goiana de Suinocultores (AGS) indicam um crescimento de 8% nas exportações desde maio de 2024. Esse movimento, somado à alta nos preços, contribui para que a suinocultura brasileira encerre o ano com produção estável, recordes de exportações e consumo aquecido, conforme o divulgado pela Seapa.

De acordo com o relatório Agro em Dados, da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), agosto foi o terceiro melhor mês em exportações de carne suína para Goiás. O estado registrou crescimento de 4,4% no volume exportado e de 15,9% em valores, em comparação ao mesmo período de 2023, consolidando sua posição no mercado externo.





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Cotação da pluma e dólar impulsionam exportações mato-grossenses



Valorização da moeda americana reflete expectativas macroeconômicas para o Brasil




Foto: Canva

Segundo análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (2), as paridades de exportação de algodão para os contratos de dezembro de 2024 e julho de 2025 no mercado mato-grossense registraram altas na última semana de novembro. As médias encerraram o período em R$ 139,41/@ e R$ 143,79/@, respectivamente, representando elevações de 9,24% e 4,05% em relação à semana anterior.

O aumento das paridades foi impulsionado pela valorização semanal da pluma de algodão na Bolsa de Nova York, que apresentou crescimento de 7,02% para os contratos de dezembro de 2024 e de 2,02% para julho de 2025. O dólar também contribuiu para o cenário, com altas de 2,15% e 2,07% nos contratos futuros dos mesmos períodos.

Segundo o Imea, a valorização da moeda americana reflete expectativas macroeconômicas para o Brasil em 2025, somadas à repercussão de declarações políticas recentes, que têm sustentado o dólar em patamares elevados e impactado positivamente as paridades de exportação no estado.





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FPA leva produção agropecuária do Brasil para a COP-29


Parlamentares destacam produção sustentável, integração com políticas climáticas e o papel do Brasil como líder agroambiental

FPA na Cop29

Desde o início da semana, os parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) participam da comitiva brasileira do agro, organizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na COP-29, realizada em Baku, no Azerbaijão.

Durante o evento, que reúne representantes de 200 países e ocorre de 11 a 22 de novembro, os parlamentares da FPA ressaltaram a importância do setor agropecuário e da produção brasileira no combate às mudanças climáticas.

Presente no evento, o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), destacou que o Código Florestal é uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo. “É fundamental explicar que nossa lei é mais rígida do que as de outros continentes. Na Europa, apenas para pousio, os produtores reservam menos de 5% das terras, e protestaram recentemente quando a União Europeia quis aumentar essa reserva para 7%”, afirmou Lupion.

Os parlamentares aproveitaram a oportunidade para reforçar o discurso de que a Conferência promove o desenvolvimento dos países. “Isso ocorre em vários níveis: econômico, social e ambiental. Discutir o clima faz parte dessas agendas de desenvolvimento. Por isso, é essencial que o setor produtivo como um todo, inclusive o agro, esteja presente para acompanhar as discussões”, destacou o presidente da FPA.

A deputada Marussa Boldrin (MDB-GO) também enfatizou a relevância da presença do setor agropecuário na COP-29. “Nós fomos questionados, inclusive, sobre o motivo dessa participação. Mas, principalmente, não podemos permitir que quem está olhando o lado ambiental dite as regras ou fale sobre a agricultura sem ouvir a nossa versão — a versão do que participamos e fazemos. Muito foi falado sobre as NDCs e sobre o quanto o Brasil contribui com tudo isso. Mais do que sermos ouvintes, precisamos estar presentes para dar voz a todo esse sistema”, afirmou.

Marussa destacou ainda a importância da próxima COP-30, que será realizada em 2025 no Brasil. “Precisamos mostrar a floresta que produz e também toda a agricultura que é feita na região Norte, Nordeste, e em todo o país, que tem credibilidade para estar na mesa de discussões, apresentando ações e nossa visão como sociedade.”

Agro sustentável
O vice-presidente da FPA, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), ressaltou a importância do agro brasileiro no contexto ambiental e econômico. “Nosso agro é sustentável, e precisamos mostrar isso para o mundo. O agro não só produz alimentos e proteínas, mas também gera energia. Podemos aumentar a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, ampliar a produção de energia. O etanol é um exemplo disso. Já produzimos muito, e vamos produzir ainda mais. Não é só com a cana, mas também com o milho e, em breve, até com o trigo do Rio Grande do Sul, com cada vez mais variedades produzindo etanol.”

Jardim destacou ainda o potencial do Brasil em energias alternativas. “O etanol não só vai aumentar a mistura, mas também será base para o combustível marítimo e de aviação. O cenário é promissor. Além disso, temos a captura de carbono e o diesel verde produzido a partir do agro. O Brasil não é o vilão do meio ambiente, mas sim a vanguarda da nova economia de baixo carbono”, afirmou o parlamentar.

COP-30
No mesmo sentido, o deputado Zé Vitor (PL-MG) destacou o papel do Brasil no cenário global. “Temos desafios globais, e é claro que, pensando especialmente no agro — até porque hoje tratamos de sistemas alimentares —, o caminho para que diversos produtores e empreendedores mundo afora possam adotar medidas práticas passa pelo acesso à transferência de tecnologia, à assessoria técnica e, em alguns casos, a mais recursos para financiamento”, pontuou.

Sobre a COP-30, o deputado mineiro reforçou a importância do Brasil como líder agroambiental. “A COP-30 será uma vitrine, e é importante que saibamos dosar e apresentar o Brasil como de fato é: uma potência agroambiental. Nós jamais nos sentaremos no banco dos réus, porque temos capacidade de contribuir com a mitigação, a adaptação e a segurança alimentar, que caminham juntas. São temas nos quais o Brasil já é líder.”

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) chamou a atenção para os avanços do agro em pesquisa, inovação e responsabilidade ambiental. “Nesta COP participamos de um painel sobre sustentabilidade, tecnologia e inovação, e a responsabilidade do agro no sequestro de carbono. Discutimos como construir uma produção maior, mais qualificada e mais responsável a cada dia”, disse.

“Na COP-29 estamos nos preparando para receber a COP-30 e, principalmente, para mostrar ao mundo o que a Amazônia quer dele, e não o que o mundo quer da Amazônia. Não é possível que quem não cumpre nenhum dos compromissos globais cobre do Brasil, que já cumpre os seus. Não seremos reativos nem voluntaristas, mas estaremos prontos para recebê-los de braços abertos, com dados e fatos capazes de comprovar a responsabilidade ambiental do Brasil”, completou.

O deputado Zé Silva (Solidariedade-MG) destacou a importância da integração de políticas para a agricultura familiar na agenda climática. “Participei de diversos painéis e debates, ouvindo outros países e compartilhando ideias, além de debater sobre assistência técnica e extensão rural. Tivemos, no espaço do Brasil, um debate sobre agricultura familiar, que precisa ser contemplada no financiamento das mudanças climáticas. Precisamos saber, daqui a 5 ou 10 anos, quais tecnologias estarão disponíveis e quais inovações podem beneficiar a agricultura familiar, permitindo que ela produza alimentos e, ao mesmo tempo, preserve as tradições passadas de geração para geração”, finalizou Zé Silva.





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produção de milho deve atingir 45,85 milhões de toneladas



Área de milho cresce 0,70% para a safra 24/25 no Mato Grosso




Foto: Pixabay

Segundo análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (2), a terceira estimativa da área de milho para a safra 2024/2025 em Mato Grosso apresentou crescimento de 0,70% em relação à projeção anterior e de 0,56% em comparação à safra 2023/2024. A área plantada está prevista para alcançar 6,84 milhões de hectares.

O aumento na estimativa está relacionado à valorização do preço futuro do milho no estado, que está cobrindo os custos operacionais efetivos dos produtores. Apesar desse cenário positivo, o Imea alerta para a concentração da colheita da soja entre janeiro e fevereiro de 2025, fator que pode impactar o plantio do milho na sequência.

A projeção de produtividade sofreu um pequeno ajuste técnico, com uma redução de 0,02% em relação à estimativa anterior, permanecendo em 111,72 sacas por hectare. Com isso, a produção total de milho em Mato Grosso está estimada em 45,85 milhões de toneladas, uma alta de 0,68% em relação à previsão anterior, embora ainda seja 2,81% inferior ao volume da safra 2023/2024.





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Preços do boi gordo caem em R$ 5,00/@ no início da semana



Mercado do boi gordo recua em meio a escoamento lento de carne




Foto: Canva

Segundo dados da análise do informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, as cotações do boi gordo iniciaram a semana em queda nas principais praças pecuárias, com os compradores reduzindo as ofertas em R$ 5,00/@ para todas as categorias. O cenário reflete um escoamento lento da carne no mercado, embora a expectativa seja de melhora no consumo devido ao pagamento da primeira parcela do 13º salário e à proximidade dos salários mensais.

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Segundo o informado pela Scot Consultoria, na região Sul do Tocantins, a cotação do boi gordo recuou R$ 5,00/@, enquanto a novilha teve queda de R$ 3,00/@. Apenas o preço da vaca permaneceu estável. Já na região Norte, as ofertas de compra para boi gordo, vaca e novilha caíram uniformemente em R$ 3,00/@. O mercado do “boi China”, segmento destinado à exportação, também acompanhou a retração, com desvalorização de R$ 5,00/@.

Em Goiânia, o mercado local seguiu a mesma tendência de queda observada em outras regiões, com redução de R$ 5,00/@ nas cotações de todas as categorias pecuárias, marcando um dia de retração nos preços. Apesar do cenário atual, a perspectiva de aumento no consumo durante as próximas semanas pode influenciar positivamente o mercado, principalmente no varejo.





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RS pode declarar aviação agrícola de relevância econômica e social


O Projeto de Lei 442/23, que declara a aviação agrícola como de relevante interesse social, público e econômico no Rio Grande do Sul, será votado nesta terça-feira (3) pela Assembleia Legislativa gaúcha. A proposta, de autoria do deputado Marcus Vinícius de Almeida (PP) e assinada por outros 23 parlamentares, visa assegurar a atividade em todo o território estadual, protegendo-a de possíveis restrições regionais.

O texto do PL reforça que o exercício da aviação agrícola é livre e deve respeitar normas legais e regulatórias. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o setor, que conta com mais de 400 aeronaves no Estado, é essencial para garantir a produtividade de culturas como soja, milho, trigo e, especialmente, arroz. Dados do Sindag destacam que o Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção nacional de arroz, cultura altamente dependente das tecnologias aeroagrícolas.

Gabriel Colle, diretor-executivo do Sindag, enfatiza que a aviação agrícola é uma ferramenta de alta tecnologia e precisão. Ele destaca a redução de até 90% no uso de água, além de otimizar o consumo de insumos, gerando economia significativa para os produtores. “O setor ainda contribui no combate a incêndios e na recuperação de pastagens, demonstrando sua versatilidade e importância estratégica”, afirma Colle.

Além de ser o berço da aviação agrícola no Brasil, o Rio Grande do Sul mantém a segunda maior frota do segmento e se consolida como polo de inovação. Empresas locais exportam tecnologias embarcadas e o Estado abriga uma das únicas fábricas de drones agrícolas do país. A formação de pilotos agrícolas também é destaque, com Cachoeira do Sul sendo reconhecida oficialmente como a Capital Estadual da Formação de Pilotos Agrícolas.

A proposta de Marcus Vinícius já recebeu pareceres favoráveis das Comissões de Constituição e Justiça e de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa. A iniciativa também inspirou ações semelhantes em outros estados, como Santa Catarina, fortalecendo a relevância nacional do setor. Para ampliar o apoio à atividade, foi criada a Frente Parlamentar em Defesa da Aviação Agrícola, liderada pelo deputado Edvilson Brum (MDB) e composta por 26 membros. A Frente foi oficializada durante a Expoagro Afubra e reafirma o compromisso do parlamento gaúcho com o setor aeroagrícola.





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competitividade brasileira cresce com dólar a R$6,00


O mercado de soja apresentou comportamento volátil na última semana, influenciado por fatores como a valorização do dólar, o avanço da safra brasileira e as tensões geopolíticas na Ucrânia. Segundo dados da Grão Direto, o contrato de janeiro de 2025 na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a US$ 9,91 por bushel, registrando alta semanal de 0,61%. Apesar disso, o mercado interno brasileiro não acompanhou a valorização internacional, com algumas regiões reportando quedas nos preços.

A decisão do governo brasileiro de cortar impostos e isentar o imposto de renda para rendas até R$ 5 mil ampliou preocupações com o déficit público, levando o dólar a atingir R$ 6,11 ao longo da semana, antes de recuar para R$ 6,00. Essa alta histórica impactou positivamente a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, mas intensificou a pressão baixista sobre os preços na CBOT, devido ao aumento da oferta global de grãos brasileiros.

As condições climáticas na última semana foram amplamente favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, exceto em regiões como o centro-sul de Mato Grosso do Sul e Bahia, que enfrentam problemas com o déficit hídrico. A Conab destacou que os principais estados produtores apresentam condições excelentes para o avanço da safra, mas o desenvolvimento vegetativo nessas áreas pode ser comprometido caso a falta de chuvas persista.

Projeções para a semana

Cotações em Chicago: Com a colheita norte-americana concluída e a safra brasileira prestes a entrar no mercado, a expectativa é de pressão adicional nos preços. Segundo a Grão Direto, há possibilidades de que as cotações caiam abaixo de US$ 9,00 por bushel, especialmente se as condições climáticas continuarem favoráveis no Brasil.

Dólar: A instabilidade política e fiscal no Brasil deve manter o dólar em patamares elevados, mas a projeção é de recuo ao longo da semana. Esse movimento pode proporcionar maior rentabilidade em reais para os produtores brasileiros, mas exige monitoramento constante dos prêmios regionais e das condições do mercado internacional.

A combinação de um dólar forte e a possibilidade de queda nos preços em Chicago impõe um dilema para os produtores. A orientação é avaliar cuidadosamente as estratégias de comercialização, buscando oportunidades em prêmios locais e monitorando a dinâmica do mercado externo. 





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Preços do feijão despencam com oferta elevada



Reflexo do aumento na oferta que superou a demanda no mercado interno




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Os preços do feijão continuaram em queda na última semana de novembro, reflexo do aumento na oferta que superou a demanda no mercado interno. De acordo com análises do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o clima favorável foi determinante para o avanço das atividades de campo, especialmente na região de Itapeva (SP), que registrou maior disponibilidade do produto.

As quedas nos preços foram observadas em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea, abrangendo diferentes tipos de feijão. Entre as variedades, o feijão preto tipo 1 apresentou as menores oscilações, enquanto o feijão carioca com notas 8,0 a 8,5 sofreu as maiores desvalorizações.

Mesmo com a pressão sobre as cotações, o clima favorável traz otimismo para os agentes de mercado, especialmente em relação à qualidade do produto. No entanto, o cenário de oferta elevada continua desafiador para os produtores, reforçando a necessidade de estratégias para escoamento da produção.

 





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Rússia reduzirá drasticamente exportações de trigo



A decisão foi influenciada por uma safra menor do que o esperado



A redução nas exportações deve impactar significativamente países como Egito, Irã e Arábia Saudita
A redução nas exportações deve impactar significativamente países como Egito, Irã e Arábia Saudita – Foto: Divulgação

A Rússia, maior exportadora global de trigo, planeja reduzir sua cota de exportação do grão em dois terços para a temporada de exportação entre 15 de fevereiro e 30 de junho de 2025, conforme reportado pela Reuters. A decisão do governo russo, anunciada pelo Conselho da União Econômica Eurasiática (UEE), reduzirá a cota para 11 milhões de toneladas, comparado às 29 milhões de toneladas enviadas no mesmo período de 2024. Além disso, as taxas de exportação de trigo serão elevadas em mais de 18% a partir de 4 de dezembro de 2024, e cotas de importação para alguns alimentos básicos serão eliminadas, em uma tentativa de equilibrar o mercado doméstico.  

A redução nas exportações deve impactar significativamente países como Egito, Irã e Arábia Saudita, que dependem fortemente do trigo russo para atender suas demandas internas. Além disso, especialistas esperam que a medida tenha um efeito de alta nos preços globais do grão, devido à diminuição na oferta no mercado internacional.  

A decisão foi influenciada por uma safra menor do que o esperado em 2024, causada por condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras da Rússia, e pelo aumento no volume de exportações nos últimos meses. Segundo a indústria econômica russa, a medida visa estabilizar os preços ao consumidor, evitar o esgotamento dos estoques domésticos e conter a inflação interna, especialmente em um cenário de possível necessidade de importações futuras para suprir a demanda interna.  

Para a temporada 2024/25, a Rússia deve produzir 81 milhões de toneladas de trigo e exportar 48 milhões de toneladas, segundo o Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA. Esses números representariam os menores totais de produção e exportação do país desde a temporada 2021/22. Caso confirmada, a redução pode transformar o panorama do mercado global de trigo, favorecendo outros grandes exportadores, como a União Europeia e os Estados Unidos.  

 





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